terça-feira, 31 de julho de 2012 | | 0 comentários

Frase

"Estamos sentados sobre um barril de pólvora e serrando o galho que sustenta toda a internet e, ao mesmo tempo, toda a infraestrutura do planeta. Aos poucos, os militares estão transformando a internet em um grande campo minado. Quanto mais se observa, mais assustadora a situação parece."
Eugene Kaspersky, CEO da maior empresa de antivírus do mundo, em entrevista à "Folha de S.Paulo" (para ler a íntegra, clique aqui - é preciso ter senha do jornal ou do UOL)

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Ousar sonhar (e correr atrás)

É preciso correr riscos. Só entendemos direito o milagre da vida quando deixamos que o inesperado aconteça.

Todos os dias Deus nos dá – junto com o sol – um momento em que é possível mudar tudo que nos deixa infelizes. Todos os dias procuramos fingir que não percebemos este momento, que ele não existe, que hoje é igual à ontem – e será igual à amanhã.


Mas quem presta atenção ao seu dia, descobre o instante mágico.


Ele pode estar escondido na hora em que enfiamos a chave na porta pela manhã, no instante de silêncio logo após o jantar, nas mil e uma coisas que nos parecem iguais. Este momento existe – um momento em que toda a força das estrelas passa por nós, e nos permite fazer milagres.


A felicidade às vezes é uma bênção – mas geralmente é uma conquista.


O instante mágico do dia nos ajuda a mudar, nos faz ir em busca de nossos sonhos. Vamos sofrer, vamos ter momentos difíceis, vamos enfrentar muitas desilusões – mas tudo é passageiro, e não deixa marcas. E, no futuro, podemos olhar para trás com orgulho e fé.


Pobre de quem teve medo de correr os riscos. Porque este talvez não se decepcione nunca, nem tenha desilusões, nem sofra como aqueles que têm um sonho a seguir.


Mas quando olhar para trás – porque sempre olhamos para trás – vai escutar seu coração dizendo:


“O que fizeste com os milagres que Deus semeou por teus dias? O que fizeste com os talentos que teu Mestre te confiou? Enterraste fundo em uma cova, porque tinhas medo de perdê-los. Então, esta é a tua herança: a certeza de que desperdiçaste tua vida”.


Pobre de quem escuta estas palavras. Porque então acreditará em milagres, mas os instantes mágicos da vida já terão passado.


Fonte: blog do Paulo Coelho, "O instante mágico", postado em 31/7/12.

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A horta de Obama

Como medida simbólica para estimular os norte-americanos a terem uma alimentação mais saudável, a primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, criou uma horta na Casa Branca - a sede do poder Executivo do país.

A horta - "inaugurada" em março de 2009 - fica no jardim frontal da casa, bem à vista dos milhares de turistas que vão até os portões de entrada da casa mais famosa do país todos os dias.



O assunto virou até tema de livro assinado por Michelle.

Em tempo: a campanha de estímulo à alimentação saudável é voltada principalmente às crianças, já que os EUA vivem uma epidemia de obesidade infantil.

segunda-feira, 30 de julho de 2012 | | 0 comentários

Do desvirtuamento das coisas públicas

Num país acostumado a fazer leis partindo do princípio de que a corrupção é regra, não causa estranheza que medidas potencialmente eficazes na administração pública sejam desvirtuadas pelas práticas humanas.

Por exemplo: a terceirização.

É fato que as acusações de corrupção que tiraram do cargo o prefeito de Limeira, Silvio Félix (PDT), envolvem em grande parte a terceirização da merenda escolar (que, aliás, virou alvo de denúncias em dezenas de cidades, sempre com os mesmos personagens).

Não pretendo discutir a eficácia e a pertinência da terceirização da merenda ou de qualquer outro serviço, apenas colocar em xeque os motivos que levam às críticas ao modelo adotado. Afinal, não é a terceirização em si a causa de todos os males e sim a intenção com que ela é implantada.

Dito de outra forma: são os interesses subterrâneos, escusos, que desvirtuam a terceirização e não esta em si.

Há quem possa questionar a teoria (neoliberal?) do Estado mínimo. Repito: não estou discutindo o mérito em si de terceirizar ou não, e sim as críticas feitas neste momento ao modelo de repassar a um terceiro a gestão de um setor da administração pública.

O mesmo pensamento se aplica à constituição de empresas de economia mista para agilizar os trabalhos dos governos.

Virou notório, por exemplo, falar que a então Emdel (Empresa de Desenvolvimento de Limeira) – que tinha a prefeitura como principal acionista – virara um cabide de empregos. Não que isto seja mentira. É preciso, porém, admitir que tal prática só ocorreu porque as pessoas (os governantes e os que se sujeitaram a isso) fizeram dela um caminho para negociatas, empreguismos e afins.

Mais uma vez, são os interesses subterrâneos, escusos, que desvirtuam a ideia – interessante – de ter uma empresa para realizar trabalhos públicos sem as amarras da legislação.

Aliás, a própria legislação no Brasil foi criada partindo do princípio de que a corrupção está enraizada nas administrações (e não está?). Ou para que serve a famigerada e agora tão criticada Lei de Licitações senão para resguardar o interesse público e o erário?

Não seria, pois, dever de qualquer administrador zelar pela coisa pública? Para que uma lei que obriga o governante a fazer algo que é dever de ofício?

A resposta parece óbvia: porque os governantes não fazem. Porque no Brasil prevalece o princípio de que todos são corruptos.

Mais uma vez, o ser humano aparece como agente desvirtuador do processo.

Este texto é quase um tratado filosófico (com a permissão do exagero) sobre uma faceta da administração pública.

É que me causa espécie ouvir críticas a terceirizações, Emdel e congêneres sem que se discuta a raiz de todos os males que as atingem: a prática humana da corrupção.

Em última análise, é o caráter – ou a falta dele – que está por trás dos problemas, não as medidas que são adotadas. Estas são apenas os instrumentos usados pelos maus governantes para atingir um determinado fim (qual seja, o benefício próprio ou de terceiros).

E, como instrumentos, “pagam o preço” sendo taxadas de ineficazes e impertinentes.

Por que, afinal, desvirtuamos as discussões?

