quinta-feira, 17 de dezembro de 2015 | | 0 comentários

Jabuticaba de esquerda

Curiosa a posição dos manifestantes a favor do governo da presidente Dilma Rousseff - e, portanto, contra o impeachment. Desde o início do ano, e agora com mais ênfase, saem às ruas defendendo a petista e criticando o ajuste fiscal promovido por ela.

Ou a política econômica, mesmo comandada por um liberal, não é de responsabilidade da presidente? 

Defendem um governo - legitimamente - no qual não se reconhecem (ao menos na economia).

Não foi uma, nem foram duas ou três vezes, que Dilma manifestou que a política de ajuste fiscal era do governo, não do ministro Levy.

A esquerda quer o bônus, mas não o ônus da desastrosa administração Dilma, é isto? Então ficamos assim: os acertos (quais mesmo?) são de Dilma e do governo petista; os erros, dos outros...

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"Ordem do Dia" - Crimes Ambientais

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015 | | 0 comentários

"Ordem do Dia" - Previdência

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015 | | 0 comentários

Reflexão

Na vida, cada um escolhe as companhias com quem quer estar...

sábado, 5 de dezembro de 2015 | | 0 comentários

Frase

“Na história recente da nossa pátria, houve um momento em que a maioria de nós, brasileiros, acreditou no mote segundo o qual uma esperança tinha vencido o medo. Depois, nos deparamos com a Ação Penal 470 e descobrimos que o cinismo tinha vencido aquela esperança. Agora parece se constatar que o escárnio venceu o cinismo. O crime não vencerá a Justiça."
Cármen Lúcia Rocha, ministra do Supremo Tribunal Federal, ao decidir sobre a prisão do senador Delcídio Amaral (PT-MS)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015 | | 0 comentários

"Ordem do Dia" - Segurança

domingo, 22 de novembro de 2015 | | 0 comentários

"Ordem do dia" - Artigo Sexto

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Ninguém, de fato, está acima da lei

O advogado de defesa de um dos filhos do ex-presidente Lula disse em entrevista ao jornal "Folha de S. Paulo" e a outros veículos, a respeito de busca e apreensão feitas na empresa do jovem, que isto só ocorreu pela ligação familiar: "Prevaleceu o nome, o sobrenome da pessoa envolvida como motivação para o ato".

Petistas têm propalado que os filhos de Lula tornaram-se alvos de investigação unicamente porque são filhos do ex-presidente, numa suposta tentativa de agentes do Ministério Público e da Justiça de atingirem o pai.

Certamente, num estado democrático, ninguém deve ser alvo de investigação ou punição por ser filho deste ou daquele.

Mas, principalmente, num estado democrático, ninguém deve deixar de ser investigado ou punido por ser filho deste ou daquele (por exemplo, de um ex-presidente da República).

Vide os exemplos do Chile (com o filho da presidente Michelle Bachelet) e da Espanha (com a princesa Cristina).

Isto, sim, deve despertar a atenção daqueles que defendem a democracia.

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Só para lembrar...

Só para lembrar - porque não custa, principalmente neste momento em que começam a surgir movimentos aqui e acolá visando apagar ou minimizar o passado: o ex-prefeito de Limeira, Silvio Félix, foi condenado pela Justiça.

Da decisão, coube recurso - e Félix certamente recorreu.

Reza a lei que todo cidadão tem o benefício da dúvida até trânsito em julgado de uma sentença, ou seja, quando não houver mais chance de recursos.

Não se pode esquecer, contudo, que Félix, a mulher dele, dois filhos do casal e outros familiares já têm uma condenação "por improbidade administrativa, caracterizada por enriquecimento ilícito durante o mandato dele na prefeitura", segundo informa o Ministério Público.

Para ler mais, clique aqui.

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"Ordem do dia" - O Século dos direitos

quinta-feira, 29 de outubro de 2015 | | 0 comentários

Sobre a felicidade e a depressão

De qualquer forma, o extraordinário sucesso da depressão e dos antidepressivos não existiria se nossa cultura não atribuísse um valor especial à felicidade (da qual a depressão nos privaria). Ou seja, ficamos tristes de estarmos tristes porque gostaríamos muito de sermos felizes.

Coexistem, na nossa época, dois fenômenos aparentemente contraditórios: a depressão e a valorização da felicidade. Será que nossa tristeza, então, não poderia ser um efeito do valor excessivo que atribuímos à felicidade? Quem sabe a tristeza contemporânea seja uma espécie de decepção".

Fonte: Contardo Calligaris,
“A felicidade é deprimente”, Folha de S. Paulo, Ilustrada, 29/10/15.

terça-feira, 20 de outubro de 2015 | | 0 comentários

Frase

“A meu ver, a grande batalha do nosso tempo não é mais entre o capitalismo e o socialismo, mas entre os valores modernos da livre-iniciativa e da inovação, que estão no centro do capitalismo, e os valores reativos do corporativismo.”
Edmund Phelps, economista, em entrevista à revista "Veja" (edição 2.448, ano 48, número 42, 21/10/15)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015 | | 0 comentários

E nasce um gigante dos ares...

