terça-feira, 10 de julho de 2012 | | 0 comentários

Paisagens cariocas


O Rio de Janeiro
Continua lindo
O Rio de Janeiro
Continua sendo
O Rio de Janeiro
Fevereiro e março


Alô, alô, Realengo
Aquele Abraço!
Alô torcida do Flamengo
Aquele abraço



Alô moça da favela
Aquele Abraço!
Todo mundo da Portela
Aquele Abraço!
Todo mês de fevereiro
Aquele passo!
Alô Banda de Ipanema
Aquele Abraço!


Isto é quase um poema visual: a parte textual, naturalmente, vem de "Aquele abraço", famosa música composta e entoada por Gilberto Gil; a parte visual é de minha responsabilidade.

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Novas e velhas plataformas do jornalismo

David Carr, 55, repórter e colunista de mídia do "New York Times", acompanhou nas últimas semanas o agravamento da crise nos jornais regionais dos EUA. Noticiou que o "Times-Picayune" de Nova Orleans, fundado em 1837, passaria a publicar três edições por semana, contra as sete atuais. E relatou a transformação do "U-T San Diego", de 1861, em porta-voz dos interesses comerciais de um novo proprietário.

Carr, que estará em São Paulo no próximo sábado, no congresso da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), avalia que a imprensa americana enfrenta "ameaça existencial". (...)

Folha - Na sua cobertura, o sr. vê o momento atual como último estágio de uma era no jornalismo.

David Carr - Sim, estamos falando de uma ameaça existencial. É algo que quem ama jornais, como eu e provavelmente você, pode até torcer contra, mas realmente não se pode parar o que vem por aí... Quer dizer, eu sei que o setor de jornais no Brasil também enfrenta os seus desafios, mas está muito mais saudável do que aqui, certo?

Folha - O que o sr. vê como maior efeito dessa disrupção nos EUA? Mais "paywall"?

Carr - Acima de tudo, é a perda de potência, de músculo institucional em reportagem. Sou menos um romântico da imprensa que um fã do jornalismo e da reportagem, então o problema é que o modelo de negócios não sustenta o nível de jornalismo que havia. No mercado americano, os jornais regionais tinham um virtual monopólio e lucraram tanto que não sabiam o que fazer com o dinheiro, então enfiaram em reportagem. De certa maneira, a era de ouro do jornalismo foi anômala, em termos econômicos. Quando esses monopólios regionais foram desagregados pela internet e pela mudança de hábito dos leitores, nós já tínhamos nos acostumado a um nível de reportagem que não teremos mais.

Folha - A crise afeta os jornais nacionais, como o "New York Times", mas eles parecem ter espaço de manobra para buscar novas fontes de receita.
Carr - Temos mais espaço do que tínhamos até pouco tempo atrás. Temos flexibilidade operacional, porque estamos pagando os empréstimos e, principalmente, porque o "paywall" está funcionando. Mas estamos com um grande desafio. As pessoas ficam esperando que o mercado publicitário retorne. Não vai. Esta é a nova normalidade. Se vamos avançar para o futuro, e penso que vamos, será com uma variedade de negócios sob a marca "The New York Times". Parte será vídeo, parte será social, haverá um monte de pequenas empresas sob esta outra. (...)

Folha - Qual é a lição que o sr. tira dessa experiência com "paywall" no "NYT", em termos de fidelidade do leitor, de acesso grátis por mídia social e da simples qualidade do jornalismo?
Carr - Uma das lições é que dizem que as pessoas não vão pagar por algo que tem sido grátis: isso não é verdade. As pessoas pagam por água em toda parte nos EUA, elas querem que tenha uma certa qualidade, uma marca específica. Há pessoas que claramente já queriam pagar. A razão por que eu pago pelo acesso ao "Wall Street Journal" e ao "Financial Times" não é só achar algo neles. Se realmente quisesse, com ou sem "paywall", eu conseguiria. Mas estou disposto a pagar um valor conveniente para poder acessar quando quiser, como quiser, quanto quiser. Não é um negócio de massa. Há 300 milhões de pessoas nos EUA e meio milhão pagam pelo "NYT" na internet, portanto, não dá para dizer que seja um negócio imenso. Mas é muito real. E eu acredito que a decisão de manter os ativos institucionais nos torna capazes de cobrar pelo que fazemos. Não passamos por todos os tipos de cortes que o "Washington Post" fez.

