segunda-feira, 30 de setembro de 2013 | | 0 comentários

Iracemápolis completa uma história inacabada em Limeira

Então Iracemápolis vai mesmo receber uma unidade da Mercedes-Benz.

Excelente notícia!

Iracemápolis, assim, fecha um ciclo que começou em Limeira muitas décadas atrás.

Muita gente não sabe, mas o jardim Mercedes - na região do antigo zoológico de Limeira, hoje praticamente uma extensão do centro - tem este nome justamente em razão da montadora alemã. A empresa tinha adquirido aquela área em Limeira bem como a antiga Machina S. Paulo com a intenção de instalar uma fábrica na cidade. 

Não sei exatamente por qual motivo, mas o fato é que o projeto não foi adiante. Tempos depois, a prefeitura decidiu lotear a área da empresa. Houve uma negociação direta entre a Mercedes e o então prefeito Paulo D´Andréa - que chegou a receber de presente da montadora um belo relógio de parede, segundo me contou na sua última entrevista. Por ética, ele cogitou recusar o presente.

A Mercedes topou vender a área com a condição de que o loteamento levasse o nome da empresa.

A Machina S. Paulo foi vendida muitos anos depois.

E Limeira nunca recebeu uma unidade da montadora alemã - uma das marcas mais conceituadas de veículos do mundo.

Coisa que Iracemápolis agora consegue. 

É inevitável citar: Piracicaba com a Hyundai, Sumaré e Itirapina com a Honda, Indaiatuba com a Toyota e agora Iracemápolis com a MercedesE Limeira...? De protagonista vai assumindo o papel de coadjuvante...

Limeira ficou sem nada porque faltou-lhe política e políticos.

Em tempo: para não dizer que Limeira ficou sem nada, a cidade recebeu empresas satélites das montadoras, ou seja, algumas fornecedoras de autopeças.

Complemento postado em 1/10 - O investimento da Mercedes em Iracemápolis chegará a 170 milhões de euros (cerca de R$ 510 milhões na cotação de hoje). Um valor que Limeira provavelmente não atingirá em dois anos (se não levar mais...).

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Memória cinematográfica

Não sei bem o motivo, mas o fato é que quando vejo este lugar assim, com rinque de patinação, lembro do filme "Esqueceram de Mim", sucesso nos anos 1990:





Em tempo: trata-se da praça do Rockefeller Center, em Nova York (EUA). Nem sei se ela aparece no filme, mas tenho certeza que a patinação no gelo aparece.

Aliás, lembrar de paisagens de cinema em NY é a coisa mais fácil que tem...

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As cinco palavras

Um ano...

E o máximo que ouvi até hoje foi “tem dia que não devemos sair de casa, atender o celular...”.

Um dia, quem sabe, talvez...

domingo, 29 de setembro de 2013 | | 0 comentários

Nós (mídia) x eles (juízes) - uma reflexão (provocação)

O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), fez um desabafo no começo da semana a um velho amigo, José Reiner Fernandes, editor do "Jornal Integração", de Tatuí, sua cidade natal. Em pauta, críticas que recebeu antes mesmo de votar a favor dos embargos infringentes, que deram a réus do mensalão chance de novo julgamento em alguns crimes.

"Há alguns que ainda insistem em dizer que não fui exposto a uma brutal pressão midiática. Basta ler, no entanto, os artigos e editoriais publicados em diversos meios de comunicação social (os 'mass media') para se concluir diversamente! É de registrar-se que essa pressão, além de inadequada e insólita, resultou absolutamente inútil", afirmou ele.

(...) "Eu imaginava que isso [pressão da mídia para que votasse contra o pedido dos réus] pudesse ocorrer e não me senti pressionado. Mas foi insólito esse comportamento. Nada impede que você critique ou expresse o seu pensamento. O que não tem sentido é pressionar o juiz."

