sexta-feira, 23 de agosto de 2013 | | 0 comentários

Vamos tomar uma cerveja?

quinta-feira, 22 de agosto de 2013 | | 0 comentários

O segredo de Fátima em detalhes

Certamente, muitas pessoas já ouviram falar dos segredos de Fátima, as mensagens que - creem os católicos - foram transmitidas diretamente pela mãe de Jesus, Nossa Senhora, a três crianças portuguesas em 1917.

O primeiro e o segundo segredos eram conhecidos há décadas. A manutenção do terceiro segredo por anos fez surgir uma série de lendas e cercou o fato de mistério até que, no ano 2000, o então papa João Paulo 2° decidiu torná-lo público.

Para minha surpresa, o relato dos segredos e o tratamento dispensado a eles pela Igreja Católica desde que se revelaram aos pastorinhos portugueses estão detalhadamente contados, inclusive com reprodução dos documentos originais, no site do Vaticano.

Estão lá, além das páginas manuscritas pela irmã Lúcia, uma das pastorinhas, a carta do papa a ela, datada de 19 de abril de 2000; uma descrição do colóquio que houve com ela em 27 de abril daquele mesmo ano; a comunicação lida pelo cardeal Ângelo Sodano, então Secretário de Estado, em Fátima no dia 13 de maio de 2000; e o comentário teológico da terceira parte do “segredo” feito pelo cardeal Joseph Ratzinger, então prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e posteriormente eleito papa Bento 16. 

Segundo a Igreja, “Fátima é, sem dúvida, a mais profética das aparições modernas”.

“A primeira e a segunda parte do ‘segredo’ (...) dizem respeito antes de mais à pavorosa visão do inferno, à devoção ao Imaculado Coração de Maria, à segunda guerra mundial, e depois ao prenúncio dos danos imensos que a Rússia, com a sua defecção da fé cristã e adesão ao totalitarismo comunista, haveria de causar à humanidade.



Em 1917, ninguém poderia ter imaginado tudo isto: os três pastorinhos de Fátima veem, ouvem, memorizam, e Lúcia, a testemunha sobrevivente, quando recebe a ordem do Bispo de Leiria e a autorização de Nossa Senhora, põe por escrito”. 

As duas primeiras partes do “segredo” foram redigidas por Lúcia em 1941 (o original está nas imagens acima); a terceira e misteriosa parte foi escrita em 3 de janeiro de 1944 (a parte inicial do original está na imagem abaixo). 


De acordo com o Vaticano, só há um manuscrito. “O envelope selado foi guardado primeiramente pelo Bispo de Leiria. Para se tutelar melhor o ‘segredo’, no dia 4 de abril de 1957 o envelope foi entregue ao Arquivo Secreto do Santo Ofício. (...)

Segundo apontamentos do Arquivo, no dia 17 de agosto de 1959 (...), o Comissário do Santo Ofício, Padre Pierre Paul Philippe OP, levou a João 23 o envelope com a terceira parte do ‘segredo de Fátima’. Sua Santidade, ‘depois de alguma hesitação’, disse: ‘Aguardemos. Rezarei. Far-lhe-ei saber o que decidi’.

Na realidade, a decisão do Papa João 23 foi enviar de novo o envelope selado para o Santo Ofício e não revelar a terceira parte do ‘segredo’. 

Paulo 6° leu o conteúdo (...) a 27 de março de 1965, e mandou novamente o envelope para o Arquivo do Santo Ofício, com a decisão de não publicar o texto. 

João Paulo 2°, por sua vez, pediu o envelope com a terceira parte do ‘segredo’, após o atentado de 13 de maio de 1981. (...) No dia 11 de agosto seguinte, o Senhor D. Martínez Somalo devolveu os dois envelopes ao Arquivo do Santo Ofício.”

A terceira parte do segredo só viria a ser revelada ao mundo quase 20 anos depois.

A seguir, reproduzo-a tal como descrita no original:

