Felizmente, a tecnologia está aí para lembrar o que muitos fazem questão de tentar esquecer (ou apagar...).
sábado, 3 de maio de 2014 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 15:00 | 0 comentários
"O PT cometeu um erro", disse Lula (em 2005)
Felizmente, a tecnologia está aí para lembrar o que muitos fazem questão de tentar esquecer (ou apagar...).
terça-feira, 28 de janeiro de 2014 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 05:01 | 0 comentários
Provocações (2)
Marcadores: Imprensa, Joaquim Barbosa, Justiça, mensalão
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 09:36 | 0 comentários
Genoino, cegueira ou dissimulação?
Fonte: Josias de Souza, “Só Genoino pode salvar o epílogo de Genoino”, postado em 3/12/13.
Marcadores: corrupção, José Genoino, Josias de Souza, mensalão, PT
quarta-feira, 2 de outubro de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 12:11 | 0 comentários
Abaixo os "mensaleiros" (e asseclas)!!!
Li dia desses que o vocalista da banda Skank, Samuel Rosa, foi atacado nas redes sociais depois que criticou a aceitação pelo STF (Supremo Tribunal Federal) dos chamados embargos infringentes em favor de condenados no caso do "mensalão". A tradicional "patrulha" petista postou vídeos antigos em que Rosa aparece manifestando apoio ao hoje senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato à presidência em 2014.
A notícia provocou em mim um desabafo: esta "patrulha pseudo-esquerdista" (porque de esquerda o PT já não tem quase nada mais...) já deu.
Quem disse que cobrar o STF pela decisão em favor dos "mensaleiros" significa necessariamente apoiar o PSDB? Quem disse que ser a favor da condenação dos "mensaleiros" significa necessariamente ser contra o governo Dilma Rousseff (PT)? E ainda que o vocalista do Skank e qualquer outro cidadão seja apoiador de Aécio ou de qualquer outro político, quem disse que isto é impeditivo para criticar o "mensalão"?
Eu sou a favor da condenação dos "mensaleiros" unicamente porque sou contra a CORRUPÇÃO!!!
E, queiram ou não, o "mensalão" foi - como está provado e julgado - um gigantesco e monstruoso esquema de compra de apoio de partidos e parlamentares em favor do governo Lula (ainda que os pagamentos não tenham sido necessariamente mensais, o que não justificaria o nome dado ao esquema, mas isto é detalhe - embora eu já tenha ouvido petista desqualificar a acusação em razão disso...).
À merda, então, os "mensaleiros" e seus asseclas.
Quer saber mais? Já estou de saco cheio de PT, PSDB e etc. Acho que os governos petista no Brasil e tucano em São Paulo deram o que tinham que dar, agora é só rescaldo. É hora de mudar - o que não significa necessariamente apoio a ninguém, pois é prematuro defender quem quer que seja.
O fato é que PT e PSDB, como já escrevi várias vezes neste blog, tornaram-se farinhas do mesmo saco. Como, de resto, quase todos os partidos no Brasil. São meros instrumentos para conquista de dinheiro e poder, estando uma coisa atrelada à outra. O interesse público passa ao largo das siglas - com raras exceções pessoais em uma ou outra.
Em 2014, NÃO vou votar na Dilma, NÃO vou votar no Alckmin e NÃO sei em quem irei votar - e se irei votar em alguém.
Não sou daqueles que acreditam que votar em branco é apoiar "quem está na frente" ou omitir-se. O voto branco é tão legítimo como qualquer outro - tanto que está lá na urna eletrônica como opção. É uma clara manifestação de protesto.
