terça-feira, 31 de março de 2015 | | 0 comentários

Trabalhando...

Uma “tardis” de debate com fãs do “Doctor Who” a partir do minuto 7:45:


Reportagem com a saltadora Fabiana Mürer a partir do minuto 7:15:

| | 0 comentários

"Fora do Facebook"

Uma bomba atingiu o mundo das notícias esta semana: dois sites jornalísticos muito importantes, o sacrossanto “The New York Times” e o irreverente “Buzzfeed”, estão a ponto de liberar seus conteúdos para que sejam lidos dentro dos domínios do Facebook.

É uma revolução, uma profunda quebra de paradigma. Hoje, se o leitor clica em um link de notícia que aparece no Facebook, é levado para o site que originalmente produziu o material - o “Buzzfeed” e os próprios jornais “The NYT”, “The Guardian”, “El País”, “G1”, “Folha” etc.

(...) Proposta do “Feice”: trazer a notícia para dentro dele mesmo e assim agilizar a parada. Isso significa um monte de coisas, mas a principal é que o produtor do conteúdo perde controle sobre quem está lendo sua notícia. As informações, estatisticamente tão relevantes, ficam na mão do Facebook. (...)

Fonte: Álvaro Pereira Júnior, "Folha de S. Paulo", Ilustrada, 28/3/15 (íntegra aqui).

| | 0 comentários

"Tempo de travessia"

Não sei se estou perto ou longe demais, sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente.
Levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição.
E mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que já não sou o mesmo de ontem me faz perceber que valeu a pena. 
Aprendi que viver é ser livre, que ter amigos é necessário, que lutar é manter-se vivo.
Aprendi que o tempo cura, que a mágoa passa, que decepção não mata!
Que hoje é o reflexo de ontem, que os verdadeiros amigos permanecem para sempre e que a dor fortalece.
Aprendi que sonhar não é fantasiar, que a beleza não está no que vemos e sim no que sentimos!
Aprendi que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar a aparência.
Que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito.
Aprendi que não é preciso correr atrás da felicidade, ela está nas pequenas coisas, e hoje, sei que posso ser e fazer o que quiser, mas a gente é aquilo que faz, é o que vale a pena e só o que permanece…

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares…
É o tempo da travessia… e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.

(De Fernando Teixeira de Andrade)

| | 0 comentários

Banheiro público na Alemanha

País organizado e civilizado é assim: dá uma olhada no banheiro de um dos postos rodoviários da Alemanha! 

É de causar inveja, não? Limpeza, tecnologia, serviços - tudo ali. 



Detalhe importante: o serviço é pago - 0,50 euros, que voltam na saída como cupom de desconto para gastar na loja de conveniência do posto.


Um dia chegaremos lá...

| | 0 comentários

Frase

“Como afirmava Marina Silva, não é bom ganhar perdendo. Não é bom para o governo e não é bom para o país. A conta do estelionato ficou cara demais.
Samuel Pessôa, formado em Física e doutor em Economia, em artigo para a “Folha de S. Paulo”.

sexta-feira, 27 de março de 2015 | | 0 comentários

Palavras de um senador

A seguir, trechos do pronunciamento do senador Omar Aziz (PSD-AM) em sessão do último dia 12/3:

(...) Quem financia as campanhas no Brasil são as grandes empreiteiras. De todos os partidos, à exceção de um ou de outro. (...) Estão todos sob suspeita, independentemente de partido político. (...) Mas eles (empreiteiros) nos acham tão bonitos que nos dão dinheiro, para os partidos políticos. E aqui não há de tirar ninguém. Nós temos que investigar mesmo. Por isso que esse sistema de financiamento de campanha que existe hoje induz à corrupção. Quem tem mais dinheiro tem mais facilidade de ganhar. (...) 
Quando eu falo sob suspeita, falo de todos os partidos e não de A, B, ou C, não. Qualquer partido que recebeu recursos das empresas que estão sendo acusadas agora nessa Operação Lava Jato, para mim, está sob suspeita, porque não é possível que um partido receba R$ 60 milhões, R$ 70 milhões de uma empreiteira ou de várias empreiteiras – o outro, também, R$ 60 milhões – e distribua esse dinheiro por diretórios regionais para ganhar eleição. 
É por isso que os partidos fazem o maior número de deputados, o maior número de deputados federais, de senadores. Eles se fortalecem com o quê? Com recursos públicos! Tirando dinheiro do povo brasileiro! Aí o partido fica grande!