Um boeing em menos de três minutos:

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Beleza faz, sim, diferença!

Beleza é fundamental, já dizia o poeta. Agora no século 21 temos condições não apenas de confirmar essa predisposição humana mas também de esquadrinhá-la e quantificá-la. É o que faz Christian Rudder, autor de “Dataclisma: Quem Somos Quando Achamos que Ninguém Está Olhando”.

(...) Homens e mulheres considerados bonitos são mais populares no Facebook. (...) Mas é no emprego que a coisa fica muito mais assimétrica.

Aqui, a beleza masculina quase não afeta as chances de ser chamado para entrevistas de contratação. A curva é uma linha. Já para elas, a curva é exponencial.

(...) Pior, coisas parecidas ocorrem nos tribunais. Pessoas mais bonitas têm menos chance de ir para a cadeia e, quando vão, tendem a pegar sentenças menores que os feios. (...)

Fonte: Hélio Schwartsman,
"Ai dona fea!", Folha de S. Paulo, Opinião, 4/10/12, p. 2.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015 | | 0 comentários

Sobre o impeachment de Dilma

O que penso a respeito de um possível impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) foi muito bem explicitado pelo empresário Lawrence Pih numa interessante entrevista recente ao jornal “Folha de S. Paulo”

Reproduzo a seguir o trecho em questão e recomendo a leitura da entrevista na íntegra para entender um pouco mais, do ponto de vista da economia, a atual situação do país:

Impeachment é traumático. Pensam que se remove presidente do dia para a noite, mas não é tão simples. Não sou especialista, mas dizem que pode haver afastamento devido a pedaladas ou financiamento irregular de campanha. Essas coisas ocorreram no passado, mas nunca foi apurado. Os dois pontos são suficientemente graves? Essa primeira pergunta é técnica. 
 A segunda é política: ela tem condições de continuar governando sem levar o país ao caos? Quando o câmbio quase dobra em um ano, está instalado um grau de confusão grande. Com ela na Presidência até 2018, como ficará o país? Se as coisas começam a se deteriorar no ritmo em que isso acontece desde janeiro, estamos em maus lençóis. Não é só uma questão técnica. É também política, sob o aspecto da governabilidade.

terça-feira, 6 de outubro de 2015 | | 0 comentários

"Admirável mundo novo"

Para quem não viu, segue a série de reportagens especiais que gravei para o "Jornal da Cultura" (TV Cultura, seg. a sáb., 21h) na IFA, em Berlim, na Alemanha - a maior feira de tecnologia da Europa (e, possivelmente, do mundo):









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Haddad: ousadia e coragem merecem ser reconhecidas

Se tem algo de que a administração paulistana de Fernando Haddad (PT) não pode ser acusada é de falta de ousadia. Em meio a desafios tão gigantes quanto a cidade que quis administrar (12 milhões de habitantes, fora o público volante e os problemas que envolvem o entorno), o petista se destaca justamente por aquilo em que é mais criticado: as intervenções na mobilidade urbana.

O trânsito de São Paulo não está à beira do caos; é um caos diário (por mais que muitas pessoas tenham se adaptado a deslocamentos que facilmente superam horas).

Não é um cenário unicamente paulistano, como constatou recente estudo do Ipea (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas):

“Nos últimos doze anos, o Brasil passa por um período de forte expansão da frota de veículos automotores, o que se reflete na deterioração das condições de trânsito não só dos grandes centros urbanos como também das rodovias. Quanto maior o tráfego de veículos, maiores os conflitos existentes, o que pressiona os índices de acidentes em todas as rodovias brasileiras.”

Ao encontro do que fazem cidades desenvolvidas ao redor do mundo, Haddad investiu fortemente nos corredores de ônibus a fim de aumentar a velocidade desse modal, construiu uma ampla rede de ciclovias, reduziu a velocidade das principais vias da cidade (medida conhecida como “traffic calming”) e, mais recentemente, iniciou um projeto-piloto de ampliação das calçadas.

Como é de se imaginar, carros perderam espaço – e milhares de motoristas reclamam.

Quis o destino que Haddad tenha sido eleito no momento mais dramático da economia e das finanças públicas do país nos últimos 30 anos. Assumiu uma administração com uma dívida quase impagável (sabia disso quando se candidatou) apostando nas parcerias com o governo federal – que não vieram no volume esperado.

Consequência disso: uma administração que pouco realizou em termos de obras e melhorias dos serviços públicos.

