sábado, 6 de outubro de 2012 | | 1 comentários

Valeu "brows"!

Estava certíssima Lolita Rodrigues quando disse que "a gente só conhece amigo nos momentos cruciais de nossa vida".

Por isso, mais uma vez (e não me cansarei disto sempre que julgar necessário), quero agradecer muito ao "brother" Danilo Fernandes (desde a semana passada) e ao Altemício Azevedo.

Ao primeiro pela força mesmo e ao segundo por tentar - ainda que ele nem saiba que fez isso - me animar para seguir adiante.

Num ano em que tive algumas das maiores decepções da vida, vocês são um alento desse "troço" chamado ser humano.

Valeu!

PS: ao Danilo, em breve vou lhe apresentar o amigo Sam - Samuel Adams! Para o Altemício vai um vinho mesmo.

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A memória do jornalismo brasileiro

Há 20 anos, pesquisando na Biblioteca Nacional para um livro que se chamaria "O Anjo Pornográfico", precisei consultar a coleção do "Correio da Manhã" referente ao ano de 1967. A funcionária da seção de periódicos levantou a ficha do jornal e me informou que não dispunham do "Correio" daquele ano - mas que, segundo a ficha, os exemplares seriam "brevemente fornecidos pela Biblioteca do Congresso dos EUA".

Aconteceu que, procurando melhor, descobriu-se que os americanos já haviam fornecido os exemplares, não só de 1967, mas também dos anos imediatamente anteriores, idem em falta - a ficha é que não fora atualizada. Com isso, pude mergulhar na riquíssima coleção daquele jornal fundado em 1901 e morto pelo AI-5 em 1968, mas só sepultado em 1974 e, desde então, ignorado pelos pesquisadores, para os quais só existiu o "Jornal do Brasil".

Bem, agora não há mais desculpa. Fuad Atala e Bertholdo de Castro, colegas dos tempos do "Correio" e guardiães de sua memória, acabam de me mandar um presentaço: o "Correio da Manhã" digitalizado, do primeiro ao último número, pela Biblioteca Nacional (entre em hemerotecadigital.bn.br e escreva o nome do jornal no espaço "Buscar").

Por quase 70 anos, o "Correio da Manhã" abrigou os maiores nomes do jornalismo e da literatura. Ditou normas da imprensa, ajudou a derrubar ministros e presidentes, enfrentou truculentos de vários calibres e influiu decisivamente na vida nacional. Mas pode ser coincidência que seus anos de lacuna na Biblioteca Nacional fossem os de sua maior oposição à ditadura militar.

Lacuna afinal preenchida pelos exemplares da assinatura da antiga Embaixada dos EUA no Rio, cujo endereço impresso se lê ao lado do cabeçalho nesse fabuloso "Correio" digital - pronto para servir de novo à história do Brasil.

Fonte: Ruy Castro, "O 'Correio' digital", Folha de S. Paulo, Opinião, 6/10/12, p. 2.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012 | | 0 comentários

Um pouco de trabalho (ou novo investimento)

Mais uma reportagem feita para o “Jornal da Cidade” (TV Jornal de Limeira, segunda a sábado, 19h30):


PS: estou torcendo muito para que os novos shoppings da cidade sejam um sucesso!

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Frase

"Você tem de rir mesmo se estiver triste, porque é a sua vida e você não pode mudá-la. É sempre melhor se você está sorrindo."
Louise e Martine Fokken, duas das mais antigas prostitutas de Amsterdã (Holanda), cujas vidas estão retratadas num livro e num documentário

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Direto do toca-CD (13)

Good morning heartache
You old gloomy sight
Good morning heartache
Thought we said goodbye last night
I turned and tossed until it seems you have gone
But here you are with the dawn
Wish I forget you, but you're here to stay
It seems I met you
When my love went away
Now everyday I stop I'm saying to you
Good morning heartache what's new

Stop haunting me now
Can't shake you nohow
Just leave me alone
I've got those Monday blues
Straight to Sunday blues
Good morning heartache
Here we go again
Good morning heartache
You're the one
Who knows me well
Might as well get use to you hanging around
Good morning heartache
Sit down

("Good morning heartache", de Irene Higginbotham, Ervin Drake e Dan Fisher)

quarta-feira, 3 de outubro de 2012 | | 0 comentários

Exercício de democracia

Bastidores da preparação do segundo debate entre os candidatos à Prefeitura de Limeira, realizado na última terça-feira (2/10) pela TV Jornal.

A equipe técnica trabalhou duro, com comprometimento. Deu tudo certo e o resultado foi mais do que positivo.





Outro lado dos bastidores do debate: as anotações feitas durante o evento no meu roteiro.

No verso do roteiro, as anotações para que eu pudesse redigir uma matéria para o blog “Limeira 2012”.



Leia também:

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O dia seguinte (pode ser tarde demais...)

Quando eu era adolescente, participei de uma palestra durante o curso de Crisma. Ela me chamou tanto a atenção a ponto de me servir como referência até hoje, 20 anos depois.

