quinta-feira, 5 de setembro de 2013 | | 0 comentários

"Cidades aéreas" (4)

Após mostrar Boston, Filadélfia e Chicago, além de Atlanta e Las Vegas, todas nos Estados Unidos, retomo a série que mostra algumas das principais cidades do mundo vistas do alto. O destaque desta vez é Toronto, a maior e mais importante cidade do Canadá. Ela foi vista a partir da CN Tower, certamente a sua principal atração. 

A torre é tão onipresente na paisagem que pode ser facilmente vista de vários lugares:

  




  
  
  


A torre tem 553,33 metros de altura - a segunda mais alta do mundo. O último andar fica a 446,5 metros - o equivalente a 147 andares. A construção começou em 1973 e foi concluída três anos depois. A obra foi responsabilidade da empresa ferroviária Canadian National - daí o nome CN. Depois de vendida a torre, o nome mudou para Canada´s National Tower (mantendo, portanto, as iniciais).

Não é à toa que a torre fica quase no meio das linhas ferroviárias e ao lado de uma espécie de museu, com aqueles sistemas giratórios de trilhos usados para mudar as locomotivas de direção:






Orgulho local, a torre dá à vista da cidade um encanto especial, já que fica à beira do gigantesco lago Ontario:

   

  






Do alto é possível até acompanhar os pousos e decolagens do aeroporto Toronto City Centre, que fica numa ilha em frente à torre:









Não bastasse a vista em si, uma das grandes atrações da CN Tower é seu piso transparente, de acrílico. A mais de 400 metros de altura é possível caminhar olhando a rua. A criançada se diverte e alguns adultos, como eu, ficam com um pouco de medo:







Leia também:

- "Cidades aéreas" (3) - por este link é possível acessar toda a série

terça-feira, 3 de setembro de 2013 | | 2 comentários

As lições que a vida ensina

À beira dos 37 anos, peguei-me pensando nas lições que a vida me ensinou até aqui.

Algumas foram ditadas pelos “adultos”. Cresci ouvindo minha mãe dizer: “você só sabe quem são seus amigos quando está na pior”.

Ela dizia isto sempre agregado ao exemplo de um tio quando jovem. “Enquanto ele teve carro para sair (numa época em que isto era raro) sempre esteve rodeado de ‘amigos’. Quando ficou sem carro pergunta se alguém o procurava...”.

Depois, já crescido, aprendi a mesma lição na pele. Amigos a gente descobre nos momentos de necessidade. “Amigos” para festas, para viagens, para tomar cerveja encontramos de monte.

Também cresci ouvindo minha mãe dizer que “coisa dos outros em casa incomoda”. Talvez por isso eu faça tanta questão de pagar minhas dívidas e devolver meus empréstimos.

Meu pai certa vez, durante um evento festivo, viu um amigo – em estado de embriaguez – fazer uma oferta um pouco generosa numa espécie de leilão de uma leitoa. Gritou um valor um pouco alto (e eles tinham combinado de dividir a conta). Minha mãe ficou incomodada até que meu pai sentenciou: “Não vou perder um amigo por causa de 150 cruzeiros”.

Anos depois, quando meu pai teve um sério problema de saúde que quase o deixou incapaz, foi este mesmo amigo que passou noites e noites com ele no hospital, olhando, ajudando a dar banho, medicamento, etc.

O trabalho também me trouxe lições. Uma delas é que não adianta você querer mais do que as empresas querem. Elas dificilmente irão entender sua disposição.

Também aprendi que basta subir um degrau a mais que outros para alguém querer derrubá-lo. E estas pessoas são capazes de cometer as maiores atrocidades para isto.

Deparei-me ao longo do tempo, no trabalho, com gente “boazinha” que, no fim, revelou fortíssimos traços de psicopatia. Faziam coisas que até Deus duvida. Via de regra estas pessoas se dão bem por algum tempo. Não por todo o tempo – espero.

Descobri que você só tem valor enquanto presta. Isto vale para empregos, amizades, família. Infelizmente, prevalece no mundo a lógica do “usou e jogou fora”.

Custei a entender que querer não é poder. Definitivamente!

Vivenciei experiências que reforçam minha convicção de que não se deve depender dos outros para nada. Isto é angustiante. Das pequenas às grandes coisas, nunca dependa de ninguém.

