quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013 | | 0 comentários

Mundo submarino

Um fotógrafo russo mergulhou em águas geladas para clicar uma espécie perigosa e um tanto enigmática: as águas-vivas.

Eu também tenho os meus flagrantes deste interessante animal. Foram feitos no Shedd Aquarium, em Chicago (EUA), em abril do ano passado. As águas-vivas - lá chamadas de "jellies" - eram tema de uma exposição especial:




O Shedd Aquarium rendeu ainda outras bonitas imagens:

  





   

Os sapos são coloridos e minúsculos, talvez uns cinco centímetros, mas extremamente venenosos:



O aquário de Chicago tem também baleias beluga. É possível ver os tratadores as alimentando e depois assistir a um show com elas mais os golfinhos e um leão marinho:

  
  

E, claro, não podiam faltar os tubarões:



 Leia também:

- Mundo animal

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Frase

"Tenho sentido, e sinto neste momento, que ganhamos nossa vida precisamente quando a oferecemos."
Joseph Ratzinger, o papa Bento 16, em seu discurso de despedida no dia da renúncia ao papado, no Vaticano

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Hierarquia das relações

Ao longo da vida, fui criando uma espécie de hierarquia para minhas relações pessoais. Sei que pode soar pragmático ou racional em demasia, mas isto me ajuda a entender as pessoas com quem convivo. Elas são classificadas como:

CONHECIDO (A) - aquela pessoa que a gente sabe quem é, encontra ocasionalmente (ou nem isto), mas a conversa não vai além de um bate-papo casual e raso;

COLEGA - aquela pessoa que a gente encontra com certa frequência numa atividade qualquer (reunião de grupos, igreja, clubes, etc ou mesmo numa mesa de bar), conversa, dá risada, conta casos, mas o papo mantém-se num nível superficial;

COLEGA DE TRABALHO - basicamente o mesmo do anterior, apenas fazendo a distinção de que são as pessoas com quem convivemos diariamente nas nossas atividades profissionais;

AMIGO (A) - aquela pessoa com quem a gente curte estar, faz questão de dividir bons momentos e sabe que pode ocasionalmente contar com ela em alguns momentos difíceis, conforme a "especialidade" (há as que ajudam em questões profissionais, em questões familiares, enfim). Esta relação necessariamente exige confiança, pois é com essa pessoa que a gente desabafa e divide algumas angústias. Estando numa mesma cidade, os encontros são frequentes porque amigos curtem compartilhar;

AMIGO-IRMÃO - esta é uma categoria especial de amigo. Tem todas as características da anterior, com alguns sutis diferenças. Esta pessoa divide TODOS os bons e maus momentos, está do nosso lado em qualquer ocasião. Há uma cumplicidade e uma confiança vital (pode-se entregar senha de banco, etc, que não haverá problema). Não existe segredo entre amigos-irmãos. Um amigo-irmão necessariamente se preocupa com o outro e não existe obstáculo no mundo que o impedirá de oferecer ajuda num momento difícil. Costuma-se ter uma sinergia de pensamento (o que não significa pensar igual, aliás as divergências de ideias são saudáveis) elevada e um elo espiritual forte.

Importante: uma pessoa pode "ascender" na escala das relações. De conhecido passa a colega, daí para amigo, etc. Poucos, porém, fazem essa escalada. A maioria esmagadora permanece nos três primeiros níveis. Poucos se tornarão amigos e raros virarão amigo-irmão.

É raro alguém fazer o caminho inverso, passar de amigo-irmão ou mesmo amigo para colega ou mero conhecido, mas acredite: acontece. Já vivi isto... Parece difícil explicar como alguém que atingiu nível tão elevado pode "cair", mas ocorre. O primeiro passo para isto é deixar a relação esfriar.

PS: há quem acrescente à lista uma outra classificação, a do inimigo. Trata-se daquela pessoa que você não aprecia, geralmente não quer sequer encontrar e, em alguns casos, pode até nutrir maus pensamentos (como de ódio ou vingança). Eu prefiro não incluir esse nível na minha classificação.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013 | | 1 comentários

Para celebrar!



E é assim, apenas e tão somente para celebrar. Sem mais palavras...

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Direto de Brasília

A Câmara Federal aprovou nesta quarta-feira (27/2) o fim do pagamento do 14° e 15° salários aos deputados. Sobre isto, disseram:

"É o cumprimento cívico do dever desta Casa. Foi um momento que passou. Essa Casa, por unanimidade, portanto, encerrou esse episódio e virou essa página."
Henrique Eduardo Alves(PMDB-RN), presidente da Câmara

"Como trabalhadores que somos, não merecemos nenhum direito a mais."
Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), líder da bancada comunista

"Esta tarde é uma tarde histórica. Esse dinheiro não nos pertence."
Rubens Bueno (PPS-PR), deputado

Perguntinha estúpida: se os salários extras não eram merecidos, eram ilegítimos e imorais, como afirmam os deputados, por que simplesmente não devolviam o dinheiro? Por que demoraram tanto tempo para colocar fim a este abuso que agora reconhecem?