“A terceira parte do segredo revelado a 13 de julho de 1917 na Cova da Iria-Fátima. 
Escrevo em acto de obediência a Vós Deus meu, que mo mandais por meio de sua Ex.cia Rev.ma o Senhor Bispo de Leiria e da Vossa e minha Santíssima Mãe. 
Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais alto um Anjo com uma espada de fôgo em a mão esquerda; ao centilar, despedia chamas que parecia iam encendiar o mundo; mas apagavam-se com o contacto do brilho que da mão direita expedia Nossa Senhora ao seu encontro: O Anjo apontando com a mão direita para a terra, com voz forte disse: PenitênciaPenitênciaPenitência! E vimos n'uma luz emensa que é Deus: “algo semelhante a como se vêem as pessoas n'um espelho quando lhe passam por diante” um Bispo vestido de Branco “tivemos o pressentimento de que era o Santo Padre”. Varios outros Bispos, Sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma escabrosa montanha, no cimo da qual estava uma grande Cruz de troncos toscos como se fôra de sobreiro com a casca; o Santo Padre, antes de chegar aí, atravessou uma grande cidade meia em ruínas, e meio trémulo com andar vacilante, acabrunhado de dôr e pena, ia orando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado ao cimo do monte, prostrado de juelhos aos pés da grande Cruz foi morto por um grupo de soldados que lhe dispararam varios tiros e setas, e assim mesmo foram morrendo uns trás outros os Bispos Sacerdotes, religiosos e religiosas e varias pessoas seculares, cavalheiros e senhoras de varias classes e posições. Sob os dois braços da Cruz estavam dois Anjos cada um com um regador de cristal em a mão, n'êles recolhiam o sangue dos Martires e com êle regavam as almas que se aproximavam de Deus. 

Tuy-3-1-1944”. 

Para saber mais sobre toda esta história, basta clicar aqui.

* As imagens foram retiradas do site do Vaticano

quarta-feira, 21 de agosto de 2013 | | 0 comentários

Curiosidades do mundo egípcio


De alguma forma, os papirus e escritos egípcios foram alguns dos primeiros "jornais" da história. Não, obviamente, da forma como os concebemos na nossa sociedade, basicamente após a invenção da (im)prensa por Gutenberg, no século 15.

Fiz esta conexão quando visitei, pela segunda vez, o Metropolitan Museum, em Nova York (EUA), em abril de 2012. Destaco que foi a segunda visita porque acho curioso o fato de não ter pensado nisso antes - naquele e em outros museus. 

Ver de perto uma múmia egípcia era um dos meus sonhos de infância, tal como relatei no blog Piscitas - travel & fun ao falar dos dinossauros. Naquele mesmo blog, já descrevi meu primeiro encontro com uma múmia.

Confesso que estou um pouco enjoado de vê-las - são quase todas iguais. Algumas, porém, ainda me surpreendem, como a de Antjau, que encontrei no Royal Ontario Museum (ROM), em Toronto (Canadá). Ela tinha chamado minha atenção pelo fato de estar sem as faixas, com o corpo preservado à mostra. Mais surpreso fiquei quando tirei a foto e tive a nítida impressão de que a múmia estava olhando para mim...

Em tempo: Antjau era filho de Ankhhor com Tjesnitperet.
  



Como já tinha passado pelo Metropolitan, na segunda visita fotografei apenas curiosidades. Lembrei, por exemplo, de um documentário falando sobre as cores no Antigo Egito. Hoje, as pessoas olham para as pirâmides e templos e é comum imaginarem tudo aquilo descolorido (ou da cor de terra). Contudo, todas as edificações - as pirâmides incluídas - possuíam um colorido fantástico, cores vivas que davam às cidades egípcias uma energia e uma vibração incríveis, quase como os grafites na atualidade.

Ainda hoje, milhares de anos depois, é possível ver resquícios das pinturas em alguns prédios e objetos:






Ainda no Metropolitan, um acréscimo à exposição em relação à primeira visita que fiz, em 2007, mostrava os achados em um determinado templo, cujo nome não me recordo. Eram uma espécie de brinquedo, com bonecos, barquinhos, animais e casinhas reproduzindo a vida na sociedade egípcia. Uma foto indicava como o material tinha sido encontrado no templo:





Também chamou minha atenção a "descoberta" (nunca havia me tocado disto) de que os egípcios, além dos seres humanos, mumificavam seus animais - desde gatos, jacarés e lagartos a cabras. Foi o que vi no ROM:





Por fim, um estojo de maquiagem de milhares de anos. Os egípcios são famosos pelas pinturas na face:


E só para registrar, encontrei múmias também no Field Museum, em Chicago (EUA):



Meu encontro com o tesouro de Tutankamon fica para outra postagem. Posso adiantar que jamais eu vi tanto ouro na minha vida.

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Feridas da alma

"Sempre fica uma dor. Se você vê a pessoa, se lê um e-mail antigo, ainda tem uma mágoa. Eu penso: Que falsidade...'"
Bianca Mangraviti, administradora de empresas, na reportagem "Não tem como curar 100%, fica uma mágoa"

O sentimento de rejeição é provavelmente a ferida psicológica mais comum e recorrente nas nossas vidas, afirma o livro "Emotional First Aid" (Primeiros Socorros Emocionais), recentemente lançado nos Estados Unidos.

Não há quem não tenha sido preterido em alguma brincadeira infantil, esquecido na hora de uma festa, perdido o emprego ou sofrido desilusão amorosa, enumera o doutor em psicologia e especialista em terapia de casais Guy Winch, autor da obra.

