"Jornalistas têm a oportunidade de viver a história para contar aos outros. Nem é uma profissão, é um jeito de viver."
Patrick Chauvel, fotógrafo francês, em entrevista ao programa "Conexão Roberto D´Avila" (TV Brasil, dom., 22h)
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 16:30 | 0 comentários
Frase
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 07:00 | 0 comentários
Para ser um bom jornalista...
Revendo alguns materiais da época da faculdade (ou seja, dos
primórdios da popularização da Internet, meados dos anos 1990), encontrei
anotações de uma palestra do jornalista Marcelo Mendonça a alunos de Comunicação
Social da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em Bauru.
Marcadores: jornalismo, jornalista, profissão
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 12:03 | 0 comentários
Profissão: perigo (3)
A seguir, trechos da entrevista publicada nesta quinta-feira com o presidente da Federação Internacional dos Jornalistas (IFJ, na sigla em inglês):
Folha - O relatório da IFJ
mostra que 2012 foi um dos anos mais sangrentos para a imprensa, com 121
jornalistas assassinados. O que esse número representa?
Jim Boumelha - É um número terrível, precisamos chamar
atenção para ele. Se fossem cem médicos ou cem advogados assassinados em um
ano, não se falaria em outra coisa no mundo.O mais preocupante é que a soma de mortes tem se mantido num
patamar muito alto a cada ano que passa.
Folha - Os países em guerra civil lideram o ranking de mortes de
jornalistas, mas não chegam à metade do total de casos no mundo. Por quê?
Boumelha - As pessoas acham que a maioria das mortes acontece nas
coberturas de guerra, mas isso não é verdade. A maior parte dos assassinatos que nós temos registrado é fruto
de perseguição a profissionais que estão fazendo reportagens nos lugares em que
costumam trabalhar no seu dia a dia. É muito barato matar um jornalista. A impunidade é muito grande. Em vários países, esta tem sido a melhor forma de silenciar um
jornal ou interromper uma série de reportagens investigativas. Na maior parte das vezes, os alvos desses assassinatos por
encomenda são jornalistas que não são famosos. Por isso, os crimes acontecem e
muita gente nem se lembra dos nomes das vítimas.
Fonte: Bernardo
Mello Franco, "É muito barato matar um jornalista hoje no mundo", Folha
de S. Paulo, Mundo, 10/1/13.
Leia também:
- Profissão: perigo
- Profissão: perigo (2)
Marcadores: jornalismo, jornalista, profissão, violência
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 16:41 | 0 comentários
Obrigado (de novo)
Tenho ouvido nos últimos dias
palavras tão bonitas e elogiosas que não resta outra alternativa a não ser mais
uma vez agradecer o carinho e, acima de tudo, o reconhecimento pelo trabalho
que desenvolvi na TV Jornal de Limeira.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 14:00 | 2 comentários
Agradecimento
No momento em que mais um ciclo se encerra em minha vida,
gostaria publicamente de agradecer a todos que nos últimos quatro anos
colaboraram de alguma forma
Marcadores: agradecimento, profissão
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 14:30 | 0 comentários
Trabalho em retrospectiva
O vídeo a seguir – parte da “Retrospectiva
quinta-feira, 29 de novembro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 05:00 | 0 comentários
Jornalismo: as lições do professor Geneton
Descubro, em algum escaninho virtual, uma espécie de carta que escrevi, faz alguns anos, para um estudante de jornalismo imaginário. A carta seria parte de um manual de jornalismo que nunca foi publicado:
A primeira obrigação do jornalista é ser claro e objetivo. Aos fatos, pois:
1 - Se, depois de tantos anos de convivência em redações, eu fosse convocado a dar um “conselho” a uma turma de recrutas do jornalismo, diria simplesmente: em nome de todos os santos, por favor, please, s`il vous plâit, não percam nunca a capacidade de se espantar diante dos fatos. Vejam tudo com os olhos curiosos de um menino descobrindo a maravilha do mundo. O olhar faz toda a diferença. É o que distingue um jornalista burocrata de um jornalista interessante. Não existe assunto chato: o que existe é jeito chato de tratar de um assunto.
(...)