Em tempo: segundo o noticiário, apenas 30 dos 513 deputados recusavam-se voluntariamente a receber os salários extras.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013 | | 0 comentários

Política & futebol

A presidente Dilma Rousseff (PT) discute uma nova reforma ministerial.

Lamentável que no Brasil, neste e em TODOS os governos do período democrático, a escolha dos ministros siga critérios político-eleitorais, como se dará na próxima reforma, e não técnicos.

Ninguém está preocupado se o indicado vai melhorar o nível de eficiência do seu ministério (via de regra próximo de zero) e sim quanto isto vai render em apoio na eleição.

Assim, o governo - e o Brasil - vira um grande balcão de negócios.

E depois todos reclamamos (governantes e governados) da ineficiência da máquina pública...

***

Quem diria que o exemplo de rigor contra a violência nos estádios de futebol viria da Bolívia?

Sem entrar no mérito do que ocorreu no jogo do Corinthians em Oruro e as consequentes prisões (isto é uma questão para a Justiça), não se pode deixar de reconhecer que o país vizinho agiu de modo enérgico.

Fosse no Brasil duvido que alguém estaria preso...

É de se louvar também a punição (finalmente) aplicada ao clube de jogar sem torcida. 

Há quem argumente que os bons (a maioria) pagarão pelos maus (a minoria). É fato. Não se dará, porém, fim à onda de violência que domina o futebol desde a ascensão das chamadas torcidas organizadas (com mais de uma centena de mortes no Brasil, inclusive em Limeira) sem que medidas duras sejam tomadas. 

Ações paliativas, como as feitas até agora, não deram resultado.

Na Europa, foi preciso punir o país (no caso a Inglaterra) para enfrentar os "hooligans", a furiosa e agressiva torcida inglesa. No Brasil, que se punam os clubes (sejam quais forem) e, de quebra, o torcedor. Quem sabe assim tomaremos todos consciência da gravidade do problema.

Leia também:

- O futebol e a política

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A lua

Fim de tarde, início de noite, fim de verão, outono se aproximando... E Deus enviou um belo presente nesta segunda-feira (25/2/13):


Está vendo Thiago, eu falei que ia sair algo!

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Uns e outros

Um fala, outro cala
Um sorri, outro franze
Um agradece, outro silencia
Um lembra, outro esquece
Um convida, outro ignora
Um compartilha, outro individualiza
Um curte, outro "tanto faz"
Um elogia, outro desdenha
Um confia, outro desconfia
Um ama, outro reclama
Um é "up", outro é "down"
Um brilha, outro escurece
Um sonha, outro ilude
Um se preocupa, outro despreocupa
Uns são uns, outros são outros...

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Frase

"Saber cair tem muito mais valor do que saber caminhar."
Diogo Mainardi, jornalista e escritor, em "A queda" (p. 66)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013 | | 0 comentários

A arquitetura e as cidades

Recentemente, assisti a uma reportagem no "Jornal Nacional" (TV Globo) que tratava do desafio lançado pela prefeitura de Nova York (EUA) aos arquitetos: buscar soluções para oferecer moradia funcional a preço justo num lugar onde o valor do metro quadrado atinge níveis estratosféricos e faltam espaços.

A arquitetura me fascina. Isto começou quando, na época de faculdade, dividi um "apertamento" com dois colegas estudantes de arquitetura e urbanismo (um deles hoje secretário de Habitação em Limeira). O pouco que sei (quero dizer, nada sei, refiro-me a conhecer alguns nomes) foi aprendido por "osmose" durante o período de estudo desses dois colegas.

Este foi, porém, apenas um "despertar". Comecei a ler reportagens e a me sentir de fato atraído pelo tema (embora esteja longe de poder ser considerado um estudioso) quando tive noção de como a arquitetura influencia nossas vidas, nosso cotidiano e nossos modelos de cidade.

No ano passado, durante uma visita ao MoMA, um dos mais renomados museus de arte do mundo, em Nova York (EUA), havia uma exposição temporária que tratava de uma questão semelhante ao desafio lançado agora aos arquitetos pela prefeitura daquela cidade. A mostra trazia projetos para vilas funcionais.






É interessante que uma exposição dessa natureza ocorra justamente em Nova York, cidade marcada por pioneirismos, modismos e por condensar problemas e soluções das cidades ao redor do mundo.

Foi lá, por exemplo, que flagrei alguns exemplos do que se pode chamar de arquitetura contemporânea. Prédios com toques exóticos (não sei exatamente se são funcionais), distribuídos numa paisagem marcada por arranha-céus.




