domingo, 9 de dezembro de 2012 | | 0 comentários

Mais luzes da cidade

Outro dia postei aqui algumas luzes da noite, da minha noite. Frutos da insônia (se bem que sou notívago desde criança; portanto não é bem insônia, é estilo de vida mesmo). Eis mais alguns flagrantes, primeiro sem efeito:


Agora com efeito (ou seria defeito? - bem, foi proposital):
  



Agora só a lua (acredite, é ela!):


E a casa:


PS: antes que perguntem se não tenho um livro para ler durante a noite, tenho e faço isso, mas de vez em quando vou até a varanda para esticar o esqueleto e aí as luzes me chamam...

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Direto do toca-CD (26)

Vivendo em tempo fechado
Correndo atrás de abrigo
Exposto a tanto ataque
Você tá perdido

Nem parece o mesmo
Tá ficando pirado
Onde você encosta dá curto
Você passa, o mundo desaba

E pra te danar
Nada mais dá certo
E pra piorar
Os falsos amigos chegam
E pra te arrasar
Quem te governa não presta

Declare guerra aos que fingem te amar
A vida anda ruim na aldeia
Chega de passar a mão na cabeça
De quem te sacaneia

("Declare guerra", por Barão Vermelho)

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Frase

“Restam palavras, fragmentos e a sobrevivência, que sabemos finita, mas, já que não conhecemos outra coisa, nos agarramos à dita-cuja, e tudo que vem depois é pior (é assim que pensa muita gente de meia-idade).”
Paulo Francis, jornalista, em “Diário da Corte” (p. 156, IN: “John Updike, um talentoso escritor sem nenhum caráter”, publicado originalmente em 16/10/82)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012 | | 0 comentários

Fazendo jornalismo - e contando histórias (2)

Já destaquei neste blog o magnífico trabalho feito pela equipe do "Não conta lá em casa" (Multishow) - um dos melhores programas da televisão brasileira. Um belo exemplo que mistura aventura, jornalismo e história. 

Para quem não acompanha o programa, seguem algumas amostras do fechamento da temporada 2012. Como de costume em grande estilo. É jornalismo puro, na veia! Um exemplo a ser seguido.




No resumo da temporada, um pouco sobre as emoções vividas e o trabalho desenvolvido:


Para conferir mais vídeos, clique aqui.

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Jornalismo na era pós-industrial

O Tow Center for Digital Journalism, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, publicou um ensaio sobre a situação do jornalismo no país. Segundo o texto, nada pode salvar a indústria baseada na publicidade - os jornalistas e as organizações de notícias precisam se adaptar para se beneficiarem das novas formas de fazer jornalismo.

"O jornalismo pós-industrial pressupõe que as instituições existentes vão perder receita e espaço no mercado e que, se esperam manter ou aumentar sua relevância, precisarão aproveitar os novos métodos e processos oferecidos pelos meios digitais", destacam os autores.

C.W. Anderson, Emily Bell e Clay Shirky argumentam que os impactos provocados pelo desenvolvimento da tecnologia e pela internet criaram um "ecossistema" no qual "as organizações de notícias já não têm o controle da notícia [...] e que o crescente papel de agências públicas assumido por cidadãos, governos, empresas e inclusive redes afiliadas é uma mudança permanente à qual essas organizações precisam se adaptar".

Parte dessa adaptação é se afastar do modelo de indústria de notícias baseado na infraestrutura física (impressoras, torres de transmissão etc) e caminhar para um modelo mais descentralizado, pós-industrial, de apuração de notícias.

(...) Anderson, Bell e Shirky dividem organizam o ensaio a partir das mudanças de papéis de jornalistas, instituições e "ecossistema" de notícias.

"Emily Bell: the fundamentals of reporting have not changed, but everything surrounding has changed. (Os fundamentos da reportagem não mudaram, mas tudo ao redor mudou.)"

Para eles, os jornalistas precisam de um conjunto de novas habilidades para continuar sendo relevantes nesse novo "ecossistema".