PS: sei que este assunto sequer será discutido na campanha eleitoral que se apresenta, mas deveria. É o fulcro da administração, a origem da corrupção (junto do atual sistema de financiamento das campanhas e de constituição dos partidos no Brasil).

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"Big brother"

Em Washington D.C., o centro do poder nos Estados Unidos, é inevitável se sentir vigiado. Tem sempre uma (ou várias) câmera(s) em qualquer canto e sempre há por perto alguém de terno, com ar suspeito (na verdade este alguém está de olho em potenciais suspeitos).



Pode ser tudo uma grande paranoia, mas é assim que a gente se sente - ainda mais quando a janela do hotel dá de frente para este prédio aí embaixo, o Pentágono, o centro da defesa do país, área de segurança máxima, ao redor da qual é proibido até tirar fotos.



PS: o hotel em questão e o Pentágono não ficam exatamente na capital dos EUA. Para entender melhor, recomendo a leitura de "Washington D.C. e Brasília: o destino que as uniu", postada no blog Piscitas - Travel & Fun.

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Sobre as amizades virtuais

Me despeço de minha amiga com um abraço apertado. "A gente se fala" - ela diz, enquanto se afasta de mim fazendo um gesto no meio do peito. Por um momento, achei que ela ia fazer um desses coraçõezinhos de polegares com que as pessoas andam "espalhando amor" por aí. Seria muito estranho, pois ela não é nada afeita a esse tipo de modismo.

Aos poucos fui detectando o que suas mãos diziam. Mexia freneticamente os polegares no novo gesto que tomou conta da humanidade: o digitar de mensagens. Minha amiga falou "a gente se fala" dizendo que a gente não ia exatamente se falar.

Por quê?! Por que é que depois de tão delicioso encontro só nos restava aquele tipo de comunicação? Por que não fez o tradicional polegar e mínimo na orelha? Não queria falar comigo? Ela me ama, bem sei que ela me ama. Por que não me ligaria?

Me dei conta do quanto fomos rapidamente tomados. Eu mesma já exibo uma destreza inacreditável naquele teclado mínimo que jurei não servir pra nada. Ao decodificar o gesto de minha amiga, percebi que eu também já ardia na febre dos torpedos.

Mas por que será que levamos um tempão digitando mensagens e não telefonamos? Uns dizem ser mais barato, outros, mais objetivo.

Falam ainda de respeito à privacidade, da liberdade de responder quando quiser, milhões de desculpas para o conforto do isolamento.

Vivo agora com o queixo no peito, nariz na tela e as mãos cada vez mais rápidas nesse tricô tecnológico que, na maioria das vezes, leva mais tempo do que se eu ligasse pra pessoa. Por que não ligo, santo Deus!? Economia?

No meu caso, confesso que não. Desconfio que algo maior se esconde por trás de nossas letras virtuais.

Bem sei que a vida escrita é mais charmosa que a vida falada, mas acho que estamos sendo destreinados para o convívio. Estaremos cada vez mais rápidos com nossos dedos e cada vez mais lentos para sair delicadamente de uma situação constrangedora, por exemplo. Viraremos as costas e mandaremos um e-mail no dia seguinte?

Tenho medo de, no futuro, saber detectar gestos como o de minha amiga, mas não conseguir ler nem lidar com uma baixada de olhar, um pigarro, um brilho no olho ou um sorriso burocrático. Códigos clássicos do sutil alfabeto das relações humanas.

Um outro amigo diz que o único desconforto do isolamento é o buraco que fica no peito do animal que foi feito pra viver em bando. Vou ligar pra minha amiga. Melhor, vou marcar um novo encontro.

Fonte: Denise Fraga, "A gente se fala", Folha de S. Paulo, Equilíbrio, 10/7/12.

domingo, 29 de julho de 2012 | | 0 comentários

Aves da América

Em Atlanta (EUA):


Na Filadélfia (EUA):
 

Em Niagara (Canadá):
 

Em Washington D.C. (EUA):
 

  

Só não pergunte quais são as espécies...

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Direto do toca-CD (5)

Não existiria som se não houvesse o silêncio
Não haveria luz se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim

("Eu te amo calado", de Lulu Santos)

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O fim de um ícone

Após quase 40 anos, o Playcenter - precursor dos grandes parques de diversões no Brasil - encerrou suas atividades. Fechou as portas neste domingo (29/7) deixando marcas em muitas gerações e saudade. 

O Playcenter, sem dúvida, foi um ícone, marcou uma era. 
A sua história acabou como quase tudo na vida, que tem começo, meio e fim (quase tudo porque, para mim, o amor e amizade não acabam nunca - quando verdadeiros, naturalmente! -, por mais que um amigo pense o contrário).

O relato sobre minha relação com o parque pode ser lido na postagem
"Lembranças do Playcenter...".

Para quem tem mais de 25, 30 anos, recomendo a leitura. 
Vale a pena!

sexta-feira, 27 de julho de 2012 | | 0 comentários

Frase

“Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.” 
Romanos 12:21 (Bíblia)

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Na linha

Sim, havia um trem no meio do caminho...


A foto foi tirada na região da estação ferroviária do bairro do Tatu, na zona rural de Limeira. 


A estação, histórica, foi reformada, mas o projeto de trem turístico segue no papel.

quarta-feira, 25 de julho de 2012 | | 0 comentários

O desempenho de Zovico, uma surpresa

Eleito vice-prefeito em 2004 e reeleito em 2008, Orlando José Zovico (sem partido) assumiu em definitivo a Prefeitura de Limeira no fim de fevereiro para um mandato tampão de dez meses. Ele havia sido conduzido ao cargo interinamente semanas antes em razão do afastamento do então prefeito Silvio Félix (PDT) – acusado de se beneficiar de possível enriquecimento ilícito de seus familiares.

Com pouco tempo de governo pela frente, Zovico tinha uma missão primordial: devolver à cidade a necessária governabilidade, dando tranquilidade à população e a entes públicos e empresas com os quais a prefeitura tem ligação.

Isto ajudaria a garantir a retomada da credibilidade da administração pública limeirense após o “tsunami” político pelo qual a cidade passou, sendo destaque em todo o país pelo afastamento e cassação de um prefeito acusado de corrupção.

