segunda-feira, 17 de dezembro de 2012 | | 0 comentários

"Pousos e decolagens" (3)

Dando sequência à série de postagens sobre pousos, voos e decolagens, agora é a vez do Aeroporto Internacional Louis Armstrong, de Nova Orleans (EUA). Antes de mais nada, a movimentação no local:





Acelerando para decolar:


Durante o pouso, a cidade vista ao longe (é possível enxergar até o Mercedez-Benz Superdome):


E na decolagem, a região de Nova Orleans (nas três primeiras fotos) e em destaque a famosa ponte que cruza o lago Pontchartrain, com 38.422 metros - a segunda maior do mundo:






Leia também:

- "Pousos e decolagens" (1)

- "Pousos e decolagens" (2)

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Frase

“A meus quatro ou cinco amigos íntimos entrego tranquilamente toda minha franqueza, amizade, perdoo-lhes todas as safardanagens que fazem comigo; e partilho o que tiver com eles. Ao resto, distância – distância cordial, espero (...).”
Paulo Francis, jornalista, em “Diário da Corte” (p. 74, IN: "Não quero saber da sua vida", 8/5/78)

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Um desafio a Hadich (e aos novos prefeitos)

Num momento em que a eficiência das administrações públicas Brasil afora é colocada em xeque, seria de bom grado propor ao futuro prefeito de Limeira (e aos correspondentes em cada cidade) um desafio: melhorar os índices de qualidade de vida das cidades durante a gestão.

Isto significa que, em quatro anos, o prefeito deveria reduzir os índices de criminalidade, manter estável (se for um índice adequado) ou melhorar a taxa de mortalidade infantil e o desempenho das escolas nos exames de avaliação.

Em qualquer empresa, gestores trabalham com números e metas. Se não os cumpre, é demitido.

Ora, um governante nada mais é que um funcionário responsável pela gestão – de uma cidade, de um estado, do país. Por que, então, diante de números precários da segurança, educação e saúde ainda damos a eles novos mandatos? Deveria ser quase que automático: os índices pioraram, administração reprovada.

Naturalmente, há uma série de fatores que implicam em aumento da violência (área de controle prioritariamente estadual), por exemplo. Isto, contudo, não impede a sociedade de estabelecer metas e cobrar.

Como não é possível demitir o gestor-governante tal qual numa empresa, ao menos na próxima eleição o cidadão teria mais e melhores elementos para avaliar a administração e decidir se dá ao candidato um novo mandato ou não.

De certo modo, pode-se dizer que o eleitor já dispõe destes elementos para avaliar um candidato na medida em que sente na pele a piora dos índices de segurança, saúde e educação. É meia verdade.

Primeiro porque a possibilidade de acesso à informação e o nível de acesso à informação no Brasil ainda são precários.

Segundo porque a fixação de metas criaria um comprometimento mais efetivo do administrador com o resultado de seu governo.

E aí, será que os futuros governantes topam o desafio?

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"Tim-tim"

Uma imagem em homenagem a uma companheira de muitas horas neste 2012 - para as horas boas e as ruins:


E que em 2013 tenha mais! De preferência com amigos ao lado!

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Um último desejo para 2012

Se Deus pudesse me conceder o direito a um último desejo neste 2012, quem sabe o ano ficaria menos triste do que se impôs.

Infelizmente, porém, alguns desejos não dependem unicamente da nossa vontade. Não dependem só da gente.

Daí estou à espera de um milagre...

PS (acrescentado em 25/12) - Deus, magnífico, atendeu meu desejo. Obrigado Senhor!

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A um amigo

Enfim, depois de tanto erro passado 
Tantas retaliações, tanto perigo 
Eis que ressurge noutro o velho amigo 
Nunca perdido, sempre reencontrado. 

É bom sentá-lo novamente ao lado 
Com olhos que contêm o olhar antigo 
Sempre comigo um pouco atribulado 
E como sempre singular comigo. 

Um bicho igual a mim, simples e humano 
Sabendo se mover e comover 
E a disfarçar com o meu próprio engano. 

O amigo: um ser que a vida não explica 
Que só se vai ao ver outro nascer 
E o espelho de minha alma multiplica...

