terça-feira, 30 de setembro de 2008 | | 0 comentários

Boas dicas


Gostaria de recomendar dois sites bem interessantes, um deles novíssimo.

Acabou de ser inaugurado em São Paulo o primeiro Museu do Futebol do Brasil. Isso mesmo: o país do futebol até então não tinha um museu dedicado à história do seu esporte mais popular. O lugar escolhido não poderia ser mais simbólico: o Estádio Paulo Machado de Carvalho, o Pacaembu. Para quem imagina ver uma série de objetos antigos, engana-se. O museu foi concebido nos mesmos moldes do da Língua Portuguesa (também em São Paulo). Ou seja: interação total com o visitante usando recursos de alta tecnologia, somados a uma cenografia primorosa (assinada por Daniela Thomas) e, claro, lembranças de uma época de ouro do futebol. A entréia do museu está sendo acompanhada de uma exposição temporária significativa: a do rei do futebol, Pelé.
Vale a pena conhecer pessoalmente, mas enquanto isso não é possível, aventure-se pelo site.

Esta indicação partiu da revista da CNI, a Confederação Nacional da Indústria. Trata-se de uma espécie de blog -criado em Hong Kong - que reúne idéias de designers e criativos de todos os lugares (o site convida o visitante a postar um projeto). Obviamente, há idéias malucas e úteis - todas, porém, interessantes por algum aspecto (como o "Don't Panic Condom Dispenser" que ilustra esta postagem). Vale a pena passar por lá seja para se divertir ou para aguçar as idéias. Ah, e também é possível votar nas criações. O site é em inglês.

domingo, 28 de setembro de 2008 | | 2 comentários

Reflexões sobre a menina má

Estou terminando de ler "Travessuras da memina má", do peruano Mario Vargas Llosa (aliás, já reproduzi uma frase encantadora da obra aqui neste blog, na quinta-feira, 18/9). É do livro que extraí os trechos a seguir, que permitem ótimas reflexões (os comentários abaixo de cada trecho são meus):

* "Não sei porque fiz essas confidências a eles. Talvez porque também precise, como todo mundo, compartilhar com alguém de vez em quando as coisas que me angustiam ou me deixam feliz." (p.182)
>>> Feliz de quem tem alguém com quem compartilhar as coisas. Triste daqueles que não têm sequer um amigo ou abrem mão deste saudável compartilhamento. Guardar as coisas para si não faz bem.

"A velha história estava para se repetir. Nós íamos conversar, mais uma vez eu me renderia ao poder que ela sempre teve sobre mim, viveríamos um breve e falso idílio, eu criaria todo tipo de ilusões e, na hora menos esperada, ela ia desaparecer e eu, machucado e zonzo, ficaria lambendo minhas feridas (...)." (p. 171)
>>> Pode-se chamar isso de paixão. Para mim, é falta de amor próprio (sim, falta de se dar valor!). Submeter-se desse modo não é sadio. E olha que há muitas "meninas más" por aí, basta querer ver.

"Fizemos amor com dificuldade. Ela se entregava sem o menor embaraço, mas era muito estreita e se encolhia a cada esforço que eu fazia para penetrá-la, com um ricto de dor: 'Mais devagar, mais devagar'. Afinal, consegui, e fui feliz nesse momento. (p. 30)
(...)
- Faça-me gozar, primeiro - sussurrou, num tom que escondia uma ordem. - Com a boca. Depois vai ser mais fácil entrar. Nem pense em gozar ainda. Gosto de me sentir irrigada. (...) Fiquei um bom tempo com os lábios esmagados contra o seu sexo franzido, sentindo os pêlos pubianos me fazendo cócegas no nariz, lambendo com avidez, com ternura, seu clitóris pequenino, até que a senti movimentar-se, excitada, e explodir com um tremor no baixo-ventre e nas pernas.
- Mete, agora - sussurrou, com a mesma vozinha mandona.
Dessa vez também não foi fácil. Ela era estreita, se encolhia, resistia, reclamava, até que finalmente consegui. Senti meu sexo sendo fraturado por aquela víscera palpitante que o estrangulava. (...) Ejaculei quase imediatamente." (p. 52-53)
>>> Confesso que desconhecia esse lado de Vargas Llosa (até porque este é o primeiro livro dele que eu leio). Há que se admitir, porém, que a descrição ficou realista e romântica. Coisas de gênios da literatura.

E aí, ficou estimulado... a ler o livro?

