sexta-feira, 30 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Alagado...

A esperança não vem do mar
Nem das antenas de TV
A arte de viver da fé
Só não se sabe fé em quê.


("Alagados", de Herbert Viana e Bi Ribeiro)

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Frase

"Família é uma marca a ferro e fogo em cada um de nós."
Moises Groisman, terapeuta familiar, no programa "Marília Gabriela Entrevista", do GNT

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As cores de Brasília

Que as luzes que iluminam a capital federal possam iluminar também as mentes que lá habitam e trabalham...





* Fotos de Marcello Casal Jr/ABr

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"Não sei quantas almas tenho"

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: “Fui eu?”
Deus sabe, porque o escreveu.

(Fernando Pessoa)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Flagrante italiano 13

Já que falei do assunto logo abaixo, que tal a solução italiana para encontrar mais espaços no caótico trânsito brasileiro?


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Frase

"Se tem uma coisa que acaba com a vida do homem, garoto, é a buceta."
Eduardo, investigador de polícia, personagem do escritor Roger Franchini no livro "Richthofen - o assassinato dos pais de Suzane" (p. 105)

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O custo milionário do trânsito violento

As mortes por acidentes de trânsito deixaram um prejuízo estimado de pelo menos R$ 22,113 milhões este ano, em Limeira. O valor tem como base o custo médio por morte em acidente – de R$ 567 mil - calculado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), órgão ligado ao governo federal.

Até novembro, a cidade registrou 38 casos de homicídio culposo (sem intenção) por acidente de trânsito. Como houve mais uma morte no trânsito em dezembro, chegou-se ao valor de pouco mais de R$ 22 milhões.

Os dados de acidentes são da Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) e podem ser vistos aqui. Eles consideram apenas as mortes ocorridas no local do evento. Um levantamento paralelo feito pelo jornal “Gazeta de Limeira”, e que considera também as mortes ocorridas no hospital e nas rodovias que cortam o município, apontou 36 vidas perdidas só no primeiro semestre deste ano (leia aqui).

Considerando o levantamento do jornal, Limeira registrou nos últimos dez anos uma média anual de 53 mortes no trânsito. Isso significa um prejuízo acumulado em uma década de incríveis R$ 300,5 milhões em valores atualizados – o que representa 40% do orçamento do município para 2012.

O custo por morte em acidente estimado pelo Ipea leva em consideração despesas diretas - como as de socorro, atendimento hospitalar e danos aos veículos - e também indiretas, como a perda de produção (que representa 60% do prejuízo) por morte ou incapacidade permanente.

Em todo o Brasil, segundo reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, o custo dos acidentes este ano deve chegar a R$ 14,5 bilhões. O valor considera só as ocorrências nas estradas federais. Até agosto, foram 4.768 acidentes com mortes, 43.361 com feridos e 79.430 sem feridos (leia mais aqui - é preciso ter senha do jornal ou do UOL).

Já Limeira registrou 1.735 lesões por acidentes de trânsito este ano, até novembro (média superior a cinco por dia), conforme os dados da SSP.

O Brasil ocupa a quinta posição no ranking mundial de mortes por acidentes de trânsito, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). Em agosto, o país chegou a propor um plano nacional para redução dos acidentes. Ele deveria entrar em vigor em setembro, mas até agora praticamente nada foi feito (leia mais aqui).

Acima e além de qualquer estimativa, porém, existem famílias que choram a perda de entes queridos. Pais quer perdem seus filhos, filhos que ficam órfãos, perdas que comprometem a renda da família, o futuro e os sonhos das pessoas. É, antes de tudo, isto que deve pesar, muito mais do que qualquer custo.

Só para se ter uma ideia da gravidade da situação, o trânsito representa, disparadamente, a principal causa de morte violenta em Limeira. Morreram em acidentes este ano mais que o dobro de pessoas do que em assassinatos (que apresentaram 16 vítimas até novembro, incluindo um latrocínio, de acordo com a SSP).

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

E por falar em moralidade...

O site do jornal "Gazeta de Limeira" foi invadido por um hacker agora há pouco. Outros devem ser invadidos também, como o próprio autor da invasão menciona. O motivo pode ser entendido a seguir:


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Ronei: moralidade será o tema da eleição de 2012

O vereador Ronei Costa Martins (PT) está numa posição estratégica para ditar os rumos políticos e administrativos de Limeira. Ele é o relator da Comissão Processante (CP) aberta recentemente para investigar denúncias de possível enriquecimento ilícito dos familiares do prefeito Silvio Félix (PDT) – e que pode resultar, entre o final de fevereiro e início de março, na cassação do chefe do Executivo.

Ronei, porém, não se ilude com holofotes. Eleito em 2008 para seu primeiro mandato com 2.020 votos (embora já tivesse ocupado o cargo por algum tempo na legislatura anterior, na figura de suplente), o petista não é de “fugir da raia”. Fala com convicção e defende suas ideias - ainda que se possa discordar delas, não se pode questionar a honestidade do que ele diz, algo raro no mundo político.

Ele tem ainda outro diferencial: não se ilude pelo poder, não pretende fazer da política uma carreira, uma profissão. Consegue, como poucos e com sinceridade, colocar interesses públicos e coletivos acima dos interesses pessoais. Pretende, em 2012, buscar a reeleição para a Câmara, mas nunca fez disso uma obsessão.

É de conversa fácil e franca. Sabe qual o seu papel como homem público. Como relator da CP, por exemplo, não teve problema em afirmar hoje, no programa “A Hora Informação Verdade” (TV Jornal, seg. a sex., 17h30-19h30), que seu relatório preliminar a ser apresentado nesta terça-feira pedirá a continuidade da investigação.

