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quinta-feira, 5 de julho de 2012 | | 0 comentários

Contradição do PDT: Félix devia ter sido expulso!

Estivesse de fato o PDT preocupado com alguns pilares que prega em seu estatuto, mais especificamente o que consta no parágrafo 1° do artigo 1° (“Dos Objetivos”), de fato quem teria sido expulso por infidelidade é o prefeito cassado Silvio Félix e não os vereadores Carlinhos Silva e Antonio Braz do Nascimento, o Piuí – que votaram pela cassação.

Diz o referido parágrafo, em um de seus itens, como objetivo do PDT: “defender a dignidade da função pública, sob a inspiração da moral e da ética, com o objetivo de servir ao cidadão e prestigiar o servidor”.

Ora, um prefeito cassado sob fortíssimas suspeitas de corrupção não deveria ter merecido do partido a proteção que teve. E que ainda tem – vide a expulsão dos supostos infieis.

Diante do estatuto do PDT, quem foi infiel, afinal? Félix ou os vereadores?

Ao abrigar Félix em suas fileiras e mantê-lo como secretário estadual, o PDT dá mostras de que desrespeita seu próprio estatuto.

Em tempo: não se trata aqui de defender Piuí, Carlinhos ou quem quer que seja, apenas de manifestar uma evidente contradição entre a teoria e a prática pedetista.

Considerando, porém, que o PDT tem em seu comando no Estado (agora informalmente porque é candidato a prefeito na Capital) o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, alvo também de denúncias de corrupção, entende-se o escudo a Félix.

PS: para saber mais sobre a expulsão dos vereadores, clique
aqui. Para saber a opinião de Carlinhos e Piuí, clique aqui e aqui.

São textos do
“Limeira 2012”, blog independente que está acompanhando os bastidores da eleição municipal.

sábado, 5 de junho de 2010 | | 0 comentários

E o PT de Limeira diz "não!"

O PT de Limeira ressurgiu. Indignou-se com a pressão para aderir ao governo Silvio Félix (PDT). “Pressão” e “aderir” podem ser palavras fortes, mas o ato e a intenção da cúpula petista em nível estadual e nacional não ficam muito longe disso.

Como este blog já informou, petistas de Limeira foram “enquadrados” pela cúpula do partido em razão da oposição ao governo pedetista em Limeira. O PDT é da base aliada do presidente Lula. O “enquadramento” se deu um dia antes da visita à cidade da então ministra-chefe da Casa Civil e hoje pré-candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, em janeiro.

No ano passado, o líder do governo na Câmara Federal, deputado Cândido Vacarezza (PT), já havia rasgado elogios a Félix também durante visita a Limeira. Chegou a dizer que o prefeito faz uma “excelente” administração, como também informou este blog (leia aqui).

Isto posto, o PT de Limeira reagiu. O diretório municipal enviou há cerca de 15 dias um manifesto ou carta (chame como quiser) à executiva estadual e federal do partido com um recado: não tem jeito! “Não dá para apoiar este governo”, confidenciou um importante petista limeirense.

Este mesmo petista jura que nunca houve forte pressão pela adesão ao governo, mas admite um incômodo com as frequentes trocas de afagos entre a cúpula do PT no Estado e no país e o prefeito de Limeira. Para o petista limeirense, fazer parte da aliança eleitoral em prol de um projeto nacional tudo bem, mas aliviar a barra de Félix ou aderir ao governo é impossível.

Aliás, parte do PT de Limeira – rachado em três grupos, pelo menos – contesta inclusive o entusiasmo da cúpula petista com o apoio pedetista à candidatura do senador Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo. “Não dá para subir naquele palanque”, disse o petista limeirense referindo-se ao 2° Encontro Estadual do PDT ocorrido em Limeira, ocasião em que petistas e pedetistas estiveram juntos (leia mais aqui e aqui).

Para o petista local, contar com o apoio do PDT em nível nacional tudo bem, os partidos já estiveram juntos em eleições passadas, com o ex-governador Leonel Brizola (já falecido), “mas com esse pessoal aqui de São Paulo não dá”.

Em tempo 1: estavam no evento do PDT o vereador petista Ronei Costa Martins (a contragosto), a presidente do PT de Limeira, Neide Gonçalves, e o pré-candidato a deputado pelo partido, Osmar Lopes.

Em tempo 2: Lopes não contará com apoio de parte do PT local, que deve embarcar nas campanhas do ex-deputado Renato Simões e do ex-secretário da Educação de Cordeirópolis, Adinan Ortolan.

Na avaliação do petista limeirense, a adesão do partido ao governo Hélio Santos (PDT), em Campinas, foi equivocada. “Veja o que aconteceu com o partido lá”, comentou.

A manifestação do PT de Limeira à cúpula estadual e nacional reforça a posição que o vereador Ronei já havia passado em entrevista à TV Jornal de Limeira durante o evento do PDT: da parte dele, nada mudará.

Ou seja: as dores de cabeça de Félix devem continuar.

quarta-feira, 26 de maio de 2010 | | 0 comentários

Uma conversa com Mercadante

Durante a crise que culminou com a renúncia de Renan Calheiros (PMDB-AL) da presidência do Senado, no final de 2007, inconformado com a postura do PT e, especialmente, do senador Aloizio Mercadante votando a favor do peemedebista, enviei um e-mail ao petista manifestando minha contrariedade. Na ocasião, avisei a Mercadante que não receberia votos meus em futuras eleições.

Para minha surpresa, o petista respondeu justificando sua posição. Obviamente, discordei.

No último dia 8, reencontrei Mercadante (já o tinha entrevistado anos atrás) numa visita dele a Limeira para o 2° Congresso Estadual do PDT (partido que deve apóia-lo na eleição para o governo de São Paulo este ano). Não perdi a oportunidade de comentar com o senador a troca de e-mails. Mercadante, de imediato, perguntou se ele tinha me convencido. Respondi que não. Ele tentou novamente explicar sua posição. Ouvi, respeitei, mas discordei.

O petista admitiu, porém, que no caso José Sarney (PMDB-AP), o PT errou.

Ouça a seguir a conversa informal com Mercadante. O áudio em alguns momentos está ruim porque foi captado pelo cinegrafista da TV Jornal, Vinícius Cuccio, já que não se tratava de uma entrevista formal.


A ex-prefeita de São Paulo e ex-deputada federal Marta Suplicy (PT) – pré-candidata ao Senado - também esteve no evento em Limeira. Foi a primeira vez que a entrevistei. Repare na resposta dela quando perguntei sobre o trânsito em São Paulo.



Também pré-candidato ao Senado, o cantor e vereador paulistano Netinho de Paula (PCdoB) participou do evento do PDT em Limeira. Sério (ao contrário de como costuma ser visto), ele falou com a imprensa. Mostrou-se atencioso e articulado. Já no evento, retomou o que parece ser um personagem e, usando o tom de voz que já se tornou típico, pediu apoio para o “negão”.

segunda-feira, 10 de maio de 2010 | | 0 comentários

PT x PDT ou PT e PDT?

A manhã de sábado foi agitada politicamente em Limeira. A cidade sediou o 2° Encontro Estadual do PDT, que selou a aliança do partido com o PT para as eleições deste ano. Foi uma mostra das nuvens da política, aquelas que mudam ao sabor do vento.

Vejamos: em 2006, o presidente estadual do PDT, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, apoiou a candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin à presidência. Logo, conclui-se que ele não aprovava o governo Lula – que agora apoia. Era a favor do mesmo Alckmin contra quem faz discursos inflamados este ano.

Durante o governo José Serra, o PDT votou com o governo quase que sistematicamente. No caso do Projeto de Lei Complementar 29/09, que tratou da remuneração dos professores e que tinha a oposição da Apeoesp (o sindicato da categoria, ligado ao PT), os deputados pedetistas José Bittencourt e Rogério Nogueira foram a favor da proposta do governo. O mesmo Nogueira que discursou a favor de Mercadante no evento em Limeira.

E mais: o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Miguel Torres, filiado ao PDT, discursou no encontro em Limeira. Encontro pró-Mercadante. Curiosamente, no dia seguinte ao evento, reportagem da “Folha de S. Paulo” (clique aqui para ler) trouxe manifestação do sindicalista a favor de... Alckmin!

E assim caminha a humanidade...

Em tempo: os petistas (com exceção do vereador limeirense Ronei Costa Martins) pareceram à vontade em meio aos novos aliados. Registre-se que a ala radical do PT de Limeira não compareceu ao encontro do PDT.

Apesar de estarem à vontade, os petistas tiveram que ouvir discursos inflamados em favor do reajuste de 7,7% para os aposentados que ganham mais de um salário mínimo e do fim do fator previdenciário (que permite reduzir as aposentadorias), medidas que têm a oposição do governo Lula. Discursaram nesse sentido o deputado estadual Major Olímpio Gomes e o presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, João Batista Inocentini, além de Torres. Os petistas ouviram em silêncio.

Aliás, uma das pessoas – empolgada - chegou a bradar no discurso que era preciso “mudar o Brasil”. Ora, será que esqueceu que o PDT fechou apoio ao PT de Mercadante e da ex-ministra Dilma Rousseff?


Em tempo: o PDT também se esforçou para deixar os petistas à vontade. O prefeito de Limeira, Silvio Félix, por exemplo, chamou pelo menos sete vezes os colegas pedetistas de "companheiro" - palavra tão arraigada no discurso petista.