Diz mais o senador:

(...) E nós passamos, ontem, mais de 12 horas em uma sessão do Congresso. Depois de 12 horas, eu vi o esforço dos Parlamentares, mas o que nós contribuímos para o País, realmente, de fato, passando 12, 13, 14 horas dentro do Congresso debatendo? O que o povo brasileiro tirou de proveito daquilo, ganhou com aquilo? Melhorou a vida dos brasileiros com aquilo?

A resposta todos sabemos...


* Leia também:


- História da carochinha

| | 0 comentários

Uma casa ecológica no polo Norte

Kiruna, norte da Suécia. Aqui, o inverno é rigoroso - no pico da estação, a temperatura pode chegar a 45 graus negativos. Localizada num canto isolado do globo, 200 quilômetros acima do Círculo Polar Ártico, a cidade de 23 mil habitantes foi erguida sobre um verdadeiro tesouro: a maior mina de ferro do mundo. A mineração é a razão da existência de Kiruna. A cidade nasceu junto com a exploração desse recurso, o quarto mais presente no planeta. Daqui saíram 28 milhões de toneladas de minério cru no ano passado.

Para tirar tudo isto debaixo da terra, a empresa mineradora usa 1,7% de toda a energia da Suécia - é uma das maiores consumidoras do país. Mas com novas tecnologias, ela virou também fornecedora. A energia gerada no processo de mineração é reciclada e vai para o sistema de aquecimento da cidade. Hoje, ela representa 5% das necessidades de Kiruna.

No futuro, com um novo sistema que está em testes e deve começar a operar no meio do ano, será possível sustentar todo o sistema de aquecimento da cidade. Isto irá reduzir a demanda por energia, o que significa economia para os consumidores. E vai quase zerar o uso de combustíveis fósseis, uma boa notícia para o meio ambiente.

A medida também vai contribuir para a meta do governo sueco de reduzir pela metade o consumo de energia do país até 2050.

Mas a mina não trouxe só riqueza para Kiruna. Criou também um grande problema. A exploração avança em direção à área urbana e já afeta o subsolo. Pelo menos seis mil pessoas vão perder suas casas nos próximos anos. Para que a cidade não desapareça, a comunidade decidiu mudá-la de lugar. Um novo centro será construído três quilômetros para o leste. Problema que virou também oportunidade. Kiruna quer aproveitar a mudança para construir uma cidade mais sustentável. E o primeiro passo é fazer casas ecológicas - ou autossustentáveis. Um modelo já foi construído e está na fase de acabamento.

Como em Kiruna o sol se põe cada vez mais cedo no inverno, quando visitamos a casa já estava escuro. Num lugar com temperaturas tão baixas durante meses, um dos primeiros desafios da equipe que desenvolveu o projeto foi garantir aquecimento para os moradores. As paredes, por exemplo, são bem largas - tudo para segurar o ar quente dentro do imóvel e o ar frio fora. Ccom a mesma finalidade, a casa tem janelas amplas e com vidros duplos.

Além dos avanços tecnológicos, a casa sustentável conta com uma ajuda extra para o sistema de aquecimento. O calor gerado pelo próprio corpo humano. Desde que a nossa equipe chegou ao imóvel, por exemplo, a temperatura ambiente subiu um grau.
Seguindo o conceito de casa autossustentável, o aquecimento da casa aproveita também o calor dos equipamentos da cozinha e outros aparelhos elétricos.

E em tempos de crise hídrica no Brasil, a casa tem uma solução inteligente nos banheiros. Um sistema permite o reúso constante da água do banho. Assim que ela atinge o chão, passa por um filtro e é bombeada novamente para a rede. Não existe desperdício. Toda a água que circula pela casa é aquecida por um sistema especial. Ela chega fria, recebe calor e retorna aquecida.

De acordo com Mats Nilsson, chefe da empresa de energia municipal, a Tekniska Verken I Kiruna Ab, a construção da casa ecológica custa de 30% a 50% mais do que uma residência normal, mas ele explica que os custos de manutenção no dia a dia serão muito menores. “Algumas casas tradicionais em Kiruna usam 30 mil quilowatts por ano para aquecimento. Esta casa vai usar apenas cinco mil a seis mil. É muito dinheiro num ano”.

Embora o projeto tenha sido feito para uma cidade localizada quase no polo Norte, o diretor garante que os conceitos também podem ser aplicados num país tropical como o Brasil. “A ideia principal, de preservar a maior quantidade de energia possível, é uma boa ideia. Eu imagino que em condições tropicais, você estará isolando a alta temperatura do lado de fora e preservando uma boa temperatura do lado de dentro. Você reduz a quantidade de energia necessária para resfriar o ambiente.”


