sexta-feira, 9 de setembro de 2011 | | 0 comentários

"25 anos de uma conquista" - parte 6 (final)


* Quem perdeu alguma reportagem da série pode vê-la aqui: abertura, atacantes, histórias, Martorelli e Silas.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011 | | 0 comentários

Só uma constatação

Limeira sempre teve fama de ótima madrasta e péssima mãe.

Infelizmente, exemplos não faltam para corroborar esta triste constatação.

É preciso registrar, porém, que a mesma Limeira que critica tal aspecto também o apóia (ainda que indiretamente). Os mesmos limeirenses que atacam as desonestidades vistas nesta terra ajudam a bancar os desonestos que aqui caem de paraquedas.

Até que um dia se vejam enganados ou roubados, como já aconteceu.

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"25 anos de uma conquista" - parte 5


* Para ver as quatro primeiras reportagens, basta checar as postagens anteriores.

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Previsões sombrias (as eleições de 2012)

Há um ano da eleição municipal, o prefeito de Limeira, Silvio Félix (PDT), colhe os frutos – ou paga o preço – do seu estilo centralizador: não tem um sucessor natural. O nome mais cotado até o momento, o do vereador Eliseu Daniel dos Santos, esbarra numa questão crucial: o parlamentar não esconde de ninguém que quer deixar o PDT de Félix, com quem rompeu na eleição de 2010.

Ou seja: caso Eliseu não encontre um rumo e Félix se veja obrigado a apoiá-lo, todos saberão que será um apoio forçado, de parte a parte.

O xadrez eleitoral tem outras peças conhecidas. No ninho tucano, insiste-se no nome do ex-prefeito Pedro Kühl. Alvo de problemas judiciais (foi condenado e ficou inelegível), Kühl carrega ainda o fardo de ter renunciado ao mandato de prefeito em 2001 para uma aventura que todos sabiam arriscadíssima (candidatar-se a deputado federal).

Além disso, Kühl teria que apresentar propostas inovadoras, visto que seu sucessor foi derrotado justamente por Félix em 2004. O que faria os limeirenses crerem que o ex-prefeito teria algo de novo a mostrar?

Em tempo: na ânsia para destronar Félix, muitas pessoas correram até Kühl, como se o ex-prefeito não tivesse feito um governo tímido, com poucos resultados na área econômica, envolto em suspeitas (basta lembrar a CPI do Asfalto) e sem transparência.

Também no jogo, o empresário Lusenrique Quintal (PSD) tem uma missão difícil: mostrar de que lado está. Crítico feroz do governo Félix, teve o apoio de Kühl em 2008. Mais recentemente, passou de crítico a apoiador do prefeito pedetista. Agora, posa ora como oposicionista, ora como aliado. Ora faz críticas, ora aparece ao lado do prefeito. Por enquanto, quer mais aparecer do que fazer política comprometida com o futuro da cidade.

O vereador Mário Botion nunca escondeu seu desejo de ser candidato a prefeito. Para isso, largou o PR e embarcou no PMDB. Uma jogada arriscada, já que as manobras para acomodá-lo na nova sigla acabaram por afastar muitos peemedebistas históricos – e todos sabem que sem apoio ninguém vence uma eleição.

O também vereador Paulo Hadich (PSB) trabalha nos bastidores, um trabalho de “formiguinha”, quase um corpo a corpo que pode lhe render resultados. As alianças, porém, serão fundamentais.

O PT ainda é uma incógnita. Não tem um nome forte para a disputa, mas como resiste historicamente a alianças com siglas mais ao centro, pode tentar uma candidatura própria – suicida como sempre.

E tem também o tal grupo suprapartidário que, de tão heterogêneo, mais parece um balaio de gatos com finalidade incerta (sem considerar o que se diz publicamente porque isto não tem valor).

Estratégias à parte, muita água ainda vai passar por debaixo da ponte. Independentemente do que virá, porém, um fato é certo: quase a totalidade das eventuais candidaturas repete a fórmula do “mais do mesmo”. Inclusive nos apoios sombrios de bastidores.