"Foi algo incomum", segue. "Eu honestamente, em 45 anos de atuação na área jurídica, como membro do Ministério Público e juiz do STF, nunca presenciei um comportamento tão ostensivo dos meios de comunicação sociais buscando, na verdade, pressionar e virtualmente subjugar a consciência de um juiz."

"Essa tentativa de subjugação midiática da consciência crítica do juiz mostra-se extremamente grave e por isso mesmo insólita", afirma.

(...) "A liberdade de crítica da imprensa é sempre legítima. Mas às vezes é veiculada com base em fundamentos irracionais e inconsistentes." Por isso, o juiz não pode se sujeitar a elas. "Abordagens passionais de temas sensíveis descaracterizam a racionalidade inerente ao discurso jurídico. É fundamental que o juiz julgue de modo isento e independente. O que é o direito senão a razão desprovida da paixão?"

O ministro repete: não está questionando "o direito à livre manifestação de pensamento". "Os meios de comunicação cumprem o seu dever de buscar, veicular informação e opinar sobre os fatos. Exercem legitimamente função que o STF lhes reconhece. E o tribunal tem estado atento a isso. A plena liberdade de expressão é inquestionável." Ele lembra que já julgou, "sem hesitação nem tergiversação", centenas de casos que envolviam o direito de jornalistas manifestarem suas críticas. "Minhas decisões falam por si."

Celso de Mello lembra que a influência da mídia em julgamentos de processos penais, "com possível ofensa ao direito do réu a um julgamento justo", não é um tema inédito. "É uma discussão que tem merecido atenção e reflexão no âmbito acadêmico e no plano do direito brasileiro." Citando quase uma dezena de autores, ele afirma que é preciso conciliar "essas grandes liberdades fundamentais", ou seja, o direito à informação e o direito a um julgamento isento.

O juiz, afirma ele, "não é um ser isolado do mundo. Ele vive e sente as pulsões da sociedade. Ele tem a capacidade de ouvir. Mas precisa ser racional e não pode ser constrangido a se submeter a opiniões externas." (...)

Fonte: Mônica Bergamo, “Nunca a mídia foi tão ostensiva para subjugar um juiz”, Folha de S. Paulo, Ilustrada, 26/9/13, p. 2.

Leia também:

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Casa própria

Olha aí o "Minha Casa, Minha Vida" da Eslováquia, o MRV, a CDHU...


Em tempo: os prédios podem ser vistos logo na chegada à capital do país, Bratislava, para quem faz o caminho a partir da Áustria.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013 | | 1 comentários

Roubos e furtos só crescem em Limeira - até quando?

Disparadamente, os crimes patrimoniais em Limeira são o maior desafio para as autoridades no que diz respeito à (in)segurança e provavelmente a maior preocupação dos limeirenses nessa área.

A média mensal de furtos e roubos no município cresceu nos oito primeiros meses deste ano em relação a 2012 e caminha para um novo recorde anual. O aumento varia de 7,7% a 29,5% dependendo do tipo de crime - em qualquer dos cenários, porcentuais muito superiores ao crescimento da população no mesmo período.

De janeiro a agosto, a cidade registrou – conforme as estatísticas oficiais da Secretaria Estadual de Segurança Pública – 983 casos de roubo e 405 roubos de veículos. Isto resulta numa média mensal de 123 e 50 ocorrências, respectivamente.

No ano passado, em média, foram 103 roubos por mês e 47 roubos de veículos.

O cenário é igual no caso dos furtos. A média mensal de ocorrências este ano é de 294, ante 271 no ano passado. Em relação aos furtos de veículos, a média subiu de 110 por mês em 2012 para 142 este ano.

Considerando especificamente os casos envolvendo veículos, a comparação com 2011 torna os dados ainda mais alarmantes. A média de furtos foi de 97 por mês e a de roubos, 32.