Preferiu, porém, não antecipar posições no que diz respeito ao mérito do assunto a ser tratado pela comissão para não criar pré-julgamentos e não comprometer o trabalho.

Numa rápida conversa durante os bastidores do programa, Ronei mostrou-se otimista em relação ao cenário que se desenha para a eleição municipal de 2012. “O cenário mudou completamente com essa crise política”, diz. Segundo ele, quem era candidato forte (no caso, o candidato a ser apoiado pelo prefeito) deixou de ser. A oposição, naturalmente, ganhou espaço - é importante salientar, como frisa Ronei, que não foi nenhum político que detonou a atual crise e sim uma investigação do Ministério Público.

Ao mesmo tempo que uma janela se abriu para a oposição, há risco de uma possível união (rara, diga-se de passagem) ruir por vaidades. Neste caso, ao invés de somar forças, estas se dividiriam.

Veja a seguir os principais trechos do bate-papo com Ronei (em tempo: pedi autorização antes da conversa para torná-la pública por meio deste blog):

Há menos de um ano para a eleição, como você avalia o cenário político para 2012?
Ronei – Diante da crise política instalada em Limeira, abre-se um caminho para as correntes políticas que não tiveram ligação com a atual administração.

Então você acha que a eleição de 2012 passará necessariamente por essa questão da crise do governo Félix?
Ronei - Sim, sem dúvida, essa questão da ética, da moralidade.

Você mencionou a abertura para correntes de oposição. Como fica a situação do empresário Lusenrique Quintal (PSD), pré-candidato que sempre se apresentou como oposicionista ao governo Félix (PDT) e nos últimos tempos se aproximou do governo?
Ronei - O Quintal tem um alto índice de rejeição. Os candidatos mais viáveis são o Mário (Botion, empresário e vereador do PMDB), o Paulo (Hadich, delegado e vereador pelo PSB) e o Lima (Antônio Carlos, gerente executivo regional do INSS e filiado ao PT).

E em que posição fica o PT?
Ronei – A posição do partido é a de construir um arco de alianças para elaborar um projeto para a cidade. Esse arco de alianças inclui PT, PSB, PMDB e o PR se o PR deixar o governo (o partido tem ensaiado discurso de oposição, mas seu líder na cidade, o empresário Renê Soares, mantém-se como presidente do SAAE, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto, um cargo com status de secretário).

O PT abriria mão de estar numa chapa como candidato a prefeito ou vice?
Ronei – Isto vai ser discutido mais na frente. Hoje, o PT tem um pré-candidato, o Lima.

Mas você consegue vislumbrar uma união de PT, PSB e PMDB com pelo menos dois dos partidos querendo encabeçar chapa?
Ronei – Consigo. Até então, a gente ia disputar com poucas chances. Agora vamos disputar para valer. Pela nossa atuação nos últimos anos, estamos credenciados a defender essa bandeira da moralidade, mas precisamos fazer com que a população perceba isso, veja isso. Precisaremos saber nos comunicar. Este é o nosso desafio, a comunicação.

domingo, 25 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Uau!!!

Postei recentemente no meu blog sobre viagens, o Piscitas – Travel & Fun, um texto sobre o celestial Duomo de Milão. Para não “poluir” a postagem com uma imagem que não ficou bonita, deixei de fora a foto a seguir, que retrata a abertura do texto.

Como ela tem uma certa importância para aquela postagem, decidi apresentá-la a seguir.


Quem ficou curioso e quiser ler a postagem, basta acessar aqui.

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Frase

"Há os escravos da luxúria, da avidez, da ambição: todos somos escravos da esperança e do medo."
Sêneca, em “Aprendendo a viver” (L&PM Pocket, p. 42)

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Uma questão de Justiça - 2

Perder poder é sempre desagradável. Impossível agir com naturalidade nessas situações. A estridente disputa interna no Judiciário nada mais é do que o sintoma de um processo cujo desfecho será o fim da inimputabilidade na qual se refugiam muitos juízes.

Parece que foi há cem anos, mas, na década passada, o presidente do Supremo Tribunal Federal era Nelson Jobim. Obcecado por números, ele iniciou uma coleta a respeito dos orçamentos de Tribunais de Justiça do país. Inexistia estatística confiável sobre os ganhos dos juízes.

"Os TJs não diziam o valor exato dos salários. Em vários casos, eu pedi a algum juiz amigo que me desse uma cópia do seu contracheque, do qual eu rasgava a parte com o nome. Aí, calculava-se o valor da folha de pagamento daquele determinado tribunal", lembra Jobim.

Nesta semana, a corregedora do Conselho Nacional de Justiça, Eliana Calmon, revelou que 45% dos desembargadores de São Paulo não entregam suas declarações de bens e rendimentos ao TJ. Em Mato Grosso do Sul, 100% descumprem essa regra - imposta por uma lei de 1993.

Segundo Eliana Calmon, alguns juízes não entregam suas declarações por desconhecerem a exigência legal. Críticos dirão: eles fingem ignorância. É possível, embora não seja um despautério imaginar juízes desinformados, despreparados e incapazes de entender com precisão a função que desempenham.

Há uma frase comum quando alguém questiona uma sentença. O magistrado quase sempre responde: "Decidi de acordo com a minha consciência". Argumento menos republicano, impossível. Juiz deve proferir decisões de acordo com a lei. E agir no seu cotidiano da mesma forma. No fundo, a crise atual é positiva. Mostra o Judiciário prestes a perder seu poder autocrático. O processo é lento, mas inexorável. Juízes terão de se comportar como todos os outros cidadãos.

Fonte: Fernando Rodrigues, “A inexorável perda do poder”, Folha de S. Paulo, Opinião, 24/12/11, p. 2.

