quinta-feira, 6 de setembro de 2012 | | 0 comentários

Fazendo jornalismo - e contando histórias

A galera do programa “Não conta lá em casa”, do canal Multishow, foi conferir “in loco” o resultado – 26 anos depois - da soma entre a opção pelo risco e a falta de transparência.

Afinal, como está Chernobyl após o acidente nuclear?





Em tempo: não conta lá em casa (só para fazer um trocadilho) que este tipo de programa era meu sonho profissional…

(Pena que nunca encontrei alguém disposto a compartilhar a ideia...)

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Frase

“Não há motivo para comemoração e fogos de artifício quando um dos principais partidos do país - e mais, o partido que mobilizou a nação com o discurso da ética - chega ao banco dos réus e às portas da prisão.”
Eliane Cantanhêde, jornalista, na coluna "Constrangimento nacional" na Folha de S. Paulo

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Quando a direção nacional do PT vai aprender?

O Partido dos Trabalhadores - que, antes da condenação de João Paulo Cunha por corrupção passiva e peculato, dizia confiar na Justiça brasileira - agora acusa ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de participar de um "golpe" em parceria com "a mídia conservadora".

O discurso, verbalizado pelo eminente presidente do PT, Rui Falcão, além de demonstrar bem o pânico do partido com o que pode ocorrer com José Dirceu, José Genoino e companhia, é uma boa medida da decepção de Lula com ministros escolhidos por ele para o STF. O ex-presidente considera-se traído.

Embora seja difícil imaginar - após todos esses anos de lulismo - que alguém ainda se surpreenda com as suas concepções sobre a política e os deveres republicanos, vale a pena discorrer um pouco sobre o assunto.

Para o ex-presidente, valores como companheirismo e gratidão são muito mais importantes do que os princípios da independência entre os Poderes e da imparcialidade, e o espírito público. Como alguém pode julgar em desacordo com os seus interesses após ter sido beneficiado pela sua generosidade?

Lula sempre enxergou o mundo a partir do seu próprio umbigo. Quem não está com o ex-presidente evidentemente só pode estar contra ele. Não existe meio-termo.

Isso vale para qualquer um. Correligionários que o desobedeceram foram expulsos do partido. Órgãos de imprensa e jornalistas que ousam criticá-lo são tratados como "corruptos" e "vagabundos" nos blogs e sites que estão a seu serviço. E magistrados agora são chamados de golpistas pelo PT.

Ao atacar ministros do Supremo, Rui Falcão fez um alerta em tom de ameaça: "Não mexam com o PT. Quando o PT é provocado, ele cresce, ele reage". É difícil entender o que o presidente do partido de Lula quer dizer exatamente com isso. Mas é bom ficar atento.

Fonte: Rogério Gentile, "A visão do umbigo", Folha de S. Paulo, Opinião, 6/7/12, p. 2.

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O lado "B" do rodeio (na visão de um roqueiro)

Esta veio do Facebook do amigo Danilo Fernandes - quem não o conhece não estranhe, ele é assim mesmo, "8 ou 80". E curte rock!


"Este é o resultado de um bando de otários, reunidos para curtir um lixo musical, parabéns palhaços... E vem aí a festa dos caipiras de Limeira reunindo ainda mais gente escrota, com uma trilha sonora horrível, se achando o machão por pegar biscate e montar em animal indefeso. Este é o Brasil, isto é Limeira. 
Parabéns aos organizadores, lindo cenário, fora o odor, foi muito bom caminhar aqui de manhã neste lugar entre tantas opções que temos. O Brasil é ou não é um país em evolução?"

Em tempo: a foto é pós-desfile dos cavaleiros, que marca a abertura do tradicional Rodeio de Limeira.

Minha opinião: não custava nada aos organizadores do rodeio, festa que gira tantos milhões em dinheiro, pagar um serviço de limpeza para tirar a sujeira das ruas do Centro logo após o desfile. Ou querem mesmo só lucrar?

Quanto ao restante do comentário, não sou tão radical assim sobre a festa. Respeito quem curte o estilo e o evento, mas que o Danilo tem razão ao dizer que está cheio de gente "se achando machão por pegar biscate e montar em animal indefeso", isto está!

