segunda-feira, 28 de abril de 2014 | | 0 comentários

Desabafo!

O objetivo do rodízio de veículos em São Paulo é descongestionar o trânsito caótico em horários de pico.

Pois bem: levei três multas de rodízio. Isto significa que estava atrapalhando o trânsito, certo?

Mais ou menos. Moro a uma distância equivalente a três quarteirões (daqueles paulistanos, bem grandes) do trabalho e é neste trajeto que tenho sido multado.

Num trajeto tão curto, não dá para dizer necessariamente que eu ajudo a congestionar o trânsito, já que fico nele não mais que um minuto ou dois.

Ainda assim sou multado simplesmente porque o radar fotográfico fica exatamente na esquina da minha rua com a avenida que serve de acesso a ela. Ou seja: estou condenado às multas.

É certo isto? Se eu morasse numa rua anterior, estaria teoricamente atrapalhando o trânsito do mesmo jeito, mas nunca seria flagrado.

A esta altura, porém, você deve ter se perguntado: se mora tão perto, por que então, idiota, não deixa o carro na garagem e vai a pé ao trabalho?

Por três motivos:

1 - Sou do interior e confesso que não lembro do tal rodízio (sei que isto não serve de desculpa, citei apenas como constatação de uma realidade);

2 - Trabalho de terno e gravata e costumo suar muito (quem me conhece sabe). Não pretendo chegar ao trabalho pingando de suor...;

3 - O principal motivo, porém, é uma razão de segurança. Infelizmente, vivemos num país de merda em que não se pode andar na rua tranquilamente, ainda que à luz do dia.

Num prazo de 45 dias, dois colegas de trabalho foram alvos de assaltantes no curto trajeto que me levaria até minha casa – um deles foi roubado no ponto de ônibus da avenida, mas a polícia chegou a tempo de prender os ladrões (dois jovens); o outro teve a tranca do carro arrombada, mas chegou a tempo de espantar o ladrão.

Não bastasse o risco de assalto, a área é um conhecido ponto de prostituição (não estou falando das madrugadas e sim de travestis que atuam praticamente o dia todo. Dia desses, um colega teve que pedir licença a um “casal” que fazia um “boquete” encostado na lateral do veículo dele por volta das 20h).

Sem falar na presença constante de usuários de drogas (outro dia arrisquei-me a correr pelas imediações às 9h e já estavam fumando e cheirando e etc).

Entre o risco da multa e o de perder a vida, seguirei indo para o trabalho de carro.

E pagarei por isso - simplesmente porque vivemos num país indecente.

Perdoe-me, isto é um desabafo!

| | 0 comentários

São José de Anchieta

O jesuíta José de Anchieta foi proclamado santo pelo papa Francisco no início de abril.

A seguir, imagens dos bastidores da reportagem sobre a canonização do patrono da TV Cultura, gravada na capela que leva o nome do agora santo, no Pátio do Colégio, fundado por jesuítas - Anchieta entre eles - em 1554, dando origem à cidade de São Paulo:







A reportagem cujos bastidores estão mostrados acima pode ser vista no minuto 54:30 do "Jornal da Cultura":



* As fotos são do auxiliar Robson Silva

domingo, 27 de abril de 2014 | | 0 comentários

Outro mundo...

Na Coreia do Sul, o primeiro-ministro renunciou porque considerou falho o resgate de sobreviventes em um naufrágio.

Ah se fosse no Brasil... Sem vergonha na cara, os governantes estariam jogando a culpa uns nos outros, fugindo de suas responsabilidades. É o que fazem diariamente!

| | 0 comentários

Receita de bolo para os jornais

(...) Vive-se o paradoxo de ter que aprofundar assuntos para quem tem cada vez menos tempo para ler jornal. A saída, com certeza, não é picotar o noticiário e dar uma pincelada em uma miríade de temas.