* Para ler "Uma questão de Justiça", o texto inicial, com minha opinião, basta clicar aqui.

sábado, 24 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

"You´ve got a friend"

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Resumo do ano

Definitivamente, não há expressão mais adequada para caracterizar 2011 para mim do que: "GAME OVER". 

Faz todo o sentido...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Reflexões sobre o tempo e a vida

"Reivindica o teu direito sobre ti mesmo e o tempo que até hoje foi levado embora, foi roubado ou fugiu, recolhe e aproveita esse tempo. Convence-te de que é assim como te escrevo: certos momentos nos são tomados, outros nos são furtados e outros ainda se perdem no vento. Mas a coisa mais lamentável é perder tempo por negligência. Se pensares bem, passamos grande parte da vida agindo mal, a maior parte sem fazer nada, ou fazendo algo diferente do que se deveria fazer.

(...) Aproveita todas as horas; serás menos dependente do amanhã se te lançares no presente. Enquanto adiamos, a vida se vai. Todas as coisas, Lucílio, nos são alheias; só o tempo é nosso."
(Sêneca, em “Aprendendo a viver”, L&PM Pocket, p. 15)

"Ah! Quando chegará o dia em que te darás conta de que o tempo não te pertence, em que serás tranquilo e sereno, despreocupado com o amanhã e satisfeito contigo mesmo! Queres saber o que faz os homens desejarem tanto o futuro? Nenhum é dono de si."
(Idem, p. 37)

"Nada é pior do que se indagar a propósito do que está por vir: 'Para onde isso vai me levar? Quanto tempo me resta e como será minha vida?' É isso que agita uma mente atemorizada.

Como fugir dessa inquietação? Há apenas uma maneira: não deixando nossa vida na pendência de um futuro incerto, mas que se concentre nela mesma. Em verdade, só se concentram no futuro aqueles que estão insatisfeitos com o presente."
(Idem, p. 116)

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Flagrante chileno 3

Vitrines de Santiago, no Chile: a loja de R$ 1,99 de lá e o salão de "beleza":




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Uma questão de Justiça

Tão logo comecei a trabalhar como jornalista, ouvi de um colega o seguinte comentário: “O Judiciário é o mais problemático dos poderes”.

A observação faz sentido. Por mais que eclodam diariamente Brasil afora escândalos de corrupção envolvendo governos e legisladores, ninguém há de negar que os poderes Executivo e Legislativo estão expostos à sangria, tal qual o corpo de Tiradentes após ser executado na Inconfidência Mineira.

Prefeituras e governos estaduais e federal são fiscalizados à exaustão por vereadores, deputados, senadores, pela comunidade (por meio de suas entidades civis) e pela imprensa. Há quase uma devassa diária nas suas contas e nas suas práticas. O mesmo acontece com as Câmaras Municipais, os parlamentos estaduais e federal. Estão na mira da imprensa e de entidades que fiscalizam os poderes em geral.

E o Judiciário, está à vista de quem?

Até a criação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), de praticamente ninguém.

O ex-presidente Lula certa vez disse ser necessário abrir a “caixa preta” do Judiciário. Foi massacrado numa reação corporativista. E ele estava certo – como as ações do CNJ agora indicam.

O Judiciário é o mais fechado dos três poderes. É praticamente inacessível. Experimente você, cidadão, falar com um juiz. Se conseguir chegar até ele já terá sido um grande passo. As práticas jurídicas, extremamente tradicionalistas, mantêm o poder Judiciário distante da população. O povo em geral não entende como a Justiça funciona nem o que os juízes e demais operadores do Direito dizem (ou escrevem). Ainda se mantêm em muitos lugares práticas como deixar o juiz numa espécie de tablado acima dos demais “mortais” durante audiências e julgamentos.

E a prestação de contas do Judiciário, alguém tem acesso a ela de forma tão fácil como no caso dos poderes Executivo e Legislativo?

Além de extremamente fechado, o Judiciário é o mais refratário dos poderes no que diz a críticas. Via de regra, não as aceita e reage a elas com o poder de que dispõe, o da caneta.

E olha que ainda não chegamos aos meandros do poder, ou seja, às práticas não republicanas que de vez em quando aparecem via imprensa.

Contribui para isso o fato de não terem os magistrados e outros operadores do Direito que se submeter ao crivo das urnas – o que, registre-se, garante uma necessária segurança institucional e jurídica à função que desempenham.

O novo embate entre a Corregedoria do CNJ e as associações de magistrados é apenas mais um capítulo de uma briga eterna. Está no âmago da questão a ideia de que o Judiciário não deve ser vigiado, fiscalizado. A de que seria um “poder superior”. Nunca vão dizer isso, mas é isso o que sentem muitos de seus membros, ainda que inconscientemente.

Chama a atenção ainda o fato de que a reação dos magistrados só tenha surgido depois que a suposta “devassa” nas declarações de renda atingiu o poder Judiciário de São Paulo. Quando a fiscalização corria pelo Piauí e outros estados, nenhuma palavra.

Obviamente, é legítimo o direito dos magistrados (por meio de suas entidades de classe) se manifestarem contrários à atuação do CNJ. O fato de não terem criticado antes não tira deles o direito de agora agir.

Entretanto, que tal reação não pega bem perante a sociedade, reforça estigmas do Judiciário e não coaduna com o atual momento da sociedade, que quer uma faxina nas instituições, isto ninguém há de negar.

O povo também espera justiça da Justiça!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Frase

"Além de morosa, ineficiente e corporativa, sabemos agora que a Justiça também pode ser ardilosa."
Rogério Gentile, em coluna na "Folha de S. Paulo" desta quinta-feira (para ler a íntegra, clique aqui - é preciso ter senha do jornal ou do UOL)

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Flagrante chileno 2

Em Santiago, café, cerveja ou...?