"As rejeições são os cortes e arranhões psicológicos que machucam a pele emocional e penetram na carne", diz ele. Mesmo com a frequência das ocorrências, o rejeitado pode não conseguir formar uma carapaça - muitos sofrem tanto que a dor lhes inunda de raiva e solapa a autoestima.

(...) A sensação é profunda, diz ela: "Dói no peito, parece que estão enfiando uma faca".

Não se trata de figura de linguagem. Em seu livro, Winch cita estudos que, por meio de ressonância magnética, mostram que a dor da exclusão social ativa no cérebro as mesmas áreas acionadas pela dor física. (...)

Fonte: Rodolfo Lucena, “A dor da rejeição”, Folha de S. Paulo, Equilíbrio, 20/8/13.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013 | | 0 comentários

Frase

“(...) o mal está no caráter, na personalidade. Ou seja, ele repousa dentro das pessoas – e pode vir à tona ou não. (...) Sim, as circunstâncias têm um peso determinante para que o mal viceje. Submetida a forte pressão, muito pouca gente é capaz de resistir e se manter no espectro do bem.”
Philip Zimbardo, psicólogo, em entrevista à revista “Veja” (edição 2.335, ano 46, número 34, 21/8/13, p. 15-8)

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O novo e o velho Brasil

O Nordeste brasileiro foi (talvez ainda seja) durante décadas o símbolo maior do nosso atraso (mais até do que regiões mais pobres, como o Norte) e da desigualdade de renda. Ao lado de paraísos naturais que atraem a atenção do mundo inteiro existiam bolsões de miséria e pobreza que reduziam o ser humano ao mais indigno dos seres.

Nada diferente do que se encontra em qualquer cidade de médio e grande portes do Brasil, mas lá estava tudo muito escancarado - talvez pelo fato da região ser um importante polo turístico, atraindo pessoas de fora. Suas belezas e suas feridas estavam expostas cruamente.

Com o crescimento da economia brasileira nos últimos anos e os programas de distribuição de renda do governo, o Nordeste passou a atrair investimentos. Antes relegado a segundo plano, virou foco de grandes corporações nacionais e internacionais. 

Naturalmente, ainda se ouve por aí que o mercado consumidor está no Sul-Sudeste, notadamente no eixo Rio-São Paulo. Isto é verdade, mas é inegável que a paisagem nordestina vem mudando. A região talvez seja um bom exemplo do "novo Brasil' que se anunciou ao mundo, embora mantenha marcas do "velho Brasil" que todos conhecemos, como vi nas proximidades de Fortaleza e em Pecém, distrito de São Gonçalo do Amarante, no Ceará. 






Na mesma área, conheci o porto de Pecém - um importante projeto de desenvolvimento do estado e da região Nordeste. Chamou minha atenção numa rodovia um gigantesco corredor de ferro que passava sobre nossas cabeças, como uma passarela. É destinado a levar produtos diretamente ao porto, pelo que soube. 

Um contraste da infraestrutura que falta de um lado e sobra de outro.





Fui até o Ceará em razão de um megaprojeto: a construção de uma usina siderúrgica na região de São Gonçalo do Amarante. Um investimento de cerca de R$ 5 bilhões, capital nacional (da Vale do Rio Doce) e sul-coreano. Trata-se de um bom exemplo de atração de dinheiro e da movimentação da economia em nível nacional e internacional. Para se ter uma ideia, parte da obra da usina está sendo tocada por uma construtora de Limeira, interior de São Paulo. Coisa de centenas de milhões de reais e três anos de trabalho.

Os investimentos levaram novos sotaques à região, literalmente invadida por paulistas e sul-coreanos. Eles lotam restaurantes e ocupam hotéis e pousadas inteiras (no caso da empresa de Limeira, um escritório foi construído lá). Injetam recursos na economia local. E vem mais por aí, afinal dinheiro atrai dinheiro.

Soube dia desses que quando a usina estiver funcionando terá 15 mil funcionários - um terço da população de São Gonçalo. Estas pessoas certamente não encontrarão moradias suficientes na cidade - ou seja, novos investimentos serão necessários. Eles trarão mais gente de fora, cada um carregando na bagagem sua cultura, promovendo um intercâmbio que, se bem aproveitado, enriquecerá a região em outros aspectos que não somente o econômico.

Há, portanto, perspectivas positivas para áreas do Brasil antes destinadas ao esquecimento. Como persistem desafios gigantescos. Uma situação que pode ser bem exemplificada pelas torres que crescem na capital Fortaleza e pelas palhoças que se vê a poucos quilômetros, na região metropolitana.





* As fotos são minhas e de Thiago Mettitier

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A soma dos fatores

Li numa propaganda que "carinho inspira carinho".