3 - O jornalista pertence a uma categoria especialíssima: de tanto conviver com fatos extraordinários, ele corre o risco de um achar tudo “normal” e “ordinário”. Neste momento, ele se transforma naquele sujeito entediado que, para o bem do Jornalismo, deveria estar exercendo outra profissão. Cuidado para não se transformar num desses inimigos da notícia. Parece incrível, mas existem, às pencas, nas redações.
(...)
7 - Seja saudavelmente pretensioso. Faça a si mesmo uma pergunta antes de resmungar porque foi escalado para entrevistar uma celebridade que já deu mil entrevistas: quem sabe se, na milésima primeira entrevista, eu não consigo arrancar uma história nova, uma declaração inédita, um detalhe que ninguém conhece? Não jogue fora a notícia antes de tentar.
8 - Fazer bom jornalismo é dar, ao leitor, ouvinte ou telespectador, uma informação que ele não conhecia. Tente ser o porta-voz da novidade.
9 - Ainda não inventaram uma fórmula mágica. A velha regra vale para todos os filhos de Deus: só escreve bem quem lê muito. Ponto final. Revogam-se as disposições em contrário. Cansei de ver nas redações: nem todo mundo que lê consegue ter um texto claro, límpido e atraente. Mas, invariavelmente, quem não lê não sabe escrever. Os maiores absurdos que já li foram escritos por gente que sofre de bibliofobia – horror a livro. Preferem ler revista de celebridade na sala de espera do dentista. (...)
Fonte: Geneton Moraes Neto, "Dez coisas que aprendi sobre ela, a profissão de Jornalista", blog Dossiê Geral, 8/11/12.
Marcadores: Geneton, jornalismo, profissão
sexta-feira, 16 de novembro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 08:30 | 0 comentários
A reputação
“(...) as pessoas praticam o que Paul Valéry chamou de ‘profissões
delirantes’, aquelas carreiras que dependem de segurança pessoal e da opinião
dos outros em vez de habilidades comprovadas. As profissões delirantes, eu
arriscaria dizer, compreendem literatura, crítica, design, as artes visuais,
atuação, publicidade, toda a mídia (...). Mas todas as profissões delirantes,
não há padrões estabelecidos, exigem apresentações e alianças, protetores e
patrocinadores, professores famosos ou aplauso de alguém célebre. Em resumo,
dependem da mais instável de todas as posses: reputação.”
Edmund
White, “City Boy – Minha Vida em Nova York” (p. 192-3)
Marcadores: literatura, profissão
quinta-feira, 5 de julho de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 21:07 | 0 comentários
O alvo: jornalistas
A maior parte dos crimes contra jornalistas é cometida por políticos e policiais, informou a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) em audiência pública da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado realizada na terça-feira, 3 de julho, segundo a Agência Câmara de Notícias.
A Fenaj também alertou para o alto número de jornalistas assassinados no Brasil em 2012, quando seis profissionais já morreram por causas relacionadas à profissão.
Na audiência, também foram discutidas propostas para reforçar a segurança dos profissionais de imprensa no país. A Polícia Federal garantiu estudar alternativas, embora organizações do setor tenham reivindicado a aprovação da lei de federalização das investigações de crimes contra jornalistas, informou o Estado de Minas, com informações da Agência Estado.
O projeto da lei prevê a investigação de crimes contra a atividade jornalística pela Polícia Federal é de autoria do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB). No entanto, durante a audiência, o delegado-chefe da Divisão de Direitos Humanos da PF, Delano Cerqueira, disse que a federalização dos crimes não é suficiente e que é preciso oferecer outras "ferramentas legislativas" aos policiais, como a delação premiada, noticiou o G1.
O projeto de lei atualmente tramita na Câmara Federal, segundo o Diário de São Paulo.
Fonte: Isabela Fraga, "Maioria dos crimes contra jornalistas é cometida por agentes do poder público, afirma Fenaj", blog "Jornalismo nas Américas", Knight Center for Journalism in the Americas.
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sexta-feira, 8 de junho de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 21:39 | 0 comentários
Uma verdade inconveniente
Tenho
conversado com muitos colegas de imprensa nos últimos tempos (meses). De todos,
ouço relatos semelhantes: uma insatisfação geral com a situação do trabalho,
notadamente em Limeira.
