segunda-feira, 31 de agosto de 2009 | | 0 comentários

Tempos modernos, ócio e criatividade

Durante muito tempo, dediquei-me integralmente ao trabalho. Fazia isso porque gostava do que fazia e porque sempre achei que não existe conquista sem esforço, luta, sacrifício. Com o passar do tempo, naturalmente o estresse foi se aproximando. Aquilo que era prazeroso começou a se tornar um tanto penoso e passei a perceber que a dedicação integral ao trabalho me impedia de fazer outras coisas tão importantes quanto a profissão – ter momentos de lazer, fazer cursos, estudar, etc.

Já tinha ouvido falar da obra do sociólogo italiano Domenico de Masi, “Ócio Criativo”. Ainda não a li, mas sempre tive curiosidade de saber mais profundamente sobre essa tese. Com o estresse crescente em razão da dedicação um tanto desmedida ao trabalho, a ideia do ócio criativo foi ganhando força (em tempo: poucos percebem como o lazer pode contribuir para o trabalho).

Durante a Semana de Comunicação promovida pelo Isca Faculdades no ano passado, uma das palestras abordou a questão da criatividade na propaganda. O palestrante atua numa grande agência de publicidade, na qual coordena um departamento cuja função é ficar analisando as tendências mundiais, pensar novas ideias, etc. Não é à toa que o departamento tem o sugestivo nome de “Oxygen”. Sem dúvida, uma grande sacada.

Essa sacada – o ócio criativo - ganhou força diante da entrevista dada pelo publicitário Nizan Guanaes ao jornal “Folha de S. Paulo”, publicada no domingo (30/8/09). Nela, Nizan anuncia sua ida para Nova York (EUA) em busca de uma “internacionalização do pensamento, ter uma visão das coisas que estão acontecendo”.

“Um consultor com quem trabalho, o John Kao, desenhou meu papel como sendo de ´blank sheet´. É preciso ter um desocupado nas empresas. Se todos estão ocupados com o presente, quem está de olho no momento seguinte, no futuro? É claro que, quando um grande cliente precisa, eu intervenho. Não estou em outro planeta. Vou ficar 15 dias lá (nos EUA) e 15 dias aqui (em SP). Vou levar minha cabeça para passear porque senão só vou dar soluções que já se conhece”, citou Nizan.

Eureka!

Também sigo à procura do meu ócio criativo – ou de uma forma de tornar isso criativo e produtivo. Ainda não descobri o caminho das pedras, mas sigo tentando e sei que chegarei lá!

* Para quem quiser ler a entrevista na íntegra de Nizan, clique aqui (é preciso senha do UOL ou de assinante da “Folha”)

* Para quem quiser saber mais sobre a tese de Domenico de Masi, leia a entrevista concedida por ele disponível no site do consultor Mário Persona. Basta clicar aqui.


PS: ilustram essa postagem, sugestivamente, a imagem clássica de Charles Chaplin no filme “Tempos Modernos” (que eu recomendo) e outra do pintor brasileiro Di Cavalcanti (crédito: www.dicavalcanti.com.br)

domingo, 30 de agosto de 2009 | | 1 comentários

Cinco estrelas (hehehe)

Com quase 250 exibições, meu documentário "Planeta Água" recebeu uma avaliação cinco estrelas (hehehe) e um comentário elogioso. Se você ainda não viu, ele segue abaixo (no YouTube, basta clicar aqui). Modéstia às favas, ficou bem legal.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009 | | 1 comentários

Tancinha ruma para candidatura em 2010

Ainda estamos em 2009, mas para o mundo político 2010 já começou!

Semana passada, recebi em casa um jornal (tipo folheto informativo) com realizações do governo do Estado específicas para Limeira. Confesso que nunca tinha recebido algo semelhante. É propaganda pura, direcionada. Imagino que o mesmo tenha sido feito para outras cidades paulistas. É José Serra colocando a "tropa" na rua.

