sexta-feira, 19 de novembro de 2010 | | 0 comentários

Empresas estimulantes

O “Jornal da Globo” exibe esta semana uma interessante série de reportagens – encabeçada pelo repórter Fábio Turci (que, por sinal, foi responsável por cortar o meu cabelo no trote da faculdade) – sobre o conflito de gerações no mercado profissional.

A matéria de quinta-feira em especial foi, além de interessante, estimulante!


quinta-feira, 18 de novembro de 2010 | | 0 comentários

Limeira é 2ª em anúncios de investimentos na região em 2009

Após despencarem nos três primeiros anos do governo Silvio Félix (PDT), como já mostrou este blog (veja aqui), os investimentos anunciados em Limeira se recuperaram e deixaram a cidade com o segundo melhor desempenho da região em 2009. É o que aponta o levantamento feito anualmente pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). No total, foram anunciados 11 investimentos em Limeira, que somam US$ 60,66 milhões.

Só Rio Claro teve desempenho melhor no ano passado, com US$ 63,18 milhões (dos quais US$ 43 milhões são fruto da parceria público-privada firmada com a Foz do Brasil para tratamento de esgoto). Atrás de Limeira, aparecem Piracicaba (US$ 49,89 milhões), Americana (US$ 20,61 milhões) e Sumaré (US$ 11,86 milhões). São Carlos, um dos principais polos tecnológicos do país, teve investimentos de US$ 13,24 milhões.

Não custa lembrar que, após a publicação da postagem anterior, em meados do ano passado, o prefeito criticou o Seade. Félix manifestou na ocasião que o levantamento era um “chutômetro” e que a metodologia usada pela fundação era “furada” (veja
aqui).

Dos investimentos anunciados para Limeira em 2009, segundo o Seade, destaca-se a multinacional japonesa Yachiyo/Honda: US$ 30,23 milhões, metade do total da cidade no ano. A empresa está implantando uma unidade nas margens da Via Anhanguera.

As demais empresas que anunciaram investimentos para Limeira em 2009 foram Doce Vida (implantação), Hospital Frei Galvão/Santa Casa (ampliação), Maxxi Atacadista/Wal-Mart (implantação - US$ 14,38 milhões), Senac (ampliação), Sindicato dos Comerciários (implantação de nova sede), Siscom (implantação - US$ 5,8 milhões), Sixtini (implantação), Supermercados Covabra (implantação nova loja - US$ 6,21 milhões), Tennis One (implantação) e Wal-Mart (implantação).

Americana teve nove investimentos anunciados, Piracicaba somou 14 (destaques para a Cosan, com US$ 16,49 milhões, e a CNH-Case New Holland/Fiat, com US$ 15 milhões), Rio Claro teve sete, Sumaré cinco e São Carlos seis.

Em todo o Estado, o Seade somou 742 anúncios de investimentos no ano passado. Eles totalizaram US$ 28 bilhões, um aumento de 20% em relação a 2008 (US$ 23,7 bilhões). A pesquisa de investimentos (Piesp) tem como base os anúncios publicados por grandes jornais, como “Folha de S. Paulo”, “Estado de S. Paulo”, “Valor Econômico” e “Gazeta Mercantil”.

Apesar do resultado positivo de Limeira em nível regional e do crescimento expressivo em relação aos anos anteriores, os números ainda estão muito distantes do período de 2001 a 2004, notadamente a partir de 2002, no governo José Carlos Pejon (agora integrado à equipe de Félix). Nesse período, o ano que teve investimentos mais modestos anunciados registrou um valor três vezes maior do que o verificado em 2009.

1998 ..... 2 anúncios ..... US$ 252 milhões

1999 ..... 5 anúncios ..... US$ 26,81 milhões
2000 ..... 6 anúncios ..... US$ 32,08 milhões
2001 ..... 16 anúncios ..... US$ 89,9 milhões
2002 ..... 14 anúncios ..... US$ 515,74 milhões
2003 ..... 30 anúncios ..... US$ 285,02 milhões
2004 ..... 13 anúncios ..... US$ 173,06 milhões
2005 ..... 6 anúncios ..... US$ 3,03 milhões
2006 ..... 9 anúncios ..... US$ 5,29 milhões
2007 ..... 16 anúncios ..... US$ 14,43 milhões
2008 ..... 10 anúncios ..... US$ 18,48 milhões*
2009 ..... 11 anúncios ..... US$ 60,66 milhões

Fonte: Seade

* PS: do total de dez investimentos anunciados em 2008, um deles não se concretizou: o da empresa Worksheep. A empresa investiria US$ 3,01 milhões para uma fábrica na unidade da antiga União, mas o negócio não chegou a ser implantado em definitivo.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010 | | 0 comentários

A genialidade de Dalí em Milão

Viajar muitas vezes proporciona experiências com as quais sequer imaginamos. Principalmente quando se vai para uma grande cidade, rica em cultura.