Não se sabe se há uma relação direta entre um crime e outro, mas os casos de tráfico de entorpecente também vêm crescendo em Limeira. Sabe-se que as drogas são a raiz de grande parte (provavelmente a maior parte) das ocorrências policiais atualmente, de pequenos furtos a assassinatos.

Diante da escalada dos casos ano a ano e a já provada (diante dos números) ineficiência e incapacidade do Estado (leia-se todas as forças e o sistema de segurança em geral) de mudar esta realidade, lembro da sugestão do administrador de empresas limeirense Celso Leite.

Certa vez, em artigo para o “Jornal de Limeira”, ao tratar das eleições, Leite fez a seguinte proposta: os candidatos eleitos seriam avaliados pelo resultado matemático de seus governos.

Metas seriam fixadas para várias áreas (como as notas nos exames da educação, as taxas de saúde e a redução da criminalidade). Se após quatro anos as metas fossem atingidas, eles poderiam ser candidatos à reeleição; se não fossem, estariam impedidos de pleitear um novo mandato.

A questão é: qual governante toparia este desafio?

***

Independentemente de metas, os números estão aí (por força de lei e da pressão social, os dados dos governos estão cada vez mais à disposição da sociedade). Cabe a cada cidadão fiscalizar seu governante e, na hora do voto, dar a ele um novo mandato ou não. Começando em 2014, quando haverá eleições para presidente e governador.

***

Este é o lado meramente estatístico do problema.

No mundo real, os limeirenses têm a renda prejudicada por seguros de carro e imóvel cada vez mais altos em razão do risco elevado de furtos e roubos; trabalhadores e aposentadores ficam no prejuízo ao perderem bens que muitas vezes lutaram a vida toda para comprar; pais se veem temporariamente impossibilitados de garantir o sustento da família (muitos têm furtada/roubada a moto usada como meio de trabalho, ficando sem o bem e tendo que pagar as prestações, o que configura um duplo prejuízo), só para citar alguns casos.

***

Minha dúvida é: até quando assistiremos passivamente ao aumento anual desses índices? Não vejo ninguém discutindo o assunto nem cobrando as autoridades com firmeza em Limeira.

O combate à criminalidade exige medidas de curto e médio prazos. O discurso de que é preciso investir no social, embora correto, não é suficiente.

Mudar a realidade de bairros carentes, inverter prioridades, integrar a comunidade, investir no social, recuperar bens públicos, melhorar a educação, combater o uso das drogas, tudo isto é importante e necessário, mas só poderá mudar a atual realidade a médio prazo.

De imediato, é preciso prender as quadrilhas (o que exige esforço de investigação e inteligência), combater os desmanches clandestinos (é o mercado ilegal de peças que movimenta os roubos e furtos de veículos) e parar de tratar pequenos furtos como “apenas mais um caso”.

Ou seja: é preciso agir!

Segurança é um dever do Estado, mas não só dele. Nas circunstâncias atuais, se as três esferas de governo – municipal, estadual e federal – não unirem forças, nada mudará.

Infelizmente, o que se vê hoje é uma completa falta de integração e de planejamento conjunto dos governos em geral.

Assim, os criminosos seguirão vencendo o jogo. De goleada...

Em tempo: esta postagem foi enviada aos 21 vereadores de Limeira, por e-mail.

CRIMINALIDADE EM LIMEIRA

Furtos em geral
2012 – 3.258 (média de 271 por mês)
2013* - 2.355 (média de 294 por mês)
Alta de 8,5%

Furtos de veículos
2011 – 1.172 (média de 97 por mês)
2012 – 1.321 (média de 110 por mês)
2013* – 1.140 (média de 142 por mês)
Alta de 29,5%

Roubos em geral
2012 – 1.239 (média de 103 por mês)
2013* - 983 (média de 123 por mês)
Alta de 19,4%

Roubos de veículos
2011 – 392 (média de 32 por mês)
2012 – 564 (média de 47 por mês)
2013* – 405 (média de 50 por mês)
Alta de 7,7%

Tráfico de entorpecentes
2011 – 543 (média de 45 por mês)
2012 – 642 (média de 53,5 por mês)
2013* – 480 (média de 60 por mês)
Alta de 12%

* Até agosto

Fonte: SSP

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Flores, flores!

