sexta-feira, 16 de maio de 2014 | | 0 comentários

Lula, o ardiloso (ou "#calaabocalula)

É insuperável a capacidade do ex-presidente Lula de falar besteiras.

E não pense que isto se deve à ignorância. Lula é mais esperto (no sentido positivo e negativo) do que sonha nossa vã filosofia. Cada palavra que sai de sua boca é medida milionésimos de segundo antes a fim de produzir um efeito estritamente pensado e calculado para beneficiá-lo.

Foi sempre assim, desde que Lula é Lula.

O ex-presidente acredita na tese - e a pratica - de que uma mentira repetida mil vezes pode virar uma verdade. Sabe que tem carisma para esta alquimia.

Vamos aos fatos:

1 – Em entrevista ao jornal baiano “A Tarde”, Lula disse o seguinte: "O que eu acho estranho é que toda a época de eleição aparece alguém com uma denúncia contra a Petrobrás, que desaparece logo depois das eleições”.

Basta alguém confrontar o ex-presidente com a verdade indiscutível de que as denúncias partiram de investigações feitas pela POLÍCIA FEDERAL, comandada pelo governo da ex-ministra-poste Dilma Rousseff. Caíram, portanto, no colo da oposição (que, por si só, em 12 anos, nunca teve capacidade de produzir estragos ao governo).

2 – Lula citou em artigo no jornal espanhol “El País” que a Copa no Brasil virou "objeto de feroz luta política eleitoral". Escreveu: "À medida que se aproxima a eleição presidencial de outubro, os ataques ao evento tornam-se cada vez mais sectários e irracionais".

Mais uma vez, a oposição não seria capaz, por si só, de usar a Copa contra o “status quo” político. A oposição é ineficiente, incapaz e burra.

Ao dizer o que disse, Lula simplesmente ignora o sentimento de grande parte (não digo de todos) dos brasileiros. Basta sair às ruas e ouvir as vozes clamando quase que como num deserto.

Irracional, portanto, é o ex-presidente.

Ou somos todos nós...

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Parque do Povo: um recanto verde em SP

Está aí um belo lugar para quem quer fazer uma caminhada, corrida, jogar bola ou simplesmente passear ou descansar, apreciando a paisagem que une natureza e concreto - afinal, o Parque do Povo é um pedacinho verde no meio da selva de pedra paulistana (ponto negativo: o cheiro forte do rio Pinheiros, próximo dali):








 

O parque fica próximo da marginal Pinheiros, ao lado do Shopping JK Iguatemi, na Chácara Itaim.

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Lições de Ford além do fordismo

Trecho da entrevista do historiador e biógrafo Richard Snow:

(...) O sr. acha que Henry Ford compreendeu o impacto que causava na vida dos americanos com o Modelo T? 
Não acredito que ele pudesse entender inicialmente as consequências de sua inovação. Em poucos anos, foi rompido o isolamento da vida rural. O carro de produção em massa causou uma transformação profunda na forma como as pessoas se comunicavam. De repente, era possível visitar alguém a 60 quilômetros de distância e não apenas para conduzir negócios. Ford revolucionou o lazer. O carro mudou a noção de privacidade: John Steinbeck gostava de dizer que metade dos bebês americanos nos anos 20 tinham sido concebidos num Modelo T. Não era preciso mais manter várias gerações de uma família sob o mesmo teto. Criaram-se as condições para o estilo de vida suburbano. Tudo o que assumimos como natural na vida moderna do século 21 cresceu da viabilidade da produção do motor de combustão interna há 100 anos.

(...) A quem o sr. compara Henry Ford entre empresários do século 21? 
Em sua pomposa biografia de 1922, Minha Vida e Obra, Ford faz um comentário de passagem que é esclarecedor. Conta que quando estava construindo o quadriciclo experimental, não havia demanda alguma pelo automóvel. 'Claro que nunca há a demanda para um produto que não existe', dizia. Mais uma vez, virava noções ao avesso. Neste caso, a de que a necessidade é a mãe da invenção. Ele introduziu a invenção que criou a necessidade. E acho que nós não tínhamos necessidade alguma de um iPhone ou iPad, não? Ele pode ser assim comparado a Steve Jobs.

