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quarta-feira, 28 de agosto de 2013 | | 0 comentários

"Eu tenho um sonho..."


Creio ser esta a única foto que eu repeti neste blog desde que ele foi criado. O motivo é justo: hoje faz 50 anos do famoso discurso que mudou a história dos Estados Unidos - e do mundo, por que não?

O discurso de Martin Luther King eternizou a frase mostrada na foto. Não só na história como também nas mentes e no chão de Washington D.C., a capital dos EUA, no exato lugar onde ela foi proferida.

Leia também:

- 50 anos após marcha de King, igualdade nos EUA continua distante

- Na terra de Luther King (acrescentado em 29/8)

Veja ainda reportagem do "Jornal da Globo" sobre o assunto.

* A foto é de Carlos Giannoni de Araujo

terça-feira, 5 de março de 2013 | | 0 comentários

Uma capital em 3 tempos

Washington D.C. (e Arlington, cidade praticamente anexa à capital dos Estados Unidos) em três momentos - ou melhor, três lugares. São pontos que fizeram parte da minha última passagem por lá, em abril do ano passado:

1) a famosa Biblioteca do Congresso, que guarda verdadeiros tesouros (e mais um monte de besteiras, como todos os tweets já postados em todo o mundo):


2) o The Fashion Centre, também chamado de Pentagon City Mall, bem próximo ao temido e poderoso Pentágono (a sede do setor de defesa dos EUA), em Arlington. O shopping garantiu muitas refeições na capital (e algumas compras, claro!). E foi descoberto ao acaso porque fica em frente à estação de metrô:




3) e o Verizon Center, a casa do Washignton Wizards (leia "A NBA é um show!"):


  


Em tempo: o Residence Inn (Marriott) Arlington Pentagon City foi, disparadamente, o melhor hotel de todos que fiquei naquela viagem. O preço é razoável (diria até baixo) e a localização excelente (embora em Arlington, um pouco fora do centro turístico de Washington D.C., fica perto do metrô, o que nos leva facilmente a qualquer lugar numa área onde o transporte público é um desperdício de tão eficiente e bom). O quarto foi uma surpresa agradável - praticamente um flat, com cozinha completa, sala, etc. O atendimento foi primoroso e os serviços, como a van que leva ao aeroporto, positivos. Recomendo, bem como o shopping aqui mostrado - voltaria aos dois facilmente.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013 | | 0 comentários

Ele foi o cara!

Eis o homem que está fazendo o maior sucesso nas telonas e é um dos favoritos ao Oscar 2013 - se não levar o de melhor filme, pelo menos o de melhor ator vai para Daniel Day-Lewis.




Abraham Lincoln, o 16° presidente dos Estados Unidos, é cultuado no país, sendo um dos expoentes do National Mall, em Washington D.C. O memorial em homenagem a ele fica no canto oposto ao Capitólio, a sede do Congresso norte-americano.


* As duas primeiras fotos são de Carlos Giannoni de Araujo; a outra é minha

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 | | 0 comentários

Passado e futuro num museu

Você, por acaso, tem receio de voar? Com toda a tecnologia existente hoje, ainda não se sente confortável dentro de um avião? Tente, então, fazer um exercício: volte no tempo quatro décadas, mais precisamente a julho de 1969. Imagine a tecnologia existente na época e embarque numa aventura inédita e desconhecida rumo à... Lua.

Isto mesmo!

Tal como os portugueses se lançaram ao mar (igualmente desconhecido e misterioso) no século 15, dando início às grandes navegações e alterando definitivamente o rumo da história da humanidade ao “descobrirem” o Novo Mundo, navegadores do século 20 - chamados astronautas - deram em 1969 “um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade”. 

Pela primeira vez um homem pisava em solo lunar. Era a missão Apollo 11, da Nasa (a agência espacial dos Estados Unidos). O feito inédito coube a Neil Armstrong e Edwin “Buzz” Aldrin (o terceiro tripulante da missão, Michael Collins, permaneceu todo o tempo no módulo de comando Columbia).


Estou relembrando este episódio porque, dia desses, assisti num canal a cabo a um documentário sobre o surgimento e o desenvolvimento da aviação, desde os experimentos dos irmãos Wright em Dayton, no estado de Ohio, em 1903, até os dias atuais.


Ao tratar do desenvolvimento da aviação, o documentário abordou a ida à Lua. Isto porque muito da tecnologia usada hoje em dia e considerada essencial para a aviação comercial tem origem naquele arriscado voo de 1969 da Apollo 11.

Foi dali que surgiram, por exemplo, os primórdios de um sistema em voga atualmente nos aviões, chamado “fly-by-wire”.

De acordo com o documentário, muita gente ignora o fato de que a missão rumo à Lula quase foi abortada minutos antes de ser completada. É que o módulo lunar Eagle se deslocou além da área prevista para o pouso (coisa de seis quilômetros), colocando a operação em risco.