Há flores por todos os lados
Há flores em tudo que eu vejo

(“Flores”, de Paulo Miklos, Sérgio Britto, Charles Gavin e Tony Bellotto)

Nos países do hemisfério norte, da zona temperada, as estações do ano são muito mais definidas do que no sul, nas regiões tropicais. Em cada estação, uma paisagem diferente. Da ausência de folhas e flores no inverno branco e gelado ao colorido das flores na primavera, sem contar o tom vermelho-amarronzado predominante nas folhagens no outono e o verde vivo no verão, o cenário é sempre motivo de encanto.

Para esta postagem, trago imagens das flores vistas no auge da primavera em abril de 2012 nos Estados Unidos e Canadá. Além da cor, elas sempre dão uma nova energia às cidades ao simbolizarem o renascimento da vida após o tempo cinzento.

Em Nova York (EUA):



Em Chicago (EUA):















Em Toronto (Canadá):







E Niagara Falls (Canadá):




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"A aparência da rebeldia"

(...) Os jovens têm razão. Os adultos modernos carregam consigo um resto de adolescência mal resolvida, como se, para eles chegarem a ser adultos mesmo, ainda lhes faltasse um gesto de rebeldia que se esqueceram de fazer na juventude.

Essa adolescência, desperdiçada por falta de coragem, volta como farsa na vida do adulto: ninguém tem coragem de nada, sequer de quebrar a rotina, mas todos procuram a aparência da rebeldia. Não fiz nada do que eu queria ou esperava, mas amanhã vou tatuar uma estrelinha na bunda. (...)

Fonte: Contardo Calligaris, “Folha de S. Paulo”, Ilustrada, 26/9/13 (íntegra aqui).

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Frase

“Está virando uma contabilidade. Partidos, parlamentares estão valendo por frações de segundo, de recursos do Fundo Partidário. Isso um dia tem que parar. É impossível organizar uma democracia forte, consolidada, com partidos nitidamente programáticos, com esse número de partidos.”
Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara Federal, comentando a criação de mais dois partidos, o Solidariedade e o PROS – já são 32 no Brasil

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Cadê a notícia???

Eu já vi jornal poluído visualmente, mas igual ao alemão "Bild" é difícil:



quarta-feira, 25 de setembro de 2013 | | 0 comentários

Tortura nunca mais: novo capítulo

Uma confusão marcou a visita de parlamentares da Comissão da Verdade da Câmara Federal ao prédio que abrigou o DOI-Codi, no Rio de Janeiro, onde hoje funciona o 1 Batalhão de Polícia do Exército. O edifício é apontado como o principal centro de tortura da ditadura militar brasileira (1964-85).

A confusão foi causada pelo deputado federal e oficial da reserva, Jair Bolsonaro (PP-RJ).

Bolsonaro é uma das "viúvas" da ditadura e defende a classe. Suas opiniões a respeito deste e outros assuntos revelam o que há de mais conservador e retrógrado na sociedade brasileira. Em alguns casos, beiram o crime.

Reconheço que Bolsonaro - como seus votos indicam - representa uma parcela da sociedade. É legítimo o direito dele de se manifestar, seja como parlamentar ou cidadão.

Já agressão física (ainda que tenha sido um mero empurrão, como o próprio deputado reconheceu) é inaceitável. Revela truculência típica de quem defende práticas da ditadura. Tratando-se de um parlamentar (ainda mais agindo contra um senador da República), é caso de falta de decoro. 

A dúvida é se a Câmara Federal terá coragem de colocar o dedo nesta ferida.