Ao mesmo tempo, porém, o prefeito teve a coragem de tocar em vespeiros que ninguém se atrevia a mexer. Fortaleceu a corregedoria da prefeitura e criou mecanismos de investigação dos servidores, obrigados a informar sistematicamente seu rol de bens a fim de que sejam cruzados com o rendimento. Assim, desbaratou uma quadrilha suspeita de desviar ao menos R$ 500 milhões dos cofres públicos – a chamada Máfia do ISS.

E assumiu o risco político de fazer intervenções que julgava necessárias para modernizar a mobilidade da capital. No caso da redução da velocidade, embora exista a suspeita plausível de que isto resultará numa indústria de multas, há que se considerar os possíveis efeitos positivos da medida.

Como jornalista, há anos ouço especialistas criticarem a falta de ação dos governos no combate à violência no trânsito, talvez a principal epidemia hoje no país. O estudo do Ipea, já mencionado, apontou que, apenas nas estradas federais, ocorreram quase 170 mil acidentes em um ano, a um custo médio de R$ 72,7 mil ao país.

Estamos falando de quase R$ 13 bilhões – só com as estradas federais! Isto é quase metade do déficit orçamentário do governo federal para 2016.

O trânsito é a principal causa de mortes violentas no Brasil, superando de longe os assassinatos. É certamente o maior problema de saúde pública no país, com custos bilionários. Um problema para o qual grande parte da sociedade e da classe política fecham os olhos.

Haddad não. Entre a ação polêmica e a omissão, preferiu – acertada e corajosamente - a primeira.

Recentemente, o prefeito divulgou que o índice de mortes no trânsito da cidade teve a maior queda em ao menos uma década.

Outro levantamento apontou que o trânsito em São Paulo recuou pela primeira vez em três anos - o que pode ser um efeito das medidas tomadas pela prefeitura ou também da crise econômica (ou ambas). Ainda assim, é algo a se considerar.

As resistências e críticas que a administração Haddad sofre são muito mais fruto das ações que ele tomou do que daquilo que a prefeitura não fez – o que é plenamente compreensível por se tratar de mudanças tão sensíveis ao dia a dia de milhões de pessoas, nem sempre bem explicadas e/ou comunicadas.

Em praticamente nenhum lugar do mundo, mudanças desse tipo foram feitas amistosamente. É comum do ser humano resistir a mudanças, principalmente quando estas lhe atingem individualmente em nome de um bem coletivo maior.

Também é o caso de destacar o projeto “Braços Abertos”, voltado a usuários de crack. Embora polêmico, há que se considerar que a iniciativa vai na direção oposta à da repressão, que certamente se mostrou uma política fracassada. Ora, se uma ação já falhou, seria o caso de dar crédito a uma nova – e diferente – alternativa.

Como no Brasil imprensa e sociedade têm pressa, rapidamente Haddad anunciou o que seriam os primeiros resultados positivos do programa: redução do consumo de crack. Eram apenas três meses de projeto, muito pouco para uma manifestação tão taxativa, mas é bom ficar de olho.

As iniciativas, é bom registrar, renderam ao prefeito paulistano efusivos elogios dos jornais “The New York Times” (original aqui) e “Wall Street Journal” (original aqui).

Desconfio, porém, que se Haddad estivesse em outro partido (PSDB, por exemplo) e/ou em outro momento da história, seria apontado como um visionário. No PT, aqui e agora, deve ter sérias dificuldades para se reeleger (é provável até que não tenha êxito).

Não sei se o petista mereceria meu voto caso tivesse domicílio eleitoral na cidade de São Paulo. A administração está longe daquilo que ele se comprometeu a fazer na campanha (e é hora de começarmos a ser mais rígidos e radicais a respeito daquelas promessas que nos fazem a cada dois anos, entre julho e outubro...).

Isto não me impede, pois, de aplaudi-lo naquilo que faz de bom (ou tenta, ainda que com resultados incertos).

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A utopia brasileira

“Acabou-se o comércio de ministérios. Todos serão ocupados por especialistas da respectiva área. As exigências de certos núcleos partidários ultrapassaram os limites da política. A convivência harmoniosa entre os Poderes, determinada pela Constituição, foi rompida pela tentativa daqueles núcleos de ocupar o governo, de dominar o Executivo. Se quiserem me derrubar por esta decisão, podem fazê-lo. Mas fique o país ciente de que o governo só voltará a ter políticos no ministério quando as relações voltarem a ser normais. Sem tentativas de imposição, em plenas condições de respeito mútuo e de lealdade à democracia e ao bem do país e seu povo.”

Uma atitude de dignidade. Política e pessoal. No Brasil, gestos de dignidade não são considerados inteligentes. Na melhor hipótese, são vistos como temperamentais. Mas atitudes de dignidade não precisam ser inteligentes, basta-lhes a dignidade. E, se temperamentais, não têm por isso menos dignidade. (...)

Fonte: Janio de Freitas,
“Alguma atitude”, Folha de S. Paulo, Poder, 1/10/15.

