Há cheiro de golpismo no ar em Limeira.
A notícia de que a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara de Limeira abriu procedimento que pode levar à cassação (ou ficar numa advertência) dos mandados de José Roberto Bernardo, o Zé da Mix (PSD), e Júlio César Pereira dos Santos (DEM) é preocupante.
Os dois vereadores são os expoentes (quase os únicos) da oposição ao governo Paulo Hadich (PSB) numa Câmara que se mostra subserviente ao Executivo como de praxe - apesar dos discursos em contrário.
Assim, falar em cassação de mandato em razão dos dois parlamentares terem apontado o possível sumiço de um parecer, algo depois explicado, parece golpe baixo.
Lembra os tempos do ex-prefeito Jurandyr Paixão e a perseguição que os vereadores de oposição sofriam.
Não combina com a base de um governo que se anunciou durante toda a campanha eleitoral como democrático.
Mais: não combina com um Legislativo presidido por Ronei Costa Martins (PT), justo ele que ingressou naquela Casa de Leis - ainda como suplente - tendo sido submetido a uma punição injusta apenas porque cumpria seu dever de fiscalizar os atos do Executivo.
Ronei, faça algo para restabelecer o equilíbrio necessário na Câmara.
Ainda que os dois vereadores tenham levantado suspeitas indevidamente, não é nada que uma conversa não possa resolver. Afinal, eles exerceram o direito de manifestar (ou denunciar, que seja) algo que naquele momento parecia suspeito.
Embora se saiba que oficialmente o presidente da Câmara não tem poder sobre as decisões da CCJ, tampouco o governo municipal, quem acompanha minimamente os bastidores de um parlamento sabe bem como tudo funciona - e o poder de uma conversa da parte de quem tem poder.
terça-feira, 24 de setembro de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 05:53 | 2 comentários
Golpe contra a democracia em Limeira?
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quarta-feira, 26 de junho de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 05:30 | 0 comentários
O massacre contra Ronei - uma breve história
Ocorre que a trajetória política de ambos, Nilce e Ronei, é diametralmente oposta.
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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 21:52 | 0 comentários
Pitacos políticos noturnos
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 20:23 | 0 comentários
O elo perdido (Félix cada vez mais na berlinda)
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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 11:03 | 0 comentários
"Não cassa", diz experiente político
Conversei com um experiente político. Ele está um pouco afastado da cena local neste momento, mas conhece bem o meio e seus meandros. Dele, ouvi uma frase inequívoca: "Eu tenho certeza que não cassa". A referência, claro, era ao julgamento do prefeito afastado Silvio Félix (PDT) pela Câmara Municipal, marcado para começar na próxima quinta-feira.
A experiência desse político e sua facilidade de interlocução com os diversos atores envolvidos neste episódio, da situação e oposição, levaram-me a crer que suas palavras - repito, ditas de modo inequívoco - devem se confirmar nos próximos dias.
Depois que o "Jornal de Limeira" mostrou em sua edição do último sábado o encontro de Félix com vereadores de sua base aliada (ou o que restou dela, notadamente Iraciara Bassetto, do PV, e Silvio Brito, seu fiel escudeiro, do PDT), tendo a concordar com a avaliação feita pelo tal político com quem conversei.
A cassação sempre foi uma tarefa difícil - reunir dez votos contra Félix na Câmara era algo quase impensável. Contudo, ela se tornou mais palpável depois que os vereadores votaram, por unanimidade, pela abertura da comissão processante (CP). O balde de água fria, a confirmar o que se previa originalmente, foi jogado na reunião final da CP, no último dia 14. Mudar esse quadro, desde então, tornou-se uma tarefa praticamente intransponível.
Até que vereadores da oposição animaram-se com o que consideraram um erro estratégico dos governistas em mexer no vespeiro antes do tempo (deviam deixar para jogar a pá de cal diretamente na sessão de julgamento e não antecipar isso na reunião derradeira da CP).
Noves fora, tudo somado, tendo a seguir o que disse o experiente político: "não cassa". Embora saiba que, em política, tudo pode mudar - e Limeira já cansou de assistir a viradas de mesa aos 45 minutos do segundo tempo.
