"A misericórdia torna o mundo menos frio e mais justo. (...) Somos nós que nos cansamos de perdoar."
Papa Francisco, no primeiro Angelus (oração especial dos católicos) de seu pontificado
domingo, 17 de março de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 22:38 | 0 comentários
Frase
sábado, 16 de março de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 16:22 | 0 comentários
"Lembranças"
Já faz tanto tempo
Que eu deixei
De ser importante
Pra você
(De Roberto e Erasmo Carlos)
Esta música sempre esteve em minha memória. É uma lembrança de muitas manhãs de domingo da minha infância. Eu a ouvia no programa "Qual é a música", apresentado pelo Silvio Santos no SBT. Era interpretada pela Kátia, que é cega. Chamava minha atenção ver uma cantora cega - naturalmente ela nunca entrava no palco, estava sempre lá quando era anunciada.
O fato é que passei a ter um carinho especial pela Kátia (que nunca mais vi em programa nenhum de TV nem sei se ainda canta). E a música ficou em minha memória.
PS: quando pensei em colocar a canção aqui, iria usar como título a palavra "lembranças". Só fui descobrir que este é exatamente o nome da música após pesquisar na Internet. Coincidência...
Marcadores: lembranças, música
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 16:13 | 0 comentários
Contando os passos
1.280 passos. Silêncio.
7.680 passos. Silêncio.
O silêncio por vezes fala mais que milhares de palavras. E vale mais que qualquer palavra. Tem a força de uma oração.
Marcadores: reflexão
sexta-feira, 15 de março de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 09:30 | 0 comentários
"Friends"
Packing up the dreams
God planted
In the fertile soil of you
I can't believe the hopes he's granted
Means a chapter in your life is through
Marcadores: música
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 08:41 | 0 comentários
Um pouco de arte...
... para colorir e alegrar o dia:
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 06:54 | 0 comentários
Um telefonema
Algumas vezes ouvimos coisas que valem a pena. Coisas que nos fazem pensar. Pensar em tudo o que fizemos de positivo, no que construímos e no valor que isto tem.
Sim, ainda há algumas (poucas) pessoas que dão valor às outras e ao trabalho que estas fazem.
Porque muitas pessoas, como dizia minha avó, "não valem o prato que comem..."
Dar valor, eis um dos segredos da vida.
quinta-feira, 14 de março de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 08:29 | 0 comentários
Questões de governo e de Estado
“Os governos são os maiores interessados em por em foco
políticas de curto prazo e lançar a conta para a frente. Por cálculo eleitoral,
os governos são míopes. Se um político não olha para o curto prazo, ele perde a
eleição. Então os governos tendem a estimular a formação de bolhas, postergando
qualquer tipo de ajuste.”
Leia também (acrescentado em 15/4):
- Para Gerdau, burrice de criar mais ministérios está no limite
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 08:04 | 0 comentários
Nostalgia
Nostalgia. Este é o sentimento que tenho sempre que vou ao "Major José Levy Sobrinho", o famoso Limeirão. Uma mistura de alegria pelas boas lembranças do passado vivido ali, onde fui de gandula a bilheteiro, e um pouco de tristeza pela realidade que encontro hoje.
Enfim, sempre vale como diversão!
Em tempo: o jogo foi Internacional e América (São José do Rio Preto) e valeu pela Série A3 do Campeonato Paulista. Deu empate: 1 x 1.
Marcadores: esporte, futebol, Inter de Limeira, Limeirão
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 07:48 | 0 comentários
Esclarecimento
Os textos de terceiros - artigos, entrevistas, frases - que publico neste blog não refletem necessariamente minha opinião. Aliás, posso até discordar radicalmente deles.
Quando posto um texto de terceiro tenho a intenção, acima de tudo, de provocar uma reflexão, ainda que seja - repito - por meio de uma opinião discordante da minha.
Marcadores: blog
quarta-feira, 13 de março de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 13:33 | 0 comentários
Direto do toca-CD (31)
Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.
Quem me dera ao menos uma vez
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.
Quem me dera ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.
Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer.
Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.
Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste.
Quem me dera ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.
Quem me dera ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.
Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente.
Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.
Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.
("Índios", de Renato Russo)
Marcadores: música
terça-feira, 12 de março de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 10:00 | 0 comentários
Sinais
Muitas vezes as pessoas dão sinais de decisões que tomarão na vida, mas os que estão em volta não se atentam.
Assim ocorreu com o agora papa emérito Bento 16. Durante visita a Áquila, cidade italiana devastada por um terremoto em 2009, ele fez questão de orar no túmulo do papa Celestino 5°, um dos poucos a renunciar voluntariamente, aos 84 anos, em 1294.
