... colocar Limeira no "Jornal Nacional" por causa de suspeita de corrupção.
E domingo tem o "Fantástico" com as "primeiras-damas da corrupção"...
sexta-feira, 25 de novembro de 2011 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 15:47 | 0 comentários
Eles conseguiram...
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sexta-feira, 11 de novembro de 2011 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 16:42 | 0 comentários
Alckmin, Kassab, Constância e a eleição de 2012
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 19:09 | 0 comentários
O documentário de Félix
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terça-feira, 9 de novembro de 2010 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 15:28 | 5 comentários
Constância Félix está pobre?
É no mínimo estranho alguém se dispor a aplicar todo o seu patrimônio numa campanha eleitoral. Ou não?
Como não consta a venda de todos esses terrenos e veículos, a matemática de Constância parece mágica.
Mágica que a nossa frágil Justiça Eleitoral parece ignorar. Não só em relação a ela, mas com tantos outros candidatos.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 16:40 | 1 comentários
Dúvida existencial eleitoral
O resultado que a primeira-dama Constância Félix (PDT) obteve nas urnas no último dia 3, quando debutou nas disputas eletivas, custou caro. Os 50.830 votos dela – que lhe garantiram a primeira suplência do partido na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa paulista – foram obtidos numa campanha em que ela gastou oficialmente R$ 832.912,20.
A prestação de contas dos candidatos está disponível no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Constância foi, de longe, quem mais gastou na campanha. Foram praticamente meio milhão de reais a mais do que o segundo colocado em gastos, o médico e vereador César Cortez (PV) – R$ 363.617,64. Em terceiro está o presidente da Câmara Municipal, Eliseu Daniel dos Santos (PDT): R$ 252.807,20.
Cada voto de Constância custou cerca de R$ 16. Isso representa quase o dobro da média de gastos por voto (R$ 9,7) dos 513 deputados eleitos, segundo reportagem publicada hoje no jornal “Folha de S. Paulo” (leia aqui).
A primeira-dama recebeu doações do Grupo São Martinho (da Usina Iracema), num total de R$ 100 mil; do Supermercado Covabra (R$ 50.000,00); da Suzano Papel e Celulose (R$ 30.479,80); da empresa NovoRumo Transportes (R$ 5.000,00); e da Associação de Empresas e Empresários de Iracemápolis (R$ 2.000,00), que acaba de vencer a licitação da prefeitura para uma área empresarial em Limeira, entre outros.
Há doações também de assessores e até do prefeito Silvio Félix (PDT) – R$ 900 - e dos filhos do casal, Maurício (R$ 1.000,00) e Murilo (R$ 2.200,00).
O que mais chama a atenção na prestação de contas de Constância, além do total de gastos em si (uma campanha quase milionária), foi a quantidade de recursos aplicados pela própria candidata. Ela doou do próprio bolso R$ 468.900,00 – 56% do total aplicado.
Isso me leva a uma questão, uma dúvida existencial para a qual nunca encontrei resposta: o que leva alguém a gastar quase meio milhão de reais para conseguir um cargo público numa jornada arriscada, de resultado incerto?
Haja disposição e senso de dever público!
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segunda-feira, 4 de outubro de 2010 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 16:37 | 0 comentários
O recado de Eliseu (ou a sinuca de Félix)
Sustentado pelos 39 mil votos que recebeu na eleição para deputado federal (32 mil só em Limeira, onde ficou em primeiro lugar), o presidente da Câmara Municipal, Eliseu Daniel dos Santos (PDT), anunciou nesta segunda-feira, menos de 24 horas após o fim da votação, sua pré-candidatura a prefeito em 2012.
Quem conhece Eliseu sabe que ele sempre sonhou em comandar o Executivo limeirense. Carregando a experiência de três mandados de vereador, sendo duas vezes presidente do Legislativo, o pedetista acredita que a votação obtida ontem o credencia à disputa. E disse isso em entrevista ao programa “Fatos & Notícias” (TV Jornal, segunda à sexta, 11h30) sem meias palavras. “É chegada a hora de eu concorrer ao cargo de prefeito da cidade, estou preparado para isso. (...) Vou colocar meu nome sim com toda certeza na disputa”, afirmou.
Para garantir a candidatura, porém, Eliseu precisará superar um obstáculo interno e silencioso – que ele conhece bem: a resistência do chefe do partido, o prefeito Silvio Félix. Nos bastidores políticos de Limeira, é mais do que conhecida a versão de que Félix não morre de amores por Eliseu (aliás, a recíproca é verdadeira), apenas o tolera por sua liderança na Câmara e pela possibilidade de agregar votos à primeira-dama Constância na eleição que acaba de ser encerrada.
Ou seja, neste momento Eliseu é conveniente para Félix, que é conveniente para Eliseu. Daí ao presidente da Câmara ser alçado a candidato oficial do prefeito para sucedê-lo no Edifício Prada vai uma longa distância.
