segunda-feira, 14 de julho de 2014 | | 0 comentários

Só para registrar

Parabéns à Fifa e ao Comitê Organizador Local (COL): conseguiram fazer uma Copa do Mundo sem que o "país do futebol" e sede do torneio disputasse um jogo sequer no estádio mais lendário do mundo, o Maracanã...

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Fim de jogo


Ufa, os deuses do futebol fizeram justiça e venceu a melhor!

Obrigado, Alemanha!



* Leia mais sobre a Alemanha no blog "Piscitas - travel & fun"

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A culpa (também) é da imprensa

(...) A imprensa e os jornalistas são muito democráticos: têm a convicção de que tudo e todos são sujeitos à crítica. Desde que não sejam a imprensa e os jornalistas. Apesar disso, é preciso dizer que os mal denominados meios de comunicação têm uma parcela - de difícil mensuração, mas não pequena - nas causas do que está chamado de "humilhação, catástrofe e vergonha". E parcela maior no choque emotivo das pessoas em geral, reação que corresponde à expectativa esperançosa de que estiveram imbuídas.

(...) Se o tempo de vida em contato com a imprensa e com a opinião pública vale alguma coisa, é a partir dele que concluo pela contribuição da baixa média de franqueza crítica para a ocorrência do desacerto, continuado e progressivo, que levou à "vergonha". E do mesmo modo se faz a minha convicção de que o ambiente ficou livre para que a falta de observações firmes, a tendência nacional ao oba-oba e os interesses comerciais se juntassem na criação do otimismo mentiroso. Logo, também na decepção doída como um luto.

O jornalismo brasileiro está precisando de uma reviravolta mais ou menos como a pedida para o futebol. (...)

Fonte: Janio de Freitas,
“Palavras de mudança”, Folha de S. Paulo, Poder, 10/7/14.

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Frase

"Meu governo é padrão Felipão".
Dilma Rousseff, presidente do Brasil, há um ano, após a vitória da seleção na Copa das Confederações

sexta-feira, 11 de julho de 2014 | | 0 comentários

Futebol & sociedade: espelho & reflexo

Vira e mexe os desacertos do futebol brasileiro vêm à tona de modo mais eloquente (numa goleada histórica em Copa do Mundo, numa briga sangrenta entre torcidas, etc), momento em que surgem críticas às coisas do futebol e se cobra correção nas práticas dentro e fora de campo.

Antes de prosseguir, quero deixar claro que sou absolutamente a favor das críticas e de mudanças profundas na estrutura do futebol.

A observação que faço aqui é outra: cobra-se do futebol algo que o Brasil como nação e sociedade não possui. Dito de outra forma, o futebol é nada mais nada menos do que reflexo da sociedade à qual está inserido e da qual faz parte.

Tal constatação se dá quando, por exemplo, o goleiro do Flamento, Felipe, manifesta após uma vitória e um título obtidos mediante um flagrante erro de arbitragem: “Estava impedido, né? Roubado é mais gostoso”.

Pensamento típico de grande parte da sociedade brasileira. Pergunte aos torcedores de Flamengo, Corinthians, etc, se não pensam assim (desde que o “roubo” favoreça o time de cada um, claro).

É a malandragem brasileira em campo.

E em relação à violência? Por que, afinal, o futebol terá paz entre as torcidas se nas ruas o país é violento? E se os próprios protagonistas do esporte (dirigentes, atletas, etc) estimulam rivalidades que vão além das quatro linhas? Quantos jogadores e clubes apoiam as torcidas organizadas, responsáveis por grande parte dos atos de violência envolvendo o futebol?

E quanto à ética, o que falar do comportamento de clubes que atravessam negociações de atletas com outros clubes, “roubam” jogadores da base alheia, técnicos que negociam contratos para o lugar de outros que ainda estão trabalhando?

Estes comportamentos não fazem parte da nossa sociedade?

Infelizmente, a resposta é “sim”.

E assim será enquanto “esta gente aí”, como diz o jornalista Juca Kfouri, estiver no comando. Que mudanças esperar se sai Ricardo Teixeira e entra José Maria Marin? E se sai Marin e entra Marco Polo Del Nero?

