Passou quase
despercebida a denúncia feita pelo radialista e empresário Kleber Leite,
candidato a prefeito de Limeira pelo PTB, no horário eleitoral gratuito da
última sexta-feira (24/8). O petebista afirmou haver candidato que está
“loteando” o município, ou seja, recebendo dinheiro de empresas em troca de
favores futuros, caso eleito.
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domingo, 26 de agosto de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 11:00 | 0 comentários
A denúncia de Kleber
Naturalmente,
nenhum dos três adversários de Kleber na eleição – Eliseu Daniel dos Santos
(DEM), Lusenrique Quintal (PSD) e Paulo Hadich (PSB) – vai querer “vestir a
carapuça” e se defender de uma denúncia que não teve alvo definido.
Aliás, a
gravidade da denúncia não coaduna com a forma como foi feita, de modo evasivo
no horário eleitoral (embora Kleber tenha dito com todas as letras que um
candidato estaria “loteando” a cidade para empresas de fornecimento de merenda,
uniforme escolar, etc).
Em que pese
o petebista tenha se recusado a falar nomes alegando não ter provas, seria de bom
grado que, detendo algum tipo de informação, denunciasse à Promotoria ou à
Justiça Eleitoral para que uma investigação fosse aberta.
Limeira
entrou neste processo eleitoral com as sequelas da cassação de um prefeito
acusado justamente de ter “loteado” a prefeitura em favor de empresas (embora a
acusação formal não seja esta, é isto que está por trás do suposto
enriquecimento ilícito dos familiares de Silvio Félix, então chefe do
Executivo).
Para o bem
da sociedade limeirense, Kleber deveria falar. Ou então deveria ser chamado
pelas autoridades a se pronunciar.
É relevante
destacar que reside justamente nos acertos escusos feitos durante uma campanha
eleitoral escândalos como o que se viu em Limeira há pouco e o que se vê julgado
atualmente em Brasília, o tal “mensalão” (tomando a versão dos acusados como
verdadeira, tem-se que o PT repassou dinheiro de “caixa dois” a outros partidos
em troca de apoio eleitoral).
Resta, pois,
o apelo ao candidato Kleber Leite, às autoridades, à imprensa local e à
sociedade em geral para que discuta a questão com a seriedade e profundidade
que ela exige.
terça-feira, 13 de dezembro de 2011 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 18:15 | 0 comentários
Um conselho a Félix: afaste-se do cargo
Conversei com algumas pessoas agora à noite sobre a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo de determinar a recondução ao cargo do prefeito afastado Silvio Félix (PDT). Gostaria de destacar dois aspectos que mais chamaram a atenção:
1) era possível, como de fato ocorreu, que o TJ reformasse a decisão de primeira instância que manteve Félix afastado da prefeitura. Por mais que a decisão tenha soado incompreensível para muitos, do TJ sempre costumam sair surpresas.
Apesar disso, um especialista em Direito atentou para o fato de que é quase uma aberração só o Regimento Interno da Câmara Municipal prever o afastamento do prefeito no caso de uma Comissão Processante (ou a decisão pelo afastamento ter sido tomada com base unicamente no regimento). É necessário - e com urgência - que o mecanismo também seja incluído na Lei Orgânica do Município (LOM), um instrumento legal mais forte.
Aliás, há pelo menos dez anos ouço vereadores discutirem (sem nada fazer de concreto) a necessidade de revisar o regimento e a LOM e adaptá-los um ao outro. Como o trabalho não é feito, paga-se o preço...
2) se Félix parasse um instante para pensar em sua condição, chegaria à conclusão – como propôs uma pessoa com quem conversei – que a melhor saída para ele neste momento seria retomar o cargo e pedir seu afastamento.
Assim, preservaria as instituições, garantiria mais tranquilidade e transparência para as necessárias investigações da Câmara e, tão importante quanto tudo isso, preservaria a si próprio. Porque não me parece que Félix tenha condição política (incluindo aí a sustentação política e o apoio popular) para seguir no comando do Executivo neste momento.
Félix, porém, deverá fazer o caminho oposto. Com base nesta primeira vitória judicial, se bem o conheço, vai querer “crescer” para cima de muitos.
Em tempo: é importante frisar que a decisão do TJ em nada muda as investigações feitas pelo grupo especial do Ministério Público que atua nos casos de corrupção e crime organizado. A situação política do prefeito junto à Câmara e à Comissão Processante não interfere no trabalho do MP nem o afeta.
PS: resumidamente, o desembargador Osvaldo Magalhães, da 4ª Câmara de Direito Público, relator do agravo de instrumento movido por Félix junto ao TJ, considerou que “a perda do exercício de mandato eletivo, ainda que temporária, caracteriza dano essencialmente irreparável, bem como a verossimilhança do alegado pelo agravante quanto a não ter cabimento o seu afastamento automático e provisório do cargo de Prefeito Municipal de Limeira, com base apenas em disposição do Regimento Interno da Câmara Municipal local, tem-se pela concessão de efeito ativo ao presente recurso, com a recondução do agravante ao cargo para o qual foi eleito, até decisão final do processo em curso perante a Câmara Municipal de Limeira”.
A íntegra da decisão pode ser lida aqui.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 18:27 | 0 comentários
Limeira e a feirinha do Brás
O coordenador da feira que aparece na reportagem, Ailton Vicente Oliveira, é o atual presidente da Internacional de Limeira.
Marcadores: Brasil, denúncia, Inter de Limeira, Record
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