quarta-feira, 13 de julho de 2011 | | 0 comentários

Frase

"Jesus continuou dizendo: ´Não fique perturbado o coração de vocês. Acreditem em Deus e acreditem também em mim´."
João, capítulo 14, versículo 1 (Bíblia)

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Imagens da cidade

O nascer do sol em três momentos, visto a partir da Praça Luciano Esteves, no Centro de Limeira. A torre é da Igreja Presbiteriana.



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"Jornalismo, humildade e qualidade"

O jornalista Rosental Calmon Alves é um fenômeno de renovação permanente. Começou a sua carreira de jornalista em 1968. Entre outros veículos, passou pelas Rádios Tupi e Nacional, no Rio de Janeiro, e pelas revistas IstoÉ e Veja. No Jornal do Brasil foi correspondente em Madri, Buenos Aires, Washington e Cidade do México. Em 1995 foi o responsável pelo lançamento da primeira versão para a internet de um jornal brasileiro: o JB Online. Um ano depois trocou as redações pela carreira acadêmica, tornando-se professor na Universidade do Texas, em Austin. Em 2002, criou o Centro Knight para o Jornalismo nas Américas.

Rosental, um carioca simpático e acolhedor - tenho saudade do nosso encontro em Austin -, surpreende por sua capacidade de adaptação às novas tecnologias. Sua visão de futuro foi reconhecida e homenageada durante o 6.º Congresso de Jornalismo Investigativo da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em São Paulo, no começo deste mês. Considerado um dos grandes teóricos do jornalismo online, ele chamou a atenção para os desafios a serem enfrentados pelos jornais neste momento de revolução digital.


Segundo Rosental, o surgimento das redes sociais, como o Twitter e o Facebook, não mudou somente o jornalismo, mas também o mundo. "Nunca antes os avanços tecnológicos nos afetaram tanto e, consequentemente, afetaram a forma de fazer jornalismo", observou. "Há mais de uma década que eu venho alertando para isto: não dá mais para continuar fazendo jornais do mesmo jeito."


Essa é uma nova realidade que as grandes empresas de mídia precisam aceitar, ponderou: "Hoje a comunicação não é mais vertical, unidirecional, com a internet ela passou a não ter limites. Outra diferença é que a audiência não é mais passiva, não se trata mais de um monólogo, é preciso haver uma constante troca de informações entre os leitores e o jornal".


Rosental Calmon Alves foi ao ponto. Precisamos, todos, fazer uma urgente autocrítica. E a primeira reflexão nos leva a depor as armas da arrogância e assumir a batalha da humildade. A comunicação, na família, nas relações sociais e no jornalismo, não é mais vertical. O diálogo é uma realidade cultural. Ainda bem. Os oráculos morreram. É preciso ouvir o leitor. Com respeito. Com interesse real, não como simples jogada do marketing. O leitor não pode ser tratado como um intruso.


Os jornalistas precisam escrever para os leitores, e não para os colegas. Alguns cadernos culturais parecem produzidos numa bolha. Falam para si mesmos e para um universo cada vez mais reduzido, pernóstico e rarefeito. O jornal precisa ter a sábia humildade de moldar o seu conceito de informação, ajustando-o às autênticas necessidades do público a que se dirige.


Falta humildade, sem dúvida. Mas falta, sobretudo, qualidade. O nosso problema, ao menos no Brasil, não é de falta de mercado, mas de incapacidade de conquistar uma multidão de novos leitores. Ninguém resiste à matéria inteligente e criativa. Em minhas experiências de consultoria, aqui e lá fora, tenho visto uma florada de novos leitores em terreno aparentemente árido e pedregoso. O problema não está na concorrência dos outros meios, embora ela exista e não possa ser subestimada, mas na nossa incapacidade de surpreender e emocionar o leitor. Os jornais, prisioneiros das regras ditadas pelo marketing, estão parecidos, previsíveis e, consequentemente, chatos.


A juventude foge dos jornais. Falso. Evitam, sim, os produtos que pouco falam ao seu mundo real. Milhões de jovens, em todo o mundo, vibram com as aventuras de O Senhor dos Anéis e com a saga de Harry Potter. São milhares de páginas impressas. Mas têm pegada. Escancaram janelas para a imaginação, para o sonho, para a fantasia. Transmitem, ademais, valores. Ao contrário do que se pensa, os jovens reais, não os de proveta, manifestam profunda carência de âncoras morais. Os jornais que souberem captar a demanda conseguirão, sem dúvida, renovar a sua clientela.