Não foi à toa – nem ao acaso – que Eliseu correu anunciar sua intenção de ser candidato a prefeito. A manifestação pública e concreta coloca uma “batata quente” no colo de Félix. Alguns ingredientes explicam isso: 1) o prefeito ainda não trabalhou um sucessor (tal como Lula, considera-se insubstituível e quer alguém em quem possa eventualmente “mandar”, o que não seria o caso de Eliseu); 2) o presidente da Câmara acaba de ter o respaldo de 39 mil votos (ou 32 mil em Limeira) para ser candidato; 3) Constância não pode ser candidata por uma questão legal; e 4) não há outro nome, hoje, com o cacife eleitoral de Eliseu no PDT para enfrentar a disputa pela cadeira principal do Edifício Prada.
O que resta, então, a Félix? Hoje, duas opções: 1) arrumar um candidato no prazo de um ano para trabalhá-lo no outro ano restante e comprar uma briga com Eliseu (com possíveis reflexos na Câmara); ou 2) aceitar a candidatura do vereador. Uma verdadeira “sinuca de bico”, sem dúvida – que Félix estava esperando, mas não tão rapidamente.
A rapidez, contudo, é a arma de Eliseu. Ele mandou o recado, quer pressionar o prefeito desde já. Colocar o time em campo é uma forma de acuar o adversário e forçar Félix a decidir. Caso o prefeito dê sinais de que não apoiará a provável candidatura de Eliseu, o presidente da Câmara não tem dúvida: deixará o PDT. Neste caso, encontraria abrigo fácil em outro partido interessado em seu cacife político.
O jogo de xadrez de 2012 começou – e tanto Félix como Eliseu são bons jogadores, sabem fazer articulações políticas, ainda que às custas da perda de aliados de outrora (no caso de Félix, são muitos casos e o pragmatismo político-eleitoral sempre falou mais alto).
PS 1: um dos cotados para ganhar o apoio de Félix para sua sucessão, o secretário todo-poderoso Ítalo Ponzo Júnior deixou o governo há alguns meses, colocando em dúvida essa opção.
PS 2: se Eliseu quer levar adiante seu sonho de tornar-se prefeito, precisa começar a pensar em planos para a cidade – o que pretende para Limeira, como executar os projetos, etc. Hoje, sua candidatura soa mais como um projeto pessoal.
quarta-feira, 5 de maio de 2010 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 22:46 | 0 comentários
Félix decide pisar em ovos
O prefeito Silvio Félix (PDT) mudou. Decidiu pisar em ovos. Da neutralidade nas eleições de 2006, ele agora optou pelo engajamento. E pode pagar caro por isso – justamente em razão daquilo que critica.
Até agora, o pedetista vinha tentando tirar de letra a acirrada disputa eleitoral que se desenha para este ano. Navegou com tranquilidade e habilidade na onda lulista ao receber com pompa, em 23 de janeiro, a então ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, pré-candidata à presidência pelo PT (leia aqui). Na ocasião, houve troca de elogios entre ambos. Félix ainda rasgou elogios ao relacionamento do governo Lula com os prefeitos. Disse que antes, de Brasília só se recebiam fotos. Hoje, obtêm-se verbas.
Menos de um mês depois, o mesmo Félix que rasgou elogios ao governo do PT recebeu o então governador José Serra, pré-candidato do PSDB à presidência e o mais ferrenho adversário de Dilma. Foi na inauguração do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), um investimento de quase R$ 10 milhões anuais do Estado na cidade. E Félix navegou na onda tucana, com a mesma habilidade.
Pois os tempos mudaram. O prefeito compareceu ao lançamento da pré-candidatura do senador petista Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo. E criticou o governo do PSDB no Estado. Ao menos é o que indica o site do PT. “O que tenho visto é que o governo Lula mudou muito a relação com os prefeitos e com os municípios, na distribuição de verbas do PAC, no atendimento e no respeito aos Prefeitos. Sonho com um governo no Estado que tenha a mesma postura republicana”, disse Félix (leia aqui).
Em tempo: uma interessante análise sobre esta declaração foi feita pelo jornalista Rafael Sereno no blog “O Informante” (clique aqui).
Não há nenhum problema em Félix declarar apoio publicamente a Mercadante – até porque o PDT é da base aliada do governo Lula e, como este blog já informou, os petistas de lá (do governo federal) já enquadraram os de cá (de Limeira) por causa da postura oposionista de seus membros em relação ao governo pedetista municipal (leia aqui).
A questão é que Félix tem mais três anos de mandato e tudo indica que o PSDB vai faturar mais uma eleição no Estado (o ex-governador e pré-candidato do partido, Geraldo Alckmin, lidera com muita folga as pesquisas de intenção de voto). Se as previsões se confirmarem nas urnas, a dúvida é: estará abalada a relação do governo estadual tucano com a prefeitura de Limeira? Félix conseguirá recuperar o espaço provavelmente perdido com não apenas o apoio à candidatura de Mercadante, mas também – e principalmente – à crítica ao modo tucano de governar o Estado?