O recado da palestra era simples: não durma sem conversar e se acertar com a pessoa com quem você teve um problema, ainda mais se você a ama ou tem por ela algum carinho e consideração.

Não deixe para resolver amanhã o que pode – e deve - ser resolvido hoje.

A palestra tratava de um casal que havia discutido uma certa noite. Marido e mulher foram dormir chateados um com o outro. Ninguém tomou a iniciativa de conversar e pedir perdão. Deixaram para o dia seguinte. Acontece que um deles teve um mal súbito e morreu durante a noite. E o outro carregava por toda a vida um remorso dolorido porque o orgulho não permitiu uma simples conversa.

Desde que assisti a essa palestra, procuro aplicar na minha vida os ensinamentos do diálogo e do perdão.

Naturalmente, somos humanos e às vezes ficamos chateados com alguém de quem gostamos, mas a capacidade de conversar, perdoar e superar tem que falar mais alto.

Eu, de minha parte, procuro sempre fazer isto. Até porque amanhã pode ser tarde demais – a gente nunca sabe o que nos reserva o dia seguinte...

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O jornal

O jornal - aquele relatório diário da estupidez e da genialidade da espécie - nunca antes deixara de sair. Agora, sumira do mapa.
Tom Rachman, "Os imperfeccionistas" (p. 377)

terça-feira, 2 de outubro de 2012 | | 0 comentários

Frase

"A gente só conhece amigo nos momentos cruciais de nossa vida."
Lolita Rodrigues, atriz, em entrevista ao "Programa do Jô" dada no ano 2000 e reprisada na última segunda-feira (1/10)

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Palestra - relembrando (2)

A seguir, reportagem feita por Juliana Silva para a Agência Nova de Notícias, do Isca Faculdades, sobre palestra dada por dois colegas do "Jornal de Limeira" e por mim em março de 2008:


Profissionais do Jornal de Limeira estiveram presentes no Isca Faculdades, em continuidade ao ciclo de palestras que comemora os 200 anos de imprensa no Brasil. Rodrigo Piscitelli, editor-chefe, Cristiano Persona, gerente comercial, e Paula Martins, jornalista, falaram sobre o dia a dia do veículo e a produção do jornal aos estudantes de Comunicação Social. O encontro foi na noite de terça-feira, 18. 

A coordenadora do curso de Jornalismo, Milena de Castro, ressaltou a importância desse contato dos estudantes com os jornalistas. Segundo ela, essa relação entre academia e veículos é bastante proveitosa, pois permite aos estudantes entenderem melhor o cotidiano da profissão. O encontro começou com a exibição de um vídeo sobre o JL. Os estudantes puderam conhecer a estrutura do veículo e o modo como é produzido, desde a reunião de pauta até a impressão. 

O editor-chefe Rodrigo Piscitelli, jornalista há dez anos, falou sobre a história do veículo, e ressaltou que o jornal, criado há 26 anos, tem a crítica social como motor de sua linha editorial. O JL foi o primeiro diário da cidade a imprimir páginas em cores e também aromatizadas, o que causou grande repercussão entre os limeirenses. Para Piscitelli, a imprensa regional é de extrema importância, pois a população quer saber o que acontece na cidade, e como isso pode afetar sua vida. “Os leitores querem se manifestar a respeito das reportagens, tanto que o jornal disponibiliza um espaço diário para que eles falem de suas idéias, críticas e denúncias”, explicou o editor. 

Além do investimento no noticiário de cidades, o jornal também valoriza o que acontece no mundo, muitas vezes mostrando como um fato de repercussão mundial pode afetar o cotidiano local. O jornalista afirmou aos estudantes que o profissional da área pode se realizar sem precisar ir para a cidade de São Paulo, pois o jornalismo regional é tão difícil, exigente e desafiador quanto o praticado na capital. O gerente comercial Cristiano Persona, formado em Publicidade há oito anos, lembrou que nem sempre o jornalista tem liberdade para usar o espaço editorial como gostaria, devido aos anúncios. “O jornal é diagramado primeiro no departamento comercial”, afirma.

O JL tem 30% de espaço destinado aos anúncios e 70% às matérias, disse Persona, acrescentando que a redação e o departamento comercial dependem um do outro. Já a jornalista Paula Martins, formada há dois anos, falou sobre a rotina dos repórteres. No final, os estudantes puderam formular perguntas aos palestrantes e esclarecer dúvidas.


* As fotos foram retiradas da postagem original no site do Isca

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Devaneios (escritos com fé e paixão)

“Faça perguntas do fundo do seu coração, que elas serão respondidas pelo fundo do seu coração.”
Antigo provérbio navajo (p. 24)

Altas horas. Terminei há pouco a leitura de “Os imperfeccionistas”, história de jornal e jornalistas com passagens por Atlanta – sempre ela. Já engatei nova leitura, com “Fé na Estrada”. Página 37, 3h44. Tenho que parar. A aventura me despertou paixões.