A revalorização da reportagem e o revigoramento do jornalismo analítico devem estar entre as prioridades estratégicas. É preciso seduzir o leitor com matérias que rompam com a monotonia do jornalismo declaratório. Menos Brasília e mais vida. Menos aspas e mais apuração. Menos frivolidade e mais consistência. Além disso, os leitores estão cansados do baixo-astral da imprensa brasileira. A ótica jornalística é, e deve ser, fiscalizadora. Mas é preciso reservar espaço para a boa notícia. Ela também existe. E vende jornal. O leitor que aplaude a denúncia verdadeira é o mesmo que se irrita com o catastrofismo que domina muitas de nossas pautas.


Precisamos, enfim, combater a síndrome ideológica que ainda persiste em alguns guetos anacrônicos. Seu exemplo mais acabado é a patologia dos rótulos. Alguns jornalistas não perceberam que o mundo mudou. Insistem, teimosamente, em reduzir a vida à pobreza de quatro qualificativos: direita, esquerda, conservador, progressista. Tais epítetos, estrategicamente pendurados, têm dupla finalidade: exaltar ou afundar, gerar simpatias exemplares ou antipatias gratuitas. A boa reportagem é sempre substantiva. O adjetivo é o adorno da desinformação, o farrapo que tenta cobrir a nudez da falta de apuração. É, sempre, uma fraude.


É importante que os repórteres e os responsáveis pelas redações tomem consciência desta verdade redonda: a imparcialidade (que não é neutralidade) é o melhor investimento. O leitor quer informação clara, corajosa, bem apurada. Não devemos sucumbir à tentação do protagonismo. Não somos construtores de verdades. Nosso ofício, humilde e grandioso, é o de iluminar a História.


Fonte:
Carlos Alberto di Franco, "O Estado de S. Paulo", 11/7/11.

terça-feira, 12 de julho de 2011 | | 0 comentários

Viajando por aí...

Para quem gosta de viajar, em todos os sentidos, recomendo uma passagem pelo meu blog Piscitas - Travel & Fun. 

Nele, há relatos de minhas viagens e as experiências vividas durante as férias mundo afora. É um relato bem pessoal, com fotos exclusivas. 


Vale a pena conferir!


Ah, se gostar, volte sempre. E deixe seu comentário lá!

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Imagens de guerra

Duas exposições simultâneas – uma no Institute of International Photography, em Nova York (EUA), e outra no blog “In Focus”, da revista The Atlantic – trouxeram à tona um rico acervo de imagens referentes a um dos episódios mais sombrios e sangrentos da história contemporânea: a Segunda Guerra Mundial.

O “In Focus” está postando toda semana fotos do “maior conflito militar do século 20”, nas palavras do site Catraca Livre. No total, são 20 ensaios fotográficos – dos quais quatro já estão disponíveis para acesso: 1) pré-guerra, 2) a invasão da Polônia, 3) as invasões do Eixo e a queda da França e 4) a Batalha da Inglaterra.

Mais do que cenas de batalha, o projeto - chamado “World War II in Photos” (“Segunda Guerra Mundial em Fotos”) – revela os bastidores do conflito, a vida durante a guerra, com suas naturais emoções e tensões. Imagens raras, um registro histórico exemplar e único.

As imagens são tão impressionantes que eu pré-selecionei 50 para postar aqui. Obviamente isto é inviável. Portanto, aí vão as que julguei mais expressivas do “espírito” e do terror da guerra:















Já a mostra em NY revela ao mundo as feridas deixadas pela bomba atômica jogada sobre Hiroshima, no Japão, em 6 de agosto de 1945. “(...) um testemunho de uma ação que acabou dizimando 140 mil pessoas”, cita o Catraca Livre.

As imagens, restritas na época, foram feitas por determinação do governo norte-americano como forma de atestar os efeitos da nova bomba, até então inédita num conflito armado.

Não são, pelo que se pode prever, belas imagens. São, porém, um registro importante e necessário – até como forma de lembrar a humanidade de um dos atos mais atrozes que o homem já foi capaz de produzir.