Ao ler uma edição de janeiro da revista "Veja", deparei-me com uma reportagem sobre o pontífice cujo título era "O último trecho da jornada". Na matéria, uma fala do papa a brasileiros responsáveis pela organização da Jornada Mundial da Juventude, que ocorrerá este ano no Rio de Janeiro: "O papa estará presente. Seja eu ou o próximo".
Na chamada da reportagem, a revista registrou: "Sua debilidade física está evidente e ele já fala em tom de despedida".
Apesar de tudo, ninguém ousou cogitar a renúncia.
Obviamente, tratava-se de uma hipótese até então surreal, quase absurda, impensável, mas que Bento 16 deu vários sinais da decisão que tomaria é fato.
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 07:53 | 2 comentários
"O elogio da verdadeira amizade"
O filósofo, psicanalista e
escritor (Jean-Bertrand Pontalis), um dos maiores intelectuais da França, fala da
diferença entre amigos e amores (...)
Parece quase impossível encontrar um amigo verdadeiro.
Eu diria que é muito difícil. Ainda assim, estamos sempre à procura de um. A minha busca começou bem cedo, porque sempre tive uma relação conflituosa com meu irmão, e logo me vi obrigado a achar fora de casa um companheiro para brincar e conversar. O fio condutor da minha existência é essa procura por um amigo ideal. Como ocorre com a maioria das pessoas, a intensidade dessa busca foi maior na adolescência, quando queremos alguém para nos acompanhar nas descobertas sobre o mundo e a quem confiar nossos segredos e medos e vice-versa. É a época da vida na qual temos um "melhor amigo" - que, em geral, muda a cada ano, conforme vamos crescendo e as circunstâncias variam. Apesar da sucessão de "melhores amigos" nessa idade, a legitimidade de tais amizades não deve ser contestada. Por um certo período, aquele companheiro de escola ou de bairro foi realmente nosso "melhor amigo".
Mas a procura da amizade pode ser vã.
Pode, é claro, mas seria uma lacuna bem triste no meu caso - embora haja quem conviva bem apenas com colegas ou camaradas. Coleguismo e camaradagem são formas de amizade que, se não nos fazem sentir mais fortes, mais vivos - é isso que quero dizer com "recuar a morte" -, ao menos afastam um pouco a solidão amarga. Nunca deixei de ter muitos amigos, é algo vital para mim. Evidentemente, mesmo a amizade mais verdadeira não é feliz durante todo o tempo. Às vezes, podemos nos afastar, até por razões geográficas, ou ter disputas que superam a simples discordância a respeito deste ou daquele assunto. A distância e as fricções, no entanto, jamais significaram um rompimento definitivo com meus amigos. Há quem faça o elogio da amizade sem conseguir cultivá-Ia. É o caso de Proust (MarceI Proust, o maior dos escritores modernos franceses). Ele teve uma profusão de amigos, mas no monumental Em Busca do Tempo Perdido há um julgamento severo sobre a amizade. Ele diz, em resumo, que ela requer um "eu superficial" - que a profundidade do "eu" passa longe da relação com um amigo. Está claro que sofreu uma decepção com a amizade. Tanto que terminou seus anos fechado num quarto, isolado, escrevendo a obra que considerava ser sua "verdadeira vida".
A amizade é mais vital do que o amor?
Não é mais vital, faz parte de outra esfera. Como eu disse, o amor traz tormentos, porque é impulsionado pela paixão. O amor é, ainda, menos durável, não se consegue mantê-Io continuamente no nível do ardor inicial. Já se falou bastante sobre qual seria a diferença entre amor e amizade. A meu ver, o amor visa à satisfação plena, um objetivo tão vago quanto inalcançável. Ocorre, então, um paradoxo: a partir de determinado momento, ele passa a alimentar-se da insatisfação absoluta. Como escrevo no meu livro, talvez só o amor místico seja a exceção. A amizade, por seu turno, nunca almeja a plenitude. Você não pode esperar tudo de um amigo, muito menos a perfeição, mas só uma amizade verdadeira é capaz de nos proteger das oscilações tumultuosas, da ambivalência intrínseca à relação amorosa - e também do fim do amor, quando é comum que sobre apenas o ódio de quem você amou e por quem você foi amado. O ódio, aliás, dura mais do que o amor.
Marcadores: amizade, comportamento, entrevista, Jean-Bertrand Pontalis
segunda-feira, 11 de março de 2013 | Postado por Rodrigo Piscitelli às 13:24 | 1 comentários
"Anarkias"
| Postado por Rodrigo Piscitelli às 09:55 | 0 comentários
Frase
“Quem não desafina? Todo mundo um dia desafina, ninguém é
tão perfeito assim.”
Gal Costa, cantora, em entrevista à “Folha de S. Paulo”