E que não digam que quem não vota depois não pode cobrar e/ou reclamar: sou cidadão, pago impostos como todos e tenho os mesmos direitos que qualquer um.
domingo, 29 de setembro de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 10:26 | 0 comentários
Nós (mídia) x eles (juízes) - uma reflexão (provocação)
Marcadores: Celso de Mello, Imprensa, jornalismo, Justiça, mensalão, mídia, STF
domingo, 22 de setembro de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 04:24 | 0 comentários
O julgamento do "mensalão": uma reflexão
Marcadores: corrupção, Justiça, mensalão, Mônica Bergamo, STF
quinta-feira, 19 de setembro de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 12:01 | 0 comentários
Mensalão, embargos e etc: cadê o povo?
Povo brasileiro, cadê você?
Marcadores: corrupção, Eliane Cantanhêde, Justiça, mensalão, STF
sexta-feira, 13 de setembro de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 10:30 | 0 comentários
Que tal uma pizza (sabor mensalão)?
Em tempo: pensava em escrever algo a respeito, mas não seria capaz de expressar o que penso de forma melhor do que já feita pelo texto postado acima.
terça-feira, 10 de setembro de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 12:49 | 0 comentários
#calaaboca
... José Dirceu!
Para entender, clique aqui.
sábado, 30 de março de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 04:00 | 0 comentários
Quem colocou o pastor lá, afinal?
A eleição do deputado pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para o comando da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal já deu muito o que falar. Assistindo a uma entrevista do parlamentar ao programa "Agora é tarde", de Danilo Gentili, na Band, na última quinta-feira (28/3), tive a convicção de que a discussão principal no caso está completamente desvirtuada.
Não vou entrar no mérito das opiniões do pastor a respeito de negros, homossexuais e outras minorias. Até porque, como já registrei, a discussão principal não deve ser esta no meu ponto de vista. Por mais que eu considere aviltantes e até desprezíveis as posições do parlamentar, é legítimo e legal o direito dele as manifestar (salvo possível racismo, crime previsto em lei).
Que fique claro, portanto: defendo até a morte o direito do pastor-deputado (e de qualquer outro ser humano) emitir livremente suas opiniões, ainda que elas naveguem na contramão dos avanços sociais e democráticos e dos princípios da liberdade da sociedade.
Que fique claro também que defendo punição legal sempre que qualquer opinião configurar-se crime (caso do racismo, uma das acusações que se faz ao parlamentar).
O que mais chama a atenção e merece ser o foco do debate em toda esta questão, porém, é o sistema político que possibilitou a um deputado com posições tão sectárias assumir o comando de uma comissão tão relevante.
Sabe-se que o PT abriu mão do comando da Comissão de Direitos Humanos em troca de liderar o colegiado de Constituição e Justiça, considerado estratégico para os interesses de qualquer governo de plantão. Assim, relegou ao aliado PSC a comissão que agora se tornou alvo da polêmica.
É, pois, em razão unicamente de interesses políticos, partidários e eleitorais que Feliciano chegou onde está.
Seria também interessante discutir de que forma personagens como o pastor-deputado conseguem se eleger. É certo que representam o pensamento de um segmento da sociedade (Feliciano teve 211 mil votos), mas não custaria questionar a relação cada vez mais íntima entre religião e política.
Tem sido uma relação sadia? Não seria melhor para a sociedade e o país se fosse uma relação apartidária? Como pastores e afins conquistam fiéis e votos? A custa de quê (ou de quem)?
São perguntas importantes, mas que têm passado ao largo da discussão.
É o jogo político de Brasília (reproduzido, de resto, em todos os rincões do país) que cria figuras como Feliciano. As opiniões dele são quase secundárias diante de um problema tão grave quanto o desvirtuado sistema político brasileiro.
Aliás, quem mesmo tinha levantado a bandeira da reforma política?
Em tempo 1: diante do que expus, o que de mais relevante surgiu na entrevista de Gentili com o pastor foi a "ameaça" feita pelo parlamentar ao PT em relação à eleição de 2014. Afinal, os votos evangélicos - 70 milhões, segundo o deputado - têm sido cada vez mais disputados (e decisivos). Esta mesma análise, aliás, foi feita pelo jornalista Josias de Souza em seu blog.