E pensar que projetos assim muitas vezes partem de aparentes rabiscos, como o mostrado abaixo, assinado pelo renomado arquiteto Frank Gehry. A folha estava exposta no Field Museum, de Chucago (EUA):


* As fotos são minhas e de Carlos Giannoni de Araujo (as duas últimas da primeira seção)

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A política dos partidos

Os partidos são as principais organizações políticas no mundo, existentes em quase todos os países, mesmo nas ditaduras. Em regimes democráticos, eles ocupam posição central e são responsáveis pela agregação de interesses que se encontram dispersos na sociedade. Canalizam esses interesses para o governo e auxiliam na formulação de políticas públicas que procuram dar conta das demandas políticas, sociais e econômicas.

O Brasil é um país peculiar no que diz respeito aos partidos. Temos mais de três dezenas de legendas, das quais, nada menos que 24 possuem representantes eleitos para a Câmara dos Deputados. Não há qualquer explicação ideológica ou programática para tanta sigla. Nada justifica essa proliferação, a não ser o interesse de lideranças políticas e a permissividade da lei. (...)

Fonte: José Paulo Martins Junior, “Só o interesse de poucos explica essa proliferação de legendas”, Folha de S. Paulo, Poder, 25/2/13.

Leia também:

sábado, 23 de fevereiro de 2013 | | 0 comentários

Um adeus, uma saudade

Mais uma perda, em três meses o quarto velório...

A pessoa que era como uma segunda mãe para mim foi morar com Deus.

Agora, quando eu for à casa dos meus amigos, não vai ter mais ninguém para me oferecer "cafeídjo" nem para pedir "pizzinha", "sorvetidjo" ou falar do "mangiare". Não vai ter ninguém para pedir que eu olhe alguma flor ou para mandar fechar as janelas se o tempo ficar nublado ou para perguntar se alguém deu café para o Eduardo.

Um sábado de adeus, um domingo de saudade. 

Um fim de semana de tristeza.

Adeus, dona Maria! Que Deus a acolha em sua bondade. A mesma bondade que a senhora sempre manifestou enquanto esteve aqui entre nós. Porque se havia alguém neste mundo que era incapaz de ter algum sentimento ruim no coração era a senhora. Um poço de amor e bondade.

Pensando bem, a sua alegria merece que todos os dias a gente tome sempre aquele "cafeídjo". Ele nunca mais será o mesmo, mas em sua homenagem estará sempre lá para nos unir ao redor da mesa.

PS: cada vez mais tenho convicção de algo que disse a algumas pessoas nos últimos tempos. DÊ VALOR A QUEM VOCÊ AMA. DÊ VALOR A QUEM MERECE. NÃO ESPERE O TEMPO PASSAR NEM DEIXE PARA DEPOIS PORQUE O AMANHÃ PODE SER TARDE.

Há uma semana estávamos todos rindo ao redor da dona Maria. Hoje, ela não está mais entre nós...

DIGA ÀS PESSOAS QUE SÃO IMPORTANTES PARA VOCÊ TUDO O QUE VOCÊ GOSTARIA DE DIZER DE BOM. ABRACE SEUS AMIGOS, SEUS PAIS, SEU MARIDO/ESPOSA, TODOS A QUEM VOCÊ QUER BEM.

A vida é curta, muito curta. O tempo não volta. As brigas não valem a pena.

Se alguém realmente tem valor para você, diga isto a esta pessoa. Não tenha vergonha de dizer aos outros que você os ama nem quanto são importantes para você.

E CADA VEZ MAIS A GENTE VÊ COM AS COISAS DA VIDA QUEM DE FATO É AMIGO. Porque só os amigos são capazes de fazer coisas EXTRAORDINÁRIAS.

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Luzes do Mav (2)

Mais algumas luzes e registros de um dos melhores bares de Limeira, o Maverick, claro:







Veja também:


- Luzes do Mav

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Caso Yoani: em favor da liberdade de expressão

Lamentáveis os protestos - embora legítimos - contra a jornalista cubana Yoani Sánchez durante sua recente visita ao Brasil.

Não é o ato em si que critico (sou radical defensor das liberdades de imprensa e de expressão) e sim o que o motivou.

Por mais que a revolução cubana mova paixões meio século depois de concretizada, é inaceitável qualquer tipo de censura à livre manifestação da opinião, bem como são inaceitáveis as restrições ao acesso à informação isenta e à difusão de pensamentos como ocorre em Cuba.

Será que os manifestantes anti-Yoani ignoram que o ato feito por eles é proibido no regime castrista que tanto admiram? Será que ignoram o fato de que em Cuba eles não poderiam manifestar oposição ao pensamento oficial? Não se dão conta de que é justamente a possibilidade do ato que eles protagonizaram que motiva a luta da jornalista? 

Tanto que ela reconheceu, apesar de se ver alvo de ataques por vezes ferozes e agressivos, preferir o barulho dos protestos numa democracia ao silêncio das ditaduras.

Algo semelhante, aliás, ao que a própria presidente Dilma Rousseff já manifestou ao falar da mídia.

Como registrou o limeirense Flávio Guimarães de Luca em texto publicado no Painel do Leitor da “Folha de S. Paulo”: “Talvez tenha faltado a essa turba a oportunidade de morar - e de tentar se manifestar - em países como a extinta Alemanha Oriental, a Coreia do Norte ou mesmo em Cuba, de onde parecem ter vindo seus conceitos de liberdade de expressão”.