Outro dia, vi a articulação de uma candidatura importante na política nacional ser delineada na minha frente. E ela passava pelo Edifício Prada, a sede do Executivo de Limeira.

Ontem, no programa "Fatos & Notícias" (que apresento diariamente às 11h30 com os colegas Ana Paula Sequinato e Luiz Biajoni na TV Jornal), perguntei para a primeira-dama de Limeira e presidente do Fundo Social do município, Constância Félix, se ela é pré-candidata a deputada, como se cogita no meio político.

Surpresa com a pergunta, Tancinha - como é chamada - hesitou por alguns segundos e disse: "Eu diria que não”. Questionei que a inclusão da expressão “eu diria que” tirou o peso da convicção que o simples “não” conferiria à resposta. Eis que Tancinha desandou a falar para tentar explicar. E, nessa tentativa, mudou o discurso. Admitiu claramente a possibilidade da candidatura. “Se precisar, serei”.

Em seguida, indagada sobre a difícil rotina de um político, ela iniciou a resposta com as seguintes palavras: “Não vai ser diferente do que é hoje”. Repare no “não vai ser”, uma expressão que indica um futuro certo – ou seja, de alguém que não só deve ser candidata, mas que já imagina como será a vida se eleita.

Ou seja: pela costura política de hoje (28/6), Tancinha será candidata. Disse isso a ela no programa e a primeira-dama apenas sorriu.

Quando o “Fatos” (como o chamamos carinhosamente nos bastidores) acabou, a entrevistada – surpresa com o inusitado da situação - falou, rindo, que da próxima vez faria como age em outra emissora de TV da cidade: anunciaria antes que não falaria de outro assunto (a entrevista era sobre uma ação social). Eu simplesmente respondi: “Não tem problema. Na hora do programa eu direi: ‘Tancinha, sei que você não quer falar disso, mas você será candidata?’”. Simples assim.

PS: Confesso que a pergunta para a primeira-dama fora premeditada. Havia combinado com a Ana Paula, que é a âncora do “Fatos”, que faria tal questionamento. Afinal, estamos em 2009, mas para o mundo político 2010 já começou!

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Falou e disse!

Não sou um fã do goleiro Rogério Ceni, embora reconheça sua competência profissional. Confesso que o considero um tanto convencido. No entanto, não posso deixar de admitir que desta vez ele acertou em cheio ao comentar um recente episódio ocorrido na Portuguesa de Desportos:

"Achei lamentável e um absurdo o que aconteceu na Portuguesa. Não entendo por que as pessoas não vão ao Senado reclamar da mesma maneira. Se tivéssemos a mesma bravura para combater os políticos corruptos, talvez o nosso país fosse melhor. Existe uma inversão de valores na sociedade. A população não se revolta contra quem mexe no dinheiro, no bolso dela, mas sim contra um time que não ganhou em casa. Que crime o cara fez?".

Boa Rogério!

terça-feira, 25 de agosto de 2009 | | 0 comentários

Ter ou não ter, eis a questão...

Quando o Supremo Tribunal Federal (STF) derrubou a obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, o mundo parece ter vindo abaixo para uma parcela das pessoas que atuam na área. Já outras saudaram a decisão como uma alforria. Tenho para mim que nenhuma discussão deve ser movida por paixões – é, portanto, com a razão que pretendo analisar a questão.

Partirei do ponto que me parece menos complexo: afirmar que não existem técnicas para a atuação jornalística é desconhecer a profissão. Portanto, já de início elimino o argumento de que o exercício da atividade jornalística não exigiria especialização. Neste ponto, é preciso separar o que é escrever bem do que é escrever uma reportagem. Como diz o dito popular, “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”.

Isto posto, o que se coloca é: para fazer uso das tais técnicas jornalísticas, é preciso um diploma? Esta é a questão.

