quarta-feira, 31 de março de 2010 | | 0 comentários

Teria o Estado "sumido" com 78 assassinatos em Limeira?

O Instituto Sangari, de São Paulo, acaba de divulgar o Mapa da Violência 2010. O estudo traz alguns dados interessantes: Limeira aparece numa posição intermediária no Estado (240ª) no ranking de assassinatos. A cidade exibe um índice de 9,1 casos para cada 100 mil habitantes – menos do que Iracemápolis (19,5) e Piracicaba (16,7), mas mais do que Santa Bárbara d´Oeste (8,4), Americana (7,7) e Cordeirópolis (6,3).

Não deixa de ser positivo o fato do estudo confirmar a queda dos assassinatos no município em cinco anos (de 2003 a 2007) – fenômeno ocorrido também no Estado. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP) já indicavam essa tendência. Aliás, para o governo estadual, a taxa de assassinatos em Limeira em 2007 era de 2,5 por 100 mil pessoas (longe, portanto, do índice do mapa).

No entanto, é impossível não “estranhar” o fato do Mapa da Violência apontar 78 assassinatos a mais em Limeira do que os dados oficiais do Estado. É sabido que a SSP contabiliza como homicídio apenas os casos em que a vítima morre no local do crime. Isso exclui, por exemplo, aquela pessoa que leva três tiros e morre no dia seguinte num hospital.

Ainda assim, a diferença de 78 ocorrências é considerável. Estaria o Estado “maquiando” seus números da criminalidade? Ou estaria o Mapa da Violência errando nas suas estatísticas?

Só para registrar: este fato não é exclusivo de Limeira, como se pode ver aqui.

Em tempo: o Mapa da Violência – de autoria do sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz - teve como fonte principal o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

Homicídios segundo a SSP
2003 .......... 39
2004 .......... 31
2005 .......... 30
2006 .......... 22
2007 ............ 7
Total ........ 129

Homicídios segundo o Mapa da Violência
2003 .......... 61
2004 .......... 43
2005 .......... 39
2006 .......... 38
2007 .......... 26
Total ........ 207




* O vídeo acima destaca o Estatuto do Desarmamento, bom motivo de reflexão para aqueles que consideram a pena de morte e o posse de armas as soluções para o co,bate à violência.

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Hã?? Balde...??!!

A seguir, reproduzo texto e vídeo da coluna "Ooops!", do UOL:

"Na última terça-feira à noite, enquanto Carlos Tramontina, 53, ancorava o 'SPTV 2ª Edição', um balde providencial, semioculto no estúdio, coletava a água por meio de uma goteira".

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Ah, o silêncio...

"Muitas vezes, o silêncio vale mais do que mil palavras."

PS: frase apropriada para esta quarta-feira.

segunda-feira, 29 de março de 2010 | | 0 comentários

O jornalismo de luto

O jornalismo brasileiro acordou de luto nesta segunda-feira.

Morreu o mestre das palavras, o pai do telejornalismo.

Morreu Armando Nogueira.




domingo, 28 de março de 2010 | | 0 comentários

Lá e cá

Dois textos publicados neste domingo (28/3) na coluna de Elio Gaspari na "Folha de S. Paulo" merecem leitura e reflexão. Ambos ilustram bem as diferenças entre EUA e Brasil - especialmente no segundo caso, escancara-se a leniência da nossa sociedade com a infração e o crime, especialmente quando estes nos trazem alguma vantagem (como garantir vitórias ao time pelo qual torcemos). Trechos a seguir:

"O companheiro Obama conseguiu expandir a proteção do seguro-saúde para 32 milhões de americanos e, dias depois, chegou a um acordo com a Rússia para reduzir o arsenal de bombas atômicas, de 2.200 para 1.550, e de mísseis, de 1.600 para 800. Com isso, o relógio do terror nuclear volta aos níveis de 1970. Há dois anos, a conversa era outra. George Bush queria encurralar os russos com um escudo antimísseis na Europa. Obama jogou fora o mimo oferecido à indústria armamentista e foi conversar.

Essas vitórias indicam que há na Casa Branca um novo tipo de liderança política, de uma nova geração, com novas origens e novos métodos de fazer política."

***

"As ligações perigosas dos jogadores Adriano e Vagner Love com a bandidagem do Rio criaram um problema para as empresas que patrocinam o Flamengo. A saber: a Batavo, da Brasil Foods (R$ 22 milhões), a Olympikus (R$ 21,3 milhões) e o banco BMG (R$ 8,5 milhões). (...) Se as suas diretorias acham que não têm nada a ver com o que os atletas fazem fora do gramado, devem dar uma olhada no que aconteceu com o golfista Tiger Woods.