Em tempo: o nome da exposição é “Hiroshima: Ground Zero 1945”.

Hiroshima: Ground Zero 1945 from ICP on Vimeo.

segunda-feira, 11 de julho de 2011 | | 0 comentários

“Pode-se dizer tudo da doutora Dilma Rousseff, menos que ela não sabe, há tempo, o que acontece com as obras do Dnit, dos estádios, das ferrovias e com as concessões de energia. Seria demais pedir aos companheiros que transformassem o país num grande inquérito policial. Pede-se apenas que parem de tratar a plateia como se ela fosse uma récova de asnos.”
Elio Gaspari, jornalista, em sua coluna na "Folha de S. Paulo" de 10/7/11 (leia aqui - é preciso ter senha do jornal ou do UOL)

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Uma conquista, um orgulho, uma lição

Meio que sem querer, acabei de ver praticamente em tempo real a atualização do site do concurso anual que a rede de TV norte-americana CNN realiza entre universitários brasileiros. Esta é a sétima edição do projeto. A atualização trouxe a lista dos finalistas.

Acessei a página porque um ex-aluno, companheiro de trabalho e amigo está participando.

Este ex-aluno/colega de trabalho/amigo, Carlos Giannoni de Araújo, passou o dia ansioso. Sequer conseguia disfarçar. E agora pode comemorar: ele está entre os dez finalistas do concurso, que oferece ao vencedor uma viagem para conhecer a sede da CNN em Atlanta (Geórgia).

Em 2011, o concurso tratou de sustentabilidade, um tema da moda – e que, justamente por estar na moda, costuma apresentar uma série de propostas já conhecidas. Carlos, porém, apostou em algo diferente. Fez a reportagem e foi em frente.

Desde que eu soube do tema, há cerca de duas semanas, tinha quase certeza de que ele poderia se dar bem. É uma abordagem interessante. Quando vi o produto final, tive certeza de que ele seria um dos finalistas.

Esta é a segunda vez que um ex-aluno participa deste concurso e vai para a final – o que, reconheçamos, já é uma conquista. O que virá daqui para frente só o tempo dirá. E, como eu disse ao Carlos hoje, o que tiver que ser dele, será.

Resta torcer. Eu, de minha parte, como ex-professor, colega de trabalho e amigo, estou feliz e orgulhoso por este grande passo dado por ele.

Parabéns e boa sorte!

A reportagem do Carlos está logo a seguir:


Em tempo: não fui professor do Carlos na área de TV, que fique claro.

PS: esta história toda para mim é também uma lição. Por circunstâncias da vida (diria mesmo idiotices), não consegui ajudá-lo na elaboração da reportagem. Enfim, coisas que não se consertam. Minha torcida, porém, não será menos valiosa do que a ajuda que deixei de dar.

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Os novos concorrentes dos jornais

Os veículos tradicionais de imprensa devem passar a preocupar-se mais com a concorrência de sites como o Google e o Facebook do que com seus tradicionais rivais.
É assim que pensa o jornalista espanhol Juan Luis Cebrián, 66, fundador do "El País" e presidente do Grupo Prisa, que, além do jornal, é dono da Santillana, grupo editorial ao qual pertence a brasileira Moderna.

(...) Leia abaixo a entrevista que ele concedeu à
 Folha, em São Paulo.
Folha - Há uma discussão muito intensa nos grandes jornais do mundo sobre se é conveniente ou não cobrar pelo conteúdo das versões on-line dos mesmos. O "El País" está todo aberto na rede há alguns anos. Crê que essa é a postura mais correta?
Juan Luis Cebrián
 - A pergunta mais importante é "um jornal pode migrar para a rede?". Até agora a resposta tem sido negativa. Não houve veículo que foi capaz de fazer essa migração. O problema está no fato de que um jornal na internet não é um jornal, é uma outra coisa. Sou radical nesse sentido, inclusive quando falamos da credibilidade das marcas. Até agora nenhuma das marcas tradicionais da imprensa escrita foi capaz de migrar para as operações virtuais com sucesso.

