segunda-feira, 16 de junho de 2014 | | 0 comentários

A bola como ela é...

Aproveitando a Copa do Mundo no Brasil, a Oca - espaço de exposições desenhado por Oscar Niemeyer no Parque do Ibirapuera, em São Paulo - abriga uma mostra que tem como foco a protagonista do futebol: a bola.

O objetivo da exposição "Arte & Bola", porém, não é tratar da dita cuja em seu sentido estrito, como objeto usado para jogar futebol, e sim da esfera em suas múltiplas possibilidades e usos.

O resultado da proposta ficou interessante, inusitado e divertido!









A entrada é grátis.

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Isto é a Copa do Mundo, meus amigos!

(...) Os contribuintes brasileiros pagaram por esses camarotes, assentos que os fãs brasileiros jamais poderiam comprar. Em nome da família Blatter, gostaria de agradecer a vocês. E também um muito obrigado da empresa Taittinger, dona do contrato exclusivo de distribuição de champanhe. O contrato de hospitalidade corporativa de todos os estádios foi concedido por tio Sepp à empresa Match, da qual a empresa Infront, do sobrinho dele, Philippe Blatter, é dona de uma parte. Os proprietários majoritários da Match são os irmãos mexicanos Jaime e Enrique Byrom, trazidos para o mundo dos lucros do futebol algumas décadas atrás por João Havelange.

Os irmãos Byrom são sortudos. Eles têm também um contrato para fornecer todos os 3 milhões de ingressos da Copa do Mundo. Das entradas, 450 mil são reservadas para a elite nos camarotes com seus chefs, garçonetes e estacionamentos privilegiados. (...)

Os brasileiros que percorrem grandes distâncias para assistir aos jogos vão precisar de quartos de hotel, e nisso os irmãos podem ajudar. Tio Sepp deu a eles o contrato da indústria hoteleira (...).

Caso Sepp Blatter queira sair inteiro do aeroporto do Galeão, o Brasil precisa ser campeão da Copa do Mundo. Por isso, se Neymar, Fred ou Hulk quebrarem a perna ou se Marcelo sofrer um mal súbito como ocorreu com Ronaldo, em 1998, não há motivo para preocupação.

Por pior que seja o desempenho da seleção nos campos, Blatter tem muito poder sobre o resultado. No passado, alguns juízes das partidas não passaram de fantoches interessados apenas em viajar pelo mundo, receber quantias vultosas e participar de intercâmbios culturais nos bordéis. (...)

Fonte: Andrew Jennings, “Salvem o futebol das mãos da Fifa”, O Estado de S. Paulo, Aliás, 15/6/14, pg. 2-3.

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Onde foi parar o sonho de L. King?

É inacreditável constatar que existem “940 grupos de ódio em atividade nos EUA hoje, segundo o Southern Poverty Law Center (SPLC), centro que mapeia esse tipo de atividade no país”. “De 2000 a 2013, o número dessas organizações subiu 56%”, informa reportagem da “Folha de S. Paulo”.

É inaceitável ouvir frases como a de “William Johnson, presidente do American Freedom Party, listado como grupo de ódio pelo SPLC”:

"Diversidade e multiculturalismo são sinônimos de genocídio branco. Eu quero que nossas escolas primárias tenham só crianças loiras, de olhos claros, crescendo e aprendendo a ser boas para a comunidade. Eu não quero que nos tornemos o Brasil", disse.

Leia também:

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Trabalhando...

Testes mostram que não há como prever a trajetória de um rojão:


Este ano, amor disputou espaço com o futebol:

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Constatação

Triste (o) fim de Policarpo Quaresma...

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“O novo direito”

(...) A reivindicação não precisa ser justificável para ser um direito. A greve, reivindicatória ou de protesto, é um direito, se não é antissocial. Mas o que ocorre em muitas cidades brasileiras, como o ato violento dos aeroviários dirigidos pela Força Sindical, ou como a surpresa covarde dos metroviários paulistanos comandados pelo PSOL, e ações instigadas pelo PSTU como a violência "black bloc", pertencem a uma categoria nascente. São formas da pretensão de direito à violência contra o que não é violento, nem é responsável por violências econômicas, injustiças sociais nem a má qualidade de serviços públicos.