A resposta, porém, não é difícil de obter. Bastaria as empresas ouvirem o que pensam seus próprios funcionários (importante: todas as empresas indistintamente).
A insatisfação passa também pela situação da profissão em geral, pouco valorizada em muitos sentidos.
Acredite: o jornalismo possui um falso glamour, muito distante do que a realidade impõe.
PS: é curioso notar que a insatisfação com a profissão é sentida - e compartilhada - também por maridos/namorados e esposas/namoradas dos jornalistas. Todos expõem os mesmos problemas - ainda que os vivam indiretamente.
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 19:43 | 2 comentários
Obituário
Aqui jaz uma carreira e um sonho:
* 13/8/1998
+ 14/2/2012
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domingo, 12 de fevereiro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 15:07 | 0 comentários
Profissão: jornalista
A continuação desta postagem já está escrita. Um dia, quem sabe, eu a publico...
Marcadores: jornalista, profissão
sexta-feira, 6 de maio de 2011 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 19:05 | 0 comentários
Dicas para os "focas"
Bem, não existe uma fórmula mágica - e isto é muito bom! Assim, sabe-se que é possível chegar lá por seus próprios méritos. Fosse diferente, dependeríamos de forças externas, o que reduziria as chances de conquistar algo com o próprio esforço.
Antes de mais nada, é preciso fazer um esclarecimento: a qual meio se refere a ex-aluna. Hoje, com a evolução tecnológica, novas oportunidades se abriram para os profissionais da comunicação. Assim, os campos de trabalho vão muito além dos veículos e assessorias tradicionais.
Isto posto, vou elencar algumas características que considero fundamentais para "entrar na área". Devo deixar claro que grande parte delas se aplica a qualquer profissão, pois referem-se muito mais a uma postura profissional do que propriamente a uma atividade específica.
Um passo importante para os “focas” (iniciantes, no jargão jornalístico) é identificar um campo de atuação de que goste, algo com que se identifique e que lhe dê prazer. Gostar do que faz é essencial para avançar em qualquer carreira.
Procurar, insistir, apresentar-se, bater à porta é essencial. Dificilmente as oportunidades irão atrás de você. Você é que deve correr atrás delas. Obviamente, correrá o risco de ouvir alguns - ou muitos – “não”. Não desanime! Ao contrário, encontre nessas ocasiões energia para recomeçar, procure aprender para corrigir posturas. O importante é demonstrar interesse. Muitas vezes, a empresa não está precisando de alguém naquele momento, mas você poderá ser lembrado assim que surgir uma oportunidade.
Apesar de se identificar com algo específico, diversifique-se. Busque aprimorar-se e aprender constantemente. No mundo de hoje, coisas novas surgem a cada segundo.
Mostrar curiosidade e disposição - para fazer e aprender - são características que merecem destaque.
Observe como trabalham as pessoas mais experientes. Identifique nelas qualidades a copiar e vícios a evitar.
Busque conhecer as empresas de sua área de interesse, como atuam, que perfil de profissional contratam. Acompanhe-as.
Faça contatos. Muitos. Sempre. Grande parte - diria a maioria - das contratações se dá pelo bom e velho Q.I. Saudável, a indicação é importante e necessária no mundo empresarial. Aposte firmemente no que os gestores chamam de “network”, ou seja, uma rede de relacionamentos. Isto se dá frequentando eventos da área, cursos, trocando ideias e contatos com colegas, pela Internet, etc.
No caso de profissionais da comunicação, é condição ESSENCIAL ler. Muito. Sempre. Sobre tudo. Bons livros, jornais... Um jornalista não pode reduzir seus meios de informação à TV e Internet. Isto é um alerta aos jovens estudantes: as faculdades de hoje exigem muito pouca leitura. Corrijam essa falha por vontade própria. Para saber em que nível está, reflita: qual foi o último livro que leu? Você acompanha minimamente o noticiário local, nacional e internacional, conhece seus principais personagens?
