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segunda-feira, 14 de julho de 2014 | | 0 comentários

Trabalhando...

Comerciantes sentem no bolso o fiasco da seleção:



Ao contrário do que disse Ronaldo, os hospitais foram essenciais na Copa:


segunda-feira, 16 de junho de 2014 | | 0 comentários

Isto é a Copa do Mundo, meus amigos!

(...) Os contribuintes brasileiros pagaram por esses camarotes, assentos que os fãs brasileiros jamais poderiam comprar. Em nome da família Blatter, gostaria de agradecer a vocês. E também um muito obrigado da empresa Taittinger, dona do contrato exclusivo de distribuição de champanhe. O contrato de hospitalidade corporativa de todos os estádios foi concedido por tio Sepp à empresa Match, da qual a empresa Infront, do sobrinho dele, Philippe Blatter, é dona de uma parte. Os proprietários majoritários da Match são os irmãos mexicanos Jaime e Enrique Byrom, trazidos para o mundo dos lucros do futebol algumas décadas atrás por João Havelange.

Os irmãos Byrom são sortudos. Eles têm também um contrato para fornecer todos os 3 milhões de ingressos da Copa do Mundo. Das entradas, 450 mil são reservadas para a elite nos camarotes com seus chefs, garçonetes e estacionamentos privilegiados. (...)

Os brasileiros que percorrem grandes distâncias para assistir aos jogos vão precisar de quartos de hotel, e nisso os irmãos podem ajudar. Tio Sepp deu a eles o contrato da indústria hoteleira (...).

Caso Sepp Blatter queira sair inteiro do aeroporto do Galeão, o Brasil precisa ser campeão da Copa do Mundo. Por isso, se Neymar, Fred ou Hulk quebrarem a perna ou se Marcelo sofrer um mal súbito como ocorreu com Ronaldo, em 1998, não há motivo para preocupação.

Por pior que seja o desempenho da seleção nos campos, Blatter tem muito poder sobre o resultado. No passado, alguns juízes das partidas não passaram de fantoches interessados apenas em viajar pelo mundo, receber quantias vultosas e participar de intercâmbios culturais nos bordéis. (...)

Fonte: Andrew Jennings, “Salvem o futebol das mãos da Fifa”, O Estado de S. Paulo, Aliás, 15/6/14, pg. 2-3.

quarta-feira, 28 de maio de 2014 | | 0 comentários

Trabalhando... (pré-Copa e pré-eleição)

"Pagode" agora pertence à Fifa:



Eduardo Campos no "Roda Viva" (TV Cultura):

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013 | | 0 comentários

Uma visão estrangeira sobre a Copa no Brasil

Sou velho o bastante para não precisar do YouTube para reviver a mágica do Brasil na Copa de 1970. Tenho as imagens gravadas na cabeça. A sutileza de Tostão, a exuberância de Jairzinho, a fúria alegre de Rivellino, o gênio felino de Pelé, a mente sinfônica de Gérson. Consigo ver, agora mesmo, o gol que Carlos Alberto marcou na final contra a Itália, Clodoaldo superando quatro jogadores em seu campo de defesa, passando a bola para Rivellino, que a dá a Jairzinho, que a bate para Pelé, que a desliza, tão casualmente como um leão lambendo a pata, para Carlos Alberto, que a atira na rede com força imbatível. E tanto, tanto mais, especialmente as gloriosas, espetacularmente inventivas e inesquecíveis bombas de Pelé que por pouco não acertaram o alvo contra o Uruguai e a Checoslováquia.

Não importa sua idade, não importa onde tenha nascido, se você leva a sério o futebol, terá visto imagens em preto e branco do Brasil vencendo a Copa do Mundo em 1958 e 1962, do time que deveria ter ganhado em 1982, mas, cruelmente, não o fez. Nomes como Garrincha, Sócrates, Zico, Ronaldo e Ronaldinho evocam sorrisos instantâneos de Madagascar a Manchester, da Cidade do Cabo à Cidade do México. Todos sabem o significado das duas palavras brasileiras "jogo bonito", e, mesmo que o Brasil já não apareça há algum tempo com um time que emocione o mundo como a seleção fazia, nunca perdemos a fé. Vimos o surgimento de um jogador como Neymar e ansiamos por acreditar que, mais uma vez, o Brasil iluminará o planeta, surpreendendo-nos com novas variações inimagináveis do velho, velho jogo.