Em outras palavras, a missão de Zovico era “entregar” a prefeitura em condições minimamente decentes para o futuro prefeito, a ser eleito em outubro próximo.

Não se esperava de Zovico nenhuma revolução administrativa em razão do pouco tempo de governo e da falta de conhecimento dos assuntos da prefeitura, como ele próprio admitiu em entrevista (o vice fora “escanteado” pelo então prefeito, centralizador, durante boa parte do mandato).

Zovico, porém, está surpreendendo – até porque a expectativa em relação a ele era pouca.

Com um jeito radicalmente oposto ao de Félix, que gostava de aparecer e de trazer para si os louros de qualquer conquista, o atual prefeito tem se caracterizado pela discrição, transparência e diplomacia. Com isso, tem marcado pontos e “corre o risco” de entrar para a história da cidade com feitos positivos para tão pouco tempo de governo.

Foi o que disse, em outras palavras, o juiz diretor do Fórum de Limeira, Mário Sérgio Menezes, na última terça-feira (24/7), durante anúncio da instalação de uma vara da Justiça Federal na cidade. O magistrado carregou nos elogios e comparou Zovico ao ex-presidente Juscelino Kubitschek – cujo governo foi marcado pelo lema “50 anos em 5”. Para Menezes, Zovico está fazendo “8 anos em 10 meses”.

Aos fatos: tão logo assumiu em definitivo a prefeitura, Zovico fez chegar a alguns secretários que a saída deles era necessária. Estavam umbilicalmente ligados ao prefeito cassado. Depois, diante de uma nova denúncia envolvendo membros do alto escalão, não hesitou em dispensá-los.

Com fornecedores, tratou com a lisura exigida pelo cargo, conforme sabe-se nos bastidores.

Determinou uma varredura no Edifício Prada, sede do Executivo, a fim de encontrar possíveis escutas e/ou grampos. Também determinou a revisão de algumas obras, caso do Palacete Levy.

Adotou medidas duras e arriscadas, como a decisão de retomar o fornecimento da merenda escolar pela prefeitura – o serviço havia sido terceirizado por Félix ainda no início da primeira gestão e desde então vinha sendo alvo de denúncias de corrupção e de má qualidade. Parece pouco, mas foi como “colocar a mão num vespeiro” (está em jogo a alimentação de cerca de 40 mil estudantes).

Por fim, foi decisivo na conquista da vara da Justiça Federal para a cidade, como registraram juízes locais. Teve a vontade política necessária que faltou a governantes de outrora.

Sem alarde, Zovico vai tocando a administração e, quase sem querer (porque não planeja louros pessoais), deixando sua marca.

Guardadas as devidas proporções, o atual prefeito governa com um certo jeito “Dilma de ser” – ou seja, uma administração técnica e discreta.

PS: antes que se insinue qualquer bobagem (algo comum em Limeira), é bom deixar claro que sou funcionário da TV Jornal, empresa ligada à Fundação Orlando Zovico. Como estou todos os dias no ar das 17h30 às 19h30 (não tendo, portanto, que esconder a condição de funcionário), não possuo compromisso algum com a crítica ou o elogio ao atual prefeito – uma e outro serão feitos sempre que eu julgar necessário.

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Arraiá!

Já que o período das festas juninas e julinas está acabando, aí vai uma simples homenagem numa bela paisagem:



(Homenagem às festas e à paisagem - do Rio de Janeiro,
claro!)

terça-feira, 24 de julho de 2012 | | 0 comentários

Finalmente Limeira terá uma Vara Federal

Limeira finalmente vai contar com uma vara da Justiça Federal. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo prefeito Orlando José Zovico (sem partido) e por membros do Judiciário local. “É um dos fatos mais importantes da história de Limeira”, falou o chefe do Executivo na abertura de seu discurso.

Na ocasião, ficou mais do que evidente um fato já abordado por este blog: a cidade teve que esperar duas décadas para se igualar a outras do mesmo porte ou até de menor porte por falta de interesse político dos governantes de então.

O juiz diretor do Fórum de Limeira, Mário Sérgio Menezes, o juiz titular da 2ª Vara Cível local, Rilton José Domingues, além do prefeito, manifestaram-se a respeito da questão. Para Zovico, houve “desleixo político” no passado. Domingues destacou o “respaldo político” da atual gestão. “A visão de interesse público acima de qualquer outro interesse leva a resultados grandiosos”, afirmou Menezes.

A confirmação da instalação da Justiça Federal em Limeira veio na última sexta-feira durante reunião da comitiva de autoridades limeirenses com o presidente do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que inclui São Paulo e Mato Grosso do Sul), Newton de Lucca.

Na ocasião, ficou acertado que a prefeitura contribuirá com a infraestrutura. O município já disponibilizou o Palacete Tatuiby, antiga sede da Câmara Municipal e da Secretaria da Educação e atualmente base de uma unidade da Guarda Municipal, para sediar a nova vara.

Também já ofereceu um terreno de dez mil metros quadrados para a futura ampliação da Justiça Federal.

Equipamentos e servidores também devem ser cedidos pela prefeitura. “Até então nenhum governante de Limeira chegou a oferecer isso”, destacou Domingues, que atua na Comarca local desde 2005.

Nos próximos dias, membros do departamento técnico da Justiça Federal estarão na cidade para vistoriar os locais oferecidos pela prefeitura. Só a partir disso será possível saber quais obras serão necessárias para adaptar o antigo e histórico palacete às necessidades da Vara Federal.

Segundo Zovico, uma empresa que está se instalando na cidade assumiu o compromisso de restaurar o imóvel como contrapartida aos benefícios recebidos da prefeitura. Ou seja: a adaptação do prédio não terá recursos públicos diretos.

O Palacete Tatuiby fica ao lado do zoológico, no Centro. Era a sede da antiga chácara da família Trajano de Barros Camargo.

BENEFÍCIOS
A futura Vara Federal de Limeira englobará outras cinco cidades: Iracemápolis, Cordeirópolis, Araras, Artur Nogueira e Mogi-Mirim.