Antes de ingressar neste debate, porém, registro minha incompreensão em relação a um outro argumento usado pelos ministros do Supremo para defender o fim da exigência do diploma. Segundo eles, tal exigência feriria a Constituição no que diz respeito ao direito à livre expressão. Ora, em nenhum momento a atividade jornalística impede que qualquer cidadão – repito, qualquer cidadão – manifeste a sua opinião livremente. Todos são livres para fazer manifestos, protestos, escrever para blogs, jornais e revistas e até montar uma publicação na qual possam expressar sua opinião (aliás, a Internet está cada vez mais recheada disso). Isto nada tem a ver com o exercício do jornalismo, a prática da reportagem, etc.

Liberdade de expressão é um princípio constitucional; acesso à informação é um direito do homem. A atividade jornalística em nada restringe esses conceitos. Por mais claro que isso me pareça, não posso imaginar que os ministros do Supremo – a mais alta corte do País – tenham feito tal confusão (em tempo: sempre que participei como testemunha de audiências judiciais envolvendo questões da imprensa, os juízes sempre tiveram dificuldade para entender como se dá no cotidiano a atividade jornalística; um juiz certa vez chegou a me perguntar o que eu fazia como editor, afinal, já que não tinha revisado uma determinada reportagem nem era responsável pela colocação do título).

Resta, portanto, discutir o cerne da questão: é preciso o diploma? Defendo desde sempre a regulamentação de toda atividade profissional. Convivi – e convivo – com colegas de outras áreas, como a publicidade, e sei quanto os aventureiros prejudicam o mercado como um todo, seja no que diz respeito à remuneração, seja no que diz respeito à qualidade do serviço. Não sou, pois, favorável somente à regulamentação da atividade jornalística, como também da publicitária, da gastronômica, etc.

Isto coloca uma outra questão: tal regulamentação se dá somente com a graduação numa faculdade de jornalismo? Sinceramente, creio que não. Pessoalmente, acredito que os profissionais de comunicação deveriam ser graduados em áreas afins, como economia e ciências sociais, e fazer um tipo de especialização posterior em jornalismo. Quem sabe até uma espécie de residência, como na medicina. Este é o formato vigente em muitos países.

Não quero parecer tucano, ficando em cima do muro, mas não posso deixar de registrar que tenho observado com certo apreço várias manifestações - a favor do diploma e contrárias a ele - desde que o STF manifestou sua decisão. Talvez resida justamente nessa discussão que se abriu o aspecto mais saudável desta história. E até que um novo capítulo seja escrito, podemos todos nos considerar de algum modo colegas de profissão...

PS: nesta discussão, recorrer a extremos – como o não formado que é excelente jornalista ou o formado que é uma porcaria – não vale. Estes são exceções, não regra.

* Texto publicado originalmente na revista “Vida Universitária”

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Moda e política

O FIT (Fashion Instituto de Tecnologia) Museum, em Nova York, expõe até o dia 7 de novembro uma interessante mostra: Fashion & Politics. Trata-se, segundo o site da instituição, de uma “exploração cronológica de mais de 200 anos de política expressa pela moda”. Importante: o termo “política”, no caso, tem um sentido mais amplo do que apenas as ligações partidárias e governamentais, envolvendo também mudanças culturais, códigos sexuais e o progresso social.

Conforme o FIT, “ao longo da história a moda tem sido um meio para a transmissão de ideologias políticas e relacionadas com os valores sociais”. Sendo assim, a moda retratou temas como o nacionalismo, o feminismo e a identidade étnica, bem como eventos significativos e movimentos culturais. A exposição traz mais de cem fantasias, tecidos e acessórios – como a fantasia de uma mulher, por volta de 1889, impressa com o desenho de bandeira norte-americana, mostra do nacionalismo.

O museu fica na esquina da 7ª Avenida com a Rua 27. Para acessar o site do FIT, clique
aqui.