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Cai mais um prefeito na região

Campinas acaba de ter mais um prefeito cassado. Demétrio Vilagra (PT), ex-vice do também cassado Hélio de Oliveira Santos (PDT), perdeu o mandato envolvido no mesmo escândalo de corrupção que derrubou o titular (leia detalhes aqui).

Duas conclusões necessárias do episódio envolvendo Vilagra: 1) com pressão popular, não há chefe de Executivo que se segure; 2) que beleza assistir à defesa incisiva de Vilagra pelos ex-deputados petistas Renato Simões e Sebastião Arcanjo, o Tiãozinho, ambos secretários do agora prefeito cassado. 
PT, PT, quem te viu, que te vê...

Em tempo: 
e Silvio Félix (PDT), como vai diante destas notícias pela vizinhança?

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Assim...

Mais uma dose? É claro!
É claro que eu tô a fim
A noite nunca tem fim
Por que quê a gente é assim?

Agora fica comigo

E não, não
Não desgruda de mim
Vê se ao menos me engole
Não me mastigue assim...

Canibais de nós mesmos

Antes que a terra nos coma
Cem gramas, sem dramas
Por que quê a gente é assim?

("Por que a gente é assim?", de Cazuza, Frejat e Ezequiel Neves)

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Experiência italiana 4

As vitrines da Itália (ou das grifes na Itália), na capital da moda, Milão:








terça-feira, 20 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Félix, entre a lógica e a lei

Desde que explodiu o escândalo político envolvendo o prefeito de Limeira, Silvio Félix (PDT), inclusive com a prisão de seus familiares (esposa, filhos e cunhados), uma pergunta tem sido recorrente: afinal, o que há contra o chefe do Executivo especificamente?

Por enquanto e oficialmente, nada.

O Ministério Público tem insistido reiteradas vezes que o prefeito não está sendo investigado nem é alvo da investigação de suposto enriquecimento ilícito, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e falsidade ideológica. Essa distinção é importante porque, legalmente, os promotores locais não podem investigar o prefeito no que diz respeito a estas questões (a apuração só pode ser levada a cabo pela Procuradoria, já que os chefes do Executivo possuem foro privilegiado).

Ao mesmo tempo, Félix tem usado este fato como argumento a seu favor. Nas poucas entrevistas que concedeu, salientou que nem ele nem a prefeitura estão sendo investigados.

Dito isto, é preciso deixar claro o que eu tenho repetido às pessoas que me fazem a pergunta mencionada na abertura desta postagem: é impossível supor que a família do prefeito tenha cometido os eventuais crimes já citados sem que Félix tenha se beneficiado deles.

Nos últimos dias, a imprensa de Limeira noticiou que a diferença de valores entre os bens declarados e a renda declarada pelos familiares do prefeito chega a R$ 2 milhões (mais aqui e aqui). Também informou que a família de Félix teria recebido R$ 8 milhões de modo ilegal por meio da empresa Fênix (leia aqui).

Isso significa dizer que, se uma empresa do filho do prefeito e se bens da esposa e dos filhos do prefeito apresentam supostas ilegalidades, naturalmente Félix se beneficiou disso.

De modo que, se do ponto de vista legal não se pode falar em suspeitas envolvendo diretamente o prefeito, do ponto de vista político-administrativo não é possível separar a figura do chefe do Executivo dos negócios de seus familiares diretos.

Está nas mãos, portanto, da Comissão Processante da Câmara de Limeira fazer essa lógica e natural ligação caso considere que as evidências até aqui apresentadas (e as que eventualmente surgirem) sejam fortes o suficiente para levar à perda do mandato de prefeito.

O que não se pode tolerar é a falaciosa argumentação de que Félix nada tem a ver com esta história – ainda que, FRISE-SE, por enquanto todos apareçam apenas como investigados no caso.

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Flagrante chileno 1

Eis aí uma coisa meio comum em Santiago, capital do Chile...



Em tempo: pelo que vi, costumam funcionar 24 horas. Sim, pode-se fazer uso das "mercadorias" a qualquer hora. E olha que, pelo menos em um caso, conferi a "mercadoria" de perto, já que ela fez questão de ir à calçada - com roupa de trabalho, ou seja, de lingerie - para atender o celular.

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Viver e aprender

Quantas besteiras eu ainda vou pensar?
E quantos sonhos no tempo vão se esfarelar?
Quantas vezes eu vou me criticar
(...)
Não deixe o sol morrer
Errar é aprender
Viver é deixar viver

("Enquanto Ela Não Chegar", de Guto Goffi e Maurício Barros)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

As áreas verdes

Já escrevi no meu blog Piscitas – Travel & Fun sobre a importância dos espaços verdes – praças e parques – nas cidades mundo afora. Decidi voltar ao assunto ao constatar a falta de manutenção (ou seria descaso mesmo?) do Poder Público de Limeira em relação ao Parque Cidade, um dos poucos espaços de lazer que a população dispõe na área urbana.

Frequento o local várias vezes por semana. O que deveria ser um belo gramado ficou durante dias tomado pelo mato em muitos trechos, numa altura considerável (registre-se que na última terça-feira, dia 13, um homem – isto mesmo, um! – estava cortando o mato, mas o correto é não deixar que a situação chegue ao ponto em que se encontrava).

O mato alto num local de lazer transmite à comunidade e aos visitantes de outras cidades a ideia de descuido, de falta de apreço com a coisa pública. E isto não é bom – principalmente numa cidade que vive um tsunami político como Limeira, com o prefeito envolto em denúncias de corrupção.