* Desconheço a autoria da foto, que também estava no Facebook do Danilo 

quarta-feira, 5 de setembro de 2012 | | 0 comentários

Ah, as contas de campanha...

Não sei bem a razão, mas sempre fico com a impressão de que estou sendo chamado de idiota quando vejo  prestações de contas de campanha dos candidatos...

Aliás, quer ver com detalhes as prestações de contas dos quatro concorrentes à Prefeitura de Limeira? Vá até o blog "Limeira 2012".

Em tempo: oficialmente (e põe oficialmente nisto!), a disputa pela prefeitura já custou R$ 425 mil em Limeira.

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Romário denuncia negociata na seleção

Galera, 

Vou voltar num assunto só para não passar em branco. Sobre a última convocação do Mano, mais um exemplo de que dentro da Seleção está havendo um cartel nas convocações, muitos estão enriquecendo ilicitamente. Espero que sem o conhecimento do presidente José Maria Marin e do vice Marco Polo Del Nero. 

Casos recentes como a convocação do Hulk para as Olimpíadas e, logo em seguida, a realização de uma das transferências mais caras da história do futebol. O jogador saiu do Porto, de Portugal, para o Zenit, da Rússia, por 55 milhões de euros (R$ 140,8 milhões). 

E, agora, o goleiro do Corinthians, que tem seus direitos econômicos ligados a pessoas da Confederação Brasileira de Futebol, após a convocação e alguns jogos pela Seleção, se já não foi, será vendido para o Roma. Quem leva?

Uma instituição como a CBF, que se diz privada, mas é isenta de impostos federais, não vou dizer que precisa de uma intervenção federal, mas já está mais que na hora de passar por uma auditoria. Grande ministro Aldo Rebelo, o povo brasileiro não merece isso. O Sr. ainda é um dos poucos políticos sérios que conheço, nos ajude a acabar com essa sacanagem.

Deputado Federal Romário

Postado no Facebook nesta quarta-feira, 5 de setembro, às 15h18

PS: não é de hoje que o esporte, em especial o futebol no Brasil, virou um grande negócio (para poucos lucrarem, registre-se!). E a principal mercadoria, a seleção, não poderia ficar fora do balcão...

Leia também (complemento postado em 6/7):

- Romário chuta o balde

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Reflexões nas paredes

Vi esta frase estampada numa parede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York (EUA):


Diz mais ou menos assim: "A ONU não foi criada para levar a humanidade para o céu e sim para livrá-la do inferno".

Já a frase abaixo estampa uma das paredes da entrada do Museu de História Natural, também em NY:


Diz mais ou menos assim: "A utilidade do homem depende da sua vida aos seus ideais na medida em que ele possa realizar. É difícil falhar, mas é pior nunca tentar ter sucesso. Toda ousadia e coragem, toda a paciência da desgraça contribuem para um tipo mais fino de nobreza do homem. Só os que estão aptos a viver que não temem morrer e ninguém está apto a morrer que não tenha se encolhido da alegria da vida e do dever de viver".

Em tempo: troquei o termo "masculinidade" por "homem" por considerar este último mais genérico e apropriado para o que a mensagem pretende dizer.

terça-feira, 4 de setembro de 2012 | | 0 comentários

Frase

“É muito maior do que eu!”
Gustavo Nolasco
, jornalista, simulando a resposta de um terceiro para uma pergunta profissional-existencial: "afinal, por que aceitamos fazer certas coisas?"

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Enfim, somos assim...

No fundo, enxergamos tudo sob a nossa ótica, sob o nosso prisma, com os nossos filtros.

Assim julgamos o comportamento das pessoas, assim vivenciamos nossas relações.

Temos uma imensa dificuldade de enxergar pelo lado “de fora da garrafa”, como disse certa vez um amigo.

Julgamos que nossa visão de mundo e nosso comportamento estão corretos, via de regra sempre.

Em resumo, consideramos que o mundo gira ao nosso redor. É o “eucentrismo”.

Acha exagero? Pare por um instante e pense: quantas vezes, nos últimos tempos, você ao menos permitiu-se pensar algo do tipo “será que a outra pessoa pode ter razão?”.

Não, dificilmente tomamos essa possibilidade como verdadeira.

