segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 | | 4 comentários

Apocalipse now?

Hoje tive uma discussão (no bom sentido) com um entrevistado no programa “Fatos & Notícias”, da TV Jornal. Ele falava sobre um evento (festivo, acredite!) de uma igreja cujo lema será o fim dos tempos.

Ultimamente, talvez pela recente passagem do milênio e pelo crescente pentecostalismo no Brasil, essa história de final dos tempos tem ganhado destaque. Casos de violência e tragédias naturais, como as vistas no Brasil e no Haiti recentemente, acentuam a crença no armagedom. E quando falta informação, sobra deformação (para não dizer ignorância – no sentido literal da palavra, ou seja, de desconhecer algo, e não no sentido ofensivo).

Para muitos líderes, religiosos inclusive, quanto maior a ignorância, mais fácil a dominação.

Não pretendo entrar em discussões teológicas, dogmáticas, religiosas. Crer no apocalipse é questão de fé – portanto, de foro íntimo. No entanto, por dever jornalístico e respeito ao público, não posso (e não pude no programa desta segunda-feira na TV) deixar passar “argumentos” desprovidos de razão e sentido.

Crer que o mundo vai acabar porque assim foi dito pelo criador é, repito, questão de fé. Dizer que o fim dos tempos está chegando porque nunca houve tantas tragédias, guerras e doenças como agora já é outra coisa: beira iludir a fé alheia. Diga aí: alguém de boa fé catalogou as tragédias e assassinatos de ontem e hoje para fazer alguma comparação razoável que possa respaldar uma afirmação do gênero? Se alguém tiver uma resposta positiva, aceito. Do contrário, parece-me irresponsabilidade recorrer a esse tipo de argumento.

Vejamos: desde que o mundo é mundo, há violência. Para quem crê na história da criação, parece-me que está lá escrito que um irmão matou outro, não? Ou seja: os crimes familiares estão na raiz da humanidade do ponto de vista religioso. A própria Bíblia está repleta de casos de assassinatos, muitos deles entre parentes.

Até onde sei, a história da humanidade sempre foi baseada na guerra – gregos contra troianos, atenienses contra espartanos, romanos contra bárbaros, sem falar nas Cruzadas medievais (financiadas, diga-se, pelas ordens religiosas), nas conquistas de Alexandre e de Napoleão. Portanto, dizer que as guerras de hoje (quantas mesmo?) são sinal do fim dos tempos não me parece plausível.

E quanto às catástrofes? A erupção do Vesúvio não destruiu parte do sul da Itália, soterrando toda uma cidade (Pompéia) pouco depois de Cristo? Em meados do século 18 um grande terremoto não destruiu Lisboa? E no início do século 20, o mesmo não aconteceu em São Francisco? Ah, e as doenças? No início do século 20 não houve uma grande epidemia de gripe espanhola que dizimou milhões de pessoas (e numa época em que o mundo nem era globalizado e os contatos entre os povos nem era tão grande como hoje)? Ora, se estes são sinais do fim dos tempos, o fim está um tanto demorado...

O que há hoje, sim, em muito maior quantidade, é o acesso à informação. E numa rapidez sem precedentes. Há cem anos, levava-se dias, talvez meses, para se tomar conhecimento de um determinado acontecimento numa região um pouco mais distante. Há mil anos, muitas vezes nem se tomava conhecimento. Hoje, sabe-se do fato em segundos.

Há quem diga que o próprio Jesus falou que guerras, doenças, pai matando filho e filho matando pai, catástrofes, etc, seriam os sinais da sua volta. De fato, mas mais do que isso, para usar um recurso religioso, ele disse que só Deus saberia quando seria a hora. Só Deus! Portanto: viva a vida, o presente, faça o bem, ajude e ame o próximo (e, caso seja cristão, ame a Deus acima de todas as coisas) e deixe que o tempo se encarregue do resto.
***

Veja, pois, que este texto não tem como finalidade destruir a fé daqueles que acreditam na religião. Tampouco quero parecer incrédulo. Busco apenas colocar um pouco de luz a uma certa onda apocalíptica que, tal como um tsunami, tem invadido muitas mentes. Onda impulsionada pelo fanatismo, pela ignorância e pelo senso de oportunidade de alguns que têm contribuído exclusivamente para causar medo e atos de insensatez.

Exagero? Uma conhecida minha dia desses estava nervosa porque, “diante dos sinais do fim dos tempos”, não sabia se estaria entre os “144 mil eleitos que vão herdar o reino dos céus”. Sem falar em alguns que dizem ter a “certeza” de que serão salvos, esquecendo-se de que o próprio Jesus chamou consigo para o reino de Deus um ladrão que estava ao seu lado na cruz e que se arrependeu no último instante.

“Orai e vigiai!”

A propósito: Marcelo Coelho escreveu no último dia 13 na Ilustrada, na “Folha de S. Paulo”, um artigo com o provocativo título “Deus existe?”. É uma interessante discussão entre fé e ciência, razão e emoção. E para quem pensa que o racionalismo puro é louvado, sugiro a leitura. Os protagonistas são o filósofo Paolo Flores d´Arcais e um certo Joseph Ratzinger, ainda como cardeal.

Para facilitar, já que muitos não têm senha para acessar os textos da “Folha”, reproduzo-o no campo de mensagens desta postagem. É só acessar lá.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010 | | 4 comentários

O polêmico plano dos Direitos Humanos

Em meio às recentes polêmicas envolvendo o terceiro Plano Nacional de Direitos Humanos, o primeiro do governo Lula (os outros dois planos são de 1996 e 2002, feitos no governo Fernando Henrique Cardoso), li uma interessante entrevista feita pela Agência Brasil com o jurista Fábio Konder Comparato, de 73 anos.

Entre outras coisas, Comparato diz que “o presidente Lula jamais enfrentou a oposição do poder econômico e do poder militar. Mas isso não deixa de ser surpreendente porque em toda a história republicana do Brasil ele é o presidente que contou com a maior aprovação popular. A impressão é que estamos onde sempre estivemos: uma espécie de cena política em que o povo, na melhor das hipóteses, é mero figurante. (...) Nós temos uma democracia de fachada que mal esconde a oligarquia”.

O jurista afirma ainda que “os militares no Brasil gozaram de absoluta impunidade no que diz respeito ao cometimento de atos criminosos contra o povo e contra a ordem política. Nunca ninguém pensou em pô-los no banco dos réus”.

Sobre a polêmica criada com o setor do agronegócio, ele diz que “está em causa a questão da função social da propriedade. (...) Os maiores crimes para a consciência conservadora brasileira não são contra a vida e a integridade pessoal, mas contra a propriedade. A propriedade está acima da dignidade da pessoa humana”.

Sobre a possibilidade de controle editorial dos meios de comunicação, Comparato fala que “a democracia exige a educação política do povo. Numa sociedade de massa essa educação se faz pelos meios de comunicação de massa. Eles ocupam um espaço público (rádio e televisão). O público significa espaço do povo, não é do Estado nem de particulares. Nós conseguimos essa proeza no Brasil: esse espaço público foi apropriado por empresários. Eles são donos da televisão, donos do rádio e, por conseguinte, do espaço de comunicação pública”.

Para quem interessar, o texto pode ser acesso na íntegra aqui. Eu recomendo a leitura.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010 | | 5 comentários

A emoção de um reencontro

O dia era de sol, como foram tantos outros dias passados ali.

A noite era quente, como foram tantas outras noites passadas ali.

O estádio estava mais velho.

Eu estava mais velho!

As ruas estavam mais desgastadas.

As arquibancadas exibiam as marcas do tempo.

Tudo carregava as inevitáveis marcas do tempo.

Tempo, tempo, tempo, tempo... (sim, estou cantarolando Bethânia).



Tudo parecia mais velho.

Ops, quase tudo.

Olho à esquerda, ante o sol brilhante, e vejo um novo placar.

