quinta-feira, 11 de setembro de 2008 | | 2 comentários

Meninotes



Mulheres em geral sempre quiseram saber sobre o que os homens conversam. Tolas. Nós, homens, não perdemos nosso tempo pensando no que elas conversam. Graças a Deus somos diferentes, em tudo. Elas costumam pensar que homens só falam de mulheres. Tolas. Elas se acham o centro do mundo e nós falamos sobre futebol, carros, projetos, uma série de coisas, e também de mulheres. Elas são a parte de um todo - embora achem, e gostam disso, que são "o todo".

Pois bem, nos momentos em que falamos de mulheres, em geral falamos como meninotes. Temos nossas mulheres e falamos de outras apenas pelo prazer de vê-las como obras de arte (no melhor dos sentidos). De vez em quando saem besteiras? Claro! Saem como conversa de meninotes. Um conhecido, por exemplo, costuma me enviar vídeos de sacanagem. Legal. Algumas mulheres devem ficar curiosas... "O que eles vêem?", pensam. Pois se quiserem matar a curiosidade, eis acima uma imagem enviada por este conhecido (não, não se preocupem; vemos isso apenas como meninotes que somos...).

"Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações
Meninas são tão mulheres
Seus truques e confusões
Se espalham pelos pêlos
Cor de cabelos
Peitos e poses e apelos
Me agarram pelas pernas
Certas mulheres
que como você me levam sempre onde querem
Garotos
Não resistem aos seus mistérios
Garotos
Nunca dizem não
Garotos
Como eu sempre tão espertos
perto de uma mulher são só
Garotos"

| | 0 comentários

Obra em Progresso

Porra, escrevi outro dia aqui nesta merda de espaço que sinto prazer em escrever aqui. Para se ter uma idéia, entrei neste blog agora, 1h45, para escrever uma coisa. Só uma coisa. Contudo, já estou com três idéias na cabeça. E vou colocá-las aqui. Porque se ao menos uma pessoa ler, estarei satisfeito. E ainda que ninguém leia, estarei satisfeito do mesmo jeito. Afinal, não escrevo para os outros, escrevo POR mim (reparem, não é para mim, é POR mim).

Tão longo entrei no administrativo, senti-me atraído pelo blog do Caetano Veloso, "Obra em Progresso". Ele tem protagonizado nos últimos dias uma "disputa" com um jornalista que criticou o show feito por ele recentemente com Roberto Carlos em homenagem aos 50 anos da Bossa Nova. A última manifestação de Caetano foi interessante. Reproduzirei-a (em tempo: gostei do trecho "brigar com jornal é brigar para perder").

"LIBERDADE DE IMPRENSA

Meu único problema com as esquerdas é que percebi ser o credo liberal mais resistente historicamente do que o comunista. Assim, a liberdade de opinião - a de imprensa em particular - é (até que um Zizek desses me convença) sagrada. Agradeço a Renato por ter me mostrado o forte texto de Jotabê Medeiros. Lembro que Osias já tinha me dito, educadamente, que achara o texto de Medeiros mais próximo de uma verdadeira crítica musical do que o de Syvia.

Não pense que não sei que seria mais calmo, mais seguro, mais nobre, não comentar os comentários negativos que fazem sobre meu trabalho. Dezenas de vezes já se passou coisa semelhante comigo. Sou escoladíssimo nesses assuntos de reagir à imprensa. Nos anos setenta isso fazia parte de minhas apresentações públicas: eu lia e comentava (inclusive o português) de vários críticos nos palcos dos shows. Achei esse trecho do Jotabê que Renato mandou excelente.

O português está muito melhor e os argumentos são bonitos e corretos. Muitas vezes, ao longo dos anos, já ouvi e li jornalistas dizendo que eu estava pedindo suas cabeças. Quase tanto quanto ouvi de colegas que se sentiram prejudicados por matérias de jornal. Não acredito que tenha o poder de destruir carreiras jornalístcas. O jornalista com quem mais violentamente briguei é ainda, anos depois de ter morrido, o mais influente do país: Paulo Francis. Brigar com jornal é brigar para perder. Quem tem coragem não se incomoda com isso.

Mencionei os editores, no caso do show com Roberto, porque sempre ouvi de jornalistas (e li impresso) que títulos, manchetes e destaques são decididos pela editoria. Muitas vezes ouvi isso em tom de justificativa ou de pedido de desculpas. E disse que algo semelhante significaria, nos Estados Unidos, a demissão do repórter porque esse é um argumento que venho repetindo há anos: se um cara quisesse escrever no New York Times que “o chato do Ray Charles está no Madison Square Garden outra vez” ou “ninguém agüenta mais Tony Bennet”, o editor perguntaria se ele sabia onde estava. Isso é simplesmente verdade, é uma observação antropológica: americanos não acham normal ver desrespeitados os medalhões que são o orgulho do país.