Eu acreditei e apostei nisto durante algum tempo. Acreditei de verdade que consideração inspirasse consideração, que amizade inspirasse amizade para além de meras palavras escritas em folhas e telas frias.

A realidade, porém, mostrou que isto nem sempre é verdade. Por vezes, carinho, consideração e amizade inspiram apenas grosserias e ingratidão.

Por sorte isto não é regra. O ser humano ainda tem jeito.

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Expo Tattoo Limeira 2013



Amigos produzindo (o vídeo)!

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Um ataque ao jornalismo e ao mundo

O Terrorism Act of 2000 já era polêmico, principalmente em seu item 7, que permite à polícia de fronteira deter pessoas sem qualquer tipo de mandado judicial no Reino Unido. Com o caso da detenção do brasileiro David Miranda, o que era polêmica virou um escândalo mundial.

Muito já foi apresentado sobre o assunto e não pretendo ser repetitivo. Gostaria apenas de enaltecer dois pontos:

1 – está mais do que claro após as mentiras que levaram à Guerra do Iraque (lembra da história das armas de destruição em massa?) e os vazamentos do Wikileaks e de Edward Snowden que a restrição de direitos civis adotada após os atentados de 11 de Setembro extrapola qualquer norma do direito internacional.

2 – está mais do que claro que, em nome do suposto combate ao terrorismo, os governos mentem e desrespeitam direitos.

A questão-chave é: o que querem esconder, afinal?

A detenção de Miranda no aeroporto de Heathrow, na Inglaterra, expôs esta questão de modo muito claro. Em tese, o Reino Unido pouco tem a ver com os vazamentos promovidos por Snowden, um ex-agente da NSA, a agência nacional de segurança dos Estados Unidos. Por mais que uma unidade britânica também tenha sido envolvida nos vazamentos, o foco é o governo norte-americano.

Por que, então, a detenção em Londres justificada por uma norma contra o terrorismo se não há suspeita alguma contra Miranda a este respeito? A resposta é mais do que óbvia: ele foi detido unicamente pela ligação com o jornalista Glenn Greenwald, de quem é namorado. Greenwald é autor das reportagens sobre a vigilância ilegal da NSA sobre cidadãos de todo o mundo.

Oficialmente, o governo britânico justificou a detenção de Miranda como uma “questão operacional da Polícia Metropolitana de Londres”. Se era uma questão meramente operacional da polícia local, por que então o governo norte-americano foi avisado com antecedência, como a própria Casa Branca admitiu?

O que está em jogo, portanto, são as liberdades individuais e a liberdade de imprensa, princípios básicos do direito internacional e de qualquer sociedade democrática – como alegam ser a norte-americana e a britânica.

Não custa lembrar que, em nome do combate ao terrorismo, um brasileiro foi assassinado no metrô de Londres anos atrás.

“Eles abusaram completamente da própria lei contra o terrorismo por razões que não têm nada a ver com terrorismo: uma forte lembrança de quão frequentemente os governos mentem quando alegam que precisam de poderes especiais para combater ‘os terroristas’, e quão perigoso é dar poderes sem limites em nome disto”, escreveu Greenwald em artigo para o “The Guardian”, jornal para o qual trabalha.

“Isto foi obviamente armado para transmitir uma mensagem de intimidação”, afirmou o jornalista. “É obviamente uma profunda escalada de ataques aos métodos da imprensa e ao jornalismo. É ruim processar e prender fontes. É pior ainda prender jornalistas que transmitem a verdade. Mas começar a deter familiares e pessoas queridas dos jornalistas é simplesmente despótico. Até a Máfia tem regras éticas a respeito de familiares das pessoas por quem ela se sente ameaçada”.

Greenwald garantiu que a tentativa de intimidação não surtirá efeito. Ou melhor: terá efeito contrário. Ele garante que manterá seu trabalho, com ainda mais ênfase.

Que assim seja!

“Cada vez que os governos dos EUA e Reino Unido mostram sua verdadeira face ao mundo (...) tudo o que fazem é ajudar a sublinhar porque é tão perigoso permitir que executem o vasto e ilimitado poder de espionagem”.

É no que acredito.

A dúvida é: a quem caberá colocar as necessárias barreiras aos aparentemente intermináveis abusos? O que fará o governo brasileiro além do tradicional “blá-blá-blá” diplomático? E os governos do resto do mundo? 

Ou esperaremos passivamente por novos Jean Charles e David Miranda?

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Lá e cá

Muita gente já deve ter ouvido sobre a comparação educacional entre Brasil e Coreia do Sul. Algo como "há 30 anos os dois países estavam no mesmo nível e hoje a Coreia tem um nível de educação (que se traduz, por exemplo, pelo número de patentes registradas) muito superior".