Aprendi, tardiamente, que sonhos não movem moinhos e que a fé nem sempre remove montanhas. Talvez porque ela falte? Pode ser. Se assim for, entendi que somos limitados. “Homens de pouca fé”.

Descobri que somos capazes de ofender e magoar as pessoas que mais amamos. E também somos ofendidos por elas e nos magoamos.

Isto leva a outra importante lição que a vida tenta a todo momento nos ensinar: a arte de perdoar. E de pedir perdão - embora nem sempre isto surta o efeito desejado.

Compreendi, decepcionado, que discurso e prática nem sempre seguem na mesma direção. Muitos, a maioria talvez, não fazem aquilo que pregam – ou, dito de outra forma, dizem uma coisa e fazem outra.

Talvez sejamos todos assim – devemos, portanto, vigiar nossas palavras e ações.

Aprendi, acima de tudo, que o tempo não volta (sei que isto é uma lógica científica, física, matemática, mas falo do tempo em outro sentido). Que cada um é cada um; que ninguém muda ninguém (por que achamos que as pessoas devem mudar, afinal?).

Como canta Roberto Carlos, chorei e sorri – não deixei de viver emoções.

Li dia desses num blog que “o segredo da felicidade é a redução das expectativas”.

Talvez seja mesmo este o segredo – um amigo falava algo semelhante quando viajávamos, dizia que nossa surpresa ou decepção com um lugar era proporcional à expectativa que nutríamos.

O mesmo vale em relação às pessoas: esperamos muito de algumas e nos decepcionamos; de outras, pouco ou nada esperamos e elas nos surpreendem.

E ainda que seja assim, por vezes damos mais valor a umas que a outras. Porque certas lições custamos a aprender...

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Os bancos de Nova York

Antigamente, era comum os bancos das praças - principalmente nas cidades do interior - terem propagandas do comércio local. Muitos destes bancos, feitos de concreto, ainda estão por aí (em Limeira e Iracemápolis sei que eles existem). As propagandas, creio, ajudavam na manutenção das áreas verdes.

Em Nova York (EUA), os bancos do Central Park também possuem mensagens, mas não são propagandas. Eles contêm recados - na maioria das vezes póstumos - que servem como homenagens. 

Eis alguns exemplos:




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Paciência

O guerreiro sabe que, de vez em quando, o combate é interrompi­do. Não adianta forçar a luta; é necessário ter paciência, esperar que as forças entrem novamente em choque. No silêncio do campo de batalha, ele escuta as batidas de seu coração. Repara que está tenso. Que tem medo.

Com as mãos suando frio, constata que o intervalo do combate é mais terrível que a luta em si. E lembra-se que não pode contar apenas consigo: precisa de amigos, conselheiros, e aliados.

O guerreiro faz um balanço de sua vida; vê se a espada está afiada, o coração satisfeito, a fé incendiando a alma.

Paciente, sabe que a manutenção é tão importante quanto a ação.

Sempre tem algo faltando. E o guerreiro aproveita os momentos em que o tempo para.

Fonte: blog do Paulo Coelho, “Do intervalo”, postado em 3/9/13.

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Frase

“(...) mergulhados na nossa irreprimível condição narcísica, usamos a tecnologia e as redes sociais para montar pequenos altares públicos aos nossos umbigos privados.”
João Pereira Coutinho, colunista da “Folha de S. Paulo”, na coluna “Vitrines holandesas” publicada nesta terça-feira (3/9)

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Visões de um viajante

Posso me considerar um viajante privilegiado. Li recentemente uma entrevista com o comandante Perez, um dos mais experientes pilotos da TAM, com 27 anos de empresa e atualmente comandando o maior avião da companhia, o Boeing 777, na qual ele cita as paisagens mais bonitas e inesquecíveis que já viu do alto: os Andes, o Caribe e o nascer e por do sol.

Eu já tive a oportunidade e - como disse - o privilégio de ter estas mesmas visões. Elas foram relatadas em diferentes postagens, que listo a seguir:

- No topo do mundo


- Simplesmente azul



- Lá vem o sol...


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Um aviso (e um pouco de futurologia)

O governo Paulo Hadich (PSB) deveria repensar suas relações com o governo estadual de Geraldo Alckmin (PSDB) - alvo de crítica recente do secretário municipal de Governo e Desenvolvimento, o petista Mauro Zeuri.