Folha - Por quê?
Cebrián - A rede é algo que se constrói a partir da experiência dos usuários. O Twitter, por exemplo. Jack Dorsey nunca imaginou que ele se tornaria um sistema de transmissão de notícias ou para convocar grandes manifestações. Dorsey inventou o Twitter porque gostava de fazer mapas e não sabia como colocar as pessoas nos mapas que fazia. O Facebook não nasceu para ser uma rede social. Provavelmente Mark Zuckerberg não teorizou a ideia de uma rede social. Enquanto o Google nasceu com a intenção de ser um buscador mais potente, nada mais. O que determinou a transformação desses sites foi o uso que as pessoas fizeram deles. Não foi a decisão dos que desenharam os programas que determinou seu destino, mas sim a experiência dos usuários que construíram essa força na internet.

Folha - Como ficam os jornais diante dessa nova situação?
Cebrián - Os jornais nasceram no começo do século 19, com a Revolução Industrial e a democracia representativa. Formam parte do establishment e das instituições da democracia moderna. Se alguém leva a Folha ou o "Estado de S. Paulo" debaixo do braço, está se identificando com algo. Um jornal é uma bandeira, de certa maneira. E na internet não há bandeiras. Jornal é uma concepção do mundo. Da primeira página à última está oferecendo uma visão sobre o que acontece. Está explicando a realidade aos usuários. Na rede não há intermediários. Na internet, é comum que o protagonista de uma notícia seja aquele que a conte. O relato das revoluções do norte da África foi feito por aqueles que as fizeram. O mesmo sistema para convocá-las foi usado para conta-las, por meio do Twitter.

Folha - O sr. crê que o leitor interessado em noticiário econômico está mais disposto a pagar pela informação?
Cebrián - Quem triunfou com o sistema de pagamento por conteúdo até o momento, foi o "Financial Times", e, em certa medida, o "Wall Street Journal" também, mas ambos são produtos muito específicos. Sim, é preciso cobrar, mas por aquilo a que as pessoas estejam dispostas a pagar. E as pessoas, hoje, querem pagar aquilo que lhes interessa. Pergunto a meus editores, por que publicamos as páginas de mercado de valores no "El País'? Seis páginas! Quem está no mercado de valores consulta isso na internet. Para que publicar a previsão do tempo? Se eu venho a São Paulo, abro a internet no dia anterior para saber como está o clima. Não me ocorre ler isso no El País, com 24 horas de atraso. Mas continuamos a fazer isso.

Folha - Atender completamente aos leitores não deforma um jornal?
Cebrián - Não se trata de atender aos pedidos de todos os leitores, mas as demandas de cada leitor. Há leitores a quem lhes interessa a crise financeira, mas este mesmo leitor também pode querer saber o que aconteceu com Amy Winehouse em seu último show. O "El País" tinha uma seção de esportes muito pequena e mal cobria celebridades. Hoje começamos a dar mais espaço para ambos. Os diários já não dão notícias. Todo mundo já sabe as notícias quando vai ler os jornais. Os jornais explicam, fazem análises, debatem.
O competidor da Folha não é o "Estado de S. Paulo", é o Google, o Facebook, estes são nossos competidores reais. E não queremos admitir porque não sabemos como competir com eles.

Folha - Como fazer que Google, Facebook e Apple dividam esses ganhos, usando noticiário alheio?
Cebrián - Essa é uma discussão, porque o Google pode dizer que não quer pagar, mas se o "New York Times" não quiser estar, eles o tiram dali. E ninguém quer ficar fora do Google, de jeito nenhum, preferem estar ali mesmo que eles não paguem. Com a Apple já é diferente. O iPad é uma rede de distribuição mundial para jornais, livros, filmes que já está implantada. Se alguém quer colocar uma estação de televisão no ar, precisa levantar postes. No iPad está pronto. Cobrar 30%, como faz a Apple, pelos ingressos na rede pode parecer muito alto, mas o custo de distribuição de um jornal tradicional é cerca de 40%, entre o que se gasta em bancas, caminhões e aviões para distribuição.

Fonte: Raul Juste Lores e Sylvia Colombo, “Google e Facebook são os concorrentes dos jornais”, Folha de S. Paulo, 11/7/11, p. A16.