Havia pouco combustível, mas Armstrong tomou a decisão de seguir adiante. Para isso, em linguagem popular, “dirigiu” manualmente o módulo até o solo. Foram as informações dadas pelo moderno e inovador (para a época) sistema de navegação por computador que permitiram ao astronauta tomar a decisão – que, tal como nas grandes navegações, mudou a história da humanidade (o fato está contado em detalhes no Wikipedia).

Não descobrimos “novos mundos” (embora tenhamos chegado ao inabitável satélite da Terra), mas muitos dos avanços que tornaram a missão possível fazem parte do nosso cotidiano até hoje.

Enquanto assistia ao documentário, lembrei das visitas que fiz ao museu da aviação em Washington D.C., a capital dos EUA – a última delas em abril de 2012.

Oficialmente denominado National Air and Space Museum (NASM), o local não só conta a história da ida do homem à Lua como permite que os visitantes toquem numa lasca de pedra lunar (experiência considerada a mais interessante de toda a viagem pelo amigo jornalista Carlos Giannoni de Araujo, que me acompanhou) e vejam objetos usados naquela revolucionária missão – incluindo o Columbia.


Roupas de astronautas, módulos para a reentrada na Terra (devidamente chamuscados pelo contato com a atmosfera, quando costumam se incendiar), a “vida” no interior de um foguete, o cenário do pouso na Lua e o vídeo que registrou o histórico momento, entre tantas outras curiosidades da aviação e da ciência estão lá à disposição dos visitantes.















  
O NASM é um verdadeiro deleite para os aficcionados por aviões. Vale a visita até para quem é apenas curioso, o que inclui praticamente todos os seres humanos. O museu fica no National Mall, bem perto do Capitólio (a sede do Congresso dos EUA) e a entrada é grátis.

* As fotos são minhas e dos amigos Cristiano Persona e Carlos Giannoni de Araujo

quinta-feira, 29 de novembro de 2012 | | 0 comentários

O Titanic cem anos depois

Li em um portal de notícias que irá a leilão uma foto do suposto (ou provável) iceberg contra o qual o famoso navio RMS Titanic colidiu na madrugada do dia 14 para 15 de abril de 1912 – ou seja, há cem anos. 

A notícia me trouxe à mente uma exposição que vi justamente em abril deste ano em Washington D.C., a capital dos Estados Unidos, a respeito do centenário do famoso naufrágio.

A exposição foi montada pelo Newseum, o Museu da Notícia. Para se adequar ao tema do museu, a mostra reproduzia as primeiras páginas dos principais jornais do país nos dias posteriores ao acidente, que causou a morte de 1.523 pessoas nas águas gélidas do Atlântico Norte.



Em tempo: o Newseum tem uma iniciativa permanente bem legal. Chama-se “Today´s Front Pages”. São reproduções diárias das primeiras páginas de alguns dos principais jornais do mundo. Elas ficam em placas expostas diretamente na calçada de modo que qualquer pessoa possa vê-las.




Em tempo: o projeto "Today´s Front Pages" também está acessível no site oficial do museu. Ontem (28/11), por exemplo, havia 903 primeiras páginas de jornais de 89 países.

* As fotos são minhas e de Carlos Giannoni de Araujo

quinta-feira, 18 de outubro de 2012 | | 0 comentários

Os enigmas e mistérios de Washington D.C.

Assisti nesta madrugada ao episódio 27 de “Alienígenas do Passado”, no History Channel, e fiquei surpreso com algumas informações. O episódio - intitulado “Fundadores e alienígenas” - busca desvendar “o significado por trás das mensagens secretas que podem ser encontradas ao longo da cidade de Washington”. “Teriam tido os pais fundadores dos Estados Unidos alguma ligação com extraterrestres? Se assim fosse, este conhecimento pode ter sido incorporado aos símbolos, à arquitetura, e inclusive aos documentos da fundação deste país norte-americano?”

Já conhecia as teorias – algumas delas conspiratórias – a respeito da simbologia existente na capital norte-americana. Um dos livros de Dan Brown tratou exaustivamente do assunto.

Vendo o episódio de “Alienígenas do Passado”, porém, percebi que de fato a capital dos EUA exibe muitos símbolos que passam despercebidos por grande parte (provavelmente a maioria) das pessoas que a visitam. Eu, por exemplo: estive lá duas vezes e nunca tinha reparado em algumas questões.

Parece-me não haver dúvida de que símbolos da maçonaria estão presentes na capital – e na história do país. Basta reparar na pirâmide com um estranho olho no topo presente nas cédulas de um dólar, símbolo máximo da economia norte-americana.

Também são famosas as indicações de que as ruas de Washington D.C. foram desenhadas de modo a formar símbolos maçons, como a estrela de cinco pontas.