Numa recente passagem por Milão, fui presenteado com uma exposição sobre um dos gênios da pintura espanhola e mundial, Salvador Dalí. Suas obras estão de volta à capital italiana da moda após mais de 50 anos, no mesmo lugar onde estiveram em outubro de 1954: o Palazzo Reale, antigo palácio real que durante séculos foi o centro das decisões políticas da cidade, localizado bem ao lado do Duomo, hoje trasnformado num belo centro cultural.

A exposição “Dalí – Il sogno si avvicina” - aberta em 22 de setembro, seguindo até 30 de janeiro de 2011 – apresenta mais de 50 obras do pintor espanhol. Em comum, todas exploram a relação do artista com a paisagem, o sonho e o desejo, temática que a torna intimista e encantadora em meio à loucura que marca o trabalho de Dalí (e que me perdoem os críticos, nada entendo de arte; falo apenas de sentimentos de um espectador).

Na mostra, o público se depara com obras de destaque. Elas reforçam a genialidade de Dalí, que soube como ninguém tratar de temas tão subjetivos e relevantes como o desejo e o sonho de um modo surreal.

E numa exposição que desperta sentimentos e instiga, o espectador não poderia ficar só observando. Numa sala que simula um rosto feminino, após uma cortina de cabelos louros, é possível experimentar o “Sofá-lábios de Mae West”. E se não bastasse isso, uma filmadora reproduz em dois monitores a imagem de quem passa pelo sofá. Pura diversão – surrealista, claro!

Em tempo: o sofá foi feito em 1937, sob encomenda do britânico Edward James. Moldado em madeira e cetim, foi inspirado na atriz Mae West (daí o nome).

E após tanta emoção (confesso que senti um pouco de melancolia, o que deve ser normal quando se discute o tempo e, de modo indireto, a vida, embora a mostra traga também muita alegria), o encerramento reserva uma preciosidade. O público pode apreciar o resultado da mistura de Dalí com outro gênio: Walt Disney. Uma parceria que deu ao mundo um curta-metragem de animação feito entre 1945 e 46, porém só concluído em 2003, e que não poderia ter um título mais apropriado: “Destino”.



PS 1: eu não resisti e comprei uma gravura que reproduz uma das obras-primas de Dali, “A Persistência da Memória”, uma arte única que discute o tempo e a memória. O tempo que, aparentemente, esvai-se, escorre.


PS 2: além de Dali, o Palazzo Reale tem muitas outras mostras imperdíveis. Para conferir, basta dar uma olhada no site oficial. Só a apresentação do calendário anual de exposições já é um barato.

terça-feira, 16 de novembro de 2010 | | 2 comentários

Experiência italiana 3

Esta é para os amigos apaixonados por esse vermelho inconfundível.


Dei uma passadinha aí para comprar um boné para o meu irmão. Quem resiste??? Não tem jeito, os marmanjos sempre param e babam...

Ah, a loja fica em Florença. E a Ferrari é a usada pelo Rubinho em 2003.

| | 0 comentários

Os bons exemplos que vêm da Colômbia

"As bibliotecas precisam competir com os shoppings." A frase de Enrique Peñalosa, ex-prefeito de Bogotá, revela a importância dada à arquitetura e ao ambiente propostos para a rede de megabibliotecas.

Em vez de prédios feiosos, sem personalidade, Bogotá apostou em obras com bons materiais e linhas contemporâneas. A prefeitura promoveu concursos de arquitetura com a Sociedade Colombiana de Arquitetos para escolher os autores das quatro grandes bibliotecas construídas na última década.