De acordo com Domingues, cerca de 6,5 mil processos previdenciários e dez mil execuções fiscais da alçada federal tramitam na Comarca local, via Justiça estadual. Com a Vara Federal, esses processos seriam distribuídos para a nova unidade, ajudando a desafogar o trabalho dos juízes estaduais e, assim, agilizando os julgamentos – tanto na esfera estadual quanto na federal.

Além disso, procedimentos que hoje precisam ser feitos em Piracicaba (a unidade federal mais próxima) passarão a ser feitos em Limeira. Um exemplo são as citações ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em processos previdenciários, hoje feitas por meio de cartas precatórias.

“A instalação de uma vara da Justiça Federal é de extrema importância não só para a população, mas para a própria imagem de Limeira”, salientou Domingues.

Junto da Justiça Federal devem chegar à cidade o Ministério Público Federal e uma delegacia da Polícia Federal.

Juízes substitutos poderiam assumir a nova vara de imediato, de acordo com Domingues. A expectativa dele é que a unidade esteja operando ainda este ano ou no máximo em 2013.

Tanto Zovico quanto os juízes destacaram a participação do deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) na confirmação da Vara Federal em Limeira – o que reforça a importância da “vontade política” das atuais “forças vivas” da cidade em favor da instalação da unidade.

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Paisagem limeirense (2)

Cena de um fim de tarde na rotatória de acesso à Avenida Maria Buzolim, junto da igreja Bom Jesus, em Limeira:


segunda-feira, 23 de julho de 2012 | | 0 comentários

"Na Estrada" (3)

UOL - Kerouac e Cassady fizeram a viagem logo depois da Segunda Guerra. Você acha que seria possível fazer essa mesma viagem hoje, em que os tempos (e a cultura) são outros?
Garrett Hedlund - Acho que sim. Esses caras não eram comuns. É como dizia Einstein: os grandes espíritos enfrentam a oposição das mentes medíocres porque não se conformam a estes últimos. Quando eu era mais jovem, fui exatamente esse tipo de pessoa inconformada. Segui meu sonho de ser ator mesmo ouvindo do meu irmão mais velho: “Você quer ser ator?! Você não é um ator! Tom Hanks é um ator!” (risos). Sempre vai haver um tipo de gente que só consegue viver com aventura. Muitas outras pessoas podem perfeitamente viver com um trabalho das 9h às 5h, mas algumas simplesmente não conseguem suportar. Hoje em dia, de certo modo, é ainda mais fácil: se você quer muito viajar, é só pôr o pé na estrada.

Fonte: Thiago Stivaletti"Na Estrada": Garrett Hedlund diz que sempre foi inconformado como seu personagem no filme, UOL, 23/7/12.

Leia também:

"Na Estrada"
"Na Estrada" (2)

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Direto do toca-CD (4)

É aquela que fere
Que virá mais tranquila
Com a fome do povo
Com pedaços da vida
Como a dura semente
Que se prende no fogo
De toda multidão
Acho bem mais
Do que pedras na mão...

Dos que vivem calados

Pendurados no tempo
Esquecendo os momentos
Na fundura do poço
Na garganta do fosso
Na voz de um cantador...

E virá como guerra

A terceira mensagem
Na cabeça do homem
Aflição e coragem
Afastado da terra
Ele pensa na fera
Que o começa a devorar...

Acho que os anos

Irão se passar
Com aquela certeza
Que teremos no olho
Novamente a ideia
De sairmos do poço
Da garganta do fosso
Na voz de um cantador...

("A Terceira Lâmina", de Zé Ramalho)

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Flagrante

Local: Shopping Piracicaba. Data: domingo, 22/7.

Estacionamento lotado, o cidadão apelou ao famoso "jeitinho brasileiro".


Fala a verdade, tem gente folgada, não?


Depois os brasileiros ficamos incomodados quando nos criticam pelo tal "jeitinho"...

domingo, 22 de julho de 2012 | | 0 comentários

Frase

"Acho que o futuro não é algo que se possa prever, mas algo que precisamos construir, alcançar. Acho que há muita coisa que podemos fazer para transformar o mundo em algo melhor."
Don Tapscott, professor da Universidade de Toronto especialista em inovação e no impacto social da tecnologia, em entrevista à "Folha de S. Paulo" (para ler na íntegra, clique aqui - é preciso ter senha do jornal ou do UOL)

sábado, 21 de julho de 2012 | | 0 comentários

Brasil, acerte as contas com sua história!

O Brasil realmente tem dificuldade em lidar com sua história. Enquanto os vizinhos sul-americanos estão levando ao banco dos réus (e condenando!) ditadores e colaboradores do regime militar, o máximo que o Brasil conseguiu fazer foi criar a tal Comissão da Verdade, cuja missão principal é investigar os fatos ocorridos entre 1946 e 1988, mais especificamente durante os 21 anos de ditadura.

Sobre eventuais punições, nada se fala.

A redemocratização já caminha para seu trigésimo aniversário e a principal via que liga as duas maiores metrópoles brasileiras, Rio de Janeiro e São Paulo, ainda carrega o nome de um dos presidentes do regime militar – a Via Dutra. E sequer se cogita dar um outro nome que mereça maior consideração dos brasileiros.

A mais recente polêmica envolve o nome do estádio construído no Rio para os Jogos Pan-Americanos de 2007. Apelidado de “Engenhão”, ele tem como patrono o ex-presidente da CBD (atual CBF, a Confederação Brasileira de Futebol) e da Fifa (Federação Internacional de Futebol), João Havelange.

Ocorre que Havelange é, junto com seu ex-genro e ex-presidente da CBF, Ricardo Terra Teixeira, um dos citados no
processo judicial que tramitou na Justiça suíça a respeito do pagamento de propina da falida ISL a dirigentes da Fifa.

No processo (disponível
aqui, em inglês), Havelange e Teixeira assumiram o envolvimento no caso de corrupção e se comprometeram a pagar uma certa quantia em dinheiro como acordo para não ter os nomes divulgados.

Desde que o processo veio a público, na última semana, o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), é pressionado para que troque o nome do estádio.

Por enquanto, nenhuma palavra – até porque, como citado, o Brasil tem dificuldade em passar a limpo sua história.

Enquanto isso, Dutras e Havelanges vão ganhando honrarias e homenagens país afora. Algo a que, definitivamente, eles não fazem jus.