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Félix entrou para a lista

Um registro necessário: o prefeito Silvio Félix (PDT) recusou-se a dar uma entrevista como candidato ao Jornal de Limeira. É a primeira vez que um candidato, em 26 anos de história do Jornal, adota esta postura. Isto dá o tom de quem é Silvio Félix da Silva. Infelizmente, trata-se de uma faceta autoritária que a população em geral desconhece.

Félix é daqueles cidadãos que não aceitam críticas. Lembro-me sempre de um episódio no início de seu governo em que ele, alegando ser conhecedor do assunto (ao contrário do interlocutor, eu), garantia que pagar o IPTU em nove vezes era melhor do que em dez. A discussão surgiu porque no seu primeiro ano de governo houve atraso na confecção dos carnês do imposto e o prefeito foi obrigado a reduzir o prazo de pagamento.

Félix insistiu tanto nas vantagens das nove parcelas que nos três anos seguintes fixou o prazo de pagamento do IPTU em dez meses...

Voltando ao início: Félix, com sua postura, entrou para a minha pequena lista de pessoas que não são dignas de consideração. É isso.

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Já passou. Passou?

A semana que terminou no último sábado foi uma merda. Eta semaninha daquelas! Incrivelmente corrida (a exceção foi a quinta-feira dos meus sonhos), sem graça, cansativa, estressante. Chata mesmo. Para se ter uma idéia, não consegui trocar mais do que um diálogo com um amigo no trabalho. Tive que ficar cobrindo folgas de colegas, ouvindo fica com entrevista de candidatos e editando-as até altas horas da noite. As sextas-feiras têm se transformado em martírios. Ufa...

E a semana que começa neste domingo promete ser... novamente chata. Semana de véspera de eleição, fim de semana de trabalho intenso no sábado e no domingo. Credo! Logo tudo vai mudar.

sábado, 27 de setembro de 2008 | | 0 comentários

Tomas... Aquele abraço!

Esta é fenomenal. Coitado do Paulo Soares, foi inocente. Ainda mandou abraço para o cidadão. E tinha que ser de Limeira o prazeroso...

Em tempo: vi primeiro esta pérola no blog do Henry Villela, cujo acesso pode ser feito por meio desta página.

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A revolta da marmita

Estou puto! Triste. Para variar, aliás... Sair para almoçar com minha mãe é algo que faço com prazer. Mais que um almoço, é um momento de conversarmos, de rirmos à toa, de fazermos compras... Pois tudo isso eu só consigo realizar a cada 15 dias, nos meus sábados de folga, o que torna este momento ainda mais especial.

Hoje, minha mãe me acordou e pediu que eu levantasse e tomasse banho para nosso almoço. Enquanto isso, ela levaria minha tia embora. Segui o roteiro, animado. Escolhi uma roupa, peguei minhas coisas e pronto. Abri a porta de casa para esperá-la e ela já estava chegando. Pois desceu do carro fazendo sinal com a cabeça para que eu entrasse em casa.

No meio do caminho, ela decidira comprar uma marmita. Uma marmita! Uma, para dividirmos. E nem era a marmita do meu lugar preferido. Fiquei bravo, ela retrucou. Alegou que tinha “um monte de coisas para fazer”, lavar roupa, etc, e que tinha que viajar às 15h... Pois ela está prestes a passar uns dias fora e trocou 30 minutos de prazer com seu filho por três minutos comendo uma marmita! Sim, este foi o tempo que eu levei para comer duas colheres de arroz, uma de macarrão e uma coxinha de frango.

Realmente, eu devo ser originário de outra galáxia. Não é possível ter pensamentos tão distintos como eu tenho. Será que as pessoas nunca vão perceber como abrem mão de raros momentos felizes por causa de uma roupa para lavar, etc? Para minha mãe, poderia ser apenas mais um almoço. Para mim, que durante a semana apenas cumpro um desejo orgânico de alimentar-me, seria um momento importante. Que faço apenas a cada 15 dias.

Perdi meu sábado. Hoje, nada mais me interessa.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008 | | 1 comentários

Oba!

Acabei de ver que o curso de roteiro que fiz em julho terá seqüência. Agora será focado em roteiro de novela. Espero conseguir conciliar meus horários... Mas já estou animado!

É o primeiro passo rumo à novela das 21h, o horário nobre, hehehe. E se eu chegar lá, tenho que pagar uma promessa a um amigo hehehe.

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Nervos

Estou com os nervos à flor da pele. Cada vez mais me surpreendo - e ainda me surpreendo - com a falta de visão de algumas pessoas. É incrível como não conseguem perceber o óbvio. Pois não serei eu a pessoa a ensinar.