É possível que o PSB de Hadich tenha candidato a presidente (o governador de Pernambuco, Eduardo Campos), o que indicaria um rompimento ao menos temporário com o governo federal petista, e é provável que indique o candidato a vice na chapa reeleitoral de Alckmin (já há acertos neste sentido entre os comandos federal e estadual do PSDB e PSB) após a defecção do PSD do atual vice (?) Guilherme Afif Domingos - ministro da Micro e Pequena Empresa do governo Dilma Rousseff (PT).

Assim, com Alckmin ainda favorito em São Paulo, o PSB colocaria os dois pés no Palácio dos Bandeirantes, o que poderia abrir portas no Estado para a Prefeitura de Limeira. Isto, porém, exigirá que o governo Hadich reveja suas manifestações (ao menos publicamente) sobre o governo estadual.

Aliás, ao que tudo indica, pessebistas e petistas - unidos em Limeira - estarão em campos opostos na eleição de 2014 tanto no plano estadual quanto no federal. 

Será interessante ver se a administração municipal terá comportamento republicano, como se espera.

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O Brasil na mira

Pensei em escrever algo a respeito das novas denúncias de espionagem dos Estados Unidos sobre o Brasil, mostradas no último domingo (1/9) pelo "Fantástico", da TV Globo, mas li algo que resume bem o que penso. Foi escrito por Hélio Schwartsman, colunista da "Folha de S. Paulo", e publicado nesta terça-feira (3/9):

"A espionagem é tão velha quanto a civilização. Não serão o Itamaraty nem o governo Dilma Rousseff que acabarão com a prática. Ainda assim, a notícia, revelada pelo "Fantástico", de que a presidente e seus principais assessores foram diretamente bisbilhotados pela NSA norte-americana não pode passar sem resposta vigorosa. 

(...) Os EUA, como potência com múltiplos recursos e um número ainda maior de interesses, sempre espionaram, tanto seus inimigos como seus aliados. E qualquer um que não fosse um romântico ingênuo já sabia disso antes do WikiLeaks e de Snowden. Mas há uma diferença entre saber em teoria e dar de cara com provas materiais. Dilma, a exemplo do pedagogo espartano, precisa reagir."

No México, também citado na reportagem como alvo da espionagem norte-americana, o assunto ficou em segundo plano ao menos no dia seguinte. No site do jornal "El Universal", um dos principais do país, a informação de que o governo brasileiro cobrou explicações dos EUA recebeu um comentário interessante de um leitor identificado como Javier, de Cuauhtémoc, Distrito Federal: "Aqui no México nosso governo não deu nem um pio contra os EUA, o que demonstra que nossos governantes estão vendidos e submetidos aos gringos". 

Leia também:

- A força dos interesses

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SP por Danilo & Daiane



Leia também:

- Uma ode a São Paulo

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Perguntinha

Existe algum lugar onde o PT tenha assumido o poder, como chefe do Executivo ou na posição de vice, e que não tenha havido patrulhamento ideológico da imprensa?

Leia também

- Uma crônica sobre cabeças e carapuças

segunda-feira, 2 de setembro de 2013 | | 0 comentários

Do tempo e da fé

O guerreiro da luz vê-se, de vez em quando, andando pelas ruas sem qualquer destino. Nestes momentos, ele pensa:

“Nada do que planejei está acontecendo. Dei o melhor de mim, segui meus son­hos, fui fiel a Deus. Entretanto, as coisas parecem não caminhar para frente, os esforços não estão sendo recompensados”.

“Deus parece que está surdo e não escuta minha voz”, diz o guerreiro com uma certa amargura.

Neste momento, a melhor coisa que ele deve fazer é sentar-se num bar e pedir um café. Depois de alguns momentos irá entender que o tempo de Deus não é igual ao seu tempo.

Em algum lugar do Universo, milhares de anjos estão se moven­do e caminham para ajudar todos aqueles que seguem seu coração.

Fonte: blog do Paulo Coelho, “Do Deus surdo”, postado em 2/9/13.

***

O guerreiro da luz tem crises de fé. Há momentos em que não crê em nada, e é tomado de desânimo.

Ele senta-se em seu quarto, olha a parede diante de si.

Não tem ânimo ou vontade de fazer nada. E pergunta ao seu coração: “Será que vale a pena tanto esforço?”

Mas, por causa do momento de crise, o coração continua calado. E o guerreiro tem que decidir por si mesmo.