Isso significa que, muito provavelmente, Limeira continuará nas mãos dos mesmos grupos que há anos alternam-se no poder. Grupos envoltos em ações pouco republicanas, para dizer o mínimo.

Não se deve esperar, portanto, um salto de qualidade na administração da cidade. Ainda que alguns nomes pareçam novos, os acordos já nascem viciados.

Pobre Limeira...

terça-feira, 6 de setembro de 2011 | | 0 comentários

"25 anos de uma conquista" - parte 4


Para acompanhar as três primeiras reportagens, basta checar as postagens anteriores.

sábado, 3 de setembro de 2011 | | 0 comentários

25 anos


Quando acordei na manhã daquela quinta-feira, 4 de setembro de 1986, repeti tudo o que fazia rotineiramente. Tomei café, banho, troquei de roupa e fui para o grupo escolar “Brasil”. Quando lá cheguei, percebi que havia algo diferente no ar. Éramos centenas de crianças, como de costume, mas existia um alvoroço além do normal. Já na classe, soubemos que não haveria aula. Fora decretado ponto facultativo, uma espécie de feriado fora de hora. Motivo: o time da cidade tinha sido campeão paulista na noite anterior.

Com 9 anos de idade, ainda não entendia bem o “tamanho” daquilo. Sabia que um título sempre era motivo de festa, fosse qual fosse, mas daí a suspender as aulas... Por determinação da professora, tivemos que aprender rapidamente a entoar o hino do time. “Vai chegando o Leão da Paulista e o gramado se faz mais feliz...” O compromisso do dia seria um só: desfilar pela cidade, civicamente, unindo-nos à festividade que agitava a área central e enebriava milhares de limeirenses.

Meio que movido pelo impulso, disse para a professora – naquela época ainda “tia” – que eu tinha em casa uma faixa de campeão. Fomos até lá buscá-la. Em seguida, partimos em fila, como costumávamos fazer nos passeios fora da escola, felizes pelo Centro de Limeira, cantando e repetindo para os quatro cantos: “É campeão! É campeão!”

Hoje, 25 anos depois, estas cenas permanecem na minha memória – e acredito que estarão por todo o sempre. Frescas como se tivessem sido vividas nesta manhã. Vivas como um filme recém-lançado. Vibrantes e heroicas como foram na ocasião. São daquelas experiências na vida que não se apagam jamais.

Quem não acompanha esporte, não torce por nenhum time nem criou esta relação lúdica e maluca com uma “camisa” talvez tenha dificuldade para entender o significado daquela conquista e deste jubileu de prata. Ainda assim, muitos que não acompanhavam futebol entenderam naquele dia que havia algo extraordinário. Afinal, era a primeira vez em mais de oito décadas que uma equipe considerada “pequena”, caipira, chegava ao topo. Pela primeira vez, um time do interior derrubava um “grande” da Capital e conquistava o título do Campeonato Paulista. E isto não era pouco!

Rever esta história 25 anos depois, olhar arquivos de jornais e revistas, reforçou-me a noção do tamanho daquela conquista. Ouvir personagens daquela história reforçou-me a ideia de que, na vida, vitórias e derrotas ensinam lições. Mostrou-se que a linha que separa o sucesso do aparente fracasso é muito mais tênue do que qualquer um de nós pode imaginar. Lembrou-me que nós somos protagonistas de nossa própria história.

E naquela noite de quarta-feira, 3 de setembro de 1986, diante de um Morumbi lotado, uma página importante - e inédita - da história do futebol estava sendo escrita. Um gol de Kita aos 5 minutos do segundo tempo, outro de Tato aos 9 e a Internacional de Limeira sagrava-se campeã paulista. A festa começou ali mesmo, no gramado. Invadiu a madrugada. Chegou às escolas na manhã seguinte. E perdurou por todo aquele dia e pelos dias seguintes e por muitos outros que vieram e ainda virão...

PS: este texto é uma homenagem a todos que ajudaram a escrever este capítulo memorável da história da Inter, de Limeira e do futebol nacional. Homens e mulheres protagonistas e anônimos, que vibraram, torceram, ajudaram com algo. Não quis citar nomes – seria um desatino. Afinal, aquela vitória foi de todos nós! 




*A imagem que abre esta postagem foi retirada do site oficial da Inter. As do jornal são do acervo da "Folha de S. Paulo".

** Para ver as três primeiras reportagens da série que preparei para a TV Jornal sobre o jubileu de prata do título inédito de 1986 basta checar as postagens anteriores ou clicar aqui, aqui e aqui.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011 | | 0 comentários

"25 anos de uma conquista" - parte 3




PS: as duas primeiras reportagens estão nas postagens anteriores.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011 | | 0 comentários

"25 anos de uma conquista" - parte 2


PS: a parte 1 da série de reportagens pode ser vista aqui.

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Frase

“As redes sociais estão fazendo as marcas se comunicarem de maneira mais humana, sem aquele oba-oba marquetês. O Twitter e o Facebook são o SAC exposto em praça pública. Não há nada pior do que um cliente mal atendido com o poder de disseminação da internet. Se o cliente gosta da marca, divulga com uma vontade enorme. Mas, se não está satisfeito, é capaz de um estrago absurdo. Esse pra mim é o grande fascínio da propaganda hoje, a rapidez do retorno, para o bem e para o mal.”
Marcello Serpa, sócio e diretor-geral de criação da AlmapBBDO, em entrevista à “Folha de S. Paulo” (para ler a íntegra, clique aqui – é preciso ter senha do jornal ou do UOL)

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“Test drive”


Não sei qual eu compro, estou em dúvida quanto à cor…

E aí Danilão?

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O futuro das cidades

Entrevista com o diretor de desenho urbano da Prefeitura de Nova York, Alexandros Washburn.

Folha - São Paulo pretende adensar as áreas centrais para aproximar as pessoas dos empregos e da infraestrutura que já existe. A cidade não vai se tornar desagradável, cheia de prédios altos?
Alexandros Washburn -
 Não é agradável caminhar pela Quinta avenida? Não há nada de errado com prédios altos. A questão é como esses prédios se encontram com a rua. Aqui você tem uma regra que diz que os prédios devem ser recuados. Mas aí o que você tem é rua fechada com muros e grades.

Folha - E como deve ser?
Washburn - O muro da rua tem que ser feito do tecido dos prédios, com lojas, janelas nos primeiros andares. Você tem que sentir que as extremidades da rua estão abertas para você. E que as pessoas estão olhando para você. É preciso projetar desde a linha de um prédio à do outro. Em vez de recuar o prédio cinco metros, construir direto na calçada. Deixa uns três metros livres na calçada. E aí põe uma árvore, depois a guia. E então decide: vou pôr uma ciclovia ou vou pôr os carros para estacionar aqui? Alguém precisa desenhar isso. Hoje, está por conta própria.

Folha - Nova York enfrentou resistência dos moradores para implementar a ciclovia do East Side?
Washburn - Tem havido um pouco de resistência. Mas isso é parte do processo de compreensão de como a mistura da via com as bicicletas funciona. Em minha perspectiva, o pedestre é o mais importante. Caminhar é a atividade mais importante na cidade. Tanto pelo lado cultural como pela sustentabilidade. Nova York tem muita sorte por lutar por ótimas ruas. Você conhece a música "Empire State of Mind", da Alicia Keys? É sobre caminhar em Nova York. Tem outra do Frank Sinatra. As ruas de Nova York são tão boas para andar que as pessoas escrevem músicas sobre isso.

Folha - O que torna a cidade "caminhável"?
Washburn - Entre os edifícios, há uma quantidade limitada de metros. Então é preciso decidir quantos metros para caminhar, quantos metros para árvores, quantos metros para bicicletas, para carros. Decidir que o pedestre é o foco é uma decisão política importante para a cidade. É por isso que Nova York é uma cidade vibrante. Caminhar na rua em Nova York é minha experiência favorita. O espaço público é muito importante para construir confiança entre as pessoas de todas as classes e etnias.

