sábado, 9 de novembro de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 04:26 | 0 comentários
Frase
Marcadores: Eliane Cantanhêde, frase, política
quinta-feira, 19 de setembro de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 12:01 | 0 comentários
Mensalão, embargos e etc: cadê o povo?
Povo brasileiro, cadê você?
Marcadores: corrupção, Eliane Cantanhêde, Justiça, mensalão, STF
segunda-feira, 26 de agosto de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 05:21 | 0 comentários
Frase
Marcadores: Cuba, Eliane Cantanhêde, frase, governo, politica
sexta-feira, 8 de março de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 06:00 | 0 comentários
Direto de Brasília (2)
(...) Câmara e Senado, aliás, estão virando um zoológico de
raposas tomando conta de galinheiros. Processados têm assento nos Conselhos de
Ética, produtores rurais presidem as Comissões de Meio Ambiente e condenados
pelo Supremo integram as de Constituição e Justiça.
Marcadores: Brasília, Congresso, Eliane Cantanhêde, política
domingo, 27 de janeiro de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 06:09 | 0 comentários
Frase
“É impressionante como o
Brasil, que se escandaliza com as matanças em escolas e cinemas nos EUA, se
acostumou com histórias cinematográficas de assassinatos em toda a parte do
país.
Eliane Cantanhêde,
jornalista, em sua coluna “Morte” na “Folha de S. Paulo” deste domingo (27/1)
Marcadores: Eliane Cantanhêde, frase, violência
quinta-feira, 6 de setembro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 23:02 | 0 comentários
Frase
“Não há motivo para comemoração e fogos de artifício quando um dos principais partidos do país - e mais, o partido que mobilizou a nação com o discurso da ética - chega ao banco dos réus e às portas da prisão.”
Eliane Cantanhêde, jornalista, na coluna "Constrangimento nacional" na Folha de S. Paulo
Marcadores: Eliane Cantanhêde, frase, julgamento, mensalão, política, PT, STF
domingo, 2 de setembro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 19:15 | 0 comentários
O Brasil pós-mensalão
(...) O início do fim. Trocou o passado de lutas e o futuro promissor por um vício: a embriaguez do poder, em que "os fins justificam os meios". Quis ser tudo, virou nada. Ontem, o Wikipédia já dizia que João Paulo Cunha "foi" um político brasileiro.
Sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal, por contundentes 9 a 2, entra para a história como o fim de uma era. Vai-se a impunidade, vem a responsabilidade. A Câmara dos Deputados, o Banco do Brasil, a Petrobras, a Presidência da
República - as instituições, enfim - não têm donos, ou dono. São do Estado e servem à nação.
Isso vale para o Supremo, até mais do que para todas as demais. Lê-se que Lula está triste, acabrunhado, por sentir-se "traído". Dos 11 ministros (incluindo Peluso), 8 foram colocados ali nos governos petistas e só 2 votaram pela absolvição de João Paulo -por extensão, do PT.
A corte suprema não vota mais com os poderosos, pelos poderosos. Julga com a lei, pela justiça. Inaugura, assim, um novo Brasil.
Fonte: Eliane Cantanhêde, "Os bons meninos", Folha de S. Paulo, Opinião, 2/9/12, p. 2.
O Brasil, os políticos e suas práticas não vão mudar coisa alguma por efeito do chamado julgamento do mensalão, sejam quais e quantas forem as condenações. É o que indica o indesmentido fluxo histórico brasileiro e o que comprova a experiência mais ou menos recente.
"O Brasil não será mais o mesmo", ou, no dizer dos que precisam ser pernósticos, "o julgamento é um paradigma", são frases que pululam nos meios de comunicação, com suas similares, como meros produtos de ingenuidade ou do engodo comum.
O que vai mudar são alguns dos métodos agora desvendados. (...)
A degradação da ética e do nível cultural na política não se altera com episódios tão circunscritos como o julgamento do mensalão.
