domingo, 17 de março de 2013 | | 0 comentários

Frase

"A misericórdia torna o mundo menos frio e mais justo. (...) Somos nós que nos cansamos de perdoar."
Papa Francisco, no primeiro Angelus (oração especial dos católicos) de seu pontificado

sábado, 16 de março de 2013 | | 0 comentários

"Lembranças"

Já faz tanto tempo
Que eu deixei
De ser importante
Pra você

(De Roberto e Erasmo Carlos)



Esta música sempre esteve em minha memória. É uma lembrança de muitas manhãs de domingo da minha infância. Eu a ouvia no programa "Qual é a música", apresentado pelo Silvio Santos no SBT. Era interpretada pela Kátia, que é cega. Chamava minha atenção ver uma cantora cega - naturalmente ela nunca entrava no palco, estava sempre lá quando era anunciada.

O fato é que passei a ter um carinho especial pela Kátia (que nunca mais vi em programa nenhum de TV nem sei se ainda canta). E a música ficou em minha memória.

PS: quando pensei em colocar a canção aqui, iria usar como título a palavra "lembranças". Só fui descobrir que este é exatamente o nome da música após pesquisar na Internet. Coincidência...

| | 0 comentários

Contando os passos

1.280 passos. Silêncio.

7.680 passos. Silêncio.

O silêncio por vezes fala mais que milhares de palavras. E vale mais que qualquer palavra. Tem a força de uma oração.

sexta-feira, 15 de março de 2013 | | 0 comentários

"Friends"

Packing up the dreams
God planted
In the fertile soil of you
I can't believe the hopes he's granted
Means a chapter in your life is through

(...) 

And friends are friends forever
If the lord's the lord of them
And a friend will not say "never"
Cause the welcome will not end
Though it's hard to let you go
In the father's hands we know
That a lifetime's not too long to live as friends.

(...) 

But we'll keep you close as always
It won't even seem you've gone
Cause our hearts in big and small ways
Will keep the love that keeps us strong

(De Deborah Smith e Michael W. Smith)

| | 0 comentários

Um pouco de arte...

... para colorir e alegrar o dia:


1) Jackson Pollock ("The Key", 1946)


2) Andy Warhol ("Mao", 1973)


3) Arte contemporânea (não anotei os nomes dos artistas)



Todas as obras desta postagem estão expostas no Instituto de Arte de Chicago.

| | 0 comentários

Um telefonema

Algumas vezes ouvimos coisas que valem a pena. Coisas que nos fazem pensar. Pensar em tudo o que fizemos de positivo, no que construímos e no valor que isto tem.

Sim, ainda há algumas (poucas) pessoas que dão valor às outras e ao trabalho que estas fazem.

Porque muitas pessoas, como dizia minha avó, "não valem o prato que comem..."

Dar valor, eis um dos segredos da vida.

quinta-feira, 14 de março de 2013 | | 0 comentários

Questões de governo e de Estado

“Os governos são os maiores interessados em por em foco políticas de curto prazo e lançar a conta para a frente. Por cálculo eleitoral, os governos são míopes. Se um político não olha para o curto prazo, ele perde a eleição. Então os governos tendem a estimular a formação de bolhas, postergando qualquer tipo de ajuste.”

“O capitalismo de estado, a simbiose de empresários e governo, é o modo mais injusto de organização econômica. Nesse modelo, o interesse do homem comum, do consumidor, está sempre subordinado ao estado e às suas empresas preferidas.”

“(...) o que realmente serve de garantia ao interesse público são as instituições sadias em pleno funcionamento, e não um governante iluminado dando canetadas no palácio, pensando ser capaz de resolver tudo apenas pena vontade.”

As frases acima são de Rodrigo Constantino, economista e autor do livro “Privatize Já”, em entrevista à “Veja” (edição 2.312, ano 46, número 11, 13/3/13).

A mesma edição da revista cita que a presidente Dilma Rousseff vai criar o 39° ministério por mera conveniência político-eleitoral (embora a pasta da Micro e Pequena Empresa seja uma promessa de campanha dela). Vai abrigar o neoaliado PSD, do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

No Brasil, o custeio dos ministérios consome R$ 212 bilhões/ano, segundo a "Veja".

Pelo menos 13 pastas atendem a conveniências políticas, chegando ao cúmulo de se ter um Ministério de Assuntos Estratégicos que absolutamente ninguém sabe para que serve e o que faz...

Sem contar que um governo com 39 ministérios caminha para uma gestão ineficiente.

Leia também (acrescentado em 15/4):

- Para Gerdau, burrice de criar mais ministérios está no limite

| | 0 comentários

Nostalgia

Nostalgia. Este é o sentimento que tenho sempre que vou ao "Major José Levy Sobrinho", o famoso Limeirão. Uma mistura de alegria pelas boas lembranças do passado vivido ali, onde fui de gandula a bilheteiro, e um pouco de tristeza pela realidade que encontro hoje.

Enfim, sempre vale como diversão!




Em tempo: o jogo foi Internacional e América (São José do Rio Preto) e valeu pela Série A3 do Campeonato Paulista. Deu empate: 1 x 1.

| | 0 comentários

Esclarecimento

Os textos de terceiros - artigos, entrevistas, frases - que publico neste blog não refletem necessariamente minha opinião. Aliás, posso até discordar radicalmente deles.

Quando posto um texto de terceiro tenho a intenção, acima de tudo, de provocar uma reflexão, ainda que seja - repito - por meio de uma opinião discordante da minha.

quarta-feira, 13 de março de 2013 | | 0 comentários

Direto do toca-CD (31)

Quem me dera ao menos uma vez
Ter de volta todo o ouro que entreguei a quem
Conseguiu me convencer que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.

Quem me dera ao menos uma vez
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.

Quem me dera ao menos uma vez
Explicar o que ninguém consegue entender
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.

Quem me dera ao menos uma vez
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
Fala demais por não ter nada a dizer.

Quem me dera ao menos uma vez
Que o mais simples fosse visto
Como o mais importante
Mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente.

Quem me dera ao menos uma vez
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês
Sua maldade, então, deixaram Deus tão triste.

Quem me dera ao menos uma vez
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.

Quem me dera ao menos uma vez
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos, obrigado.

Quem me dera ao menos uma vez
Como a mais bela tribo
Dos mais belos índios
Não ser atacado por ser inocente.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho
Entenda
Assim pude trazer você de volta pra mim
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim.
E é só você que tem a cura pro meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.

("Índios", de Renato Russo)

| | 0 comentários

Reflexão do dia


Caminhos cruzados, eternamente...

terça-feira, 12 de março de 2013 | | 0 comentários

Sinais

Muitas vezes as pessoas dão sinais de decisões que tomarão na vida, mas os que estão em volta não se atentam. 

Assim ocorreu com o agora papa emérito Bento 16. Durante visita a Áquila, cidade italiana devastada por um terremoto em 2009, ele fez questão de orar no túmulo do papa Celestino 5°, um dos poucos a renunciar voluntariamente, aos 84 anos, em 1294.

Ao ler uma edição de janeiro da revista "Veja", deparei-me com uma reportagem sobre o pontífice cujo título era "O último trecho da jornada". Na matéria, uma fala do papa a brasileiros responsáveis pela organização da Jornada Mundial da Juventude, que ocorrerá este ano no Rio de Janeiro: "O papa estará presente. Seja eu ou o próximo".

Na chamada da reportagem, a revista registrou: "Sua debilidade física está evidente e ele já fala em tom de despedida".

Apesar de tudo, ninguém ousou cogitar a renúncia. 

Obviamente, tratava-se de uma hipótese até então surreal, quase absurda, impensável, mas que Bento 16 deu vários sinais da decisão que tomaria é fato.

| | 2 comentários

"O elogio da verdadeira amizade"

O filósofo, psicanalista e escritor (Jean-Bertrand Pontalis), um dos maiores intelectuais da França, fala da diferença entre amigos e amores (...)

O que é um amigo?
O título do meu livro sobre esse tema é sugestivo sobre a dificuldade de definir a amizade: Le Songe de Monomotapa ("O sonho de Monomotapa"). Trata-se de uma alusão a urna fábula de Jean de La Fontaine (escritor francês do século XVII). Na fábula, dois amigos vivem nesse país de nome estranho, e um não possui nada que não pertença ao outro. Não haveria amizade mais verdadeira, portanto, nem mais doce, como diz La Fontaine. Mas ela talvez só seja possível na literatura. Por isso, entre as reflexões que faço sobre a amizade, acho que a melhor síntese em resposta à sua pergunta é que um amigo de verdade é aquele que nos protege dos tormentos do amor, nos afasta da fúria raivosa, faz recuar a morte.