E é incrível como cada vez mais acho que o Danilo tem razão - fora o fato de colocar às vezes o interesse alheio acima do dele e de não buscar uma visão mais conjuntural, pontualmente ele sempre teve razão. Inclusive quando falava da incompetência alheia. Sempre considerei as pessoas "boazinhas". "Não erram por mal", eu dizia. Fodam-se. Lugar de "bonzinho" é fazendo filantropia.

Na área profissional, é preciso ser profissional. Apenas isto já seria um grande passo.

Logo isso acabará.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008 | | 1 comentários

Help

"When I was younger
So much younger than today
I never needed anybodies
Help in any way

And now those days are gone
I'm not so self assured
Now I find I've changed my mind
I've opened up the doors

Help me if you can
I'm feeling down
And I do appreciate you being 'round
Help me get my feet back on the ground
Won't you please, please, help me

And now my life has changed
in oh so many ways
My independence seems
to vanish in the haze

But every now and then
I feel so insecure
I know that I just need you like
I've never done before"

("Help", de The Beatles)

terça-feira, 23 de setembro de 2008 | | 2 comentários

Correndo na chuva

Qualquer trabalho é sério e exige dedicação. No caso do jornalismo, há uma cobrança maior pela tal dedicação em razão de uma questão simples: notícia não tem horário para acontecer. Portanto, a imprensa se torna refém dos fatos, mas isto é outra discussão. Voltando ao ponto inicial, todo trabalho exige também uma boa dose de descontração - do contrário, torna-se um fardo.

Pois o Henry Villela e o Cristiano Vitta, repórteres do Jornal de Limeira, não perderam a chance de se divertir numa tarde chuvosa - e de muito trabalho - de sábado.

video

segunda-feira, 22 de setembro de 2008 | | 0 comentários

Reflexões eleitorais

Como em Limeira a eleição está decidida (como de resto está em Campinas [Dr. Hélio] e em Piracicaba [Barjas], em Iracemápolis [Zuza] e em Cordeirópolis [Tamiazo], só para ficar em cidades da região), volto meus olhares para a disputa em São Paulo e nos EUA.

Na Capital, é incrível como PSDB e DEM conseguiram se destruir. Se para o democrata Kassab valia tudo, já que precisava tirar uma ampla diferença em relação aos dois primeiros colocados, no caso do tucanato a situção é dramática, já que Geraldo estava muito à frente de todos e agora, em queda livre, corre sério risco de ficar fora do segundo turno. Caso isso aconteça, será uma derrota e tanto para Geraldo e, acima de tudo, para o PSDB. Seja como for, um lado e outro sairão arranhados desta disputa - e no caso do tucanato, com um racha escancarado entre serristas e alckmistas (ou geraldistas).

Nos EUA, os democratas descobriram tardiamente que a escolha do candidato à presidência foi movida mais por paixão do que por razão. Com a subida do republicado McCain nas pesquisas, bateu um certo desespero entre os democratas - que, ao fazer as contas na difícil matemática eleitoral americana, viram que o jogo é mais difícil do que pensavam. E Hillary, estará rindo à toa ou o apelo por união partidária foi real?

Eu - depois de ouvir de um brasileiro que vive há 12 anos nos EUA que os americanos não eram tão "open mind" para votar em Obama, um negro de raízes muçulmanas, e que Hillary seria a indicada - agora não acredito em mais nada.

Para quem se interessar, os sites oficiais dos candidatos são: www.johnmccain.com e www.barackobama.com.

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C'est la vie...

A contagem regressiva segue.

Tenho certeza que uns ficarão tristes, outros sentirão falta, muitos terão saudade, alguns descobrirão que a distância é mais doída do que pensam hoje.

A todos, só posso dizer: "c'est la vie"!

C'est la vie...
C'est la vie...
C'est la vie...
C'est la vie...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008 | | 1 comentários

Inspiração

Iniciei uma nova leitura. E já estou me deliciando. "Travessuras da menina má". É a primeira obra que leio de Mario Vargas Llosa. Foi de lá que tirei uma frase inspiradora, que deixo como aperitivo:

"Em você, gosto de tudo".

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Matemática e novidades

Estou com vontade de escrever tantas coisas que não consigo dar conta das idéias. Elas se sucedem durante todo o dia - e as poucas horas de ócio que tenho são insuficientes para todos os meus prazeres.