Para quem considera que isto é normal, gostaria de citar o exemplo de Santiago, capital do Chile (já que no Piscitas mencionei cidades europeias). Um dos aspectos que mais me chamou a atenção em Santiago foi a quantidade de áreas verdes e o cuidado de todas elas. Parque Florestal, Cerro Santa Lucia, o canteiro central de grandes avenidas, não há espaço que não seja aproveitado e não esteja limpo, com gramado aparado e as plantas e flores regadas e devidamente podadas.




Numa das áreas, às margens do rio Mapocho, contei num pequeno trecho de menos de 200 metros quatro funcionários da municipalidade molhando o gramado e as plantas. Outra mulher dava retoques de tinta nos bancos (pintados em verde escuro). Havia muitos outros funcionários da área de manutenção de parques, mas estavam descansando por ser horário de almoço.

E, que fique claro, estamos falando de uma cidade de um país em desenvolvimento, com tantos desafios como as cidades brasileiras.

Um outro aspecto merece ser registrado sobre as áreas verdes de Santiago: tal como nas cidades europeias, os gramados servem como espaço de convivência da comunidade. Neles, pais fazem piquenique com seus filhos, casais de namorados curtem seu romantismo, jovens tocam músicas e lêem, crianças correm e se divertem. Tudo muito diferente da placa “Não pise na grama” que colocaram numa das áreas onde crianças e jovens costumam fazer atividades no Parque Cidade, em Limeira.

Tais constatações reforçam o que eu sempre desconfiei: não é a burocracia que impede a devida manutenção dos parques e jardins em Limeira; é mesmo a ineficiência e a incompetência da administração pública.

Numa cidade com quase 300 mil habitantes e cerca de cinco mil servidores municipais, é inadmissível que não se tenha uma pessoa (ao menos uma) para cuidar de cada área verde.

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Frase

"Criar expectativas é produzir frustrações."
José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, em seu "O Livro do Boni", pág. 17

domingo, 18 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Crepúsculo

Entardecer de sábado, 17/12, visto a partir do Parque Cidade, em Limeira:


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Um passo

Há sonhos que se compartilha
Há sonhos que se sonha só.
Há sofrimentos que se divide
Há sofrimentos que se sofre só.

Para ir do céu ao inferno
Basta um ínfimo instante.
Para passar da alegria à dor
Basta um mísero segundo.

Para encontrar um tesouro
É preciso um longo caminho.
Para cair numa armadilha
É preciso apenas um passo.

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Um time espetacular!

Tive a oportunidade de ver ao vivo, in loco, essa máquina de jogar futebol chamada Barcelona. Foi em 7 de janeiro de 2007, em Getafe, cidade localizada na grande Madrid. A partida, num domingo bastante frio e de muita neblina, valia pela Liga Espanhola.

Naquela época, a base do Barcelona já era a que o time tem hoje, com uma diferença fundamental: o grande nome daquela equipe era um brasileiro, Ronaldinho Gaúcho; hoje, é um argentino, um tal Lionel Messi.

Ronaldinho não participou daquele confronto contra o Getafe, um time mediano no futebol espanhol, algo como o Barueri ou o São Caetano no Brasil.


O que vi em campo foi um jogo muito disputado, com uma leve vantagem para o Getafe, que abriu o marcador. O Barcelona apresentava um futebol burocrático, de pouca inspiração. Conseguiu o empate numa cobrança de falta de Xavi, já num momento em que quase nada se via do campo em razão da neblina que baixou no gramado. Eu mesmo praticamente não vi o gol, já que estava no lado oposto.

Tivesse o Getafe um atacante de melhor qualidade e poderia ter vencido aquela partida. Ficou mesmo no 1 a 1. "Esse time do Barcelona me decepcionou, levou um baile do Getafe", observei logo após a partida, com um certo exagero, confesso.

Naquela mesma temporada, vi na Espanha alguns outros jogos do Barcelona pela TV, todos igualmente burocráticos. Lembro-me de ter comentado com um amigo que me acolheu em Getafe: "Esse time do Barcelona é mais marketing do que futebol, não é nada disso não!"

De 2007 para 2011, alguma coisa mudou. Muita coisa mudou. Ao ver a final do Mundial de Clubes da Fifa nesta manhã, só um fato me veio à mente: o time do Santos de Pelé. Sempre ouvi meu pai contar historias daquela mágica equipe. Obviamente, não os vi jogar, Pelé & cia. Sempre quis, porém, entender o que era aquela equipe. 

Ainda antes de terminar o primeiro tempo da final do Mundial de Clubes, levantei e fui ao quarto ao lado: "Pai, aquele time do Santos era parecido com este time do Barcelona?", questionei.

Meu pai comentou que a geração de Pelé tocava a bola com mais rapidez. Ainda assim, vi nos olhos do "seu Marabá" a admiração por ver um time que sabe jogar futebol, este Barcelona. E meu pai não é daqueles que cedem fácil ao elogio para o futebol atual (pelo contrário!).

Eu, com 20 minutos de jogo em Yokohama, já estava estupefato. Depois de ver o Barcelona fazer tudo o que já fez, não sei porque ainda resistia ao futebol da equipe catalã. Não sei porque não cedia à obviedade. Provavelmente por pura teimosia. Ou por imaginar que faltava o teste final contra o badalado Santos.

Pois não falta mais. Não falta mais nada. Eu me rendo! Este Barcelona é simplesmente espetacular!!! "É inacreditável como esses caras jogam bola!", comentei com meu pai.

Sim, é inacreditável, mas é real. Ou melhor, é Barcelona!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Presente de Natal

Papai Noel, vê se você tem
A felicidade pra você me dar
Eu pensei que todo mundo
Fosse filho de Papai Noel
E assim felicidade
Eu pensei que fosse uma
Brincadeira de papel
Já faz tempo que eu pedi
Mas o meu Papai Noel não vem
Com certeza já morreu
Ou então felicidade
É brinquedo que não tem

("Boas Festas", de Assis Valente)

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011 | | 1 comentários

2011 no retrovisor

Faltam 15 dias para 2011 chegar ao fim.