***

Bolsonaro à parte, dois aspectos muito mais relevantes chamam a atenção no fato. O primeiro deles é a incapacidade do Brasil como sociedade e governo de lidar com sua própria história. 

Países vizinhos, como o Chile e a Argentina, e distantes, como a Alemanha, tratam de suas ditaduras e as atrocidades por elas cometidas de forma muito mais direta e transparente. Entendem que é preciso lembrar para não repetir. Sabem que nenhum povo poderá avançar sem conhecer sua trajetória. Falam do passado para virar a página e escrever uma nova história.

Na Argentina, por exemplo, ex-oficiais e colaboradores do regime (inclusive os que ocuparam cargos de alto comando na esfera militar e no Executivo, como presidente da República) foram colocados no banco dos réus e condenados pelas práticas nefastas ocorridas naqueles tempos sombrios. No Brasil mal se pode tocar no assunto - e estamos em pleno século 21!

O segundo aspecto, tão preocupante quando o primeiro, é a reação ensandecida (e em muitos casos ignorante) de parte da sociedade, manifestada por comentários na Internet. Apenas como exemplo retirei algumas mensagens postadas junto da reportagem do UOL sobre a confusão no antigo DOI-Codi:

"Tem que apanhar mesmo. Pelo menos para aprender a falar como homem. Esse bando de aproveitadores da comissão da mentira tem que entrar na peia para saber o que é ditadura mesmo e não a ditabranda dos militares."
(Louroferreira)

"temos uma lei de anistia - AMPLA, GERAL E IRRESTRITA! pq comissão da verdade para os militares e não para os terroristas comunistas que nunca, nunca lutaram pela democracia ou pelas liberdades democráticas no Brasil! (...) Pena que o DOI CODI não trabalhou melhor. Iríamos ter menos dor de cabeça hoje!"
(Francisco Jose Rabello)

"O Brasil na época dos militares era mil vezes melhor. Que sirva para eles de lição, da próxima vez que voltarem ao poder, não deixarem escapar nínguém, para não haver tempos depois comissões do tipo desta de meia verdade."
(Alberon Santista)

"Total apoio!!!!!!!!!!!!!! Antes tivessem feito o que o ditador Pinochet fez no Chile, fazendo sumir 20.000. Hoje o Chile é o país mais desenvolvido da América Central e Sul..."
(ivan de Bauru)

"Como não poderia ser diferente, mais dinheiro público indo pro ralo. Até quando estes revanchistas vão tentar inventar mortos e torturados para ganhar às custas do povo brasileiro? Por que nunca consultaram os brasileiros comuns que viveram durante o "regime" para verificar se eles tem queixas contra os militares? Por que não investigam as atrocidades cometidas pelos comuno-socialistas? na verdade, não adianta investigar, já que todos estão aí, dilapidando o patrimônio público e cobertos pelo $TF. Acorda Brasil! 
(Schneiderus)

"Sou contra qualquer tipo de limite à liberdade da vida. Mas era estudante universitário nessa época, pagava o meu curso, trabalhava de dia a estudava a noite. Nunca fui impedido de ir a aula. Não apanhei nem fui preso. Sou democrata, contra qualquer regime de ditadura, daí o comunismo, porque não conheço nenhum país comunista que não seja ditadura no seu regime. Se alguém fez alguma coisa para que meu País não tivesse caido nas garra de um comunista eu agrdeço e torço por ele."
(leão falante)

Três observações necessárias: 

1 - todas estas pessoas esquecem que se hoje elas podem manifestar-se livremente é justamente porque a ditadura ficou para trás. Naquela época o cidadão não tinha direito à livre manifestação do pensamento. 

2 - naturalmente, houve abusos do "outro lado", como citam, não se nega isto. O que está em questão, porém, é o recurso a práticas ilegais e arbitrárias por parte do Estado brasileiro na época.