Um sonhado placar eletrônico.

Tímido, mas ainda assim melhor do que antes.

Há, então, algo de novo e de bom no Major José Levy Sobrinho!

Como foi boa a sensação de voltar ao Limeirão em dia de jogo.

Como foi bom voltar a torcer, voltar a sofrer, debaixo de sol, debaixo da lua.

Vai Leão!!!


* Para quem conhece cada canto daquele estádio, para quem fez de tudo ali - correu, xingou, escondeu-se, foi gandula, vendeu bilhetes, subiu, desceu, perdeu, venceu -, confesso que foi estranha a sensação de voltar ao Limeirão depois de alguns anos de ausência. Foi uma sensação de estranho no ninho. Mais que estranheza, porém, a volta foi marcada por um paradoxo: em meio a um cenário que parece desgastado, envelhecido, triste, abandonado, senti-me renovado. E disposto a torcer sempre e cada vez mais.

Que a minha singela volta possa ser o início da volta da Internacional. É o meu desejo.

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Quarta-feira, 13.1.10

"Pense no Haiti, reze pelo Haiti..."

Frase apropriada para o dia, da canção entoada por Caetano Veloso.

E um salve a Zilda Arns, uma brasileira que não desistiu nunca! Uma brasileira que mostrou o que significa servir ao próximo.

Se você ainda não fez isso, por favor:

"Pense no Haiti, reze pelo Haiti..."

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010 | | 1 comentários

Um balanço das visitas

O Google Analytics permite uma interessante análise das visitas aos blogs. Em 2009, por exemplo, houve 1,9 mil visitas em sete meses aos meus dois blogs – média de 270 por mês ou nove por dia. Em termos de visitantes únicos, foram 916 (sem dúvida, uma honra).

O Bate-Bola registrou desde junho (quando comecei a medição pelo Google Analytics) 1.457 visitas. Foram 595 visitantes únicos. Do total, 5% chegaram até o blog por meio de ferramentas de busca; 47% buscaram diretamente o site e outros 47% usaram sites relacionados.

Os visitantes eram de 19 países: a grande maioria das visitas (1.338), claro, partiu do Brasil. Outras 90 vieram dos EUA. Houve ainda visitas de Portugal, Argentina, Espanha, Canadá, Itália, Turquia, Suécia, Japão, Arábia Saudita, Ucrânia, Chile, Reino Unido, Bélgica, Paquistão, Jamaica, Alemanha e Filipinas.

Em termos de cidades, os visitantes eram de 116 lugares – desde a região até Nova York (três visitas) e Istambul (duas). As cinco cidades que mais geraram visitas ao blog foram, na ordem: Limeira (865), Campinas (116), São Paulo (77), Livonia (41) e Americana (29).

A postagem mais vista foi “
Um encontro com a rainha”.

No
Piscitas Travel & Fun foram 440 visitas (321 visitantes únicos). Uma diferença em relação ao Bate-Bola está na divisão do tráfego: 75% chegaram ao blog por meio de sites relacionados; 15% por mecanismos de busca e 9% diretamente.

Houve visitas de 31 países – a maioria do Brasil (324) e EUA (35). As demais partiram de Portugal, Argentina, Espanha, México, Reino Unido, França, Alemanha, Canadá, Japão, Itália, Noruega, Hungria, Rússia, Luxemburgo, Bolívia, Chile, Polônia, Dinamarca, Colômbia, Bulgária, Romênia, Suécia, Ucrânia, República Dominicana, Holanda, Malásia, Suíça, Equador e Vietnã.

Entre as cidades, a amplitude é maior: 134 municípios – a maioria de Limeira (129 visitas).

A postagem mais vista foi “
O sonho de Versailles”.

Diante desses números, só me resta agradecer a todos que navegam por aqui - seja com frequência ou de vez em quando. Obrigado!

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Genial e emocionante!