Na necessidade humana de estabelecer parâmetros para a vida e o cotidiano, o calendário ganhou com o passar dos tempos um sentido muito maior do que realmente possui. Ou seja, o calendário e a mudança dos anos são nada mais do que uma mera convenção. Contudo, a tradição ocidental atribui ao tal “Ano-Novo” um sentido de mudança, renovação. Tem-se a sensação (e não é nada mais do que isso, uma sensação) de que coisas ruins ficarão para trás e só coisas boas virão.

Ao menos é o que se deseja, para si e para os outros.

Pois bem. Para mim, o tal “Ano-Novo” é cada vez mais uma mera convenção do que qualquer outra coisa. Ainda assim, admito que a data propõe (quase exige) reflexões. E talvez a principal delas seja o que fizemos e o que deixamos de fazer.

Cedendo à tentação quase filosófica do calendário, farei uma retrospectiva de 2011, o ano que está chegando ao fim. Talvez como em poucas ocasiões, encerro um ciclo de 12 meses pensando que o já quase ano velho merece ser riscado do mapa da minha vida.

Pensando muito friamente, só consigo me lembrar de uma boa notícia em 2011. Uma única boa notícia (e, ainda assim, uma “meia-notícia”, um castelo de areia que a onda levou).

Portanto, de 2011 levo quase nada. A sensação é que arrastei-me pelos dias, vendo a vida passar.

Foi um ano intenso, sem dúvida, mas muito mais pelo estresse do que por qualquer outra coisa. Além de estressante, foi também angustiante.

A expectativa é que tudo isso tenha sido uma fase necessária, uma espécie de transição para algo que desconheço – e quem há de saber o que será o amanhã...?

Aliás, 2011 não só foi inútil como me fez concluir que, ao olhar no retrovisor da vida, faria quase tudo diferente do que fiz.

Contudo, o passado não se pode mudar. Que venha, então, 2012!

Feliz Ano-Novo, se é que isto significa algo...

PS: ainda faltam 15 dias para a vida mudar esta postagem sobre o ano que está chegando ao fim (risos)...

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No Chile, consciência política é coisa séria!

“Estamos en presencia de um quiebre entre la ciudadanía y el mundo político que prácticamente lo desligitima. Una reforma política profunda es imprescindible para recuperar la legitimitad de la representación.”
Roberto Méndez, presidente do Adimark GfK, em entrevista para o jornal “El Mercurio”, de Santiago (Chile), publicada em 25/11/11 na página B 7


Viajar não é só conhecer lugares. É também entender (ou tentar) uma outra cultura. Foi justamente este aspecto o que mais me chamou a atenção numa recente viagem ao Chile.

Nós, brasileiros, sempre ouvimos falar do nível educacional do povo chileno, um dos mais elevados da América Latina. Recentemente, assistimos à disputa entre estudantes e governo, que incluiu uma greve dos alunos que durou seis meses.


Tudo isso eu já sabia e de alguma forma já esperava. O que me surpreendeu mesmo foi constatar a quantidade de protestos do povo. Não há rua que se passe em que não se veja alguma forma de protesto em muros, fachadas, etc.

Grande parte dos protestos é de caráter genérico e puramente ideológico, com frases feitas como “abaixo o capitalismo”, “não ao lucro”, etc.



  
Há protestos mais diretos contra o que consideram repressão por parte do governo ou contra demissões e supostos arrochos salariais (escrevo “supostos” porque não conheço a realidade do país).


Existem, por fim, protestos que me parecem ser resquícios de uma das mais violentas ditaduras que a América Latina conheceu, comandada pelo general Augusto Pinochet. São mensagens de lembrança, heroísmo e saudade de pessoas que se foram. Mensagens assim foram vistas até nas margens do rio Mapocho, que corta a capital chilena com suas águas cor de achocolatado.



Também chamou a atenção o local onde alguns protestos apareceram. É significativo, do ponto de vista da democracia, ver uma gigantesca faixa em plena fachada de uma das mais tradicionais universidades chilenas, a Universidad de Chile (ou simplesmente "La U”, como dizem os locais).

  

Mais significativo ainda foi ver outra grande faixa pendurada no alto do Ministério da Agricultura, a dez metros do Palácio de La Moneda, sede do poder Executivo federal (ou seja, o local de trabalho do presidente). Em meio a folhetos com mensagens de protesto (pelo que entendi, partiam de uma central de trabalhadores públicos) jogados do alto do prédio, a faixa dizia: “Piñera miente”.

Em tempo: a pessoa citada é Sebastian Piñera, que vem a ser justamente o presidente da República.

  
Confesso que não consegui imaginar cenário semelhante no Brasil, algo como uma grande faixa pendurada em alguns dos ministérios da esplanada, em Brasília, dizendo “Dilma mente”. Não, não consegui vislumbrar algo assim, pacificamente como vi em Santiago.

É certo que pouco tempo depois a polícia compareceu ao local e vi inclusive um certo tumulto, mas me pareceu uma reação a um suposto fechamento do órgão público (até porque a tal faixa ficou lá no alto do prédio durante todo o dia).


Talvez a força democrática vista nas ruas de Santiago e nas demais cidades chilenas por onde passei esteja ligada ao elevado nível educacional da população. Talvez ela esteja ligada ao fato do país não abrir mão de acertar as contas com seu passado, sua história (ao contrário do Brasil...). Talvez seja uma bela lição para nós, brasileiros - que vimos recentemente a reitoria da maior universidade do país ser tomada pelos estudantes em protesto contra uma ação da Polícia Militar de repressão ao uso de maconha...

