A pergunta que
mais ouvi hoje foi: “Quem venceu o debate?”
quarta-feira, 8 de agosto de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 20:32 | 0 comentários
"Quem venceu o debate?"
segunda-feira, 6 de agosto de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 20:58 | 0 comentários
Imprensa na rua
Uma das marcas dos Estados Unidos, as famosas máquinas de jornal continuam pelas ruas em muitas cidades - por mais que a imprensa escrita esteja em crise financeira por lá.
Em alguns locais, elas são tantas que complementam a paisagem de modo relevante, conferindo um colorido especial ao cinza das ruas.
Eis dois exemplos em Washington D.C.:
E outro em Chicago:
* As fotos são minhas e de Carlos Giannoni de Araujo
Marcadores: curiosidade, EUA, Imprensa, jornais
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 20:41 | 0 comentários
Frase
"O jornalista perdeu o olhar crítico. Por isso que se preocupam com a Internet e não com o próprio jornal."
Janio de Freitas, jornalista e colunista da "Folha de S. Paulo", em entrevista ao programa "Roda Vida" (TV Cultura) desta segunda-feira (6/8)
Marcadores: frase, Janio de Freitas, jornalismo
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 20:37 | 0 comentários
Telejornalismo em questão
Renovar o jornalismo de TV, ousar, enlouquecer a concorrência, incomodar poderosos, remar na contracorrente. Essas são as intenções de um telejornal fictício, base da trama do seriado americano "The Newsroom", sensação nos EUA, agora na TV a cabo do Brasil.
Criação de Aaron Sorkin, o mesmo da série "The West Wing" e do filme "A Rede Social", "The Newsroom" não deixa ninguém indiferente. É cultuado com intensidade, e odiado também. Para jornalistas, assisti-lo vira hábito compulsivo (ainda mais para os de TV, meu caso).
Mas "The Newsroom" não surgiu do nada, a partir de algum "insight" genial do criador Sorkin (sujeito intragável, garante quem já esteve frente a frente com ele). Deve muito, e não sei se isso foi devidamente notado, a uma série inglesa exibida em 2011 pela BBC: "The Hour".
Assim como em "The Newsroom", em "The Hour" uma equipe de jornalistas muito jovens, chefiados por uma mulher, é chamada a criar uma atração inovadora. Em "The Newsroom", um telejornal diário. Em "The Hour", um programa semanal, com as principais notícias do período.
(...) Em "The Hour", os jornalistas repetem em todo episódio: "Não queremos entediar o espectador". O que não significa apelar para sensacionalismo ou banalidades. Vivem em tempos turbulentos, perfeitamente refletidos no programa. Falam da crise do canal de Suez, da invasão da Hungria pelas tropas soviéticas, dos titubeios do governo conservador de Anthony Eden.
No jornal fictício de "The Newsroom", a série americana, não há preocupação com formatos atraentes. Seus jornalistas se veem como arautos de uma missão que julgam civilizadora. "Notícia importante é notícia útil na hora de votar", sentencia, logo no primeiro capítulo, a editora-chefe. Ou seja: só cobrem política e economia, e na base de muita falação.
Fonte: Álvaro Pereira Júnior, "Notícias na TV", Folha de S. Paulo, Ilustrada, 4/8/12.
Não, os Estados Unidos não são o melhor país do mundo. Estão em sétimo lugar em taxa de alfabetização, 27º em conhecimento de matemática, 22º em ciência, 49º em expectativa de vida, 178º em mortalidade infantil, terceiro em renda per capita, quarto em força de trabalho e exportações.
Lideram o mundo apenas em três categorias: porcentagem de cidadãos encarcerados, número de adultos que acreditam que anjos são reais e em gastos de defesa -despendem mais que os 26 países seguintes somados, 25 dos quais são seus aliados.
A ideia acima é do personagem Will McAvoy, exposta durante palestra a estudantes de jornalismo. Até ali um âncora anódino, chamado pelos pares de "Jay Leno do jornalismo" por sua capacidade de não desagradar ninguém, ele resolve se despir da mediocridade e começar a fazer telejornalismo para valer.
Assim se inicia a série "The Newsroom" (a Redação, em inglês), que o canal de TV paga HBO passa a exibir aos domingos no Brasil a partir de hoje, às 21h. Criada por Aaron Sorkin, de "The West Wing" e roteirista do longa "A Rede Social", conta os bastidores de um telejornal fictício com notícias de verdade.