Ele se meteu num escândalo com uma modelo e 14 outras senhoras. (Nada a ver com golfe, muito menos com bandidagem, nem mesmo com o que Woods faz em pé.) O campeão perdeu perto de US$ 100 milhões anuais em contratos de patrocínio. As seguintes empresas decidiram afastar sua marcas da notoriedade de Tiger: Gatorade, Gillette, TAG Heuer e AT&T."

Para ler a coluna toda, clique aqui (é preciso senha do UOL ou da "Folha").

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Uma gota no universo

"Folha - O programa Seti completa 50 anos agora sem ter conseguido detectar nenhum sinal de rádio ou luz enviado por extraterrestres. Vocês estão hoje mais otimistas ou mais pessimistas do que estavam na época das primeiras buscas?
Jill Tarter - Todo o trabalho inteligente feito pelo Seti buscando sinais ópticos ou de rádio é como se fosse examinar um copo de água tirada do mar para saber se os oceanos da Terra têm peixes. Se você não encontrar nenhum, provavelmente chegará à conclusão de que sua amostragem é muito pequena em vez de concluir que não há peixes nos oceanos."

* Entrevista da astrônoma Jill Tarter, publicada como parte de uma reportagem do caderno "Mais!" da "Folha de S. Paulo" neste domingo (28/3) sobre os 50 anos da tentativa de contato com ETs.
Para ler, clique aqui (exige-se senha do UOL ou da "Folha").

sexta-feira, 26 de março de 2010 | | 0 comentários

Ceia santa... e cada vez mais farta!

Essa é boa! Até a Santa Ceia engordou...

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Eu só queria entender...

O governo anunciou a conclusão de um trecho de 133 quilômetros da Ferrovia Norte-Sul ao custo de R$ 384 milhões – recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Isso dá algo em torno de R$ 2,8 milhões por quilômetro!

Na minha santa inocência e ignorância, achei um pouco alto o preço do quilômetro de construção de uma ferrovia (embora, registre-se, não entenda nada de engenharia).

Achei que só em Limeira os serviços e obras custassem caro para o Poder Público...

Em tempo: segundo o governo, a obra da ferrovia terá um custo total de R$ 6,5 bilhões.

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Lugar de policial é nas ruas, não nos estádios

Por mais que o futebol seja um patrimônio nacional, uma atividade de interesse público, os clubes e entidades que o gerenciam e executam são de direito privado. Como tal, obtêm lucros (no Brasil, mais prejuízos do que lucros...). Justamente por isso, nunca consegui entender porque o Poder Público é obrigado a disponibilizar dezenas (algumas vezes centenas) de policiais para vigiar um espetáculo que, ainda que de interesse público, é de direito privado.

Policiais têm seus salários custeados pelo Estado, por meio dos impostos pagos pelos cidadãos. Nem todos estes cidadãos apreciam futebol ou comparecem aos estádios. Logo, são obrigados a custear a segurança de um espetáculo de direito privado e interesse restrito.

Nunca vi um show de uma banda qualquer ou a apresentação de um circo, por exemplo, ter a segurança feita pelos policiais militares. Por que, então, no futebol eles são obrigados a estar lá?

Se vivêssemos num país onde a criminalidade ocupasse a rabeira das preocupações, ainda assim seria discutível o uso de pms para fazer a segurança dos jogos. No Brasil, onde a carência de policiais nas ruas é flagrante e revoltante, constatar que dezenas ou centenas de homens - pagos para garantir a segurança da sociedade - ficam durante horas à mercê de um grupo é incompreensível e intolerável.

E antes que pensem que falo isso porque não gosto de futebol, sempre frequentei estádios.

Quando muito, a PM deveria fazer a segurança externa, das ruas, para garantia da ordem daqueles que NÃO querem participar da bagunça que envolve os nossos estádios em dias de jogos. Daí a ficar dentro dos gramados, perto de vestiários e protegendo atletas da insanidade de vândalos-torcedores me parece demais.

Faço este desabafo depois de ver uma foto na “Folha de S. Paulo” desta sexta-feira (26/3) mostrando ao menos seis pms fortemente armados, com metralhadoras, protegendo o atacante Ronaldo de um grupo de torcedores que protestavam na saída dele do estádio de Barueri após uma derrota do Corinthians.

Ora, se o espetáculo é privado, se os clubes e entidades que o organizam são de direito privado, se o atleta não estava numa atividade que envolvia segurança pública, por que a PM tem que fazer esse trabalho? O lucro do espetáculo não fica com os organizadores?

Para mim, clubes e federações devem ser responsáveis pela segurança do espetáculo que promovem e não o Estado. Clubes devem ser responsáveis pela segurança de seus atletas, não o Estado. Contratem seguranças particulares! Lugar de policial com metralhadora é na rua, protegendo o cidadão, não o Ronaldo.

