domingo, 6 de maio de 2012 | | 0 comentários

Algum sentido

You know it's never too late
To shoot for the stars
Regardless of who you are
So do whatever it takes
'Cause you can't rewind
A moment in this life
Let nothing stand in your way
Cause the hands of time are never on your side

(Trecho de "If Today Was Your Last Day", de Chad Kroeger, Ryan Peake, Mike Kroeger e Daniel Adair)


PS: estava procurando algo que fizesse algum sentido para um monte de coisas e me deparei com esta música.

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Mistério

Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento. 

Nada sabemos da alma

Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.

(Título desconhecido; Fernando Pessoa)

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"Landing"

A bagaça vai baixando e a velocidade vai subindo...




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Frase

"Uma segunda chance na vida vale ouro. É uma prova irrefutável de que é possível rever o que foi feito e fazê-lo da forma correta. E quando ela aparece deve ser agarrada com força e trancafiada junto com as intenções de mostrar que o recado foi entendido."
Antonio Claudio Bontorim, jornalista, em sua coluna "Texto&Contexto" deste domingo, 6/5/12, no jornal "Gazeta de Limeira"

sábado, 5 de maio de 2012 | | 0 comentários

A nova realidade americana (2)

Os Estados Unidos estão diferentes. Não sei dizer se para melhor ou pior. Em dois anos, desde minha última visita ao país, alguns aspectos mudaram. Notei desta vez, salvo uma ou outra exceção (por exemplo, a área histórica da Filadélfia, com muitos prédios fechados), que o número de imóveis “for leasing” ou “for rent” aparentemente caiu em relação a 2009. Ao mesmo tempo, cresceu espantosamente o número de pessoas pedindo dinheiro nas ruas. Em todas as cidades – e até no Canadá.

Pedintes eram uma cena inimaginável nos EUA há alguns anos. Já em 2009, quando lá estive, encontrei dois. Desta vez, porém, eram quase dois por quarteirão. Muitos. Em geral, de dois tipos: os “homeless” (ou seja, os sem-casa) e os “veterans” (os que dizem ser veteranos de guerra). Cheguei a ver uma jovem carregando um filho pequeno no colo dizendo ser sem-teto e pedindo ajuda. Cena triste e, repito, raríssima até alguns anos.

Também foi um tanto comum encontrar pessoas dormindo nas ruas -
em Nova York e Toronto (foto) lembro-me bem das cenas (não vou considerar os que encontrei em Nova Orleans porque provavelmente dormiam em razão de bebedeira).


Perguntei a um taxista em Las Vegas como estava a economia. “Ah, melhorou muito nos últimos tempos perto do que estava”, disse. Estranhei, porém, a pouca movimentação na cidade. Quando lá estive, em 1999, via-se uma “muvuca” de dia e à noite. Desta vez, a cidade ficou quase às moscas depois das 22h. Às moscas é um certo exagero, é verdade, mas se tratando de Las Vegas a manifestação faz sentido. Tudo bem que era terça-feira, mas trata-se de uma cidade que existe em função unicamente do entretenimento. Perguntei a um outro taxista e ele justificou dizendo que após um “big weekend” era normal a cidade esvaziar um pouco nos dias seguintes. Sei lá...

Em Atlanta, uma pessoa que nos acompanhava e era um tanto “habitué” por lá observou que o hotel estava vazio desta vez em relação aos últimos anos. Comentou isso com um garçom que a reconheceu de visitas anteriores. “Sim, está vazio, é a crise”, respondeu o funcionário.

Para nós, brasileiros, é um tanto difícil “ver” a crise, principalmente nas grandes cidades, com vocação mais turística. O nível de consumo do país continua muito alto, o estímulo às compras (com promoções e cartões de desconto por todos os lados) é incrível, quase insano. Ainda assim, a crise existe e é forte. “É que o nível de consumo deles há alguns anos era algo fora do comum”, comentou uma brasileira que morou por alguns anos na região de Michigan.

Seja como for, o país está fervilhando às vésperas de uma campanha eleitoral. A esperança Obama de ontem é uma realidade hoje, com realizações e decepções; a divisão entre democratas e republicanos (para simplificar as correntes políticas) segue acentuada. Obama continua sendo “acusado” de comunista pelos opositores, o “presidente mais esquerdista da história”, como vi em algum lugar.

Li no “Metro”, por exemplo, a carta de um leitor de Manville, Nova Jersey. Wayne Sargent criticava os gastos do governo Obama – dizia que foram maiores em três anos do que nos oito anos de George W. Bush. Os alvos? Os programas sociais Medicare e Social Security (Obama reformulou os programas, ampliando o acesso das minorias e, naturalmente, elevando os gastos com o bem-estar social).