Em tempo: confirmando-se a previsão do tal experiente político, há que se considerar o restante de sua análise. Para ele, o cenário político tende a se transformar num verdadeiro "inferno" com a volta de Félix ao comando do Executivo. Fala-se numa "caça às bruxas" (e o prefeito afastado é expert nisso) e também em novas articulações de oposicionistas para eventualmente afastar o pedetista do cargo mais uma vez, sem contar os problemas que certamente surgirão para ele perante a Justiça.
Assim, vai faltar tempo e tranquilidade para algo crucial: discutir e planejar o futuro da cidade, o que passa necessariamente pela eleição de outubro.
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sábado, 18 de fevereiro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 08:47 | 0 comentários
Agora, Almir tem que falar!
PS - correção feita em 21/2, às 21h30: o partido da vereadora Iraciara tinha constado erroneamente nesta postagem como sendo o PPS.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 18:36 | 0 comentários
Direto da Câmara de Limeira
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sexta-feira, 1 de julho de 2011 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 09:35 | 0 comentários
A vitória de Piuí
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terça-feira, 15 de março de 2011 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 18:19 | 0 comentários
Frase do dia
“Prefiro permanecer em silêncio por estar respondendo ações civis e criminal na Comarca de Limeira. Vou responder no momento oportuno para não antecipar minha defesa.”
Eloízo Gomes Afonso Durães, presidente da SP Alimentação, empresa acusada de pagar propina para vencer licitações em diversos municípios, em depoimento nesta terça-feira (15/3) na CPI da Merenda da Câmara de Limeira.
Em tempo 1: a frase foi repetida exaustivamente durante as quase três horas de depoimento, em que Durães se dispôs a responder somente seis perguntas, todas irrelevantes.
Em tempo 2: o empresário estava respaldado por um habeas-corpus concedido pela Justiça que lhe dava o direito de permanecer em silêncio. É um benefício previsto no ordenamento jurídico brasileiro. Portanto, legal e legítimo – não necessariamente moral.
Para mim, trata-se de uma aberração jurídica. Se prevalecessem a justiça e o bom-senso, a maior de todas as leis deveria estabelecer:
“Artigo 1° – Todo cidadão é obrigado a falar a verdade e nada além da verdade.
Artigo 2° – Quem não deve não teme. Quem não deve não tem porque usar a prerrogativa do silêncio.
Artigo 3° – Revogam-se as disposições em contrário.”
No entanto, as leis são feitas para proteger os eventuais infratores (até porque são feitas pelos políticos, grande parte deles possuidores de “ficha suja”).
sexta-feira, 26 de novembro de 2010 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 18:53 | 0 comentários
Elza - o Retorno
Tão logo Elza Tank (PTB) venceu a eleição para a Câmara de Limeira em 2008, o nome dela surgiu com força para, mais uma vez, comandar o Legislativo. Na época, eu ainda era editor-chefe do “Jornal de Limeira” e responsável pela coluna política “Vai & Vem”.
Liguei para a petebista e tive com ela o diálogo reproduzido nesta postagem (publicado no “JL” dia 10 de outubro daquele ano). Referindo-se ao sonho de ser prefeita de Limeira, Elza foi clara e honesta ao afirmar que a fase dela tinha passado. Quando o assunto foi a disputa pela presidência da Câmara, disse categoricamente que não seria candidata. E não foi. “Já cumpri a minha parte”.
Pois agora Elza deve voltar ao cargo. Para cumprir o que sabe fazer como poucos: a defesa do governo no Legislativo – e num momento em que o prefeito Silvio Félix (PDT) vive uma situação delicada, cercado de suspeitas no caso da merenda escolar, envolto em problemas com a Justiça e enfraquecido politicamente.
Consultei dia desses dois especialistas nos bastidores políticos limeirenses sobre a disputa para a presidência da Câmara, que se avizinha. Para um deles, a pergunta foi direta: “Quem vai ser o novo presidente?”. A resposta veio no mesmo tom: “Elza”.