Então – como sempre – o guerreiro procura um exemplo em Jesus. O Filho de Deus deve ter passado por algo semelhante – ou não teria vivido a condição humana em sua plenitude.

E o guerreiro se recorda. “Afasta de mim este cálice”, disse Jesus. Também ele passou por isso.

O guerreiro da luz continua sem fé. Mas segue adiante assim mesmo, e a fé termina voltando.

Fonte: blog do Paulo Coelho, “De crer sem crer”, postado em 1/9/13.

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Imagens de uma grande cidade

Inspirado pelo trabalho do fotógrafo Mario Cravo Neto feito em Nova York (EUA), publico os meus flagrantes de uma cena tipicamente nova-iorquina: a intensa corrida dos famosos táxis amarelos pelas longas avenidas da cidade.


A sequência de fotos a seguir foi feita numa madrugada na 7ª Avenida, em frente ao Madison Square Garden:







E, para fechar, numa esquina da mesma 7ª Avenida:


Leia minhas crônicas sobre Nova York no blog Piscitas - travel & fun, em especial:

- As cores da grande cidade

- Os sons da grande cidade

domingo, 1 de setembro de 2013 | | 0 comentários

Futebol, crime e impunidade

Dos torcedores do Corinthians envolvidos numa recente briga entre torcidas no Distrito Federal, três foram identificados como sendo os mesmos que estiveram presos na Bolívia suspeitos de envolvimento no caso da morte de um garoto durante um jogo do time paulista pela Taça Libertadores.

Reportagem deste domingo (1/9) do “Fantástico”, da TV Globo, mostrou que três dos seis líderes da principal torcida organizada do Corinthians já foram indiciados (acusados formalmente pela polícia) por homicídio.

Cadê a “comoção nacional” pela prisão dos torcedores corintianos na Bolívia?

Já dizia o ditado: “pau que nasce torto nunca se endireita”.

E que ninguém pense que esta postagem é contra este ou aquele clube porque a reportagem do “Fantástico” deixa claro que se trata de um problema das torcidas organizadas de praticamente todos os times grandes de São Paulo (e provavelmente de outros estados, como o histórico de ocorrências indica).

Infelizmente, a reportagem mostra também que prevalece a impunidade - a mesma, aliás, que beneficia dirigentes corruptos, atletas violentos, clubes devedores, etc.

Neste quesito, o futebol é nada mais que um retrato do Brasil. Se a impunidade é regra no país, por que seria diferente no meio esportivo nacional?

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No site do PSB, Hadich ainda não é prefeito de Limeira

O PSB - do governador de Pernambuco, Eduardo Campos - quer comandar o país, mas falha quando o assunto é comunicação e informação. Pior: mostra desleixo e falta de organização – itens essenciais que contribuíram para o crescimento do PT ao longo dos anos.

O site nacional do partido, por exemplo, até agora (2/9) não atualizou os novos prefeitos da sigla que tomaram posse este ano. O prefeito de Limeira, Paulo Hadich, por exemplo, não aparece na lista de chefes de Executivos municipais no Estado.



Aliás, o ex-deputado federal e agora prefeito de Campinas, Jonas Donizette, também não é citado como chefe do Executivo.

Já o ex-prefeito de São Vicente e hoje secretário de Administração em Limeira, Tércio Garcia Júnior, está no site. Além dele, aparecem os prefeitos de Bananal, Bálsamo, Cabrália Paulista, Ferraz de Vasconcelos, Gastão Vidigal, Guarantã, Ibiúna, Indiaporã, Ipaussu, Joanópolis, Nhandeara, Óleo, Palmares Paulista, Paranapuã, Pedreira, Pedro de Toledo, Peruíbe, Ribeirão do Sul, Rio das Pedras, Riolândia, São José do Rio Preto, São Manuel, Tabatinga, Taboão da Serra e Vargem Grande Paulista.

Não pega bem para o partido que mais cresceu na última eleição e que desponta como cotado para encabeçar chapa à presidência em 2014 deixar um site desatualizado, ainda mais quando se trata de informação relevante – a dos seus prefeitos país afora (e do estado que tem o maior colégio eleitoral do Brasil e de cidades importantes que o partido conquistou, como Limeira e Campinas).

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Dúvida

O que dói mais, um dedo prensado na porta ou a ingratidão de um ser humano?