"Em um mundo interconectado, a capacidade de informar, entreter e responder à retroalimentação de maneira inteligente é uma habilidade jornalística", diz o texto. Isso significa que os jornalistas da era pós-industrial precisam aproveitar seu "carisma" para manter um grupo de seguidores em redes sociais como Twitter, enquanto constroem sua reputação na responsabilidade e na integridade.

Espera-se que os jornalistas tenham também conhecimentos especializados e uma maior capacidade técnica. "Essas habilidades podem ser resumidas como uma capacidade de reconhecer, avaliar e visualizar novas formas de evidência jornalística", diz o texto.

As organizações de notícias serão menores, segue o texto, e precisarão "fazer mais com menos". Parte disso significa aproveitar as "pessoas antes denominadas audiência", diria Jay Rosen, para exercer o jornalismo em pequena e grande escalas. O texto do Centro Tow destaca um projeto do ProPublica, o Free the Files, como exemplo de crowdsourcing responsável.

Fonte: Zach Dyer/AP, "Indústria do jornalismo baseada na publicidade está morta, diz ensaio da Universidade de Columbia", blog Jornalismo nas Américas, Knight Center for Journalism in the Americas, 30/11/12. 

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Sobre amizade, confiança e perdão

"Como é maravilhoso poder confiar em alguém! Ter um grande amigo. Um amigo que vai ouvir os nossos segredos e não vai sair espalhando por aí. Um amigo com o qual podemos contar nos momentos de alegria e de tristeza também.
(...) Porém a confiança não é um caminho de uma só direção. É um sentimento que se compartilha, é algo que só pode existir quando está nos dois lados. (...) Confiança só acontece a dois, quando um respeita o outro. Quando um conhece o outro muito bem. Como é possível confiar em alguém que não conhecemos direito? Você só pode ter um amigo fiel se também for fiel ao seu amigo. Se ele também puder contar com você em todos os momentos.
(...) Confiar não é ser bonzinho. Nem é fazer papel de bobo. Confiar é ter responsabilidade pelo que você faz. É ser honesto. É ser correto com seu amigo (...).
Mas para confiar nos outros é preciso primeiro ter confiança em si mesmo." (p. 83-4)


***

"Perdoar exige ao mesmo tempo humildade e coragem. Aprenda com Jesus e Seus apóstolos a perdoar de coração. Sem deixar nenhum restinho de raiva nem de ressentimento.
E o que é perdoar? É aceitar o outro e desculpá-lo por algum mal que ele nos tenha feito. Também precisamos de coragem para pedir perdão quando erramos. Todas as vezes que fazemos isso, a verdade vence." (p. 78)
Padre Marcelo Rossi, “Agapinho”

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012 | | 0 comentários

Apenas uma foto

Não sei quem fez a foto a seguir, acredito que tenha sido o homem que subiu no telhado de casa para checar o sistema de energia solar. A imagem ficou legal:


Bom, é verdade que a foto não mostra nada, mas tem um certo toque artístico.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012 | | 0 comentários

Um poema

Aguardo, equânime, o que não conheço - 
Meu futuro e o de tudo. 
No fim tudo será silêncio, salvo 
Onde o mar banhar nada. 

(Ricardo Reis, um dos heterônimos de Fernando Pessoa, em "Odes")

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Direto do toca-CD (25)

How can I just let you walk away, just let you leave without a trace
When I stand here taking every breath with you
You're the only one who really knew me at all

How can you just walk away from me
when all I can do is watch you leave
'Cause we've shared the laughter and the pain and even shared the tears
You're the only one who really knew me at all

So take a look at me now, who has just an empty space
And there's nothing left here to remind me,
just the memory of your face
Well take a look at me now, who has just an empty space
And you coming back to me is against the odds and that's what I've got to face

I wish I could just make you turn around,
turn around to see me cry
There's so much I need to say to you,
so many reasons why
You're the only one who really knew me at all

(...) 

But to wait for you is all I can do and that's what I've gotta face
Take a good look at me now, 'cause I'll still be standing here
And you coming back to me is against all odds
It's the chance I've gotta take
Take a look at me now

("Take a look at me now", por Phil Collins)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012 | | 0 comentários

Mais dinos

Conforme eu havia prometido na postagem sobre Sue, seguem os outros dinossauros e fósseis em geral que encontrei no giro que fiz por Estados Unidos e Canadá em abril deste ano. 