Preciso escrever. Paixão – escrever. Escrever, escrever, escrever. Hesito em ligar o iPad (é horrível digitar num tablete! – e pensar que eu o comprei justamente para escrever de madrugada...). Hesito em ligar o notebook. Preciso escrever à moda (quase) antiga: preciso do quarto de escrever, hamm, o escritório. Preciso do velho e barulhento teclado. Preciso da poltrona de couro preto, confortável, de 150 reais, para refestelar-me.

Enquanto espero a geringonça ligar, aciono duas vezes o souvenir de São Francisco só para ver os pontinhos brilhantes caírem por sobre a miniatura da Golden Gate, "golden" embora alaranjada. Sinal de entusiasmo. Paixão – escrever e viajar.

“Fé na Estrada” é inspirado no clássico “Pé na Estrada”, ou “On the Road”. Quando o vi na prateleira da livraria, não tive dúvidas. Sabia que iria mexer comigo. Não imaginei, porém, que fosse tão brevemente e de modo tão intenso. Escrita alucinante sobre uma viagem sonhada.

“Quando a gente procura alguma coisa, encontra de tudo, menos o que a gente procura.” (p. 37)

Estou assim nos últimos tempos. Procurando, procurando – e cada vez menos encontrando. Mais que isto: procurando, procurando – e cada vez mais perdendo. Perdendo coisas preciosas. “Pé na estrada!”... “Fé na estrada!”

Paixão – escrever e viajar e sonhar.

“(...) ao voltar para a casa de Laura, em estado satisfatoriamente lamentável, me perdi algumas vezes no caminho e me arrastei pelas ruas balbuciando: ‘Esquece o pé, tenho que ir para o coração, meu pé está seguro, tenho que ir para o coração!’, e não parava de repetir que tinha que ir para o coração (...)” (p. 35-6).

Como no dia em que me deparei – nos deparamos – com flocos de neve caindo na noite escura e fria e envolvente e mágica. “Snow flakes! Snow flakes!” Gritos alucinados, sem alucinógenos, mas sob efeito de bebida.

Santa bebida! Blasfêmia?!

Paixão – escrever e viajar e sonhar e beber com um amigo.

Hoje já não posso mais. Não agora. Nesta madrugada em que o sono não veio (por que, afinal, ele sempre falta comigo?), quase sem paixão (escrever?), com paixões despertas (viajar e sonhar e beber com um amigo).

E não há viagem nem sonho nem amigo...

“A princípio, optei por ignorar a paisagem e seguir sonhando. Acho que todo mundo faz isso com suas vidas.” (p. 37)

PS: um dia, espero, poderei unir todas estas paixões – escrever e viajar e sonhar e beber com um amigo, um amigo-irmão, com “fé na estrada” e “on the road”.

* As citações desta postagem foram todas retiradas do livro “Fé na Estrada”, de Dodô Azevedo (Ed. Casa da Palavra)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012 | | 0 comentários

A autocrítica

(...) Pelo visto, tenho algum parafuso a menos. Falta algum cromossomo. O gene da inteligência. Sou defeituoso. Então, pergunto o seguinte, Schop: posso ser considerado culpado pelos meus defeitos? Sabe, minhas falhas são culpa minha?
Tom Rachman, "Os imperfeccionistas" (p.363)

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Neto de Elza ganha R$ 4,8 mil no Congresso

O que se comentava nos bastidores políticos de Limeira há tempos agora está confirmado: o limeirense Marcos Tank Moya Bernhard atua no Congresso Nacional como secretário parlamentar. O cargo é comissionado.

O salário bruto dele em setembro era de R$ 4.808,62. Com descontos, recebeu R$ 3.930,47, mais R$ 740,96 de auxílios (não especificados).


Marcos é neto da ex-vereadora Elza Tank (PTB), que morreu em julho último. Ele trabalha como assessor do deputado Otoniel de Lima (PRB), ex-vereador em Limeira e amigo de Elza.

A remuneração do limeirense foi liberada para consulta pública nesta segunda-feira (1/10) junto com a dos demais servidores do Congresso (Câmara Federal e Senado) em cumprimento à Lei de Acesso à Informação (12.527/11).

Em tempo: não há nenhuma ilegalidade na questão, a postagem foi feita apenas em nome da transparência (já que se trata de dinheiro público e de um limeirense) e de curiosidade política. 

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Frase

“Há um vasto espaço para o sonho. Mas também há o perigo de que esse espaço seja preenchido por um tipo errado de sonho: por sonhos nacionalistas, por sonhos racistas, por sonhos de ressurreição de religiões fundamentalistas.”
Eric Hobsbawm, historiador britânico que morreu nesta segunda-feira (1/10), em entrevista a Geneton Moraes Neto (para ler a íntegra, clique aqui)

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Eleição, debate e democracia

É amanhã (2/10), às 21h, o segundo debate entre os candidatos à Prefeitura de Limeira promovido pela TV Jornal. 

A entrevista a seguir foi feita como chamada para o primeiro debate, ocorrido em agosto. Vale a pena rever:


Ah, e não se esqueça: faltam apenas seis dias para o primeiro turno da eleição!