Até porque lugar de torcida é na arquibancada, não na porta de estádio para agredir atleta. No esporte, um dia você ganha, em outro você perde. E é preciso saber vencer e perder. Isso, porém, vale para torcedores, não para bandos, gangues, que vão para os estádios como quem vai para uma guerra.

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As influências de Andy Warhol em SP

Para quem é fã de pop art, como eu, matéria legal do sempre bem produzido "Metrópolis", da TV Cultura:

segunda-feira, 22 de março de 2010 | | 1 comentários

Trabalhando no ar

Para quem ainda não entende ou imagina como a tecnologia influencia o trabalho jornalístico, eis o repórter Rodrigo Boccardi, correspondente da TV Globo em Nova York, editando uma reportagem em pleno voo da Costa Oeste para a Costa Leste.

Em tempo: não só editando, mas também usando a Internet, pois nos EUA já é moda as empresas aéreas oferecerem esse serviço aos passageiros – e cobrando pouco!

* A foto foi colocada pelo repórter no Twitter.

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Um presente da Unesp

A Editora Unesp acaba de dar um verdadeiro presente à sociedade. A unidade, ligada à Universidade Estadual Paulista, lançou no último dia 11 uma coleção digital. Segundo o governo de São Paulo, “é a primeira vez que uma universidade brasileira, com base no conteúdo de suas pesquisas, cria um programa de publicações originais de livros em formato digital, com acesso gratuito”.

Por enquanto, 44 obras foram disponibilizadas ao público. São dissertações, teses e pesquisas diversas nas áreas de Ciências Humanas, Sociais e Aplicadas, Linguística, Letras e Artes. Outras obras, e de outras áreas, virão em breve. A expectativa é que 600 livros estejam disponíveis em dez anos – ao menos 58 devem ser liberados ainda este ano.

Para acessar o novo serviço, clique aqui.

PS: eu já me cadastrei (é simples) e baixei meu primeiro livro - "História e comunicação na nova ordem internacional", de Maximiliano Martin Vicente (que, aliás, foi meu professor no curso de Jornalismo na Unesp!).

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Os 100 anos de uma enchente

A “Folha de S. Paulo” trouxe recentemente (14/2) no caderno "Mais!" uma interessante entrevista com o autor de um livro igualmente interessante. O tema é a grande enchente que atingiu Paris no início do século passado. Um tema propício num momento em que a principal cidade do País – ou algumas das principais – estava debaixo d'água (de novo).

A grande enchente de Paris foi tão marcante que a capital francesa nunca mais foi a mesma. Não se tratava de uma tragédia comum, mas do alagamento daquela que era considerada símbolo de urbanização, ícone da arte e do progresso. “Era difícil acreditar que uma cidade tão famosa pudesse um dia correr tamanho perigo”, disse à "Folha" o entrevistado, Jeffrey Jackson.

E para aqueles que atribuem as tragédias unicamente à força da natureza, Jackson - historiador e autor de “Paris Under Water” - diz que a enchente se deveu a uma “combinação de condições climáticas extremas e decisões humanas relativas à engenharia”. Parece lógico, não?

O que não parece lógico é Paris ter sido inundada em 1910 e só, enquanto São Paulo é sistematicamente alagada ano após ano. E nossos governantes continuam impermeabilizando o solo, ampliando a marginal, abrindo caminho para mais carros quando está claro que o trânsito na Capital paulista está esgotado há tempos.

Do ponto de vista midiátivo, chama a atenção o fato da grande enchente parisiense ter recebido uma atenção maior em razão das “novas tecnologias” da época – a fotografia expôs a tragédia ao mundo.

E como Paris é Paris, o centenário da grande enchente não poderia ficar sem registro. Uma exposição foi especialmente montada na Galeria das Bibliotecas. A mostra – chamada “Paris Inundada – 1910” – abre até o próximo dia 28. Para quem não pode dar um pulinho até a capital da França, vale a pena visitar o site da exposição (clique aqui). Eu recomendo. Ainda que seja só para ver as imagens do dia em que o Sena invadiu as ruas parisienses.

domingo, 21 de março de 2010 | | 1 comentários

Ayrton Senna da Silva, 50 anos

Antes que eu me esqueça neste final de domingo (ou começo de segunda-feira):

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"2012: O mundo não vai acabar"

O ataque é constante, um dilúvio de cataclismos horrendos que marcam o fim do mundo: tudo isso ocorrendo no dia 21 de dezembro de 2012 (ou será no dia 23?). Pelo mundo afora, milhões de pessoas escrevem em blogs, rezam, formam grupos e portais de "informação", acreditando que essas previsões sejam diversas do "bug do milênio" (alguém se lembra?) ou de centenas de outras profecias apocalípticas que falharam e que as pessoas têm uma incrível habilidade de esquecer.