Essa pretensão de direito à violência cega, uma espécie de imitação da ditadura militar, é um chamariz para a violência contrária. É claro que a tolerância dos governantes tem limites, até porque em jogo está a sua sobrevivência política. É claro que a contenção inofensiva dos atos mais perturbadores, depositada na função das polícias, jamais ficará nos limites da civilidade se houver desafio físico à ação policial. E é o que tem havido. Quase sempre como intenção, mesmo. (...)

Fonte: Janio de Freitas, Folha de S. Paulo, Poder, 15/6/14 (íntegra aqui).

segunda-feira, 9 de junho de 2014 | | 0 comentários

Trabalhando... (no Peru)

Para quem não viu, eis a seguir o “Matéria de Capa” que gravamos – o cinegrafista Daniel Azeredo e eu – no Peru:

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Reflexão (provocação) a respeito da "violência criadora"

(...) duvido fortemente da suposta evidência de que sem movimentos de rua a sociedade deixe de se modernizar. A Revolução Francesa é um fetiche de professores que erotizam a política da violência "criadora". A França, como a Inglaterra, teria se modernizado sem a maldita revolução. A maioria dos movimentos políticos marcados por uma metafísica revolucionária (jacobinos, Rússia, Cuba, China, Vietnã, Leste Europeu até a queda do muro de Berlim e outros) não serviu para nada a não ser para matar seus inimigos com desculpas metafísicas ou enriquecer seus líderes corruptos com o passar do tempo.

É fato surpreendente que o mesmo tipo de gente que se diz contra guerras goza com a ideia de revoluções. (...)

Fonte: Luiz Felipe Pondé, “Hobbes de bike”, Folha de S. Paulo, Ilustrada, 9/6/14.

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Entusiasmo e ação

(...) O que determina nosso modo de agir é a maneira como administramos a nossa vontade.

Um homem é a soma de todas as suas vontades, que determinam sua maneira de viver e morrer.

A vontade é um sentimento, um talento, algo que nos dá entusiasmo. A vontade é algo que se adquire – mas para isso é necessário lutar a vida inteira. (...)

Fonte: blog do Paulo Coelho, “Modo de Agir”, postado em 7/6/14.

***

Entre os antigos, Entusiasmo significa transe, arrebatamento, ligação com Deus. O Entusiasmo é Ágape dirigido a alguma ideia, alguma coisa. Todos nós já passamos por isto. Quando amamos e acreditamos do fundo de nossa alma em algo, nos sentimos mais fortes que o mundo, e somos tomados de uma serenidade que vem da certeza de que nada poderá vencer nossa fé. 

Esta força estranha faz com que sempre tomemos as decisões certas, na hora exata, e quando atingimos o nosso objetivo ficamos surpresos com nossa própria capacidade. Porque, durante o Bom Combate, nada mais tem importância, estávamos sendo levados através do Entusiasmo até nossa meta. (...)

Fonte: blog do Paulo Coelho, “Entusiasmo”, postado em 6/6/14.

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Trabalhando...

Na Assembleia Legislativa, deputado do PT se defende de denúncias:



Os detectores de mentiras funcionam?

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“Feitiços do Tempo”

(...) A novidade é um valor crucial para a modernidade. E, como qualquer valor, ela se torna um imperativo: renove-se, invente-se a cada dia. Desconfiamos do conformismo e prezamos o gesto de mudança e de ruptura - "revolucionário" se torna uma qualidade, mesmo sem saber de qual revolução se trate.

Claro, se a novidade e a mudança são valores, a repetição só pode ser aflitiva - a continuidade é uma chatice: o que importa nela é a procura de um ato que empurre o tempo e nossa vida para frente.

(...) Em suma, há culturas (como a nossa) em que o valor supremo é fazer uma diferença, e outras (como a nossa, antes da modernidade), em que cumprir o destino é o valor supremo e reviver sempre o mesmo dia poderia ser um ideal.

O engraçado é que receamos desperdiçar a vida na repetição, mas também temos nostalgia de um mundo dominado pela repetição, sem a obrigação angustiante de encontrar um ato transformador - são nossos sonhos de saída do mundo, de descanso e aposentadorias campestres e praianos, por exemplo. (...)