No mesmo “Metro”, uma reportagem citava a acusação dos republicanos de que o déficit federal cresceu US$ 530 bilhões em relação a dez anos atrás.

A leitora Kathy Kourian, por sua vez, rebateu as críticas contra o atual presidente alegando que o custo da dívida se deve ao grande corte de impostos visando estimular a economia e às duas guerras (Afeganistão e Iraque) “que não feitos pelo Obama”. Ela manifestou ainda temor em relação ao futuro dos programas sociais caso o democrata deixe o governo.

São visões diferentes de um mesmo país eternamente dividido e que louva sua liberdade e democracia.

Assim seja.

PS: para ler "A nova realidade americana" (1), clique aqui.

sexta-feira, 4 de maio de 2012 | | 0 comentários

Constatação

Ando com uma dor no peito...

(e não é caso para cardiologista, que me perdoe o dr. Tiago Mazer)

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Novos jornalistas

Prezados pais, amigos, companheiros e companheiras dos formandos, queridos alunos. Boa noite. Que alegria imensa reencontrá-los neste momento tão importante. Sou acostumado a falar de improviso, mas ocasiões especiais exigem algo mais apurado. E esta é, sem dúvida, uma ocasião especial.

Alguns gestos são extremamente significativos na vida de qualquer pessoa. Seja um simples “muito obrigado” ou o convite para uma formatura, significam sempre uma manifestação de atenção e carinho. Assim, ser convidado para representar o corpo docente desta turma que hoje se forma em Comunicação Social, na habilitação Jornalismo, é uma distinção que me deixa honrado e agradecido. Tenham, desde já, minha gratidão.

Quando entrei nesta instituição pela primeira vez como professor, tinha plena noção do tamanho da responsabilidade que me aguardava. Procurei desde o início fazer meu melhor. Recebi do Isca Faculdades uma missão nobre: ensinar. Sabia que ficara para trás o tempo em que o professor era o sábio detentor de todo o conhecimento. Confesso, porém, que não esperava aprender tanto quanto aprendi com cada um de vocês, queridos alunos. Conheci pessoas diversas, com modos e pensamentos diferentes; encontrei novos colegas e descobri até amigo – e quão valorosos são os amigos.

Quantas foram as vezes em que cheguei nesta instituição cansado e saí renovado com a energia de vocês, a energia da juventude. Não que eu esteja tão longe assim dos tempos de jovem, mas posso dizer que quando fiz faculdade ainda não se usava e-mail - e é melhor parar esta parte por aqui.

Não é sobre mim, porém, que gostaria de falar nesta noite. Os protagonistas desta solenidade são vocês, queridos alunos. Por isso, peço licença aos pais e convidados para me dirigir diretamente aos formandos. Vocês escolheram uma profissão difícil, em vários aspectos. Trata-se de uma verdadeira profissão de fé – e não cito fé aqui em seu sentido mais estrito, religioso, e sim num sentido mais amplo.

Nossa missão profissional é árdua: denunciar e escancarar o que muitos querem esconder. Fiscalizar e cobrar o que não querem que seja fiscalizado e cobrado. Como já dizia o grande Millôr Fernandes, “jornalismo é oposição, o resto é armazém de secos e molhados”. Fazer isto, porém, custa caro. Não é à toa que vez ou outra sofremos retaliações e ameaças – sei bem o que é isto. Muitos de nossos colegas pagam com a própria vida. Só este ano, um jornalista foi morto a cada cinco dias nos quatro cantos do mundo, relata a organização Repórteres Sem Fronteira. No Brasil, quatro jornalistas foram assassinados em 2012, um a cada mês. Foram mortos porque contrariaram interesses. Em última análise, padeceram por simplesmente exercer a profissão que escolheram. A eles, portanto, nossas homenagens.

Não pretendo aqui assustar aos pais, namorados e namoradas, maridos e esposas, mas o fato é que a profissão de jornalista tem certas particularidades que precisam ser ditas. Costumamos trabalhar muito e receber pouco, muitos de vocês já devem ter se dado conta disto. Não é à toa que muitos abandonam a profissão (perdoem-me a franqueza, mas isto tudo tem que ser dito).

Se decidirem seguir em frente, tenham consciência: jornalismo é profissão de fé. Somos movidos por ideais – unicamente por isso, ideais.

Sobre a profissão, porém, já conversamos bastante durante as aulas e nos encontros fortuitos no dia-a-dia das nossas atividades. Gostaria, portanto, de pedir licença para falar sobre algo mais importante, a vida. É sobre isto que quero conversar com vocês, queridos alunos.