Falava sobre isso outro dia com um amigo na cidade onde o jogo foi inventado, há um século e meio. Estávamos em uma rua de Londres e chovia, mas nosso entusiasmo era tamanho que não percebemos que começávamos a ficar molhados. "Mesmo quando eles são uma porcaria, nós os adoramos!", exclamou meu amigo. "O Brasil é sempre o segundo time de todo mundo em uma Copa." Foi por isso que nós dois ficamos alarmados com a notícia que vínhamos escutando havia algum tempo de que um número grande de brasileiros teria preferido que seu país não sediasse o torneio no ano que vem, que alguns estariam planejando realizar protestos — até tumultos — quando os jogos começassem. Como isso pode acontecer? O futebol é o maior fenômeno social da humanidade, o principal tema das conversas planetárias, e, fora das fronteiras do Brasil, o consenso é absoluto: não pode haver lugar mais adequado para celebrar a maior festa de futebol do mundo.

O que virá a seguir — Rússia, Catar — dificilmente provoca vibração. A Rússia é um país sombrio, com influências ocultas e desagradáveis de racismo e homofobia. Mas pelo menos tem uma tradição futebolística, ao contrário do Catar, que tem areia e dinheiro, gás e petróleo, mas pouco mais para excitar a alma. A Fifa parece estar fazendo o possível para destruir a Copa do Mundo; Brasil 2014 nos dá a esperança de que o evento sobreviverá fornecendo-nos o oxigênio necessário para manter a chama acesa além de 2022.

Claro, não é absurdo argumentar que o dinheiro dos estádios, os novos e os reformados, poderia ser mais bem gasto em escolas, hospitais e no transporte público. Mas razão não é o ponto aqui, da mesma maneira que não o é quando você decide convidar uma centena de pessoas para o casamento de sua filha. A fria lógica financeira diz que seria mais sábio esquecer a festa e comprar para o jovem casal um sofá, uma cama e utensílios de cozinha. Mas que tipo de concepção de vida humana é essa? Vivemos e morremos, o mundo está repleto de desapontamento, sofrimento e guerras, e, quando surge a oportunidade de fazer algo memorável e grande, algo que pode unir não apenas um país, mas toda a espécie humana, deixando uma feliz marca que permanecerá para sempre — como aconteceu com a Copa do Mundo de 1970, no México —, então certamente devemos aceitar isso com gratidão e alegria. A alternativa é comemorar a Copa do Mundo todas as vezes no Catar, onde dinheiro não é problema, onde se pode ter a certeza de que o povo nunca vai reclamar.

Isso não é alternativa, como sabem na África do Sul, onde morei durante anos e onde tenho passado muito tempo ultimamente. Ainda há alguns avarentos que insistem numa afirmação: sediar a Copa do Mundo ali em 2010 foi um desperdício criminoso de recursos estatais. Mas eles são uma elite intelectual desconectada. A grande maioria dos sul-africanos, não importa se vivem em casas com piscina ou em barracos de chapa ondulada, não julga a Copa do Mundo segundo critérios financeiros. Eles a enxergaram como uma chance de mostrar sua melhor face para o mundo, de se orgulhar de seu país, de convidar pessoas de todas as panes e de se divertir muito. Se virar o foco feliz da atenção mundial por um mês, se reforçar a marca nacional traria benefícios econômicos duradouros para os sul-africanos, porque não? É quase impossível quantificar tais coisas. O certo é que conceber sediar um evento de tal magnitude, seja a Copa do Mundo, sejam os Jogos Olímpicos, como um investimento econômico não é o curso inteligente. Você o faz porque quer fazê-lo, não porque precise fazê-lo. Você o faz por seu valor inerente, não em função do lucro ou prejuízo.