Folha - Como colocar o pedestre em primeiro lugar em uma cidade projetada para carros, como São Paulo?
Washburn - Cidades são projetos de longo prazo. Os carros estão em primeiro lugar há 50 anos. Agora é a vez do pedestre. É uma questão de equilíbrio, não de eliminação. Quando você toma a decisão de colocar o pedestre em primeiro lugar, você adota um ponto de vista. Você vê os problemas através dos olhos de um cidadão caminhando pela rua. Não são soluções mutuamente exclusivas. Por exemplo, como pedestre, é bom ter carros parados paralelamente à calçada. Eles formam uma barreira ao movimento da rua. Carros e pessoas podem andar juntos, mas a questão é perguntar primeiro ao pedestre.

Fonte: Vanessa Correa, “Caminhar é a atividade mais importante nas cidades”, Folha de S. Paulo, Poder, 29/8/11.

* Para ler a íntegra, clique aqui (é preciso ter senha do jornal ou do UOL).

***

Cerca de 2.500 pessoas se reuniram na praça Vinicius de Moraes, em frente ao palácio do governo do Estado, no Morumbi, para protestar no fim de semana contra a violência e clamar por segurança. Foi provavelmente o maior ato público (e talvez o primeiro) patrocinado pelos moradores dessa parte rica da cidade.

O Morumbi se consolidou como bairro nobre - ou bairro "mais esnobe" - de São Paulo entre o final de 1960 e o início de 1970. Foi para lá que correu uma certa elite, a "elite do Milagre", fugindo do convívio urbano e dos problemas da cidade.

Com seus palacetes escondidos atrás de muros altíssimos, fortalezas de morar, o bairro se desenhou como sintoma e reação à inviabilidade da vida civilizada em São Paulo. O sonho do exclusivismo, da ostentação e da segregação social tinha naquela arquitetura de novo-rico, ao mesmo tempo monumental e sombria, a sua materialização.

É até irônico que a primeira residência do bairro tenha sido a Casa de Vidro, projetada por Lina Bo Bardi no início dos anos 1950 - um marco da arquitetura moderna paulistana e da sua ambição de se integrar simbioticamente à natureza. A evolução do Morumbi pós-1970 tratou de moer essa pequena utopia privada e outras ilusões.

O fato é que o bairro também já deixou faz tempo de ser a ilha da fantasia do novo-riquismo paulistano. A cidade real, com suas tensões e mazelas, o engolfou em poucas décadas: o trânsito local é muito ruim, a região foi povoada por favelas, as ruas sinuosas onde se enfileiram mansões à venda parecem mais inóspitas do que pacatas.

Muito longe de estar entre os lugares mais violentos da cidade, o Morumbi também não está no topo dos mais seguros. Até julho, registrou mais roubos de carros e roubos em geral do que Pinheiros e Perdizes, para citar dois exemplos.

A ascensão e a decadência histórica do bairro - à luz daquilo que aspirava- não deixam de ser um retrato do progresso à paulistana.

Fonte: Fernando de Barros e Silva, “O grito do Morumbi”, Folha de S. Paulo, Opinião, 31/8/11, p. 2.

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"25 anos de uma conquista" - parte 1

Para quem pediu, para quem não viu, para quem quer rever, segue a primeira reportagem da série especial que preparamos na TV Jornal para comemorar o jubileu de prata do título de campeã paulista de 1986 da Internacional de Limeira, a primeira conquista de um time do interior:



* Mais detalhes sobre a série podem ser lidos aqui.

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"O decoro que falta"

Como até os azulejos de Athos Bulcão na Câmara dos Deputados já previam, foi absolvida ontem Jaqueline Roriz. Eleita no ano passado pelo PMN de Brasília, ela ganhou notoriedade em março último quando ficou conhecida uma gravação na qual aparece recebendo um maço de dinheiro.

Para salvá-la da cassação, a maioria dos deputados levou em conta que as imagens eram de 2006. Portanto, de antes do exercício de seu mandato.

Ao abraçar esse sofisma, a Câmara desce mais um degrau na escala de sua credibilidade. Embora tenha ocorrido em 2006, é verdade, o fato só ficou conhecido neste ano. São de agora os seus efeitos e o dano para a imagem do Poder Legislativo. E o pior de tudo: os eleitores de Jaqueline Roriz a escolheram sem ter acesso a essas imagens.

Pela lógica torta dos deputados pró-Jaqueline, nada deveria acontecer se a Câmara descobrisse hoje que um de seus integrantes cometeu há dez anos um assassinato ou crimes de pedofilia. Se foi no passado, tudo está perdoado.

Não é a primeira vez que o espírito de corpo prevalece no Congresso. Essa tem sido a praxe. Alguns ali argumentam até sobre a necessidade de transferir para o Supremo Tribunal Federal o poder de julgar processos como o de Jaqueline Roriz. Seria uma saída macunaímica. Um misto de preguiça, covardia e falta de responsabilidade.

A laborfobia dos deputados se expressa nos cerca de seis meses gastos na análise de imagens autoexplicativas. Daí para a falta de coragem é um pulo. Por fim, terceirizar o julgamento equivale a produzir uma crise política com data marcada. Na primeira cassação via STF o Congresso se insurgiria.

Qual é problema de um deputado votar para cassar um colega flagrado recebendo dinheiro? Nenhum. A não ser quando o próprio político teme ser o próximo réu. Nessas horas, o decoro que falta protege todo tipo de desvio.

Fonte: Fernando Rodrigues, "Folha de S. Paulo", Opinião, 31/8/11, p.2.

terça-feira, 30 de agosto de 2011 | | 0 comentários

Um carro

No estacionamento, fiquei em dúvida entre estes dois...


... aí escolhi o da esquerda...





... para fotografar e sonhar (porque fotografar e sonhar ainda não custam nada).

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Direto da Câmara Federal...

Frases retiradas de reportagem da Agência Câmara sobre o arquivamento do processo disciplinar contra a deputada Jaqueline Roriz (PMN-RJ). Ela foi absolvida com 265 votos contra a cassação e 166 a favor – 20 deputados se abstiveram (para ler mais, clique aqui):

“Não encontrei uma palavra sequer dizendo que o Plenário desta Casa possa julgar alguém por falta de decoro parlamentar antes de ser parlamentar. Se não há uma lei para julgarmos uma colega, não seremos nós que vamos inventar essa lei no dia de hoje.”
Vilson Covatti (PP-RS)

“Recentemente, o Supremo Tribunal Federal rejeitou a anterioridade da Lei da Ficha Limpa, mas, nesse caso específico, se ela perdesse o mandato, isso valeria para agora? Precisamos ter uniformidade jurídica nesse País.”
Dr. Carlos Alberto (PMN-RJ)

“Foi uma vitória de um voto que não foi assumido. Os partidos não orientaram a votação e os deputados se protegeram com o voto secreto.”
Chico Alencar (PSOL-RJ)

“Isso foi um escárnio, até porque o relatório do deputado Carlos Sampaio foi contundente e as provas, explícitas.”
Ivan Valente (PSOL-SP)

“A decisão de hoje mostra que a Câmara virou as costas para a opinião pública. O papel do Legislativo é defender seu eleitor e não agir com espírito de corpo. (...) O voto sigiloso é a matriz de uma indústria de impunidade na Câmara.”
Reguffe (PDT-DF)

“Ela fez um papel de vítima, mas as vítimas reais são as pessoas que precisam de políticas públicas e não têm porque o dinheiro foi parar na bolsa de alguém. A Câmara diz que não interessa o crime, mas quando ele se deu, e isso sim é um precedente perigoso.”
Erika Kokay (PT-DF)

“Por que o Conselho de Ética vota abertamente e nós votamos de forma secreta? Temos o manto do voto secreto para absolver um deputado depois de todos os fatos analisados pelo conselho?”
Vanderlei Macris (PSDB-SP)

“Isso é muito ruim, o caso é grave e tinha materialidade. Cassando ou não cassando, a imagem da Câmara sempre será afetada.”
Lincoln Portela (PR-MG)