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terça-feira, 24 de setembro de 2013 | | 0 comentários

Um giro de pedicab por NY

"Se um táxi poluente pode rodar, eu também posso".

Eis a frase síntese do pedicab, meio de transporte alternativo-improvisado que virou mania-moda em Nova York (EUA).

Como tudo por lá prospera rápido, já tem até associação. São centenas de motoristas-ciclistas - competindo por passageiros e, logo logo, pelo domínio da paisagem urbana com os tradicionais táxis amarelos.

No vídeo da "The New Yorker", um passeio pela cidade com Gregg Zuman, o autor da frase que abriu esta postagem:



Segundo a revista, o sucesso do negócio depende da arte da negociação oral. "Tem que ser bom nisso para sobreviver". 

Zuman, porém, acrescenta um outro ingrediente - e "ele acredita no que vende", cita a New Yorker": promover um passeio agradável. "Estamos buscando tornar a cidade um lugar melhor, então a negociação difícil - quando eu gasto quatro minutos falando para um potencial cliente depois deles dizerem não cinco vezes - muitas vezes realmente vale a pena. Eu posso fazer as pessoas felizes, sabe?".

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Alguns

Já que numa recente postagem expus alguns quadros de alguns dos meus pintores favoritos, aí vão mais alguns. Começando com o surrealismo de Salvador Dalí:


A obra acima é "As acomodações do Desejo" (1929). O que segue abaixo é "Visões da eternidade" (1936-7):


Na sequência, a explosão de cores de Joan Miró (não anotei os títulos das obras):







Os quadros estão no MoMA, em Nova York, e no Instituto de Arte de Chicago (EUA).

domingo, 15 de setembro de 2013 | | 0 comentários

A cidade de cada um

Navegando pelo Webstagram de Pedro Andrade, um dos membros do programa "Manhattan Conection" (GloboNews, dom., 23h), encontrei várias fotos de Nova York - cidade onde ele mora e que eu sonho morar (um dia, quem sabe, talvez...). Por coincidência, encontrei imagens de lugares que também fotografei, por ângulos e olhares diferentes, e outras que me remeteram a imagens feitas por mim.

A união de umas e outras ficou bem curiosa. Veja - lembrando que a primeira foto de cada item é do Pedro (as dele são sempre melhores) e as outras são minhas:

1 - Os prédios




2 - A vista a partir do High Line Park:



3 - Os prédios de tijolos vermelhos e os grafites e propagandas:



Por fim, como Nova York merece, mais algumas fotos do Pedro:






terça-feira, 3 de setembro de 2013 | | 0 comentários

Os bancos de Nova York

Antigamente, era comum os bancos das praças - principalmente nas cidades do interior - terem propagandas do comércio local. Muitos destes bancos, feitos de concreto, ainda estão por aí (em Limeira e Iracemápolis sei que eles existem). As propagandas, creio, ajudavam na manutenção das áreas verdes.

Em Nova York (EUA), os bancos do Central Park também possuem mensagens, mas não são propagandas. Eles contêm recados - na maioria das vezes póstumos - que servem como homenagens. 

Eis alguns exemplos:




quarta-feira, 20 de março de 2013 | | 0 comentários

A aula (ou um dia no museu)

Felizes aqueles que podem aprender "in loco", nos museus, vendo e tocando aquilo que a maioria de nós, mortais, só conhecemos pelos livros ou pela Internet.


A foto é de uma aula sobre arte grega (ou egípcia, sei lá...) no Metropolitan Museum, em Nova York (EUA).