Rogelio Salmona (1929-2007) desenhou a maior delas, de 36 mil m2, com os onipresentes tijolinhos avermelhados e um espelho d'água, traços da obra do maior arquiteto colombiano.

Mas arquitetos jovens também tiveram oportunidade de dar sua contribuição, algo ainda raro no Brasil quando se fala em grandes obras públicas. Suely Vargas tinha apenas 30 anos quando projetou a biblioteca El Tunal.

O programa de megabibliotecas foi criado por Peñalosa e mantido e ampliado por seus três sucessores: Antanas Mockus, Lucho Garzón e Samuel Moreno -todos de partidos diferentes.

Em comum, as quatro foram instaladas próximas a favelas, dentro de parques ou cercadas por áreas verdes, e acessíveis por corredores de ônibus e ciclovias (há 300 km delas na cidade).

Todas aspiram a repetir a atmosfera da biblioteca Luis Ángel Arango, a maior da Colômbia e uma das mais populares do mundo, mantida pelo Banco Central do país.

Com seis andares, escadas rolantes e jovens retirando livros e paquerando, ela não é modesta em comparação a qualquer shopping, mas causa horror aos bibliotecários mais puristas por trazer literatura popular e um ambiente festivo às suas instalações.

Possui sala de concertos e museus (o mais recente, a partir de doação do pintor Fernando Botero, com obras de Picasso, Bacon e Rothko).

As demais unidades da rede também recebem várias doações, de colecionadores a grandes empresários -a última delas cobriu dois terços do custo da construção da Santo Domingo.

O sucesso da Arango e de suas quatro sucessoras inspiraram a biblioteca São Paulo, instalada no parque da Juventude, construído onde ficava o Carandiru, com 4.200 m2. Bem mais modesta que as primas colombianas.

Fonte: Raul Juste Lores, "Unidades levam literatura popular a ambiente festivo", Folha de S. Paulo, Ilustrada, 13/11/10.

domingo, 14 de novembro de 2010 | | 0 comentários

A queda de Limeira no ICMS

A participação de Limeira no bolo do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) no Estado voltou a cair na medição para 2011, que toma como base o ano de 2009. Esse movimento é sistemático desde o início do governo Silvio Félix (PDT) – não quero aqui estabelecer uma relação de causa e efeito e sim apenas apontar um fato: a queda se dá desde o ano-base 2005 (aplicação para 2007).

Para 2011, o índice de participação de Limeira no ICMS será de 0,66558731. Em 2006 (ano-base 2004, último da administração José Carlos Pejon), o índice era de 0,74175966. Ou seja: em apenas cinco anos, a cidade perdeu 0,12 ponto no bolo do ICMS, uma das principais fontes de receita do Estado e dos municípios.

Apesar do marasmo que marcou os seis anos do governo Pedro Kühl (PSDB) no que diz respeito ao desenvolvimento, é preciso registrar que a participação da cidade vinha crescendo na administração tucana (após cair nos dois primeiros anos). O salto mesmo, de 0,06 ponto, deu-se no governo Pejon. No período Kühl-Pejon, a cidade ganhou justamente o 0,12 ponto que agora perdeu.

A definição do índice toma como base uma série de fatores, como a população, a receita de impostos e a área cultivada da cidade.

É fato que desde a crise do final de 2008 houve um recuo na participação de várias cidades no ICMS. No entanto, outras tantas – algumas bem pertinho de Limeira – crescem e se desenvolvem. Piracicaba e Sumaré são dois bons exemplos.

No caso de Piracicaba, após dois anos em queda (2004 e 2005, para aplicação em 2006 e 2007), a participação no ICMS só cresce. De 2008 (ano-base 2006) para 2011 (ano-base 2009), o índice piracicabano subiu 0,14 ponto (de 0,89334231 para 1,03077003).

Já Sumaré, que ultrapassou Limeira no ranking do ICMS (veja
aqui), conseguiu aumentar sua participação em 0,05 ponto em apenas dois anos, passando de 0,63600506 em 2009 (ano-base 2007) para 0,68669283 para 2011 (ano-base 2009).

Portanto, antes de tentar desacreditar os números ou buscar desculpas, os responsáveis pelo desenvolvimento de Limeira deveriam adotar uma postura de humildade e procurar nessas duas – e em outras - cidades o que elas vêm fazendo de bom para impulsionar sua participação no ICMS. Em outras palavras, o que tem contribuído para o desenvolvimento dessas localidades.