Fonte: Lucia Guimarães,
“O homem que inventou a era moderna”, O Estado de S. Paulo, Economia, 11/5/14, B11.

terça-feira, 13 de maio de 2014 | | 0 comentários

"A pós-miséria" (brasileira)

(...) A miséria das ruas e dos desvalidos, do crack , do abandono, deriva-se da impotência das instituições e vice-versa.

(...) As manifestações de junho, milagrosas e belas, ficarão sem respostas, porque não há o que responder e como responder. Quem? Uma presidenta (sic) enjaulada no "presidencialismo de cooptação", que depende dos congressistas picaretas? Quem? O Judiciário aleijado, com leis de 100 anos atrás?

(...) A brutalidade está atingindo o País de forma inédita. O subsolo das manifestações de classe média é a violência primitiva dos "lúmpens" (miseráveis inúteis) que está aparecendo. No mesmo registro das donas de casa que protestam contra a carestia ou de jovens contra a Copa, matam-se pessoas por nada, linchamentos, privadas voadoras, cadáveres cortados a peixeiras e costurados ao sol com pinos de guarda-chuva, mortos nas Pedrinhas dos Sarney, pais que matam filhos, crianças se degolando, etc.

(...) Estamos entrando numa pós-violência e numa pós-miséria - eis a minha tese. Há uma africanização de nossa desgraça, a ponto de ela não ser mais reversível. E não era assim. O Brasil sempre contou com a possibilidade de melhorias. Sempre vivemos o suspense e a esperança de que algo ia mudar para melhor.

Isso parece ter acabado. É possível que tenhamos caído de um "terceiro mundo" para um "quarto mundo", como já nos consideram analistas do exterior. O quarto mundo é a paralisação das possibilidades.

Fonte: Arnaldo Jabor, “O Estado de S. Paulo”, 13/5/14 (íntegra aqui).

segunda-feira, 12 de maio de 2014 | | 0 comentários

SP ou Paris?

Às vezes (poucas, é verdade), a capital paulista se parece com a capital francesa. Ao menos na arquitetura:

  

  

Podia ser também Budapeste, Dresden, Praga...

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Propor e escutar, os deveres da TV

(...) o primeiro verbo que a TV nunca deve parar de conjugar: propor.

Toda a forma de narrativa televisiva tem que estar sempre propondo alguma coisa nova. Não falo só das histórias que nos são contadas - afinal, o que há de realmente novo embaixo do sol? Amor, traição, segredos de família - se formos pensar assim, tudo já foi fundamentalmente coberto pelo teatro grego clássico (e lapidado de maneira definitiva por Shakespeare). Mas as inovações sempre são possíveis na maneira como contamos essas histórias.

(...) Mas junto com isso vem um outro verbo também: escutar.

Ele é tão ou mais importante do que o "propor", já que é ele que nos faz parar e pensar na próxima coisa que vamos propor. Temos que saber a opinião de quem nos assiste e respeitá-la. Essa atenção com o telespectador é a base de tudo. E por isso essa pausa é tão necessária. Bem aproveitada, é ela que nos dá novas ideias e nos estimula a inovar mais ainda. (...)

Fonte: blog do Zeca Camargo, “Dois verbos que a TV nunca pode parar de conjugar”, postado em 8/5/14.

sexta-feira, 9 de maio de 2014 | | 0 comentários

Reflexão do dia

A vida é feita de vitórias e derrotas.

Saber perder é nobre.

Saber tirar das derrotas as lições é sabedoria.

Das derrotas podem nascer grandes vitórias.

terça-feira, 6 de maio de 2014 | | 0 comentários

No retrovisor

A cidade...