Sobre isto, leia a postagem "Muito prazer, Davi!" do blog Piscitas - travel & fun.

terça-feira, 13 de novembro de 2012 | | 0 comentários

NY contra o crime: um exemplo

“Em Nova York, pagávamos para o motorista de táxi esperar na calçada até termos trancado a porta de entrada com segurança. Estávamos sempre conscientes de qualquer pessoa em nossa proximidade imediata. Ninguém ficava conversando na rua, mas tínhamos de estar alerta o tempo todo. Cuidávamos de ter sempre ao menos 20 dólares no bolso toda vez que saíamos de casa, para o ladrão não nos dar um tiro por frustração, mas tínhamos também o cuidado de não levar mais – nem de estar muito bem-vestidos. Sempre que saíamos à noite, deixávamos o rádio ligado e a luz acesa para desencorajar os ladrões. Ao nos aproximarmos de nosso prédio, já preparávamos a chave com a mão no bolso para não perder nem um segundo mais que o necessário diante da porta. Caminhávamos em linha reta pela calçada e só no último momento virávamos para nossa porta, para não dar nenhum indício de nossas intenções ou nossa vulnerabilidade a algum malandro de plantão. No metrô, ninguém olhava para os outros passageiros. (p. 52-3)

Nova York era uma cidade empobrecida, literalmente no limiar da bancarrota. Uma mulher que eu conhecia comprou uma casa geminada de pedra marrom no Village por 30 mil dólares e disse: 'Sei que nunca irá valorizar, mas sou sentimental com a cidade'. O lixo não recolhido se empilhava nas calçadas. O pavimento estava rachado e levantado pelas raízes das árvores. As lâmpadas queimavam e não eram substituídas. A taxa de criminalidade era alta. (p. 96)

Nos anos 1970, Nova York era tão vagabunda, tão perigosa, tão negra e porto-riquenha que o resto dos Estados Unidos branco erguia as saias e saía correndo na direção oposta. O turismo era decadente (...). A campanha da 'Big Apple' e o lema 'I Love New York' (com o ícone do coração no lugar da palavra love) foram inventados para remover a maldição da cidade. O contrário era verdadeiro. Ninguém amava Nova York (...). Às vezes, na empresa química eu encontrava pequenos funcionários de Staten Island que tomavam o metrô e a balsa de ida e volta para o trabalho. Desciam do metrô diretamente para o prédio e nunca ousavam vagar pelas ruas de Manhattan em torno dele. Estudantes da Columbia eram aconselhados a nunca ir a pé para o sul da rua 110, e é claro que nunca acima da 125, entrando no Harlem. Escolares de outros condados eram trazidos em ônibus praticamente debaixo de guarda até o Metropolitan Museum, passavam depressa, em grupo, pelas vastas coleções e eram levados diretamente para casa em Five Towns, Long Island. Darryl Pinckney, o grande romancista e crítico negro, descreve como, ao andar por uma rua, para tranquilizar uma mulher branca sozinha que ia à sua frente, ele brandia seu exemplar de Heidegger, mas não adiantava. Mesmo assim ela olhava para trás, entrava em pânico e quase saía correndo.”
Edmund White, “City Boy – Minha Vida em Nova York” (p. 233-4)


Se Nova York (EUA) era assim e conseguiu vencer a criminalidade, Limeira também pode. O Brasil também pode!

Repare que, no relato do escritor, há uma relação direta entre a insegurança vigente décadas atrás na cidade e o estado de abandono de algumas áreas e serviços públicos. 

Por isso defendo a tese - materializada em Nova York pelo programa "Tolerância Zero" e em ações semelhantes em Cali, Medellín e Bogotá, na Colômbia - de que só a intervenção e a presença do Poder Público poderão mudar a realidade de áreas degradadas seja pela falta de infraestrutura e/ou pelo crime.

Em tempo 1: ao menos em Limeira, o prefeito eleito Paulo Hadich (PSB) compartilha da mesma ideia. Há, pois, esperança.

Em tempo 2: a foto que ilustra esta postagem foi feita em Nova York em abril deste ano. Ao contrário do que ocorria antes, segundo o relato de White, a coleta de lixo na cidade agora é regular - e feita à noite para não prejudicar o movimento turístico e econômico.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012 | | 0 comentários

Espetáculo!!!

Viajar por vezes proporciona experiências incríveis, únicas, indescritíveis. 

Eu, por exemplo, não consigo encontrar palavras para descrever à altura tudo o que vivi durante os episódios que mostro a seguir - talvez o amigo Carlos Giannoni de Araujo, que me acompanhou, consiga exprimir o que vimos.

