domingo, 30 de outubro de 2011 | | 0 comentários

"Game over"

Por mais que vivamos em sociedade, que tenhamos laços familiares e de amizade, no fundo somos sempre sozinhos. Porque a vida de cada um de nós, por mais que esteja ligada à de outras pessoas por relações diversas, será sempre única e individual.

Há, obviamente, diversos graus de individualismo. A forma como lidamos com essa questão varia de pessoa para pessoa. O fato é que, na luta diária pela sobrevivência, cada um é cada um. Cada um defende o seu.

Será isto um erro? Não sei. Cada pessoa tem seus próprios interesses e luta por eles. Abrir mão de algo em prol de outra pessoa é uma atitude rara, muito rara (ainda mais nos dias de hoje).

O fato é que às vezes esperamos demais da vida, mais do que ela realmente pode nos dar. Esperamos demais das pessoas, mais do que realmente elas podem nos oferecer. Esperamos demais das empresas e instituições, mais do que elas podem nos apresentar. E pagamos um preço por isso.

Às vezes você precisa de uma palavra, e ela não vem. Você precisa de um ouvido, e ele não aparece. Simplesmente porque as coisas não são como a gente quer (ou espera) nem acontecem na hora em que a gente quer (ou necessita).

Contudo, como a vida é um grande aprendizado, os fatos servem para que tiremos lições. Por exemplo: você não pode esperar que os outros façam por você o que você faria por eles. Você também não pode exigir que os outros ajam como não querem agir. Você não pode exigir que os outros sacrifiquem-se por você.

Afinal, cada um é cada um e cada um luta pelo seu.

O que nos resta, pois? Ter consciência de que, na caminhada da vida, vamos nos deparar com dezenas, centenas de pessoas. Algumas vão estender a mão em alguns momentos, outras nunca farão isso em momento algum. Mas, no fundo, o único que pode dar um passo somos nós. Apenas nós.

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Saboreando

Um chopinho de leve, só para refrescar e animar o fim de semana (o que, diga-se, foi muito, muito, muito difícil...):


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Frase (ou lições de jornalismo)

É preciso cuidado com a cultura do escândalo. Acusação baseada em uma só fonte, sem documentos, é o início do trabalho do repórter, não o seu fim - mesmo no noticiário político, onde, infelizmente, se atira a esmo e se acertam mais corpos do que se esperava.
Suzana Singer, ombudsman da “Folha de S. Paulo”, em sua coluna deste domingo, 30/10 (para ler na íntegra, clique aqui – é preciso ter senha do jornal ou do UOL)

sábado, 29 de outubro de 2011 | | 0 comentários

William e Brenda

William e Brenda marcaram seu amor
Um amor de tarde, quem sabe
Quem sabe um amor de verão
Um amor eterno enquanto dure
Um amor de amigo, um amor de irmão.

William e Brenda riscaram seu amor
Feriram, cortaram, tiraram a seiva
Para declarar ao mundo uma união
Efêmera ou duradoura, só o tempo dirá
O tempo que é senhor da razão.

William e Brenda declararam seu amor
Sonharam, casaram até, quem sabe
Ou se despediram após um “não”
Mas o amor deles segue escrito
Numa inocente árvore, a mão.


PS: a foto foi tirada no Parque Cidade, em Limeira.

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Música para uma alma inquieta

Tenho andado distraído,
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso,
Só que agora é diferente:
Sou tão tranquilo e tão contente.

Quantas chances desperdicei,

Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém.

("Quase sem querer", de Dado Villa-Lobos, Renato Russo e Renato Rocha)


PS: ao procurar outra música para postar, descobri que já a tinha colocado aqui em 2009. Sinal de que inquietudes de antes estão de volta (ou nunca se foram?)...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011 | | 0 comentários

A arte de Romero Britto

Artista brasileiro de renome internacional, Romero Britto tem uma loja numa famosa via de Miami, na Flórida (EUA). Fui até lá numa manhã nublada para, quem sabe, encontrar alguma peça de valor acessível para o meu modesto bolso. A loja estava fechada. Pela vitrine, das poucas peças que vi, a mais barata era um pequeno boneco: US$ 250 (algo em torno de R$ 450 pela cotação de hoje). 

Desisti de pensar em comprar algo (não que o preço fosse exorbitante, apenas não era possivel gastar aquele valor naquele momento), mas sigo sonhando. Admiro há tempos o trabalho de Romero Britto, principalmente pelo colorido que possui e pela alegria que transmite.



O artista, porém, não é unanimidade (aliás, ninguém é...) - como se vê no texto deixado no vidro molhado da vitrine (a tradução é "eu odeio este cara").


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Música para refletir

Calm down
Deep breaths
And get yourself dressed instead
Of running around
And pulling all your threads saying
Breaking yourself up

If it's a broken part, replace it

If it's a broken arm then brace it
If it's a broken heart then face it

And hold your own

Know your name
And go your own way

And everything will be fine

Everything will be fine

Hang on

Help is on the way
Stay strong
I'm doing everything

("Details in the Fabric", de Jason Mraz)

terça-feira, 25 de outubro de 2011 | | 0 comentários

Frase

"A vida é assim, num dia morde, no outro assopra..."
Júlia, personagem de Adriana Esteves na novela "Morde & Assopra", da TV Globo

segunda-feira, 24 de outubro de 2011 | | 0 comentários

Novos pitacos pré-eleitorais

As recentes e frequentes manifestações do prefeito Silvio Félix (PDT) sobre o perfil do candidato que apoiará nas eleições de 2012 têm um foco direto e um indireto.

O foco direto é o próprio futuro candidato (já que Félix ficou sem ninguém para apoiar, terá que apresentar um nome novo, “não viciado, não político de carreira”, como tem dito).