“Por falar nisso, é preciso habitar um museu contíguo ao Vaticano para acreditar que o regime cubano deva ser imitado. Se viver ali fosse bom ou mesmo tolerável, o governo de Havana não teria passado mais de 50 anos impedindo viagens de cidadãos ao exterior. E não há sucessos na saúde e na educação que compensem a ausência de liberdades tão fundamentais como a de dizer o que pensa ou a de viver num outro país”, comentou o filósofo Hélio Schwartsman em artigo também na “Folha de S. Paulo”.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013 | | 0 comentários

Emoção petista, frieza tucana

A campanha presidencial de 2014 começou efetivamente na última quarta-feira (20/2). Foi quando a presidente Dilma Rousseff foi lançada candidata à reeleição pelo ex-presidente Lula num evento comemorativo dos dez anos do PT no poder e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) subiu finalmente à tribuna do Senado para atacar o governo petista.

Os dois assuntos foram fartamente abordados pela mídia, de modo que não pretendo reproduzir ou comentar o conteúdo (acessível pelos links) dos eventos.

Quero chamar a atenção para um outro aspecto, tão relevante quando o mérito do que se fala numa campanha: o modo. 

Neste quesito, os petistas largaram disparadamente na frente. Enquanto os discursos de Lula (principalmente) e Dilma foram marcados pelo tom emotivo, para Aécio faltou vibração. Embora o tucano tenha falado primeiro, quando as TVs apresentaram à noite os dois momentos juntos, nas reportagens editadas, a disparidade no tom ficou evidente.

Até a oposição alertou Aécio: "Acho que Vossa Excelência não constrói um discurso competitivo para quem é candidato", disse o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Há ainda um outro aspecto que envolve o modo como os discursos foram proferidos. Ele foi observado pela jornalista Eliane Cantanhêde em sua coluna na "Folha de S. Paulo": "A fala de Dilma foi em São Paulo, com Lula, o PT, os aliados e, repetindo, um marketing impecável. A de Aécio foi em Brasília e isolada".

Pode parecer detalhe, mas os detalhes costumam decidir uma eleição. A simbologia dos cenários, destacada por Cantanhêde, não é irrelevante.

O fato é que, ao colocar os times em campo, petistas e tucanos reproduziram o ânimo que os tem conduzido nas últimas eleições. E que pode ser definitivo para a próxima.

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"Bum bum na água" (aff!)

MC DEDE - BUM BUM NA AGUA por trailers  no Videolog.tv.

Tá, eu sei que este tipo de música não é a minha cara, que virou uma verdadeira "praga", que nos faz pensar "o que houve com a música brasileira?", mas eu tenho que admitir: essa batida invadiu e dominou minha mente. Aff!

De tanto ouvir os "mano" passarem com o som do carro no máximo pelas madrugadas ao redor de casa acabei praticamente decorando a canção (?). E ela ficou na minha cabeça... Aff!

Está vendo Danilão, demorou, mas eu descobri qual é a dita cuja. E o nome dela é o que consta no título desta postagem, escrito daquele jeito mesmo, separadamente. Aff!

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Questões de Justiça

(...) Por falar em Judiciário, os irmãos Cristian e Daniel Cravinhos, matadores do casal Richthofen, tiveram a esperteza de não encarar a bandidagem nem os agentes penitenciários onde estiveram presos. Assim cumpriram um sexto da pena de 38 anos. E em razão daquele "bom comportamento" estão livres, com a obrigação apenas de dormir em abrigo judiciário. É a Justiça que se faz mais uma vez, como um ato de celebração da igualdade de valores. Se as vidas de Marísia e Manfred von Richthofen valiam só três anos cada, conforme o estabelecido pelo Código Penal, celebremos nós outros o fato de estarmos vivos ainda, sendo nossas vidas brasileiras tão democraticamente baratas, sem distinção.

Código Penal, bem entendido, é nome fantasia. O nome verdadeiro, inusual como é próprio dos apelidos, é Código de Incentivo à Criminalidade. Elaborado pelo sentido de responsabilidade do Legislativo e praticado pelo sentido de justiça do Judiciário. (...)

Fonte: Janio de Freitas, “Livres e proibidos”, Folha de S. Paulo, Poder, 21/2/13.

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"Ser ou não ser pai"

Eu disse a uma amiga que um casal que conhecíamos se separou porque ela queria ter filhos, mas ele, não. Ela comentou: "Ele não a amava o suficiente".

Mas espere aí! Tornar-se pai é prova de quanto um homem ama uma mulher? Felizmente, não precisei fornecer essa prova, posto que minha amada já tinha dois filhos adolescentes. Assim, minha aversão crônica à paternidade não frustrou o desejo de maternidade dela, já satisfeito.