Gostaria de contra-atacar essa onda de medos apocalípticos usando, sim, a luz da ciência e da razão. Mesmo que muitas dessas previsões sejam supostamente baseadas em ciência, a verdade é que não são. Se fossem, deveríamos levá-las a sério (o Sol, é verdade, explodirá em 5 bilhões de anos).

1) Fim do calendário maia: Deixando de lado o fato de que os maias não tinham como prever o fim do mundo, vamos examinar a "evidência" que mostra a relação entre o fim do calendário deles e o fim do mundo.

Os especialistas Linda Schele e David Freidel encontraram referências a eventos ocorrendo muito após o fim do calendário. Outros afirmam que a noção judaico-cristã de apocalipse não fazia parte da cultura maia. A fonte da profecia vem de um local no México chamado Tortuguero.

Especialistas mal conseguem decifrar os fragmentos encontrados lá: "O décimo terceiro [b'ak'tun] termina (no) 4 Ajaw, o 3º do Uniiw [3 K'ank'in]. Preto...ocorrerá. (Será) a queda (?) de Bolon Yookte" K'uh ao grande (ou vermelho?)..." Desse fragmento a uma previsão do fim do mundo baseada no profundo conhecimento cósmico dos maias é um salto vergonhoso.

2) Alinhamento galáctico: Alguns afirmam que os maias sabiam do alinhamento periódico entre o Sol, a Terra e o centro da nossa galáxia. Afirmam também que esse alinhamento causará o fim do mundo. A verdade é que esse alinhamento aproximado ocorre todo mês de dezembro. E a Terra sobrevive há mais de 4 bilhões de anos! Mesmo que todos os planetas se alinhassem -o que não ocorrerá em 2012 ou nas próximas décadas-, o efeito sobre a Terra seria desprezível.

Lembre-se de que a força da gravidade cai em proporção ao quadrado da distância. Se somarmos todas as massas dos planetas, obtemos em torno de 450 massas da Terra. O Sol, sozinho, tem uma massa 332 mil vezes maior do que a da Terra! Ou seja, a perturbação causada pelos planetas ou pelo centro galáctico é irrelevante.

3) Planeta Nibiru (ou Planeta X): Supostamente, os sumérios sabiam de um planeta que vai colidir com a Terra em 2012. Acontece que esse planeta simplesmente não existe! Se existisse, teria já sido detectado por astrônomos. Se fosse colidir com a Terra em 2012, seria visível a olho nu. Um objeto dessa magnitude causaria (pequenas) perturbações em outros planetas e asteroides facilmente detectáveis.

4) Tempestade solar: O Sol tem um ciclo de atividade de 11 anos e o próximo máximo ocorre entre 2012 e 2014. Plasma lançado da sua superfície pode atingir a Terra, causando auroras em altas latitudes. Alguns distúrbios mais violentos podem danificar satélites e causar apagões. O Sol poderia nos causar problemas sérios, mas não há previsão de que isso vá ocorrer em 2012 ou nos próximos milhões de anos.

Certamente, os maias não sabiam nada sobre a fusão nuclear.

Esse frenesi todo é irracional, promulgado por alguns setores dos meios de comunicação e oportunistas. Quem escolhe acreditar nisso está fechando os olhos para 400 anos de ciência, preferindo viver escravizado por medos que pertencem à Idade Média.

Fonte: Marcelo Gleiser, "Folha de São Paulo", dom., 21.3.2010, Ciência.

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Dia Mundial da Água

Para quem ainda não viu, em homenagem ao Dia Mundial da Água, comemorado nesta segunda-feira, 22/3, aí vai o meu pequeno documentário sobre o tema:

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A mídia em questão

O jornal "Folha de S. Paulo" deste domingo (21/3) trouxe uma interessante reportagem - "Decifra-me ou te devoro" - sobre a influência da Internet no meio televisivo. Muito se falou da Internet acabar com os jornais, mas talvez seja a TV quem mais venha sofrendo o impacto das novas tecnologias - e talvez possa ser também quem mais se beneficie delas.

Sim, parece um grande paradoxo, e é!

"De olho no telespectador que nunca se sentou no sofá - e atrás daquele que de lá fugiu -, as emissoras de TV abrem caminho no terreno sem lei da internet, usam a rede como vitrine para a programação e despertam para novos concorrentes - companhias de telefonia e sites como Google e Facebook", cita o primeiro parágrafo da matéria.

Para quem não leu, basta clicar aqui e aqui (é preciso ter senha do UOL ou da "Folha"). A reportagem é assinada pela colunista Andréa Michael.