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"Saídas para a crise"

A TV Cultura promoveu recentemente uma série de ações visando discutir saídas para a atual crise política e econômica que assola o país. Programas especiais foram exibidos e um seminário de dois dias foi realizado em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo, a Assembleia Legislativa paulista e um núcleo de estudos da Universidade de São Paulo (USP).

Para o "Jornal da Cultura", a equipe de jornalismo produziu uma série de 12 reportagens. Fiz a primeira e a última, ou seja, a abertura e o encerramento da série. Foram uma espécie de diagnóstico:





Depois, como encerramento da campanha, cobri os dois dias do seminários que debateu - na sede da OAB-SP - soluções para a crise:





Um livro está sendo elaborado com as sugestões apresentadas no seminário. Ele será encaminhado aos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

terça-feira, 29 de setembro de 2015 | | 0 comentários

Descansar a mente é preciso

Abaixo, trechos de interessante entrevista do neurocientista Daniel Levitin – especializado em psicologia cognitiva e professor da McGill University - ao caderno “Aliás”, do jornal “O Estado de S. Paulo”.

Autor do livro “A Mente Organizada”, ele “observa o que têm em comum as pessoas bem-­sucedidas e produtivas” e “sugere estratégias de organizar a memória – esvaziá­-la com exercício e instrumentos que chama de extensões do cérebro”:

(...) O que é a obsolescência evolucionária, que o senhor aponta como parte do obstáculo para lidar com o excesso de informação?
Todos os organismos vivos estão constantemente se adaptando ao meio ambiente. (...) Mas é um longo e lento processo. Nosso cérebro evoluiu para lidar com um ambiente que existia há 10, 20 mil anos. O genoma humano precisa de tempo para se adaptar. Para você ter uma ideia, em 30 anos quintuplicou a quantidade de informação que recebemos a cada dia. Pense nisso como o equivalente a ler 175 jornais de ponta a ponta diariamente. Outro número extraordinário: em 1976, nos Estados Unidos, havia cerca de 9 mil produtos únicos à venda num supermercado. Hoje, há cerca de 40 mil. O consumidor americano, que compra uma média de 150 produtos, tem que navegar entre uma quantidade muito maior de escolhas.

(...) A palavra multitarefas, executar várias tarefas ao mesmo tempo, é indissociável da rotina do século 21. Mas o senhor diz que multitarefas não passam de ficção.
Não existem multitarefas, é um mito. O cérebro simplesmente não comporta isso. A pessoa pensa que está lidando com várias coisas ao mesmo tempo quando, de fato, o cérebro está experimentando rápidas mudanças de foco que mal percebemos, o que resulta numa atenção fragmentada a várias coisas e nenhuma atenção sólida a uma que seja. (...)

O senhor diz que uma ferramenta útil para priorizar são os chamados exercícios de limpeza da mente.
Sim. O David Allen, um guru da produtividade e autor de “A Arte de Fazer Acontecer”, aponta para a importância de externalizar a informação. Recomenda anotar tudo o que está se passando na sua cabeça, coisas que têm a ver com a tarefa em questão e preocupações que podem distrair a pessoa. É um processo neurológico, porque o cérebro teme esquecer o que é importante. Quando o cérebro sabe que a informação foi arquivada externamente, nas anotações, e o efeito é de nos acalmar, é libertador. Retira o entulho mental que prejudica a atenção. (...)

Em tempo: a íntegra da entrevista, com os devidos créditos da fonte, está no link na abertura desta postagem.

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Reflexão

Às vezes, a gente descobre que a melhor cerveja é aquela que se toma sozinho...

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50 anos de um clássico do jornalismo

“A Sangue Frio”, o clássico livro-reportagem do jornalista Truman Capote - que inaugurou o estilo conhecido como “new journalism”, ou novo jornalismo (termo aplicado à utilização de recursos literários em reportagens) – completou 50 anos.

É leitura obrigatória para qualquer (repito, QUALQUER) profissional de comunicação, especificamente do jornalismo. Até pelas polêmicas que suscita e que foram exploradas em recente reportagem da “Folha de S. Paulo” sobre a efeméride.

A principal crítica pode ser resumida na seguinte frase da reportagem, assinada por Thais Bilenky: “Ao longo do tempo, críticos apontaram evidências de que ele tratou os fatos com uma liberdade intolerável segundo padrões jornalísticos”.

Seja como for, é clássico, ditou novos rumos para a escrita jornalística e criou uma “escola”.

A reportagem original está disponível no site da revista “The New Yorker” – inclusive com o alerta do editor.


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Casa dividida: a profecia

Em 2008, ao assistir a uma missa e ouvir um trecho bíblico do evangelho de Lucas (11:13), tive um "insight" profético pessoal-profissional.

Infelizmente, sete anos depois, a profecia se concretizou.