A vida é um bem precioso. Um bem, acredito eu, movido a sonhos. Tenho certeza que dentro de cada um de vocês, ou da maioria de vocês, reside um sonho. Ou muitos sonhos. Às vezes adormecido, mas ele existe, está aí. Talvez seja preciso permitir que ele se manifeste, só isso. Se assim for, ouçam-no. E comecem. Dêem o primeiro passo – ele é o mais difícil de todos, acreditem. Corram atrás. Não se acovardem perante os riscos e as dificuldades, são parte da nossa caminhada pela vida. Não se permitam chegar ao fim e, ao olhar pelo retrovisor, constatar que deixaram de tentar pelo medo de falhar. Tenham certeza: é melhor arriscar e eventualmente alcançar coisas grandiosas, mesmo expondo-se à derrota, a ficar inerte, sem conhecer nem vitória nem derrota.

Para dar o primeiro passo, é preciso uma boa dose de coragem, é verdade. Muitas vezes também uma dose de ousadia. E até, às vezes, uma porçãozinha de loucura. Antes e acima de tudo, porém, é preciso que vocês não se acomodem. Nunca. Trabalhei numa empresa que teve durante algum tempo um slogan de que eu gostava muito: “Acomodar-se jamais!”. A inquietude das almas move o mundo, desde os primórdios.

Não, não é fácil, eu sei. “Todos somos escravos da esperança e do medo”, já dizia Sêneca. Aliás, vem deste mesmo pensador uma sentença bastante interessante e adequada para o que pretendo dizer: "Com efeito, viver muito tempo quem decide é o destino. Viver plenamente, o teu espírito." 

Por isso, queridos alunos, não se permitam acomodar. Não se conformem com a mesmice. Sonhem, planejem, busquem, façam a diferença – não para os outros, mas para si mesmos. E lembrem-se: cada dia conta. Se ao final da jornada, vocês puderem repetir as sábias palavras registradas em uma das cartas do apóstolo Paulo ao jovem Timóteo, terá valido a pena: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé”. Façam, pois, valer a pena o bem precioso a que chamamos de vida.

Parabéns e sejam felizes, queridos alunos e agora colegas de trabalho. É o desejo mais precioso que posso ofertar-lhes neste momento.

Muito obrigado.


PS: discurso proferido por mim, na qualidade de professor homenageado, na formatura da turma 2011 de Comunicação Social (Jornalismo e Publicidade/Propaganda) do Isca Faculdades em 4/5/12.

* Queridos alunos, esta foi a única foto que encontrei da turma nos meus arquivos. Infelizmente, nem todos foram à comemoração nesse dia (há, portanto, alunos faltando na foto, como há também pessoas que não eram alunos da classe). Seja como for, vale a intenção.

Afinal, por que não tiramos mais fotos?

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Reflexão

Às vezes o ser humano só aprende a dar valor quando perde.

Ou nunca aprende. 


Ou nunca dará valor 


(porque se um dia deu, não aceitará perder).

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Car(r)os

Tirei esta foto para o "brother" Danilo Fernandes. Fui atravessar a rua em Boston (EUA) e ele estava ali, assim, sem ninguém, toda aberto. 

Ah, estes países com altos índices de roubos de carros...


Já este outro estava em Niagara-on-the-Lake, no Canadá. Até que combinou com a paisagem, não?


E para fazer par com ele, que tal este (estacionado a poucos metros um do outro)?


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Constatação

E a luzinha vai se apagando (tristemente)...

É a lei da vida.

quinta-feira, 3 de maio de 2012 | | 0 comentários

Viajar é preciso

A inquietude move o mundo. Desde sempre.

Quando viajamos, principalmente para um outro país, com cultura diferente da nossa, ampliamos nossa visão de mundo, nossa compreensão da humanidade. Vemos outros costumes, outra língua, outro clima, outros alimentos, tudo enfim.

Naturalmente, analisamos as descobertas tendo nossa cultura como referência – e isto limita um pouco a visão e a compreensão do que encontramos. Neste sentido, é preciso tentar despir-se dos nossos pré-conceitos.

Independentemente de carregarmos nossas referências (o que é inevitável), uma viagem sempre nos transforma. No meu mais recente giro pelo exterior, confirmei a sensação na qual sempre acreditei: viajar abre fronteiras na mente, amplia horizontes na vida.

Difícil depois é voltar – e não se trata de subestimar o que é nosso (nosso país, nossa cidade, nosso bairro, nosso “mundinho”). Sou patriota e até um tanto ufanista. Não posso negar, porém, que tenho alma de aventureiro, de desbravador. De sonhador, em última instância. E, neste sentido, viajar e voltar é sempre um problema.

***

Nos museus que visitei, observei com mais atenção um fato óbvio: como é vasta a cultura humana! Em todos os continentes, costumes tão diversos e, ao mesmo tempo, tão semelhantes. Parece paradoxal – e é.

Desde os primórdios, o homem cria rituais e instrumentos (roupas, deuses, cânticos, objetos) para interagir com os demais do seu grupo, de outros grupos (seja por meio da guerra ou da paz) e com algo além. É a isto que se resume o que chamamos de cultura.