Foto: site do FIT

domingo, 23 de agosto de 2009 | | 0 comentários

Nova Babilônia

Que outra cidade que não Nova York poderia dar vida a um antigo trilho de trem? Pois a Big Apple está ganhando (o primeiro trecho já foi aberto) um enorme jardim suspenso. Trata-se do High Line, um parque que se estende por 1,45 milha (cerca de dois quilômetros) numa estrutura elevada de aço construída em 1930 para receber trilhos de trem – a última composição a passar pelo local foi em 1980.

O High Line vai do Meatpacking District até West Chelsea e pode ser acessado pela 10ª Avenida. A construção do parque começou em abril de 2006. A Seção 1 (Gansevoort Street até a 20th Street) abriu recentemente; a Seção 2 (20th Street a 30th Street) deve abrir em 2010.

Conforme o site oficial da atração, o High Line é um monumento à história da indústria de West Side em Nova York. Ele é a oportunidade de criar um novo e inovador espaço público, suspenso sob as ruas, com uma visão do Rio Hudson e da cidade. Sua criação é um modelo global de reuso da infraestrutura de transporte, oferecendo oportunidades ambientais, opções alternativas de transporte, além de benefícios sociais e econômicos para mudar o ambiente urbano pós-industrial.


quinta-feira, 20 de agosto de 2009 | | 0 comentários

Cores paulistanas

Eis uma iniciativa muito interessante e bonita, que ajudou a dar uma nova cor - literalmente - a uma área de São Paulo. Para quem conhece o Caminito e o bairro de La Boca, em Buenos Aires, ficou bem parecido.

Quem sabe Limeira não entra nessa???

quarta-feira, 19 de agosto de 2009 | | 1 comentários

PT * 10/2/80 + 19/8/09

É com pesar que comunico o falecimento em 19 de agosto do corrente do Partido dos Trabalhadores. A causa da morte foi insuficiência ética. A todos que um dia acreditaram no PT, os petistas agradecem.

Não sei se é mais repugnante ver a postura de José Sarney e sua tropa de choque (porque, afinal, deles não se pode esperar nada diferente do que têm apresentado) ou do PT, que endossou o arquivamento das denúncias contra o presidente do Senado em nome UNICAMENTE de um projeto de poder – um projeto, diga-se, não de país, mas de poder pelo poder (para o qual o apoio do PMDB de Sarney é tido como essencial).

Para quem ainda nutria uma gota de esperança de que o PT do “mensalão”, do falso dossiê, da quebra do sigilo do caseiro tinha ficado para trás, eis que ele ressurge, mais uma vez sujo de lama – corroborando a tese de que quem comanda de fato o serviço é o comandante (afinal, foi do Planalto que o “salve geral” partiu). E sequer é preciso apontar a vergonha do salvamento de Sarney; o constrangimento petista ao votar pelo arquivamento das denúncias se encarrega de deixar a vergonha à mostra.

E que não se diga que tudo isso faz parte do jogo político, pois é justamente esse mesmo jogo – sujo - que o PT sempre criticou. Era em razão disso, em nome de uma suposta ética, que o PT angariava apoio. A bandeira da moralidade sempre foi a maior do partido. Se havia uma sigla que podia fazer diferente, era o PT.

Hoje, tudo isso é passado. O PT se rendeu aos 300 picaretas que um dia Luiz Inácio criticou... Ao se render a eles, tornou-se tão vil quanto os próprios, tão comum como os próprios, tão sujo e fisiologista como os próprios. Que diferença, afinal, restou entre PT, PMDB, PSDB, DEM, PTB, PP e etc?

Eis uma realidade triste de admitir para quem um dia sonhou com algo diferente. O 19 de agosto marcou o fim de um sonho, o sepultamento de um ideal (lamento, bons samaritanos que resistem no PT, mas já não dá mais para tratá-los de outra forma...). Assim, jaz o PT. Sim, lamento informar: o PT já era.

Se um dia petistas bradaram que a esperança vencera o medo, saibam que hoje a (triste) realidade derrotou a esperança.