* Texto original de reportagem feita para o programa “Repórter Eco” (TV Cultura, dom., 17h30)

| | 0 comentários

A economia na vida real

Há anos faço reportagens sobre dificuldades  na economia. Sempre ouvi falar de "jeitinhos" para fugir de aumento de preços, mas nunca isto tinha se concretizado na minha vida. Pudera: morava com meus pais, não fazia compras, sequer pagava contas básicas como água e luz.

Agora, morando em minha própria casa, pagando energia, aluguel, etc, passei a entender o que as pessoas me diziam - que eu, confesso, sempre achava que eram manifestações da boca para fora. Afinal, antes as crises econômicas não afetavam o meu dia a dia.

Pois neste 2015 me deparei fazendo algumas coisas que eu sequer imaginava: ao ir ao supermercado este mês, risquei da lista de compras todos os supérfluos (chocolates, bolachas, etc). Eles sempre ficam em segundo plano por uma questão de princípios mesmo, mas desta vez foram barrados.

Também me vi trocando as marcas da grande maioria dos produtos por outras mais baratas. Abri poucas exceções, quando a qualidade efetivamente pesa (caso do leite).

Cortei saídas para o lazer (não totalmente porque tenho um princípio de que o trabalho árduo e o dinheiro dele decorrente devem servir para nosso bem-estar acima de tudo e alguns momentos de lazer são necessários, mas eles foram reduzidos).

Troquei o combustível do carro de gasolina por etanol (economia de R$ 40 a R$ 50 por tanque - em tempo: praticamente não notei diferença substancial no rendimento do motor, já que hoje o etanol está mais desenvolvido e a gasolina leva um terço deste produto em sua composição).

A partir de agora, sempre que eu for fazer um "povo fala", como chamamos a tarefa de ouvir cidadãos nas ruas para determinada reportagem, nunca mais vou duvidar dos dribles que as pessoas contam para manter (ou tentar) o orçamento em ordem.

Dá para 2015 acabar logo?

***

Claro que a situação econômica se reflete também no emprego. Na emissora onde trabalho, uma fundação pública ligada ao governo de São Paulo, o orçamento de 2015 foi reduzido em relação ao ano anterior. Resultado: necessidade de cortes de pessoal e de despesas em geral.

Em 2014 ainda, prevendo um ano difícil, o SBT cortou projetos, como a contratação do ator e humorista Fábio Porchat.

Agora, foi a vez da Band tirar programas do ar e promover demissões para economizar. A emissora já havia reduzido em 25% seu orçamento para este ano e agora, segundo leio, viu o primeiro trimestre apresentar receitas 20% abaixo das que estavam previstas (e que já eram menores do que no ano passado).

| | 0 comentários

Voltando a 25/10/14

A previsão foi feita por mim neste blog ainda na noite de sábado, véspera da eleição.

Pois ela se confirmou, como parecia óbvio: uma disputa com um eleitorado dividido só poderia resultar em crise de governabilidade.

Acrescente os erros óbvios do governo na condução da economia nos últimos anos (uma conta alta a ser paga agora) e mais o estelionato eleitoral de quem venceu e está posta uma crise de legitimidade.

Dá para 2015 acabar logo?

Em tempo: para quem não leu a dita previsão, veja aqui,

| | 0 comentários

A arte de Iberê Camargo

Iberê Camargo é um patrimônio da arte brasileira. O gaúcho de Restinga Seca, falecido em agosto de 1994 na capital Porto Alegre, foi um dos pintores e gravuristas contemporâneos mais importantes de sua geração. Deixou uma apreciada coleção, que pode ser vista parcialmente (conforme a temática da mostra) na fundação que leva o seu nome. 

Quando lá estive, em novembro de 2014, trabalhos do artista estavam reunidos numa exposição chamada "As horas (o tempo como motivo)":

  


  
Ela ocupa um prédio que forma, com a obra do artista, um conjunto harmônico e provocativo, com as formas características da arquitetura moderna – que, de certo modo, aparecem também nas pinturas de Iberê. 



Para completar a paisagem, a beleza do Guaíba (na verdade um lago) que banha a capital do Rio Grande do Sul e faz todas as tardes com o sol a mais bela parceria da natureza naqueles lados dos pampas quando o brilho dourado solar se encontra com o marrom escuro das águas.

Além de trabalhos de Iberê, na data da minha visita à fundação havia também uma exposição de arte “povera”, uma tendência nascida na Itália na década de 1960. Arte contemporânea na veia!