* Para ler a íntegra, clique aqui (é preciso ter senha do jornal ou do UOL).

domingo, 10 de julho de 2011 | | 0 comentários

A cidade e nós


Impossível não ficar emocionado quando se caminha neste parque suspenso - cheio de árvores, flores e gente -, que, até há pouco tempo, era um viaduto abandonado e sombrio, em via de ser derrubado.
Visitei na semana passada a segunda fase, recentemente inaugurada, do viaduto High Line, cujo projeto vem atraindo a atenção de arquitetos e urbanistas do mundo todo. Foi criado um sistema de águas que correm pelo solo, quase lembrando um córrego. Como fazia sol naquele dia, as crianças se banhavam deitadas no chão.
Os moradores das proximidades voluntariamente cuidam das flores e das árvores. A vida se propagou, reciclando o entorno do viaduto com novos ateliês, lojas, bares, restaurantes e edifícios. Tamanha foi a emoção coletiva com a obra que, em um dos prédios, pessoas imaginavam colaborar fazendo, ao anoitecer, um show gratuito: striptease na janela. Virou ritual, mas acabou proibido.
Imagine o nosso "minhocão" sem carros, tomado por jardins, surgindo uma floresta nessa cicatriz da cidade de São Paulo. É, certamente, o que os cariocas vão saborear com o fim de um viaduto ou, pelo menos, de parte dele na zona portuária, a ser convertido num parque.
Além de arquitetos e urbanistas, um novo profissional entra no debate sobre o efeito desse tipo de solução. Neurocientistas estão descobrindo como a cidade se processa no cérebro das pessoas e como o contato com a natureza produz reações surpreendentes.
Está aí uma novidade a que os candidatos a prefeito devem prestar atenção.
Segundo cientistas, um simples passeio num parque, como o que eu realizei no "minhocão" nova-iorquino, é capaz de aumentar a capacidade de um indivíduo para solucionar problemas.
Submetidos a uma experiência comandada por neurocientistas, grupos foram convidados a realizar uma bateria de provas várias vezes num dia. Um deles, porém, era convidado, entre um exame e outro, a caminhar por um bosque. Os demais caminhavam apenas pela rua, sem tanta presença da natureza.
Nessa experiência, comandada por neurocientistas da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, constatou-se que o passeio entre as árvores estava associado a um desempenho melhor nos testes.
(...) Experiências como a de Nova York, entre tantas outras espalhadas pelo mundo, que tornam as cidades mais inteligentes, passam a ser vistas como uma espécie de remédio para a saúde mental. Transformam, em suma, venenos em terapia.
Por isso há cidades norte-americanas experimentando chamar psicólogos e neurocientistas para ajudar no planejamento urbano.
Fonte: Gilberto Dimenstein, "Venenos da cidade", Folha de S. Paulo, Cotidiano, 10/7/11 (para ler a íntegra, clique aqui - é preciso ter senha do jornal ou do UOL)

* No blog Piscitas – Travel & Fun, descrevi a sensação de conhecer o High Line. Para ler, clique
aqui.

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Frase

"Sistemas políticos não geram larápios. Eles são produto da tolerância e da impunidade."
Elio Gaspari, jornalista, em sua coluna na "Folha de S. Paulo" de 10/7/11 (leia aqui - é preciso ter senha do jornal ou do UOL)

sexta-feira, 8 de julho de 2011 | | 2 comentários

Inspiração

Nada sei dessa vida
Vivo sem saber
Nunca soube, nada saberei
Sigo sem saber...
Que lugar me pertence
Que eu possa abandonar
Que lugar me contém
Que possa me parar...
Sou errado, sou errante
Sempre na estrada
Sempre distante
Vou errando
Enquanto tempo me deixar
(“Nada sei” [Apneia], de Paula Toller e George Israel) 

Andei pensando na vida (o que, para quem me conhece, é quase um pleonasmo, já que sou sinônimo de pensar na vida...). Por situações que enfrentei, andei ouvindo muitas pessoas. Algumas delas, até inesperadamente, deram conselhos valiosos. Um deles me chamou a atenção, pois já o tinha ouvido certa vez: “Endureça um pouco seu coração”.

Sou realmente coração mole. Péssimo comprador (porque quase não pesquiso preços). Cliente de “retorno alto” para as lojas (não que eu esbanje dinheiro; ao contrário, sou contido nos gastos, mas realmente sou muito ruim para negociar descontos).

Às vezes penso mais nos outros do que em mim. Cobro-me demais (sim, sou perfeccionista) e, por tabela, cobro demais dos outros. Muitos se assustam e se afastam.