Se ainda for corrigível, reverter a degradação dependeria de muitos fatores, como remodelação do financiamento eleitoral e do sistema partidário, redução da Câmara, das Assembleias e das Câmaras Municipais, exigências para coligações, efetividade dos programas partidários, e por aí afora.
O momento facilita constatar-se a continuidade da degradação política e das eleições como vestibular para a indústria do enriquecimento. É só ver dois ou três programas da propaganda eleitoral: a média dos candidatos, em qualquer sentido, não deixa dúvida. Não sobrará dúvida nem sobre a ingenuidade ou o engodo do besteirol de que o Brasil mudará com o julgamento agora feito pelo Supremo Tribunal Federal - um, em dezenas ou centenas de julgamentos necessários.
Fonte: Janio de Freitas, "Amanhã tal como ontem", Folha de S. Paulo, Poder, 2/9/12.
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segunda-feira, 16 de julho de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 17:22 | 0 comentários
Dilma, Lula, SP e BH
(...) Melchiades
Filho já escreveu (...) que a eleição de São Paulo reflete o passado, com Lula
versus Serra, e a de Belo Horizonte aponta para o futuro. Perfeito.
quinta-feira, 21 de junho de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 07:44 | 0 comentários
"O crime compensa?"
Há uma enorme perplexidade, sobretudo em Brasília, diante dos sucessivos erros de Lula depois de sair da Presidência e assistir, da planície, ao sucesso de Dilma no Planalto e nas pesquisas.
A aliança de Lula com Paulo Maluf, porém, tem uma lógica eleitoral (certa ou errada) e combina perfeitamente com todos os movimentos de Lula durante seus oito anos na Presidência, resumidos numa frase: vale tudo pelo poder.
Ao juntar-se a Maluf e anunciar a aliança no 'bunker' malufista, diante de uma multidão de fotógrafos, Lula sobrepôs o que considera ganhos eleitorais (quantitativos) a inevitáveis perdas políticas (qualitativas).
Explico: ele vendeu o PT a Maluf por um minuto e meio e pelo ainda forte capital de votos de Maluf em setores conservadores e na periferia da capital paulista. E deu de ombros para a evidente reação de petistas, tucanos ou marcianos.
Fazendo o cálculo, Lula concluiu que valia a pena prestar-se ao que Luiza Erundina chamou ontem de "higienização" de Maluf. A imagem do PT? Já não anda lá essas coisas mesmo desde o mensalão...
Pragmatismo em puríssimo estado, tão ao gosto de quem se atirou com tanto prazer nos braços de Collor, de Sarney, de tantos outros inimigos históricos do PT. E, quando se fala de Maluf, a questão não é ideológica, programática, política. A questão é visceralmente ética.
Registre-se, de quebra, o protagonismo de Lula e a inexpressividade do próprio candidato Fernando Haddad. Em todos os episódios, com Marta, Kassab, Maluf, Erundina, ele parece um mero figurante, de cabelo novo, roupa nova, sorriso novo e completamente dispensável - seria deselegante falar em marionete.
Um efeito prático no grave erro político do abraço a Maluf, portanto, é que Haddad vai aumentar e Lula vai reduzir a presença em cena. Nos bastidores, porém, continuará ensinando ao pupilo que o crime compensa.
Fonte: Eliane Cantanhêde, "Folha de S. Paulo", Opinião, 21/6/12, p. 2.
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quinta-feira, 17 de maio de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 18:30 | 0 comentários
Frases
"A palavra verdade, na tradição grega ocidental, é exatamente o contrário de esquecimento. É algo tão surpreendentemente forte que não abriga nem o ressentimento, nem o ódio, nem tampouco o perdão."
Dilma Rousseff, presidente da República, em discurso na posse da Comissão da Verdade
"Foi uma guerra desigual e desumana, com torturadores de um lado e torturados de outro. Não há nenhuma outra verdade a ser investigada que possa se impor a essa realidade."