Em Nova York (EUA):


Em Boston (EUA):



Em Montreal (Canadá):




* As fotos são minhas e do Carlos

quarta-feira, 5 de setembro de 2012 | | 0 comentários

Reflexões nas paredes

Vi esta frase estampada numa parede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York (EUA):


Diz mais ou menos assim: "A ONU não foi criada para levar a humanidade para o céu e sim para livrá-la do inferno".

Já a frase abaixo estampa uma das paredes da entrada do Museu de História Natural, também em NY:


Diz mais ou menos assim: "A utilidade do homem depende da sua vida aos seus ideais na medida em que ele possa realizar. É difícil falhar, mas é pior nunca tentar ter sucesso. Toda ousadia e coragem, toda a paciência da desgraça contribuem para um tipo mais fino de nobreza do homem. Só os que estão aptos a viver que não temem morrer e ninguém está apto a morrer que não tenha se encolhido da alegria da vida e do dever de viver".

Em tempo: troquei o termo "masculinidade" por "homem" por considerar este último mais genérico e apropriado para o que a mensagem pretende dizer.

terça-feira, 4 de setembro de 2012 | | 0 comentários

Produtos do Brasil

É engraçado verificar como os estrangeiros enxergam os brasileiros. Via de regra, prevalecem os estereótipos (tal qual nós, brasileiros, fazemos em relação aos estrangeiros).

Na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York (EUA), há uma lojinha com produtos de diversos países. Do Brasil, há pedras em geral e bonequinhos de baianas:


Já no Royal Ontario Museum (ROM), em Toronto (Canadá), chamou minha atenção na loja pequenos frascos de vidro com um artefato dourado reluzente. Fui ver o que era e um pequeno cartaz informava: ouro, 4,99 dólares canadenses a garrafinha. Achei interessante, seria uma lembrança curiosa e diferente.


Ao checar a etiqueta, de imediato li algo que soou familiar: "Made in Brazil". Ouro do Brasil...


Em tempo: não comprei nenhum destes produtos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012 | | 0 comentários

Voltando no tempo em NY

Na Toys´r´Us, uma das maiores e mais fantásticas lojas de brinquedos do mundo, localizada na Quinta Avenida, em Nova York (EUA), relembrei a infância na seção do Playmobil:



E na loja da M&M´s, o colorido dos confetes:



* As fotos são minhas e de Carlos Giannoni de Araujo

sexta-feira, 14 de outubro de 2011 | | 0 comentários

Arte em NY

quarta-feira, 14 de setembro de 2011 | | 0 comentários

NY: uma lição para o mundo


Em 1948, o escritor E. B. White formulou uma definição dos três tipos de nova-iorquinos que ficaria famosa: o nativo, o migrante diário (que vem todos os dias para trabalhar ou estudar) e a pessoa de outro lugar que vem em busca de alguma coisa. 

Hoje existem três tipos diferentes de nova-iorquinos: as pessoas que agem como se tivessem nascido aqui, que se sentem "donas" da cidade, mesmo que tenham se mudado para cá depois de concluírem a faculdade; as pessoas que estão aqui e gostariam de estar em outro lugar, tão tóxica a cidade já se tornou para elas; e os nova-iorquinos virtuais do mundo inteiro, que vivem em cidades que vão de Sarajevo a Santiago e gostariam de morar em Nova York. 

Esses são os três estados de espírito nova-iorquinos, e o que eles têm em comum é o anseio e um elemento de autoilusão. Esta é uma cidade de 
sonhadores e insones.

(...) Nos últimos dez anos, Nova York tem estado em primeiro lugar no país como a cidade na qual as pessoas mais gostariam de morar ou da qual mais gostariam de estar perto. Há alguma coisa em Nova York que está funcionando. 

As pessoas vêm para cá, vindas de partes do mundo onde estavam a se matar, mas em Nova York elas vivem ao lado de seus antigos inimigos, e os seus filhos namoram as filhas deles. Como acontece esse milagre do dia a dia? 

Se entendermos como Nova York funciona, poderemos enxergar como poderia funcionar em outras cidades, como as cidades-campos de batalha da Europa.