Em tempo: o "Estadão" mudou. Para melhor, muito melhor. Obra de Francisco Amaral (CASES i ASSOCIATS) e equipe. Cada vez mais o "Estadão" valoriza o que um jornal deve ter de bom, o conteúdo. Como diz o Chico (Amaral), jornal deve ser feito para quem gosta de ler.

Para quem quiser uma breve análise sobre o novo "Estadão", sugiro a leitura da postagem "De cara nova" feita pelo repórter, editor e estudante de Jornalismo, Carlos Giannoni. no blog "O que rola na mídia". Assim, evito ser repetitivo e coloco em prática os princípios da Internet e das redes sociais: a interatividade, o hipertexto, a navegação.

PS (acrescentado em 26/3): outra análise interessante sobre a reformulação do "Estadão" foi escrita por Felipe Turioni Martins. Para ler, clique aqui.

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Mais uma obra do Maluf

O deputado federal, ex-prefeito de São Paulo e ex-governador Paulo Maluf acaba de ser incluído na lista de procurados pela Interpol, a polícia internacional, com autoridade em 181 países. Acusações: conspiração fraudulenta e roubo.

Só para esclarecer: Maluf não pode ser preso no Brasil, mas também não pode pisar em nenhum dos outros 180 países porque será algemado.

E aí o sr. Maluf vem - por meio de seus advogados - dizer que sua inclusão na lista da Interpol é uma "verdadeira afronta à soberania do Brasil e do Congresso Brasileiro". Afronta é o Congresso brasileiro ter em seus quadros alguém procurado pela Interpol pelas acusações que lhe são imputadas.

E "nós" (ou pelo menos alguns de nós) ainda elegemos esse cidadão deputado federal! E aí queremos que o Congresso Nacional melhore, que aprove a lei da ficha suja (que proíbe a candidatura de quem responde a processos), que aprove a reforma política, que derrube privilégios...

E pode apostar: esse mesmo cidadão vai ser reeleito em outubro. E ganhará mais quatro anos de proteção e foro privilegiado.

Talvez isso tudo (a situação do sr. Maluf e nossa conivência) explique as manifestações da postagem anterior...

De minha parte, como não custa nada alertar, aí vai: a arma está nas nossas mãos, especificamente dos paulistas. O voto é nosso!

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A política pelos políticos

"Eu lamento que a classe política tenha chegado a uma posição tão deplorável. Eu lamento que nós não possamos fazer o mínimo necessário na questão da ética e da moral com a coisa pública."
Pedro Simon (PMDB-RS), senador, cujo mandato termina em 2015

"Desde a última campanha eleitoral, disse e repeti, por diversas vezes, que achava difícil a possibilidade de vir a participar de uma nova eleição à Câmara dos Deputados se não houvesse uma radical reforma do sistema político brasileiro."
José Eduardo Cardozo (SP), deputado federal e secretário-geral do PT

quarta-feira, 17 de março de 2010 | | 3 comentários

Os livros de NY

Matéria fantástica do novo correspondente da TV Globo em Nova York, Flávio Fachel. Acabou de chegar lá e já captou o espírito da cidade. Parabéns!



Em tempo: para quem aprecia telejornalismo ou trabalha com isso, Fachel dá preciosas dicas diariamente em seu Twitter. Eu recomendo!

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Sinal amarelo

"(A Internet) Não pode ser algo livre onde se diz e se faz o que quer. (...) Cada país tem que colocar suas regras."
De Hugo Chavez, presidente da Venezuela

E tem gente que ainda defende...

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"Fotometeorologia"

Sol...

Céu azul...

Tempo nublado...

E o temporal chegando...


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O "novo" jeito PT de ser

“Eu lido com isso com muita tranquilidade. Não vou discutir a moral do meu eleitor. Não vejo problema em ter aliança com Jader Barbalho. O deputado é uma liderança reconhecida no Pará.”

Da governadora do Pará e pré-candidata à reeleição, Ana Júlia Carepa (PT), ao ser questionada sobre o apoio que recebe do ex-presidente do Senado e atual deputado federal Jader Barbalho (PMDB-PA), protagonista de vários escândalos nacionais, tendo inclusive renunciado ao mandato de senador em 2001 para não ser cassado (leia aqui).

A declaração aparece no próprio blog da governadora, como pode-se ver clicando aqui.

Oito anos atrás, declarações como essa causariam arrepios em qualquer petista. Hoje, após o pragmatismo levado a extremo pelo lider máximo do PT e que ocupa a presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a manifestação da governadora de fato não é surpresa. Petistas acostumaram-se com a frouxidão ética introduzida pelo lulismo.