Eliane Cantanhêde, jornalista, em coluna na "Folha de S. Paulo" de 17/5 (para ler na íntegra, clique aqui - é preciso ter senha do jornal ou do UOL)
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 17:49 | 0 comentários
Ser governo e oposição (ou o PT ontem e hoje)
Há algo de pedagógico na alternância do poder: percebemos com que facilidade situação e oposição trocam de papéis - e de princípios. A greve da PM baiana é uma oportunidade sem igual de ver a natureza humana em ação.
Em 2001, membros da corporação deflagraram uma paralisação, que também degenerou em violência. Na ocasião, o PT, por intermédio de Lula, defendeu a legitimidade da greve e responsabilizou o governo baiano, que era do PFL, pela barbárie. Hoje, o governador petista Jaques Wagner chama alguns dos grevistas de bandidos e se recusa a negociar. Denuncia a utilização política do movimento.
Ainda mais instrutivo é ver como os blogs de simpatizantes e antipatizantes do PT tratam a disputa, que ainda ganha pitadas do caso Pinheirinho.
A pergunta que fica é: as pessoas não se dão conta de suas contradições? E a resposta é "muito pouco".
O psicólogo Drew Westen mostrou que, na política, emoções falam mais alto que a lógica. Ele monitorou os cérebros de militantes partidários enquanto viam seus candidatos favoritos caindo em contradição. Como previsto, eles não tiveram dificuldade para perceber a incongruência do "inimigo", mas foram bem menos críticos em relação ao "aliado".
Segundo Westen, quando confrontados com informações ameaçadoras às nossas convicções políticas, redes de neurônios associadas ao estresse são ativadas. O cérebro percebe o conflito e tenta desligar a emoção negativa. Circuitos encarregados de regular emoções recrutam, então, crenças capazes de eliminar o estresse. A contradição é apenas fracamente percebida.
A surpresa foi constatar que esse processo de relativização não se limita a desligar as emoções negativas. Ele também dispara sensações positivas, acionando circuitos do sistema de recompensa, que coincidem com as áreas ativadas quando viciados em drogas tomam uma dose. Em suma, políticos e simpatizantes sentem prazer ao ignorar suas contradições.
Fonte: Hélio Schwartsman, "O prazer da contradição", Folha de S. Paulo, Opinião, 7/2/12, p. 2
Na Bahia, o governador Jaques Wagner (PT) partiu para o confronto com policiais em greve, chamou o Exército e bateu o pé mesmo diante dos cadáveres que se amontoam por falta de segurança.
Indaga-se: por que o PT condenou tão acidamente a repressão do governo do PFL-DEM a um movimento semelhante na Bahia em 2001? E por que não só criticou ferrenhamente as privatizações do governo FHC como as usou contra os adversários nas campanhas de 2002, 2006 e 2010?
Ou as greves dos policiais na era DEM eram legítimas e na era PT passaram a ser ilegítimas, ou o PT tem um discurso na oposição e uma prática na situação. Ou... o PT mudou.
Ou as privatizações eram ruins e agora são boas para o país, ou o PT de Lula e agora de Dilma aderiu ao vale-tudo eleitoral e mentiu, ironizou e foi sarcástico contra uma política que não apenas aprovava como agora aplica, feliz da vida.
Durante três campanhas seguidas, o partido recorreu ao mesmo discurso, atribuindo aos adversários tucanos a intenção até de privatizar o BB, a CEF, a Petrobras e a mãe de todos os eleitores. Era o PT antiprivatização versus o PSDB privatizante, o PT patriótico versus o PSDB impatriótico.
E agora, qual o discurso? Dilma e Lula deveriam pedir desculpas: ou mentiram aos eleitores ou estavam errados e agora reconhecem que greve de policiais era e é inadmissível e que a política de privatizações do governo adversário era e é correta. Suspeita-se que não vão fazer nem uma coisa nem outra. Vão deixar pra lá, como se nada tivesse acontecido.