Vestígios destas manifestações estão hoje nos museus mundo afora. São os vestígios da aventura humana na Terra.

No fim, somos todos um.

quarta-feira, 2 de maio de 2012 | | 0 comentários

Frase

"Don´t talk, just walk."
Peter Parker, o Homem-Aranha, em texto da peça "SpiderMan - Turn Off the Dark", em cartaz na Broadway, em Nova York (EUA)

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Reflexões de uma quarta-feira

Nunca pretendi fazer deste blog um diário. Aliás, não gosto muito de diários - lembranças são as que ficam naturalmente, não aquelas que forçosamente anotamos para guardar (estou me referindo a pessoas e situações de cunho emotivo, não a tarefas do dia-a-dia).

Contudo, apesar de não pretender fazer deste blog um diário, não posso deixar de observar que esta quarta-feira, 2 de maio, foi muito estranha. Estranhíssima!


Uma mistura confusa de sentimentos me invadiu a alma em questões pessoais e profissionais. Para nenhuma delas, encontrei uma resposta satisfatória - o que me atormenta de algum modo.


Sinto-me como um octógono no qual ferozmente duelam razão e emoção.


Sinto ter perdido o controle do meu pensamento.

***

Em um aspecto, esta quarta-feira marcou o encerramento de um ciclo. Temo pelo futuro. Temo pelo que restará.

Um ciclo que mais dia menos dia acabaria. Não esperava apenas que fosse abruptamente (ou até esperava, mas não queria). Não esperava que fosse NESTE momento.


O fato é que acabou. Para o bem ou para o mal, acabou. Triste e melancolicamente. Dura e silenciosamente.


***

A vida nos prega peças. No intervalo de um mês, muita coisa mudou. O que era fortaleza ruiu tal qual um castelo de areia. O que era certeza virou dúvida.

Queria que esta história tivesse um outro final (ou que nunca tivesse final). Pudera eu reescrevê-la... Não se muda, porém, o que está escrito.


Não vou dizer que não estou triste. Não vou dizer que está tudo bem. Não vou dizer que não podia ser diferente. Podia, mas o que é, é.


Não se faz nada sozinho. Não se constrói nada sozinho. Não em termos de relações humanas.


No fundo, no fundo são escolhas. Apenas isso, escolhas.


"Tá bom...", "Será?..."


"Game over???"


"Life will go on..."

***

Isto tudo me fez lembrar de um pequeno livro que li numa livraria de Toronto, no Canadá, no último dia 20. Era meio engraçadinho e ao mesmo tempo um tanto triste. Falava de animais e objetos que queriam ter amigos e/ou que perdiam amigos.

Confesso que não me lembro bem qual objeto/animal encerrava a história, mas era algo mais ou menos assim: uma árvore dizia ser amiga de um banquinho de madeira, que negava a amizade. Até que um dia a árvore virou um banquinho de madeira e, ao se encontrar feliz com o agora parceiro de fato, saudou a amizade que supostamente existia entre eles. E o banquinho encerrou a história manifestando em pensamento que continuava não sendo amigo da ex-árvore.


Será que eu virei um banquinho?


terça-feira, 1 de maio de 2012 | | 0 comentários

Impressões

Acabei com tudo
Escapei com vida
Tive as roupas e os sonhos
Rasgados na minha saída...

Mas saí ferido

Sufocando meu gemido
Fui o alvo perfeito
Muitas vezes
No peito atingido...

Animal arisco

Domesticado esquece o risco
Me deixei enganar
E até me levar por você...

Eu sei!

Quanta tristeza eu tive
Mas mesmo assim se vive
(...)
Eu sei!
O coração perdoa
Mas não esquece à toa
E eu não me esqueci...

Eu andei demais

Não olhei pra trás
Era solto em meus passos
Bicho livre, sem rumo
Sem laços!...

Me senti sozinho

Tropeçando em meu caminho
À procura de abrigo
Uma ajuda, um lugar
Um amigo...

Animal ferido

Por instinto decidido
Os meus rastros desfiz
Tentativa infeliz
De esquecer...

Eu sei!

Que flores existiram
Mas que não resistiram
A vendavais constantes
Eu sei!
Que as cicatrizes falam
Mas as palavras calam
O que eu não me esqueci...

("Fera Ferida", de Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

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Novo aviso

Voltei ao trabalho hoje. Após 30 dias de férias, dois países, 14 cidades, 11 voos (sendo quatro internacionais), duas viagens de ônibus e duas de trem, muita coisa vivida e muita história para contar.

Aos poucos, neste blog e no Piscitas - Travel & Fun irei relatando um pouco desta aventura.


Aos leitores que passaram por aqui durante minhas férias, obrigado.