Não há dúvida de que as principais estruturas arquitetônicas da capital têm fortíssimas influências gregas, romanas e egípcias. Basta ver o Capitólio, a Casa Branca, o Memorial de Lincoln e o Monumento a George Washington. Este, aliás, é uma das evidências de que há uma relação entre as estruturas de poder desenhadas para a capital e a maçonaria.

Segundo o episódio de “Alienígenas do Passado”, o monumento – em formato de obelisco, referência clara ao antigo Egito – aponta exatamente para as plêiades, um aglomerado de estrelas da constelação de Touro.


Qual não foi minha surpresa ao pesquisar no Google a respeito de tais estrelas (que, confesso, desconhecia) e verificar, espantado, que elas formam justamente o desenho do National Mall de Washington, a grande via que liga as principais edificações de poder na cidade. De um lado, o Memorial de Lincoln; no sentido oposto, o Capitólio. Mais próximo a este, de um lado a Casa Branca; de outro, o obelisco.


Não sei se há alguma relação entre as estrelas e o desenho da capital, mas que tudo parece muito estranho, isto parece.

Há muitos outros desenhos evidentes na cidade, como a formação do esquadro (um dos principais símbolos da maçonaria) entre a Pensylvannya Avenue, o Capitólio e a Maryland Avenue. A própria estátua no topo da sede do Congresso seria outro sinal (trata-se de uma figura humana com uma águia):



Sem contar a pintura no topo do domo do Capitólio em que George Washington aparece como um deus.



Sem dúvida, Washington guarda (ou revela mesmo!) muitos enigmas. Segredos do passado, segredos da história.

PS: é possível visitar o Capitólio. O passeio, guiado, é grátis. Eu confesso que não achei muita graça. Talvez se soubesse de todos os "mistérios" antecipadamente teria sido mais legal. Para um relato mais fiel sobre a visita, recomendo um texto do site "Aprendiz de Viajante". No texto, é possível ver em detalhes a pintura de George Washington mencionada nesta postagem. 

Abaixo, algumas fotos do interior da sede do Congresso norte-americano:





* A foto das estrelas foi retirada do Wikipedia; as demais são minhas e de Carlos Giannoni de Araujo

terça-feira, 18 de setembro de 2012 | | 0 comentários

Reencontro com os pandas

Aproveitando a notícia do nascimento de um urso panda no Zoológico Nacional de Washington D.C., eis os moradores do local fotografados durante visita em abril deste ano.



Eu já os conhecia de uma visita anterior. Como estava com cerca de uma hora livre até uma atividade agendada, sugeri ao amigo que me acompanhava corrermos até o zoológico. Minha finalidade era mostrar-lhe o máximo possível, mas principalmente os pandas.

Pois o tempo foi suficiente só para isso mesmo, ver os famosos ursos. 

Se valeu a pena tanta correria, só ele poderá responder. Na ocasião, ele disse que "sim". Para mim, valeu.

Que tal responder aqui, em público também: afinal, valeu a pena?

***

Quando vi os pandas na primeira vista, em 2007, fiquei emocionado. É um animal tão raro para nós, brasileiros, que vê-los assim de perto provoca uma curiosidade e uma emoção realmente incomuns.

Belos animais, parecem feitos de pelúcia - e são ursos!

Em abril último, os pandas estavam em locais reservados, não no espaço montado para eles no zoológico, que reproduz o habitat da espécie. Acredito que isto se deva à inseminação artificial, feita exatamente no mês em que lá estive.

Em tempo: não lembro exatamente o valor, mas o Zoológico de Washington D.C. pagou milhões (acho que US$ 10 milhões) pelo empréstimo de dois pandas gigantes da China.

PS: para ver os pandas ao vivo, clique aqui.

* As fotos são de Carlos Giannoni de Araujo

sábado, 11 de agosto de 2012 | | 0 comentários

História na pedra

Frases marcadas na capital norte-americana, no chão do National Mall...


... e no famoso Cemitério de Arlington:


* Uma foto é minha e a outra é de Carlos Giannoni de Araujo

segunda-feira, 30 de julho de 2012 | | 0 comentários

"Big brother"

Em Washington D.C., o centro do poder nos Estados Unidos, é inevitável se sentir vigiado. Tem sempre uma (ou várias) câmera(s) em qualquer canto e sempre há por perto alguém de terno, com ar suspeito (na verdade este alguém está de olho em potenciais suspeitos).



Pode ser tudo uma grande paranoia, mas é assim que a gente se sente - ainda mais quando a janela do hotel dá de frente para este prédio aí embaixo, o Pentágono, o centro da defesa do país, área de segurança máxima, ao redor da qual é proibido até tirar fotos.



PS: o hotel em questão e o Pentágono não ficam exatamente na capital dos EUA. Para entender melhor, recomendo a leitura de "Washington D.C. e Brasília: o destino que as uniu", postada no blog Piscitas - Travel & Fun.