A explicação é simples: se os governistas se unirem, a oposição não tem chance. A petebista teria os votos de Nilce Segalla (PTB), Carlinhos Silva (PDT), Farid Zaine (PDT), Silvio Brito (PDT), Iraciara Bassetto (PV) e Almir Pedro dos Santos (PSDB), além do dela. Metade dos vereadores. Ou seja, um empate. Elza, como a candidata mais velha, levaria a presidência, segundo estabelece o Regimento Interno da Câmara.
À oposição, resta contar com um racha na bancada governista, buscando votos dos dissidentes. Hoje, os votos certos num candidato anti-Elza (o grupo aceitaria de bom grado Farid e Carlinhos, governistas mais “maleáveis”) seriam de Ronei Martins (PT), Paulo Hadich (PSB), Mario Botion (PR) e Eliseu Daniel dos Santos (PDT). Podem votar com a oposição Raul Nilsen Filho (PMDB) e Miguel Lombardi (PR).
A posição de Piuí (PR) é dúvida (embora seus colegas de partido votem com a oposição, ele é governista; a aposta dos oposicionistas é numa eventual pressão do partido sobre o vereador).
Para vencer a disputa, porém, Elza terá que unir a bancada da situação. É que pelo menos outros três governistas, todos do PDT do prefeito, manifestaram o desejo de ser presidente. Dois deles - Brito e Carlinhos - trabalhavam mais arduamente nos bastidores até dias atrás. Hoje, a informação é que Brito abriria mão do cargo em prol de Elza em troca de ser o primeiro-secretário. Farid, o terceiro pedetista, teria mais chances com a oposição, mas é o que mostra menos apetite para o cargo.
Neste jogo de xadrez, pesa na intenção de qualquer um dos três pedetistas o fato de ter que sair candidato contra a vontade do prefeito – o que implicaria um rompimento.
Assim, se Elza desconsiderar o que disse dois anos atrás, entrará em 2011 como a poderosa presidente da Câmara. Para alegria do “senhor prefeito”, como ela gosta de dizer.
Muito se falou sobre a dificuldade da sra. se reeleger em virtude do quociente eleitoral. E a sra. dobrou sua votação e ajudou a eleger outra pessoa. Como se sente?
Elza Tank - É uma estima do povo e isso me deixa muito contente. Vou trabalhar da mesma forma como trabalho, fazer a parte da Câmara e também parte social para o meu semelhante.
Respaldada por essa votação, a sra. é naturalmente pré-candidata à presidência da Câmara. E já admitiu que gostaria de voltar para a Secretaria da Saúde. Qual a preferência?
Elza - Fico com o coração partido. Quanto à secretaria, depende do senhor prefeito, não é a minha vontade, é a dele. Se ele me convidar, gostaria de voltar, até por causa do Hospital da Mulher. Mas ficar na Câmara me dá satisfação.
Mas será candidata à presidência?
Elza - Não, absolutamente. Não passou pela minha cabeça. Sinceramente, não pretendo. Já cumpri a minha parte.
A sra. sempre sonhou ser prefeita. Ainda nutre este sonho?
Elza - Acho que minha fase passou. Lógico que tive muita vontade. Deixando a modéstia de lado, acho que teria sido uma boa prefeita. Mas estou com a idade avançada, 73 anos, não me vejo mais como prefeita.
Esta então é a uma frustração que a sra. carrega?
Elza - Lógico. Qualquer político leva a frustração de não ter sido prefeito.
A sra. disse certa vez que Jurandyr Paixão foi o melhor prefeito de Limeira. Ainda acha isso?
Elza - Acho que agora o Silvio (Félix, PDT) pegou uma boa faceta do progresso. Aliás, tenho em meus recortes o Paixão dizendo que o Silvio seria seu sucessor.
* Para acessar a coluna, clique aqui.
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quarta-feira, 23 de junho de 2010 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 20:09 | 0 comentários
Vereadores: parem de fazer leis!