3 - o fato do Brasil ter hoje uma série de problemas e desafios a enfrentar, como corrupção e insegurança, jamais deve servir de pretexto para louvar qualquer tipo de ditadura. Como diz o ditado, não se deve confundir alhos com bugalhos.

PS: os comentários foram reproduzidos tal como aparecem na Internet, com eventuais erros de ortografia e gramática.

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Limeira no retrovisor

Depois de São Paulo, agora é a vez de Limeira:


terça-feira, 24 de setembro de 2013 | | 0 comentários

A comunicação é uma ilusão

O professor Ciro Marcondes Filho, da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo, foi o primeiro palestrante do evento “Comunicação/Ilusão”, organizado pelo Departamento de Ciências Humanas da Unesp (Bauru).

(...) Em um de seus últimos livros, “Jornalismo fin-de-siècle”, o professor apresenta um perfil bastante apocalíptico da imprensa, destacando, principalmente, a valorização do espetáculo em oposição à informação. “Hoje, num jornal, encontramos 5% de informação verdadeira”, afirma Marcondes Filho. “O resto é ilusão”, completa. (...)

Como age a ilusão na comunicação?
A comunicação é eminentemente construída a partir da ilusão. Você fantasia seu mundo e esse mundo se traduz para os outros através da comunicação. O cerne da comunicação é o processo de ilusão.

A audiência e a concorrência favorecem a propagação da ilusão e do espetáculo?
Naturalmente. Para competir com os outros concorrentes, com os outros meios de comunicação, você tem que investir nisso. Agora, o investimento na ilusão pode ter um resultado positivo ou negativo. Você pode com isso servir para chamar a atenção das pessoas para os seus próprios problemas ou então levá-las para um mundo absolutamente estranho a elas.

A ilusão é uma necessidade das pessoas ou é uma imposição da imprensa?
O mundo é construído em termos de ilusão. A imprensa simplesmente joga com essa matéria-prima e transforma como ela quer. Transforma em um a matéria sensacionalista, transforma em um programa de televisão em que os policiais vão atrás dos marginais numa favela, transforma em uma telenovela.

O sr. traçou um perfil do jornalismo em seu livro. O sr. vê a possibilidade de mudança desse perfil?
É um perfil novo. Nós estamos diante de uma transformação muito grande na imprensa. A imprensa, hoje, está perdendo um pouco os contornos daquilo que a caracterizava no passado. Você se pergunta um pouco se a imprensa tem futuro. Fatalmente, vai mudar muita coisa. Fatalmente, vai mudar a posição do repórter, do redator, da própria organização do jornal. É difícil também a gente dizer que vai ser imprensa. É difícil a gente dizer que vai ser uma atividade jornalística também. Você vai ter uma produção de informação em que as pessoas vão ter um acesso diferenciado, totalmente novo ao que se conhece. E por que você se questiona se vai ser imprensa? Porque a gente está sempre associando a palavra imprensa a uma certa história passada da imprensa e do que foi o jornalismo no passado, que foi luta, que foi envolvimento com temas políticos, que foi relacionamento com conflitos, com revoluções. Hoje em dia essas coisas não pertencem mais ao nosso mundo. Nosso mundo praticamente não dá muito mais espaço a isso. Será que a gente pode chamar isso ainda de imprensa?

* Material produzido para a disciplina Técnica Redacional 1, ministrada pela professora Ana Rosa Gomes Cabello, no curso de Comunicação Social – Jornalismo da Unesp (Bauru), em 1996.

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Um giro de pedicab por NY

"Se um táxi poluente pode rodar, eu também posso".

Eis a frase síntese do pedicab, meio de transporte alternativo-improvisado que virou mania-moda em Nova York (EUA).

Como tudo por lá prospera rápido, já tem até associação. São centenas de motoristas-ciclistas - competindo por passageiros e, logo logo, pelo domínio da paisagem urbana com os tradicionais táxis amarelos.

No vídeo da "The New Yorker", um passeio pela cidade com Gregg Zuman, o autor da frase que abriu esta postagem:



Segundo a revista, o sucesso do negócio depende da arte da negociação oral. "Tem que ser bom nisso para sobreviver". 

Zuman, porém, acrescenta um outro ingrediente - e "ele acredita no que vende", cita a New Yorker": promover um passeio agradável. "Estamos buscando tornar a cidade um lugar melhor, então a negociação difícil - quando eu gasto quatro minutos falando para um potencial cliente depois deles dizerem não cinco vezes - muitas vezes realmente vale a pena. Eu posso fazer as pessoas felizes, sabe?".

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Shinwari, um afegão - uma história de esperança e decepção

A revista "The New Yorker" trouxe este mês a emocionante história do afegão que salvou a vida de um oficial norte-americano durante a guerra contra os talibãs no Afeganistão. Detalhe: a ação ocorreu quando os próprios superiores do oficial o deixaram numa emboscada.

Mohammad Janis Shinwari aprendeu inglês assistindo a filmes e passou a atuar como intérprete das Forças Armadas dos EUA durante os anos de guerra. "Mudou de lado", como muitos disseram, em razão de um sonho: garantir uma vida melhor para ele e a família ajudando a derrubar o governo radical talibã.

Ao fim da guerra, com a "cabeça" a prêmio, Shinwari candidatou-se no programa que concede vistos para afegãos e iraquianos que contribuíram com os EUA nas guerras antiterror nos dois países. Não conseguiu o documento.

Na luta pelo visto, ele contou com o apoio do oficial Matt Zeller. "Ele deve ser apenas um nome e um número para o serviço de imigração dos EUA, mas para mim ele é da família. Ele salvou minha vida."

A reportagem completa pode ser lida aqui (infelizmente, apenas em inglês).

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Duas verdades inconvenientes

(...) O livro de Silvia Bittencourt ("A Cozinha Venenosa") consegue essa rara proeza de revisitar uma história conhecida pelo ângulo particular de um jornal. E, ao fazê-lo, consegue também mostrar duas verdades antigas que às vezes precisam de repetição contemporânea.

A primeira é que a função do jornalismo não é servir ao poder; é vigiá-lo e, perante espetáculos de barbárie, denunciá-los sem tréguas.

A segunda é que talvez o irlandês Edmund Burke tivesse razão quando afirmava que o mal só triunfa quando os homens de bem nada fazem. (...)

Fonte: João Pereira Coutinho, "Os cozinheiros contra Hitler", Folha de S. Paulo, Ilustrada, 24/9/13.

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Alguns

Já que numa recente postagem expus alguns quadros de alguns dos meus pintores favoritos, aí vão mais alguns. Começando com o surrealismo de Salvador Dalí:


A obra acima é "As acomodações do Desejo" (1929). O que segue abaixo é "Visões da eternidade" (1936-7):


Na sequência, a explosão de cores de Joan Miró (não anotei os títulos das obras):







Os quadros estão no MoMA, em Nova York, e no Instituto de Arte de Chicago (EUA).

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Golpe contra a democracia em Limeira?

Há cheiro de golpismo no ar em Limeira.

A notícia de que a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara de Limeira abriu procedimento que pode levar à cassação (ou ficar numa advertência) dos mandados de José Roberto Bernardo, o Zé da Mix (PSD), e Júlio César Pereira dos Santos (DEM) é preocupante.

Os dois vereadores são os expoentes (quase os únicos) da oposição ao governo Paulo Hadich (PSB) numa Câmara que se mostra subserviente ao Executivo como de praxe - apesar dos discursos em contrário.

Assim, falar em cassação de mandato em razão dos dois parlamentares terem apontado o possível sumiço de um parecer, algo depois explicado, parece golpe baixo. 