Se ainda há uma proporção significativa de brasileiros que, por razões totalmente racionais, é contra sediar a Copa do Mundo em 2014, bem, sinto muito. É tarde demais. O bonde já passou. Não há sentido em lamentações estéreis, nenhuma vantagem em estragar a festa para o resto das pessoas. A Copa é um presente do Brasil para a humanidade. Celebre-a com um sorriso generoso. Nós vamos nos divertir, seremos eternamente gratos e, se tivermos sorte e Neymar e companhia empregarem a mágica no velho modo brasileiro, nunca a esqueceremos.

Fonte: John Carlin, "Chega de lamentações estéreis", Veja, edição 2.351, ano 46, número 50, 11/12/13, p. 152-3.

sexta-feira, 21 de junho de 2013 | | 0 comentários

"Anarquistas, graças a Deus"

Não tenho Facebook e, portanto, fico alheio aos bastidores dos protestos de rua que tomam conta do Brasil nos últimos dias. Sabe-se que a mobilização começou no mundo virtual. É de lá que partem também as mais distintas opiniões. Decidi, então, recorrer às aulas de Antropologia na faculdade para tentar buscar algumas explicações.

De modo aleatório, capturei alguns depoimentos no blog do jornalista Juca Kfouri. Vamos a eles, tal como foram redigidos:

Rodrigo Dayrell – “Protestar é legítimo, mas quando não se tem líderes formados corre-se o risco do movimento crescer demais (como já cresceu) e ficar incontrolável. E isso é péssimo, pois abre espaço pra bagunça e aproveitadores e as consequências podem ser desastrosas pra todo mundo.” 
Pensadortranquilo – “A copa é uma herança do Sr. Lula, que neste momento está escondido, quietinho, aguardando ser chamado para ser o salvador da Pátria.” 
Ronald Nowatzki - “Fico indignado quando vejo comentários de pessoas que ainda acreditam que a solução deste país está no voto, no ano que vem. Estes que acham que a solução está no voto, por favor me deem o nome do ‘Salvador da Pátria’, mas por favor mencione o nome do partido que ele pertence, e qual será a solução mágica que ele vai fazer para resolver os problemas deste pais. O Brasil acordou, ainda que meio sonâmbulo, mas andando e tentando achar o caminho, e o mais importante é que não é partidário, e sim por reais mudanças. O sentido é este, o povo cobrando e fiscalizando, e não querendo deixar nas mãos de um ‘Salvador da Pátria’.” 
Marcelo Silva – “E qual outro país poderia sediar a Copa? É claro que Alemanha, França, Inglaterra, Japão, Estados Unidos e alguns outros possuem uma infraestrutura urbana muito superior à do Brasil, mas... suas economias estão quebradas, à beira da recessão. Ou já se esqueceram que, outro dia, Obama teve que aumentar o teto da dívida pública americana de 14 para 16 trilhões de dólares? 
Alexandre Aquino – “Nesses países citados existe respeito e trabalho honesto.” 
CarlosEr – “Eu acho que todos estamos brincando com fogo. Não acho muito sensato elogiar, sem colocar algumas ressalvas, manifestações que querem incendiar o Itamaraty ou ameaçam pessoas, e que têm orientações tão opostas como tarifa zero de ônibus e deixar de pagar impostos porque a classe média está sendo massacrada. É lógico que precisamos ouvir o que as pessoas estão dizendo, pensar e tentar agir rápido para a situação não sair do controle, mas tem muitos que querem agora exatamente isso: que saia do controle. Não acho que leve a nada, senão ao caos. E não me venham com que já era um caos porque isso é um absurdo sem sentido.” 
Atahualpa – “Todos nós estamos criticando a FIFA, mas temos que reconhecer que não foi a FIFA que veio ao Brasil se ajoelhar para realizarmos a Copa. Igualmente as Olimpíadas. Sabemos dos nomes dos que estavam em Londres, Suíça, etc. E mais, não foi a FIFA que exigiu TANTAS SUBSEDES e sim a demagogia de nossos políticos, que pensavam na eleição de 2014.”

As manifestações permitem algumas observações:

1 – Há no movimento de protesto, de fato, um certo anarquismo – e um desejo para tal, manifestado quando um cidadão defende uma solução que não passe pelo voto. Desconheço qualquer sociedade em que a anarquia, como movimento social e político, tenha funcionado.