No Museu de História Natural de Nova York (EUA):







No Field Museum de Chicago (EUA):


No Royal Ontario Museum (ROM) de Toronto (Canadá):





  
  

   





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A imprensa na berlinda (na Inglaterra)

Agora é a vez da imprensa britânica, acostumada a abusos dos tabloides, ver-se na berlinda diante do inquérito Leveson. Trata-se de uma apuração sobre o trabalho da mídia que recomendou a criação de uma espécie de conselho para regular a imprensa.

Lá, como cá, o assunto desperta polêmica.

"Devemos ter cautela com qualquer tipo de legislação que tenha o potencial de afetar a liberdade de expressão e de imprensa", disse o primeiro-ministro David Cameron.

"Houve diversas vezes em que, à procura de histórias, partes da imprensa agiram como se seu próprio código, escrito por eles mesmos, simplesmente não existisse. Isso causou sofrimento e, eventualmente, arrasou a vida de pessoas inocentes, cujos direitos e liberdades foram desprezados", afirmou o lorde Leveson.

Em análise para a "Folha de S. Paulo", Nelson de Sá cita que "não chega a ser o retorno do licenciamento para jornais" (que vigorou no país até 1694), "mas a proposta de criação de um órgão regulador no Reino Unido, instituído por lei de imprensa, acionou o alarme por todo lado".

E você, o que acha: a imprensa precisa e deve ter um órgão externo de regulamentação?

PS: a fonte das frases citadas é a reportagem da "Folha de S. Paulo" cujo link pode ser acessado pela postagem.

domingo, 2 de dezembro de 2012 | | 1 comentários

Frase do ano

"Realmente Deus dá asas para quem não sabe voar..."
Danilo Fernandes, editor de vídeo, em 30 de abril

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"Do trabalho"

Se você está em dúvida sobre suas atividades profissionais, pare diante do espelho e pergunte: “meu trabalho me faz bem?”

Às vezes é necessário cumprir certas etapas, porque escolhemos determinado caminho – e tudo tem seu preço.

Mas, se o que você está fazendo agora não é parte de seus sonhos, pare. Você está colocando ali, no mínimo, oito horas de vida por dia.

Não acredite naquela história de “ah, eu vou fazer isto por um tempo, e depois farei o que realmente desejo”. Se você agir assim N-U-N-C-A terá oportunidade para viver da maneira que realmente quer. Não vale a desculpa: Ah, eu me sacrifico por pessoas que amo”. As pessoas que lhe amam querem lhe ver feliz.

Não há dinheiro que pague seu tempo. Lembre-se: quando ficar velho, onde vai comprar de volta os minutos de vida que vendeu?

Não existe um Banco de Vida. O que existe é a Vida.

Fonte: blog do Paulo Coelho, postado em 1/12/12.

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Luzes da cidade

Ou riscos da noite:






PS: é isto que dá ter insônia...

sábado, 1 de dezembro de 2012 | | 0 comentários

2012: sobrevivi

O balanço de 2012 é trágico.

Tive este ano a maior decepção da minha vida. 

Ouvi este ano a frase mais doída da minha vida - cinco palavras, apenas cinco palavras...

As duas situações estão ligadas. Ah, ser humano...

Tive também perdas irreparáveis - duas delas em especial doeram e ainda doem muito.

Profissionalmente, praticamente nada evoluí (houve bons momentos na cobertura da cassação do então prefeito e na realização de dois debates eleitorais - pouco para quem sempre anseia mais, realizar e aprender mais).

Ainda assim, sobrevivi. 

Não sei como - foi realmente um ano de muita tristeza e muito sofrimento. 

Dor - é esta minha memória deste 2012 que vai chegando ao fim.

Decidi não mais alimentar esperança. 

Vou juntando os cacos.

Como escreveu certa vez Paulo Francis, "são os fragmentos que me restam das minhas ruínas".