Em tempo 2: se tem algo que Feliciano tem razão é o fato da sociedade em geral - e do PT em particular - não se escandalizar em igual nível (ou até mais) com a indicação para a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal de dois deputados condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no caso do "mensalão".
Cheguei a pensar que só eu tinha enxergado um possível desvio ético na entrevista levada ao ar pelo "CQC", da Band, na última segunda-feira (25/3), com o deputado federal José Genoino (PT-SP). Que bom que mais gente - como o jornalista e crítico de TV Mauricio Stycer - enxergou o mesmo. Leia a coluna dele aqui.
Marcadores: Congresso, direitos humanos, mensalão, política
segunda-feira, 19 de novembro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 04:56 | 0 comentários
Frase
"O Judiciário é falho, claro, e tem de ser objeto de escrutínio. (...) Mas tentar imputar ao Supremo a pecha de tribunal de exceção é desrespeito institucional e, no limite, golpismo."
Igor Gielow, colunista da "Folha de S. Paulo", em coluna nesta segunda-feira (19/11/12)
Marcadores: frase, Igor Gielow, Judiciário, mensalão, STF
terça-feira, 13 de novembro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 15:32 | 0 comentários
"Julgamento para a história"
Fixadas pelo Supremo Tribunal Federal as
penas que recaem sobre os principais acusados do mensalão, o julgamento de um
dos maiores escândalos da história republicana vai chegando ao seu desfecho.
Leia também:
- O que sobrou deste julgamento, jurídica e politicamente?
- Nada no processo desdiz a atuação de José Dirceu na compra de votos
terça-feira, 23 de outubro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 08:37 | 0 comentários
Frase
"É só o indivíduo que mora no morro e sai atirando loucamente pela cidade que abala? A prática de crime de formação de quadrilha por pessoas que usam terno e gravata me traz um desassossego ainda maior."
Joaquim Barbosa, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), durante o julgamento do chamado "mensalão"
Marcadores: frase, julgamento, mensalão, política, STF
segunda-feira, 22 de outubro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 18:22 | 0 comentários
O Brasil pós-mensalão: uma posição definitiva
A fase de
condenações e absolvições no julgamento da ação penal
segunda-feira, 15 de outubro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 09:00 | 0 comentários
Quando sobra paixão, perde a razão
Esporte,
religião e política costumam mover paixões. Acirrá-las até. E quando a paixão
está em evidência, quem perde é a razão.
Leia também:
- O desconforto da nação petista
Marcadores: julgamento, mensalão, política, PT, STF
quarta-feira, 10 de outubro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 20:45 | 0 comentários
"Fabulações do mensalão"
Para os petistas, o julgamento do mensalão representa um golpe da direita contra uma administração popular que, pela primeira vez na história deste país, promoveu mudanças de verdade.
Para seus adversários, se há uma revolução em curso, ela virá com a condenação dos principais réus, que romperá o ciclo da impunidade de políticos e lançará o Brasil numa nova era de moralidade administrativa.
Ambas as versões, em especial a primeira, não passam de fabulações com fins políticos. Urdi-las faz parte do jogo democrático, que não bane a tentativa de influenciar magistrados e eleitores, mas reconhecer isso não implica que devamos acreditar nelas.
Se há algo notável e até certo ponto inesperado nessa história é que as instituições estão funcionando. A PF, subordinada a um ministro petista, investigou o caso, colheu provas e as levou ao Ministério Público. O procurador-geral, nomeado pelo próprio Lula, viu uma série de crimes e apresentou a denúncia. E o STF, de cujos 11 integrantes originais 8 chegaram ao cargo por indicação de presidentes petistas, vem, após análise individualizada de cada caso, condenando a maior parte dos acusados. Se, diante desse histórico, o PT ainda insiste na tese do golpe, em vez de acusar a direita, deveria procurar um sabotador em suas próprias fileiras.