Pensando bem, precisaria de umas duas horas para conversar com os amigos, umas duas horas de navegação na Internet, umas duas horas de leitura, umas duas horas jogando no computador (montando minhas cidades no Simcity)... São oito horas. Considerando que devo dormir oito horas, sobram oito horas (que eu deveria dedicar ao trabalho). Alguma coisa está errada na matemática da minha vida porque não consigo fazer tudo isso...

Enquanto não equilibro as contas (não as financeiras, as temporais), vou seguindo. Como me ordenou um amigo, "keep walking".

Decidi mexer nas ferramentas disponíveis aos donos de blogs. Descobri um monte de coisas. No princípio, adicionei algumas coisas que fazem sentido para mim: as últimas notícias de esportes, as imagens de Miró, uma enquete básica e as fotos da National Geographic (ou NatGeo para os íntimos). Embora sejam todos atrativos para os leitores, têm todas relação com a minha vida de alguma forma. Em especial Joan Miró, um artista descoberto ao acaso e cuja obra me fascina.

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My way

terça-feira, 16 de setembro de 2008 | | 4 comentários

Cerveja faz bem à saúde

Um ex-amigo (existe isso?) certa vez me disse que cerveja ajuda a curar gripes e resfriados. Dei risada. E não é que ele estava certo? Segunda-feira, estava no Parque da Cidade quando um vento do oeste me atingiu. Senti na hora uma dor no peito. Hoje de manhã, a confirmação: uma dor de garganta me acordou antes do tempo. Era o prenúncio da gripe.

Passei o dia todo com a garganta um tanto estranha. À noite, tive um bate-papo com alunos de Publicidade de uma classe da qual um amigo é professor. Foi uma atividade programada por ele algum tempo atrás. Como agradecimento, ele prometeu um chope. Fiz uma cara de "não sei", mas imediatamente lembrei-me da história do ex-amigo. "Que se dane", pensei. Fomos para o chope.

Já na choperia, chegou um conhecido e engatamos um papo sobre política, viagens, futebol, etc. O tempo passou, os chopes se sucederam e não é que minha garganta parou de doer! Pode ser que a dor volte, não importa. Isso vale por um bate-papo entre amigos. Aliás, preciso deixar de ser velho e retomar as cervejadas semanais.

Em tempo 1: outro dia não fui a um evento da faculdade onde dou aula, num domingo lá pelas 18h, porque bateu um frio estranho. Decidi ficar na cama. Questionado pelos alunos, falei do frio. Eles me chamaram de velho... Prometi que na próxima vez irei até com neve!

Em tempo 2: há tempos - já escrevi aqui - estou querendo fazer uma cervejada madrugada adentro (como antes). Ainda não houve ocasião. Nem interessados em me acompanhar. Se alguém estiver disposto, deve seguir algumas regras: 1) não vale ficar olhando no relógio; 2) tem que ficar bebendo e falando besteira; 3) é preciso ter alguns petiscos para acompanhar; 4) tem que ser amigo porque o papo tem que ser sincero. Até guardei algumas preciosidades para a ocasião: duas Baden-Baden, seis Budweiser, três Grolsch e duas 86. E aí, alguém disposto?

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Almost

Time is almost over...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008 | | 2 comentários

Yes, I did!

And now the end is near,
And so I face the final curtain.
My friend, I'll say it clear,
I'll state my case, of which I'm certain.

I've lived a life that's full,
I travelled each and every highway.
And more, much more than this,
I did it my way.

Regrets I've had a few,
But then again too few to mention.
I did what I had to do,
And saw it through without exemption.

I planned each chartered course,
Each careful step along the by way.
And more, much more than this,
I did it my way.

Yes,
There were times,
I'm sure you knew,
When I bit off more than I could chew.

But through it all, when there was doubt,
I ate it up, and spit it out.
I faced it all, and I stood tall,
And did it my way.

I've loved, I've laughed and cried,
I've had my fail, my share of losing.
And now, as tears subside,
I find it all so amusing.

To think I did all that,
And may I say, not in a shy way.
Oh no, oh no, not me
I did it my way.

For what is a man, what has he got,
If not himself, then he has not
To say the things he truly feels,
And not the words of one who kneels.

The record shows,
I took the blows
And did it my way.
Yes, it was my way.