Dependendo da área de atuação, é preciso ter conhecimentos específicos também. Se for atuar com esportes, por exemplo, leia mais livros sobre o tema e conheça profundamente seus personagens.
Obviamente, é preciso escrever bem. Nisto a rotina de leitura ajudará muito. Importante: não pense que em radio e TV o texto é secundário. Ao contrário: desconheço grandes jornalistas de TV que não tenham um excelente texto.
Naturalmente, é preciso ter uma boa dose de talento, aptidão “para a coisa”, mas atenção: isto não diminuirá a necessidade de se esforçar.
Por fim, uma boa dose de sorte não faz mal a ninguém. Lembre-se, porém, da definição clássica de sorte: a união de conhecimento com oportunidade.
Ah, uma última dica - que vale para a vida: não se acomode jamais!
Em tempo: a aplicação de todas essas dicas não é garantia de sucesso. Garanto, porém, que será um importante passo, muito melhor do que não fazer nada.
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 18:07 | 0 comentários
Empresas estimulantes
O “Jornal da Globo” exibe esta semana uma interessante série de reportagens – encabeçada pelo repórter Fábio Turci (que, por sinal, foi responsável por cortar o meu cabelo no trote da faculdade) – sobre o conflito de gerações no mercado profissional.
A matéria de quinta-feira em especial foi, além de interessante, estimulante!
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domingo, 25 de julho de 2010 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 17:49 | 0 comentários
"Jornalistas estão sofrendo de exaustão"
O New York Times observa esta semana que os jornalistas estão sofrendo cada vez mais cedo de fadiga e exaustão. Enquanto nos jornais impressos a adrenalina se concentrava na hora do fechamento, os jovens repórteres das redações online produzem o dia inteiro numa velocidade frenética.
A matéria cita o exemplo do site Politico, muito influente na política de Washington: repórteres extenuados costumam encontrar e-mails enviados de madrugada pelos seus chefes, reclamando de matérias que saíram só na concorrência. Novos tipos de cobrança aumentam a tensão. Na redação da Gawker em Manhattan, uma televisão mostra as matérias mais lidas em tempo real, com o nome do autor e o número de vezes que a página foi acessada. O resultado desse ambiente é um alto índice de rotatividade em algumas redações.
Duy Linh Tu, coordenadora do programa de mídia digital da Escola de Jornalismo da Universidade de Columbia, afirmou ao NYT que está preocupada com o “burnout”: “Quando meus alunos aparecem para uma visita, eles carregam a exaustão de uma pessoa que vem trabalhando há uma década, não um par de anos”.
Talvez outro motivo da fadiga seja o tipo de notícias que muitos repórteres são obrigados a buscar para preencher as necessidades do ambiente digital. Ao invés de bater perna em busca de uma boa história, aponta o NYT, eles ficam na frente do computador procurando qualquer coisa que possa impressionar os algoritmos do Google e chamar a atenção do leitor.
Volta e meia, esse clima de descontentamento se reflete em sátiras na internet. A revista de humor americana The Onion publicou um texto ironizando, do ponto de vista de um repórter, a cobertura das novas ferramentas digitais. O título diz: “Novo site de rede social muda a forma em que Oh, Jesus, esquece – deixe alguém mais escrever sobre essa droga”. No blog "Salvar um Jornalista", um ex-repórter espanhol criou depoimentos fictícios sobre os problemas nas redações e uma página de denúncias.
O site Editorsweblog argumenta que, se os jornais querem sobreviver, eles devem sim acompanhar o ritmo das notícias, mas também cuidar bem de seus funcionários. E cita uma pesquisa do Pew Research Center: 20% dos editores nos EUA acham que as redações estão pequenas demais para produzir além do mínimo necessário.
Fonte: Knight Center for Journalism in the Americas, publicado por Maira Magro em 22/7.
Em tempo: o “Salvar um periodista” ("Salvar um jornalista") é uma organização não governamental focada na reinserção social de jornalistas. Foi criada por Raúl Calabria, jornalista espanhol que após dez anos de experiência, duas graudações e um mestrado, não encontrava emprego. O trabalho da ONG é voltado a profissionais “em situação de risco (tanto psicológico como físico) para orientá-los sobre a saída deste inferno laboral”.
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