Ah, o que diz Lucas? "Uma casa dividida não prospera".

quinta-feira, 24 de setembro de 2015 | | 0 comentários

A tecnologia e o tempo

A “Folha de S. Paulo” publicou no caderno “Ilustríssima”, no fim de semana, uma interessante entrevista com a pensadora australiana Judy Wajcman, da área de sociologia da “London School of Economics and Political Science”. Ela fala sobre seu novo livro, "que discute a influência da tecnologia no ritmo da vida contemporânea”.

A seguir, reproduzo um trecho (e recomendo a leitura na íntegra a partir do link acima - é preciso senha da "Folha" ou do UOL):

Folha - Como a senhora responde à questão central do livro: por que as pessoas procuram os aparelhos digitais para aliviar a pressão do tempo, mas ao mesmo tempo culpam essas mesmas tecnologias por se sentirem mais pressionadas?
Judy Wajcman -
Esse é o paradoxo. E acho que é realmente verdade. Em todas as pesquisas que você conduz, particularmente em empregos gerenciais, mas entre todo mundo, as pessoas sentem que a vida é muito ocupada e acreditam completamente que parte da solução é usar mais o e-mail e ter mais "gadgets", de forma a aproveitar o tempo livre.

Creio que as tecnologias sejam muito contraditórias em seus efeitos. Não quero dizer que as pessoas têm uma falsa consciência, porque elas têm consciência. Acho que seres humanos são muito capazes de manter visões e experiências contraditórias, e para mim as tecnologias expressam isso. As pessoas vivenciam as tecnologias como algo que toma muito tempo, reclamam da quantidade de e-mails que têm de responder e se queixam das ligações para o celular, mas estão o tempo todo escrevendo e-mails e fazendo ligações.

Também penso que, numa perspectiva de longo prazo, essas tecnologias são ainda muito novas e precisamos levar isso em consideração. Quando comecei a me dedicar às tecnologias, eu trabalhava com a parte industrial, nas fábricas, e alguém me perguntou sobre o telefone fixo – e eu nunca nem tinha pensado sobre isso. Eu dava a existência do telefone como um fato, era parte da vida cotidiana, e nunca poderia teorizar sobre ele, não pensava que fosse um objeto para a sociologia.

Acho que e-mails e celulares – têm o quê, 15 anos de idade? – são coisas incrivelmente novas. Se tivéssemos essa conversa daqui a outros 15 anos, provavelmente teríamos uma outra percepção. Acho que a novidade é parte da dificuldade para analisá-los. (...)

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E Lucerna ganha sua sinfonia...

Há um ano, o "Jornal da Cultura" (TV Cultura, seg. a sáb., 21h) exibiu uma reportagem que eu gravei um mês antes, em Lucerna, na Suíça, sobre o trabalho de Tod Machover, um maestro que compõe sinfonias para cidades a partir de sons captados "in loco" e também enviados por moradores. A primeira delas foi para Toronto, no Canadá.

Na ocasião, Machover estava captando os sons. Pois bem: um ano depois a sinfonia foi concluída e apresentada como sucesso, no dia 5 de setembro, durante o Festival de Lucerna, no magnífico KKL Luzern.

O resultado você confere aqui:



É impossível não ouvir referências à água - elemento mais do que presente numa cidade que cresceu ao redor de um famoso lago, que leva seu nome.

Em tempo: Machover caminha agora para sua quinta cidade no projeto. A próxima a ter sua própria sinfonia é Detroit (EUA).

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Frase

"Friends are the bacon bits in the salad bowl of life."
Anônimo, lida num restaurante Vapiano em Berlim, Alemanha

segunda-feira, 31 de agosto de 2015 | | 1 comentários

As pessoas é que são notícia!

Se tivesse novamente a oportunidade de conduzir um jornal diário (ou site), tomaria como norma editorial algo sobre o qual tenho lido muito a respeito: a necessidade premente de humanizar o jornalismo. A questão foi muito abordada pela ombudsman da “Folha de S. Paulo”, Vera Guimarães Martins, em coluna do dia 30/8/15:

“É mais factível acreditar na insensibilidade de coberturas conduzidas no automático, nas quais predominam o macro, não as pessoas, e as disputas políticas, não as histórias humanas de gente sem pedigree.

Números são importantes, mas são as pessoas que merecem ser notícia – ou destaque. Dados ajudam a interpretar o mundo, mas são as histórias que nos comovem e nos geram identificação com os problemas que os números friamente retratam.

Quando fui convidado a voltar a dirigir o jornal do qual fui editor-chefe por quase seis anos, discuti com um dos proprietários algumas ideias que tinha para mudar o diário. Um dos pilares era justamente este: privilegiar histórias de vida, gente, pessoas de carne e osso.

Hoje, em geral, prevalecem nos jornais as aspas improdutivas; o oficialismo inútil e distante do dia a dia dos cidadãos; as denúncias que vêm e vão e pouco mudam a realidade; os dados jogados ao vento, muitas vezes sem aprofundamento, contextualização, análise ou algo mais real que possa dar a eles algum sentido.