  

Mario Merz ("Senza titolo", 1997)

Michelangelo Pistoletto ("Il disegno dello specchio, 1979)

Giuseppe Penone (nome da obra não identificado)




Aliás, já que citei o prédio, é impossível não ver uma similaridade entre a sede da fundação - assinada pelo arquiteto português Álvaro Siza - e as "casas" do High Museum, em Atlanta (EUA), obra dos arquitetos Richard Meier (primeira etapa) e Renzo Piano (segunda etapa); e da Bienal de Arte de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, trabalho de Oscar Niemeyer, 





Para quem for a Porto Alegre, vale certamente uma visita!

quinta-feira, 26 de março de 2015 | | 0 comentários

Uma reflexão sobre a desigualdade no mundo

Acabei de ler o badalado "O capital no século XXI", do economista francês Thomas Piketty. Livro denso, 571 páginas (mais 74 de notas explicativas), principalmente para os que não são familiarizados com termos, fórmulas e lógicas da economia. 

Um livro que não pretende ser, como o próprio autor deixa claro, uma verdade absoluta e/ou uma análise completa, mas sem dúvida uma obra extremamente relevante, profunda e necessária. Um bom caminho para a reflexão social, política e econômica (aspectos que Piketty mostram não se dissociarem em nenhum momento da história).

A provocação do título (que remonta ao lendário "O capital", de Karl Marx) é apropriada na medida em que o próprio trabalho do economista francês serve como provocação para um debate - que, espera-se, ocorra.

A seguir, alguns apontamentos do livro:

Um diagnóstico - "O crescimento econômico moderno e a difusão do conhecimento tornaram possível evitar o apocalipse marxista, mas não modificaram as estruturas profundas do capital e da desigualdade (...)". (p. 9)

Uma constatação - "(...) não houve qualquer redução estrutural da desigualdade antes da Primeira Guerra Mundial." (p. 15) 

Uma falácia - a "(...) visão otimista da relação entre o desenvolvimento econômico e a distribuição da riqueza" (p. 23), algo que me remeteu ao período do "Milagre Econômico" no Brasil, durante o regime militar (acréscimo meu).

Um problema - "Nas economias que crescem pouco, a riqueza acumulada no passado naturalmente ganha uma importância desproporcional." (p. 32)

Uma transformação - "O capital mudou de natureza - ele era a terra e se tornou imobiliário, industrial e financeiro (...)". (p. 121)

Um contramovimento - "(...) as guerras mundiais e as políticas públicas implementadas pelos países desempenharam um papel central no processo de redução da desigualdade no século XX (...)". (p. 233) "(...) a redução histórica da desigualdade da riqueza foi menos intensa do que às vezes se imagina. (...) Ainda assim, trata-se de migalhas importantes (...)". (p. 256)

Uma constatação perturbadora - "No século XX, foram as guerras que fizeram do passado tábula rasa, e não a suave racionalidade democrática e econômica." (p. 269)

Uma observação - "Evidentemente, a igualdade de direitos e oportunidades não é suficiente para levar à igualdade de riquezas." (p. 355)

Uma "nova era" - "(...) estamos assistindo à volta triunfal do capitalismo privado nos países ricos desde os anos 1970, ou, mais do que isso, ao ressurgimento de um novo capitalismo patrimonial." (p. 171). Isto explica movimentos como o "Occupy Wall Street" (acréscimo meu).

Uma solução 1 - "No longo prazo, a melhor maneira de reduzir as desigualdades do trabalho, além de aumentar a produtividade média da mão de obra e o crescimento global da economia, é sem dúvida investir na formação." (p. 298)

Uma solução 2 - "(...) a instituição ideal que seria capaz de evitar uma espiral infindável de aumento da desigualdade e também retomar o controle da dinâmica em curso seria um imposto progressivo global sobre o capital." (p. 459) "O imposto progressivo exprime de certa forma um compromisso ideal entre justiça social e liberdade individual." (p. 492) "O imposto mundial sobre o capital é uma utopia (...)". (p. 501)

Para se conformar - "Sem impostos, a sociedade não pode ter um destino comum e a ação coletiva é impossível." (p. 480)

segunda-feira, 23 de março de 2015 | | 0 comentários

A estreia de Lombardi na tribuna da Câmara dos Deputados

Para quem se interessar, eis a íntegra do primeiro pronunciamento oficial do novo deputado federal de Limeira, Miguel Lombardi (PR):

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho a esta tribuna, porque não tive chance antes, para agradecer ao meu Estado por minha condução à Câmara Federal, principalmente, à cidade de Limeira e região, que me deram esta oportunidade. 

Vou lutar em prol de toda a região. Isso é muito importante, porque Limeira, há mais de 20 anos, não contava com um representante aqui na Câmara Federal, embora ainda não esteja representada na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. 