E se dirigentes que se dizem rompidos com o “status quo”, caso do ex-presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, de repente aparecem abraçados com “aquela gente” só porque seu clube foi favorecido em algo?



Que ética é esta em que os valores mudam se o beneficiado for eu?

Que mudanças esperar quando deputados são financiados pelo dinheiro do futebol (via federações e confederação)?

Atenção eleitores: entre os que votaram a favor da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) na Câmara Federal estão Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), Guilherme Campos (PSD-SP), José Rocha (PR-BA), Jovair Arantes (PTB-GO), Rodrigo Maia (DEM -RJ), Valdivino de Oliveira (PSDB-GO) e Vicente Cândido (PT-SP).

Parlamentares de todas as colorações partidárias, para ninguém reclamar. E viva a democracia!

Não sei se será mais fácil mudar o futebol para mudar a sociedade e o país ou se o caminho será inverno, mudam o país e a sociedade para mudar o futebol.

Só sei que é preciso mudar!

* Fotos de divulgação do SPFC

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Lições de uma goleada

A seleção da Alemanha que humilhou o Brasil por 7 a 1 nasceu de um vexame - a derrota por 2 a 0 para a seleção brasileira no final da Copa da Coreia e do Japão, em 2002. Após o resultado, a Alemanha decidiu que seu futebol chegara a um ponto de esgotamento que precisaria se reinventar. Se a seleção quiser tirar alguma lição do massacre que sofreu no Mineirão, é melhor estudar o que os germânicos fizeram nesses 12 anos.

O plano alemão partiu de um tripé: formação de jogadores, intolerância com a corrupção e a busca por mais torcedores. (...)

Fonte: Mario Cesar Carvalho, "Lições do massacre", Folha de S. Paulo, Opinião, 10/7/14.

*** 

(...) A questão a ser analisada é qual a relação entre clubes fortes e seleções fortes. O Brasil tem clubes pobres há alguns anos, mas nem por isso deixou de ser campeão mundial em 1994 e 2002. Se fracassou este ano, não foi pela debilidade de seus clubes, refletida no fato de que apenas 4% dos jogadores que disputaram as semifinais atuam no Brasileirão (contra 23%, lembra-se?, que jogam na Bundesliga).

(...) O fato é que, se quiser pensar em termos de espetáculo e de negócios - os dois pilares do futebol -, o Brasileirão não pode continuar sendo piada em vez de campeonato.

Fonte: Clóvis Rossi, "Alemanha ganha também em casa", Folha de S. Paulo, Mundo, 10/7/14.

quarta-feira, 9 de julho de 2014 | | 0 comentários

Sobre um tal 7 a 1

Dizer o que mais além de tudo o que foi dito sobre os 7 a 1 da Alemanha contra o Brasil na semifinal da Copa?

Que eu havia alertado: o Brasil não tem técnica nem emocional para vencer – o jogo contra os alemães escancarou isto (por mais que a seleção germânica seja melhor tática e tecnicamente que a brasileira, além de estar melhor preparada, nada justificaria a goleada senão a falta de controle dos atletas após tomar um gol).

Um problema, aliás, não só dos nossos jogadores, como bem descreveu Fernando Rodrigues na “Folha de S. Paulo”:

O imaginário local sobre ganhar "em casa" provocou um estado de transe coletivo. A nação escancarou todo o seu atraso civilizatório resumido na dicotomia reducionista e infantil do "é tóis" (o Brasil) contra "eles" (o restante do mundo), como se uma disputa esportiva fosse vital para o país conseguir sanar seus problemas.

Voltando ao jogo, vale o registro do jornalista Juca Kfouri, também na “Folha”:

Jamais havia visto um estado de tamanha perplexidade num estádio e não apenas entre os derrotados. Os vencedores também não esperavam tamanha facilidade, tanta que ficou constrangedor comemorar.

Foi, como registrou o “The New York Times”, "inesperado, histórico, inexplicável".