O jornal precisa fazer uma curadoria dos fatos mais relevantes, mostrar ao leitor o que ele não vê nos posts dos amigos no Facebook. Agora que as notícias estão disponíveis como água na torneira, é questão de sobrevivência preocupar-se com contexto, análise, densidade, sempre no sentido de transformar o importante em interessante. Dar um salto de qualidade e de criatividade para adaptar-se aos novos tempos é o maior desafio da “Folha” e dos impressos em geral. (...)

Fonte: Suzana Singer, “#fui”, Folha de S. Paulo, Ombudsman, 27/4/14.

| | 0 comentários

"Happy"

| | 0 comentários

Frase

"Será que nossas vidas não requerem um pouco de incerteza para ser plenamente vividas?"
Hélio Schwartsman, filósofo, em coluna na “Folha de S. Paulo”

| | 0 comentários

Pequenos grandes milagres

A vida é, sim, capaz de pequenos grandes milagres.

Acompanhei de perto um deles ao longo dos últimos 20 anos.

Foi um longo período de transformações, com episódios extremamente doloridos, que produziram feridas profundas, difíceis de cicatrizar.

Em vários momentos, simplesmente desisti da luta na qual me vi envolvido. Sim, eu admito sem vergonha: entreguei os pontos, joguei a toalha. Deixei - e talvez tenha sido a decisão mais sábia - nas mãos de Deus.

Vi lágrimas e corações dilacerados.

Mas sobrevivemos todos. Para testemunhar um pequeno grande milagre da vida.

Uma aposta na força do amor e na fé.

Há, pois, um detalhe essencial: tudo depende da vontade de mudar.

Muitos dizem que as pessoas não mudam. Garanto que mudam! Basta querer – mas não adiante eu, você ou quem quer que seja desejar, é preciso que a pessoa tenha consciência da necessidade da mudança e que ela mesma decida dar os primeiros passos para uma vida melhor.

A partir disso, uma poderosa força interior se une a um círculo externo de amor e a vida se encarrega de operar os pequenos grandes milagres.

Sim, é possível, isto ocorre, isto existe.

A vida é capaz de transformar dor em amor. E o amor é capaz de cicatrizar as mais profundas feridas.

Eu testemunhei lágrimas darem lugar a sorrisos.

É preciso, porém, dar tempo ao tempo. É necessário ter muita paciência (estou falando de 20 anos!) e, acima de tudo, tem que acreditar.

Mas lembre-se: a mudança depende essencialmente de cada um de nós.

Ainda resta, pois, esperança.

| | 3 comentários

MC Pedrinho e o funk "pesadão", putaria, ostentação





Acredite: estas "músicas" são cantadas por um pré-adolescente (quase criança) de 11 anos. E ele ganha R$ 5 mil por show - só num sábado, segundo reportagem da "Folha de S. Paulo", seriam cinco apresentações.

E o que dizem os pais do garoto? Ah, deixa pra lá...

* Leia também (acrescentado em 24/2/15):

- As pedrinática pira

Em tempo (acrescentado em 9/9/15): por duas vezes postei novos clipes das músicas, já que a primeira versão colocada aqui, com os palavrões e manifestações sexuais, havia sido mudada do material oficial. Como os vídeos sempre são retirados, decidi não postá-los mais - até porque podem ser facilmente encontrados na Internet e hoje a discussão a respeito do trabalho de MC Pedrinho e outros MCs ganhou repercussão nacional.

Optei, porém, por deixar a postagem em razão da possibilidade de debate nos comentários, como se iniciou, e também pelo link complementar.

| | 0 comentários

A aposta no diálogo

Esta postagem é fruto de reflexões feitas nos últimos dias.

Uma das atividades que mais me dão prazer na vida é a arte do diálogo, da conversa (séria ou descompromissada, seja o que o momento pedir), a arte de “trocar ideia”, como dizem os jovens.

Invisto no diálogo e aposto nele não só como fonte de distração, mas também como meio mais adequado para a solução de qualquer conflito.

Olhando em retrospectiva, notei que minhas relações mais fortes e duradouras são justamente com pessoas que, como eu, sabem dialogar.