Leia também:

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Improviso democrático

Há um antigo ditado que diz: "quem não tem cão caça com gato".

Em Washington D.C., a capital dos Estados Unidos, o ditado foi adaptado para o lazer. Afinal, quem não tem praia...



... improvisa no Memorial da Segunda Guerra e no Memorial de Lincoln, ambos no National Mall.


* As fotos são de Carlos Giannoni de Araujo

quinta-feira, 19 de julho de 2012 | | 0 comentários

"Na Estrada" (2)

Assisti a "Na Estrada", de Walter Salles, na sexta passada, no Rio. E passei o fim de semana pensando na minha vida.

Li "Na Estrada", de Jack Kerouac, no fim dos anos 1960, provavelmente em Nova York -mas talvez em Houston. O texto que eu li era uma versão expurgada; isso, na época, eu não sabia. Não voltei ao texto em 2007, quando a Viking publicou o manuscrito original (em português pela L&PM). Mas o texto voltou em mim com força, na sexta-feira, quando assisti ao filme.


Nos anos 1960, eu era um hippie lendo um "beat". Na mesma época, "Almoço Nu", de William Burroughs, me seduzia, mas me assustava - longe demais de minha experiência (das drogas, do sexo e da vida). Também lia Allen Ginsberg e Gregory Corso, mas, aos dois, preferia Lawrence Ferlinghetti - outra escolha "bem comportada", dirá alguém.


O fato é que "Na Estrada" foi a parte da herança "beat" da qual eu me apropriei imediatamente. Por quê? As drogas, o álcool ou o sexo "livre" me pareciam secundários - apenas um jeito de dizer: "Não esperem que a gente viva como manda o figurino".


O essencial, para mim, era a junção da fome de aventura com uma raivosa vontade de escrever. A vida se confundia com um projeto literário que exigia os excessos: era preciso viver intensa e loucamente, de peito aberto, para que valesse a pena contar a história. Por isso, eu e outros podíamos, ao mesmo tempo, venerar Kerouac e Hemingway - os quais, álcool à parte, provavelmente, não se dariam.


(...) 
Kerouac não tinha simpatia pelo marxismo. Ele preferia o individualismo dos que procuram uma fronteira para desbravar - pouco a ver com um projeto de reforma social ou de revolução. Para os "beats", aliás, transformar a sociedade seria um problema. Certo, Neal Cassady e Gregory Corso passaram tempo na cadeia; e Burroughs, Kerouac e Ginsberg foram censurados. Mas, justamente, num mundo que não lhes resistisse, a vida dos "beats" perderia sua dimensão épica.

Ao longo dos anos 1970 e 1980, fazendo um balanço, eu teria dito que, em mim, a herança marxista europeia prevalecera sobre a herança "beat". Hoje, penso o contrário - não sei se por decepção política ou por maturidade. Mas não tenho muitas certezas: por exemplo, minha errância pelo mundo foi uma experiência da estrada ou uma versão "chique" do cosmopolitismo forçado dos trabalhadores modernos?


E será que vivi como um fogo de artifício? Ou então durar e continuar vivo se tornou, para mim, mais importante do que me arriscar na intensidade das experiências?


O filme de Salles está sendo a ocasião imperdível de um balanço -ainda não decidi se festivo ou melancólico. Cuidado, o balanço não interessa só minha geração. Cada um de nós pode se perguntar, um dia, como resolveu a eterna e impossível contradição entre segurança e aventura: quanta aventura ele sacrificou à sua segurança?


Essa conta deveria ser feita sem esquecer que 1) a segurança é sempre ilusória (todos acabamos morrendo) e 2) qualquer aventura não passa de uma ficção, um sonho suspenso entre a expectativa e a lembrança.


Que você tenha lido ou não o livro de Kerouac, e seja qual for sua geração, assista ao filme e se interrogue: se uma noite, inesperadamente, Neal Cassady tocar a campainha de sua casa, louco de aventuras para serem vividas e com o olhar fundo de quem dirige há horas e ainda quer se jogar na estrada, você saberia e poderia, sem fazer mala alguma, simplesmente ir embora com ele?


Fonte:
Contardo Calligaris, "Folha de S. Paulo", Ilustrada, 19/7/12.

quarta-feira, 18 de julho de 2012 | | 0 comentários

Recordações



Vi este "objeto" no banheiro de um bar em Limeira. Ele trouxe à mente boas lembranças da infância quando brincava com os famosos tijolinhos construindo casas, prédios, cidades... 

Não tive dúvida: peguei o celular e tirei a foto!

terça-feira, 17 de julho de 2012 | | 0 comentários

Um grito de liberdade

Causou polêmica recente declaração dos dirigentes da CUT (Central Única dos Trabalhadores), a principal entidade sindical trabalhista do país, em defesa dos réus do chamado “mensalão”. Os dirigentes ameaçaram ir às ruas caso considerem que o julgamento – prestes a começar no STF (Supremo Tribunal Federal) – assuma ares políticos.

Mais: um deles chegou a bradar que os trabalhadores não podiam permitir a “volta do PSDB” ao poder.

Ou seja: para evitar a política, a política!

Não é disso, porém, que quero tratar.

Afora o fato da principal central sindical do país dispor-se a defender uma “quadrilha” que tomou conta do poder público federal em prol de um partido, nas palavras do procurador-geral da República (a CUT já foi às ruas por motivos mais nobres...), o que chama a atenção é a disputa PT x PSDB em qualquer segmento da vida nacional.

A briga entre as duas siglas que dominam o Executivo federal há 17 anos já ficou chata. Até porque, como já registrei neste blog em várias oportunidades, desde que os petistas chegaram ao poder, não há mais diferenças de práticas entre estes e os tucanos. Os partidos são iguais no “modus operandi”, para usar linguajar jurídico-policial (e não ao acaso).

O Brasil é maior que o PT e maior que o PSDB!

Até porque, tivesse realmente o PSDB o interesse
em derrubar Lula, como a CUT prega, por que não o fez justamente num momento em que o então presidente estava na berlinda, desgastado diante das acusações do “mensalão”? Por que a oposição não foi adiante junto com a “mídia tucana”?