Pois bem: a mesma Coreia do Sul vai apresentar o primeiro caça de fabricação própria, o F-50. 

Já o Brasil terá que aposentar os já velhos Mirage e não tem dinheiro para comprar novos equipamentos militares.

Em tempo: para quem desconhece a comparação entre Brasil e Coreia do Sul no que diz respeito à educaçao e suas consequências na sociedade, recomendo a leitura de um artigo do "Jornal Opção", de Irapuan Costa Junior. Basta clicar aqui.

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O Brasil na imprensa

A home page do "The Guardian" - um dos mais importantes (e, para mim, dos mais bem feitos) jornais britânicos - trouxe nesta terça-feira, em dado momento, duas matérias a respeito do Brasil (isto, claro, sem contar a questão da detenção de um brasileiro no aeroporto de Heathrow).

As duas matérias em questão tratavam da cultura brasileira - música e gastronomia. É incrível constatar como muitas vezes a gente "descobre" nosso país por meio de publicações estrangeiras.

É o caso de "Viramundo", uma espécie de filme-documentário que traz o compositor baiano Gilberto Gil em seu tour pelo planeta para "compreender como a cultura indígena vem preservando sua cultura musical". No vídeo, classificado de "fascinante" pelo jornal, o músico brasileiro aparece conversando e tocando com compositores e artistas no Brasil, África do Sul e Austrália. 

"É uma experiência emocionante, uma pequena reminiscência de 'Buena Vista Social Club', do diretor Wim Wenders, e a música é atrativa e autêntica", escreveu o crítico Philip French, do "Guardian".



A outra matéria traz o chef Alex Atala, apresentado como o mais estrelado cozinheiro sul-americano, em sua busca pela origem de produtos que usa em sua gastronomia. Ele vai até "o coração da Amazônia" para mostrar o cultivo de uma pimenta produzida por uma tribo indígena, os Baniwa. Atala revela, assim, como a culinária é um poderoso elo entre o homem que produz e o que utiliza o produto - e como ambos carregam histórias incríveis!

O manifesto apresentado no vídeo é emocionante:



A reportagem sobre Atala, em inglês, pode ser lida aqui.

domingo, 18 de agosto de 2013 | | 0 comentários

Diálogo entre dois amigos

Reflexões sobre a vida, Limeira, o Brasil e o mundo


“Por Júpiter! A coisa está feia. O herói nacional é um argentino que aconselha a se botar mais água no feijão. E o Brasil perde até para a Suíça. Por gol contra.”
Carlos Heitor Cony, “Gol contra”, Folha de S. Paulo, Opinião, 18/8/13, p. 2

Acabei de ler que “Antigos hotéis de luxo na região central de São Paulo vão passar a ser unidades habitacionais populares”“SEU APARTAMENTO”... A pessoa não tem capacidade e nem honestidade para comprar um imóvel, mas tem grana para comprar uma tela de LED e um puta aparelho de som (repare na foto, custa uns 3 mil reais).

Moradia de graça e vida boa essa gente tem e nós, trabalhadores honestos, somos obrigados a sustentar... Essa gente que elege esse bando de lixo que está no poder.

O que me deixa mais revoltado é que eu estou há quase um ano juntando grana para comprar uma casa ou um pedaço de terra e quanto mais eu guardo, mais os preços sobem e mais eu vejo que vai ser foda conseguir, mas vou até o fim porque não tenho outra saída... Eu fico puto porque deixo de sair, deixo de comprar as coisas que quero, de trocar de carro, de comprar um celular legal, de viajar para conseguir um mísero lugar pra morar, aí essa gente invade os lugares e acaba ganhando o imóvel. O governo ainda ajuda e eles conseguem viajar, comprar aparelho de som caro...

E ainda votam nos m. que comandam e roubam o país, por isso que está tudo um lixo, é o lixo cuidando do lixo, o vagabundo, ladrão ajudando o vagabundo, ladrão... Onde vamos chegar?

Obs: um conhecido meu que mora num bairro popular me disse que a vizinha dele fica o dia todo num assentamento e à noite vai para casa, ou seja: ela tem a casa dela, mas está lá para conseguir mais uma e por sinal será a terceira casa dela nesse esquema de invasão. Ela tem um L200 e o marido um Golf... Está certo isto?

Aí eu mando uma galera pro inferno e vão falar que eu sou estressado, revoltado e culpar as músicas que eu escuto, os jogos, a bebida e até por eu não frequentar uma igreja, mas não: o governo, o sistema, as pessoas são culpadas por isso.

***

Este país cada dia mais me decepciona. Outro dia li um artigo no jornal sobre a ANS, a agência que deveria fiscalizar os planos de saúde. E sabe quem o governo tinha posto no comando? Um advogado que trabalhava justamente em defesa dos planos de saúde! É como por o lobo para cuidar do galinheiro. Aí os caras aprovam um reajuste de 9% para os planos que cada vez atendem menos num país com inflação de 5%.