PS: registre-se que se há diferenças claras no que diz respeito à conscientização política entre brasileiros e chilenos, alguns aspectos nos unem. É o caso da desconexão entre os anseios do povo e a ação de seus representantes, como evidencia a manifestação que abre esta postagem.

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A dor que não se vê

Dor na alma
Não se corrige
Para ela não existe remédio
Seu diagnóstico é duro: sem cura
Tratamento paliativo: o tempo
E ele passa frio e lento...

Dor na alma
Não se esquece
Contra ela, não se luta
Sua saída, a distância
Método: o silêncio
E ele angustia e atormenta... 

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Assassinatos em Limeira, em SP e no Brasil

Limeira reduziu em 39% o número de assassinatos em uma década. Desempenho praticamente idêntico ao verificado na Região Metropolitana de Campinas, da qual Limeira não faz parte. Os dados constam do “Mapa da Violência 2012”, feito pelo Instituto Sangari e divulgado nesta quarta-feira.

Como resultado, a taxa de homicídios em cada grupo de 100 mil moradores também caiu. Com 9,1 casos, a cidade tem o segundo menor índice da região considerando as cidades de maior porte. A taxa abaixo de dez é considerada padrão de primeiro mundo pelos organismos internacionais.

A cidade com menor índice de assassinatos na região é Americana (7,6). Em números absolutos, o destaque é para Araras (embora a taxa deva ser considerada com prioridade em razão de levar em conta a proporção da população).


Entre os 645 municípios paulistas, Limeira ocupa a posição 218 no ranking dos assassinatos (quanto mais perto do topo, pior a situação). Em nível nacional, é a 2.115ª colocada.

A cidade se destaca também se consideradas algumas outras de porte semelhante no estado. O índice de Limeira só perde para o de São Carlos num grupo que inclui ainda Bauru, Araraquara e Ribeirão Preto.


O desempenho de Limeira vai ao encontro dos números de São Paulo. Em uma década, entre os anos de 2000 e 2010, o estado passou do 4º para o 25º lugar entre as 27 unidades da federação no ranking dos assassinatos. A cidade de São Paulo aparece na última posição entre as capitais (lembrando que quanto mais perto do topo, pior o quadro).

Já o cenário nacional não é animador. Segundo a Agência Brasil, órgão oficial de divulgação do governo federal, “em 30 anos, o Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de vítimas de homicídio. Dados do Mapa da Violência 2012 (...) apontam que o número de homicídios passou de 13,9 mil em 1980 para 49,9 mil em 2010, o que representa um aumento de 259%. Com o crescimento da população nesses 30 anos, a taxa de homicídios passou de 11,7 em cada grupo de 100 mil habitantes em 1980 para 26,2 em 2010” (leia a íntegra aqui).

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Constatação

Às vezes é preciso aceitar - e conformar-se com isso - que algumas coisas nós nunca, nunca vamos ter na vida...

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Semelhanças (?)

Santiago, Chile


São Paulo, Brasil


terça-feira, 13 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Um conselho a Félix: afaste-se do cargo

Conversei com algumas pessoas agora à noite sobre a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo de determinar a recondução ao cargo do prefeito afastado Silvio Félix (PDT). Gostaria de destacar dois aspectos que mais chamaram a atenção:

1) era possível, como de fato ocorreu, que o TJ reformasse a decisão de primeira instância que manteve Félix afastado da prefeitura. Por mais que a decisão tenha soado incompreensível para muitos, do TJ sempre costumam sair surpresas.

Apesar disso, um especialista em Direito atentou para o fato de que é quase uma aberração só o Regimento Interno da Câmara Municipal prever o afastamento do prefeito no caso de uma Comissão Processante (ou a decisão pelo afastamento ter sido tomada com base unicamente no regimento). É necessário - e com urgência - que o mecanismo também seja incluído na Lei Orgânica do Município (LOM), um instrumento legal mais forte.

Aliás, há pelo menos dez anos ouço vereadores discutirem (sem nada fazer de concreto) a necessidade de revisar o regimento e a LOM e adaptá-los um ao outro. Como o trabalho não é feito, paga-se o preço...

2) se Félix parasse um instante para pensar em sua condição, chegaria à conclusão – como propôs uma pessoa com quem conversei – que a melhor saída para ele neste momento seria retomar o cargo e pedir seu afastamento.

Assim, preservaria as instituições, garantiria mais tranquilidade e transparência para as necessárias investigações da Câmara e, tão importante quanto tudo isso, preservaria a si próprio. Porque não me parece que Félix tenha condição política (incluindo aí a sustentação política e o apoio popular) para seguir no comando do Executivo neste momento.

Félix, porém, deverá fazer o caminho oposto. Com base nesta primeira vitória judicial, se bem o conheço, vai querer “crescer” para cima de muitos.

Em tempo: é importante frisar que a decisão do TJ em nada muda as investigações feitas pelo grupo especial do Ministério Público que atua nos casos de corrupção e crime organizado. A situação política do prefeito junto à Câmara e à Comissão Processante não interfere no trabalho do MP nem o afeta.

PS: resumidamente, o desembargador Osvaldo Magalhães, da 4ª Câmara de Direito Público, relator do agravo de instrumento movido por Félix junto ao TJ, considerou que “a perda do exercício de mandato eletivo, ainda que temporária, caracteriza dano essencialmente irreparável, bem como a verossimilhança do alegado pelo agravante quanto a não ter cabimento o seu afastamento automático e provisório do cargo de Prefeito Municipal de Limeira, com base apenas em disposição do Regimento Interno da Câmara Municipal local, tem-se pela concessão de efeito ativo ao presente recurso, com a recondução do agravante ao cargo para o qual foi eleito, até decisão final do processo em curso perante a Câmara Municipal de Limeira”.