Moral da história: greve no governo dos outros é bom, mas no nosso não pode; privatização no governo dos outros é impatriótica, mas no nosso é um sucesso do patriotismo.
Fonte: Eliane Cantanhêde, "Quem te viu, quem te vê", Folha de S. Paulo, Opinião, 7/2/12, p. 2
Marcadores: Eliane Cantanhêde, Hélio Schwartsman, política, PT
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 19:34 | 0 comentários
Para entender os estragos das chuvas...
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 16:17 | 0 comentários
"Que potência é essa?"
A grande (e ótima) novidade anunciada durante as minhas férias foi que o Brasil passou o Reino Unido e é agora a sexta economia do mundo. Uau! Somos uma potência! Mas que potência é essa?
A infraestrutura é sofrível. Os "apaguinhos" são quase rotina, os portos estão cheios de gargalos, as estradas são péssimas, ferrovias praticamente inexistem.
Chegar de uma viagem internacional é um inferno no Galeão e em Guarulhos, as grandes portas de entrada, e até mesmo em aeroportos menores, como o de Natal, onde há três (isso mesmo: três) esteiras de bagagem até que a ampliação seja concluída.
Quanto à educação: Será que o país tem boas escolas para a maioria e profissionais de ponta para enfrentar os desafios do crescimento e da competitividade em todos os setores? Há dúvidas.
E o país consegue ser a sexta economia mundial com um IDH ainda vexaminoso. Quando você passeia pelo interior do Nordeste, onde as coisas vêm melhorando, é verdade, assusta-se com os ainda extensos bolsões de miséria atolados em dois ou três séculos atrás.
Povoados sem asfalto, um atrás do outro, com crianças barrigudinhas e descalças correndo na poeira, entre mulheres de ar sofrido e pele encarquilhada e homens trôpegos pela cachaça e pelo cansaço de uma vida inteira de trabalho duro, debaixo de sol a pino e em regime de semiescravidão.
Não consta que haja gente e cenários assim no Reino Unido e na França, o próximo país a ser, bem antes do que se previa, ultrapassado pela economia emergente do Brasil.
O que está em pauta não é (só) o ritmo da economia e o complexo equilíbrio entre crescimento mais baixo e inflação debochada, mas principalmente a qualidade do desenvolvimento. Há que se discutir por que, para que e para quem o Brasil assume ares de potência.
Fonte: Eliane Cantanhêde, "Folha de S. Paulo", Opinião, 3/1/12, p. 2.
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segunda-feira, 20 de setembro de 2010 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 20:48 | 0 comentários
Questões eleitorais
"Quanto mais forte o Executivo, mais fraco o Legislativo, num país onde o presidencialismo já é um dos mais fortes do mundo democrático e os presidentes acham que podem cada vez mais. Em algum momento, é preciso dar um basta. Mas com Tiriricas é que não será."
Eliane Cantanhêde, colunista da "Folha de S. Paulo" (para ler na íntegra, clique aqui - é preciso ter senha do UOL ou da "Folha")
"Qual será o padrão ético do novo governo? O que o PT na oposição pregou contra Collor ou o que o PT no poder praticou com suas Erenices?"
Idem (para ver a íntegra, clique aqui)
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domingo, 12 de setembro de 2010 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 19:09 | 0 comentários
A eleição em duas sentenças
"As curvas das pesquisas mostram que os dois grandes fatores de 2010 são a força de Lula e a falta de unidade, de discurso e de estratégia da oposição. Em resumo: a determinação de vencer a qualquer custo contra a falta de vontade, quase preguiça, de realmente guerrear."
Eliane Cantanhêde, colunista da "Folha de S. Paulo", p. 2, 12/9/10 (para ler na íntegra, clique aqui)
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