Se ela não tivesse filhos quando o casamento começou teríamos nos separado? Ou eu teria me tornado pai só para que ficássemos juntos? O estresse de criar os filhos teria acabado com a relação? Ou eu teria gostado de cumprir esse papel?

Quem sabe? Só sei que lamber a cria nunca foi um de meus desejos. O que me deixa ainda mais entediado do que brincar com crianças é ouvir pais monologarem efusivamente sobre elas.

E a paciência -necessária, pois o egocentrismo de um filho pode se prolongar após a adolescência- não é uma de minhas virtudes.

Mas será que o egoísmo é um defeito meu apenas porque me dei conta de que ter filhos exigiria grandes sacrifícios? Por exemplo, o sacrifício de encontrar trabalho mais lucrativo e menos interessante para sustentá-los, coisa que não quis fazer.

Outros sacrifícios teriam sido responder a todos os "porquês" dos meus filhos, colocar limites e preocupar-me sem parar com eles.

Sei que ter uma família pode ser gratificante. Amo meus enteados e tenho orgulho deles. Mas o relógio biológico da mulher pode pressionar o homem a tornar-se pai na hora em que ela precisa virar mãe. Ele pode não estar preparado para a paternidade no momento, não por insuficiência de amor, mas por uma assincronia de desejos. Ele pode estar pronto em cinco, dez ou 15 anos. Ou nunca.

Algumas mulheres nunca estão prontas para a maternidade. Uma vez, quando perguntei a uma mulher se ela lamentava não ter filhos, ela disse que os homens fazem essa pergunta muito mais que as mulheres. "Por quê?", indaguei. "As mulheres sabem dos sacrifícios necessários e entendem as razões pelas quais algumas de nós decidimos não fazê-los", respondeu.

Ambos rejeitamos a noção de que ter filhos é "natural" e não precisa ser justificada. Eu sempre precisei de justificativa e não a encontrei. Assim, às mulheres que dizem "ele não quis filhos porque não me amava o suficiente", eu responderia: "Nem tudo tem a ver com você".

Fonte: Michael Kepp, Folha de S. Paulo, Equilíbrio, 19/2/13, p. 2.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013 | | 0 comentários

Prêmio pelos 459 anos de SP

A Bier Wein Importadora lançou recentemente um concurso cultural para comemorar os 459 anos de São Paulo. O objetivo era produzir uma foto com referência à capital paulista e à cerveja Paulistânia, marca da empresa.

E não é que eu fui um dos ganhadores!


E o "brother" Danilo Fernandes também!


Resultado: vamos ganhar em casa um kit da Paulistânia. E depois, claro, "bebemorar" a grandeza de São Paulo e o prêmio do concurso.

Viva São Paulo! Viva a Paulistânia! Viva a Bier Wein, nossa fornecedora oficial de Erdinger!

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Frase

"Devia ter aceito aquele pão de queijo..."
Alex, personagem do ator Luis Miranda no filme "Jean Charles"

PS: no filme, a frase serviu para Alex manifestar o remorso que sentiu após a morte de um colega, com quem havia brigado dias antes. 

Por isso sempre digo: pense bem nas atitudes e palavras porque nunca se sabe o minuto seguinte. 

Não deixe de pedir perdão ou de manifestar a uma pessoa o quanto ela é especial para você porque amanhã pode ser tarde demais.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013 | | 0 comentários

2 meses do governo Hadich: silêncio estratégico (?)

O governo Paulo Hadich (PSB), em Limeira (SP), já caminha para seu segundo mês e, por enquanto, nenhuma medida, ação ou projeto de maior impacto foi anunciado. Percebe-se, em conversas informais com populares, uma certa sensação de marasmo. Esta semana, cheguei mesmo a ouvir de uma pessoa a palavra “decepção”.

A impressão não é só minha. Em coluna publicada nesta terça-feira (19/2) na “Gazeta de Limeira”, o jornalista Antonio Cláudio Bontorim faz diagnóstico semelhante. Ele atribui o problema à (falta de) comunicação: "(...) percebo um governo distante da mídia. Há, nas relações entre jornalistas da imprensa diária e dos altos escalões da administração (...) uma frieza incompatível com a política. E por mais empenho dos poucos secretários (...) não é o suficiente para que a população conheça quem são os homens e mulheres de confiança, que cercam o novo prefeito". 

Não chega a ser exatamente um problema – ou melhor, é, mas a raiz dele encontra respaldo no próprio governo (daí ser um “meio problema”, já que é um tanto proposital o distanciamento).

Hadich havia alertado que seu estilo é muito diferente de um dos antecessores, o cassado Silvio Félix (PDT). O pedetista procurava aparecer na mídia a todo momento. Comprou horário numa rádio para fazer um programa semanal e buscava aparecer com frequência na TV. Sabia do poder da comunicação para a reeleição.

Félix adorava anunciar factoides. Diante de qualquer cobrança da imprensa, tinha a solução – que, via de regra, nunca saía do papel.