Só não posso deixar de lamentar que uma das principais heranças que o PT deixará ao País após seu primeiro governo nacional será o desprezo à ética e o vale-tudo pelo poder. Tudo mesmo. Até se aliar a Fernando Collor de Mello (PTB/AL), salvar Renan Calheiros (PMDB/AL) e José Sarney (PMDB/AP) e manifestar com orgulho o apoio de figuras como Jader Barbalho – tudo aquilo que o PT mais desprezou durante toda a sua história.

Esta sim será uma herança maldita.

* Em tempo: diante de um presidente que, ao ser questionado sobre a prática de caixa dois pelo seu partido, considerou normal pois “tudo mundo faz”, a fala de Ana Júlia realmente é de menos...

PS: para ler sobre o dia em que o PT morreu, clique
aqui.

segunda-feira, 15 de março de 2010 | | 0 comentários

Quem te viu, quem te vê...

"Em 1998, quando os sequestradores do empresário Abilio Diniz fizeram greve de fome na cadeia, Lula ligou para o presidente Fernando Henrique Cardoso e intercedeu por eles: 'Olha, Fernando, você vai levar para a tua biografia a morte desses caras'.
(Dar o mesmo telefonema para Raúl Castro, nem pensar.)"

De Elio Gaspari, em sua coluna na "Folha de S. Paulo", 14/3/2010

Conclusão: nem sempre ser uma metamorfose ambulante é uma qualidade...

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Quem nunca disse "menas"?

Conhecer o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, foi uma grata surpresa. Confesso que não imaginava um museu como aquele – talvez por carregarmos aquela imagem de museu como um depósito de coisas antigas. Lá é diferente. Um lugar que todo brasileiro deveria conhecer (para aprender, divertir-se e até se emocionar).

Pois este lugar, que já é fantástico, acaba de inaugurar uma exposição extremamente interessante. A mostra visa apontar "erros linguísticos comuns cometidos pelas pessoas, e, ao mesmo tempo, entender a causa desses erros, além de discutir a amplitude e criatividade da língua", informa o governo estadual, idealizador do local.


"Sob o título Menas, a exposição, interativa, divertida e, sobretudo, provocativa, aproximará ainda mais o museu de seu grande público, segundo o diretor do Museu da Língua Portuguesa, Antonio Carlos de Moraes Sartini. 'A intenção é mostrar os principais fatores que nos levam a fugir da norma culta do idioma e reforçar a ideia da existência e pertinência dos vários padrões de linguagem que devem, ou deveriam, ser dominados por todos, criando verdadeiros usuários poliglotas de uma só língua, no caso, a portuguesa'."

Aliás, o próprio nome da exposição é uma provocação, já que "menos" é um advérbio (portanto, não varia, como explicam os curadores).

A exposição foi inaugurada nesta segunda-feira e estará aberta ao público a partir de amanhã, seguindo até junho. O ingresso custa R$ 6 (pagamento só em dinheiro). Estudantes com carteira do ano e documento de identidade pagam meia-entrada Crianças com até 10 anos, idosos a partir de 60 e professores da rede pública não pagam ingresso.

A seguir, a reportagem que o "Jornal Nacional" exibiu hoje sobre a exposição:


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20 anos de um dia que mudou o Brasil

Hoje faz 20 anos de um dia em que os brasileiros viram suas esperanças de um novo governo virar um pesadelo. Um dia em que todos, de repente, ficaram praticamente sem dinheiro. Um dia em que a vida de todos mudou.

domingo, 14 de março de 2010 | | 0 comentários

Nova versão

Confesso que não queria fazer isso, afinal o Palmeiras não está com a corda toda (muito pelo contrário), mas ao ver isso não resisti. Haja criatividade!

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Os 20 anos de revolução virtual

Uma das maiores organizações de mídia do mundo, financiada com dinheiro público num dos modelos mais bem sucedidos em todo o globo, a inglesa BBC acaba de lançar um trabalho extraordinário sobre a revolução virtual. Trata-se de uma série de reportagens, vídeos (inclusive em 3D), blog e portal com um tsunami de informações.

A ideia principal é mostrar a evolução da rede mundial – a famosa World Wide Web, ou simplesmente www para os íntimos – e como isso impactou as nossas vidas, sob vários aspectos, nos últimos 20 anos.




São tantos produtos ligados a essa série que é quase impossível descrevê-los. As reportagens (em TV, rádio e Internet) ganharam o nome de SuperPower, ou SuperPoder.

Tem também um blog, que traz – entre outras coisas - um interessante texto sobre a figura do Homo interneticus, uma evolução do Homo sapiens, algo que nenhum cientista acreditava ser possível.