Estamos vivendo um momento difícil, a questão da dengue. Infelizmente, na nossa cidade, na nossa região, no nosso Estado, a doença está ceifando muitas vidas. Estive em audiência com o Ministro da Saúde, Dr. Arthur Chioro, que se colocou à disposição e foi ao Estado na sexta-feira para se reunir com o Secretário Estadual de Saúde, Sr. Davi, a fim de tomar posições de direcionamento conjunto.  
Limeira já contabiliza 2 mortes e mais 8 a confirmar; na região de Itapira, são 7 mortes; Catanduva tem mais de 20 mortes; Sorocaba tem mais de 4 mil casos, 2 mortes confirmadas e 6 a confirmar. O Estado de São Paulo, infelizmente, atravessa um momento difícil no tocante à questão da dengue.  
Peço, reivindico, junto ao Ministério da Saúde — e continuarei reivindicando — e à Secretaria de Estado de São Paulo, que tomem providências quanto a essa doença, a essa epidemia, que, lamentavelmente, está prejudicando muito o nosso Estado, está ceifando muitas vidas. As famílias estão apavoradas. A situação é muito delicada.  

Venho também aqui para ser solidário ao movimento dos caminhoneiros. Quem trabalha na boleia sabe das dificuldades. Eles são sempre achacados nos valores dos fretes, e os pedágios são altíssimos. O combustível agora parou de subir, com lei importante que nós aprovamos aqui e um decreto, da Presidente da República. 

Eu acho importante que esta Câmara também tome posição, ao lado dos caminhoneiros, que, infelizmente, atravessam um momento difícil. Tudo sobe, tudo fica difícil, e o preço do frete fica parado, estagnado. 

Aproveito a oportunidade e parabenizo as mulheres pelo Dia Internacional da Mulher, dia 8 de março. As mulheres, com justiça e seus direitos, fazem a diferença. 
Muito obrigado.

Em tempo: o pronunciamento foi feito na sessão ordinária no último dia 10, terça-feira. Mais detalhes da sessão podem ser conferidos no site da Câmara dos Deputados.

| | 0 comentários

"O sal da terra" - uma ode a Salgado e ao planeta

Um mestre na arte de escrever com a luz. 

video

Nas últimas quatro décadas, Sebastião Salgado rodou o planeta como “testemunha da condição humana”. No Kuwait, registrou o “triste espetáculo” dos poços de petróleo incendiados por Saddam Hussein após a guerra em 1991. Com a série “Trabalhadores”, homenageou os “homens e mulheres que construíram nosso mundo”.

A trajetória do fotógrafo de 71 anos virou filme. Dirigido pelo filho Juliano em parceria com o alemão Win Wenders, “O sal da terra” estreou recentemente no Brasil após concorrer ao Oscar de melhor documentário.


Nascido em Aimorés, Minas Gerais, Sebastião Salgado mudou para a França em 1969. Premiado em todo o mundo, ele revela no filme um olhar apurado em busca da melhor imagem. Com suas fotos, denunciou tragédias como a sede e a fome na África, os horrores do genocídio em Ruanda e o drama dos refugiados.

Chocado com tanta tristeza, apostou num novo projeto: “Gênesis” - uma homenagem ao planeta. Percorreu 30 países em busca de cenas como a do nativo solitário no tronco seco, da imensidão da floresta e da beleza da vegetação refletida na água.

Mas se os homens são o “sal da terra”, à terra devem voltar. E salgado voltou para a fazenda da família, no vale do rio Doce, onde passou a infância. E o que viu foi uma terra arrasada. “Os pássaros, os jacarés e a majestosa mata não existiam mais...”, conta n o filme. “A mata que existia antes e se estendia por todas essas colinas era a mata Atlântica, a floresta tropical atlântica”, comenta.

Sem mata, sem vida... “Quando eu era menino, tínhamos uma pequena cascata. Mais tarde derrubaram a mata e a água desapareceu”, fala. Até que a mulher dele resolveu plantar a semente de uma ideia: recriar a floresta que fez parte da história de vida do marido. “Eu me lembro que na primeira plantação às vezes eu sonhava que tudo tinha morrido”, afirma Lélia Salgado.

Foram plantadas dois milhões e meio de mudas. O Instituto Terra recuperou 600 hectares de mata - uma área equivalente a 780 campos de futebol. Mais de mil nascentes ressurgiram. “Quando vemos uma árvore, pensamos só em sua verticalidade e beleza. Mas tudo depende da árvore: nossa água, nosso oxigênio...”, cita o fotógrafo. A maior batalha na recuperação da fazenda da família Salgado, porém, não foi vencer a terra seca: foi vencer as mentes, disse Juliano.