Hadich é muito mais discreto. Faz questão de ser. “Algumas pessoas vão estranhar, mas não vou ficar fazendo anúncios. Só vou anunciar o que estiver certo, concreto”, disse certa vez.

E assim tem sido. Daí se ter a certeza de que o aparente marasmo é fruto, também, de um novo estilo de administrar, praticamente uma estratégia de governo.

Do que decorre a questão levantada por Bontorim em seu artigo: “Impossível que não haja nada de positivo a divulgar, que não seja por obrigação e necessidade”.

E se de fato não houver, problema há.

Quando se apresentam como candidatos, os políticos têm solução para todos os problemas. Se já sabem de antemão o que e como fazer, meio caminho foi andado. Basta iniciar as ações.

Naturalmente (e Hadich já alertou sobre isto), não seria possível – nem imaginável – que todos os problemas do município fossem resolvidos em um mês. Não serão em um ano. Nem todos o serão em quatro anos (período de um mandato).

É preciso, então, um pouco de paciência. Dos dois lados: de quem cobra e de quem é cobrado (neste caso, paciência com as cobranças).

Hadich sabe que “paga” o preço da expectativa que sua eleição gerou após a crise política pela qual Limeira passou, resultando na cassação de um prefeito e também resultado dela.

Isto não o impediria, porém, de reconhecer que a comunicação de seu governo está “tímida” – e talvez esta seja a palavra mais adequada.

Aliás, Hadich sabe disso. Endossa parte da estratégia (a de que não é hora de sair atirando no que diz respeito aos problemas encontrados).

Quem conversa com o prefeito sabe que ações estão sendo tomadas. Primeiro buscando “arrumar a casa” – e há muito, muito mesmo, a ser arrumado. “Para onde se olha há problema”, disse um membro da administração.

Ou seja: o foco neste início de governo tem sido preparar o terreno para as ações prometidas na campanha eleitoral.

Hadich está otismista – e isto é importante, pois indica que o prefeito tem trunfos em suas mãos, ou cartas na manga (para usar outra metáfora).

Resta, então, aguardar.

De um lado, o cidadão deve se manter vigilante, cobrando, mas ao mesmo tempo compreendendo as dificuldades de qualquer início de governo.

De outro, o prefeito e sua equipe devem se esforçar um pouco mais para se comunicar com a comunidade, ainda que seja para explicar ações de menor grau que estejam sendo tomadas como planejamento das grandes mudanças.

Adequar as expectativas de um lado e ajustar a comunicação de outro, eis o caminho a ser seguido.

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E nasce um novo dia...

Das coisas mais sublimes da natureza, do mundo, da criação (seja qual for sua crença) é o nascer do dia. Sou capaz de ficar longos minutos admirando, em silêncio absoluto, o nascer do sol. Encantam-me as cores que o céu vai ganhando conforme os primeiros raios surgem. E só assim é possível ver com atenção a dança frenética dos pássaros anunciando um novo dia.





E de repente um pontinho muito brilhante surge no horizonte, por entre os prédios. Um pequeno ponto de luz, vermelho, muito forte. Tão forte para justificar o apelido de "astro-rei". E ele vai subindo...



PS: ver o sol nascer do alto, de dentro de um avião, chega a ser ainda mais fascinante, como já registrei neste blog.

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Momento de louvor

Tu que habitas sob a proteção do Altíssimo, que moras à sombra do Onipotente, dize ao Senhor: Sois meu refúgio e minha cidadela, meu Deus, em que eu confio.
É ele quem te livrará do laço do caçador, e da peste perniciosa.
Ele te cobrirá com suas plumas, sob suas asas encontrarás refúgio. Sua fidelidade te será um escudo de proteção.
Tu não temerás os terrores noturnos, nem a flecha que voa à luz do dia, nem a peste que se propaga nas trevas, nem o mal que grassa ao meio-dia.
Caiam mil homens à tua esquerda e dez mil à tua direita, tu não serás atingido.
(...) porque o Senhor é teu refúgio. Escolheste, por asilo, o Altíssimo.
Nenhum mal te atingirá, nenhum flagelo chegará à tua tenda, porque aos seus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos.
Eles te sustentarão em suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra.
Sobre serpente e víbora andarás, calcarás aos pés o leão e o dragão.
Pois que se uniu a mim, eu o livrarei; e o protegerei, pois conhece o meu nome.
Quando me invocar, eu o atenderei; na tribulação estarei com ele. Hei de livrá-lo e o cobrirei de glória.
Será favorecido de longos dias, e mostrar-lhe-ei a minha salvação.

(Salmo 90, Bíblia)

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013 | | 0 comentários

Jogo da vida

No último sábado, reuni um grupo de amigos em casa para comer, beber e se divertir. Uma das atividades foi jogar o famoso "Jogo da Vida", aquele no qual você tem que decidir se será "milionário" ou "magnata"...

O jogo em si é bem bobinho, serve mesmo para dar risada - por exemplo com a necessidade de dentaduras, não é mesmo Thiago-Bárbara?

