Pouca gente sabe que uma das
mais extensas rodovias federais nasce em Limeira. Trata-se
da BR-364, que liga São Paulo ao Acre (ou, de um modo global, o Brasil à
Bolívia e ao Peru).
A esta altura, você limeirense
deve estar perguntando: afinal, onde fica esta rodovia que nunca foi vista?
Na verdade, a BR-364 é a
união de uma série de rodovias estaduais – no caso de Limeira, da via
Anhanguera (mais precisamente a partir do km 153, seguindo pela SP-310, a Rodovia Washington Luís).
“A estrada, que liga as cidades
de Limeira (SP) a Rodrigues Alves (AC), passa ainda pelos estados de Minas
Gerais, Goiás e Mato Grosso. Iniciada nos anos 60, é considerada uma rodovia
importante para o escoamento da produção nas regiões Norte e Centro-Oeste”, descreve a Agência Câmara, órgão oficial de divulgação das ações da Câmara dos
Deputados.
No trecho paulista, as
condições da pista são boas. Fora de São Paulo, porém, a situação é crítica.
Tanto que a rodovia é alvo frequente de comentários de parlamentares no
Congresso. “É uma situação urgente”, citou a deputada Rose de Freitas (PMDB-ES). Ela encaminhou ofício para a Presidência da República e o Ministério
dos Transportes cobrando melhorias na via.
Também apontaram problemas na
rodovia no trecho de Rondônia os deputados Marina Raupp (PMDB-RO), Moreira
Mendes (PSD-RO) e Marcos Rogério (PDT-RO). Segundo Mendes, a BR-364 é a
“estrada da morte”.
“De acordo com levantamento
do Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) feito em
janeiro (...), quatro dos sete trechos que compõem a BR-364 em Rondônia estão
em estado de ‘atenção’, com obras em execução, buracos e até risco de erosão
nos 15 km
próximos à divisa com o Acre”, informa a Agência Câmara.
Em discurso no Congresso, o deputado Padre Ton (PT-RO) também fez cobranças em relação à rodovia e destacou a
importância da pista para a região. “Trata-se de uma das rodovias mais
importantes para o escoamento da produção de toda a Região Norte e Centro-Oeste
do país, uma vez que grande parte dos grãos produzidos na região de Sorriso e
Lucas do Rio Verde, ambas no Estado do Mato Grosso, por exemplo, é exportada
pela BR 364 até Porto Velho, de onde segue para os mercados asiáticos, europeus
e norte-americanos por meio da Hidrovia do Madeira e do Porto de Itacoatiara,
no Estado do Amazonas", diz.
Além disso, lembra o petista, a BR-364 é a
única opção de ligação, por via terrestre, entre Rondônia, Acre, Amazonas,
Roraima e o resto do País.