("My Way", de Frank Sinatra)

domingo, 14 de setembro de 2008 | | 0 comentários

A sociedade e eu

São 4h04 e estou fazendo uma série de coisas. Neste momento, estou procurando cursos na Internet e assistindo a uma entrevista que tem se mostrado a cada segundo mais rica e envolvente. É com a atriz Cássia Kiss, no programa da Marília Gabriela (aliás, uma das melhores entrevistadoras do Brasil - quem sabe um dia eu possa conhecê-la?) no GNT.

Não sou dono da verdade nem pretendo ser. Tenho um monte de defeitos (um dos quais tem me irritado muito ultimamente) e tenho me esforçado para superar alguns deles. Feita esta ressalva, estou cada vez mais seguro sobre minhas convicções a respeito da vida. Estar seguro, neste caso, não significa que o que penso é o correto, mas sim que o que penso faz sentido para mim.

Pela graça do universo, não existe um pensamento único - por mais que existam padrões de comportamento para tudo, o que é uma droga. Eu, por exemplo, sou notívago e tenho problemas com isso simplesmente porque 99,9% das pessoas não são assim e não conseguem entender como alguém pode ser assim.

Outro dia assisti a uma reportagem do "Fantástico" em que uma jovem defendia o direito de não querer ter filhos. Ela está certa, esta é a decisão dela, um direito dela. E não é que nas ruas essa decisão causou desconforto? Afinal, como pode uma jovem não querer ter filhos? Para a sociedade, é inaceitável... Pois a jovem está correta. ABAIXO O PENSAMENTO ÚNICO!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008 | | 0 comentários

Um acréscimo

Acabei de fazer um acréscimo na postagem anterior (coloquei uma manifestação sobre a falta de transparência do governo Silvio Félix e a cooptação da imprensa por ele). Ao reler o texto, porém, descobri uma falha imperdoável. Ronei Costa não foi o único a ousar desafiar o prefeito. Houve outra pessoa, Valmir Caetano, assessor político dos últimos governos tucanos de Limeira. E só.

Quanto aos demais, como disse, dormiram em berço esplêndido ou se esconderam (o máximo que conseguiram foi falar ao pé do ouvido de alguém, por comodismo e covardia).

O resultado todos sabemos.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008 | | 2 comentários

Félix e a pobreza alheia

Vou escrever aqui o que não posso escrever no jornal. Lá, tenho o compromisso da imparcialidade e as amarras da lei. Aqui, tenho a liberdade. E assumo as conseqüências. Vou escrever sobre algo de que gosto: política. E quero escrever em alto e bom som:

SILVIO FÉLIX ESTÁ REELEITO!

É isto mesmo. Se alguém quiser usar isso em campanha, eu assumo. Não estou escrevendo como editor-chefe, estou escrevendo como cidadão. É difícil separar estas duas figuras? É, mas não vou ficar calado.

E por que Félix está reeleito? Por circunstâncias, como tudo na vida. Pode-se contestar uma série de coisas do governo dele (e eu contesto - fiz um desafio a um "prefeito mentiroso", que deixou o chefe do Executivo em silêncio até hoje...). Não se pode negar, porém, que Félix tem visão administrativa e política. Soube usar o que o momento lhe dava de bom (um orçamento estrondoso), soube criar receita (veja as cobranças de impostos em atraso e os leilões de coisas inúteis para a prefeitura), soube fazer o que outros não fizeram (não há como criticar a duplicação do Anel Viário e o Parque da Cidade, um dos maiores acertos de sua administração), pegou uma prefeitura razoavelmente em ordem (ao contrário dos antecessores).

Félix cometeu erros? Claro, muitos. Fez terceirizações suspeitíssimas (no caso da merenda, apontada como irregular, superfaturada e direcionada pelo Tribunal de Contas do Estado). Permitiu que o transporte coletivo chegasse ao caos (justamente a área em que dizia ser mais experiente). Faz um governo pouco transparente e que tentou desde o início cooptar a imprensa (ato que conseguiu em muitos casos).

Entre erros e acertos, Félix soube preencher brechas. Soube atender carências da cidade. Tem uma certa visão de futuro (quando parte para o ataque sem se preocupar com eventuais críticas, costuma acertar). É obstinado (disse em 2004 que transformaria a área do antigo paço em obras num parque e eis o resultado).

Junto de tudo isso (e talvez acima de tudo isso), Félix contou com uma oposição inerte. Sim, esta é a melhor palavra. A única pessoa que ousou colocá-lo contra a parece chama-se Ronei Costa, um suplente de vereador que assumiu o cargo por algum tempo. Foi logo colocado de lado, alvo de uma punição ridícula aplicada por uma Câmara subserviente e... deixa para lá.