Os sindicalistas parecem ignorar que as denúncias partiram de um aliado do PT no plano federal (o então deputado Roberto Jefferson e seu PTB). Parecem ignorar que as ações partiram de um “bando de aloprados” petistas, nas palavras do próprio presidente da República (usadas num outro escândalo, o do dossiê, é verdade, mas cabível também no caso do “mensalão”).

Portanto: mais racionalidade e menos emoção neste debate. Mais racionalidade e menos política.

O Brasil merece um debate mais maduro e profundo.

segunda-feira, 16 de julho de 2012 | | 1 comentários

"Kiss cam"

As seleções brasileiras feminina e masculina de basquete fizeram hoje amistosos contra os Estados Unidos no Verizon Center, em Washington D.C. Os jogos valeram como preparação final para as Olimpíadas de Londres.

Pouco antes do jogo masculino (que foi o segundo), o presidente dos EUA, Barack Obama, apareceu de surpresa no ginásio - o vice-presidente Joe Biden já estava lá e a primeira-dama Michelle chegou depois.


Numa das paradas do jogo, o casal Obama foi filmado pela "kiss cam" e recusou se beijar - o que provocou decepção e algumas vaias. Depois, em outro momento, Barack e Michelle cederam e deram um beijo (para delírio do público).


Para quem não sabe, a “kiss cam” é uma brincadeira comum nos jogos da NBA, a liga profissional de basquete dos EUA. Funciona assim: câmeras flagram casais na torcida; quando mostrados nos telões, eles devem se beijar (daí o nome – “kiss” em inglês é beijo). 


É pura diversão!


A seguir, flagrantes que eu captei durante o jogo Atlanta Hawks x Charlotte Bobcats, em 4 de abril último, Atlanta:










Ah, a última foto foi uma brincadeira da "kiss cam" com um jogador do Charlotte, claro!

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Direto do toca-CD (3)

O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou

("Relicário", de Nando Reis)

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Vícios modernos

Viramos uma civilização de seres cabisbaixos, que se esbarram nas ruas encantados pela telinha luminosa. O vício em celulares inteligentes é tão forte como outros, segundo Leslie A. Perlow, professora de Harvard e autora de "Sleeping with Your Smartphone" (dormindo com seu celular).

Já existe até palavra para o medo de perder o aparelho: "nomofobia", do inglês "no-mobile phobia". Surgiu como resultado de um estudo que descobriu que 53% dos ouvidos sentem ansiedade semelhante à de ir ao dentista ao pensar em perder o celular, ficar sem bateria ou crédito.

Fonte: Sérgio Dávila, “Força no torpedo”, Folha de S. Paulo, Opinião, 15/7/12, p. 2 (para ler na íntegra, clique no link – é preciso ter senha do jornal ou do UOL).

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Marcas na parede

A pedido do Rodrigo Fadelli, deixei meu "autógrafo" na parede do Europa Café - agradável bar/café com jeito de pub, pequeno e aconchegante, na Avenida Maria Buzolin, em Limeira:



Aliás, não só eu, mas todos que passam por lá podem assinar a parede/mural, uma ideia bem legal!

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Dilma, Lula, SP e BH

(...) Melchiades Filho já escreveu (...) que a eleição de São Paulo reflete o passado, com Lula versus Serra, e a de Belo Horizonte aponta para o futuro. Perfeito.

É ali que todos os principais personagens de 2014 testam forças: Aécio Neves, Eduardo Campos, Michel Temer, Gilberto Kassab. É lá, portanto, a prova de fogo de Dilma, não mais como pupila, mas como líder. Se Lula pode se dar ao luxo de ser quase diletante, Dilma tem de se superar e ser pragmática.

Para Lula, o que interessa é ter o gosto de derrotar a oposição no seu último grande reduto. Para Dilma, o fundamental é fortalecer os laços com o PT e manter unida e sob controle sua imensa e ambiciosa base aliada. O laboratório é BH.

É assim que todas as fichas de 2014 já estão sendo jogadas - e em Minas. Façam suas apostas.

Fonte: Eliane Cantanhêde, “Menos café, mais leite”, Folha de S. Paulo, Opinião, 15/7/12, p. 2 (para ler na íntegra, basta clicar no link - é preciso ter senha do jornal ou do UOL).

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Crepúsculo

Imagens de um fim de tarde/início de noite de sábado...


... e de domingo...


domingo, 15 de julho de 2012 | | 0 comentários

Reflexão

Quando achar que deve fazer algo por alguém, simplesmente faça.

Não deixe para depois.

O remorso é dos mais doloridos dos sentimentos. E dura toda a eternidade.

sábado, 14 de julho de 2012 | | 0 comentários

Versos de um tal de Zé

Hoje brota no meu peito
um vinho tinto de dor
É o preço que a rosa cobra
de um jardineiro amador

("O Preço da Rosa", de Zé Geraldo e Tavares Dias)


***


Esperar

é acreditar
A vida me ensinou a esperar

("Olhos de jardineiro", de Zé Geraldo)


***


Eu sigo pelo mundo afora sempre a lutar

Estou de joelhos agora, mas vou me levantar
E quando no fim da jornada a vitória chegar
Será bem maior o valor que eu vou lhe dar

("Os grandes são grandes porque eu ainda estou de joelhos", de Zé Geraldo)


***


Já vi muitas manhãs

Cansei de passar por forte o tempo inteiro
Eu quero de volta meu choro
Preciso sonhar
O que a gente leva da vida
são os sonhos que a vida nos dá

("Os sonhos que a vida nos dá", de Zé Geraldo)

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Jornalismo on-line independente: é possível (?!)

O site de notícias on-line Plaza Pública (Praça Pública), criado no início de 2011 para levar um jornalismo "mais independente e menos superficial" à Guatemala, é voltado para explorar as relações entre poder e economia e entre economia, poder e crime organizado - e investigar temas desconfortáveis para o poder, disse Martín Rodríguez Pellecer, diretor e fundador do site.

(...) Esse tipo de jornalismo independente é em parte possível graças à plataforma do Plaza Pública (...) ser on-line, e não impressa, disse Rodríguez. Custos de operação menores implicam e mais dinheiro para ser gasto em investigações, notou ele, acrescentando que o Plaza Pública é parte de uma tendência internacional de sites de notícia on-line, independentes e que não se restringem aos mesmos limites aplicados à mídia tradicional e convencional.

