sábado, 15 de setembro de 2012 | |

Mais um pouco da CNN

A CNN surgiu em 1980 por iniciativa de um visionário. Afinal, foi o primeiro canal de notícias 24 horas dos Estados Unidos. Hoje, a emissora – pertencente ao grupo Time Warner – possui uma série de braços, como a versão espanhola, a internacional, a popular (HLN), estando presente também em outras mídias, como Internet e rádio.

Tive a oportunidade – graças à conquista do amigo jornalista Carlos Giannoni de Araujo, vencedor do 7º concurso de jornalismo para universitários da CNN, e à gentileza de Sabrina Yamamoto, relações públicas da Turner no Brasil – de conhecer a sede da emissora em
Atlanta (EUA).






Como já registrei numa postagem anterior, a CNN é uma televisão – óbvio. Quero dizer com isso que, para um jornalista familiarizado com o meio, não há novidade no modo de fazer. Outros aspectos da visita chamaram minha atenção.

Inicialmente, a divisão das operações editoriais entre os diversos braços da companhia e, ao mesmo tempo, a união editorial em torno de uma grande reunião de pautas diária e graças ao trabalho do CNN Wire. Tudo funcionando de modo sincronizado graças à organização, planejamento e profissionalismo.

Outro aspecto relevante envolve o que costumo chamar de iniciativa. Quando surgiu, há mais de 30 anos, a CNN era uma novidade. Com o passar do tempo, deixou de ser. Como, então, diferenciar-se num mundo cada vez mais competitivo, principalmente diante da concorrência da mídia digital? As respostas são diversificando-se e investindo em produtos inéditos e de qualidade.

Assim, merece destaque o núcleo de projetos especiais (o nome oficial não é este, mas o objetivo do trabalho sim). Coordenado na ocasião pela jornalista Sara Yeglin, ele tem como foco planejar e executar coberturas especiais, sejam eventos programados (como a Copa do Mundo), pautas próprias (um especial qualquer) ou coberturas inesperadas (como uma catástrofe natural).

É fruto desse núcleo, por exemplo, o “Freedom Project” – série de reportagens que revelam e denunciam formas de trabalho escravo pelo mundo em pleno século 21. É um dos produtos jornalísticos mais relevantes a que assisti nos últimos tempos.

Iniciativas assim é que dão um tempero próprio, um diferencial para uma empresa.

Quando lá estive, em abril último, estava em curso o projeto “Voto Latino”. Questionei se ele dizia respeito a eleições na América Latina (como na Venezuela) ou à importância dos latinos na eleição para a presidência dos EUA, em novembro próximo. A segunda opção foi a resposta. Ou seja: oito meses antes a rede já estava organizada, na verdade executando, uma cobertura especial e diferenciada.

Mais uma vez, planejamento, organização e profissionalismo em vigor – com a dose necessária de investimento.




A CNN, naturalmente, utiliza material de diversas agências de notícias espalhadas pelo mundo. É, também, uma geradora de material para diversas emissoras ao redor do globo. E é uma importante fonte de notícias para os norte-americanos e para o público mundial. Sendo assim, é preciso dar às coberturas o olhar próprio e isto só se consegue tendo profissionais nos diversos lugares.

Estas talvez sejam algumas lições (ou exemplos) que ajudaram a tornar a CNN uma das líderes mundiais em notícias. Cada qual, em seu nível (local, nacional ou internacional) é capaz de adotar iniciativas semelhantes se quiser crescer e se destacar. Basta lembrar do tripé: planejamento, organização e profissionalismo. E não esquecer que isto exige INVESTIMENTO – humano e técnico.




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* As fotos são minhas e do Carlos; os vídeos foram feitos pelo Carlos

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