terça-feira, 30 de setembro de 2014 | | 0 comentários

O fim do sexo?

(...) Os especialistas na matéria puxaram pelas respectivas cabeças e falaram de tudo: a crise econômica chegou aos lençóis; a pressão sobre os homens para serem mais "femininos" e ajudarem nas tarefas domésticas arruinou a testosterona dos machos; e o consumo alarmante de pornografia transformou o ato, a naturalidade do ato, em algo que não possui a mesma grandeza insana - e a mesma dureza peniana - da ficção.

Admito que tudo isso seja verdade. Mas existe uma verdade mais básica que tornou possível todas essas possibilidades: uma cultura que fez da "dessacralização" do sexo a sua obsessão, acabou com todas as obsessões. Acabou, no fundo, com o tipo de "tabus" que os nossos avós reservavam para o quarto. (...)

Fonte: João Pereira Coutinho,
“Transando com estátuas”, Folha de S. Paulo, Ilustrada, 30/9/14.

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Iniciativas que valem a pena

(...) Não leu ainda um livro chamado "Abundance", de Peter Diamandis? Leia. Ele é chairman e cofundador da universidade mais moderna do mundo, a Singularity, e lançou um livro extraordinário que mostra o que os jornais escondem: que vivemos no melhor momento da humanidade. Não é um livro sobre otimismo, mas sobre tecnologia. E como ela será capaz de gerar abundância sem precedentes para resolver nossos enormes problemas.

É fácil de entender isso graças ao Google. Qualquer adolescente hoje tem em mãos mais informação do que Churchill ou Stalin na época deles. É lógico que, diante de tantas dificuldades e desafios, é difícil digerir o que Diamandis está dizendo. Mas são ideias disruptivas como essas que fazem o encontro anual do CGI (Clinton Global Initiative) ser bem diferente da Assembleia-Geral da ONU. (...)

Fonte: Nizan Guanaes, “O melhor ex-presidente dos EUA”, Folha de S. Paulo, Mercado, 30/9/14.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014 | | 0 comentários

Trabalhando... (na Suíça - especial)

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Juízes também terão auxílio-moradia

Então os juízes terão direito a R$ 4,3 mil de auxílio-moradia?

Pedido – registre-se - feito pela Associação dos Magistrados Brasileiros e Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho.

Engraçado: se um cidadão se candidata a uma vaga no serviço público em outra cidade e é aprovado, ele arca com os custos de moradia tirando do próprio salário. Ou não? 

Por que juízes têm que receber ajuda - se já ganham suficientemente bem para pagar um aluguel razoável?

Abaixo todos os privilégios!

A sociedade tanto critica os parlamentares e governantes, mas pouco fala a respeito dos magistrados – também envoltos em redomas de poder (das palavras incompreensíveis às vestimentas e à postura superior em audiências e juris; dos privilégios como a aposentadoria com o salário integral ao auxílio recém-aprovado).

A Constituição brasileiro prega que todos são iguais, mas cada vez mais alguns são mais iguais que outros...

Em tempo: para quem acha que outro mundo é possível, recomendo a leitura de “Um país sem excelências e mordomias”, da jornalista Claudia Wallin.

PS (acrescentado em 2/10) - surge uma luz no túnel: governo quer vetar auxílio-moradia a juiz.

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Virtudes & atitudes

Quatro virtudes: coragem, sabedoria, amor e amizade.

Duas atitudes: inspiração e fé.

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Trabalhando...

Grandes produções e mais público nas salas de cinema:


Quem pretende comprar um imóvel na planta deve ficar atento à comissão de corretagem:

quinta-feira, 25 de setembro de 2014 | | 0 comentários

"A objetividade possível"

(...) Será possível ser objetivo numa cobertura jornalística?

(...) É Immanuel Kant (1724-1804) quem traça as linhas do debate moderno. Para o filósofo de Königsberg, podemos conceber uma realidade objetiva, isto é, que exista independentemente das ideias que tenhamos sobre as coisas que a compõem.