... e a estrada:


Fotos que fazem refletir sobre os destinos, os lugares, os caminhos (às vezes duplos, triplos) que a vida proporciona...

domingo, 4 de maio de 2014 | | 0 comentários

Frases

"(O racismo) Está em todo lugar, não só na Espanha. Toda a sociedade tem culpa nisso. O que aconteceu (...)só vai parar quando todos forem educados da maneira correta. De certa forma, somos todos responsáveis pelo que aconteceu.”
Josep Guardiola, técnico do Bayern de Munique, sobre o ato racista contra o lateral brasileiro Daniel Alves durante partida do Barcelona contra o Villareal

“Pudesse pegaria a foto e colocaria pública só para envergonhar, banir não é solução. Estaria pagando mal com mal, tem de educar as pessoas e não tentar banir ele do futebol.”
Daniel Alves, lateral brasileiro, alvo do ato racista

sábado, 3 de maio de 2014 | | 0 comentários

"O PT cometeu um erro", disse Lula (em 2005)

O ex-presidente Lula disse recentemente, em entrevista a um jornal português, que “o tempo vai se encarregar de provar que o mensalão teve 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica".

Como o Brasil é um país sem memória, não custa dar uma forcinha ao próprio Lula e relembrar o que ele disse numa entrevista à TV Globo em 2005 a respeito do mesmo mensalão:

“São erros! E tanto é que foram punidos. O Genoíno saiu da presidência do PT, o Silvinho não está mais no PT, e o José Dirceu perdeu o mandato. O Delúbio saiu do PT”.

Mais: “o PT cometeu um erro que é de uma gravidade incomensurável! Todo mundo sabe – e sabe o PT hoje, e sabe quem cometeu os erros – que o PT cometeu um erro que será de difícil reparação pelo próprio PT. O PT vai sangrar muito para poder se colocar diante da sociedade outra vez, com uma credibilidade que ele conquistou ao longo de 20 anos”.

Para ver e ler a íntegra da entrevista, é só clicar aqui.

Felizmente, a tecnologia está aí para lembrar o que muitos fazem questão de tentar esquecer (ou apagar...).

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Formas paulistanas

No Palácio dos Bandeirantes:


Na galeria do Rock:


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Encontros, amigos & combates

Os encontros mais importantes já foram combinados pelas almas antes mesmo que os corpos se vejam. Geralmente estes encontros acontecem quando chegamos a um limite, quando precisamos morrer e renascer emocionalmente.

(...) e todos – sem exceção – precisam queimar na fogueira de suas emoções passadas, reviver algumas alegrias e dores, quedas e subidas, até conseguir enxergar o fio condutor que existe por detrás de cada novo encontro.

Fonte: blog do Paulo Coelho, "Encontros", postado em 3/5/14.

***

Um guerreiro senta-se ao redor da fogueira com seus amigos. Passam horas acusando-se mutuamente, mas terminam a noite dormindo na mesma tenda, e esquecendo as ofensas que foram ditas.  (...)

Fonte: blog do Paulo Coelho, “Os limites de seu aliado”, postado em 29/4/14.

***

(...) Para combater o Bom Combate, precisamos de ajuda. Precisamos de amigos, e quando os amigos não estão por perto, temos que transformar a solidão em nossa principal arma. Tudo que nos cerca precisa nos ajudar a dar os passos que precisamos em direção ao nosso objetivo. (...)

Sem isto, sem perceber que precisamos de todos e de tudo, seremos guerreiros arrogantes. (...)

Fonte: blog do Paulo Coelho, “O Bom Combate”, postado em 1/5/14.

sexta-feira, 2 de maio de 2014 | | 0 comentários

A ética da responsabilidade

(...) Os filósofos Patrick Lee e Robert P. George, respondendo a Judith Thomson, sublinham precisamente esse ponto: nós temos certos deveres existenciais - para com os nossos pais, os nossos irmãos, os nossos amigos etc. - que existem independentemente de os termos escolhido ou assumido.

Claro que podemos recusar tais deveres. Mas isso não apaga a existência desses deveres. (...)

Fonte: João Pereira Coutinho, "O roubo do futuro", Folha de S. Paulo, Ilustrada, 29/4/14.

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Aula de jornalismo

Um bate-papo com Howell Raines, ex-editor-executivo do "The New York Times", o chefe no caso "Jayson Blair":



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- A redação invisível

quinta-feira, 1 de maio de 2014 | | 0 comentários

Contagem regressiva

Um sonho de 20 anos - Machu Picchu aí vou eu!