(Vinícius de Moraes, "Soneto do Amigo")

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Águas de dezembro

Chove chuva, chove sem parar...




Imagens feitas na Rua Piauí, na Vila Cláudia, em Limeira.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012 | | 0 comentários

Direto do toca-CD (27)

Quem espera que a vida
Seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco
Ou morrer na solidão
É preciso ter cuidado
Pra mais tarde não sofrer
É preciso saber viver

Toda pedra do caminho
Você pode retirar
Numa flor que tem espinhos
Você pode se arranhar
Se o bem e o mal existem
Você pode escolher
É preciso saber viver

("É Preciso Saber Viver", de Erasmo e Roberto Carlos)

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Frase

“Nós, alguns de nós, refletimos sobre o que pensamos e fizemos. É por isso que sofremos e às vezes criamos, que ofendemos e somos ofendidos, que por mais que nos iludamos a nós próprios, e pouco mais fazemos do que isso, fica sempre a memória do que não somos e poderíamos ter sido.” 
Paulo Francis, jornalista, em “Diário da Corte” (p. 182, IN: “O´Neill ficou, e quem mais...”, publicado originalmente em 26/11/83)

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Outras luzes da cidade

Não me canso de fotografar luzes que brilham e colorem a cidade noite afora. As mais recentes foram flagradas na Avenida Saudades, no Centro de Limeira:




Mais luzes da cidade aqui.

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Um certo Antônio

Já registrei neste blog, ao fazer um balanço de 2012, que o ano foi trágico para mim. Entre os motivos, o fato de ter ouvido as mais doídas palavras da minha vida - cinco palavras que me acertaram tal qual uma flecha, destruíram minha esperança e muitas das minhas crenças.

Não posso, porém, deixar de registrar que, em contraponto, ouvi também palavras muito bonitas em algumas ocasiões.

As mais bonitas partiram de duas pessoas, mas gostaria de destacar uma delas, um certo Antônio. Ele me ajudou, com suas palavras, a restabelecer de algum modo a confiança no ser humano. Devolveu a uma palavra em especial - IRMÃO - o valor que tinha sido abalado em razão da insensibilidade de outros.

São palavras que guardarei para sempre, sejam quais forem os caminhos que a vida me reservar.

Obrigado Antônio Cândido Parronchi, ou melhor, Cacá!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012 | | 0 comentários

Sonhos e devaneios

Cansada de sonhar de olhos abertos, uma leitora, Ana, quer saber mais sobre devaneios: "Por que acabo sempre fugindo para esse lugar fictício, onde tudo pode ser tão melhor ou pior, um mundo do que poderia ser, do que poderia ter sido, da pior hipótese fantástica, pretéritos imperfeitos, mais que perfeitos, futuros incertos - e quando vejo, perdi tanto tempo com isso?".

Tenho carinho pelos sonhos de olhos abertos. Até o começo da adolescência, o devaneio era meu aliado contra o que me parecia ser a mediocridade do mundo.

Para mim, como para Ana, o devaneio era o país de onde eu vinha (minha origem escondida) ou minha pátria futura; de um jeito ou de outro, era meu passaporte para um outro mundo, que me salvaria de meu lugar e de meu presente.

Graças ao devaneio, assisti a centenas de aulas chatérrimas aparentando minha absoluta atenção (embora de olhos um tanto vidrados). Quando atravessei a dolorosa época em que os adolescentes menosprezam os seus pais, o devaneio me consolou, alimentando a certeza de que eu, de fato, pertencia a outra família.

Enfim, à força de contar histórias para mim mesmo, aprendi a contá-las para os outros.

O que fez com que, aos poucos, meu devaneio se acalmasse (por sorte, sem se exaurir)? Será que eu "amadureci"? Ou será que as aulas, o trabalho e os amores se tornaram interessantes, e a necessidade de sonhar diminuiu?

Na hora de explicar o excesso de devaneio, o adolescente tende a acusar a realidade na qual ele vive, a qual mereceria o enfado que ela lhe inspira. Mas, em geral, não há realidade enfadonha, apenas indivíduos enfadados, que, por alguma razão, não enxergam o encanto possível do dia a dia.