Folha - Os tablets cumpriram a promessa que anunciavam para a mídia impressa?
Carr - Em termos de leitores, sim. Hearst, uma das grandes editoras de revistas nos EUA, está perto de 1 milhão de assinantes. O "Wall Street Journal" e o "New York Times" também têm sido felizes vendendo aplicativos. Em termos de nova oportunidade para mensagens publicitárias, creio que não aconteceu ainda. Não acho que já tenhamos solucionado. Mas posso dizer, pelos meus hábitos, que o tablet revolucionou a maneira como consumo conteúdo.

Fonte: Nelson de Sá, “Cobrar conteúdo on-line é reação a menos publicidade”, Folha de S. Paulo, 9/7/12.

Em tempo: reproduzi só alguns trechos da entrevista. Para ler na íntegra, via link, é preciso ter senha do jornal ou do UOL.

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"On the road"

Cenas de um fim de tarde na Via Dutra:



PS: o título desta postagem, claro, é uma homenagem a Jack Kerouac e a todos da geração beat!

segunda-feira, 9 de julho de 2012 | | 0 comentários

A história do "vermelhinho" de 32

Quando estava na faculdade de Comunicação Social, em 1995, tive que fazer um trabalho para a disciplina História do Brasil, ministrada pelo professor Célio José Losnak. Nossa missão foi entrevistar uma pessoa com mais de 50 anos de idade e contar sua história de vida. Tratava-se de um trabalho de história oral (experiência que foi depois replicada no meu trabalho de conclusão de curso).

Naquela ocasião, decidi entrevistar minha avó Theolinda César Degáspari, então com 73 anos. Entre tantas histórias, ela lembrou de um episódio que gostaria de reproduzir aqui nesta data – a dos 80 anos da Revolução Constitucionalista de1932, na qual forças paulistas se rebelaram contra as forças federais do presidente Getúlio Vargas cobrando uma nova Constituição:

“Teve muita polícia em Rio Claro. Eu me lembro que morávamos em Rio Claro e vinha aquela avião vermelho. Eu fiquei até doente por causa disso. Quando escutava o ronco e via o ‘vermelhinho’, era só gente que corria de medo Diziam que ele soltava bomba na cidade.”

Esta postagem é uma homenagem a todas as pessoas que lutaram - muitas das quais perderam a vida - em prol de um ideal (ainda que possam ter sido manipuladas para isso).

Em tempo: a participação engajada da imprensa na revolução foi tema do artigo “A imprensa paulista fardada de 1932”, do jornalista Oscar Pulagallo, publicado hoje na “Fola de S. Paulo” (página 3).

PS: minha avó ainda conta suas histórias por aí!

* O acesso aos links desta postagem exige senha da "Folha de S. Paulo" ou do UOL

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Paisagem limeirense

O famoso Morro Azul (pequenino, ao fundo) num fim de tarde/início de noite em Limeira:
 

domingo, 8 de julho de 2012 | | 0 comentários

Esquecimento

Nos últimos tempos, tenho andado mais esquecido do que o normal. Reparei bem nisso.

As pessoas me pedem tarefas, como desligar a água ou levar algo para alguém, e eu simplesmente não faço. Esqueço em questão de minutos - às vezes de segundos (como neste domingo, quando lembrei de um dever de casa descendo a escada e esqueci dele tão logo abri a porta da sala...).

Esqueço - 
com muita facilidade - coisas que as pessoas me falam.

Tenho tido dificuldade de concentração. Não que eu seja ou esteja um desleixo, mas comparando com o que costumava ser, estou estranhando.

Será que estou simplesmente ficando velho?

É, talvez seja isso. Melhor que seja só isso.

PS: só não consigo esquecer os sonhos e “fantasmas” que me atormentam...

sábado, 7 de julho de 2012 | | 0 comentários

Frase

"Existem momentos de agir e momentos de aceitar.”
Paulo Coelho, escritor, em seu blog

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Brasil com "z"

Na Filadélfia (EUA), há uma longa e bonita avenida que liga a região da prefeitura e do Love Park ao museu de arte da cidade. A via - chamada Benjamin Franklin Parkway - é adornada em suas laterais com bandeiras de dezenas de países.

Em 2009, quando lá estive pela primeira vez, a bandeira do Brasil tinha um detalhe estranho:


Quando lá voltei, agora em abril, o azul do seu céu voltou a ser estampado no nosso lábaro (para quem não sabe, é sinônimo de bandeira):


* A primeira foto é minha; a segunda, de Carlos Giannoni de Araujo

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"Aprendendo a viver"

O gesto que agradece o dado
O ato que engradece o fato
A luz que guia o meu sapato
O passo
é um laço

As grandes pedras do caminho

A sensação de embaraço
A intimidade de um abraço
O pacto
O rapto

As coisas do mundo

Vão se traduzindo
E o tempo é o vento
que vai conduzindo
E a gente navega
nos mares da vida
aprendendo a viver
Um dia se ama
outro dia se chora
É triste demais
quando alguém vai embora
A alma do tempo
é uma luz que se acende
na escuridão

O tempo de plantar os sonhos

A hora mestra do momento
A voz do povo não pergunta
Apenas
comenta

O gestual da ousadia

O verso inverso da poesia
O lado oculto do silêncio
O lenço
A lágrima

Então o justo é ir embora

se assim quiser seu coração
Palavras abrirão caminhos
Por entre
os espinhos

Não tema o jeito do destino

Viver é só um fingimento
E tudo é só uma lembrança
Imagens
Momentos

(Zé Geraldo)

quinta-feira, 5 de julho de 2012 | | 0 comentários

A lua

O brilho da lua em Limeira...


... e no Rio de Janeiro




Como diz a música, a lua quando ela roda é nova!

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O alvo: jornalistas

A maior parte dos crimes contra jornalistas é cometida por políticos e policiais, informou a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) em audiência pública da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado realizada na terça-feira, 3 de julho, segundo a Agência Câmara de Notícias.

A Fenaj também alertou para o alto número de jornalistas assassinados no Brasil em 2012, quando seis profissionais já morreram por causas relacionadas à profissão.


Na audiência, também foram discutidas propostas para reforçar a segurança dos profissionais de imprensa no país. A Polícia Federal garantiu estudar alternativas, embora organizações do setor tenham reivindicado a aprovação da lei de federalização das investigações de crimes contra jornalistas, informou o Estado de Minas, com informações da Agência Estado.


O projeto da lei prevê a investigação de crimes contra a atividade jornalística pela Polícia Federal é de autoria do deputado Protógenes Queiroz (PCdoB). No entanto, durante a audiência, o delegado-chefe da Divisão de Direitos Humanos da PF, Delano Cerqueira, disse que a federalização dos crimes não é suficiente e que é preciso oferecer outras "ferramentas legislativas" aos policiais, como a delação premiada, noticiou o G1.


O projeto de lei atualmente tramita na Câmara Federal, segundo o Diário de São Paulo.


Fonte: Isabela Fraga, "Maioria dos crimes contra jornalistas é cometida por agentes do poder público, afirma Fenaj", blog "Jornalismo nas Américas", Knight Center for Journalism in the Americas.

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O sol

A luz do sol em Limeira...


... e no Rio de Janeiro


Como diz a música, enquanto houver sol... 
ainda haverá!

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Contradição do PDT: Félix devia ter sido expulso!

Estivesse de fato o PDT preocupado com alguns pilares que prega em seu estatuto, mais especificamente o que consta no parágrafo 1° do artigo 1° (“Dos Objetivos”), de fato quem teria sido expulso por infidelidade é o prefeito cassado Silvio Félix e não os vereadores Carlinhos Silva e Antonio Braz do Nascimento, o Piuí – que votaram pela cassação.

Diz o referido parágrafo, em um de seus itens, como objetivo do PDT: “defender a dignidade da função pública, sob a inspiração da moral e da ética, com o objetivo de servir ao cidadão e prestigiar o servidor”.

Ora, um prefeito cassado sob fortíssimas suspeitas de corrupção não deveria ter merecido do partido a proteção que teve. E que ainda tem – vide a expulsão dos supostos infieis.

Diante do estatuto do PDT, quem foi infiel, afinal? Félix ou os vereadores?

Ao abrigar Félix em suas fileiras e mantê-lo como secretário estadual, o PDT dá mostras de que desrespeita seu próprio estatuto.

Em tempo: não se trata aqui de defender Piuí, Carlinhos ou quem quer que seja, apenas de manifestar uma evidente contradição entre a teoria e a prática pedetista.

Considerando, porém, que o PDT tem em seu comando no Estado (agora informalmente porque é candidato a prefeito na Capital) o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, alvo também de denúncias de corrupção, entende-se o escudo a Félix.

PS: para saber mais sobre a expulsão dos vereadores, clique
aqui. Para saber a opinião de Carlinhos e Piuí, clique aqui e aqui.

São textos do
“Limeira 2012”, blog independente que está acompanhando os bastidores da eleição municipal.

quarta-feira, 4 de julho de 2012 | | 0 comentários

Viva o Rio!


Um programa que gosto de fazer com amigos de visita ao Rio é levá-los ao Posto 6 de Copacabana e, de frente para o mar, instá-los a procurar o horizonte. Ao longe, montanhas; mais ao longe, mais montanhas; e, por trás destas, ainda mais montanhas. Não se sabe onde terminam. "On a clear day you can see forever", dizia uma canção de Alan Jay Lerner sobre Nova York. O que ele não diria sobre o Rio?

Mas, para que não se atribua esse cenário ao simples talento divino, é só olhar à esquerda e ver a curva da avenida Atlântica, sublinhada pela paliçada de prédios altos dos anos 30 e 40, que, por muito tempo, fizeram de Copacabana um nicho cosmopolita num país ainda acanhado e sem assunto. Ao fundo, o Pão de Açúcar, desde 1912 com o bondinho. Tudo isso levou a mão do homem.


Que não é santa, mas nem sempre interfere para sujar, corromper, demolir. Na maioria dos cartões-postais do Rio, vê-se a intervenção humana. Tome a floresta da Tijuca, dizimada pelo café nos séculos 18 e 19 e replantada pelo engenheiro Archer e seis escravos, de 1861 a 1872, para se tornar a maior floresta urbana do mundo. E que contou com sementes e mudas do hoje humilde Passeio Público -este também, na origem, um brejo, e construído em 1779 pelo mestre Valentim.


Tome o Jardim Botânico, outra criação humana. Ou a baía de Guanabara, margeando a cidade, a velha e a nova. O parque do Flamengo, com o paisagismo de Burle Marx. Flamengo, Botafogo e o centro, vistos da Urca. O aconchego natural do Horto, da Gávea, do Cosme Velho. Os muitos recantos deliciosos da Tijuca, do Grajaú, até de São Cristóvão. Tantos levaram séculos tentando destruir o Rio. Não conseguiram.


O título de patrimônio da humanidade, dado pela Unesco na categoria paisagem cultural, é também um reconhecimento ao fato de o Rio ter sobrevivido a si mesmo.


Fonte: Ruy Castro, "A mão do homem", Folha de S. Paulo, Opinião, 4/7/12, p. 2.

segunda-feira, 2 de julho de 2012 | | 0 comentários

Frase

"O 'New York Times', com seus 150 anos, vale menos hoje do que o Instagram, que surgiu agora e tem 12 funcionários."
Ricardo Amorim, economista, na edição de 1/7/12 do programa "Manhattan Connection", da Globo News, do qual é componente