Arrisco dizer que elas têm uma política estratégica, algo que sempre faltou em Limeira.

Do ponto de vista econômico, por mais que o governo Silvio Félix (PDT) gabe-se de ter anunciado tantas empresas, os resultados até agora são tímidos, para dizer o mínimo. Na verdade, são mesmo decepcionantes, inexistentes.

E é bom ficar atento para que Limeira não veja passar o bonde da história num momento em que todo o país cresce em voo de cruzeiro.

Ano-base* - Índice ICMS (prefeito)
2009 - 0,66558731 (SF)
2008 - 0,69620779 (SF)
2007 - 0,70384029 (SF)
2006 - 0,70199737 (SF)
2005 - 0,71903865 (Silvio Félix)
2004 - 0,74175966 (JCP)
2003 - 0,72911770 (JCP)
2002 - 0,68842872 (PK até março-José Carlos Pejon a partir de abril)
2001 - 0,67375165 (PK)
2000 - 0,67696383 (PK)
1999 - 0,65301822 (PK)
1998 - 0,62428491 (PK)
1997 - 0,62636966 (Pedro Kühl)
1996 - 0,66036993 (JP)
1995 - 0,67374379 (JP)
1994 - 0,64487362 (JP)
1993 - 0,65167653 (Jurandyr Paixão)


* Para aplicação dois anos depois

Fonte: Secretaria da Fazenda de São Paulo

| | 0 comentários

Flagrante italiano 2

Dizem que a Itália é exemplo de elegância no vestir - Milão tem uma das semanas da moda mais famosas do mundo. A Itália é berço de muitas grifes. Logo, não deve ser difícil encontrar pessoas bem vestidas pelas ruas, não é?

Este casal abaixo, por exemplo, foi flagrado em Veneza. Elegantes, não?

| | 0 comentários

O caminho que resta: a cassação

A CPI da Merenda, da Câmara de Limeira, podia economizar tempo e dinheiro do contribuinte indo diretamente ao que interessa (se é que há interesse nisso). Porque a situação do vereador César Cortez (PV) parece definida.

Se não está provado se o parlamentar recebeu propina da empresa da merenda, a notícia divulgada pelos jornais de Limeira no sábado já é motivo mais do que suficiente para a única medida que restou no caso: a cassação do mandato.

Afinal, não se deve ter como normal o recurso da mentira quando se discute uma questão pública tão importante quanto esta envolvendo a terceirização da merenda.

Cortez sempre negou com veemência qualquer tipo de contato com pessoas da SP Alimentação - a empresa acusada de pagar propina ao vereador para barrar uma investigação e a membros da prefeitura para vencer a licitação da merenda.

Na coletiva de imprensa em que falou da acusação de corrupção e ao programa “Fatos & Notícias” (TV Jornal, segunda a sexta, 11h30), o parlamentar do PV negou que tivesse falado ao telefone com o ex-funcionário da SP, Genivaldo Marques Santos, delator do escândalo da merenda.

Cortez afirmou que, caso tivesse algum contato com Santos, teria sido sem que o interlocutor se identificasse pelo nome ou pela empresa à qual servia na época (2007). O vereador frisou que, como fala com muitas pessoas pelo telefone, até poderia ter atendido alguém da SP sem saber de quem se tratava.

Pois a quebra do sigilo telefônico de Cortez revelou, como mostraram os jornais
“Gazeta de Limeira” e “Jornal de Limeira”, pelo menos 80 telefonemas entre ele e Santos num intervalo de 15 dias. Ora, ninguém fala tanto assim com uma pessoa sem que a conheça.

Diante disso, as dúvidas passam a ser outras: 1) por que Cortez mentiu?; e 2) por qual interesse a SP Alimentação manteve tantos contatos com o vereador justamente no momento em que se discutia na Câmara a possibilidade da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para discutir o contrato da merenda?

São estas respostas que a CPI agora instalada deve buscar. Porque, no caso de Cortez, que comprovadamente mentiu (e não se pode alegar engano diante de 80 ligações), não me parece restar outro caminho que não seja a cassação do mandato.

Mentir deslavadamente assim não combina com a figura de um vereador.