2 – Compreende-se o elevado grau de insatisfação do brasileiro com a violência, a alta carga tributária, os péssimos serviços públicos, a corrupção, etc, mas protestar sem uma causa definida, ou contra tudo e contra todos, soa contraproducente. Ao mesmo tempo, envia um forte recado: há um desejo generalizado de mudança.

Será que os políticos e governantes ainda não se deram conta de que o protesto é contra eles e o modo deles de agir? Afinal, enaltecem a democracia e falam em mudanças como se isto não passasse por eles.

Neste sentido, foi sensato o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, ao falar sobre os protestos e a Jornada Mundial da Juventude, programada para julho no Rio de Janeiro e que terá a presença do papa Francisco:

“Os temas que estão colocados aí, sobretudo da corrupção, ou da não aceitação da corrupção, da exigência da ética na política, a exigência de serviços de qualidade, o que mais aparece é saúde, educação. Estão a exigir do governo atitudes nessa perspectiva e, quando eu falo governo, estou falando naturalmente das três esferas.”

3 – Se há de fato um sentimento difuso nas manifestações, ele é simples de entender (por mais que tudo pareça surpreendente, complexo e surreal). Tal sentimento foi muito bem traduzido pelo jornal “The New York Times”em editorial: 

“(...) Para todas as realizações do Brasil ao longo dos últimas décadas - uma economia mais forte, as eleições democráticas, mais dinheiro e atenção voltadas para as necessidades dos pobres - ainda há uma enorme distância entre as promessas dos governantes de esquerda do Brasil e as duras realidades do dia-a-dia fora da elite política e empresarial. 
O Banco Mundial lista o Brasil como a sétima maior economia do mundo, mas o coloca nos últimos 10% em igualdade de renda. Seus adolescentes de 15 anos de idade estão próximos da parte inferior dos rankings globais de habilidades de leitura e de matemática. Uma sucessão de seus principais políticos têm sido implicados em esquemas flagrantes de propina e outros desvios de dinheiro público. (...)” 

4 – Há uma sensação pairando no ar de que os atuais governantes não concluirão seus mandatos caso as mobilizações continuem (e evoluam). É apenas uma sensação diante de cartazes como “Fora Dilma”, “Fora Hadich”. Não há nada mais de concreto além disto.

Contudo, a sociedade precisa fazer uma autocrítica: nenhum governante ou parlamentar está lá ao acaso ou por força de algum marciano. Foram todos colocados em seus lugares pela vontade popular, manifestada pelo voto.

Portanto, grande parte das mudanças cobradas atualmente passa NECESSARIAMENTE por um voto mais consciente. E isto, claro, está diretamente ligado ao grau de educação e instrução de um povo. Afinal, quem deu cargos a José Sarney (PMDB-AP), Renan Calheiros (PMDB-AL), Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Paulo Maluf (PP-SP), João Paulo Cunha (PT-SP) e tantos outros foram os eleitores – em suma “nós, o povo”.

5 - Por uma coincidência do destino, uma daquelas coisas que só os astros podem explicar, o motivo catalisador dos protestos – o aumento das tarifas de transporte em São Paulo – coincidiu com a Copa das Confederações. Foi, como diz o ditado, a “união da fome com a vontade de comer”.

O descontentamento de parte da sociedade em relação aos gastos exagerados com os estádios da Copa, ao contrário do que os organizadores e governantes tinham prometido (de que não haveria dinheiro público no evento), e o fato da imprensa mundial estar de olho no Brasil aumentaram o ânimo dos manifestantes. Resultado: a Copa entrou no foco.


* A foto que ilustra esta postagem foi retirada do blog do jornalista Juca Kfouri e não tinha autoria identificada


** O título desta postagem é uma referência à obra da escritora Zélia Gattai. Trata-se apenas de uma referência poética, não havendo nenhum desejo de apologia ao anarquismo (que recebeu no texto postado, aliás, uma observação um tanto crítica).

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A magia de um templo do esporte

Em meio a protestos e críticas (justas, registre-se), há um outro lado da Copa das Confederações que não pode ser ignorado, principalmente pelos apaixonados por esporte e pelo futebol em particular.