Um exemplo é minha esposa. Somos muito diferentes, pensamos de forma muito diferentes, tivemos criações muito distintas. Nem por isso deixamos de nos entender. E isto ocorre principalmente porque sempre praticamos a arte do diálogo. Se houver uma qualidade a apontar em nossa relação eu não hesitaria em citar isto – o diálogo.

O mesmo vale para meus amigos. Aqueles que se mantêm firmes ao meu lado são justamente os que apostam nas conversas. Em alguns casos, são amigos com pensamentos e modos de ser e de agir radicalmente opostos aos meus, mas ainda assim partilhamos o diálogo.

Importante: nem sempre é um diálogo tranquilo; já houve episódios de conversas duras e ríspidas até, mas ainda assim apostou-se na arte de dialogar – e o resultado tem sido sempre positivo. Aproximamos mais nossos pensamentos na medida em que compreendemos uns as razões e ideias dos outros sem que isto signifique concordância absoluta.

E se algo eventualmente passar um pouco do limite, nada que um pedido de desculpas e o reconhecimento do valor do outro e do necessário respeito para que tudo se restabeleça.

Bom que seja assim. Pobres os que apenas conseguem se relacionar com quem pensa igual. É a ditadura do pensamento único!

No mesmo sentido, tenho convivido ao longo dos últimos tempos com pessoas que não sabem, não querem ou não conseguem dialogar (por motivos diversos). Vejo como os relacionamentos, nestes casos, não fluem.

É difícil compartilhar (o que quer que seja) com alguém que não consegue se expressar ou não permite que eventuais conflitos (existentes em qualquer relação) sejam discutidos para que se busque uma solução.

A experiência tem me mostrado que varrer as diferenças para debaixo do tapete é a pior forma de “resolver” uma questão (ou de se acreditar que ela está resolvida).

| | 0 comentários

Constatação

Incrível como algumas pessoas conseguem cometer os mesmos erros...

quinta-feira, 24 de abril de 2014 | | 0 comentários

Pelo subsolo de SP

Já postei neste blog registros fotográficos de várias estações e sistemas de metrô mundo afora, só não tinha postado ainda o de São Paulo. Aí vai, então:




Em tempo: falta ainda postar fotos dos metrôs que flagrei pelo leste europeu, mas ficará para outra ocasião.

Leia também:

- Pelos subsolos

- Os metrôs

| | 0 comentários

A cidade: entre o real e o ideal

“Pelas ruelas estreitas da personalização do poder desfila a pós-modernidade de nossas cidades grandes e médias. Como átomos sociais perdidos em hiperespaços, as pessoas circulam de maneira atabalhoada, esbarrando nos congestionamentos, enfrentando barreiras quase intransponíveis, respirando poluição, ouvindo insuportáveis decibéis de ruídos contínuos e gastando horas preciosas de vida.

No dia em que a cidade respeitar o cidadão, a recíproca poderá ocorrer. Enquanto esse dia não chega, podemo-nos contentar com a poesia de Luiz Enriquez e Sérgio Bardotti, na versão cantada de Chico Buarque: ‘Deve ter alamedas verdes / a cidade dos meus amores / e, quem dera, os moradores / e o prefeito e os varredores / e os pintores e os vendedores / as senhoras e os senhores / e os guardas e os inspetores / fossem somente crianças’.”

Fonte: Gaudêncio Torquato, “Era uma vez... mil vezes – O Brasil de todos os vícios”, ed. Topbooks: São Paulo, 2012, p. 316.

| | 0 comentários

Reflexão do dia

Há dias em que você perde todas.

E há dias em que você perde todas e mais algumas...

quarta-feira, 23 de abril de 2014 | | 0 comentários

450 anos de William Shakespeare

| | 0 comentários

Frase

"O Palmeiras é muito difícil de entender psicologicamente."
Luiz Felipe Scolari, técnico da Seleção Brasileira e ex-técnico do Palmeiras, em palestra no evento "Futebol, psicologia e produção do conhecimento", promovido pela Universidade São Judas Tadeu