PS: na medida em que se complica a situação de Cortez e que fica cada vez mais evidente a preocupação da SP Alimentação em esconder algo, cresce a sombra que cerca a administração Silvio Félix e o próprio prefeito – que admitiu, no “Fatos & Notícias”, ter tido contato com o dono da SP, Eloízo Durães.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010 | | 2 comentários

Prefeito "queimado"

O prefeito de Limeira, Silvio Félix (PDT), é cada vez mais mal visto no governo estadual.

Os problemas começaram há tempos, segundo relato de uma pessoa com acesso facilitado junto ao Executivo paulista. Faltaria a Félix um pouco de, digamos, humildade no trato com secretários estaduais. A postura um tanto arrogante do prefeito não é bem-vinda na posição de quem precisa de verbas do Estado. A situação chegou a tal ponto dessa pessoa dizer-se envergonhada.

Não bastasse isso e veio o apoio declarado de Félix ao candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes, o senador Aloizio Mercadante. O prefeito de Limeira sediou, inclusive, uma reunião estadual do PDT em que sobraram críticas ao tucanato.

A isso somou-se uma declaração desastrada de Félix num encontro do PT em São Paulo: “O que tenho visto é que o governo Lula mudou muito a relação com os prefeitos e com os municípios, na distribuição de verbas do PAC, no atendimento e no respeito aos prefeitos. Sonho com um governo no Estado que tenha a mesma postura republicana” (leia mais aqui).

Para completar, Félix partiu para o confronto com o Estado na questão da instalação de um presídio na zona rural de Limeira. Confronto que seria legítimo se não fossem dois detalhes: 1) o governo municipal, num acordo de cavalheiros e em troca de verbas para o Anel Viário e a construção de um novo Fórum, aceitou duas unidades da Fundação Casa e o presídio na cidade; e 2) foi o próprio município que indicou as possíveis áreas para o presídio, como documentou o Estado, segundo membros da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Limeira.

No confronto, o prefeito – mais uma vez – deu uma declaração desastrada, inoportuna e deselegante. Foi numa recente visita do governador Alberto Goldman (PSDB) a Limeira. O tucano respondia à imprensa sobre a questão do presídio quando foi abruptamente interrompido por Félix - que, num tom de superioridade, garantiu que a obra não seria no local alvo de polêmica. Mais: falou que o governador ainda não sabia do fato.

Fato que não se confirmou visto que, esta semana, o próprio Félix disse no programa “Fatos & Notícias” (TV Jornal, segunda a sexta, 11h30) que a ÚNICA garantia de que o presídio não será na área indicada no bairro do Jaguari é a possibilidade (repito: possibilidade) de diálogo com o Estado após intermediação da OAB.

Como a OAB de Limeira reuniu-se com o secretário da Casa Civil, Luiz Antonio Guimarães Marrey, após a visita do governador a Limeira e a única garantia é o diálogo aberto pela Ordem dos Advogados, não é preciso esforço para concluir que Félix mentiu ao interromper Goldman e garantir que o presídio será em outro local (registre-se que o município não tem legitimidade para, por si só, mudar a área do projeto).

Obviamente, a manifestação inoportuna do prefeito durante uma fala do governador soou muito, mas muito mal no Bandeirantes. A análise geral é que Félix está literalmente “queimado” junto ao tucanato – que, registre-se, permanecerá no comando do Estado nos próximos quatro anos. Um interlocutor chegou a ouvir de membros do governo que o prefeito foi “extremamente deselegante” ao interromper o governador e insinuar que o chefe do Executivo estadual estava mal informado numa questão que diz respeito ao Estado.

Aliás, fez-se questão de que esse recado fosse transmitido em Limeira para a população saber que o prefeito – como de praxe – joga para a plateia na questão do presídio.

Será preciso, portanto, muita humildade por parte de Félix para tentar restabelecer uma relação positiva com o governo do Estado.

A esperar.

| | 0 comentários

Flagrante italiano (ou escocês?)

Tá, eu sei que não tem nada a ver, é cultural, coisa de escocês, mas nunca tinha visto pessoalmente. E que é engraçado, isto é!

PS 1: o nome correto da tal saia é kilt.

PS 2: a foto foi tirada numa feira em Veneza.

terça-feira, 9 de novembro de 2010 | | 5 comentários

Constância Félix está pobre?