Ao mesmo tempo, porém, Félix acerta seu ex-aliado e um dos favoritos para 2012, Eliseu Daniel dos Santos (DEM), conhecido por ser um político de carreira.

Félix não é bobo, pode ter certeza que é um recado indireto para o eleitor.

Quem conversa com o prefeito sabe bem o que ouve dele sobre Eliseu...

Em tempo: já ficou chata a barra forçada pré-eleitoral em parte da mídia em favor do empresário Lusenrique Quintal (PSD), dono de uma emissora de TV e de uma rádio em Limeira. Seja o assunto que for, lá está ele dando seus palpites. Fora as “levantadas” forçadas de bola que recebe do “estafe”. 

sexta-feira, 21 de outubro de 2011 | | 0 comentários

Jogo de palavras

O que tenho, não posso.
O que posso, não quero.
O que quero, não tenho.

Ter, querer, poder.
Poder querer ter.
Querer ter poder.

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A questão do ICMS: uma discussão necessária

No momento em que o Congresso brasileiro discute a polêmica repartição do dinheiro do pré-sal entre os entes da federação, um outro tema bem que poderia entrar em pauta: o repasse do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) aos municípios.

O sistema atual – que privilegia o vigor econômico das cidades, o que é parcialmente justo – apresenta claras distorções. Na nossa região, o exemplo mais acabado é Paulínia. Desmembrada de Campinas há algumas décadas, o município sedia desde 1973 uma unidade da Petrobras, a Replan – aliás, a maior unidade de refinamento de petróleo da estatal brasileira.




O setor petroquímico garante a Paulínia uma posição privilegiada na receita do ICMS. Vejamos: até outubro, a cidade recebeu R$ 440,8 milhões do imposto. Isso significa uma média de R$ 5.365 para cada um de seus 82.150 habitantes (conforme o Censo 2010 do IBGE). Limeira, com 280 mil moradores, recebeu no mesmo período R$ 107 milhões – quatro vezes menos. A média é de R$ 382 por limeirense.

Não se deve reduzir o fato de Paulínia sediar um grande gerador de impostos, como a Replan. Também não se pode ver com normalidade a cidade receber tanto dinheiro em detrimento de outros municípios. Há uma falha clara no sistema de repartição dos recursos. Um peso maior à população talvez ajudasse a corrigir essa desigualdade flagrante.

Segundo a CNM (Confederação Nacional dos Municípios), do “produto da arrecadação do Estado, 25% é transferido para os municípios (CF, art. 158, IV) de acordo com a legislação estadual, ou seja, cada Estado determina quais serão os critérios de rateio do ICMS, desde que preservado o peso mínimo de 75% para o valor adicionado do município. (...) A grande preocupação é que apesar da diversidade dos critérios adotados, o peso de 75% para o valor adicionado faz com que grande parte do imposto se concentre em poucos municípios.” (leia mais aqui)

Para quem acha que é pouca coisa, basta um breve passeio por Paulínia para se constatar o óbvio: sobra dinheiro. Há obras faraônicas por todos os lados. A prefeitura é faraônica, o teatro é faraônico, o parque é faraônico, até o cemitério tem ares faraônicos. Em contrapartida, muitos serviços públicos deixam a desejar.




Há quem vá dizer que o problema é de má gestão do dinheiro, de má administração. É meia verdade. Obviamente, os recursos públicos podem não estar sendo bem aplicados em Paulínia. Uma conversa com qualquer administrador público, porém, fatalmente recairá numa outra inexorável constatação: há dinheiro demais para habitantes de menos.

Talvez não seja à toa que um ex-prefeito pensou em construir uma pirâmide de vidro cobrindo a Igreja de São Bento, um projeto de quase R$ 100 milhões (tema que foi parar na Justiça, como se vê aqui e aqui)

Em tempo: a questão aqui apresentada é tema de debates por parte de entidades municipalistas, aquelas que lutam pelos direitos dos municípios, mas é preciso mais!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011 | | 0 comentários

Aventura e adrenalina em duas rodas

Estive terça-feira na cidade de Paulínia para viver mais uma aventura única. A pauta era mostrar um pouco da adrenalina que os limeirenses poderão conferir no próximo domingo, 23/10, no Drift Show Car - evento programado para o kartódromo de Limeira, ao lado do horto.

Em Paulínia, a equipe de Tiago Souza nos esperava para apresentar algumas manobras radicais:


Eis que de repente o piloto me "convida" para ir dentro do carro na manobra mais legal da demonstração, o passeio sobre duas rodas. Eu, claro, topei na hora! (Confesso que já tinha pedido para o organizador do evento ver a possibilidade de acompanhar as manobras de dentro do carro.) 


Foi pura adrenalina, fantástico, maluco, diferente. Mais uma experiência que levarei na vida para contar aos filhos e netos. E para quem está em dúvida: sim, vale a pena!



* A filmagem pelo celular ficou a cargo de Wesley Almeida, cinegrafista da TV Jornal (que não teve coragem de entrar no carro).

domingo, 16 de outubro de 2011 | | 0 comentários

Frase

"Each man in his time is Cain." 
(Adaptação de um trecho da música "The One", de Elton John)

sexta-feira, 14 de outubro de 2011 | | 0 comentários

Vinte e poucos anos...

Tivera eu outra vida
Viveria intensamente.
Erraria mais (pois o erro ensina)
E construiria um novo epitáfio.

A vida é curta e o tempo voa,
Não aceita burocracia:
O que foi está feito
O que deixou de ser já era.

Ah, se outra vida eu tivesse...
Viveria. Simplesmente.

(Homenagem póstuma aos meus 20 e poucos anos...)

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Flagrante italiano 11

Vendedores na rua em Milão e Vicenza: