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terça-feira, 31 de março de 2015 | | 0 comentários

"Fora do Facebook"

Uma bomba atingiu o mundo das notícias esta semana: dois sites jornalísticos muito importantes, o sacrossanto “The New York Times” e o irreverente “Buzzfeed”, estão a ponto de liberar seus conteúdos para que sejam lidos dentro dos domínios do Facebook.

É uma revolução, uma profunda quebra de paradigma. Hoje, se o leitor clica em um link de notícia que aparece no Facebook, é levado para o site que originalmente produziu o material - o “Buzzfeed” e os próprios jornais “The NYT”, “The Guardian”, “El País”, “G1”, “Folha” etc.

(...) Proposta do “Feice”: trazer a notícia para dentro dele mesmo e assim agilizar a parada. Isso significa um monte de coisas, mas a principal é que o produtor do conteúdo perde controle sobre quem está lendo sua notícia. As informações, estatisticamente tão relevantes, ficam na mão do Facebook. (...)

Fonte: Álvaro Pereira Júnior, "Folha de S. Paulo", Ilustrada, 28/3/15 (íntegra aqui).

quinta-feira, 16 de outubro de 2014 | | 0 comentários

Jornalismo x publicidade

(...) Acontece que o BuzzFeed não é especializado só em listas. Também é o rei de fazer o que, na era da internet, ganhou o bonito nome de "conteúdo patrocinado" - e que antigamente se chamava matéria paga. É publicidade disfarçada de jornalismo. (...)

Ao clicar na "reportagem" do BuzzFeed sobre as roupas da Wildfang, o que se esperava era um texto feito por um(a) repórter de moda, de opiniões próprias. E que se dedica integralmente ao assunto, entende muito e seria capaz de apresentar os lançamentos de uma maneira crítica - apontando virtudes e falhas, comparando com outras marcas etc. (...)

Pode ser um bobo ranço geracional, mas tenho enorme dificuldade para aceitar que conteúdo informativo e publicidade se transformem em uma coisa só.

Fonte: Álvaro Pereira Júnior, “Vítima da moda”, Folha de S. Paulo, Ilustrada, 11/10/14.

sábado, 18 de janeiro de 2014 | | 0 comentários

"Papel = Internet"

(...) Vinte anos depois, o "NYT", tão imitado e influente, dá um passo corajoso: em identidade visual, papel e on-line praticamente não têm mais distinção. A "homepage" do site e a capa do jornal físico são gêmeas quase idênticas.

(...) O mundo está mesmo assim: rádios transmitem imagens, jornais e revistas fazem vídeos, a TV se aproxima da internet, o próprio conceito de canal ficou muito mais amplo.

Na segunda década do século 21, uma palavra antiga alcança finalmente seu significado pleno: multimídia. A gente já usava, mas não sabia que ela queria dizer tanta coisa.

Fonte: Álvaro Pereira Júnior, “Folha de S. Paulo”, Ilustrada, 18/1/14 (íntegra aqui).