No portal, você é atraído para um teste de (web) comportamento. O objetivo é descobrir que tipo de “animal internético” você é. Oito espécies foram identificadas – eu sou um web bear, cujas características são ser solitário, adaptável e “slow-moving”. Claro que essas características devem ser entendidas como comportamento de um internauta, a figura do animal é mera alegoria.

Ao ler a descrição, é incrível como podemos visualizar nossos comportamentos do dia-a-dia na Internet. No meu caso, as três características significam, por ordem, que eu me relaciono pouco com as outras pessoas nas redes sociais (de fato, não tenho Orkut, Facebook, etc), eu consigo fazer várias coisas ao mesmo tempo (como atualizar o blog e ver –emails e vídeos) e procuro respostas exatas quando uso ferramentas de busca, isso me torna mais preciso, mas com menores chances de descobrir algo diferente, novo ou inusitado.

Segundo a BBC, “o comportamento social online é uma fascinante área de estudos para os cientistas. Eles gostariam de compreender as relações entre o tempo gasto online e o tipo de fontes de informação que os internautas escolhem”.

O trabalho mostra ainda, por meio de mapas, a evolução da Internet no mundo na última década. De acordo com a BBC, mais de 1,7 bilhão de pessoas usam a Internet no mundo. E esse número não para de crescer. A cada segundo, seis novas conexões são feitas. Veja a seguir os mapas de 1998 e 2008:





Outros mapas mostram, por meio de uma configuração moderna, os principais usos da Internet em vários campos (mídia, redes sociais, etc):

Tipos de uso


Mídia


Pesquisa


Redes sociais


Varejo


* Os mapas foram tirados da BBC.

Importante: todo o material está em inglês.

quinta-feira, 11 de março de 2010 | | 3 comentários

As calçadas de Limeira

Problemas do dia-a-dia em Limeira, aparentemente incorrigíveis (entra governo e sai governo...), nas boas imagens do Aurélio Araújo e na reportagem do Carlos Giannoni - que conta bastidores da matéria no blog "O que rola na Mídia".



* Matéria veiculada no "Jornal da Cidade", da TV Jornal de Limeira.

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Kabruska! (ou os problemas da Net)

Sexta-feira, 21h30. Tentei acessar a Internet. Sem sinal.
Sábado, idem.
Domingo, 20h. Nada.
Segunda-feira, 20h30. Nada.
O sinal só ressurgiu por volta da 1h30, já na madrugada de terça-feira. E caiu duas horas depois.

Este é o serviço dado (?) pela Net, pelo qual pago – junto com a TV a cabo e o telefone (que não uso, mas é parte obrigatória do tal combo) – R$ 174,90 por mês. Mais de R$ 2 mil por ano! E quando preciso... sem sinal.

Se esta fosse a primeira vez, vá lá, mas o problema é recorrente. Recorrente!

Se não bastasse o péssimo serviço (ou melhor, a falta do dito cujo), o atendimento do call center é lastimável, coisa para o Procon analisar.

Vejamos: liguei para a Net na segunda-feira (8/3) por volta das 13h50. Fui atendido por uma pessoa chamada Cíntia. Após citar meu problema, ela questionou se eu havia contatado o atendimento eletrônico nos dias anteriores. Respondi que não e completei dizendo que minha ligação tinha o único (único!) objetivo de pedir desconto pela falta do serviço durante três dias e não para solicitar que tomassem providências em relação ao problema – pois isso quem vai fazer sou eu, em junho, quando acabar o prazo pelo qual pago multa por cancelamento do contrato.

Com uma simpatia peculiar, a tal Cíntia reiterou que eu devia entrar em contato com o atendimento durante a ocorrência. Quando fui explicar que o problema era recorrente, que estava cansado e que queria apenas verificar a possibilidade do abatimento, não é que a exemplar funcionária desligou. Isto mesmo: a atendente da Net me deixou falando sozinho.

Claro que, para uma empresa do tamanho da Net, os R$ 2.098,00 por ano que eu entrego a eles não farão diferença. Para mim, porém, será um prazer deixar de dar parte do meu suado dinheiro para uma empresa que:

1) oferece um serviço (?) de péssima qualidade e
2) desrespeita o cliente.

Só para constar: além da tal Cíntia, fiz uma outra ligação à noite para a Net. Uma outra atendente, mais atenciosa (pelo menos não desligou o telefone na minha cara), apresentou como única solução uma visita técnica. Recusei. Afinal, outras quatro já foram feitas nos últimos meses...

Em tempo: enquanto escrevo este texto, o sinal da Net já caiu... São 3h40 – portanto, não foram nem três horas de acesso à Internet.