A descrição postada no YouTube traduz bem este vídeo: “Chico Aní­sio mostra toda a sua genialidade ao declamar ‘Monólogo’, um comovente poema aliterado que descreve o mundo moderno utilizando apenas palavras iniciadas com a letra M”.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009 | | 0 comentários

"Natal fora de época" - por que não?

Não sei se me entendem, mas devo confessar que implico com o Natal.

A implicância não se deve a razões religiosas. (...)

Implico com o Natal por razões deste mundo, portanto bem profanas. Quando novembro vai se findando, os sintomas da febre natalina se tornam visíveis numa cidade como São Paulo.

O trânsito, regido por Lúcifer, fica ainda mais demoníaco e a distinção entre as horas mais favoráveis e as de rush desaparece, pois tudo se torna rush. (...)

O Natal se caracteriza, como outras comemorações, por um traço negativo, em grau mais elevado do que as outras: a celebração obrigatória, com data marcada. O comércio inventou os dias das mães, dos pais, da criança, dos namorados, dos amigos e logo vai estender a lista para os amantes ou as amantes secretas e outras categorias.

Em qualquer dessas hipóteses, é possível evitar o ritual de cumprimentos e presentes.

Meu exorcismo, para afastar as pessoas, é curto e grosso: "Mais um dia dos lojistas".

A data natalina está longe da trivialidade desses dias, diretamente vinculados aos interesses comerciais. O mito cristão é poderoso, é belo, mas impõe, mais do que qualquer outro, a observância de certos rituais.

Dentre eles, os presentes ocupam um lugar central. Há quem se encante com o frenesi das compras, com o atravancamento das lojas e das ruas, com a exigência de não se esquecer de ninguém - o esquecimento converte-se num pecado capital -, porém os presentes, ao menos para mim, são um tormento a mais, em meio ao calor dos últimos meses do ano. (...)

Mas me pergunto se não poderíamos trocar a dádiva institucionalizada por uma atitude mais espontânea para quem dá e mais inesperada para quem recebe, a de oferecer presentes ao longo do ano? (...)

Diante disso e de outras coisas mais, como a simbologia dos trenós, das renas, do Papai Noel pesadamente vestido, das comidas próprias para o inverno e impróprias para o nosso verão, não seria possível ao menos mudar uma parte dos hábitos, numa perspectiva reformista, ou escalonar o Natal ao longo do ano, numa perspectiva revolucionária, autorizando a escolha individual do mês favorito do Natal?

Desse modo, poderíamos desconcentrar alegrias e aborrecimento e pronunciar frases hoje impensáveis, do gênero: "Meu Natal cai em setembro".

Fonte: Boris Fausto, historiador, “Folha de S. Paulo”, Caderno Mais!, 20/12/09


Belo texto! Parece que leram meu pensamento (sempre gostei de dar presentes ao longo do ano, sem motivo aparente, e sempre detestei a imposição dos presentes em datas específicas).

Em tempo: os vídeos - do também belo Natal no Edifício Prada - são um contraponto cultural ao texto.

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"Erramos?"

A capa da Folha de ontem diz que "na mídia e em declarações de autoridades americanas, o caso (do menino Sean Goldman, devolvido ao pai após uma novela de cinco anos) ganhou contorno de disputa entre países".

É verdade e, por isso mesmo, o papel da mídia precisaria ser discutido nesse caso.Trata-se de um assunto de família, exclusivamente de família. Não há interesse público envolvido. Há, sim, curiosidade pública, o que é bem diferente. Do que decorre a pergunta que me parece central e me causa desconforto: temos, os jornalistas, o dever, a obrigação, de atender sempre a curiosidade do público, mesmo quando ela é invasiva? Neste caso, é pior ainda, porque invasiva de uma criança.

Não, não me venham dizer que invadimos cotidianamente a privacidade de muitas pessoas. É verdade, mas, em 99,9% dos casos, trata-se de pessoas públicas, que procuraram a notoriedade, não raro apoiando-se na mídia.

A busca pelos holofotes tem preço. Muitas vezes, os holofotes acesos pela mídia é que impedem abusos de diferentes naturezas.

Mas Sean não procurou os holofotes. Seu caso acabou por se transformar em exercício de jornalismo-espetáculo.

E não apenas no Brasil: a rede norte-americana NBC não fretou um avião para levá-lo aos EUA com o pai por amor à infância, mas por amor ao espetáculo.

Nesse espetáculo acabamos por cometer um pecado grave: demos abrigo a uma acusação, feita pela avó materna, de que o Executivo e o Judiciário brasileiros venderam-se aos Estados Unidos pagando com Sean pela manutenção de vantagens comerciais.

Nenhum jornalista sério diria tal coisa por sua conta. Se o dissesse, correria o risco de purgar elevada pena. No entanto, no jornalismo-espetáculo, a acusação foi ao ar e ao papel. Incomoda, não?

(Fonte: Clóvis Rossi, colunista da “Folha de S. Paulo”, pág. 2, 27/12/09)


Em tempo: alguém se arrisca a responder a pergunta do título?

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Twitter - uma definição

O Twitter na visão do jornalista Carlos Eduardo Lins da Silva, ombdusman da “Folha de S. Paulo”: "é usado para disseminar fofoca, banalidade ou informação pessoal coletivizada graças ao ambiente contemporâneo de estímulo ao exibicionismo combinado com voyeurismo".

Faz sentido.

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Sábias palavras

"O fim do ano traz à tona uma opressora atmosfera de felicidade obrigatória. Aqueles de sorriso menos fácil ficam então acuados, estigmatizados pelo crime de não compartilhar o otimismo compulsório dos dias -tão ao gosto vigente."
Igor Gielow, colunista da "Folha de S. Paulo" (pág. 2, 27/12/09)

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"Esses 'meus' cabelos brancos"

"Esses seus cabelos brancos, bonitos,
esse olhar cansado, profundo
Me dizendo coisas, um grito,
me ensinando tanto, do mundo...

Meu querido, meu velho, meu amigo."

Este trecho da música do Roberto Carlos eu dedicaria a mim.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009 | | 0 comentários

Para descontrair

Passeio no parque com a namorada...

Ops...


Ich, agora estou confuso...

Hahaha.

Brincadeira!

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Retratos de Limeira

Ultimamente, tenho feito vários registros - precários, diga-se - de Limeira em diferentes momentos. Tudo pelo celular. Inspirei-me num colega jornalista. Aí vão alguns flagrantes:

Limeira no entardecer e no anoitecer...


... de longe e de perto...


... antes da chuva e durante a chuva...


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A mais nova máquina de voar

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009 | | 0 comentários

The Americans - 50 anos

Já escrevi neste blog (leia aqui) sobre o livro "The Americans", do renomado fotógrafo suíço - e que fez sucesso nos EUA - Robert Frank.

Pois a obra completou 50 anos e ganhou uma exposição em nada menos do que o Metropolitan Museum - a mostra segue até 3 de janeiro.

Para mais informações, há reportagem no Estadão (clique aqui) e uma nota na Folha (aqui). Seguem trechos das duas matérias:

"Quando foi lançado nos Estados Unidos em 1959, The Americans, livro em que o fotógrafo e diretor de cinema Robert Frank imprimiu a visão que teve do país numa jornada de dois anos, foi criticado até como antipatriótico. A 'América' que pretendia ser uma nação serena, otimista e confiante não podia ser a mesma daquelas 83 fotos em preto e branco. Mas era." (Estadão)

"O fotógrafo percorreu a América em uma jornada que se assemelha muito ao processo criativo de Jack Kerouac na elaboração do clássico 'On the Road'. Curiosamente, os dois não se conheciam até as obras mais famosas dos dois terem sido produzidas. Frank convidou Kerouac a escrever a apresentação de 'The Americans' sem que o escritor beat tivesse acompanhado seu trabalho." (Folha)

Já li (a apresentação é de ninguém menos do que Kerouac) e principalmente vi o livro. E recomendo!