No entanto, já li na Ilustrada, em crítica a que o editor deu meia página, isto: “não ouvi nem vou ouvir o novo disco de Chico Buarque; não preciso disso para saber que não vale nada, repete as mesmas rimas” etc. Informo aos leitores brasileiros que coisas assim só se lêem nos tablóides de rock’n'roll ingleses (porque, mesmo na Inglaterra, no Guardian ou no Times não sai). Agora você acha que estou seguro de que isso só é negativo? Não. Nem isso. Acho graça em o Brasil ser assim esculhambado. É um país punk rock, em que a grande imprensa tem sotaque de tablóide marginal.

Sou um medalhão transviado, como já disse, e me sinto até bem com esse negócio. Mas em linhas gerais me esforço para levar o Brasil a aprender a se poupar mais. Talvez eu não faça a coisa do modo mais eficaz. Mas algo se aproveita. Fico feliz em ver Jotabê respondendo tão bem e encontrando espaço e liberdade para fazê-lo. É disso que eu gosto. Tenho tanto poder de impedi-lo de manter seu posto no Estadão quanto ele de convencer o Itaú a não me contratar. E menos vontade."

quarta-feira, 10 de setembro de 2008 | | 0 comentários

Ir ou não ir, eis a questão

Ontem estava conversando com um amigo sobre a decisão de ir ou não a eventos. Ele fez um comentário, eu rebati e acabou ali. Bom, nem tanto. Fiquei pensando no assunto depois. A questão é: por que sentimo-nos "obrigados" a ir a determinados lugares - apenas por uma questão de educação, conveniência ou simplesmente diplomacia - quando não estamos com vontade? Talvez a resposta seja exatamente esta: por educação, conveniência ou diplomacia.

Contudo, quando a situação envolve pessoas com quem temos certa intimidade (amigos, por exemplo), sentimo-nos livres para justificar uma eventual ausência. Não ficamos com "dor na consciência", digamos assim.

Ora, não deveria ser justamente o contrário? Por que "penalizamos" as pessoas de nossa convivência quando, na verdade, é a elas que deveríamos fazer força para prestigiar? Sinceramente, não sei.

Obviamente, nunca devemos agir por mera conveniência, educação ou diplomacia com amigos. Seria ridículo. Amigos devem ser sinceros o suficiente para vivenciar estas situações. A questão não é essa, a questão é fazer um esforço por um caráter meramente social. Afinal, é um saco ir a um lugar quando não estamos a fim, não é?

Em tempo: antes que alguém pense que se trata de um recado, esta postagem é apenas uma reflexão, nada além disso. Já vivenciei tanto uma quanto outra situação e ainda não entendo bem a razão...

terça-feira, 9 de setembro de 2008 | | 0 comentários

Chove, chove...


"Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde vou
Meu destino não é de ninguém
Eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende, não vê
Se não me vê, não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Minha mente virasse sol
Mas só chove chove
chove chove

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove chove
chove chove."

("Primeiros Erros", de Kiko Zambianchi)

| | 0 comentários

Um grito

"ESTOU FARTO DO LIRISMO COMEDIDO."

Eis que de repente lembrei-me desta frase, ouvida num episódio singular ocorrido há 13 anos... (cuja teor ficará para outro momento). Foi um momento de ruptura, do qual fui mero espectador. Para mim, sinto que este momento de ruptura está cada vez mais próximo. Muito próximo (mas isto é outra história).

Há alguns dias tenho sentido vontade de escrever algo, mas ainda não havia criado coragem. Temia ser mal compreendido (como acho que serei). Contudo, chegou a hora de escrever. Um episódio ocorrido hoje no início da noite me levou a isto.

Sim, estou farto do lirismo comedido - o que, neste caso, pode-se entender como a mesquinharia o pensamento pequeno predominantes em Limeira. Opta-se meramente pelo custo ainda que em troca se tenha lixo. Para mim é isto, lixo. Não consigo entender como algumas pessoas podem se prestar a determinados papéis. Ou melhor, até consigo entender: elas servem de forma perfeita à mediocridade reinante. Mediocridade que faz com que serviços sejam prestados de forma incompetente (sim, para mim é isto, falta de competência ao custo de uns trocados).