PS: numa ocasião anterior, em que tive o mesmo problema, a Net teve a ousadia de me informar, via call center, que eu tinha ficado sem sinal durante 19 dias no mês. Dezenove dias! Eles sabiam disso e ainda assim me cobraram o valor integral do serviço – R$ 49,90 (só a Internet, sem contar os demais itens do combo). Foi preciso que eu solicitasse o abatimento proporcional para ter um desconto. E qual não foi minha surpresa ao receber a conta: o desconto foi de R$ 1. UM REAL! Se 19 dias valem R$ 1, logo não deveria pagar R$ 49,90 por mês...

Mas esta é a Net.

* O serviço só foi restabelecido nesta quinta-feira, 11/3, por volta das 20h30.

segunda-feira, 8 de março de 2010 | | 0 comentários

Falou e disse!

"Há quem chegue às maiores alturas só para fazer as maiores baixezas."
Carlos Ayres Britto, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), ao votar o pedido de habeas-corpus em favor do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido)

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A imprensa e os "poderosos"

“Perguntar é ofício do repórter. Responder, repassando informação que é pública, é dever da autoridade.”
Trecho de nota do Sindicato dos Jornalistas do Amazonas.

Pipocam em vários cantos do país exemplares de “poderosos” de plantão que não resistem a uma simples pergunta. Uma pergunta administrativa (imagine se fosse referente a algum escândalo...).

Para combater essa situação, nada melhor do que a informação. É pensando nisso que reproduzo a seguir o caso envolvendo o prefeito de Manaus, Amazonino Mendes, e a repórter Vanessa Brito, do “Diário do Amazonas”. O caso foi relatado no blog do Knight Center for Journalism in the Americas (para ler todo o caso, clique
aqui).



Em tempo: como aparecia antes nos créditos das novelas da TV Globo, qualquer semelhança com outros locais terá sido mera coincidência...

segunda-feira, 1 de março de 2010 | | 3 comentários

Mais uma para a coleção

Experimentei uma nova com meu primo Maurício. Aprovada! Recomendo a Paulistânia.

Ah, claro, no Maverick.

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Quem é o responsável?

Saiu no Jornal Oficial do Município do último dia 18 de fevereiro, página 22: o prefeito Silvio Félix (PDT) assinou portaria designando uma comissão de sindicância para apurar o contrato firmado entre o município e a Construtora OAS visando a execução das obras do novo aeroporto de Limeira, nas margens da Via Limeira/Mogi-Mirim – entre elas, implantação da pista de pouso e decolagem, pista de táxi, pátio de aeronaves e terminal de passageiros.

Motivo da sindicância: o contrato foi julgado irregular pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Objetivo da sindicância: aferir qual o responsável – ou responsáveis – e apontar qual medida deve ser tomada pela administração municipal.

Santa inocência a minha. Achei que o chefe do Executivo respondesse por todos os atos da administração – inclusive pelos contratos firmados durante seu governo. Logo, o responsável pelo contrato julgado irregular seria o próprio.

Aliás, para o TCE, o responsável é o prefeito. No julgamento do caso, em que considerou irregulares a licitação, o contrato e o termo aditivo firmado posteriormente, o tribunal aplicou ao chefe do Executivo, “responsável pelos atos condenados”, uma multa no valor de 500 Ufesps (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo).

Em tempo: recurso movido pela prefeitura foi negado pelo TCE (detalhes dos despachos podem ser obtidos
aqui).

Ainda no Jornal Oficial, porém do dia 19 de fevereiro, página 8, outra portaria assinada por Félix criou outra comissão de sindicância. Objetivo: apurar eventuais responsabilidades nas irregularidades apontadas pelo TCE no caso da prorrogação dos contratos de concessão dos serviços de ônibus com as viações Limeirense e Rápido Sudeste sem o devido processo licitatório.


As prorrogações envolvem governos anteriores - Jurandyr Paixão (Limeirense em 30/4/96), Pedro Kühl (Rápido Sudeste em 3/12/98) e José Carlos Pejon (ambas as viações em 30/04/04) - e foram alvo, inclusive, de processo judicial.

Ora, pensei que, tal como no caso da obra do aeroporto, os responsáveis fossem os chefes do Executivo que assinaram as prorrogações julgadas irregulares...

Em tempo: detalhes deste caso podem ser obtidas
aqui.

Importante: as sindicâncias foram cobradas pelo TCE, que questionou a prefeitura recentemente sobre quais providências o município havia tomado em face dos julgamentos.

No caso dos ônibus, a sindicância ocorre nove anos após a entrada do processo no Tribunal de Contas (2001), o que indica a morosidade dos processos de fiscalização e punição de agentes públicos no Brasil a tal ponto dos assuntos caírem no esquecimento e no consequente desinteresse da comunidade e da imprensa.