Contudo, o jogo me fez pensar em algo: a vida real é, de fato, como aquele tabuleiro. O destino nos leva para caminhos que, na maioria das vezes, não escolhemos. 

Em algumas poucas oportunidades no jogo (três ou quatro), o caminho se bifurca e você tem a opção de escolher entre seguir por um lado ou por outro. 

Assim também é a vida: em algumas ocasiões a gente pode escolher qual caminho seguir; em outras (a maioria), simplesmente somos arrastados tal como numa enxurrada.

Às vezes tudo está bem e de repente você recebe um telefonema que muda seu dia informando que a mãe de um grupo de amigos foi internada no semi-intensivo com fortes dores no peito e dificuldade para respirar. Pronto: perca uma rodada.

Ou de repente você se depara com velhos fantasmas pelo caminho. Pronto: volte dez casas.

No fundo, o que o "Jogo da Vida" faz nada mais é do que reproduzir - de forma lúdica e divertida (afinal, a Flávia não receberá um milhão de herança nem o Danilo ganhará dinheiro vendendo cubos de gelo após bater seu iate num iceberg...) - a forma como a vida é. 

E quem comanda a vida é o destino - no jogo traduzido pela roleta, que faz as vezes de dado.

O destino nos coloca às vezes diante de fatos inesperados. Pessoas cruzam nossos caminhos inesperadamente. 

E assim é a vida. O jogo da vida...

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Direto do céu

Diante desta história toda de meteoro que passou muito perto (em termos astronômicos) da Terra e de meteoritos que atingiram a Rússia, deixando cerca de 1,2 mil pessoas feridas e causando pânico, lembrei de vários objetos do espaço que vi em museus durante um giro por Estados Unidos e Canadá em abril do ano passado.

No Field Museum de Chicago (EUA) havia alguns deles - e podiam ser tocados. Uma rocha duríssima. No local também havia relatos e fotos de meteoritos que atingiram casas e veículos na queda.


No Royal Ontario Museum (ROM), em Toronto (Canadá), também havia alguns exemplares de pedras vindas do espaço - meteoritos e pedras da Lua.




* As duas primeiras fotos são minhas; as outras duas de Carlos Giannoni de Araujo

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"Da dor"

As memórias amargas não podem nos aprisionar. Elas fazem parte da vida - como o sorriso, o por do sol, o instante de oração.

Curioso é que esquecemos rápido nossas alegrias, embora sempre façamos com que o sofrimento dure mais do que o necessário. A dor é uma ótima desculpa para problemas que não conseguimos resolver, passos que não tivemos coragem de dar, decisões que adiamos.


A dor faz parte da vida - como faz parte a alegria, a fome e a vontade de sonhar. Não adianta fugir porque ela termina nos encontrando. Mas sua única função é nos ensinar algo. Aprendemos suas lições, e isso basta.


Toquemos para frente. Não vamos nos castigar com memórias amargas. Não vamos sofrer duas vezes, quando podemos sofrer apenas uma.

Fonte:
blog do Paulo Coelho, postado em 18/2/13.

PS: este texto tem tudo a ver com sentimentos que afloraram no início da noite desta segunda-feira...

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Frase

"No fundo, no fundo, meus queridos, ninguém tem a resposta. O mundo tem palpites, mas ninguém tem a resposta..."
Marcos Ramalho, padre da paróquia são Benedito, de Limeira, durante a missa do último domingo (17/2)

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Ao vivo é para quem pode

Acontece nas melhores famílias, ops, nas melhores emissoras...



PS: eu também tenho algumas histórias de "ao vivo". Na minha estreia na TV, por exemplo, uma das lâmpadas do estúdio explodiu bem em cima da minha cabeça na hora que eu falava...

domingo, 17 de fevereiro de 2013 | | 3 comentários

Amigos, um presente divino

Fechei esta noite, já madrugada de domingo, com um único pensamento: como Deus é generoso em colocar em nossos caminhos pessoas de bem. 

Embora alguns não deem valor a isto, eu sou grato por revigorar antigas amizades e por receber novas amizades. Sou grato, enfim, por celebrar a amizade - este sentimento que nos faz definitivamente humanos.


Há um ditado conhecido que diz mais ou menos assim: "pode ser à toa que as pessoas entram em nossas vidas, mas não é à toa que nela permanecem". É verdade! A vida é feita de escolhas e escolher aqueles que merecem nossa amizade é das tarefas mais desafiadoras - e sublimes (quando o resultado é positivo).


Lamento quem não dá valor a isto. Quem abandona amigos pelo caminho. Quem não é capaz de pequenos e grandes gestos em favor de uma amizade. Uma palavra acolhedora, um elogio, um reconhecimento, um conselho, um puxão de orelha honesto, um convite singelo para um bate-papo, uma cerveja, um cachorro-quente, a ajuda importante numa hora de aperto, enfim.