Parece quase impossível encontrar um amigo verdadeiro.
Eu diria que é muito difícil. Ainda assim, estamos sempre à procura de um. A minha busca começou bem cedo, porque sempre tive uma relação conflituosa com meu irmão, e logo me vi obrigado a achar fora de casa um companheiro para brincar e conversar. O fio condutor da minha existência é essa procura por um amigo ideal. Como ocorre com a maioria das pessoas, a intensidade dessa busca foi maior na adolescência, quando queremos alguém para nos acompanhar nas descobertas sobre o mundo e a quem confiar nossos segredos e medos e vice-versa. É a época da vida na qual temos um "melhor amigo" - que, em geral, muda a cada ano, conforme vamos crescendo e as circunstâncias variam. Apesar da sucessão de "melhores amigos" nessa idade, a legitimidade de tais amizades não deve ser contestada. Por um certo período, aquele companheiro de escola ou de bairro foi realmente nosso "melhor amigo".

Mas a procura da amizade pode ser vã.
Pode, é claro, mas seria uma lacuna bem triste no meu caso - embora haja quem conviva bem apenas com colegas ou camaradas. Coleguismo e camaradagem são formas de amizade que, se não nos fazem sentir mais fortes, mais vivos - é isso que quero dizer com "recuar a morte" -, ao menos afastam um pouco a solidão amarga. Nunca deixei de ter muitos amigos, é algo vital para mim. Evidentemente, mesmo a amizade mais verdadeira não é feliz durante todo o tempo. Às vezes, podemos nos afastar, até por razões geográficas, ou ter disputas que superam a simples discordância a respeito deste ou daquele assunto. A distância e as fricções, no entanto, jamais significaram um rompimento definitivo com meus amigos. Há quem faça o elogio da amizade sem conseguir cultivá-Ia. É o caso de Proust (MarceI Proust, o maior dos escritores modernos franceses). Ele teve uma profusão de amigos, mas no monumental Em Busca do Tempo Perdido há um julgamento severo sobre a amizade. Ele diz, em resumo, que ela requer um "eu superficial" - que a profundidade do "eu" passa longe da relação com um amigo. Está claro que sofreu uma decepção com a amizade. Tanto que terminou seus anos fechado num quarto, isolado, escrevendo a obra que considerava ser sua "verdadeira vida".

A amizade é mais vital do que o amor? 

Não é mais vital, faz parte de outra esfera. Como eu disse, o amor traz tormentos, porque é impulsionado pela paixão. O amor é, ainda, menos durável, não se consegue mantê-Io continuamente no nível do ardor inicial. Já se falou bastante sobre qual seria a diferença entre amor e amizade. A meu ver, o amor visa à satisfação plena, um objetivo tão vago quanto inalcançável. Ocorre, então, um paradoxo: a partir de determinado momento, ele passa a alimentar-se da insatisfação absoluta. Como escrevo no meu livro, talvez só o amor místico seja a exceção. A amizade, por seu turno, nunca almeja a plenitude. Você não pode esperar tudo de um amigo, muito menos a perfeição, mas só uma amizade verdadeira é capaz de nos proteger das oscilações tumultuosas, da ambivalência intrínseca à relação amorosa - e também do fim do amor, quando é comum que sobre apenas o ódio de quem você amou e por quem você foi amado. O ódio, aliás, dura mais do que o amor.

Fonte: Mario Sabino, “Veja”, ed. 2.302, ano 46, número 1, 2/1/13 (leia na íntegra aqui).

segunda-feira, 11 de março de 2013 | | 1 comentários

"Anarkias"


Vale a pena assistir, curtir, se divertir, rir, parir (ops, parir não tem nada a ver!).

Eu indico, recomendo, sugiro, aprovo, endosso, avalizo (afs, quem sou eu para fazer isto tudo??).

| | 0 comentários

Frase

“Quem não desafina? Todo mundo um dia desafina, ninguém é tão perfeito assim.”
Gal Costa, cantora, em entrevista à “Folha de S. Paulo”