Só o tempo dará a resposta.
O fato é que Félix colocou a mão na cumbuca. E isso pode custar caro.
Em tempo: pré-candidata a deputado estadual pelo mesmo PDT, a primeira-dama Constância Félix foi questionada por mim sobre sua postura política, caso eleita, num eventual governo Alckmin. A resposta pode ser vista aqui. Só para registrar: a resposta foi dada antes da manifestação de Félix.
terça-feira, 13 de abril de 2010 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 16:45 | 0 comentários
A pré-candidata Constância
Constância Félix (PDT) não está preparada para ser deputada. Ao menos não do ponto de vista político. Isto não significa que os demais candidatos estejam – ou que o fato dela não estar preparada seja necessariamente uma desvantagem considerando que outros mais “experientes” deixam a desejar politicamente.
A falta de preparo da primeira-dama de Limeira em questões políticas - apesar dela estar se lançando numa disputa eletiva, a primeira de sua vida - ficou clara numa entrevista dada nesta terça-feira ao programa “Fatos & Notícias”, da TV Jornal de Limeira (diariamente, 11h30).
Enquanto falou genericamente da campanha e de suas ações à frente do Centro de Promoção Social (Ceprosom) e mais recentemente do Fundo Social de Solidariedade, a primeira-dama esteve segura. Ao ser confrontada, porém, com questões políticas, demonstrou insegurança. E revelou isso ao final da entrevista, numa rápida conversa de bastidores. “Dá nervoso”, admitiu.
O nervosismo, segundo ela, tinha a ver com recomendações de advogados para medir as palavras em razão da rigidez da lei eleitoral. Tanto é que Constância frisou várias vezes que é apenas pré-candidata.
Registre-se que, de positivo diante da insegurança nas questões políticas, a primeira-dama foi honesta ao dizer que não se sentia preparada para responder algumas questões naquele momento. Ela poderia ter enrolado, como tantos políticos de carreira fazem. Preferiu a humildade.
Também é fato que Constância será os olhos – e a voz – do marido na Assembleia Legislativa caso seja eleita. Isso ela deixou claro. Centralizador como é, Félix abandonou a neutralidade de quatro anos atrás, quando não apoiou formalmente ninguém na eleição para deputado, e decidiu ele mesmo entrar na disputa. Em sua versão possível: Constância. Até que ponto isso é positivo, não se sabe.
O fato é que Félix sacou um coelho da cartola. Desde que a Justiça impediu que a esposa presidisse o Ceprosom, ele habilmente esvaziou o órgão, transferiu os trabalhos para o Fundo Social comandado pela primeira-dama e deu-lhe a visibilidade necessária para alçar o voo eleitoral. Tudo muito bem planejado. Se o resultado final será bom, só o tempo dirá.
Registre-se que Constância teve um desempenho de destaque à frente do Fundo. Lançou programas em certa medida ousados, como o Família Acolhedora e o Planejamento Familiar.
Mas como deputada, estará bem longe dessas questões. Na Assembleia, o jogo é muito mais duro – e às vezes rasteiro. Para isso, porém, ela já tem a receita: recorrer ao seu professor.
Veja a seguir parte da entrevista com Constância (está reproduzida a essência das respostas):
- O seu partido apoiará a candidatura a governador do PT, provavelmente o senador Aloizio Mercadante. Mas as pesquisas indicam ampla vantagem do provável candidato tucano, o ex-governador Geraldo Alckmin. Caso a sra. e Alckmin sejam eleitos, a sra. será oposição?
Constância - Na política, tem que ter uma fidelidade partidária. Então, se meu partido vai apoiar o Mercadante, eu apoio. Mas é fácil lidar com isso. Seja um ou outro (Mercadante ou Alckmin), o relacionamento não influencia. Vou trabalhar em conjunto visando o que a cidade precisa.
- Mas a sra. terá que votar a favor ou contra o governo. Seguiria a orientação partidária e votaria contra?
Constância - Não vou responder agora. Vou seguir sempre o que o meu professor me ensinar. Tenho um professor dentro de casa. Na hora certa vou decidir.
- A sra. apoia o Projeto Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de pessoas com condenação em alguns crimes? Seu partido ajudou a barrar a votação no Congresso na semana passada...
Constância – Vou usar o Família Acolhedora (para responder). Para ser do projeto, tem que ter uma ficha limpa. É obrigação nossa ter ficha limpa. Independente do que fez o partido, isso é meu, sou a favor.
- O deputado estadual Otoniel de Lima (PTB) fez um projeto que reduz o ICMS do setor de folheados para 7%, o que beneficiaria Limeira. O que a sra. pensa disso, da redução de impostos, de política fiscal?
Constância - Vou estudar no momento certo. Hoje não teria condições de te responder. Prefiro que seja assim agora.
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