Aliás, sobre o uso de dados, trago a seguir a reflexão feita por Jeff Sonderman em artigo do Poynter, traduzido por Natália Mazotte, do Knight Center for Journalism in the Americas:

“Sim, registros públicos podem ser obtidos por qualquer pessoa. Isso graças a decisões de políticas públicas que determinam que o conhecimento em poder do governo deveria ser passivamente acessível a qualquer pessoa, mediante solicitação. 

Mas quando um jornalista opta por copiar essa informação, enquadrá-la em um determinado (inerentemente subjetivo) contexto e, em seguida, ativamente destacá-la para milhares de leitores e pedir a eles para olharem para ela, ele tomou uma ação distinta pela qual é responsável.
 

Bons jornalistas de dados lhes dirão que ‘despejar dados’ não é bom jornalismo.
 

Os dados podem ser errados, enganosos, prejudiciais, constrangedores ou invasivos. Apresentá-los como uma forma de jornalismo requer submetê-los a um processo jornalístico.
 

Nós devemos pensar em dados como nós pensamos em qualquer fonte. Eles lhe dão informações, mas você não apenas reproduz tudo o que uma fonte diz, textualmente. Você examina a informação de forma crítica e se atém a certos padrões de publicação - como precisão, contexto, clareza e equidade.”

Em tempo: não se trata de desafio novo. A humanização da notícia foi destacada num seminário do qual participei, promovido pela Associação Paulista de Jornais (APJ) em Bauru, muitos anos atrás. Desde então, em razão da precariedade que toma conta das Redações, fruto da crise financeira das empresas e da falta de visão dos administradores, a situação em nada melhorou.

Infelizmente, em muitos casos, degringolou...

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"Ryan"

Não é exatamente uma obra de arte, mas achei bem carinhoso - embora o Ryan mencionado não seja eu.


Em tempo: vi o cartaz na entrada do restaurante de um hotel em Halifax, no Canadá.

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A era de Aquário chegou à política?

Já fiz esta reflexão aqui, pós-eleição, e volto a fazê-la - ou lembrá-la: escrevi neste blog, na véspera do segundo turno presidencial do ano passado, que tinha a impressão de que quem saísse vencedor nas urnas na verdade perderia.

Não era preciso ser muito inteligente ou visionário para antever o atual cenário de dificuldades - com Dilma Rousseff ou fosse com Aécio Neves.

O vencedor das urnas assumiria num cenário de pouco legitimidade, com um país dividido.

Pois algo semelhante ocorre agora na Guatemala, segundo texto do jornalista Clóvis Rossi na "Folha de S. Paulo". Lá, como cá, a sociedade não tolera mais tantos escândalos de corrupção. Lá, como cá, os cidadãos não se sentem mais representados pela classe política. Lá, e não cá, ocorrem protestos seguidos há 18 semanas!

Tudo isto - e mais outros movimentos mundo afora (como o Podemos, na Espanha, e a renúncia do primeiro-ministro grego que se elegeu prometendo combater a política de austeridade imposta pela Europa e sete meses depois fez acordos com a chamada "troika", sem falar da tal Primavera Árabe) - indica que há uma significativa mudança em curso na humanidade (ou em boa parte dela) no que diz respeito à política. 

Ecos da era de Aquário?

Parece-me, contudo, que apenas os políticos ainda não entenderam os efeitos desta nova era digital.

Em tempo: a menção à era de Aquário é meramente retórica, para indicar mudanças. Não entendo nada do assunto e não sei quais são os preceitos desta tal era.

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Frase

“Fama, dinheiro e sucesso são bons parceiros. Hoje, no entanto, penso que a caminhada é que é legal, não a chegada.”
Cauã Reymond, ator, em entrevista à “Folha de S. Paulo”

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Pelo bem comum

Mensagenzinha filosófica que eu flagrei em um banheiro de Montreal, no Canadá:


"Você pode querer deixar sua marca na vida, mas não deixe nenhuma no banheiro. Por favor, use a escovinha."

domingo, 30 de agosto de 2015 | | 0 comentários

A nova era digital: reflexões sobre o pau de selfie

(...) Em um mundo altamente tecnológico, o "pau de selfie" se destaca pelo aspecto tosco. Os que esperavam carros voadores e lentes multifuncionais se viram decepcionados pela realidade: o invento mais popular do ano é um bastão.

Atrás dessa aparente simplicidade, porém, se esconde uma revelação profunda sobre o mundo contemporâneo. Como o velho cajado que amparou nossos antepassados, o “pau de selfie” nos oferece segurança diante de um mundo perigoso. Não é só a nossa proteção no isolamento mas uma resposta a essa angústia do ser humano contemporâneo – a de constatar sua própria existência.