Pois bem, as cabeças pedem incompetência, apreciam incompetência, pagam (migalhas, é verdade) pela incompetência. Enquanto essa prostituição profissional seguir, a mediocridade prevalecerá.

Não, não vou cair na provocação de ficar mencionando nomes. Até porque a questão não é pessoal, individual. Trata-se de um pensamento coletivo, de um sistema enraizado. E que ninguém pense que estou me referindo a um ou a outro. Estou me referindo a todos. Ainda não consegui vislumbrar uma só exceção. Sonhei com uma, mas a realidade se impôs.

Não, também não quero me colocar acima do bem e do mal. Estou no meio disso tudo, embora cada vez mais inconformado com o sistema medíocre que se impôs em Limeira. E seguraaaa peããooo!!!

| | 2 comentários

Isso tudo faz sentido

Um amigo disse certa vez que não gosta deste blog (e não gosta mesmo porque ele costuma ser sincero e se eu olhar todas as quase 70 postagens anteriores a esta, não haverá - acredito - nenhum comentário dele). Não importa. O que importa é o sentido deste blog para mim. Ele chegou a comentar que considera uma perda de tempo - minha - por determinados motivos. Se soubesse o bem que me faz escrever e o prazer que me dá, talvez revisse os comentários.

A verdade é que uma das coisas que me atraem nos últimos tempos é escrever este e meu outro blog, o "Piscitas - Travel & Fun" (www.rodrigopiscitelli.blogspot.com). É naquele espaço que uno duas paixões (a escrita e as viagens) e é neste que coloco meus pensamentos e descarrego minhas tensões e alegrias. Escrever para mim é um prazer quase orgástico (basta ver minha ansiedade durante alguns períodos de abstenção, como nas férias).

Só lamento o fato de ainda não conseguir aliar o prazer de escrever estes blogs ao necessário capitalismo selvagem (que garante o sagrado sustento). Quando este dia chegar (se chegar), sentirei-me realizado. Ao menos momentaneamente...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008 | | 0 comentários

"Keep on..."

"Is it my calling to keep on when I'm unable
and is it my job to be selfless extraordinaire
and my generosity has me disabled
by this my sense of duty to offer"

("Offer", de Alanis Morissette)

| | 0 comentários

Ah, uma piscina

Sábado eu decidi fazer algo que há muito tempo não fazia - e vinha dizendo que faria. Peguei meu óculos, iPod, um livro, toalha e fui para a piscina. O dia não estava assim tão ensolarado (na verdade, de vez em quando até batia um ventinho), a água estava um tanto gelada, mas não tive dúvida: mergulhei!

A água é realmente revigorante. Sempre que estou um tanto cansado ou estressado, vou tomar banho. Fico durante muitos minutos sentindo apenas a água cair sobre meus ombros (uma atitude até politicamente incorreta em época de falta de água no planeta...). Na piscina, essa sensação é elevada à máxima potência. Parece que lava a alma.

A isso, soma-se todo o clima do lugar - uma cerveja, amigos, um papo descontraído, uma musiquinha...

Só lamento não ter a piscina só para mim, mas cada vez mais tenho certeza de uma coisa: meu primeiro empreendimento imobiliário será uma piscina. Isto faz bem para a mente e para o corpo. Ah, um dia - quem sabe brevemente? - vou ter minha piscina (de volta, porque já tive uma vez e ela virou um... rancho).

domingo, 7 de setembro de 2008 | | 2 comentários

Um banquinho, um violão

Já escrevi aqui que a bossa nova imortalizou a moda do "banquinho e um violão". Se tem algo que aprecio é um bom papo com os amigos (de preferência com poucos amigos, não gosto muito de muvuca). Recentemente, durante uma curta fase da minha vida, dividi várias madrugadas regadas a cerveja, música e um bom papo com alguém que considerava um irmão.

Apesar de todos os problemas que vieram depois, não nego que aqueles papos nas madrugadas de quinta/sexta-feira (sim, começavam lá pela 1h e terminavam já com o sol raiando), no aconchego de um lar (sim, sempre mais interessante que um bar, mais próprio para diversão), eram reconfortantes (pela distração da mente), fortalecedores (por ampliar os laços), enfim...

Com um amigo de fé, foram também muitas madrugadas divididas à base de cerveja e um papo que rotineiramente terminava em discussões (e discussões de bêbados são sempre exaltadas). Eram momentos fantásticos, em que discutíamos o trabalho e a vida, falávamos de futebol e cinema, enfim... Esses papos ocorriam também sempre no aconchego de um lar e com freqüência se estendiam até o raiar do sol (aliás, estenderam-se até além das fronteiras do Brasil).