Como sou muito idealista, você sabe o quanto eu sofro com isto. O que para a maioria das pessoas é uma mera discussão de bar, para mim vira algo remoendo por dias, meses, anos... Enfim, sou um idiota mesmo. Então fico pensando comigo: luto para melhorar este país ou abandono de vez?

Confesso que não sei a resposta. No meu íntimo, às vezes acho que sair seria uma certa covardia, sabe o "verás que o filho teu não foge à luta" de nosso hino? Então... Mas ao mesmo tempo penso: mudar como? Lutar vale a pena? Sei que não posso mudar o Brasil, mas podia começar melhorando minha cidade, mas você é testemunha das nossas lutas e, afinal, elas valem a pena? Não sei - e a falta de uma resposta concreta é o que mais me atormenta.

Hoje um vereador me abordou e no meio da conversa ele me disse: "Parece que em Limeira as pessoas sérias não têm... valor".

E aí você ouve isto e pensa: vale a pena? 

Ao mesmo tempo, tenho visto o trabalho que estamos buscando fazer, o quanto já avançamos... Claro que já estamos trombando com um monte de obstáculos, mas também já fico orgulhoso pelo pouco que avançamos e conquistamos.

De modo que eu tenho alternado momentos de ânimo e de desânimo com a cidade, o país, com tudo.

Enfim, o que posso dizer é: lutar ou não lutar, eis a questão. Não tenho uma resposta, mas posso dizer com certa tristeza que neste momento o pêndulo cai mais para o lado do "a luta é vã e o país não tem conserto...". Espero estar enganado.

PS: veja a pesquisa de intenção de votos divulgada domingo na “Folha”, a dona Dilma subiu e venceria. Até acho ela bem intencionada, embora considere que o governo está perdido, muito mais porque ela se viu obrigada a fazer as politicagens petistas, mas acho que este modelo já deu o que tinha que dar. Valeu FHC, valeu Lula-Dilma, o povo foi às ruas e o que a gente vê: na hora do voto vão votar na Dilma e no Alckmin de novo. Então...

***

É sério cara: por que nós absorvemos tanto as coisas né, não poderia ser um simples "Ah, eles roubaram, foda-se", "Nossa, mais um superfaturamento, que beleza não?" ou até "Nossa, a coisa está feia em nosso país, mas vai melhor"... E aí seguir para o próximo gole, para a próxima fase, não esquentar a cabeça, não absorver toda a indignação... mas infelizmente eu não consigo e me revolto muito.

É que eu sou um tonto senão já teria sumido deste país, mas também penso: até parece que em outros lugares não têm os mesmos problemas que aqui.

Então sei lá, não tenho mais esperança de nada neste país, o gigante voltou a dormir e eu só não queria continuar me estressando com estas coisas, mas não tem jeito, não consigo. Como acabei de ler: lucro do Banco do Brasil é de mais de 7 bilhões de reais... graças à carga tributária nas nossas costas, tem como não se revoltar?

Eu queria ser igual a essa gente que não quer saber de nada, não liga pra nada, é trabalho, bar, amigos e a casa (família), o resto nem ligam...

É... fodeu!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013 | | 0 comentários

Uma nova arquitetura para as cidades

Há uma boa e uma má notícia para cidades como Limeira e São Paulo – tão díspares, mas com desafios semelhantes, apenas em proporções diferentes.

A boa notícia é que ambas têm solução. Pode até parecer que não, mas São Paulo tem solução, Limeira tem solução. Quem olha para uma ou outra pode sentir distante a esperança, mas ela existe.

A má notícia é que em grande parte das vezes as soluções só surgem quando não parece mais existir luz no fim do túnel ou, dito em outras palavras, quando o caos se instala.

Um exemplo destes dois cenários, a crise e a solução, vem de Detroit. A meca da indústria automobilística nos Estados Unidos entrou numa crise profunda, fruto da derrocada da sua principal mola econômica e também de escolhas erradas feitas ao longo dos anos pelas diversas administrações. Como resultado, a cidade acaba de pedir concordata. Está à beira da falência.