Agora, o projeto entra em uma nova etapa. Parcerias feitas pelo Instituto Terra vão garantir o plantio de 125 milhões de mudas nos próximos 25 anos. O reflorestamento será feito ao redor das 370 mil nascentes do rio Doce. O trabalho do instituto é um exemplo de que recomeçar é possível. 

Uma lição do fotógrafo que virou amigo dos gorilas e das baleiras e que vê poesia na força da natureza. “E pensar que essas árvores, que hoje têm três meses, atingirão o ápice daqui a 400 anos! Talvez a partir disso possamos medir o conceito da eternidade”, filosofa Salgado.

* Texto original de reportagem feita para o programa “Repórter Eco” (TV Cultura, dom., 17h30) - reportagem acrescentada em 4/5/15



* Leia também:


* O primeiro vídeo desta postagem é de divulgação

| | 0 comentários

A questão das TVs públicas: um debate necessário

Dois livros recém-lançados no Brasil debatem uma questão cada vez mais premente na sociedade: o papel das TVs públicas.

Consideradas modelos bem sucedidos em vários países (o Reino Unido, com a BBC, talvez seja o melhor exemplo no que diz respeito à gestão, financiamento e conteúdo), as TVs públicas brasileiras vira e mexe vão parar no noticiário, seja pela qualidade de algum produto ou pelas costumeiras interferências políticas e/ou baixa audiência.

Segundo o jornalista Eugênio Bucci, ex-presidente da Radiobrás e autor de “O Estado de Narciso”, o problema “começa na submissão das emissoras às autoridades de plantão, que controlam verbas e indicam diretores”, conforme resenha assinada pelo jornalista Bernardo Mello Franco na “Folha de S. Paulo”.

Já Ernesto Rodrigues em “O traço da Cultura” analisa especificamente o caso da TV Cultura de São Paulo, emissora da qual foi ombudsman por três anos (em tempo: a experiência de ter um ouvidor foi encerrada na Cultura – emissora da qual estou funcionário).

Para ele, a TV pública paulista é um “parque de diversões da elite cultural paulistana em que todos trabalhavam de costas para o público, sem querer saber se ele estava satisfeito. Ou mesmo presente”.

Conforme resenha feita pelo crítico de TV do UOL, Mauricio Stycer, Rodrigues defende para a Cultura (o que, no caso do Brasil, vale para outras emissoras públicas) “a inclusão de conteúdos, personagens e temáticas ‘mais populares’ na grade. Na sua visão, isso não significa ‘abrir mão do senso crítico ou adotar a mediocridade como parâmetro cultural ou jornalístico’”.

Este debate sempre teve sua particular relevância, acentuada neste momento em que parte da sociedade coloca em xeque a independência dos meios de comunicação e que o partido do governo cobra a aprovação no país de uma nova lei de mídia.

Leia também:

sexta-feira, 20 de março de 2015 | | 0 comentários

A reforma necessária

Seria necessário aprovar uma cláusula de desempenho que impedisse o acesso facilitado de partidos quase sem voto ao horário eleitoral, ao dinheiro (público) do Fundo Partidário e aos debates entre candidatos em meio eletrônico (rádio e TV). 
 Esses partidos menores também não teriam mais o direito de aparecer a cada 6 meses na TV e no rádio, em rede nacional. Isso ocorre hoje, seja ano eleitoral ou não (e quem paga é o contribuinte, pois as emissoras são ressarcidas pelo horário cedido). Por fim, o acesso ao Fundo Partidário ficaria bem mais restrito.

A análise é do jornalista Fernando Rodrigues e foi publicada na "Folha de S. Paulo".

Seria necessário também estabelecer regras mais rígidas para a propaganda eleitoral e o cumprimento de planos de governo. O mecanismo de “recall” dos mandatos, que permite ao eleitor reavaliar os escolhidos após determinado período, talvez seja a saída para evitar “estelionatos eleitorais”.

Como registrou Eliane Cantanhêde em artigo, “as versões e o marketing valem mais do que os fatos e a realidade. São eles que determinam os rumos das eleições”. 

É preciso acabar com o instrumento da reeleição – embora teoricamente seja positivo, o Brasil ainda não possui maturidade política para que se possa separar ações político-partidárias-eleitorais das ações de governo e Estado.

É preciso ainda proibir o financiamento empresarial de campanhas (não há justificativa plausível para uma doação que não seja esperar algo em troca) ou, na pior das hipóteses, permitir que uma empresa faça doações para apenas uma campanha (de modo a forçá-la a buscar posições ideológicas, embora isto não impeça uma enxurrada de dinheiro apenas nas campanhas de quem é favorito).