Como prova mais concreta desta oposição inerte são os adversários dele nesta disputa eleitoral. Talvez nenhum deles saiba, no íntimo, responder à mais simples e elementar das perguntas: o que querem, afinal? Fogem de debates, não têm propostas, não conseguem angariar apoios, não, não, não... Não dá. Nenhum deles! A oposição é tão ridícula quanto o governo.

Não, não vou votar em Félix. Sou contra a reeleição e desaprovo governos envoltos em suspeitas (para usar uma expressão que não compromete). Sobra o quê? Do ponto de vista da consciência individual, sobra a dor do voto em branco. Do ponto de vista coletivo, não sobra nada. Félix está reeleito desde sempre. Pela pobreza alheia.

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Porra!

Porra (é a segunda vez que falo isto em poucos minutos). Estou pensando outros palavrões (gosto deles). Esta postagem foi o motivo de eu ter acessado a Internet. Estou extremamente feliz. Dei mais um passo em direção aos meus planos. Comprei hoje, com a ajuda de um amigo (não financeira, claro, mas de orientação), um aparelhinho que me permite acessar a Internet de qualquer lugar - sem fio. Confesso que estava um tanto apreensivo se esta coisa iria funcionar. Fiquei temeroso. E cá estou eu, usando a Internet sem fio. Sem fio!!!

Estou surpreso comigo mesmo por ver quantos avanços tenho dado nos últimos dias em relação a uma necessária mudança de vida. Que se fodam os outros, estou pensando em mim. Porra, as pessoas ao meu redor duvidam das minhas mudanças (às vezes mais para me provocar do que propriamente por convicção). Isso me irrita um pouco, mas não tenho que provar nada a ninguém, Estou mudando alguns comportamentos porque isto será melhor para mim. E ponto (embora admita que às vezes é legal ter uma forcinha alheia dando apoio e reconhecendo nossos esforços).

Não é por isso, porém, que quis escrever. É por outro motivo. Porra (de novo, eu sei)!!! Acabei de chegar da casa de um amigo. Estávamos conversando à tarde e decidimos tomar uma cerveja. Como ele é bom na cozinha, foi preparar um estrogonofe (sim, vou "aportuguesar" isso). Estava bom. Aliás, ótimo. Ele merece este elogio.

Não hesitaria um só minuto em repetir este bate-papo no lugar de ir, por exemplo, à Festa do Peão (que é o evento do momento). Já escrevi aqui que adoro bate-papo com amigos. Passaria o resto dos meus dias fazendo isso tamanho o prazer que isso me dá. Caralho, trocar idéias é a coisa mais interessante da vida. A gente ouve, fala e aprende.

Esta postagem está deveras informal, eu sei, mas é exatamente este tom que quero dar a ela.

Também já escrevi aqui que quero passar a noite bebendo cerveja e batendo papo, embebedar-me inocentemente, como em outras vezes. Isto é muito bom, é uma subversão que não faz mal a ninguém. Está difícil arranjar alguém que esteja também disposto. Porra, nenhum amigo se dispõe a isso? Será que vou ter que recorrer ao Junior, caralho?! E aí, seus porrrrraasss, alguém tem disposição? O sol logo vai nascer e ainda estou aqui, esperando...

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Meninotes



Mulheres em geral sempre quiseram saber sobre o que os homens conversam. Tolas. Nós, homens, não perdemos nosso tempo pensando no que elas conversam. Graças a Deus somos diferentes, em tudo. Elas costumam pensar que homens só falam de mulheres. Tolas. Elas se acham o centro do mundo e nós falamos sobre futebol, carros, projetos, uma série de coisas, e também de mulheres. Elas são a parte de um todo - embora achem, e gostam disso, que são "o todo".

Pois bem, nos momentos em que falamos de mulheres, em geral falamos como meninotes. Temos nossas mulheres e falamos de outras apenas pelo prazer de vê-las como obras de arte (no melhor dos sentidos). De vez em quando saem besteiras? Claro! Saem como conversa de meninotes. Um conhecido, por exemplo, costuma me enviar vídeos de sacanagem. Legal. Algumas mulheres devem ficar curiosas... "O que eles vêem?", pensam. Pois se quiserem matar a curiosidade, eis acima uma imagem enviada por este conhecido (não, não se preocupem; vemos isso apenas como meninotes que somos...).