Ao devanear, eu me afasto da realidade. Por outro lado, sem devanear, mal consigo inventar e desejar realidades diferentes. O que é pior? Entre renunciar a devanear e sucumbir ao devaneio, talvez seja pior renunciar a devanear. (...)

Fonte: Contardo Calligaris, "O devaneio é uma doença?", Folha de S. Paulo, Ilustrada, 13/12/12.

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Oito meses - uma doce lembrança

Recebi esta semana por e-mail o convite para assistir nesta quinta-feira ao confronto entre Atlanta Hawks e Charlotte Bobcats pela NBA no Philips Arena, em Atlanta (EUA).


Foi exatamente a partida que vi em 4 de abril deste ano, no mesmo ginásio:



Leia também:

- A NBA é um show!

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012 | | 0 comentários

Hadich cumpre acordo ao montar equipe

A indicação dos primeiros 16 nomes do alto escalão do futuro governo Paulo Hadich (PSB) traz boas expectativas e algumas poucas dúvidas (talvez decepções).

Notadamente, o futuro prefeito privilegiou indicações técnicas.

O núcleo duro do governo, que formará o gabinete, mistura formação técnica e política: Marco Aurélio Faria Júnior é presidente do PSB local e também advogado com experiência legislativa; Mauro Zeuri é membro do PT, ex-vereador e tem formação em ciências econômicas; Antonio Carlos Lima, além de vice-prefeito eleito, tem experiência como gestor do INSS.

As principais secretarias-chave terão comandos técnicos, caso da Educação.

Há nomes novos e um toque de juventude – e isto merece destaque, pois é sinal de renovação e esperança de novas práticas na administração pública. Particularmente nas áreas que envolvem o planejamento do município, com arquitetos e urbanistas que trazem na bagagem uma nova visão de cidade e, ao menos em um caso, experiência interessante em outra prefeitura.

O planejamento estratégico, aliás, será um dos principais focos do governo Hadich. O prefeito eleito adiantou que aposta na juventude e na visão diferenciada de parte de sua equipe para pensar a cidade daqui a 30 anos.

Ponto positivo de um lado, dúvidas de outro. Há claramente indicações políticas. Sabe-se que o apoio eleitoral do PMDB a Hadich incluiu a negociação de três secretarias para o partido.

Registre-se que tal prática foi refutada pelo então candidato durante a campanha, como registrou o blog “Limeira 2012”.

Ficou claro, porém, que o acerto se cumpriu. O PMDB emplacou sua cúpula no alto escalão. Dos três indicados – Milton Caram de Souza Dias (Previdência), Luiz Adalberto Pinheiro (Transportes) e Raul Nilsen Filho (Saúde) -, só um tem certa “expertise” na área (e não exatamente como gestor e sim como executor).

A dúvida maior envolve o setor de Transportes. O futuro secretário não demonstra ter conhecimento prévio algum da área (iniciou o curso de agronomia e não acabou e é empresário do ramo de mídia, embora com atuação discreta).

É, portanto, um tanto decepcionante constatar que, ao menos no caso do PMDB, Hadich cedeu e foi contra aquilo que pregou.

Alguns nomes ainda serão definidos – o que deve ocorrer ainda esta semana.

No balanço geral, a expectativa é positiva. A prática será conferida a partir de 1º de janeiro.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012 | | 0 comentários

Muito obrigado!

Muito obrigado a todos que lembraram deste dia, em especial a Danilo Fernandes; Renata Caram; Paulo Venâncio; Cacá, Mariele, Neto e Lúcia Parronchi; Altemício Azevedo; Lucelaine da Silva; André de Paula; Maurício e Dani Barbato; Danilo Janine; Cristina Carola e José Francisco da Silva "Dedé". 

Aos que não se lembraram, eu entendo - o mundo anda mesmo corrido...

E a quem se lembrou, mas escolheu ignorar, muito obrigado também.

Afinal, a vida é feita de escolhas, não é assim?

PS: hoje faz um mês que a luzinha se apagou e ainda temos muita saudade.