Por fim, há que se estabelecer o voto distrital (misto) e acabar com as coligações nas eleições proporcionais.

Estas propostas, claro, não excluem outras, mas seriam um passo importantíssimo para forçar – junto de um forte investimento em educação – uma melhora do sistema político-eleitoral brasileiro.

Menos que isso seria enganar a plateia.

***

Como escreveu Ricardo Melo na “Folha de S. Paulo”: “Que uma reforma política é mais do que necessária, os fatos se encarregam de mostrar. Que do mato atual não vai sair coelho sadio, disso pode se ter certeza. Esperar que os parlamentares de turno façam alguma mudança séria num sistema que os levou ao poder é como esperar Papai Noel na chaminé. Num país em que um ministro do Supremo se dá o direito imperial de bloquear um mísero projeto de purificação do financiamento eleitoral, e seus colegas de corte se fingem de mortos, qualquer cenário é possível. Até que o povo e suas famílias percebam o custo da bandalheira institucionalizada”.

PS: último parágrafo acrescentado em 23/3.

| | 0 comentários

Aula de edição de vídeos

Para quem curte rap ou edição de imagens, os vídeos a seguir - com Brian Williams, da rede norte-americana NBC - são imperdíveis!





quinta-feira, 19 de março de 2015 | | 0 comentários

Só para saber...

Atacado duramente pela esquerda durante os anos 1990 e início dos anos 2000, o chamado Consenso de Washington - o resumo das políticas ditas neoliberais - está "de volta" ao país? Trazido justamente por um governo supostamente de esquerda?

Será a evidência da vitória do neoliberalismo e da sua necessidade para a social-democracia? Para onde foi o socialismo da esquerda? Ou o PT não é mais esquerda?

| | 0 comentários

Além da crise política

A seguir, trechos de uma interessante entrevista do filósofo Vladimir Safatle ao jornal “Folha de S. Paulo”, na qual ele faz uma análise mais ampla e complexa (distante, portanto, do inútil e rasteiro “fla x flu” partidário que tomou conta do país:

Vivemos atualmente uma instabilidade política em meio a comemorações de 30 anos da redemocratização. A democracia brasileira está consolidada?
Safatle - (...) Apesar disso, é falso chamar de "democracia incompleta". O certo é dizer que é uma neodemocracia que gira em torno dos seus impasses há 30 anos. Do final dos anos 1980 até hoje a democracia não se aperfeiçoou, e os seus problemas ficaram mais evidentes, como a baixa participação popular, um sistema parlamentar que produz distorções no sistema representativo e perpetuação de castas que interferem no sistema, interferências econômicas inacreditavelmente altas nos processos eleitorais. Nesse momento da história, é necessário ter claro o fato de que a Nova República acabou, morreu.

O que isso quer dizer? Quais são os impactos disso para o sistema democrático e para o país?
Safatle - A Nova República foi, entre outras coisas, um modelo de construção pós-ditadura na qual a governabilidade era compreendida através da cooptação de uma parte da classe política que se desenvolveu na própria ditadura, e da gestão de toda essa massa fisiológica da política brasileira vinculada a interesses locais. Foi assim no governo de Fernando Henrique Cardoso, com apoio de Antonio Carlos Magalhães e do PFL, e foi assim no governo Lula, com Sarney. Nos dois casos, o PMDB era o grande gestor da fisiologia política. Esse modelo se esgotou completamente. A produção de grandes atores políticos, do PT e do PSDB, se desmontou. Esses dois núcleos se esgotaram por completo. Ninguém mais espera que o processo de modernização nacional possa ser feito a partir de propostas desses dois grupos. Os dois já foram testados e demonstraram limites muito evidentes. Ninguém vai conseguir fazer nada continuando este modelo. O trágico é que quando uma coisa termina, ela não acaba necessariamente logo, e pode continuar como zumbi, como morto-vivo, e o país fica paralisado por muito tempo. Nada está acontecendo, apesar de todos os embates atuais. O fim do modelo é trágico, e leva consigo os atores políticos, intelectuais e formadores de opinião. (...)