PS: Marina Silva (agora oficialmente ex-petista), senador Flávio Arns (querendo se tornar ex-petista) e Aloizio Mercadante (que deveria se tornar ex-petista): lutem o bom combate.

Em tempo: Mercadante se recusou a ler a carta do PT de apoio a Sarney e Arns manifestou na TV que deve ir à Justiça para questionar se a atitude petista no caso não se configura afronta aos princípios ideológicos do partido (princípios???), o que permitiria que ele trocasse de sigla sem que tivesse seu mandato cassado por infidelidade partidária.

* Só para lembrar: em 2010 tem eleição e todos os mesmos pedirão nossos votos. O meu não terão.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009 | | 0 comentários

Espaços públicos

Em menos de 24 horas, neste final de semana, vivenciei três exemplos de como a ocupação de espaços públicos pela sociedade ajuda a dar uma nova vida a essas áreas. Na sexta-feira à noite, a 13ª edição da festa Vem Pro Largo lotou – como de costume – o Largo Boa Morte, no Centro de Limeira.

No sábado à tarde, um antigo campo de futebol (e que hoje nada mais é do que um amplo espaço gramado e com areia) no Jardim Nova Itália recebeu dezenas de pessoas (notadamente pais e filhos) que se divertiam soltando pipa e fazendo brincadeiras.

Já no sábado à noite, a praça da Avenida Maria Buzolin, no Jardim Piratininga, estava lotada de pessoas, seja para comer lanche nos trailers do local, seja simplesmente para passear. Eram pais, mães, crianças, casais de namorados e amigos. Uma praça que em outros tempos estaria abandonada, podendo ser ocupada por desocupados (como tantas outras na cidade) ganhou uma nova vida com a ocupação pela comunidade.

video

Eis bons exemplos de como basta a sociedade ocupar os espaços para afastar os meliantes. E de como basta um pouco de estímulo para que esses espaços – públicos - sirvam para sua finalidade: lazer e entretenimento.

Em tempo: só não entendi porque a fonte da praça da Avenida Maria Buzolin, recém-reformada, estava desativada à noite após funcionar durante a tarde. A fonte ficou muito bonita com sua nova iluminação.

PS: a vida é feita de escolhas. E como é bom quando temos a sensação de ter feito a escolha correta. Na sexta-feira à noite, tinha um convite para ir a uma festa um tanto “glamourosa”, digamos assim, num clube social da cidade. A festa exigia terno e gravata e uma boa dose de paciência para a solenidade. No entanto, optei por uma festa em espaço aberto, um dos mais belos espaços da cidade (o Largo Boa Morte), junto da comunidade. Foi, sem dúvida, uma ótima escolha!!!

* Para ler sobre a ocupação de espaços públicos em grandes cidades, num texto feito para o meu blog de viagens, o Piscitas, clique aqui.

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A palavra certa

Até que enfim acusaram aqueles que abusam da fé alheia do que devem ser acusados: estelionato!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009 | | 0 comentários

O blog da Jacintha Editores

Os jornalistas Heitor Amílcar e Milena de Castro acabaram de lançar um blog da Jacintha Editores, que ambos comandam. Trata-se de um espaço voltado a divulgar e debater idéias e notícias do mundo jornalístico e literário, da comunicação e educação de modo mais abrangente.

No novo blog, há uma discussão interessante (entre tantas outras) a respeito dos e-books. Será que eles vão “pegar”? Eu já sou parte dessa discussão e sugiro que você também acesse o blog para deixar suas impressões. Para quem tiver interesse, basta clicar
aqui.

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O e-mail do governo Obama

Poucos políticos – e poucos governos – assimilaram tão bem o poder da web para a disseminação de ideias e propaganda como o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. Sua campanha para conquistar a indicação do Partido Democrata à disputa pela presidência já contou com uma excelente estrutura de mídia virtual, que incluiu ações virais tão conhecidas do mundo publicitário. Em pouco tempo, Obama e seu slogan “Yes, we can” viraram uma “febre” na Internet.

Na Casa Branca, o agora presidente Obama não faz diferente. Além de inaugurar um
blog que ajuda a aproximar o político do cidadão, a equipe de Obama está apostando fortemente na possibilidade que as ferramentas da web 2.0 proporcionam no sentido de se comunicar diretamente com o cidadão, sem intermediários – leia-se, sem a mídia tradicional.

Fiquei surpreso ao receber um e-mail hoje assinado por David Axelrod, que vem a ser o conselheiro sênior do presidente e um dos seus homens de confiança. Antes que pensem que se trata de vírus ou coisa do tipo, devo ter recebido este e-mail tamanha a quantidade de vezes em que acesso o
site da Casa Branca.

Na mensagem eletrônica, Axelrod fala da importância da reforma no sistema de saúde (“health insurance reform”) que Obama está propondo e rebate as críticas que o projeto vem recebendo – ele menciona “velhas táticas que estão de volta”. O conselheiro cita também oito “mitos” que envolvem a proposta de reforma e, obviamente, defende a necessidade de sua aprovação.

Acho que não há forma mais eficaz de falar diretamente com o cidadão do que essa. O único defeito dessa ação é que ela atinge apenas as pessoas que em algum momento acessaram o site da Casa Branca e, em algum momento, digitaram lá seus endereços de e-mail. Ou seja: em grande parte são os “amigos” do presidente. Ainda assim, isso ajudará a criar um “exército” de defensores da reforma sem depender de uma mobilização por parte da imprensa.

E não tenho dúvida de que o governo Obama alia essa estratégia a outras para conquistar a confiança do cidadão norte-americano.

No Brasil, Lula tem uma extrema facilidade de falar com as massas, mas ainda privilegia o uso de ferramentas tradicionais. Contudo, o presidente brasileiro já começa a enxergar as possibilidades apresentadas pelo mundo virtual. Afinal, logo vem aí o blog do presidente...

PS: para quem tiver curiosidade, o conteúdo do e-mail assinado por Axelrod foi disponibilizado também no blog da Casa Branca. Para ler, clique
aqui.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009 | | 1 comentários

Arte, fotos e espaço público

Adoro fotos. Adoro espaços públicos. Adoro arte contemporânea. A seguir, algumas imagens que captei no Parque da Cidade, em Limeira.




domingo, 9 de agosto de 2009 | | 1 comentários

Mais frases

"Tem um pedacinho do mundo que tem que ser só seu."
Marília Pêra, em entrevista a Marília Gabriela no GNT

"Quando os homens são honestos, as leis são desnecessárias; quando os homens são corruptos, as leis são inúteis."
Tirado de um comercial de uma série de TV.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009 | | 0 comentários

Uma gota de lucidez no oceano do futebol

Acabei de ver uma entrevista fenomenal do presidente do Palmeiras, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, ao UOL. Ela mostra como a presença de pessoas éticas, comprometidas com o esporte e inteligentes ajudam a oxigenar esse meio tão sujo. Infelizmente, Belluzzo revela um desencanto com a direção do futebol - o que reforça aquele ditado de que enquanto os bons não ocuparem os espaços, os maus seguirão dominando.

Independentemente de ser palmeirense ou não, acho que a entrevista vale a pena para todos os que apreciam o esporte em geral e o futebol em particular.

Para acessá-la, clique aqui.

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Dois beijos

O beijo: Di Cavalcanti (acima) e Rodin.

Crédito: www.dicavalcanti.com.br e álbum pessoal.

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Frase do dia

"A vida é uma doença sexualmente transmissível e com um índice de mortalidade de 100%."
Pe. Léo Pessini, especialista em biotanatologia

PS: faz todo o sentido...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009 | | 0 comentários

Herança maldita

Para aqueles que acham que "no tempo do Jurandyr é que era bom", a Justiça acaba de penhorar a conta corrente da Empresa de Desenvolvimento de Limeira (Emdel) em razão de uma ação judicial movida em 1993 pela S.A. Paulista e que já transitou em julgado (ou seja, não há mais chances de recursos).

Segundo a prefeitura, a empresa pede R$ 36 milhões de indenização por um serviço que foi feito no governo Jurandyr Paixão e que não foi pago na época.

Aliás, esse e outros serviços não foram pagos na época (como o projeto de um distrito industrial e a desapropriação do horto), mas a conta não foi esquecida. Vai sobrar - ou já sobrou - para o bolso do povo, mais cedo ou mais tarde.

E para aqueles que acham que "Maluf faz...", o Ministério Público de São Paulo acaba de entrar com uma ação na Justiça pedindo a devolução de mais de R$ 300 milhões à prefeitura da capital sob acusação de que o dinheiro foi desviado durante a gestão do ex-prefeito Paulo Maluf.

Quer saber mais, clique aqui.

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Definitivamente não!

Há algum tempo queria escrever isso, mas fui adiando até que uma nova abordagem – a da terceira pessoa – me fez agir. Desde que deixei meu antigo emprego, no qual era editor-chefe, algumas pessoas me abordam com perguntas do tipo: “você não está arrependido?”. Em seguida, emendam comentários do tipo: “antes você era editor-chefe, tinha uma posição, agora não mais”.

Toda as vezes, respondo da mesma forma: “Não!!!”. Sobre os comentários, dou risada e pergunto: “de que valem os títulos?”.

É isso: de que valem os títulos? De que valem se não estiverem acompanhados de felicidade? De que vale o dinheiro se não estiver acompanhado de felicidade? De que valem os objetivos se não tiverem como fim a felicidade?

Não, nunca estive arrependido. Minha decisão foi uma das mais convictas que já tomei em 32 anos de vida. Era hora – aliás, acho que já tinha passado da hora.

Confesso que acho estranho as pessoas me perguntarem esse tipo de coisa porque os comentários indicam um certo apego a cargos e títulos que, sinceramente, não fazem parte da minha personalidade. Sempre tive plena consciência de que da mesma forma que eu me tornei editor-chefe, um dia deixaria de ser. Antes de ser editor-chefe e acima disso, sou eu, Rodrigo, jornalista. “Ah, mas as pessoas o procuravam...”, dizem alguns. Não, elas procuravam o editor-chefe, não o Rodrigo.

Por princípio, nunca me apeguei a essas pequenices. Tristes os que se apegam a essas tolices. Afinal, títulos vêm e vão...

O mais importante da vida é ser feliz e poder viver. Estar editor-chefe, naquele momento, não estava me permitindo fazer nem uma coisa, nem outra. E não será um cargo, um título ou o dinheiro que for que me desviará do foco principal da minha existência!

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Lula, Collor e Sarney

"Primeira imagem: Luiz Inácio Lula da Silva abraça Fernando Collor de Mello.

Ajuda-memória: Fernando Collor de Mello vem a ser aquele cidadão que, além de ter sido o único presidente afastado do cargo por falta de decoro em um país em que o decoro é artigo raríssimo, pagou a uma mulher para dizer na televisão que seu adversário (justamente Lula, naquele momento) quis obrigá-la a abortar da filha que ambos tiveram (Lurian).

Esse tipo de atitude é tão indecente, indecorosa, delinquencial que desqualifica qualquer pessoa para a vida pública (a rigor, também para a vida privada).

Não é, portanto, passível de perdão. Lula até poderia aceitar o apoio de Collor para fazer parte da maioria governista. Aceitou o apoio de tantos outros desqualificados que, um a mais, um a menos, nem se notaria.

Daí, no entanto, a abraçá-lo publicamente e a elogiá-lo vai uma distância que, percorrida, desqualifica também a vítima de antes.

Segunda imagem, a de ontem: Fernando Collor de Mello cumprimenta José Sarney.