Amizade se nutre. Tal qual uma planta precisa de adubo, água, luz, atenção, a amizade precisa também de seus ingredientes para crescer e se fortalecer. Confiança, respeito, lealdade, sinceridade, atenção, curtição.


Que me perdoem os que discordam, mas não é possível nutrir uma amizade com INDIFERENÇA. Quem não é capaz de lembrar de um amigo (ainda que seja numa simples mensagem de celular, esta modernidade fria que faz as pessoas não falarem mais olho no olho, para o coração, o que antes falavam), quem escolhe não regar a planta da amizade escolhe não ter aquela amizade. É uma ESCOLHA.


A vida é feita de escolhas, afinal.


E isto tudo, cuidar da planta da amizade, é um trabalho a quatro mãos. Não é possível existir amizade de mão única. Quando uma só pessoa curte, lembra, cultiva, sente falta e recebe sempre em troca a indiferença, não se estabelece amizade. Porque não há ligação. E a ligação é a base física e espiritual das relações humanas.


Por que escrevi tudo isto? Por dois motivos: 


1) porque celebrar a amizade é uma das coisas que mais aprecio na vida. Um amigo é uma joia rara, um tesouro que pessoas INTELIGENTES não desperdiçam, não deixam que roubem, não perdem.


2) porque li um texto há pouco que, por coincidência (será mesmo coincidência? Ou é apenas a voz do universo se manifestando?), falava exatamente sobre isso para os sagitarianos como eu


Diz o texto:


"A cada dia você faz novos amigos, você se encontra ou se conecta com pessoas que estão na mesma sintonia que você. É a conscientização de que não está sozinho e de que possui uma família espiritual. Muitos a encontram em grupos religiosos ou filosóficos. O que importa é a sensação de conforto e segurança que essa família traz."

Ao menos no meu caso, parece ser a mais pura verdade.

Então, só me resta agradecer aos antigos e novos amigos pela companhia nesta última semana em especial, quando estive um pouco triste, embora feliz. Amigos que valem muito simplesmente porque são capazes de lembrar da gente e de se fazer presente - num convite para um suco, uma cerveja, um cinema, um bate-papo, um cachorro-quente, uma caminhada no parque, um jogo de basquete, uma partida de futebol, um encontro festivo.

Vocês são, decididamente, um presente de Deus.

Então, obrigado Danilo-Daiane, Thiago-Bárbara e Danilo-Flávia.

PS: às vezes Deus oferece este mesmo presente, a amizade, para algumas pessoas. Mas elas não são capazes de dar valor.

Eu estou aos poucos aprendendo esta lição: por meio destes amigos que citei, aprendo a dar valor a quem me dá valor. E a quem merece valor!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013 | | 0 comentários

"Dos desafios"

Aceite os desafios. E não esqueça: existem momentos na vida em que precisamos mais de bravura do que de prudência. Certas decisões precisam ser tomadas no fogo da emoção.

Entretanto, nós estamos acostumados a dizer: “é preciso calma. Tenho que estar preparado para isto”.

Ninguém consegue se preparar direito para nada. Existe muita coisa que pode ser planejada, mas nem sempre é o melhor que a vida nos oferece. Uma aventura mágica - onde tudo conspira para nos ajudar a dar um grande salto sobre o abismo - sempre surge inesperadamente, e parte logo. Sua presença foi resultado de um trabalho invisível que realizamos, sem que nos déssemos conta. É pegar ou largar para sempre.

Claro que podemos cair no abismo. Mas o que, nesta vida, não é arriscado?

Fonte: blog do Paulo Coelho, postado em 14/2/13.

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Sentimentos (2)





quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013 | | 0 comentários

Sentimentos (1)

Você já se sentiu triste e feliz ao mesmo tempo?

Pois é, descobri isto...

C'est lá vie...

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Lembranças do jornal

Diz um ditado que "recordar é viver...". Pois bem: eu estava anteontem à noite fazendo uma pesquisa nos arquivos digitais do "Jornal de Limeira" (disponível a partir de 2007) e me deparei com várias edições que coordenei como editor-chefe.

Naturalmente, muitos fatos me vieram à mente. Tive um sentimento de dever cumprido, de satisfação pelos trabalhos realizados. 

Em particular, gostava muito de elaborar as primeiras páginas do jornal. Era ali que eu dava "a minha cara" para a edição. Nem sempre era possível ousar, mas às vezes a ocasião permitia (e exigia). 

Separei, do ano de 2007, algumas primeiras páginas que planejei (a execução, como é natural na imprensa, foi trabalho de uma equipe) e das quais me orgulho:






PS: lembre-se - para analisar as primeiras páginas - que existe a "dobra", ou seja, a parte de cima é a que fica exposta na banca.

Em tempo: já escrevi no blog sobre o desejo de fazer um jornal diferente. Mostrei exemplos do que penso. Infelizmente, "comprar a ideia" exige coragem e visão. 

Vejo, porém, com orgulho que seis anos atrás fiz algo diferente, que saiu da mesmice. Claro que são ideias já antigas, mas vale como registro.