Há uma certa magia que talvez nem todos entendam, principalmente os brasileiros, mas que astros do futebol mundial reconhecem. A magia envolvendo o esporte em si e a nossa história, aquilo que bem ou mal construímos e que se tornou uma espécie de lenda, mística. Um sentimento muito bem traduzido pelo craque espanhol Xavi Hernández em recente entrevista ao jornal “El País”:

Pregunta. ¿Qué le dice este estadio? 

Respuesta. Es lo máximo. De niños hablábamos de Maracaná como el estadio más mítico, lo más grande. Pirlo decía que es un sueño. Solo pisarlo para entrenarme ya lo es.

segunda-feira, 17 de junho de 2013 | | 0 comentários

Começamos mal (como se previa)

"Me dói dizer isto, mas realmente não estamos preparados para estes eventos."

A frase acima foi dita por um amigo que viajou até Brasília (DF) no final de semana para acompanhar o jogo de estreia do Brasil na Copa das Confederações - e de abertura do torneio que serve de teste para a Copa do Mundo de 2014.

Para quem tem viajado pelo país nos últimos tempos, a observação não é surpresa. Já registrei neste blog que os aeroportos estão caóticos. A infraestrutura das cidades em geral (incluindo a prestação de serviços) também deixa muito a desejar para um evento do nível da Copa. Quem já viajou ao exterior, principalmente Estados Unidos e Europa, fica ainda mais assustado com a falta de preparo.

Às vésperas da Copa das Confederações, voltei a usar o Aeroporto Internacional de Guarulhos, recém-concedido à iniciativa privada. O que vi foi o caos habitual. Quatro discussões acaloradas numa fila mal organizada, sem começo nem fim, para acessar a Receita Federal (porta de saída para quem chega de voos internacionais). Banheiros sujos e fedendo. Falta de informação e uma muvuca (para usar um termo bem brasileiro) no embarque, com superlotação no pequeno espaço reservado aos voos nacionais do tal "portão 1".

Em Recife (PE), como vi na imprensa, faltou campo para as seleções do Uruguai e Espanha treinarem, o que provocou reclamações formais à Fifa (Federação Internacional de Futebol).

Por fim, outra observação feita pelo mesmo amigo que foi a Brasília: "o estádio é 'fudido', mas tem fila para tudo".

Como resumiu a revista "Veja" em seu especial da edição 2.325, ano 46, número 24, de 12/6/13: "Muito se pergunta sobre os benefícios que os três grandes eventos esportivos - a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e a Olimpíada de 2016 - deixarão para a precária infraestrutura brasileira. Serão poucos. Das obras de mobilidade urbana prometidas para 2014, apenas 15% estão concluídas e os novos aeroportos não decolaram. A festa seria mais bonita se ela fosse real também fora dos estádios e da TV".

"Teremos belos templos de futebol, mas a julgar pelo ritmo das obras vitais de infraestrutura, como a ampliação de aeroportos e as melhorias no transporte público das cidades, ainda falta muito para que a Copa das Confederações e, no ano que vem, a Copa do Mundo sirvam de pretexto para um Brasil mais moderno e cuidadoso com os cidadãos que pagam impostos. O tempo correu, muito dinheiro foi gasto apenas como estádios de padrão internacional, e o legado talvez pare por aí. É pouco."

Em tempo: o estádio nacional de Brasília - que custou R$ 1,2 bilhão (a mais cara de todas as arenas a serem usadas na Copa) - tinha sérios problemas no gramado no jogo do Brasil, algo inaceitável para uma partida de nível internacional. E não quero nem entrar no mérito de que o estádio vai virar um elefante branco após a Copa...

PS: dentro de campo, pelo menos, a seleção brasileira começa a dar sinais de ajuste (em que pese a fragilidade do adversário da estreia).

sexta-feira, 5 de abril de 2013 | | 0 comentários

Visão privilegiada

Olha o velho novo Maracanã aí gente, quase pronto (?) para a Copa das Confederações! Custo da reforma até aqui: R$ 932 milhões. E o estádio nem servirá para as Olimpíadas.


Leia também:

- O futebol interessa a você (ou ao seu bolso)