Fonte: Emilio Lezama, tradução de Francesca Angiolillo,
“Papparazi de nós mesmos”, Folha de S. Paulo, Ilustríssima, 30/8/15.

terça-feira, 25 de agosto de 2015 | | 0 comentários

Drogas: vítima de quem?

Para trazer um pouco de racionalidade à discussão sobre a descriminalização das drogas, reproduzo a seguir trecho de interessante entrevista concedida à “Folha de S. Paulo” (créditos no link) pelo delegado e doutor em ciência política pela Universidade Federal Fluminense, Orlando Zaccone:

Como vê a descriminalização do porte de drogas para uso pessoal?
Orlando Zaccone - Não tem como não ser a favor. A criminalização do uso viola princípios do direito penal. Não se pode punir condutas que não tenham vítima, não se pune a autolesão. A pessoa não pode ser autora e vítima do mesmo crime. O consumo de drogas não tem lesão à coletividade. Se existe lesão, é só à pessoa. (...)

Como resolver o problema do consumo excessivo de drogas?
Com políticas públicas. A droga que mais teve redução de consumo no Brasil é lícita: o tabaco. Isso porque teve políticas públicas importantes, como proibir propaganda. Com drogas ilegais, não se faz políticas públicas, mas política criminal, que não faz transformação social.

* Leia também (acrescentado em 29/9):

- De foro íntimo

sábado, 15 de agosto de 2015 | | 0 comentários

Na Pinacoteca, os retratos da família imperial

Para quem aprecia arte, principalmente pintura e escultura, a Pinacoteca do Estado de São Paulo é um programa imperdível. A exposição permanente reúne alguns dos melhores nomes da arte brasileira – e as mostras temporárias sempre apresentam novidades que costumam causar grandes filas, como foi com o trabalho do australiano Ron Mueck.

O prédio em si já mereceria uma visita. Feito todo em tijolos, é um palacete cercado de um belo jardim (pena que a área onde ele fica esteja mal cuidada; em uma das últimas visitas que fiz, o cheiro de urina e fezes na calçada era insuportável).






A seguir, trago alguns exemplos da mostra permanente, com destaque para o quadro “Emigrantes III” (1937), de Lasar Segall (o primeiro da sequência abaixo):




  






Uma das partes de que mais gosto é a que apresenta pinturas e retratos da família imperial brasileira. Não me lembrava, da primeira visita que fiz à Pinacoteca anos atrás, que esse material estava lá. É bastante interessante ver de perto as imagens da única família imperial das Américas (tirando o Canadá, que é da Commomwealth e não conta muito):

Dom João VI

Carlota Joaquina

Dom Pedro I e Dona Amélia

Dom Pedro II

Dona Maria Amélia


Dona Teresa Cristina

A Pinacoteca fica na Praça da Luz, 2 – largo General Osório, 66. Abre de terça a domingo das 10 às 17h30, com permanência até as 18h.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015 | | 0 comentários

Limeira e a história do trabalho

A longa transição da economia brasileira de um modelo escravagista para a abolição criou situações inesperadas aos próprios europeus que, por anos, haviam financiado e lucrado com o tráfico de africanos para as Américas: o surgimento de “escravos brancos” nos cafezais brasileiros.

Documentos dos arquivos diplomáticos suíços obtidos pelo "Estado" revelam que milhares de imigrantes que chegaram ao Brasil para trabalhar nas fazendas de café acabaram se transformando, na opinião de seus governos, em “escravos”. Os casos abriram uma crise diplomática entre a Suíça e o imperador d. Pedro II, além de revoltas em algumas fazendas e a emissão de um decreto no país alpino proibindo os suíços de emigrarem para o Brasil.

A situação, porém, não foi criada apenas pelos fazendeiros brasileiros, mas também pelos governos locais na Suíça, que levaram milhares de pessoas a optar pela emigração como forma de resolver os problemas internos de pobreza que sofriam as regiões rurais do país. Para isso, fizeram empréstimos a idosos, crianças órfãs e até para cegos que, com seu trabalho no “Novo Mundo”, teriam como quitar as dívidas.

O centro da crise foi o sistema de parceria promovido pelo senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro. Diante da decisão do Reino Unido de proibir o comércio de escravos entre a África e a América em 1845, o preço dos escravos africanos explodiu e passou-se a buscar alternativas. Uma delas foi o sistema criado na Fazenda Ibicaba, em Limeira (SP), em que europeus foram convidados a se mudar ao Brasil para trabalhar. Eram os colonos. (...)

Fonte: Jamil Chade, "Nos cafezais paulistas, os 'escravos brancos'", O Estado de S. Paulo, Economia, 10/8/15.

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A (fracassada) guerra às drogas

(...) Em 40 anos de política repressiva, as drogas no mundo, em vez de encarecerem, ficaram mais baratas. Sua qualidade aumentou.