"Seus olhos e seus olhares
Milhares de tentações
Meninas são tão mulheres
Seus truques e confusões
Se espalham pelos pêlos
Cor de cabelos
Peitos e poses e apelos
Me agarram pelas pernas
Certas mulheres
que como você me levam sempre onde querem
Garotos
Não resistem aos seus mistérios
Garotos
Nunca dizem não
Garotos
Como eu sempre tão espertos
perto de uma mulher são só
Garotos"

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Obra em Progresso

Porra, escrevi outro dia aqui nesta merda de espaço que sinto prazer em escrever aqui. Para se ter uma idéia, entrei neste blog agora, 1h45, para escrever uma coisa. Só uma coisa. Contudo, já estou com três idéias na cabeça. E vou colocá-las aqui. Porque se ao menos uma pessoa ler, estarei satisfeito. E ainda que ninguém leia, estarei satisfeito do mesmo jeito. Afinal, não escrevo para os outros, escrevo POR mim (reparem, não é para mim, é POR mim).

Tão longo entrei no administrativo, senti-me atraído pelo blog do Caetano Veloso, "Obra em Progresso". Ele tem protagonizado nos últimos dias uma "disputa" com um jornalista que criticou o show feito por ele recentemente com Roberto Carlos em homenagem aos 50 anos da Bossa Nova. A última manifestação de Caetano foi interessante. Reproduzirei-a (em tempo: gostei do trecho "brigar com jornal é brigar para perder").

"LIBERDADE DE IMPRENSA

Meu único problema com as esquerdas é que percebi ser o credo liberal mais resistente historicamente do que o comunista. Assim, a liberdade de opinião - a de imprensa em particular - é (até que um Zizek desses me convença) sagrada. Agradeço a Renato por ter me mostrado o forte texto de Jotabê Medeiros. Lembro que Osias já tinha me dito, educadamente, que achara o texto de Medeiros mais próximo de uma verdadeira crítica musical do que o de Syvia.

Não pense que não sei que seria mais calmo, mais seguro, mais nobre, não comentar os comentários negativos que fazem sobre meu trabalho. Dezenas de vezes já se passou coisa semelhante comigo. Sou escoladíssimo nesses assuntos de reagir à imprensa. Nos anos setenta isso fazia parte de minhas apresentações públicas: eu lia e comentava (inclusive o português) de vários críticos nos palcos dos shows. Achei esse trecho do Jotabê que Renato mandou excelente.

O português está muito melhor e os argumentos são bonitos e corretos. Muitas vezes, ao longo dos anos, já ouvi e li jornalistas dizendo que eu estava pedindo suas cabeças. Quase tanto quanto ouvi de colegas que se sentiram prejudicados por matérias de jornal. Não acredito que tenha o poder de destruir carreiras jornalístcas. O jornalista com quem mais violentamente briguei é ainda, anos depois de ter morrido, o mais influente do país: Paulo Francis. Brigar com jornal é brigar para perder. Quem tem coragem não se incomoda com isso.

Mencionei os editores, no caso do show com Roberto, porque sempre ouvi de jornalistas (e li impresso) que títulos, manchetes e destaques são decididos pela editoria. Muitas vezes ouvi isso em tom de justificativa ou de pedido de desculpas. E disse que algo semelhante significaria, nos Estados Unidos, a demissão do repórter porque esse é um argumento que venho repetindo há anos: se um cara quisesse escrever no New York Times que “o chato do Ray Charles está no Madison Square Garden outra vez” ou “ninguém agüenta mais Tony Bennet”, o editor perguntaria se ele sabia onde estava. Isso é simplesmente verdade, é uma observação antropológica: americanos não acham normal ver desrespeitados os medalhões que são o orgulho do país.

No entanto, já li na Ilustrada, em crítica a que o editor deu meia página, isto: “não ouvi nem vou ouvir o novo disco de Chico Buarque; não preciso disso para saber que não vale nada, repete as mesmas rimas” etc. Informo aos leitores brasileiros que coisas assim só se lêem nos tablóides de rock’n'roll ingleses (porque, mesmo na Inglaterra, no Guardian ou no Times não sai). Agora você acha que estou seguro de que isso só é negativo? Não. Nem isso. Acho graça em o Brasil ser assim esculhambado. É um país punk rock, em que a grande imprensa tem sotaque de tablóide marginal.