Fonte: Contardo Calligaris, “Folha de S. Paulo”, Ilustrada, 5/6/14 (íntegra aqui).

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"Autonomia" universitária: um debate necessário

(...) Trocando em miúdos, não faz muito sentido exigir que os impostos do favelado paulista subsidiem o estudante de medicina ou engenharia da USP, que, apesar dos relevantes serviços que prestarão, serão recompensados com vencimentos 15 ou 20 vezes maiores que a média nacional.

A questão, no fundo, é simples. A menos que incorrêssemos em alíquotas de imposto significativamente maiores que as atuais, o Estado não consegue oferecer "gratuitamente" tudo o que dele se exige. Precisamos fazer escolhas. E aí o caso da universidade é um dos mais difíceis de defender. A educação básica e a saúde, para citar apenas dois itens, me parecem prioridades bem mais claras.

Fonte: Hélio Schwartsman, “Não há almoço grátis”, Folha de S. Paulo, Opinião, 4/6/14, p. 2.

***

A seguir, trecho de e-mail que mandei para o Schwartsman a respeito do assunto:

"O modelo das universidades no Brasil já se esgotou. Ou a autonomia é revista (não para derrubá-la, mas ao menos para impor uma espécie de lei de responsabilidade fiscal, ou se institui o modelo que você sugeriu).

Afinal, as universidades públicas paulistas consomem mais de 10% das receitas do ICMS do Estado mais rico da federação, um modelo único no mundo. Parece-me um custo desproporcional no que diz respeito ao conjunto da sociedade.

Ainda mais quando uma universidade comete a irresponsabilidade de comprometer 105% do seu orçamento com salários. Na iniciativa privada isto tem nome: insolvência.

Mas em relação à USP mal se pode tocar no assunto...

Que ao menos as alternativas sejam debatidas com racionalidade, sem dogmatismos ideológicos."

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Trabalhando...

Reportagem sobre o tal "padrão Fifa" e o "padrão Brasil":



Aécio Neves no "Roda Viva" (TV Cultura):

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Brasileiros e argentinos

Recentemente, tive a oportunidade de jantar com dois colegas jornalistas argentinos. Amenidades à parte, a conversa girou em torno de assuntos necessários, como a crise política-econômica na Argentina, sobre a qual já falei neste blog, e obviamente sobre a relação entre brasileiros e argentinos e o futebol.

Argumentei que as rivalidades esportivas são saudáveis e devem ser alimentadas, com alegria, criatividade e provocação, mas no limite do respeito mútuo. Estranho seria ver um argentino torcendo pelo Brasil e vice-versa.

Fora isso, disse que ambos os países, junto aos demais irmãos latino-americanos, compartilhamos qualidades, defeitos e desafios muito semelhantes. De alguma forma estamos todos num mesmo barco e é contraproducente torcer pelo pior em relação aos países vizinhos.

Neste sentido, parece-me ignorância brasileiros criticarem os argentinos, e vice-versa. No fim das contas, somos todos um – seres humanos.

Recentemente, o técnico da seleção argentina, Alejandro Sabella, o "Pachorra", deu uma bela contribuição para a tese que defendi. Disse ele em entrevista sobre a Copa do Brasil:

“Sempre existe uma grande rivalidade esportiva entre Brasil e Argentina. Queremos ganhar, respeitamos muito e sabemos do valor do futebol brasileiro, assim como sabem do nosso. É uma rivalidade que temos que deixar no plano estritamente esportivo e que não passe daí. Não podemos deixar de ser povos irmãos, o motor da América Latina. Dependemos muito um do outro, principalmente em termos de cidadania. Há um limite que não temos que passar. Temos que tentar ganhar, temos as brincadeiras, e não pode passar disso. Por mais importante que seja e a paixão que exista, é um esporte. Assim esperamos que seja”.

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Frase

"Numa democracia, os políticos se submetem ao questionamento dos jornalistas porque reconhecem que devem prestar contas à sociedade e entendem que a imprensa existe para fiscalizar os governos, não para elogiá-los."
Ricardo Balthazar, jornalista, em coluna na “Folha de S. Paulo”