(...) A visão de um jornalismo independente mais rigoroso e aprofundado "não cabe mais na mídia convencional", disse Rodríguez.

Fonte:
Summer Harlow/IF, "Site de notícias on-line da Guatemala representa tendência de jornalismo independente e de profundidade", blog Jornalismo nas Américas, Knight Center for Journalism in the Americas.


Em tempo: se quiser conhecer uma iniciativa recém-nascida de jornalismo independente em Limeira para a cobertura das eleições, acesse Limeira2012.com.

sexta-feira, 13 de julho de 2012 | | 0 comentários

"Histórias íntimas"

Acabei de ler um livro bastante interessante – cujo nome está no título desta postagem - da historiadora Mary del Priore. A obra mostra como a sexualidade e o erotismo ajudaram e ainda ajudam na formação da sociedade brasileira. Aliás, o mesmo se aplica à gastronomia, à música, ao cinema, enfim a qualquer manifestação humana.

O diferencial do livro é que a autora escolheu justamente o sexo e sua relação com a história do Brasil, algo que não se costuma pensar.

Recomendo a leitura – principalmente, claro, para quem gosta de história.

A seguir, reproduzo um trecho que considero simbólico do que pretende dizer o livro (ATENÇÃO: o trecho é o último parágrafo da obra; se não quiser saber o fim, embora não seja uma estória, simplesmente não leia):

“E quem somos? Indivíduos de muitas caras. Virtuosos e pecadores, oscilando entre a transigência e a transgressão. Em público, civilizados. No privado, sacanas. Na rua, liberados; em casa, machistas. Ora permissivos, ora autoritários. Severos com os transgressores que não conhecemos, porém indulgentes com os nossos, os da família. Ferozes com os erros dos outros, condescendentes com os próprios. Em grupo, politicamente corretos, porém, racistas em segredo. Fora, entusiastas dos ‘direitos humanos’, mas, cá dentro, a favor da pena de morte. Amigos de gays, mas homofóbicos. Finos para ‘uso externo’ e grossos para o interno. Exigentes na cobrança de direitos, mas relapsos no cumprimento de deveres. Somos velhos e moços, nacionalistas e internacionalistas, cosmopolitas e provincianos, divididos entre a integração e a preservação de nossas múltiplas identidades. Na intimidade, miramos nossas contradições. Resta saber se gostamos do que vemos.” (p. 237-8)

Em tempo: na próxima leitura, já iniciada, vou saber um pouco mais sobre a capital federal.

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"Na Estrada"

Estreou hoje nos cinemas brasileiros a versão cinematográfica da saga de Jack Kerouac e cia. – a geração beat. O filme inspirado no clássico “On the road”, que sempre me inspira.



Não vejo a hora de assistir!

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Direto do toca-CD (2)

Ensaiei meu samba o ano inteiro,
Comprei surdo e tamborim.
Gastei tudo em fantasia,
Era só o que eu queria.
E ela jurou desfilar pra mim,
Minha escola estava tão bonita.
Era tudo o que eu queria ver,
Em retalhos de cetim.
Eu dormi o ano inteiro,
E ela jurou desfilar pra mim.
Mas chegou o carnaval,
E ela não desfilou,
Eu chorei na avenida, eu chorei.
Não pensei que mentia a cabrocha,que eu tanto amei.

("Retalhos de Cetim", de Benito di Paula)


***


Eu vou ficar

No meio do povo, espiando
Minha escola
Perdendo ou ganhando
Mais um carnaval
Antes de me despedir
Deixo ao sambista mais novo
O meu pedido final...

Não deixe o samba morrer

Não deixe o samba acabar
O morro foi feito de samba
De samba pra gente sambar...

("Não deixe o samba morrer", de Edson Conceição e Aloísio)

quarta-feira, 11 de julho de 2012 | | 0 comentários

Espírito esportivo

Vi a imagem a seguir colada atrás de uma placa de trânsito na esquina das ruas Tatuibi e Vereador Lázaro da Costa Tank, na região da Vila Castelar:


No dia seguinte, a imagem não estava mais lá.


Em tempo: é só uma brincadeira (até porque, nas atuais conjunturas, a cena nem faz muito sentido...).

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Frase

“Ninguém ganha sempre – mas os corajosos sempre ganham no final.”
Paulo Coelho, escritor, em seu blog

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"Flanar na internet me faz trabalhar melhor"

A internet é um estímulo à distração. É fácil entrar só para ver uns e-mails e cair em fotos do bebê da Beyoncé.

Mas, há duas semanas, tive uma experiência diferente. Estava estressada, com um prazo a cumprir e frustrada a ponto de não conseguir trabalhar, quando comecei a usar o Twitter e o Tumblr.


Por um tempo, deixei minha mente e meus dedos me conduzirem sem rumo pela web. Logo cansei disso, concluí meu texto e o entreguei. O passeio demorou menos de dez minutos e parece ter me tornado mais eficiente.


É claro que a norma aceita é a de que nossa concentração e a nossa atenção estão sendo solapadas pela barragem constante de serviços que inundam nossas telas, e que a tendência é negativa.


John Herrman, editor do "FWD", site de tecnologia do BuzzFeed, diz ter desenvolvido uma espécie de neurose tecnológica em virtude da corrida frenética para se manter atualizado, acompanhando e-mails, Twitter, Facebook, mensagens e telefonemas o dia todo.


"Como muitas outras pessoas que trabalham com computadores, pareço muito ineficiente", escreveu em post recente. "Mesmo que minha produção seja alta, consumo muito mais informações do que produzo. Estou sempre desviando a atenção daquilo que faço, nunca ocupado demais para olhar para outra coisa, e nunca ignoro o que atrai minha atenção."


Minha experiência é parecida com a dele, quase todos os dias -mas nem sempre. Descobri que, de vez em quando, é revigorante me perder na web. Em lugar de ignorar o ruído, eu muitas vezes o emprego como forma de me acalmar para que possa concluir meu trabalho.


Parece que, em vez de fraturar minha concentração e estilhaçar a atenção, a distração digital se tornou parte do meu ritmo de trabalho. Talvez possa encarar com eficiência tudo aquilo que requer minha atenção se eu descobrir como me alternar entre a multidão de aplicativos e serviços que me imploram presença, leitura, resposta.