A repressão ainda criou um mercado negro que alimenta corrupção entre narcotraficantes, forças de segurança e políticos mundo afora. Em países como Brasil e Estados Unidos, produziu encarceramento em massa, muitas vezes por crimes não violentos.

O hemisfério ocidental está se ajustando à nova realidade. Guatemala, Uruguai e alguns Estados americanos estão descriminalizando o consumo de drogas. Na Colômbia, país onde a guerra às drogas enfraqueceu a guerrilha, mas manteve a força dos cartéis, o governo vê a velha política como "fracassada".

(...) Em geral, porém, o governo (brasileiro) continua preso ao paradigma de ontem. A descriminalização do consumo não tem apoio do Congresso Nacional nem da maioria da população.

Fonte: Matias Spektor,
“Guerra à droga apequena Dilma naCasa Branca”, Folha de S. Paulo, Mundo, 25/6/15.

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São Paulo em fotos (de novo!)

Tão logo me mudei para São Paulo, passei a postar meu resumo visual da semana (aqui, aqui, aqui e aqui, por exemplo). Eram fotos que colhia, via celular, pelos caminhos aos quais as reportagens me levavam. Depois de algum tempo interrompi a iniciativa - que tinha muito de descoberta para um "caipira" como eu, embora tivesse também um tom brega e de aparente deslumbramento. 

Acho, porém, que ela cumpriu uma função (e a deste blog também, que não tem outra pretensão senão a de ser uma espécie de "diário" moderno, não no sentido estrito, de contar os meus dias, mas de servir como caderno de anotações, memórias e reflexões).

Reparei, porém, que já faz tempo que não posto fotos da capital paulista. E ela tem tanto a mostrar! 

Trago agora, pois, dois lugares que são bastante curiosos. São conjuntos que misturam passado e futuro, tradição e modernidade. 

O primeiro deles inclui a Estação da Luz, a antiga estação Júlio Prestes, sede da Sala São Paulo (uma das mais modernas salas de concerto do mundo), e o Memorial da Resistência, onde funcionou um dos QGs da ditadura militar em São Paulo:









   




O outro conjunto inclui o Museu do Tribunal de Justiça e um edifício do mesmo órgão:

  


Estação da Luz/Sala São Paulo: Praça da Luz, 1

Museu do TJ-SP: rua Conde de Sarzedas, 100, Sé

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Mobilidade urbana e cidades

(...) Assim como a redução dos limites de velocidade, muitas das ações da atual gestão municipal na área da mobilidade correspondem a uma nova maneira de pensar a cidade. Mas a prefeitura falha ao não lançar seus argumentos e estudos técnicos a um amplo debate público antes de adotar tais medidas.

Sem dúvida queremos construir, hoje, um futuro sob outros parâmetros, sem mortes no trânsito, com a valorização do transporte coletivo, dos meios não motorizados, dos espaços públicos, do meio ambiente, enfim, da vida. Mas isso significa mexer com práticas, modos de vida e usos do espaço profundamente enraizados, o que não é nada fácil.

Fonte: Raquel Rolnik, “Entrei na rua Augusta a 120 por hora”, Folha de S. Paulo, Cotidiano, 10/8/15.

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Reflexão

(...) Se meu filho nem nasceu
Eu ainda sou o filho
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois?
Cantar depois!...

Se sou eu ainda jovem
Passando por cima de tudo
Se hoje canto essa canção
O que cantarei depois? ...

(“Dias de luta”, por Edgard Scandurra)

PS: dedicada ao "meu amigo Pedro..."

sexta-feira, 7 de agosto de 2015 | | 0 comentários

A música canta e conta a história

Qualquer cidadão, em qualquer lugar do mundo, será capaz de lembrar de uma música que tenha marcado época por seu caráter histórico, de contestação ou retratação de um determinado momento. Das mais pops, como “Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones...”, às mais rebuscadas, muitas delas contaram e fizeram história.

Confesso, porém, que nunca tinha parado para pensar na amplitude dessa relação quase umbilical até ver recentemente uma interessante exposição do Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Intitulada “A música canta a República”, a mostra retratou a história do Brasil do final do século 19 ao início do século 21 por meio de canções populares, muitas das quais fizeram enorme sucesso, outras nem tanto.


A exposição foi construída de um modo que os visitantes passassem por uma espécie de linha do tempo. Nela, os fatos históricos mais relevantes eram apresentados em fotos e textos. Trechos de música apareciam como retratos daquele momento. Um guia auditivo podia ser usado para ouvir as canções conforme se avançava pela exposição.











   
A iniciativa acompanha o lançamento da trilogia “Quem foi que inventou o Brasil - a música popular conta a história”, escrita pelo jornalista e ex-ministro do governo Lula, Franklin Martins, cujos dois primeiros livros foram lançados recentemente.

Depois de São Paulo, a mostra passaria por Rio de Janeiro e Brasília.

Em tempo: as fotos acima não seguem a ordem cronológica dos fatos.