Com os amigos da rua (como os defino), os papos costumam ser mais leves, despreocupados, energizantes (há, não tenho dúvida, uma energia positiva naquele lugar e entre aquelas pessoas que sempre permite que eu me torne uma pessoa melhor). Falamos de amenidades, contamos histórias (muitas), tiramos sarro um do outro, contamos piada... Não foram raras as vezes em que os papos entraram madrugada adentro até que alguém decidia esperar o sol nascer (algumas vezes conseguimos). Com estes, as cervejas são menos freqüentes (elas existem sempre, mas como ninguém acompanha meu ritmo, fico um tanto sem graça de ser o único bêbado do lugar).

Hoje, ao olhar para trás, acho que estamos todos ficando um tanto velhos. Temos feito com menor freqüência estes encontros que tanto fazem bem para a alma. Por quê? Por que abrimos mão de momentos que temos certeza que serão felizes? Pô, nenhum amigo mais se habilita a beber até o sol nascer?

Como eu moro com meus pais, é raro fazer noitadas regadas a cerveja em casa. É uma pena. Quando tiver meu canto, quero que ele seja como um lar para os amigos. Espero que ao menos algum deles se disponha a passar a madrugada se embebedando e tendo conversas de amigo (uma coisa cada vez mais rara entre as pessoas).

PS: dia desses, juntamos alguns amigos e, após um jantar preparado pelas mãos habilidosas do anfitrião Rogério, decidimos partir para o "banquinho e um violão". Depois para um bom papo que se estendeu até quase 3h! Nestes momentos, só posso agradecer a Deus por simplesmente vivê-los. Um trechinho (mal gravado, diga-se de passagem!) deste encontro vai a seguir - muito mais como homenagem a todos os participantes do que propriamente como um registro.


| | 3 comentários

Um mago

Acabei de ler "O Mago", a biografia de Paulo Coelho escrita por Fernando Morais. Um belo livro. Para quem gosta de biografias, como eu, esta é um prato cheio: bem escrita (como de praxe nos trabalhos de Morais), uma pesquisa profunda e um personagem singularíssimo. Confesso que o único livro que li de Paulo Coelho foi "Diário de um Mago", ainda assim com certo desleixo que não me permite ter recordações a respeito da obra.

A leitura de "O Mago" não me fez passar a gostar de Paulo Coelho (não que o deteste, apenas seus livros nunca estiveram no topo da minha lista de leituras), mas me despertou curiosidade para saber mais sobre o trabalho deste ser humano criticado como poucos e, paradoxalmente, um sucesso mundial capaz de despertar mais interesses do que o presidente da República.

Pode-se dizer qualquer coisa sobre Paulo Coelho, só não é possível ficar indiferente à sua biografia. Eu não fiquei. E quero, para dividir com os (escassos) leitores deste blog, tomar emprestados dois trechos (e se os tomei é porque acredito neles):

"Há coisas que são colocadas em nossa vida para nos reconduzir ao verdadeiro caminho de nossa Lenda Pessoal. Outras surgem para que possamos aplicar tudo aquilo que aprendemos. E, finalmente, algumas chegam para nos ensinar."

"Existo porque tenho amigos. Sobrevivi porque eles estavam no meu caminho. Eles me ensinaram a dar o que eu tinha de melhor, mesmo que em alguns momentos de minha vida eu não tenha sido um bom aluno. Mas acho que terminei aprendendo alguma coisa a respeito da generosidade."

sexta-feira, 5 de setembro de 2008 | | 0 comentários

"Vamu q vamu!"

Outro dia reencontrei uma pessoa que considerei um irmão. Porra, um irmão! Fazia oito meses que não o via após uma briga galáctica (nossa, de onde tirei isso???). Ele me falou uma série de coisas. Estava bêbado, eu sei, mas jurou que era de verdade. Ouvi e parou ali, como imaginava. Fiquei pensando, porém, numa questão: é curioso como os atos muitas vezes não "batem" com os discursos. Talvez porque seja mais fácil falar do que agir...

Neste caso específico, o fato reforçou-me a sensação que vinha nutrindo: o belo discurso não se confirma com as atitudes do cotidiano. Logo, não passa de um... discurso. Que morre de modo tão efêmero como nasce.

Uns dois ou três poderão me perguntar (um já me perguntou): por que estou escrevendo isso? Remoendo isso? Não se trata de nada mais do que a reflexão sobre o comportamento humano, algo que aprecio fazer.