A primeira-dama de Limeira, Constância Félix (PDT), está pobre? É o que se deduz ao confrontar a prestação de contas de sua campanha eleitoral e a declaração de bens entregue à Justiça. Como este blog já mostrou (veja aqui), a esposa do prefeito Silvio Félix (PDT) gastou do próprio bolso em sua campanha R$ 468.900,00. É quase o mesmo valor de seu patrimônio – R$ 472 mil.

É no mínimo estranho alguém se dispor a aplicar todo o seu patrimônio numa campanha eleitoral. Ou não?

Não bastasse isso, há outra estranheza. A totalidade dos R$ 472 mil do patrimônio da primeira-dama está baseada em bens – dois terrenos, três veículos e a participação num prédio comercial. Nada em espécie, em contas no banco. Ou seja: para obter os R$ 468.900,00 usados na campanha, Constância deve ter vendido todos os seus bens.

Como não consta a venda de todos esses terrenos e veículos, a matemática de Constância parece mágica.

Mágica que a nossa frágil Justiça Eleitoral parece ignorar. Não só em relação a ela, mas com tantos outros candidatos.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010 | | 0 comentários

Limeira e a feirinha do Brás



O coordenador da feira que aparece na reportagem, Ailton Vicente Oliveira, é o atual presidente da Internacional de Limeira.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010 | | 0 comentários

Experiência italiana 2

Assistindo à TV italiana, olha quem surgiu:

E depois veio a esposa também, numa aparição surpresa, cantando "Eu sei que vou te amar"...

... e rolou até um beijo!

No hotel em Milão, TV globalizada. Tinha até a Al Jazeera:

E olha quem apareceu na TV árabe (repare no logo da emissora no canto direito):

| | 1 comentários

Dúvida existencial eleitoral

O resultado que a primeira-dama Constância Félix (PDT) obteve nas urnas no último dia 3, quando debutou nas disputas eletivas, custou caro. Os 50.830 votos dela – que lhe garantiram a primeira suplência do partido na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa paulista – foram obtidos numa campanha em que ela gastou oficialmente R$ 832.912,20.

A prestação de contas dos candidatos está disponível no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Constância foi, de longe, quem mais gastou na campanha. Foram praticamente meio milhão de reais a mais do que o segundo colocado em gastos, o médico e vereador César Cortez (PV) – R$ 363.617,64. Em terceiro está o presidente da Câmara Municipal, Eliseu Daniel dos Santos (PDT): R$ 252.807,20.

Cada voto de Constância custou cerca de R$ 16. Isso representa quase o dobro da média de gastos por voto (R$ 9,7) dos 513 deputados eleitos, segundo reportagem publicada hoje no jornal “Folha de S. Paulo” (leia aqui).

A primeira-dama recebeu doações do Grupo São Martinho (da Usina Iracema), num total de R$ 100 mil; do Supermercado Covabra (R$ 50.000,00); da Suzano Papel e Celulose (R$ 30.479,80); da empresa NovoRumo Transportes (R$ 5.000,00); e da Associação de Empresas e Empresários de Iracemápolis (R$ 2.000,00), que acaba de vencer a licitação da prefeitura para uma área empresarial em Limeira, entre outros.

Há doações também de assessores e até do prefeito Silvio Félix (PDT) – R$ 900 - e dos filhos do casal, Maurício (R$ 1.000,00) e Murilo (R$ 2.200,00).

O que mais chama a atenção na prestação de contas de Constância, além do total de gastos em si (uma campanha quase milionária), foi a quantidade de recursos aplicados pela própria candidata. Ela doou do próprio bolso R$ 468.900,00 – 56% do total aplicado.

Isso me leva a uma questão, uma dúvida existencial para a qual nunca encontrei resposta: o que leva alguém a gastar quase meio milhão de reais para conseguir um cargo público numa jornada arriscada, de resultado incerto?

Haja disposição e senso de dever público!

quarta-feira, 3 de novembro de 2010 | | 2 comentários

Experiência italiana 1

Um aviso aos viajantes: caso esteja na Itália e deseje experimentar uma pizza com ovo, cuidado. Eu pedi (o nome da pizza era Bismarck) e veja o resultado...

Mais que decepcionado, eu achei engraçado! Ah, o queijo era muito bom...