Assim, vivemos eternamente enclausurados no nosso próprio casulo, olhando unicamente para nosso próprio umbigo.

São apenas “nossas necessidades” que contam, nossas verdades que valem e nada mais.

Enfim, somos assim.

Egoístas.

Esta é a regra. Ser diferente disso é exceção.

Enfim...

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Produtos do Brasil

É engraçado verificar como os estrangeiros enxergam os brasileiros. Via de regra, prevalecem os estereótipos (tal qual nós, brasileiros, fazemos em relação aos estrangeiros).

Na sede da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York (EUA), há uma lojinha com produtos de diversos países. Do Brasil, há pedras em geral e bonequinhos de baianas:


Já no Royal Ontario Museum (ROM), em Toronto (Canadá), chamou minha atenção na loja pequenos frascos de vidro com um artefato dourado reluzente. Fui ver o que era e um pequeno cartaz informava: ouro, 4,99 dólares canadenses a garrafinha. Achei interessante, seria uma lembrança curiosa e diferente.


Ao checar a etiqueta, de imediato li algo que soou familiar: "Made in Brazil". Ouro do Brasil...


Em tempo: não comprei nenhum destes produtos.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012 | | 0 comentários

A violência vai continuar...

Lamento informar, mas ao menos em Limeira não há nada que indique – a depender das propostas dos candidatos a prefeito – que a violência vá diminuir nos próximos anos. Os candidatos têm focado o plano para a área em dois pilares: reestruturação da Guarda Civil Municipal (com aumento do efetivo e reaparelhamento) e investimento em sistemas de monitoramento.

Há quase um mantra nesse sentido.

Não resta dúvida de que quanto mais recursos as forças de segurança tiverem, melhor – e com maior eficiência - será a atuação delas.

Contudo, aumentar o efetivo e estruturar a GCM e as polícias estão longe de resolver os problemas da criminalidade, como indicam especialistas. “A locação de pessoal no asfalto é a única alternativa possível para o policiamento nos dias de hoje?”, escreve na “Folha de S. Paulo” o sociólogo José dos Reis Santos Filho, coordenador do Núcleo de Estudos sobre Situações de Violência e Políticas Alternativas da Unesp.

A raiz da violência vai além do reduzido efetivo nas ruas. O que se vê hoje em todo o país é reflexo da perda de valores e referências por parte de crianças e jovens e é isto que deve ser atacado.

Como, então, fazer isso? Da parte que cabe ao Poder Público, não resta outra alternativa senão investir maciçamente em educação – de modo amplo, não apenas melhorando a estrutura das escolas e os salários dos professores. É preciso tornar as escolas atrativas para uma faixa etária cada vez mais ligada às tecnologias em geral.

Isto, porém, terá efeito a médio e longo prazos.

A curto prazo, é impossível tratar de segurança pública sem considerar o que está por trás da maioria das ocorrências: o uso de drogas. Neste sentido, as propostas dos candidatos à Prefeitura de Limeira também deixam a desejar. Falam genericamente em aumentar a oferta de vagas em clínicas de recuperação e fazer campanhas educativas - algo, por exemplo, que a Polícia Militar realiza há anos por meio do Proerd (o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência).

No que diz respeito ao combate ao tráfico de drogas, há da parte dos candidatos uma ideia simples, porém importante: reforçar a iluminação pública e revitalizar as regiões degradadas. É fato que áreas verdes atingidas pelo vandalismo, com mato alto e sujeira, e pontos escuros na cidade servem de atrativo para os criminosos, notadamente traficantes e usuários.

O Poder Público precisa fazer-se presente – e aqui cabe copiar parte da política de Tolerância Zero que tanto sucesso fez em Nova York (EUA). Ou seja: se alguma nova estrutura pública for destruída, um banco que seja, é preciso ser reposta de imediato. Quantas vezes for necessário. O mesmo vale para a iluminação pública.

Há ainda outro fator essencial, apontado pelo sociólogo no mesmo artigo para a “Folha”: “o distanciamento enorme entre população e polícia. De fato, tornou-se bagatela falar em participação popular. E isso poderia fazer toda diferença”.

Pelo menos um candidato chega a tocar no assunto, mas não explica como pretende melhorar o diálogo comunidade-polícia.