A íntegra da decisão pode ser lida aqui.

domingo, 11 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Frase

"Você se prepara, você é obrigado a se preparar pras coisas. Você é obrigado a usar de boa-fé pras coisas, mas nem sempre você alcança o resultado."
Rinaldo Martorelli, ex-goleiro e presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, em entrevista para o especial sobre os 25 anos do título paulista de 1986 da Inter de Limeira (veja aqui)

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Imagens de um fim de semana





Talvez estas imagens reflitam o meu estado de espírito, perfeitamente, em todos os aspectos.

Boa semana a todos!

sábado, 10 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Só para constar

O dia terminou sem que nenhum dos três modestos pedidos tenham sido atendidos. Aff...!!!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Três pedidos

Meus modestos pedidos: encontrar um tesouro, realizar um sonho e receber uma carta de amigo.

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Alternativa nova-iorquina

Vem de Nova York (EUA) uma dica para as médias e grandes cidades brasileiras enfrentarem um dos efeitos colaterais do excesso de veículos nas ruas: a falta de lugares para estacionar.





Que tal?

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"Viagem ao Fundo do Ego"

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011 | | 0 comentários

Frase

"A mesa é a ribalta da amizade."
Mino Carta, no prefácio da obra "Às margens do Sena", de Reali Jr. (pag. 12)

* O trecho completo é:
"A mesa é a ribalta da amizade. De qualquer uma e da nossa, de todas as autênticas e eternas. Um ditado italiano diz que à mesa ninguém envelhece. Eu me permitiria dizer que à mesa ninguém morre. Ali a gente revela tudo aquilo que transita entre o coração e a alma".

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Félix tenta escamotear a verdade

O prefeito afastado Silvio Félix (PDT) tem todo o direito de falar o que bem entender para se defender – e defender sua família - da acusação de suposto enriquecimento ilícito. Só não deve, para isso, recorrer a expedientes que já usou no passado, como o da mentira (ou melhor, do escamoteamento da verdade) para tentar ludibriar a opinião pública.

Isto não pega bem para um prefeito (ainda que afastado) nem para alguém que tenta se defender. Qualquer pessoa minimamente entendida das leis desmonta seus frágeis argumentos.

Em nota publicada nesta quinta-feira nos jornais da cidade, Félix diz que “dezenas de pessoas tem (sic) patrimônio igual ou maior, bem maior que o da minha família”. Não se trata disso, não é isso que está em questão exatamente. Em nenhum momento o Ministério Público questionou o fato de alguém ser rico, bem sucedido na vida. O que se questiona é um possível enriquecimento ILÍCITO – e isto é contra as leis.

Félix cita também que “dezenas de policiais invadiram” a casa dele. MENTIRA! Os policiais detinham mandados de prisão e mandados de busca e apreensão. Estavam, portanto, com respaldo da lei, cumprindo um dever legal.

O prefeito afastado afirma ainda que, durante a ação que resultou na prisão de seus familiares, a imprensa já estava esperando, “rede nacional de TV já sabendo duas semanas antes”... Meia verdade. Na casa dele, se houve, foi apenas uma emissora de TV. Todas as demais, inclusive a empresa onde trabalho, só souberam da operação durante o seu curso.

Ainda segundo o prefeito, “criaram todo um clima político na Câmara. Diziam que eram populares que lá estavam, mas eram grupos organizados”. Ora, ora, acho que Félix não tem andado pela cidade nos últimos dias para ouvir a opinião da população...

O mais grave, porém, é o fato do prefeito afastado dizer que, no caso da família dele, “houve prisão sem que ninguém ao menos tivesse sido ouvido”. Félix bem sabe, já que sempre posou de conhecedor de todas as coisas, que a prisão a que seus familiares foram submetidos durante cinco dias é um tipo ESPECIAL destinado justamente a não atrapalhar as investigações. Logo, ninguém tinha que ser ouvido antes. Tudo foi feito absolutamente DENTRO da lei. Tanto que o próprio Tribunal de Justiça manteve a decisão de primeira instância.

A prisão temporária serviu para que os investigados não sumissem com documentos ou importunassem eventuais testemunhas. Falar, portanto, em “prisão arbitrária” é desconhecer a lei e tentar jogar a população contra o Judiciário. Félix tem todo o direito de considerar as prisões injustas, não ilegais.

Félix reclama também de ter sido afastado do cargo sem direito de defesa. Ora, é exatamente o que prevê a lei. Afasta-se o acusado para poder INVESTIGAR. Ele não foi condenado a nada. Tanto que continua prefeito, afastado, mas ainda prefeito. Portanto, mais uma vez, é tentar escamotear a realidade falar em falta de direito de defesa.

Aliás, ele acabou de ganhar um prazo de dez dias para sua defesa prévia antes que qualquer outro ato seja feito pela Comissão Processante aberta no Legislativo.

Afastar o prefeito é uma medida preventiva para evitar qualquer tipo de coerção (em tempo: ouvi de um vereador que a pressão oriundo de aliados do prefeito afastado está mutíssimo forte sobre os membros da comissão que analisa o caso).

Por fim, Félix reclama que a votação de seu afastamento na Câmara “não durou mais que duas horas” e que foi uma “decisão totalmente política”. De fato, tratando-se de uma casa de entes políticos, não se podia esperar outra coisa que não uma decisão política. Aliás, como política foi também a decisão de praticamente sepultar a CPI da Merenda e tantas outras apurações ao longo dos últimos sete anos. Assim é o Legislativo, assim é a política.

Quanto às duas horas, trata-se de detalhe irrelevante para o caso.

Félix tem todo o direito de falar o que bem entender para se defender, mas é melhor buscar argumentos mais consistentes da próxima vez.