É nesta mesma cidade, porém, que surgem projetos inovadores. Um deles foi descrito em excelente reportagem de Raul Juste Lores publicada recentemente pela “Folha de S. Paulo”:

Um empório instalado em um prédio art déco, um supermercado famoso pelos produtos orgânicos e galpões convertidos em escritórios e lofts foram abertos no último ano em Midtown, em Detroit. 
 As novidades no bairro lembram mais o Soho, em Nova York, do que a cidade que pediu concordata em julho, com dívidas de US$ 20 bilhões e população em baixa. 
 Resultam de ações de um grupo de empresários e ativistas que criou uma "prefeitura informal" em uma cidade cujo governo municipal estará quebrado por anos. 
 Sue Mosey, a prefeita extraoficial, dirige a ONG Midtown Inc., que quer mudar a vocação do bairro. Com apoio de 150 fundações e empresas, compra e reforma galpões, converte-os em escritórios e prédios de apartamentos e atrai empresas, supermercados e restaurantes para lá. 
 Em uma década, trouxe US$ 1,8 bilhão ao bairro. 
 "Há uma revolução demográfica no país e Detroit ficou no passado, com gente isolada nos subúrbios, fechada em shoppings", diz. "Os jovens querem morar em zonas centrais, pedalar, encontrar os amigos em bares ou cafés." 
 Até 2020, ela espera que o bairro chegue a 50 mil habitantes (de 12 mil em 2003, hoje são 26 mil). Os supermercados são parte da estratégia. 
 Com doações, a ONG está construindo uma ciclovia e bicicletários sob o programa "Midtown desmotorizado". 
 Promove shows ao ar livre, feiras de produtos orgânicos e caminhões que servem comida rápida de qualidade. Microcervejarias e tecelagens estão se instalando ali. "Há uma volta da manufatura no país, mas Detroit está sempre dez anos atrás", lamenta. 
 "Tivemos políticos terríveis, não podemos cruzar os braços e esperar a prefeitura melhorar - se pressionarmos por processos menos burocráticos na liberação de obras e na criação de novos negócios, estaremos lucrando." (...)

Correspondente da “Folha” em Washington, Lores se especializou em urbanismo. Suas reportagens mostram a importância da arquitetura para a vida nas cidades. O jornalista até mantém um blog com essa temática – o “Cidades Globais”.

Não há, definitivamente, problema sem solução. Nova York mostrou, por exemplo, que é possível combater com eficiência a criminalidade. Quem conheceu a cidade há 20 ou 30 anos e a vê hoje nota bem a diferença. Graças ao programa “Tolerância Zero”.

Nova York também tem exemplos de como mudar a paisagem de regiões degradadas. É o caso do High Line, um parque linear suspenso construído no lugar de uma antiga linha ferroviária, desativada há décadas.

Além do resultado em si, o High Line é exemplar também como método. Um “feliz encontro de uma ong obstinada, um prefeito bilionário, fazedor e que exige resultados de sua equipe e de uma iniciativa privada e uma sociedade acostumadas a não esperar tudo do governo”, cita Lores no seu blog.

Uma intervenção deste tipo inevitavelmente gera efeitos colaterais positivos. Uma das pontas do High Line fica no Meatpacking District, uma área até então ocupada por antigos galpões frigoríficos, muitos deles abandonados. Hoje, muitos destes mesmos galpões dão lugar a alguns dos mais elogiados restaurantes da cidade, que atraem público consumidor e estimulam novos negócios.



É o círculo vicioso tornando-se virtuoso.

Em São Paulo, a violência é um desafio – como também em Limeira, onde os roubos e furtos crescem assustadoramente. O transporte na capital é um caos, como também já começa a ser em Limeira, em menor escala naturalmente.

Em comum, uma e outra são marcadas por bolsões de riqueza e pobreza, extremos que provocam exclusão (quando a função de uma cidade é integrar). Ambas possuem, portanto, uma arquitetura que não funciona – e falo de arquitetura como projeto de cidade e não como um ou outro prédio. Ambas são cortadas por corpos de água (rios e ribeirão) e não sabem o que fazer com eles. Ambas tiveram nos últimos tempos administrações irresponsáveis e ineficientes.

Um problema, obviamente, está ligado ao outro. Causa e efeito.

A solução para todos têm elementos em comum: visão, vontade política, ousadia e coragem. Se faltar qualquer um destes, dificilmente algo será feito.

Em São Paulo, onde os desafios são obviamente muito maiores (como também as oportunidades), o novo prefeito Fernando Haddad (PT) tem dado sinais positivos. Recentemente, fechou em vias importantes uma “mão” para veículos e criou faixas exclusivas para ônibus.

Quando surgiram queixas, avisou sem titubear: é melhor começar a repensar o uso do carro na cidade. Deixou clara sua opção: o transporte público. E mostrou-se consciente do tamanho da briga que resolveu comprar: “Não é simples mudar uma cultura. Se fosse, alguém já teria feito”, disse.

A decisão de Haddad é um exemplo da união necessária de visão, vontade política, ousadia e coragem. Como foi o projeto “Cidade Limpa”.

Num artigo de dezembro de 2008, escrito para a Urban Age, Lores cita alguns erros e soluções tendo São Paulo como objeto de análise.