No primeiro episódio, fala-se do vazamento de óleo no golfo do México, de abril de 2010. No terceiro, da ameaça de explosão de um carro-bomba na Times Square, em Nova York, no mês seguinte.
As situações reais são pano de fundo para que a qualidade do telejornalismo dos EUA seja discutida de maneira criativa e provocadora. A tese de Sorkin é que, ao buscar audiência a qualquer preço, os programas se tornaram mais superficiais e emburreceram os espectadores.
Num dos episódios, depois de fazer um comentário engraçadinho sobre a política Sarah Palin, McAvoy (Jeff Daniels) pede desculpas no ar. Não apenas pelo erro, mas por anos de desinformação:
"Sou líder numa indústria que errou resultados de eleições [Bush x Gore, 2000], exagerou ameaças terroristas [Guerra do Iraque, 2003], inflou controvérsias e deixou de noticiar mudanças tectônicas em nosso país, do colapso do sistema financeiro [em 2008] a quão fortes nós realmente somos diante dos desafios que temos".
Fonte: Sérgio D´Ávila, "No calor da hora", Folha de S. Paulo, Ilustrada, 5/8/12.
Marcadores: crítica, série, telejornalismo, TV
domingo, 5 de agosto de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 20:45 | 0 comentários
Museu Biológico do Butantan
Marcadores: Butantan, museu, reportagem, telejornalismo, TV Jornal
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 20:41 | 0 comentários
Novas e velhas plataformas do jornalismo (2)
Ken Doctor
faz jus ao título de guru da indústria jornalística americana.
Marcadores: jornalismo, Ken Doctor, tablet
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 20:30 | 0 comentários
"Dois legados"
Dois mitos
do século 20 morreram em Los Angeles num dia 5 de agosto: Carmen Miranda, em
1955, aos 46 anos, e Marilyn Monroe, em 1962, aos 36. Eram fenomenais, maiores
que a vida e foram vítimas, ambas, de anos de abuso de substâncias legais, mas
letais. Deixaram um imenso legado artístico e são cultuadas hoje por pessoas
que nem eram nascidas quando elas partiram. A forma como se administra seus
legados é que difere.
Marcadores: Carmen Miranda, Marilyn, Ruy Castro
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 20:24 | 0 comentários
Inversão de valores: a ética no banco dos réus
Então
ficamos assim: o ministro José Antonio Dias Toffoli - um dos 11 decisivos votos
do STF (Supremo Tribunal Federal), a mais alta corte do Judiciário – não se
considerou impedido de participar do julgamento do chamado “mensalão”, iniciado
na última quinta-feira (2/8).
Marcadores: Brasil, Dias Toffoli, ética, julgamento, Justiça, mensalão, STF
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 11:17 | 0 comentários
Ameaças a jornalistas de Limeira chegam à SIP
As ameaças a jornalistas de Limeira durante o processo de cassação do ex-prefeito Silvio Félix (PDT), em apuração no Ministério Público, repercutiu agora na SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa). A questão aparece em relatório elaborado durante reunião da organização em abril em Cádiz, na Espanha.
O documento enumera os fatos mais relevantes do período. Entre eles, cita:
"18 de janeiro de 2012 - Jornalistas de Limeira (estado de São Paulo) foram ameaçados de morte por meio de correspondências eletrônicas após cobrir investigações do Ministério Público Estadual sobre familiares e pessoas ligadas ao prefeito da cidade, Silvio Félix (PDT). Os e-mails intimidatórios exigiam que repórteres da Gazeta de Limeira, do Jornal de Limeira e da TV Jornal parassem de noticiar as denúncias de enriquecimento ilícito que pesam contra familiares de Félix."
Marcadores: jornalismo, jornalista, Limeira, Silvio Félix
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 10:26 | 0 comentários
Muito ouro!
Na novela "O Clone", de Gloria Perez, exibida pela TV Globo em 2001-02, havia uma personagem infantil interpretada pela atriz Carla Diaz - a Khadija - que tinha um bordão que fez sucesso. Vira e mexe ela dizia querer "mutcho oro, mutcho oro".
Andando por alguns dos principais museus dos EUA e Canadá em abril último, constatei que esse negócio de gostar de ouro não é coisa de agora. O povo antigo também era chegado no dourado reluzente. Bem chegado, aliás.
No Metropolitan Museum, em Nova York:
No Field Museum, em Chicago, ouro bruto:
É, esse povo antigo não era bobo, não!