Fonte: Suketu Mehta, “A cidade nua”, Folha de S. Paulo, Ilustríssima, 11/9/11, p. 3.

PS: para ler a íntegra, clique aqui (é preciso ter senha do jornal ou do UOL).



* As duas primeiras fotos desta postagem são do jornalista Flávio Fachel; as duas últimas, do jornalista Jorge Pontual. Ambos são correspondentes da TV Globo em Nova York

quinta-feira, 25 de agosto de 2011 | | 0 comentários

Destino

Cidades que eu adoro, cosmopolitanas como elas só, onde um dia eu vou morar:



* A primeira foto, de Nova York, é de autoria do jornalista Flávio Fachel, correspondente da TV Globo nos EUA; a segunda, de Londres, foi retirada do blog Londres para Principiantes

quinta-feira, 11 de agosto de 2011 | | 0 comentários

Visões de correspondentes

Belas imagens captadas por dois jornalistas correspondentes da TV Globo nos Estados Unidos. A primeira é de Long Island City, em Nova York, foto de Jorge Pontual:



Esta outra é Coney Island, também em NY, foto de Flávio Fachel:


domingo, 10 de julho de 2011 | | 0 comentários

A cidade e nós


Impossível não ficar emocionado quando se caminha neste parque suspenso - cheio de árvores, flores e gente -, que, até há pouco tempo, era um viaduto abandonado e sombrio, em via de ser derrubado.
Visitei na semana passada a segunda fase, recentemente inaugurada, do viaduto High Line, cujo projeto vem atraindo a atenção de arquitetos e urbanistas do mundo todo. Foi criado um sistema de águas que correm pelo solo, quase lembrando um córrego. Como fazia sol naquele dia, as crianças se banhavam deitadas no chão.
Os moradores das proximidades voluntariamente cuidam das flores e das árvores. A vida se propagou, reciclando o entorno do viaduto com novos ateliês, lojas, bares, restaurantes e edifícios. Tamanha foi a emoção coletiva com a obra que, em um dos prédios, pessoas imaginavam colaborar fazendo, ao anoitecer, um show gratuito: striptease na janela. Virou ritual, mas acabou proibido.
Imagine o nosso "minhocão" sem carros, tomado por jardins, surgindo uma floresta nessa cicatriz da cidade de São Paulo. É, certamente, o que os cariocas vão saborear com o fim de um viaduto ou, pelo menos, de parte dele na zona portuária, a ser convertido num parque.
Além de arquitetos e urbanistas, um novo profissional entra no debate sobre o efeito desse tipo de solução. Neurocientistas estão descobrindo como a cidade se processa no cérebro das pessoas e como o contato com a natureza produz reações surpreendentes.
Está aí uma novidade a que os candidatos a prefeito devem prestar atenção.
Segundo cientistas, um simples passeio num parque, como o que eu realizei no "minhocão" nova-iorquino, é capaz de aumentar a capacidade de um indivíduo para solucionar problemas.
Submetidos a uma experiência comandada por neurocientistas, grupos foram convidados a realizar uma bateria de provas várias vezes num dia. Um deles, porém, era convidado, entre um exame e outro, a caminhar por um bosque. Os demais caminhavam apenas pela rua, sem tanta presença da natureza.
Nessa experiência, comandada por neurocientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, constatou-se que o passeio entre as árvores estava associado a um desempenho melhor nos testes.
(...) Experiências como a de Nova York, entre tantas outras espalhadas pelo mundo, que tornam as cidades mais inteligentes, passam a ser vistas como uma espécie de remédio para a saúde mental. Transformam, em suma, venenos em terapia.
Por isso há cidades norte-americanas experimentando chamar psicólogos e neurocientistas para ajudar no planejamento urbano.
Fonte: Gilberto Dimenstein, "Venenos da cidade", Folha de S. Paulo, Cotidiano, 10/7/11 (para ler a íntegra, clique aqui - é preciso ter senha do jornal ou do UOL)

* No blog Piscitas – Travel & Fun, descrevi a sensação de conhecer o High Line. Para ler, clique
aqui.