Não aceito que alguém queira menos que o máximo que pode dar – e convivo com isso diariamente.

Torço muito para as pessoas que amo – familiares e amigos.

Vivo sonhando (sim, confesso, sonho demais). Às vezes gasto mais tempo sonhando do que agindo – eis um erro. Não aceito que as pessoas a quem quero bem abram mão de seus sonhos (embora eu mesmo tenha vários momentos de dúvida, aquela que nos faz perguntar “vale a pena?”).

Esta semana, li um desabafo de uma pessoa querida dizendo que queria apenas ser “normal”. Ela tem um probleminha de saúde. Aquilo me fez rir e refletir... Quem de nós é “normal”? O que é, afinal, ser “normal”?

“Dizem que sou louco por pensar assim... mas louco é quem me diz que não é feliz...”, já cantava o poeta.

Sou extremamente ansioso (lembro quando um bruxo, feiticeiro, benzedeiro ou coisa assim diagnosticou esta minha característica sem sequer me conhecer). Receitou-me floral de Bach – que tomei só por alguns dias. A ansiedade não me permitiu esperar resultados a longo prazo...

A mesma ansiedade não me deixa dormir quando preciso fazer algo - uma viagem, por exemplo. Ou quando preciso resolver algo - uma discussão com um amigo, por exemplo.

Tenho muitos momentos de fraqueza; em outros, surpreendo-me com minha força, uma desconhecida que se manifesta.

Choro muito, sorrio pouco – eis outro problema. Não, pensando bem, há aí um certo exagero. Não choro tanto assim. Choro pouco na verdade, mas choro (há pessoas que não conseguem e alimentam apertos no peito).

Adoro conversar, ouvir histórias, falar sobre carros, futebol, trabalho, dinheiro, viagens, comida, cerveja, enfim. Sinto falta de bons interlocutores porque por mais que eu escreva para afastar momentos de solidão, nada como um ser de carne e osso para trocar ideias.

Adoro viajar – e viajo muito, muito menos do que gostaria. Um dia ainda corrigirei esta falha. Também, e naturalmente, adoro conhecer lugares e pessoas.

Sou indignado com injustiças. Detesto gente que quer tirar proveito dos outros ou das situações. Odeio quem faz uso do “jeitinho”.

Não tenho problema em reconhecer minhas falhas: sentir raiva, ódio até, sou humano, mas não, não alimento mágoas. Procuro praticar o perdão.

Outro dia um promotor disse numa palestra que todos nós ali tínhamos a “alma inquieta”. Bingo!

Gosto do que é bom (não necessariamente caro ou luxuoso) – mais uma vez, sou humano. Contudo, admiro são Francisco de Assis.

Sou sagitariano de fato. Certa vez, disseram numa palestra que nós, de Sagitário, queremos ajudar os outros sem perguntar se querem ajuda. “E aí o sagitariano pode se magoar”. Pois é... Não ajudamos por terapia nem piedade. É da nossa natureza – conheço sagitarianos que são verdadeiros “anjos da guarda”.

Tenho prazer em trabalhar, não necessariamente no trabalho. São esferas distintas. Várias vezes abri mão da vida pessoal pelo profissional. Fiz com dedicação. Como todos, sempre achei que recebia menos do que merecia. Nunca, porém, usei isso como desculpa para deixar de fazer.

Vivo em crise. Crise existencial. Como a hiena Hardy, a parceira do leão Lippy no clássico de Hanna-Barbera. “Ó céus, ó vida...” Nestas horas, lembro do sol (“enquanto houver sol...”). Lembro também do “Filtro Solar” do Pedro Bial: “Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida. As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos 22, o que queriam fazer da vida. Alguns dos quarentões mais interessantes que conheço ainda não sabem.”

Isto não impede novas crises, mas também não permite a acomodação. “Acomodar-se jamais!” foi durante algum tempo o lema da empresa onde tive meu primeiro emprego.

Costumo dizer, como cantou outro poeta, que “ando devagar porque já tive pressa e levo este sorriso porque já chorei demais...”. Ao mesmo tempo, estou convicto de que “cada ser carrega em si o dom de ser capaz, de ser feliz”.

Isto não significa que eu não tropece por aí. Quem pode-se dizer imune aos tombos nesta vida?