Vê-se, portanto, que as iniciativas propostas pelos candidatos são muito mais tímidas do que o assunto exige. Embora a Constituição estabeleça que segurança é um dever do Estado, não se pode mais ignorar a importância e a necessidade dos municípios atuarem. A depender do próximo prefeito de Limeira, nada de inovador há de surgir.

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Voltando no tempo em NY

Na Toys´r´Us, uma das maiores e mais fantásticas lojas de brinquedos do mundo, localizada na Quinta Avenida, em Nova York (EUA), relembrei a infância na seção do Playmobil:



E na loja da M&M´s, o colorido dos confetes:



* As fotos são minhas e de Carlos Giannoni de Araujo

domingo, 2 de setembro de 2012 | | 0 comentários

Frase

"Às vezes, a pior coisa possível é obter aquilo que você deseja."
Ina Caro, historiadora e escritora, no livro "Paris sobre Trilhos" (p. 300)

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O Brasil pós-mensalão

(...) O início do fim. Trocou o passado de lutas e o futuro promissor por um vício: a embriaguez do poder, em que "os fins justificam os meios". Quis ser tudo, virou nada. Ontem, o Wikipédia já dizia que João Paulo Cunha "foi" um político brasileiro.

Sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal, por contundentes 9 a 2, entra para a história como o fim de uma era. Vai-se a impunidade, vem a responsabilidade. A Câmara dos Deputados, o Banco do Brasil, a Petrobras, a Presidência da

República - as instituições, enfim - não têm donos, ou dono. São do Estado e servem à nação.

Isso vale para o Supremo, até mais do que para todas as demais. Lê-se que Lula está triste, acabrunhado, por sentir-se "traído". Dos 11 ministros (incluindo Peluso), 8 foram colocados ali nos governos petistas e só 2 votaram pela absolvição de João Paulo -por extensão, do PT.

A corte suprema não vota mais com os poderosos, pelos poderosos. Julga com a lei, pela justiça. Inaugura, assim, um novo Brasil.

Fonte: Eliane Cantanhêde, "Os bons meninos", Folha de S. Paulo, Opinião, 2/9/12, p. 2.

***

O Brasil, os políticos e suas práticas não vão mudar coisa alguma por efeito do chamado julgamento do mensalão, sejam quais e quantas forem as condenações. É o que indica o indesmentido fluxo histórico brasileiro e o que comprova a experiência mais ou menos recente.

"O Brasil não será mais o mesmo", ou, no dizer dos que precisam ser pernósticos, "o julgamento é um paradigma", são frases que pululam nos meios de comunicação, com suas similares, como meros produtos de ingenuidade ou do engodo comum.

O que vai mudar são alguns dos métodos agora desvendados. (...)

A degradação da ética e do nível cultural na política não se altera com episódios tão circunscritos como o julgamento do mensalão.

Se ainda for corrigível, reverter a degradação dependeria de muitos fatores, como remodelação do financiamento eleitoral e do sistema partidário, redução da Câmara, das Assembleias e das Câmaras Municipais, exigências para coligações, efetividade dos programas partidários, e por aí afora.

O momento facilita constatar-se a continuidade da degradação política e das eleições como vestibular para a indústria do enriquecimento. É só ver dois ou três programas da propaganda eleitoral: a média dos candidatos, em qualquer sentido, não deixa dúvida. Não sobrará dúvida nem sobre a ingenuidade ou o engodo do besteirol de que o Brasil mudará com o julgamento agora feito pelo Supremo Tribunal Federal - um, em dezenas ou centenas de julgamentos necessários.

Fonte: Janio de Freitas, "Amanhã tal como ontem", Folha de S. Paulo, Poder, 2/9/12.

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A passagem do Isaac

A passagem do furacão Isaac por Nova Orleans deixou uma das principais vias da cidade, a Canal Street, assim:


A foto é de Michael Appleton/The New York Times e foi divulgada no UOL.

Quando lá estive, em abril, a Canal Street estava normal. E é assim:





Leia mais:

- O destino de Nova Orleans

- Isaac, o novo inimigo de New Orleans

* As fotos são minhas e de Carlos Giannoni de Araujo