Se meu cérebro está aprendendo a enfrentar as distrações, será que o mesmo vale para outras pessoas?


É claro que o consenso entre cientistas e pesquisadores é o de que tentar alternar entre muitas tarefas fratura nosso pensamento e degrada a qualidade de cada ação. Mas compreender a plasticidade do cérebro, ou sua capacidade de se adaptar e reorganizar seus percursos neuronais, é uma disciplina que apenas começa a receber atenção.


Adam Gazzaley, neurocientista da Universidade da Califórnia em San Francisco, que estuda o impacto das interrupções sobre o desempenho e a memória, diz que é possível que nossos cérebros estejam se adaptando para lidar melhor com os diversos estímulos digitais. (...)


Fonte: Jenna Wortham, "Folha de S. Paulo", TEC, 9/7/12 (para ler na íntegra, clique aqui - é preciso ter senha do jornal ou do UOL).

terça-feira, 10 de julho de 2012 | | 0 comentários

Paisagens cariocas


O Rio de Janeiro
Continua lindo
O Rio de Janeiro
Continua sendo
O Rio de Janeiro
Fevereiro e março


Alô, alô, Realengo
Aquele Abraço!
Alô torcida do Flamengo
Aquele abraço



Alô moça da favela
Aquele Abraço!
Todo mundo da Portela
Aquele Abraço!
Todo mês de fevereiro
Aquele passo!
Alô Banda de Ipanema
Aquele Abraço!


Isto é quase um poema visual: a parte textual, naturalmente, vem de "Aquele abraço", famosa música composta e entoada por Gilberto Gil; a parte visual é de minha responsabilidade.

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Novas e velhas plataformas do jornalismo

David Carr, 55, repórter e colunista de mídia do "New York Times", acompanhou nas últimas semanas o agravamento da crise nos jornais regionais dos EUA. Noticiou que o "Times-Picayune" de Nova Orleans, fundado em 1837, passaria a publicar três edições por semana, contra as sete atuais. E relatou a transformação do "U-T San Diego", de 1861, em porta-voz dos interesses comerciais de um novo proprietário.

Carr, que estará em São Paulo no próximo sábado, no congresso da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), avalia que a imprensa americana enfrenta "ameaça existencial". (...)

Folha - Na sua cobertura, o sr. vê o momento atual como último estágio de uma era no jornalismo.

David Carr - Sim, estamos falando de uma ameaça existencial. É algo que quem ama jornais, como eu e provavelmente você, pode até torcer contra, mas realmente não se pode parar o que vem por aí... Quer dizer, eu sei que o setor de jornais no Brasil também enfrenta os seus desafios, mas está muito mais saudável do que aqui, certo?

Folha - O que o sr. vê como maior efeito dessa disrupção nos EUA? Mais "paywall"?

Carr - Acima de tudo, é a perda de potência, de músculo institucional em reportagem. Sou menos um romântico da imprensa que um fã do jornalismo e da reportagem, então o problema é que o modelo de negócios não sustenta o nível de jornalismo que havia. No mercado americano, os jornais regionais tinham um virtual monopólio e lucraram tanto que não sabiam o que fazer com o dinheiro, então enfiaram em reportagem. De certa maneira, a era de ouro do jornalismo foi anômala, em termos econômicos. Quando esses monopólios regionais foram desagregados pela internet e pela mudança de hábito dos leitores, nós já tínhamos nos acostumado a um nível de reportagem que não teremos mais.

Folha - A crise afeta os jornais nacionais, como o "New York Times", mas eles parecem ter espaço de manobra para buscar novas fontes de receita.
Carr - Temos mais espaço do que tínhamos até pouco tempo atrás. Temos flexibilidade operacional, porque estamos pagando os empréstimos e, principalmente, porque o "paywall" está funcionando. Mas estamos com um grande desafio. As pessoas ficam esperando que o mercado publicitário retorne. Não vai. Esta é a nova normalidade. Se vamos avançar para o futuro, e penso que vamos, será com uma variedade de negócios sob a marca "The New York Times". Parte será vídeo, parte será social, haverá um monte de pequenas empresas sob esta outra. (...)

Folha - Qual é a lição que o sr. tira dessa experiência com "paywall" no "NYT", em termos de fidelidade do leitor, de acesso grátis por mídia social e da simples qualidade do jornalismo?
Carr - Uma das lições é que dizem que as pessoas não vão pagar por algo que tem sido grátis: isso não é verdade. As pessoas pagam por água em toda parte nos EUA, elas querem que tenha uma certa qualidade, uma marca específica. Há pessoas que claramente já queriam pagar. A razão por que eu pago pelo acesso ao "Wall Street Journal" e ao "Financial Times" não é só achar algo neles. Se realmente quisesse, com ou sem "paywall", eu conseguiria. Mas estou disposto a pagar um valor conveniente para poder acessar quando quiser, como quiser, quanto quiser. Não é um negócio de massa. Há 300 milhões de pessoas nos EUA e meio milhão pagam pelo "NYT" na internet, portanto, não dá para dizer que seja um negócio imenso. Mas é muito real. E eu acredito que a decisão de manter os ativos institucionais nos torna capazes de cobrar pelo que fazemos. Não passamos por todos os tipos de cortes que o "Washington Post" fez.

Folha - Os tablets cumpriram a promessa que anunciavam para a mídia impressa?
Carr - Em termos de leitores, sim. Hearst, uma das grandes editoras de revistas nos EUA, está perto de 1 milhão de assinantes. O "Wall Street Journal" e o "New York Times" também têm sido felizes vendendo aplicativos. Em termos de nova oportunidade para mensagens publicitárias, creio que não aconteceu ainda. Não acho que já tenhamos solucionado. Mas posso dizer, pelos meus hábitos, que o tablet revolucionou a maneira como consumo conteúdo.

Fonte: Nelson de Sá, “Cobrar conteúdo on-line é reação a menos publicidade”, Folha de S. Paulo, 9/7/12.

Em tempo: reproduzi só alguns trechos da entrevista. Para ler na íntegra, via link, é preciso ter senha do jornal ou do UOL.