Isso significa que o Brasil mudou, como quer o devaneio tucano? É claro que não. As instituições funcionaram aqui porque a situação era atípica, explosiva demais para ser ignorada. Só que boas instituições funcionam sempre, independentemente de quem sejam os envolvidos. E, nesse quesito, nossa Justiça é muito ruim, como o prova o caso do mensalão mineiro, cronologicamente anterior ao do PT, mas ainda não julgado.
Nesse contexto, os petistas poderiam queixar-se de estar pagando por ter agido como todos os outros. Pode ser, mas o mundo é muitas vezes cruel e, por definição, só podemos punir os que se deixam apanhar.
Fonte: Hélio Schwartsman, "Folha de S. Paulo", Opinião, 10/10/12, p. 2.
Marcadores: Hélio Schwartsman, mensalão, política, PT
segunda-feira, 8 de outubro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 19:21 | 0 comentários
Frase
"Em qualquer país decente, políticos condenados num julgamento limpo como o do mensalão renunciariam aos seus mandatos. Aqui, eles não largam o osso."
Fernando Rodrigues, jornalista, em sua coluna "Valdemar ajuda o Brasil" na "Folha de S. Paulo" (Opinião, 3/10/12, p. 2)
Marcadores: Fernando Rodrigues, frase, mensalão, política
segunda-feira, 17 de setembro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 20:26 | 0 comentários
Maquiavel, o PT e o "mensalão"
Então Lula sabia do
“mensalão” desde sempre (e não somente após o suposto alerta do então deputado
Roberto Jefferson, do PTB-SP)?
quinta-feira, 6 de setembro de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 23:02 | 0 comentários
Frase
“Não há motivo para comemoração e fogos de artifício quando um dos principais partidos do país - e mais, o partido que mobilizou a nação com o discurso da ética - chega ao banco dos réus e às portas da prisão.”
Eliane Cantanhêde, jornalista, na coluna "Constrangimento nacional" na Folha de S. Paulo
Marcadores: Eliane Cantanhêde, frase, julgamento, mensalão, política, PT, STF
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 22:57 | 0 comentários
Quando a direção nacional do PT vai aprender?
O Partido dos Trabalhadores - que, antes da condenação de João Paulo Cunha por corrupção passiva e peculato, dizia confiar na Justiça brasileira - agora acusa ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de participar de um "golpe" em parceria com "a mídia conservadora".
O discurso, verbalizado pelo eminente presidente do PT, Rui Falcão, além de demonstrar bem o pânico do partido com o que pode ocorrer com José Dirceu, José Genoino e companhia, é uma boa medida da decepção de Lula com ministros escolhidos por ele para o STF. O ex-presidente considera-se traído.
Embora seja difícil imaginar - após todos esses anos de lulismo - que alguém ainda se surpreenda com as suas concepções sobre a política e os deveres republicanos, vale a pena discorrer um pouco sobre o assunto.
Para o ex-presidente, valores como companheirismo e gratidão são muito mais importantes do que os princípios da independência entre os Poderes e da imparcialidade, e o espírito público. Como alguém pode julgar em desacordo com os seus interesses após ter sido beneficiado pela sua generosidade?
Lula sempre enxergou o mundo a partir do seu próprio umbigo. Quem não está com o ex-presidente evidentemente só pode estar contra ele. Não existe meio-termo.
Isso vale para qualquer um. Correligionários que o desobedeceram foram expulsos do partido. Órgãos de imprensa e jornalistas que ousam criticá-lo são tratados como "corruptos" e "vagabundos" nos blogs e sites que estão a seu serviço. E magistrados agora são chamados de golpistas pelo PT.
Ao atacar ministros do Supremo, Rui Falcão fez um alerta em tom de ameaça: "Não mexam com o PT. Quando o PT é provocado, ele cresce, ele reage". É difícil entender o que o presidente do partido de Lula quer dizer exatamente com isso. Mas é bom ficar atento.
Fonte: Rogério Gentile, "A visão do umbigo", Folha de S. Paulo, Opinião, 6/7/12, p. 2.