E olha que o autor do belo discurso disse, entre uma e outra frase, que lê meu blog. E "vamu q vamu"!

| | 0 comentários

Fim de sexta-feira...

"Out of...". Esta expressão tem guiado meus pensamentos. Poucos a compreenderão - aliás, acho que ninguém. A questão é que já estou "out of...". O resto é corpo presente.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008 | | 1 comentários

O Rio de Janeiro continua lindo (?)

Hoje, assim que cheguei no trabalho, deparei-me com uma notícia curiosa: a polícia apreendeu dois jacarés numa favela do Rio. Contrabando de animais? Será que o tráfico está apostando numa nova modalidade criminosa? Não. A suspeita é que os jacarés estavam sendo criados para devorar traficantes inimigos.

Dois mil anos depois dos cristão serem jogados aos leões, eis que o mundo moderno dá sinais de antigüidade. A que ponto chegou esta disputa insana?

Infelizmente, a Cidade Maravilhosa - que continua maravilhosa - atingiu um nível de desmando tal que se pode comparar a um cenário de guerra civil. Afinal, não é em todo lugar que jornalistas são recebidos a tiros e obrigados a entregar seus equipamentos de trabalho ao cobrir a campanha de um candidato à prefeitura num morro; não é em todo lugar que cidadãos são vitimados por balas perdidas; não é em todo lugar que um candidato precisa pedir autorização ao tráfico para subir no morro (e só receberá permissão se o seu discurso interessar aos traficantes); não é em todo lugar que o Exército precisa ser chamado para garantir a segurança de uma eleição.

Não, estas coisas só acontecem em cidades sitiadas, sob domínio do medo. Acontecem no Rio de Janeiro, a terra do Carnaval, das praias, das mulheres, do Cristo Redentor, do Fla-Flu com o Maracanã lotado, da bossa-nova, de Copacabana, de Nelson Rodrigues, da Lagoa...

Ah, Rio de Janeiro, pobre Rio, o que estão fazendo com você?

Esta situação só vai começar a mudar quando os fluminenses passarem a ter governantes honestos e eficientes. Porque com os Garotinhos, Césares e Cabrais, sobram corrupção e demagogia barata.

terça-feira, 2 de setembro de 2008 | | 0 comentários

Reflexão sobre uma aula

Estou achando o máximo dar aula. Embora cansativa, a atividade permite que a gente se renove. Na última segunda-feira, confesso que me surpreendi com o interesse dos alunos nas discussões sobre o futuro dos jornais. Foi a segunda aula em que abordei o assunto. Pode parecer tolice, mas esta discussão está presente no dia-a-dia dos jornais - portanto, no dia-a-dia da profissão.

Confesso também que abusei da boa vontade dos alunos. Pedi que fizessem um texto quando já eram 22h10. A atividade anterior, para a qual programei 15 minutos, atrasou. E atrapalhou a atividade posterior. Os alunos reclamaram, mas se concentraram como poucas vezes. Foi interessante.

Quando a gente está na universidade, quer estudar e curtir. É justo. É importante, porém, saber que aquelas poucas horas em que passamos nos bancos escolares serão determinantes para o nosso futuro.

De minha parte, estarei plenamente satisfeito se conseguir fazer com que os alunos compreendam a importância da leitura, da pesquisa e da entrevista para uma boa reportagem.

| | 0 comentários

Paciência

"Vá gritar com seus amigos!" Foi assim que minha mãe e eu nos despedimos hoje antes da minha ida ao trabalho. Eu não estava necessariamente gritando, estava apenas de saco cheio de tanta impaciência alheia. Mandei instalar um novo sistema de TV a cabo em casa e ele apresentou falhas no primeiro dia. Ora, o caminho para resolver um problema desse tipo é telefonar para a prestadora de serviços e seguir os procedimentos indicados. Assim fiz. Acontece que só pude fazer isso hoje à tarde.

Foi o suficiente para que meus pais não tivessem paciência.

O episódio me fez pensar em algo que um amigo me disse recentemente. Ora, os pais em geral são os seres mais especiais na vida dos filhos. Quem disse, porém, que isso dá a eles o direito de estarem sempre certos? Não estão. Cometem erros, como qualquer ser humano. E eu, como filho e indivíduo, afirmo sem medo: eles estavam errados!

Basta ter um pouco de paciência...

PS: discussão à parte, estou adorando o novo sistema de TV. E também o acesso rápido à Internet, que me permite escrever neste blog aqui, na minha cama. Viva a tecnologia!!!