Sou amigo, irmão, filho, namorado. Bom ou mau, bem ou mal.

Muito prazer, este sou eu. Errado e errante, como anunciam os versos que abrem este texto. E, se me permitem, “vou errando enquanto tempo me deixar...”.

PS: este texto é uma celebração à vida e a nós, seres aflitos e angustiados, eternamente à espera do que nunca chega, ingratos e descontentes com o que temos. Seres imperfeitos, cheio de defeitos, mas com qualidades incomparáveis. Basta olhar para dentro de nós e para os que estão ao nosso redor.

* A imagem que ilustra esta postagem foi retirada da Internet.

quinta-feira, 7 de julho de 2011 | | 0 comentários

A praça da igreja

Depois das fotos da Catedral Nossa Senhora das Dores, agora é a vez da Praça Luciano Esteves ser destaque aqui no blog. Lembrando que as imagens foram captadas via celular (sem qualidade, portanto) no amanhecer do feriado de Corpus Christi:






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O jornalismo e a nova cultura digital

Quando o assunto é jornalismo em meios digitais, Rosental Calmon Alves é um referencial. Considerado um dos grandes teóricos do assunto na atualidade, o fundador do Centro Knight para Jornalismo nas Américas foi responsável pelo primeiro curso de jornalismo online na Universidade do Texas, em Austin, é idealizador e organizador do Simpósio Internacional de Jornalismo Online (ISOJ, na sigla em inglês) e se considera um “evangelizador digital”.

Após ser homenageado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) no 6º Congresso Internacional da entidade, Alves falou para uma plateia de mais de 500 pessoas sobre os impactos das novas tecnologias no jornalismo.

O professor, um aficionado confesso por redes sociais, sintetizou suas ideias em sete tuítes que publicou sobre o tema:

* Revolução digital impõe mudanças radicais e cria um novo ecossistema de mídia;
* Lenta ruptura dos modelos de negócio, produção e distribuição do jornalismo continuará impiedosamente;
* Jornalismo investigativo tem sido a primeira vítima dessa ruptura em muitas redações nos EUA;
* Já há resultados da mobilização nos EUA para salvar o jornalismo investigativo por sua importância para a democracia;
* Há terreno fértil para o jornalismo investigativo florescer no novo ecossistema de mídia digital que enfatiza transparência;
* Um dos maiores fenômenos da evolução da mídia nos EUA é o jornalismo sem fins de lucro;
* A transição de ecossistemas de mídia precisa desta nova disciplina: jornalismo empreendedor.

Segundo ele, saímos da aridez do ecossistema industrial, caracterizado pela escassez de informação, para a floresta digital, em que a abundância predomina. A nova realidade determina novos rumos para a produção de notícias e quem não souber se adaptar pode perder espaço. "Os avanços tecnológicos nunca afetaram tanto a forma de fazer jornalismo. Há mais de uma década que eu venho alertando para isto: não dá mais para continuar fazendo jornal do mesmo jeito", ressaltou.

Maior quantidade de informação e de canais, baixas barreiras de entrada e de custos de produção, maior concorrência e uma comunicação horizontal e multidirecional foram as características apontadas por Alves para retratar a revolução digital.

As novidades não se restringem aos campos da técnica e da linguagem. A economia jornalística também foi bastante afetada. Nos últimos cinco anos, o faturamento de publicidade dos jornais americanos caiu 45% e a circulação continuou a despencar, de acordo com o teórico. Com isso, houve um encolhimento das redações de quase 50% nos EUA.

Apesar do quadro crítico, Alves é otimista em relação ao futuro do jornalismo investigativo que, segundo ele, “tende a florescer no ecossistema midiático, baseado em bases de dados, onde fica mais fácil ter acesso a informações públicas que nutrem reportagens investigativas”.

A dica para sobreviver nas novas mídias é empreender, razão pela qual o professor sugere “Jornalismo empreendedor” como uma nova disciplina necessária nas faculdades. Inovação é a palavra-chave para os jornalistas da floresta digital.

Fonte: Natalia Mazotte, "Os desafios do jornalismo investigativo no novo ecossistema digital", blog Jornalismo nas Américas. 

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Ariel, o leão

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Mega Jump 2011 (para loucos) em Paris