Eu acrescentaria: inaceitável. “É uma camisa forte demais, pesada demais, importante demais. Não tem o direito de tomar de sete em uma Copa do Mundo. Não tem, não pode. Não tem explicação. Não pode. É proibido”, cravou com razão o historiador Eduardo Bueno, o Peninha, no SporTV.

Antes do confronto com a Alemanha, tínhamos, talvez, os melhores zagueiros da Copa e tomamos gol em praticamente todos os jogos (exceção ao 0 a 0 contra o México). Sinal evidente de que, apesar dos bons zagueiros, o sistema defensivo não funcionava.

E a zaga foi o que tivemos de melhor...

Não tínhamos meio de campo nem ataque – “os piores atacantes (Fred, Bernard e Hulk) de Copa do Mundo que já tivemos”, nas palavras do comentarista Carlos Eduardo Lino, também no SporTV.

Ainda assim, havia chance – o futebol está longe de ser lógico e a própria Copa mostrou isto.

Se houver Justiça, porém, a Alemanha será campeã (porque embora tenha tido dificuldade em algumas partidas, como contra a Argélia, fez ao menos duas belas apresentações, contra Portugal e Brasil, ao contrário da Argentina, que não encantou em nenhum jogo).

Aliás, depois do “Maracanazo” de 1950 e do “Mineirazo” de 2014, nada pior do que a Argentina gritar “é campeã” em pleno solo brasileiro. Os “hermanos” estão na final...

Que semaninha para esquecer!

Que nunca mais inventem de fazer Copa no Brasil...

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Família, amigos & milagres

Um final de semana perfeito com gente que eu amo!

Começou com uma festa junina entre amigos.


Seguiu com um aniversário em família. E com presenças e gestos milagrosos.

Claro que houve ausências sentidas, muito sentidas, mas o que é a saudade senão uma manifestação de carinho? Dolorida, mas de carinho.

Ah se todo fim de semana pudesse ser assim...

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PT do discurso e da prática

Disse o vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, a respeito da histórica derrota da Seleção Brasileira para a Alemanha por 7 a 1 na semifinal da Copa 2014, segundo a "Folha de S. Paulo": "Enquanto máfias continuarem a comandar o futebol brasileiro, tanto os grandes clubes como a seleção ficarão nesta merda!".

Máfias, diga-se de passagem, que receberam todo o carinho, apoio e endosso do governo e da pessoa do sr. Luiz Inácio Lula da Silva, o dono do PT...

segunda-feira, 7 de julho de 2014 | | 0 comentários

O valor do diálogo

Em toda relação humana, a coisa mais importante é a conversa, mas as pessoas já não fazem mais isso – sentar para falar, e para escutar os outros. Vão ao teatro, cinema, veem televisão, escutam rádio, leem livros, mas quase não conversam. 

Se quisermos mudar o mundo, temos que voltar para a época em que os guerreiros sentavam-se em torno da fogueira, e contavam histórias.

As pessoas que contam suas histórias, começam a mudar radicalmente. A tristeza vai desaparecendo de suas vidas, as aventuras recomeçam. O amor, que teoricamente seria ameaçado por tantas mudanças, fica mais sólido e maior.

Fonte: blog do Paulo Coelho, “Conversar muda o mundo”, postado em 5/7/2014.

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Trabalhando...

É cada vez maior a resistência de bactérias a antibióticos:



Um dia sem Copa do Mundo:

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Arruda e o eleitor brasiliense (brasileiro?)

O que mais me espanta não são as decisões estranhas da Justiça em favor de José Roberto Arruda (PR), ex-senador (que renunciou para escapar da cassação no escândalo da violação do painel de votações do Senado) e ex-governador (preso e cassado após ser flagrado pegando dinheiro de corrupção no chamado "mensalão" do DEM) do Distrito Federal.

O que mais me espanta não é a "cara de pau" de Arruda em, mais uma vez, ser candidato a governador mesmo condenado em primeira instância por improbidade administrativa e com fortíssimos riscos de se tornar "ficha suja" por lei (porque moralmente já o é há tempos).

O que mais me espanta é Arruda, tendo o currículo que possui, liderar de modo disparado as pesquisas de intenção de voto para o governo do DF.