Em tempo: postei apenas dois trechos, como exigido pelo jornal, mas reforço que vale a leitura de toda a entrevista, cujo link está no início da postagem.

| | 0 comentários

"Jornal da Cultura": "o bom combate"


| | 0 comentários

Só para constar

No momento em que o Brasil celebra 30 anos de vida democrática, com a posse do primeiro presidente civil após duas décadas de ditadura miliar, faço um registro histórico necessário:

- o PT boicotou a eleição de Tancredo Neves, caminho de conciliação possível para a volta da democracia ao país e ameaçou até punir três deputados que votaram a favor de Tancredo na eleição indireta do Colégio Eleitoral (os três deixaram o partido para evitar a punição);

- o PT não aceitou votar a favor da nova Constituição de 1988;

- o PT não aceitou votar a favor do projeto que criou o Plano Real;

- o PT não aceitou votar a favor da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que significou um marco no combate ao descalabro das contas públicas no país (o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, chegou a fazer um "mea culpa" a respeito quando já estava no governo).

Não farei comentários. A história se encarrega disso.

terça-feira, 10 de março de 2015 | | 0 comentários

Sediar Copa e Olimpíada é mau negócio, aponta estudo

O prometido é devido: será que organizar Copas do Mundo ou Jogos Olímpicos compensa economicamente? A resposta instintiva seria dizer sim: durante os jogos, há turistas nas cidades, a economia floresce - e o nome do país sobe aos píncaros. Quem, em juízo perfeito, não receberia uma Copa ou uns Jogos Olímpicos de braços abertos?

Curiosamente, muita gente. Andrew Zimbalist (...) escreveu "Circus Maximus" (Brookings, 174 págs.), um dos mais sérios e detalhados estudos econômicos sobre Copas do Mundo e Jogos Olímpicos.

Uma primeira conclusão: Copas e Olimpíadas são tão tentadoras que o número de países que se candidatam a tal honraria tem decrescido. Em 1997, existiam 12 candidatos para os Jogos Olímpicos de 2004. Atenas venceu. Em 2013, apenas 5 para os Jogos de 2020. Tóquio venceu. Como explicar a deserção?

Uma palavra: dinheiro. Tirando honrosas exceções (já vamos lá), o investimento em grandes circos desportivos é ruinoso no curto e no longo prazos. (...)

Fonte: João Pereira Coutinho, "Jogos de azar", Folha de S. Paulo, Ilustrada, 10/3/15.

* Leia também (acrescentado em 19/3):

- Os Jogos Olímpicos não serão positivos para o Rio

domingo, 8 de março de 2015 | | 0 comentários

Homenagem


| | 0 comentários

Doações eleitorais legais são uma falácia

O principal argumento para políticos e partidos (PT à frente) negarem envolvimento com o escândalo da Petrobras é que as doações eleitorais recebidas foram legais - registradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Ora, num olhar míope, efetivamente que foram. Entraram oficialmente e foram declaradas.

Ocorre que a origem dessas doações costuma ser ilícita. A matemática é simples: a empresa superfatura o valor de um contrato com uma estatal. O valor a mais aparece como um lucro da empresa e acaba sendo "doado" legalmente a partidos e políticos (bem como parte dele é repassado a troco de propina para gestores da estatal, conforme as delações obtidas na Operação Lava Jato).

Argumentar, portanto, que houve doações legais é mais do que uma desculpa, é chamar o brasileiro de idiota.

Se a origem do dinheiro é sabidamente ilícita, segundo os depoimentos surgidos até aqui, ilícita também deve ser considerada a doação. E, da mesma forma, deveriam ser as campanhas que este dinheiro financiou - vitórias eventualmente construídas a partir de dinheiro sujo.

- Leia também (acrescentado em 10/3):

* Doação eleitoral é falácia

segunda-feira, 2 de março de 2015 | | 0 comentários

A angústia do tempo

São duas coisas positivas, tanto a oferta cada vez maior e variada, quanto a facilidade de acessá-la, mas que, reunidas, produzem um efeito colateral: a angústia de não dar conta, a sensação de estar perdendo alguma coisa.

(...) Como escreveu James Poniewozik, crítico de TV da revista "Time", é preciso aceitar que há limite na capacidade de ludibriar o tempo. "Você não vai ver tudo o que você quer ver e fazer tudo o que quer fazer. Você terá que escolher", escreveu a respeito deste problema.

Fonte: Mauricio Stycer,
“Quem vê tanta televisão?”, Folha de S. Paulo, Ilustrada, 23/11/14.

PS: vale para ver TV, vale para a vida...

| | 0 comentários

Trabalhando...


Ops, alguém me flagrou trabalhando nesta segundona... 

Entrevista com o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, durante o protesto de seis centrais sindicais contra as medidas provisórias 664 e 665, que alteram regras de concessão de direitos trabalhistas. O ato ocorreu em frente à Superintendência Regional do Ministério do Trabalho no Centro de São Paulo. 

A foto é de Alexsander Gonçalves e foi retirada da página da Força no Facebook.