Um dos pontos citados por ele passa pela decisão tomada agora por Haddad - as “obras viárias (...) são destinadas para o automóvel, nunca para o transporte público. São um recado claro: use seu carro porque se você depender de metrô ou ônibus, você estará em péssima situação”.

No artigo, o jornalista mostra que eventuais obstáculos – como a feroz especulação imobiliária - podem ser usados a favor das cidades (como no ditado de fazer do limão uma limonada).

Com base no texto de Lores, algumas medidas podem ser sugeridas para melhorar as cidades:

- preferência pelo transporte público (efetivamente, não com melhorias pontuais; é preciso refrear investimentos em novas ruas e avenidas e transferir o dinheiro para o transporte coletivo).

- exigir contrapartidas sociais e urbanas para aprovação de prédios (praças, jardins e recuos na própria área da edificação).

- estimular a circulação de pedestres (são as pessoas que fazem a vida das cidades). Como escreve Lores, “avenidas precisam ter corredores de restaurantes, bares, lojas, farmácias e livrarias nos térreos dos espigões, que mantenham gente dia e noite ocupando as calçadas e exercendo a vigilância social”.

Não custa lembrar que, em Limeira, uma das únicas avenidas com calçadas largas, a Saudades, no Centro, é alvo frequente de queixas em razão da presença de pessoas à noite nos bares e restaurantes.

- aumentar as calçadas para estimular a convivência nas ruas, ainda que tomando espaço dos carros – já sugeri ao prefeito de Limeira, Paulo Hadich (PSB), aumentar as calçadas ao redor da Praça Toledo Barros, no Centro, reduzindo uma faixa para os veículos. Isto poderia ser feito inicialmente aos finais de semana de modo experimental, até que as pessoas se acostumem. Ao mesmo tempo, seria preciso estimular o comércio, inclusive noturno, para que a área não fique abandonada.

- criar normais municipais que exijam de grandes empreendedores a adoção de áreas verdes na redondeza de seus empreendimentos. O mesmo tipo de parceria pode ser feito em relação a outros projetos. Em Barcelona, cita Lores, a determinação da retirada de publicidade foi acompanhada de permissões temporárias de outdoors nas fachadas de prédios históricos. Quem explorava os outdoors? As empresas que patrocinassem a reforma dos prédios.

- estimular, por meio de leis (e possíveis incentivos fiscais), a ocupação de áreas hoje abandonadas por atividades que atraiam pessoas, como ateliês, bares e determinados tipos de comércio.

- estimular a ocupação residencial do Centro, mas não basta apenas “instalar moradores humildes com nenhum poder aquisitivo” porque isto somente criará demandas sociais na área.

- promover concursos de arquitetura para atrair mentes pensantes e obter soluções para a cidade de modo barato (ganha-se vários projetos mediante uma determinada premiação). Quem sabe um Marcos Boldarini não aparece em Limeira para fazer projetos de moradia popular? Afinal, a “arquitetura não é item supérfluo”, como escreveu Lores num artigo para a “Folha” em novembro de 2011.

Estas são algumas sugestões. Muitas outras medidas devem ser pensadas e adotadas.

O importante é entender que São Paulo tem conserto, Limeira tem conserto. Este conserto pode até ser feito independentemente do poder público, como no exemplo de Detroit, mas se houver sinergia e parceria tudo fica mais fácil.

Então, basta querer(em). E mãos à obra!

PS: o governo Hadich possui em seus quadros jovens arquitetos, com experiência em urbanismo, que podem contribuir decisivamente para “redesenhar” Limeira, além de atrair gente pensante para a cidade. Este trabalho, porém, terá que ser feito quase que de modo voluntário – e até fora do expediente talvez - tamanha a demanda de trabalho que cada um tem nas áreas que coordenam na administração.

Por que não criar uma espécie de ONG (organização não-governamental) para pensar soluções para a cidade? Uma ONG que surgisse sem vícios e sem outros interesses que não o desenvolvimento efetivo de Limeira (e não de algumas de suas camadas, como se vê em organizações já existentes).

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PT + PSDB = sujeira

Para o PT o julgamento do mensalão é uma armação. Para o PSDB, na investigação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica em torno do propinoduto alimentado por grandes empresas de equipamentos em São Paulo, o órgão vem "se comportando como polícia política". As duas condutas são radicalizações teatrais que tentam blindar hierarcas metidos em maracutaias.

(...) O PSDB diz que o PT protege corruptos e o PT diz que o protetor de corruptos é o PSDB. E se os dois estiverem certos? Desacreditam e corroem tanto a política como a própria democracia. (...)

Fonte: Elio Gaspari, “O PSDB e o PT minam a democracia”, Folha de S. Paulo, Poder, 12/8/13.

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A cidade que nunca dorme



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