ACORDA POVO BRASILEIRO!

Depois reclamam dos políticos corruptos como se quem os colocasse lá fossem marcianos...

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Frase

“Os argentinos sempre pensam que são mais do que são. Às vezes isso é bom e às vezes isso é ruim.”
Alejandro Sabella, técnico da seleção da Argentina de futebol, em entrevista coletiva

sexta-feira, 4 de julho de 2014 | | 0 comentários

Arte boa e barata no Sesc

O Sesc sempre propicia boas oportunidades de lazer e entretenimento gratuito ou a baixo custo. Atividades esportivas, sociais e culturais não faltam na programação.

Eu costumo frequentar o Sesc Pompeia, que é perto de onde moro. O lugar sediou até o final de junho a exposição “19 924 458 +/-”, do francês Christian Boltanski.

Trata-se de uma interessante instalação feita com milhares de páginas da lista telefônica da Grande São Paulo, que traz milhões de nomes. As páginas serviram de embalagem para caixas de diversos tamanhos, montadas como se fossem uma cidade pela qual o visitante passeava.

No caminho, escuro, gravações reproduziam conversas e falas individuais de personagens da cidade. Um clima um tanto sombrio e solitário – sentimentos comuns às metrópoles, São Paulo incluída.

Em uma das gravações, a manifestação de um estrangeiro a respeito de suas primeiras impressões da capital paulista – “uma mistura de Los Angeles, com sua área espalhada, e Nova York, com suas dezenas de arranha-céus”.

Em tempo: o nome da exposição é uma referência ao número de habitantes da Grande São Paulo. “(...) as impressões e estímulos vividos pelo artista, a percepção da metrópole como um organismo em constante mutação e, sobretudo, a densidade demográfica e a circulação desse aglomerado populacional no desenho urbano foram inspirações para a obra”, cita texto de apresentação.







E até o dia 10 de agosto a unidade da Pompeia sedia a exposição “Multitude” de arte contemporânea. “Obras e projetos que se relacionam com a ideia de multidão em vários aspectos, de forma mais conceitual ou como reflexo de um contexto específico”, cita o folder da programação do Sesc.


Um dos destaques é a mesa com 2,5 mil soldadinhos de metal pintados à mão. A obra, chamada “Tin Soldiers”, da jordaniana Ala Younis, é “uma representação de nove exércitos envolvidos ou sujeitos a atos de guerra no Oriente Médio”.






Na mesma exposição há uma antiga máquina de escrever e o convite para que os visitantes participem da obra deixando suas mensagens.



O próprio Sesc é uma obra de arte. A unidade Pompeia ocupa uma antiga fábrica de tambores, construída em 1938 pela indústria alemã Mauser & Cia., adaptada pela genialidade da arquiteta Lina Bo Bardi. “O que me despertou curiosidade”, escreveu ela, “foram aqueles galpões distribuídos racionalmente conforme os projetos ingleses do começo da industrialização europeia, em meados do século 19”.

A estrutura básica dos galpões foi mantida no projeto, ganhando o espaço um toque aqui e outro ali que lhe conferem um ar todo especial. Como o varal de roupas que corta o céu de toda a unidade, lembrando casas de trabalhadores de um antigo bairro industrial, como é a região da Pompeia e Lapa.

A manutenção da estrutura da antiga fábrica foi uma premissa do projeto de transformação do local em um centro de lazer e arte. É o que indicou recente exposição sobre a construção do Sesc Pompeia.



 


A unidade fica na rua Clélia, 93.

quinta-feira, 3 de julho de 2014 | | 0 comentários

Apenas versos

Já faz um tempo que a gente não se tromba
Amigo eu vou falar como a minha vida anda
Esse tempo que a gente ficou desligado
Muita coisa ficou embaçada

(...)

Aí, amigo, eu preciso de alguém pra desabafar
Tenho muito ainda pra falar
(...)
Amigo eu estou aqui, de braços abertos
Me conte o seu problema, eu quero estar por perto

(...)

Amigo agradeço por você me escutar
“Tava” mesmo precisando desabafar

(“Aquela mina é firmeza”; não identifiquei o compositor)