Lembra os tempos do ex-prefeito Jurandyr Paixão e a perseguição que os vereadores de oposição sofriam.

Não combina com a base de um governo que se anunciou durante toda a campanha eleitoral como democrático.

Mais: não combina com um Legislativo presidido por Ronei Costa Martins (PT), justo ele que ingressou naquela Casa de Leis - ainda como suplente - tendo sido submetido a uma punição injusta apenas porque cumpria seu dever de fiscalizar os atos do Executivo.

Ronei, faça algo para restabelecer o equilíbrio necessário na Câmara. 

Ainda que os dois vereadores tenham levantado suspeitas indevidamente, não é nada que uma conversa não possa resolver. Afinal, eles exerceram o direito de manifestar (ou denunciar, que seja) algo que naquele momento parecia suspeito.

Embora se saiba que oficialmente o presidente da Câmara não tem poder sobre as decisões da CCJ, tampouco o governo municipal, quem acompanha minimamente os bastidores de um parlamento sabe bem como tudo funciona - e o poder de uma conversa da parte de quem tem poder.

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Calendário sentimental

É curioso a gente estar pensando em algumas coisas, lembrar de uma canção e constatar que foi exatamente o que a gente pensou um ano atrás, como indica postagem neste blog. 

Sinal de que o tempo passa e não passa...

Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Tá tudo assim tão diferente

Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar
Que tudo era pra sempre
Sem saber, que o pra sempre, sempre acaba

("Por enquanto", de Renato Russo)

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Assanhados

O quadro a seguir me fez lembrar das aulas de semiótica da professora Lúcia Helena na faculdade: fálico, fálico, fálico!

É um Salvador Dalí, "Torre Antropomórfica" (1930):


E tem também Pablo Picasso, "Sem título (Demônio)", de 1952:


E ainda Joan Miró, "Viticultura" (1924):



Este outro Miró, cujo nome não anotei, também é sugestivo:


E, para fechar, mais um Dalí, "Invenções de Monstros" (1937):


Eta povo erotizado!

Todas estas obras estão no Museu de Arte de Chicago.

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O casamento é mera burocracia

"Deficiente intelectual precisa de autorização para casar?", foi a pergunta da “Folha” do último sábado. Acredito, porém, que existe uma questão mais geral que a antecede: por que as pessoas ainda insistem em se casar?

Calma, não estou advogando pelo fim do amor, da família ou das instituições sociais. O ponto central aqui é que o casamento desempenha hoje duas funções bastante distintas.

A primeira é puramente contratual. Trata-se de regular as relações jurídicas decorrentes das uniões entre pessoas, notadamente obrigações para com filhos, sucessões etc. Essa é, sem dúvida, uma atribuição do Estado, mas, como provam as chamadas uniões consensuais, esse tipo de controle pode perfeitamente ser feito a posteriori. Hoje ninguém precisa mais pedir ao poder público uma licença para procriar para que os filhos sejam considerados legítimos.

A outra função é mais etérea e tem a ver com o reconhecimento social do matrimônio e suas implicações para o status dos envolvidos. O Estado aqui é totalmente dispensável. Na verdade, tudo ficaria muito mais simples se o poder público parasse de lidar com casamentos e tratasse exclusivamente de uniões civis, deixando os aspectos sociais para igrejas, famílias e círculos de amigos. 

(...) Ainda que sem alarde, esse movimento já está em curso. (...)

Fonte: Hélio Schwartsman, “Revolução silenciosa”, Folha de S. Paulo, Opinião, 24/9/13, p. 2.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013 | | 0 comentários

Pensando alto

Um dia, quem sabe, talvez...

(E quanto mais o tempo passa, mais eu tenho convicção de que será nunca...)

domingo, 22 de setembro de 2013 | | 0 comentários

Natureza viva

Resquícios da natureza numa cidade de concreto:







PS: esta postagem fica como celebração à primavera, que começa hoje (22/9).