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 09:50 | 0 comentários
Direto do túnel do tempo
Quem quiser brincar
pode se queimar
é sempre assim
até o fim
e nunca vai mudar
Chega de sonhar
O game é pra valer
Quem vai ganhar, quem vai perder
O tempo vai mostrar
("Transas e Caretas", cantada pelo Trio Los Angeles)
PS: este é o trecho da música de abertura de uma novela que fez muito sucesso nos anos 1980, na TV Globo, cujo título é homônimo ao da canção.
Marcadores: música
quinta-feira, 2 de agosto de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 11:28 | 0 comentários
Você costuma ser prático?
Tenho medo da palavra "prático". Sempre me parece que o que é prático nos tira alguma coisa.
Acho que tudo começou no dia em que cheguei da escola e vi cortado o abacateiro do quintal da minha infância.
"É mais prático. Suja muito" - disse minha avó.
Eu não podia acreditar. Já não bastava terem cimentado o gramadinho onde eu fazia incríveis florestas, agora eu teria apenas aquele toco no meio do cimento para sentar. Francamente! Não gosto do que é prático. Prático me parece mínimo, sem detalhes. E Deus mora nos detalhes.
No mês passado, estive em temporada no centro do Rio. Fazia tempo que eu não andava por lá. Tentei achar um restaurante onde eu costumava ir almoçar com meu pai. Era uma dessas tabernas da Lapa, pequenas, baratas e com comida maravilhosa - vinda de uma senhora portuguesa escondida na cozinha.
Procurei loucamente pelas ruazinhas atrás da Cinelândia e quis gritar de alegria quando vi o mesmo letreiro ainda na porta.
O lugar era o mesmo, mas tinha sido azulejado, os quadros, retirados das paredes e a comida, agora, era cobrada a quilo. Uma fila para servir, outra para pesar, bandejas, talheres ensacados, sachezinhos de sal e nem sequer um caldeirão de caldo verde ou uma lasca de bacalhau que fosse no bufê.
Achei que tinha mudado o dono e apenas mantido o nome, mas, quando olhei pelo quadradinho que dava pra cozinha, lá estava, curiosamente, a mesma senhora, castigada pelo tempo e pelo que é mais prático e econômico.
Lembrei-me da minha avó. Também prática. Também portuguesa. Quando mandou cortar o abacateiro ainda fazia sua própria massa de pastel. Viva fosse, talvez já tivesse se rendido à massa pronta, comprada no supermercado. Teria meu perdão. Quem pode resistir ao que é mais prático e econômico num mundo que justifica tudo pelo custo e pela eficiência?
Mas será que preciso mesmo ficar sacudindo travesseirinhos de sal úmido pelas mesas? Não consigo dizer porque uma coisa tão banal me provoca tanto mal-estar, mas sei exatamente o conforto que me dá um guardanapo de pano furadinho num restaurante decadente que não se rendeu ao bufê a quilo.
A felicidade não é prática e econômica. A felicidade mora nos becos. Quer coisa mais prática e econômica do que uma sala iluminada por uma lâmpada fluorescente? Quer coisa mais triste?
Se tivesse ido ao restaurante para jantar, acho que choraria na calçada.
Fonte: Denise Fraga, "Precisar, não precisa", Folha de S. Paulo, Equilíbrio, 24/7/12.
Marcadores: comportamento, Denise Fraga, reflexão
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 11:28 | 0 comentários
Luzes das cidades
Luzes limeirenses (região do Jardim Morro Azul):
Luzes cariocas (favela da Rocinha vista a partir de São Conrado):
Marcadores: fotos, Limeira, Rio de Janeiro
quarta-feira, 1 de agosto de 2012 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 22:04 | 0 comentários
A multiplicação das refeições
Os números impressionam: praticamente todos os alunos de
pelo menos dez CIs (Centros Infantis) de Limeira repetiram a refeição servida
na merenda praticamente todos os dias em fevereiro deste ano.
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 20:15 | 0 comentários
No ar!
Durante recente giro pelos EUA e Canadá, o jornalista Carlos Giannoni de Araujo e eu flagramos vários colegas de profissão pelas ruas (ou, melhor dizendo, os prédios e os veículos dos colegas de profissão).
Em Atlanta, no Philips Arena, no jogo Atlanta Hawks x Charlotte Bobcats:
Na Filadélfia:
Em Nova York:
Em Toronto, no Roger Center (ou Centre), no jogo Blue Jays x Tampa Bay:
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