Ajuda-memória: Fernando Collor de Mello vem a ser aquele cidadão que com maior virulência atacou o governo Sarney, a ponto de chamá-lo de ladrão, pelo que jamais pediu desculpas. Sarney nunca escondeu o profundo rancor que sentia pelo seu desafeto, que, aliás, só se elegeu porque era o mais vociferante crítico de um presidente que batia recordes de impopularidade.

Ao abraçar Collor e aceitá-lo na sua tropa de choque, Sarney implicitamente dá atestado de validade aos ataques do Collor de 1989 e, por extensão, junta-se a ele na lama.

Que Collor, o indecoroso com condenação tramitada em julgado, ressurja com os mesmos tiques e indecências de antes compõe à perfeição o lodaçal putrefato que é a política brasileira."

Fonte: Clóvis Rossi, "Imagens do lodaçal", Folha de S. Paulo, 5/8/09, p.2.

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As cidades

"A cultura, a geografia e a tecnologia deixam uma marca nas cidades". A manifestação partiu da Nasa, a agência espacial norte-americana, e diz respeito a uma sequência de fotos tiradas pelos astronautas da Estação Espacial Internacional (EEI) de uma distância entre 350 e 400 quilômetros da Terra, entre 2007 e 2008.

Elas mostram a interferência humana numa determinada região, revelando caracteristicas dessa interferência. Não se pode ignorar, por exemplo, o traçado em formas quadriláteras das vias em Loas Angeles (LA); o formato de cidades da Europa, como Londres (Inglaterra), onde as vias partem do centro; ou a ocupação desordenada de São Paulo.

Como citou a Nasa, segundo reportagem da BBC Brasil, "as luzes das cidades apresentam uma prova espetacular da nossa existência, nossa distribuição e nossa habilidade para mudar o ambiente em que vivemos".

Fonte e fotos: Nasa/BBC Brasil/UOL

segunda-feira, 3 de agosto de 2009 | | 0 comentários

A importância do capacete

Para quem não viu o "Fantástico" de ontem, eis a seguir uma interessante reportagem sobre a importância do uso de um capacete de qualidade. Parte da reportagem foi feita numa empresa que fabrica esse tipo de equipamento, em Iracemápolis - a matéria cita Limeira.

Em tempo: eu havia, sem saber da pauta do "Fantástico", feito essa mesma pauta para a TV Jornal. A matéria iria ser feita na sexta-feira, mas teve que ser adiada (a pedido da empresa) para esta segunda.

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Retratos do Brasil

Bela imagem captada por Antonio Cruz, da Agência Brasil: "Bouganville floresce e colore a paisagem do Centro-Oeste, castigada pela seca nesta época do ano".

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Aluno de jornalismo é finalista em concurso da CNN

O aluno do curso de Comunicação Social - habilitação em jornalismo do ISCA Faculdades, Luis Gustavo Nolasco, está entre os 10 finalistas de um concurso de telejornalismo promovido pela CNN para estudantes da área em todo o Brasil.

Os concorrentes desenvolveram uma reportagem para televisão com o tema "Tecnologia para o desenvolvimento social". Nolasco explicou que o foco de sua reportagem está no uso da Internet por pessoas com deficiência. “Percebi o quanto esse meio de comunicação os ajuda a se reestruturarem socialmente. Por meio de redes sociais, alguns deles oferecem auxílio gratuito a quem acabou de se tornar cadeirante, por exemplo”, disse.

Para o desenvolvimento da reportagem, Nolasco procurou algumas fontes de informação via Internet, em todo o país. “Entrevistei pessoas do nordeste, sudeste e sul, tudo gravado por meio de webcam. Também conversei com uma intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), de Limeira, que realiza um trabalho com surdos com o uso de comunicadores instantâneos, como o MSN”, contou.

Fonte: Isca Faculdades

Veja a seguir a reportagem de Nolasco: