segunda-feira, 17 de setembro de 2012 | | 0 comentários

Maquiavel, o PT e o "mensalão"

Então Lula sabia do “mensalão” desde sempre (e não somente após o suposto alerta do então deputado Roberto Jefferson, do PTB-SP)?

Então o ex-presidente era “líder do esquema”, como teria revelado a amigos o publicitário Marcos Valério, já condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no julgamento em andamento do chamado “mensalão”, segundo reportagem da revista “Veja”?

Independentemente destas respostas, acredito que o PT deve um mea-culpa à nação. Para expressar meu pensamento, reproduzo trecho da coluna do jornalista Carlos Heitor Cony, "O PT e suas entranhas", publicada na “Folha de S. Paulo” de domingo (16/9):

“Não tenho nada contra o PT nem contra qualquer outro partido. Tinha até mesmo alguma simpatia pela imagem que ele criara, pelas intenções e posições que tomava, sob a liderança de um homem excepcional como Lula. No entanto é com certo pesar que vejo a sua lenta, mas progressiva deterioração política e moral - que, de alguma forma, afetará o seu patrimônio eleitoral.

Não há dúvida de que o partido ficou seriamente comprometido com o mensalão. Independentemente da decisão final do Supremo, suas entranhas ficaram escancaradas, revelando que em nada se difere dos demais partidos.

Como se não bastassem os recursos ilícitos que empregava para se manter e ajudar seus aliados, dona Dilma deu agora mais uma demonstração de que o PT se utiliza do poder para obter vantagens que, embora lícitas do ponto de vista administrativo, resvalam no mais escrachado fisiologismo.”

Incrível é constatar que petistas que até ontem espinafravam os que recorriam a práticas não-republicanas para conquistar o poder defenderem hoje tais práticas (ainda que não ilegais, porém imorais, como a aliança com os ex-presidentes e agora senadores José Sarney, do PMDB-AL, e Fernando Collor de Melo, do PTB-AL).

De um culto membro do PT limeirense, ouvi recentemente algo do tipo: “se o partido não apoiasse Sarney, a Dilma (Rousseff) não teria sido eleita”.

Então vale tudo pelo poder?

“O objetivo de qualquer partido é conquistar o poder”, respondeu.

Por trás deste pensamento está o princípio de que, no caso do PT, o “vale-tudo” se justifica porque a ideologia do partido seria a melhor, a mais justa e visaria melhorar a vida do cidadão.

Ora, não é o mesmo princípio que os partidos e governos extremistas – de esquerda e de direita – adotaram ao longo da história?

Então porque o PSDB fez uso antes do tal esquema do “mensalão” em Minas Gerais, os demais partidos (PT incluído) têm direito de adotar a mesma prática (ainda mais se for por uma “boa causa”)?

Ah, Maquiavel...

Em tempo: esta postagem terá continuação, pois já programei uma entrevista com o colega petista.

PS: para quem, como eu, achou um tanto estranha a denúncia publicada pela “Veja”, há um indício de veracidade na postagem “A quarta cópia”, escrita pelo jornalista Ricardo Noblat em seu blog nesta segunda-feira (17/9).

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Música no jardim do Prada

Assisti neste final de semana a dois espetáculos interessantes em comemoração ao aniversário de Limeira. Ambos ocorreram no belo jardim do Edifício Prada, a sede do Poder Executivo limeirense. Um prédio histórico, de arquitetura magnífica. O local ganhou uma iluminação especial, que conferiu a ele um bonito colorido.







No sábado à noite, a Orquestra Sinfônica de Limeira deu mais um show com um repertório eclético, que começou com Villa-Lobos e terminou com Tom Jobim, passando por bolero e tango. 

No domingo à noite, foi a vez da Banda Marcial dos Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil, um grupo que mistura o rigor militar à história do país - as gaitas de fole, por exemplo, presentes da rainha da Inglaterra ao Brasil, são um show à parte.

A banda - que já se fazia presente na cerimônia de abertura dos portos às nações amigas, em 1808 (ato que mudou a história do Brasil em definitivo) - executou dobrados históricos, uma canção celta e clássicos da música brasileira, como "Asa Branca". Também improvisou um "Parabéns a Você" para Limeira. Sempre misturando música à coreografia (que, num dado momento, chegou a simular a formação das embarcações da Marinha brasileira).

Para quem perdeu, seguem alguns vídeos:




Como estamos em período eleitoral, deixo um apelo ao próximo prefeito de Limeira: abra - como ato simbólico de um novo tempo após tudo o que a cidade viveu nos últimos meses com a cassação do chefe do Executivo - o jardim do Prada para a população. O espaço é muito bonito para ficar fechado ao povo.

Nas grandes cidades mundiais, praças e jardins (inclusive em frente a sedes de poderes) ficam à disposição da comunidade como espaços públicos que são. Para casais namorarem, pais brincarem com os filhos, amigos baterem papo, trabalhadores relaxarem, famílias fazerem piquenique, estudantes lerem, enfim... Pisando na grama e tudo. É exemplo de democracia e liberdade.

domingo, 16 de setembro de 2012 | | 0 comentários

Reflexão

O que realmente temo é o tempo. (...) Ele é o verdadeiro demônio: fustiga-nos quando preferíamos ficar à toa, levando o presente a passar a toda velocidade, impossível de ser contido, e quando se vê, tudo se torna passado, um passado que não se aquieta, que flui, formando histórias espúrias. Meu passado... não parece nem um pouco real. A pessoa que o vivenciou não fui eu. É como se o meu eu atual estivesse sempre se dissolvendo. Tem aquela frase de Heráclito: “Ninguém se banha duas vezes no mesmo rio, pois as águas já não são as mesmas, nem a pessoa”. Está certíssima. Gostamos dessa ilusão de continuidade e a chamamos de lembrança. O que explica, talvez, por que nosso maior temor não é o fim da vida, mas o fim das lembranças.
Gerda Erzberger, personagem de “Os imperfeccionistas”, livro de Tom Rachman (altamente recomendável, principalmente para jornalistas)

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Direto do toca-CD (10)

Por una cabeza,
Todas las locuras.
Su boca que besa,
Borra la tristeza,
Calma la amargura.
Por una cabeza,
Si ella me olvida
Qué importa perderme
Mil veces la vida,
Para qué vivir.

Cuántos desengaños,
Por una cabeza.
Yo jugué mil veces,
No vuelvo a insistir.
Pero si un mirar
Me hiere al pasar,
Sus labios de fuego
Otra vez quiero besar.
Basta de carreras,
Se acabó la timba.
¡Un final reñido
Ya no vuelvo a ver!
Pero si algún pingo
Llega a ser fija el domingo,
Yo me juego entero.
¡Qué le voy a hacer..!

("Por una cabeza", de Alfredo Le Pera)

sábado, 15 de setembro de 2012 | | 0 comentários

Mais um pouco da CNN

A CNN surgiu em 1980 por iniciativa de um visionário. Afinal, foi o primeiro canal de notícias 24 horas dos Estados Unidos. Hoje, a emissora – pertencente ao grupo Time Warner – possui uma série de braços, como a versão espanhola, a internacional, a popular (HLN), estando presente também em outras mídias, como Internet e rádio.

Tive a oportunidade – graças à conquista do amigo jornalista Carlos Giannoni de Araujo, vencedor do 7º concurso de jornalismo para universitários da CNN, e à gentileza de Sabrina Yamamoto, relações públicas da Turner no Brasil – de conhecer a sede da emissora em
Atlanta (EUA).






Como já registrei numa postagem anterior, a CNN é uma televisão – óbvio. Quero dizer com isso que, para um jornalista familiarizado com o meio, não há novidade no modo de fazer. Outros aspectos da visita chamaram minha atenção.

Inicialmente, a divisão das operações editoriais entre os diversos braços da companhia e, ao mesmo tempo, a união editorial em torno de uma grande reunião de pautas diária e graças ao trabalho do CNN Wire. Tudo funcionando de modo sincronizado graças à organização, planejamento e profissionalismo.

Outro aspecto relevante envolve o que costumo chamar de iniciativa. Quando surgiu, há mais de 30 anos, a CNN era uma novidade. Com o passar do tempo, deixou de ser. Como, então, diferenciar-se num mundo cada vez mais competitivo, principalmente diante da concorrência da mídia digital? As respostas são diversificando-se e investindo em produtos inéditos e de qualidade.

Assim, merece destaque o núcleo de projetos especiais (o nome oficial não é este, mas o objetivo do trabalho sim). Coordenado na ocasião pela jornalista Sara Yeglin, ele tem como foco planejar e executar coberturas especiais, sejam eventos programados (como a Copa do Mundo), pautas próprias (um especial qualquer) ou coberturas inesperadas (como uma catástrofe natural).

É fruto desse núcleo, por exemplo, o “Freedom Project” – série de reportagens que revelam e denunciam formas de trabalho escravo pelo mundo em pleno século 21. É um dos produtos jornalísticos mais relevantes a que assisti nos últimos tempos.

Iniciativas assim é que dão um tempero próprio, um diferencial para uma empresa.

Quando lá estive, em abril último, estava em curso o projeto “Voto Latino”. Questionei se ele dizia respeito a eleições na América Latina (como na Venezuela) ou à importância dos latinos na eleição para a presidência dos EUA, em novembro próximo. A segunda opção foi a resposta. Ou seja: oito meses antes a rede já estava organizada, na verdade executando, uma cobertura especial e diferenciada.

Mais uma vez, planejamento, organização e profissionalismo em vigor – com a dose necessária de investimento.




A CNN, naturalmente, utiliza material de diversas agências de notícias espalhadas pelo mundo. É, também, uma geradora de material para diversas emissoras ao redor do globo. E é uma importante fonte de notícias para os norte-americanos e para o público mundial. Sendo assim, é preciso dar às coberturas o olhar próprio e isto só se consegue tendo profissionais nos diversos lugares.

Estas talvez sejam algumas lições (ou exemplos) que ajudaram a tornar a CNN uma das líderes mundiais em notícias. Cada qual, em seu nível (local, nacional ou internacional) é capaz de adotar iniciativas semelhantes se quiser crescer e se destacar. Basta lembrar do tripé: planejamento, organização e profissionalismo. E não esquecer que isto exige INVESTIMENTO – humano e técnico.









* As fotos são minhas e do Carlos; os vídeos foram feitos pelo Carlos

Leia também:



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A minha querida "Zuquinha"

Hoje é um dia triste. Fiquei sabendo que minha irmãzinha Jully não está mais por aqui.

É bem verdade que nos últimos tempos ela andava meio ausente - como a cachorrinha que conhecemos, pois de corpo era mais presente que nunca. Invadia meu quarto e ficava trombando com as portas do guarda-roupa e com as paredes. A cena era triste, confesso. O mesmo ela fazia nos demais cômodos. A escada já não mais descia. Tinha virado a “bolsa” da minha mãe, como brincávamos. Onde ia, tinha que ser no colo.

Nos últimos dias, deu para girar sem parar. Como que à procura de um caminho – aliás, não é assim que estamos todos nós...?

Jully era a segunda das quatro irmãs que minha mãe nos arrumou ao longo dos últimos anos. Tinha cerca de 15 anos, estava velhinha e cega. Mas, acredito, era feliz. Pelo menos recebeu sempre o carinho de todos nós – por mais que fizesse coisas erradas e por mais que fosse chata e egoísta (sim, ela era). Não quis saber dos filhos quando os teve. Largou-os à própria sorte (ou aos cuidados da minha mãe...). Só um sobreviveu.

Não, não a critiquem. Ela era assim – amava quem a amava. Era às vezes carente, vivia grudada com minha mãe. Certa vez, teve a chance de ir para a praia. Foi um tormento. Não queria saber de esperar algumas horas no apartamento, chorava desesperadamente. Para desespero de todos. Nunca mais foi. Nem ela nem as outras.

Quando mudamos de casa, deu muito trabalho. Demorou para se acostumar com os novos ambientes e também chorava muito.

No cotidiano, não era muito de ficar pulando para brincar, mas fazia uma festa incrível sempre que algum de nós chegava de viagem. Um latido curto de felicidade, misturado a giros incontáveis e pulos de alegria.

Lembro-me que certa vez tentou pegar um passarinho que passou no alto do muro do quintal. Obviamente, ela jamais o alcançaria. Ainda assim tentou um pulo além do normal, o que lhe custou uma espécie de entorse e a nós, preocupação e gastos com veterinário. Foi quando descobrimos que ela tinha a ossada traseira (se é que se pode chamar assim) torta.

Ela também tinha uma espécie de sopro no coração. Isto nunca lhe causou nada, mas ultimamente andava cansada.

Sua necessidade de atenção permanente nos últimos meses estressou um pouco, é verdade. Por vezes perdíamos a paciência, mas eu sempre lembrava: “O que ela pode fazer? Ela está assim, não faz nada de propósito. Tadinha...”. Por razões diversas, minha mãe (a quem, por fim, restavam os cuidados com a Jully) andava com os nervos à flor da pele.

Jully teve diversos apelidos pela vida. Foi-se sendo a “Branca” – embora costumeiramente suja (coitada...). Era assim que eu a chamava ultimamente. No coração, porém, será sempre a “Zuca”, a nossa “Zuquinha”.

Vai com Deus, Jully. Fica com Deus, Branca.

Você nos deu sempre o seu melhor. Espero que possamos ter retribuído seu carinho à altura. Você foi melhor que muitos que encontramos pelos caminhos da vida. Era inocente e amava incondicionalmente. Esta é a sua lição.

Valeu por tudo, Zuca! Zuquinha!




quinta-feira, 13 de setembro de 2012 | | 0 comentários

Frase

“Tem uma hora que a razão atrapalha a intuição, a coragem que a gente tem que ter cega.”
Christiane Torloni, atriz, no “Programa do Jô” (TV Globo)

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O que a cerveja tem a ver com eleição? Tudo!

Sem querer, a cerveja – ela mesma! – virou símbolo de corrupção.

Não está entendendo?

Eu explico: tudo começou durante um bate-papo de um candidato a prefeito com estudantes numa faculdade de Limeira. Um jovem pediu a palavra e perguntou ao candidato qual era, afinal, a fonte de financiamento das campanhas. Para justificar a pergunta, o estudante comentou que havia candidato oferecendo cerveja de graça para os eleitores. E emendou: “É, uma cervejinha até vai bem, mas...”.

Na resposta, o candidato explicou que são diversas as fontes de recursos para custear uma campanha eleitoral. Via de regra doações do partido, de empresas e pessoas físicas, além de dinheiro do próprio candidato eventualmente.

Entretanto, a resposta não parou aí. Ao defender o voto facultativo e o financiamento público das campanhas, o candidato lembrou que reside justamente nas doações (muitas delas ilegais, “caixa dois”) de campanha a raiz de grande parte da corrupção que se vê Brasil afora. A lógica é simples: quem financia hoje vai cobrar a conta amanhã.

E quem paga a conta? Não, não é o candidato. É, em última análise, o cidadão. Isto porque a retribuição pela ajuda na campanha costuma partir do superfaturamento de obras e serviços – feitos em geral por meio de aditivos contratuais. A construção de uma escola, por exemplo, que deveria custar R$ 2 milhões, sai por R$ 4 milhões. A diferença vai para o bolso do doador (e via de regra também do político).

Como é dinheiro público, dos impostos pagos pelo contribuinte, o financiamento da campanha acaba custando caro para o próprio cidadão.

Após a explicação, o estudante chegou à conclusão óbvia:

 - Então, no fim das contas, sou eu mesmo que estou pagando a cerveja!

O comentário provocou risadas do público que acompanhava o evento. Aproveitando a deixa, o candidato emendou, de forma oportuna:

- E é a cerveja mais cara que você já tomou!

Leia também:




* Para acompanhar a prestação de contas - com doações e despesas - dos candidatos à Prefeitura de Limeira, veja o blog “Limeira 2012” ou acesse diretamente aqui e aqui.

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Ah, os taxistas...

Por que, afinal, os taxistas nos Estados Unidos têm nomes sempre estranhos?


Em tempo: a foto foi feita por Carlos Giannoni de Araujo na chegada a Atlanta já que eu estava no banco da frente do táxi...

quarta-feira, 12 de setembro de 2012 | | 0 comentários

Surge uma luz para o meio jornal

Há uma esperança no mercado de jornais e ela diz respeito ao leitor.

Nos Estados Unidos, onde a crise no meio impresso é mais acentuada na medida em que crescem os meios digitais e portáteis de acesso à informação, alguns especialistas sugerem aumentar o preço dos jornais como alternativa à recorrente queda na receita com publicidade.

Se a curto prazo isto pode representar um “golpe” contra o leitor, a médio prazo a tendência é que o público saia ganhando. Como? Simples: tendo às mãos produtos de maior qualidade.

A matemática não é difícil: na medida em que cai a dependência financeira da publicidade e cresce a dependência do dinheiro direto do leitor, os jornais se verão obrigados a elevar a qualidade dos seus produtos.

Algumas iniciativas – como a do “paywall” adotada pelo “The New York Times” e pelo “Dallas Morning News” – já indicam que o leitor está disposto a pagar por um conteúdo de qualidade.

Nos últimos anos, com a crescente influência da publicidade na mídia, muitos veículos relegaram a segundo plano o “coração” de qualquer jornal – a Redação – para focar investimentos no setor comercial.

É uma visão míope, já que há uma ligação direta entre anunciante e audiência (o primeiro é atraído em razão da segunda). E audiência se conquista com qualidade editorial (entre outros pilares, como credibilidade, entrega e atendimento eficientes).

Ainda assim, como prevalece em muitos veículos de mídia essa tal visão míope, as Redações foram sendo “sucateadas” em detrimento de outros setores.

Agora, com a migração da publicidade para outros meios, os jornais estão sendo forçados a discutir alternativas. E uma delas é justamente voltar os olhos para seu MAIOR patrimônio, o leitor.

Aquele cidadão que, nos últimos anos, ficou em segundo plano, perdendo espaço para o anunciante.

