Mostrando postagens com marcador gastronomia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador gastronomia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de setembro de 2014 | | 0 comentários

Aprendendo a cozinhar no Peru

O pisco é a pinga peruana. Um aguardente de uva, com alto teor de açúcar e álcool - 43%. A bebida é conhecida desde 1617 e, segundo o chef Gonzalo Carbajal Cobilich, foi inventada porque o Peru colonial não tinha permissão da Espanha para produzir vinho.

E assim como a bebida dos deuses, provar o pisco também exige um ritual. “Não é whisky, não é vodka, exige um trago fino...”, diz o chef. Ele explica que a bebida é fina, deve ser tomada em pequenas doses. É preciso dar uma tragada e permitir que o aroma atinja o nariz. Não é fácil: a técnica exige tempo para ser aprendida.







O pisco é a base do principal acompanhamento das refeições no Peru: o pisco sour (ou sauer). O drinque foi inventado em Lima, capital do país, nos anos 50.

Mas antes de aprender a receita, vamos até a região de Ica, no meio do deserto, saber como o pisco é feito. O caminho revela um solo arenoso e seco. Na Fazenda San Nicolas, a guia explica que a colheita é tardia, por isso as uvas ficam com aparência de secas. Isto aumenta a concentração de açúcar. Plantar aqui é quase um milagre da natureza, com uma ajudinha do homem. A parreira, por exemplo, cresceu no solo arenoso do deserto. Basta usar técnicas de irrigação, muitas delas aprendidas em Israel.





Depois de amassadas, as uvas ficam nestes tanques de fermentação. Dá até para ver as borbulhas. Em seguida, o caldo é destilado. É aí que surge um líquido cristalino. Só nessa fazenda são produzidos cem mil litros de pisco por ano.




 

 



De volta ao restaurante, é hora de preparar o drinque. A receita é simples: três doses de pisco, uma de limão e uma de um melaço de açúcar, tipo um mel. É só bater tudo com gelo, acrescentar uma clara de ovo e no fim um toque de baunilha, por exemplo.

Para comer, o tradicional ceviche, com filé de peixe – nós usamos tilápia. A receita inclui fatias de cebola e limão, que tempera e cozinha o peixe de modo natural. O prato foi decorado com batata e sementes de milho.







A causa é um bolinho salgado à base de batata amarela. Para preparar, é só colocar uma camada de massa, rechear à vontade, e cobrir com mais massa. Na lateral, fatias de abacate. A cobertura ganhou camarão e ovo ralado.


Para finalizar, lomo saltado, um bife de lombo em tiras temperado com molho de pimentão, acompanhado de batatinhas. O nome do prato se deve a esta técnica aí.





Ah, um detalhe importante: no restaurante do chef Gonzalo, é o cliente que põe a mão na massa!

* Texto original de reportagem feita para o "Jornal da Cultura - 1ª edição" (seg.-sex., 12h). Infelizmente, o link da matéria está com problema. Mesmo assim, faço a "linkagem" aqui caso um dia o problema se resolva.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014 | | 0 comentários

A melhor cafeteria de SP

No fim do ano passado, tive a oportunidade de conhecer a melhor cafeteria de São Paulo, eleita pela revista “Veja São Paulo”. Trata-se da Coffee Lab, na Vila Madalena, em São Paulo.

Ambiente simpático, como uma casa, com um aconchegante jardim externo e uma decoração interna temática, claro. Chamou minha atenção, logo na entrada, a xícara de café oferecida à imagem de são Benedito – que, soube depois, é o padroeiro dos cozinheiros.




Ah, também é possível "ajudar" na decoração, basta deixar um recado na parede de azulejos.



A cafeteria tem a assinatura da barista Isabela Raposeiras. O nome do lugar, uma referência direta a um “laboratório” de café, é sugestivo: lá é possível acompanhar (com sorte, porque não ocorre todo o tempo) o processo de moagem e torrefação dos grãos.

“Além do blend da casa, há outros oito microlotes disponíveis, alguns dos quais podem ser bebidos ali. Para comer, há ovo quente com pão (...) e arroz doce com chantilly de café (...). Os cafés podem ser comprados em grãos ou moídos”, informa um recente “Guia de Fim de Semana” da “Folha de S. Paulo”.

A cafeteria fica na rua Fraqique Coutinho, 1.340.

O motivo de eu ter ido até lá? Uma dica na foto a seguir. E o resultado da visita pode ser visto aqui (cheque o segundo vídeo da postagem).


Próximo desafio: conhecer aquela que foi eleita a melhor padaria de São Paulo. Logo eu conto!

segunda-feira, 19 de agosto de 2013 | | 0 comentários

O Brasil na imprensa

A home page do "The Guardian" - um dos mais importantes (e, para mim, dos mais bem feitos) jornais britânicos - trouxe nesta terça-feira, em dado momento, duas matérias a respeito do Brasil (isto, claro, sem contar a questão da detenção de um brasileiro no aeroporto de Heathrow).

As duas matérias em questão tratavam da cultura brasileira - música e gastronomia. É incrível constatar como muitas vezes a gente "descobre" nosso país por meio de publicações estrangeiras.

É o caso de "Viramundo", uma espécie de filme-documentário que traz o compositor baiano Gilberto Gil em seu tour pelo planeta para "compreender como a cultura indígena vem preservando sua cultura musical". No vídeo, classificado de "fascinante" pelo jornal, o músico brasileiro aparece conversando e tocando com compositores e artistas no Brasil, África do Sul e Austrália. 

"É uma experiência emocionante, uma pequena reminiscência de 'Buena Vista Social Club', do diretor Wim Wenders, e a música é atrativa e autêntica", escreveu o crítico Philip French, do "Guardian".



A outra matéria traz o chef Alex Atala, apresentado como o mais estrelado cozinheiro sul-americano, em sua busca pela origem de produtos que usa em sua gastronomia. Ele vai até "o coração da Amazônia" para mostrar o cultivo de uma pimenta produzida por uma tribo indígena, os Baniwa. Atala revela, assim, como a culinária é um poderoso elo entre o homem que produz e o que utiliza o produto - e como ambos carregam histórias incríveis!

O manifesto apresentado no vídeo é emocionante:



A reportagem sobre Atala, em inglês, pode ser lida aqui.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012 | | 0 comentários

"Tomatoes & Onions"

Que tal?