O problema é que essas "coisas em si" são uma mercadoria de pouco valor, já que nós, humanos, não temos acesso direto a elas, estando condenados a abordar o mundo através de nossa sensibilidade e por meio de nosso entendimento. Para Kant, o que de melhor temos à nossa disposição é o fenômeno, que seria uma espécie de interação entre a realidade objetiva e nossa forma humana, subjetiva, de percebê-la.

Assim, num plano mais metafísico, a resposta à nossa pergunta é negativa. A objetividade não seria muito mais do que uma miragem.

(...) Gosto de brincar dizendo que o jornalismo é a realização diária de uma impossibilidade teórica.

(...) Ainda que não seja fácil sustentá-lo filosoficamente, penso que há uma diferença importante entre a ficção pura e simples e a exposição de eventos em princípio verificáveis. É nesse espaço estreito e epistemologicamente precário que o jornalismo busca equilibrar-se. Consegue? (...)

Fonte: Hélio Schwartsman, “Folha de S. Paulo”, Poder, 25/9/14 (íntegra aqui).

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Que tal um plano de saúde grátis para sempre?

Senadores têm direito a plano de saúde mesmo sem fazer nenhuma contribuição. O benefício sai do meu, do seu, do nosso bolso – do contribuinte brasileiro.

Não bastasse isso, a assistência médica é estendida a ex-senadores (também sem nenhuma contrapartida do bolso deles, apenas do nosso).

Não bastasse isso mais aquilo, dependentes também têm o mesmo direito.

O benefício foi finalmente contestado pelo Ministério Público Federal. Além de abusivo, o MPF apontou, segundo reportagem da “Folha de S. Paulo”, que faltam “critérios firmes para pautar os gastos com assistência à saúde”. Ou seja: senadores, ex-senadores e dependentes gastam à vontade, inclusive “acima dos próprios limites estabelecidos".

O que diz o governo federal?

Ainda segundo a “Folha”, a União alega que o sistema “visa garantir aos membros do Legislativo a mais completa e segura assistência possível”.

Não bastasse isso, o governo cita também que o “benefício vitalício a ex-senadores e dependentes é mais uma forma de se garantir condições de vida digna”.

E quanto a nós, o povo, que tal o governo ter a mesma preocupação em “garantir condições de vida digna” e bancar “a mais completa e segura assistência possível”?

Pode isto, Arnaldo?

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É primavera!

Pedido de mãe a gente não costuma negar. E a dona Regina pediu para que eu fotografasse as flores, plantas e frutos que ela cultiva com tanto amor na chácara:







 
 


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"O coliseu de Dilma" (a governabilidade que não queremos)

Dilma bateu muito em Marina dias atrás colocando em dúvida a governabilidade em uma eventual administração da ex-ministra do Meio Ambiente. "Será que ela quer? Será que ela tem jeito para negociar?", questionou a propaganda eleitoral do PT, sobre a capacidade da presidenciável do PSB de formar uma maioria no Congresso.

Na última terça-feira (23/9), a “Folha” publicou uma reportagem que dá uma boa indicação de como essa tal "governabilidade" é construída no país, na prática.

Interessado em fazer algo que marcasse sua gestão, o prefeito do pequeno município de Alto Santo, no sertão cearense, resolveu construir um estádio de futebol com fachada inspirada no Coliseu romano. Sem dinheiro para a obra, afinal trata-se de uma cidade pobre, o político pediu ajuda a um colega deputado, que prontamente apresentou uma emenda ao Orçamento da União.

De olho justamente na governabilidade, o governo do PT liberou o recurso sem se importar com alguns detalhes: a capacidade prevista para o coliseu cearense é maior do que a própria população da cidade (20 mil lugares contra 16 mil moradores)! Pior, Alto Santo nem mesmo possuiu uma equipe profissional de futebol - o time mais próximo fica a 160 km de distância...

Marina, de fato, ainda não explicou como fará, se eleita, para aprovar seus projetos no Congresso sem que o país precise jogar dinheiro fora em obras ridículas e desnecessárias como a do coliseu cearense. A ex-ministra disse apenas que implantará a "nova política", o que soa bonitinho, mas não esclarece nada.

O discurso sonhático de Marina tem, ao menos, o mérito de indicar aos parlamentares que existem limites, algo que o pragmatismo petista há muito tempo abdicou de fazer.

É possível fazer diferente? Dá para manter a governabilidade sem precisar comprar o Congresso com as tais emendas ou, como ficou provado no mensalão, com coisas ainda piores?

Fonte: Rogério Gentile, “Folha de S. Paulo”, Opinião, 25/9/14, p. 2.

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Frase

“Não devemos esperar que os outros compreendam os nossos defeitos. Devemos corrigi-los. Devemos, todavia, ter tolerância com os defeitos alheios e, se possível, auxiliar as pessoas a corrigi-los, sem nenhuma atitude de prepotência, de superioridade ou de incômodo. Como amigos. Bons amigos.”
Ives Gandra da Silva Martins, jurista, em "Reflexões sobre a vida"

segunda-feira, 22 de setembro de 2014 | | 1 comentários

Trabalhando... (na Suíça - Cern)

domingo, 21 de setembro de 2014 | | 0 comentários

Descendo a ladeira...

Vou escrever hoje para depois não parecer oportunismo - ou comentário de jogo feito: o Palmeiras volta à série B em 2015.

Seguramente, 85% dos atuais jogadores, para ser bonzinho, não têm condições de vestir a camisa verde.

Como lá estão, e nada poderá mudar, o Palmeiras já está rebaixado.

Um time grande que cai três vezes para a segunda divisão em 12 anos ruma com velocidade para a pequenez...

sexta-feira, 19 de setembro de 2014 | | 0 comentários

Direto do toca-CD (48)

Espere minha mãe estou voltando
Que falta faz pra mim um beijo seu
O orvalho das manhãs cobrindo as flores
Um raio de luar que era tão meu
O sonho de grandeza, ó mãe querida
Um dia separou você e eu
Queria tanto ser alguém na vida
Apenas sou mais um que se perdeu

Pegue a viola, e a sanfona que eu tocava
Deixe um bule de café em cima do fogão
Fogão de lenha, e uma rede na varanda
Arrume tudo mãe querida, que seu filho vai voltar

Mãe eu lembro tanto a nossa casa
As coisas que falou quando eu saí
Lembro do meu pai que ficou triste
E nunca mais cantou depois que eu partí
Hoje eu já sei, ó mãe querida
Nas lições da vida eu aprendi
O que eu vim procurar aqui distante
eu sempre tive tudo e tudo está ai

(“Fogão de Lenha”, de Carlos Colla, Maurício Duboc e Xororó)

quinta-feira, 18 de setembro de 2014 | | 0 comentários

Maias e incas: arte e história

Tive a oportunidade de ver recentemente na Oca, do Parque do Ibirapuera, em São Paulo, a exposição “Mayas: revelação de um tempo sem fim”, a maior mostra sobre esta antiga civilização pré-colombiana já montada no Brasil.



A exposição me fez lembrar a visita que fiz em maio ao Peru. Lá, estive em dois museus – bem distintos – que retratam as 24 civilizações que formaram o país.

O Museu Larco, na capital Lima, ocupa o espaço de uma antiga fazenda erguida sobre uma huaca (espécie de local sagrado de antigas civilizações). Ele possui a maior coleção de peças pré-colombianas em cerâmica do mundo: 54 mil. O curioso é que tudo fica numa espécie de acervo técnico, que pode ser visitado normalmente.

Há também peças especiais que formam a exposição. Todas as 24 civilizações são retratadas.

   
Um outro destaque é a área destinada à arte erótica. Naturalmente, as peças chamam a atenção. Em geral, elas mostram o que se podia ou não praticar (neste último caso as figuras aparecem como caveiras – era a forma de educar usando a caveira como símbolo do pecado e da morte). Incluem-se neste item práticas como beijo na boca e masturbação.

Algumas peças serviam como depositário de esperma, a “semente da vida”.


















Já o novíssimo museu Inkariy fica no coração do Vale Sagrado, perto de Cusco. Ele retrata algumas das principais civilizações que tiveram grande influência para a formação do atual Peru, tendo culminado no império inca (a maior e mais influente de todas).

Nesse museu, chama a atenção o nível de detalhamento e a perfeição com que cenas do cotidiano dessas civilizações são reproduzidas.

Vale a pena conferir!