Vira e mexe vereadores decidem pressionar a prefeitura para que regulamente leis aprovadas na Câmara e engavetadas no Executivo. Às vezes funciona. Só no Jornal Oficial do Município do último dia 18/6, sexta-feira, foram nove decretos regulamentando leis – algumas delas datadas de 2006, ou seja, engavetadas há quatro anos.
* Lei 4.047/06 – proíbe alimentação de pombos;
* Lei 4.060/06 – proíbe venda de tinta spray para menores;
* Lei 4.129/07 – exige que supermercados expliquem a diferença entre diet e light;
* Lei 4.164/07 – exige que supermercados tenham pessoal suficiente para atender;
* Lei 4.211/07 – exige espaço para estacionamento de bicicletas em shoppings e supermercados;
* Lei 4.343/08 – reserva espaço preferencial para idosos, grávidas, pessoas com crianças de colo e deficientes nas praças de alimentação;
* Lei 4.365/09 – proíbe lançar lixo em vias públicas;
* Lei Complementar 521/10 – fixa regras para destinação de óleos e gorduras;
* Lei 4.584/10 – dispõe sobre a participação de comerciantes de Limeira em eventos.
Recentemente, um grupo de vereadores que apura o cumprimento de leis municipais pelos bancos cobrou do Executivo a regulamentação de normas sobre o tema. “O presidente da comissão (Silvio Brito, do PDT) informou que Limeira tem 13 leis municipais que tratam do atendimento e segurança da população dentro das agências bancárias, mas muitas destas leis não são cumpridas pelos bancos. E o vereador Mário Botion (PR) sugeriu que a prefeitura seja oficiada para esclarecer as dúvidas dos vereadores sobre a regulamentação das leis aprovadas”, citou a assessoria de imprensa da Câmara.
São comuns também requerimentos de vereadores questionando se determinada norma foi regulamentada. Foi o que fez o vereador Almir Pedro dos Santos (PSDB) recentemente. Ele quis saber se a Lei Municipal 3.431, de 2002, que “dispõe sobre o limite de peso que os alunos da rede municipal de ensino podem transportar em material escolar”, foi regulamentada e vem sendo fiscalizada.
A falta de respeito com as normas beira o absurdo quando algum vereador propõe uma lei já existente. Aconteceu com o vereador César Cortez (PV) propondo uma norma criada por Eliseu Daniel dos Santos (PDT) anos atrás. E não é raro o próprio autor da lei não se recordar da propositura – e daí não alertar o colega pelo projeto repetido.
Mais recentemente, Silvio Brito propôs regras duras para a distribuição dos panfletos que emporcalham as casas e a cidade. Só que a atividade já é alvo da lei 3.564, de 2003, do então vereador Júlio César Pereira dos Santos - alterada pela lei 3.631/03 do vereador Miguel Lombardi (PR).
Como ninguém fiscaliza, a norma cai no esquecimento. E os vereadores passam o vexame de propor algo já existente.
Em 2007, vereadores chegaram a formar uma comissão para identificar leis não regulamentadas e cobrar a prefeitura. Foram apuradas 90 normas, das quais 26 estavam comprovadamente esquecidas (leia aqui). Na ocasião, nem mesmo o Executivo soube informar a situação de várias leis (leia aqui). A comissão chegou a identificar normas de 1998 engavetadas.
Um acordo entre Executivo e Legislativo resultou no plano de fazer um mutirão para regulamentar leis (leia aqui). Nada foi feito, a não ser medidas pontuais.
Diante disso, faço um apelo público aos vereadores: PAREM DE FAZER LEIS! Criem um mutirão para revisar toda a legislação municipal, como fez a Assembleia Legislativa de São Paulo. É preciso extinguir normas em desuso e efetivamente exigir o cumprimento daquelas que estão engavetadas. Se fizessem isso, dariam uma grande contribuição à sociedade.
Do contrário, os vereadores continuarão vivendo um mundo da fantasia. Farão leis que não serão cumpridas e correrão o risco de propor algo que já existe.
Com a palavra, os nobres edis (ou Suas Excelências, como preferirem).
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