Em tempo: a publicidade e os anunciantes são essenciais para qualquer empresa de mídia, mas eles devem ser a consequência do trabalho e não a causa em si, como vem ocorrendo nos últimos anos.

Leia também:



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Direto do toca-CD (9)

Amigo é coisa para se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver o seu amigo partir

Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou

Amigo é coisa para se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam "não"
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração

Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo, eu volto
A te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar.

("Canção da América", de Fernando Brant e Milton Nascimento)

terça-feira, 11 de setembro de 2012 | | 0 comentários

O Memorial do 11 de Setembro

Com o tempo, tendemos a absorver os fatos negativos da vida. Isto é mais evidente nesta época em que a capacidade de indignação das pessoas é cada vez mais rara. Por isso, escrevo para que a data de hoje - 11 de setembro - não seja esquecida.

Para lembrar a data na qual a vida de milhares de pessoas foi perdida em razão da insanidade e intolerância de alguns, reproduzo imagens captadas em abril deste ano no Memorial de 11/9 em Manhattan, Nova York, Estados Unidos.

Exatamente no local onde ficavam as torres gêmeas do World Trade Center, hoje existem duas grandes fontes. A água - um símbolo da vida - jorra ininterruptamente, uma homenagem a todas as pessoas que morreram nos ataques terroristas de 2001.






Quando lá estive, o museu do 11 de Setembro ainda não estava aberto. 

Confesso que o lugar causou-me uma sensação estranha. Ao mesmo tempo que o memorial representa um símbolo de resistência (inclusive pela construção logo ao lado da Freedom Tower, a "Torre da Liberdade", que vai substituir o WTC na paisagem nova-iorquina), é impossível ignorar que ali é um terreno de morte. 




Um silêncio obsequioso tomou conta de mim, principalmente por ver ali os nomes de todas as pessoas que morreram quando os aviões se chocaram contra as torres gêmeas. Um silêncio estranho, daqueles que atingem a profundeza da alma.

Leia também:

- Os azulejos de Setembro

- Uma ferida em solo americano

- 11/9 - Uma homenagem

- "U.S.A.! U.S.A.!" (?)

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Frase

"A amizade é o principal ingrediente da receita da vida."
Frase citada por Reinaldo Bastelli, empresário, comunicador e candidato a vice-prefeito de Limeira em evento na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012 | | 0 comentários

Esquilos da América

Encontrar esquilos andando pelas ruas é quase uma obrigação para um turista nos Estados Unidos. Eles são tantos - e estão por toda parte - que me arrisco a chamar de azarado quem não se deparar com um desses simpáticos animais. 

Em meu mais recente giro pelos EUA, em abril, foram tantos os esquilos que é possível fazer um especial fotográfico.



Leia também:


- Uma singela Casa Branca

- Uma jornada pela Costa Leste

domingo, 9 de setembro de 2012 | | 0 comentários

Mensagem importante (um desabafo)

Há alguns meses, durante uma conversa franca, um amigo me disse que eu não o aceitava do jeito dele. De algum modo, e sob um certo ponto de vista, ele tinha razão (eu ainda discordo da posição de que nós, humanos, não devemos mudar – evoluir, crescer, melhorar -, mas esta é outra questão).

Estou citando isto para, agora, fazer uso do mesmo recurso. Tenho um monte de fraquezas e defeitos – e é preciso que as pessoas compreendam isso, em especial os amigos. Cometo erros, precipito-me em razão da ansiedade que me devora desde sempre, fico magoado com muita facilidade – e tudo isto tenho que rever e melhorar, aprendendo com os próprios erros.

Ao mesmo tempo, não tenho vergonha de pedir desculpas pelas minhas falhas. Também prefiro manifestar com sinceridade o que penso e sinto a ficar calado, sofrendo sozinho – ainda que falar muitas vezes incomode quem prefere não ouvir.

Esta mensagem é em especial destinada aos amigos, pois são estes que me importam e convivem comigo.

Sou humano (isto é óbvio, mas o conceito assume nesta postagem um sentido filosófico mais complexo). Não sou uma fortaleza, longe disso, tenho medos e inseguranças como qualquer pessoa.

E não é porque sou “mais velho” (em relação a muitos amigos) que não posso errar e precisar de apoio - e às vezes de uma dose de atenção e carinho. Sou o primeiro a oferecer o ouvido aos amigos quando estes precisam; às vezes, porém, sou eu que preciso de ouvidos.

Hoje sou assim. Estou a cada dia tentando melhorar (e quem convive comigo de perto sabe quanto isto me custa e quanto sofro por me cobrar tanto). Espero, porém, que todo este esforço algum dia possa valer a pena. Afinal, viver é aprender.