Sou um medalhão transviado, como já disse, e me sinto até bem com esse negócio. Mas em linhas gerais me esforço para levar o Brasil a aprender a se poupar mais. Talvez eu não faça a coisa do modo mais eficaz. Mas algo se aproveita. Fico feliz em ver Jotabê respondendo tão bem e encontrando espaço e liberdade para fazê-lo. É disso que eu gosto. Tenho tanto poder de impedi-lo de manter seu posto no Estadão quanto ele de convencer o Itaú a não me contratar. E menos vontade."

quarta-feira, 10 de setembro de 2008 | | 0 comentários

Ir ou não ir, eis a questão

Ontem estava conversando com um amigo sobre a decisão de ir ou não a eventos. Ele fez um comentário, eu rebati e acabou ali. Bom, nem tanto. Fiquei pensando no assunto depois. A questão é: por que sentimo-nos "obrigados" a ir a determinados lugares - apenas por uma questão de educação, conveniência ou simplesmente diplomacia - quando não estamos com vontade? Talvez a resposta seja exatamente esta: por educação, conveniência ou diplomacia.

Contudo, quando a situação envolve pessoas com quem temos certa intimidade (amigos, por exemplo), sentimo-nos livres para justificar uma eventual ausência. Não ficamos com "dor na consciência", digamos assim.

Ora, não deveria ser justamente o contrário? Por que "penalizamos" as pessoas de nossa convivência quando, na verdade, é a elas que deveríamos fazer força para prestigiar? Sinceramente, não sei.

Obviamente, nunca devemos agir por mera conveniência, educação ou diplomacia com amigos. Seria ridículo. Amigos devem ser sinceros o suficiente para vivenciar estas situações. A questão não é essa, a questão é fazer um esforço por um caráter meramente social. Afinal, é um saco ir a um lugar quando não estamos a fim, não é?

Em tempo: antes que alguém pense que se trata de um recado, esta postagem é apenas uma reflexão, nada além disso. Já vivenciei tanto uma quanto outra situação e ainda não entendo bem a razão...

terça-feira, 9 de setembro de 2008 | | 0 comentários

Chove, chove...


"Meu caminho é cada manhã
Não procure saber onde vou
Meu destino não é de ninguém
Eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende, não vê
Se não me vê, não entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Minha mente virasse sol
Mas só chove chove
chove chove

Se um dia eu pudesse ver
Meu passado inteiro
E fizesse parar de chover
Nos primeiros erros
O meu corpo viraria sol
Minha mente viraria
Mas só chove chove
chove chove."

("Primeiros Erros", de Kiko Zambianchi)

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Um grito

"ESTOU FARTO DO LIRISMO COMEDIDO."

Eis que de repente lembrei-me desta frase, ouvida num episódio singular ocorrido há 13 anos... (cuja teor ficará para outro momento). Foi um momento de ruptura, do qual fui mero espectador. Para mim, sinto que este momento de ruptura está cada vez mais próximo. Muito próximo (mas isto é outra história).

Há alguns dias tenho sentido vontade de escrever algo, mas ainda não havia criado coragem. Temia ser mal compreendido (como acho que serei). Contudo, chegou a hora de escrever. Um episódio ocorrido hoje no início da noite me levou a isto.

Sim, estou farto do lirismo comedido - o que, neste caso, pode-se entender como a mesquinharia o pensamento pequeno predominantes em Limeira. Opta-se meramente pelo custo ainda que em troca se tenha lixo. Para mim é isto, lixo. Não consigo entender como algumas pessoas podem se prestar a determinados papéis. Ou melhor, até consigo entender: elas servem de forma perfeita à mediocridade reinante. Mediocridade que faz com que serviços sejam prestados de forma incompetente (sim, para mim é isto, falta de competência ao custo de uns trocados).

Pois bem, as cabeças pedem incompetência, apreciam incompetência, pagam (migalhas, é verdade) pela incompetência. Enquanto essa prostituição profissional seguir, a mediocridade prevalecerá.

Não, não vou cair na provocação de ficar mencionando nomes. Até porque a questão não é pessoal, individual. Trata-se de um pensamento coletivo, de um sistema enraizado. E que ninguém pense que estou me referindo a um ou a outro. Estou me referindo a todos. Ainda não consegui vislumbrar uma só exceção. Sonhei com uma, mas a realidade se impôs.

Não, também não quero me colocar acima do bem e do mal. Estou no meio disso tudo, embora cada vez mais inconformado com o sistema medíocre que se impôs em Limeira. E seguraaaa peããooo!!!

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Isso tudo faz sentido

Um amigo disse certa vez que não gosta deste blog (e não gosta mesmo porque ele costuma ser sincero e se eu olhar todas as quase 70 postagens anteriores a esta, não haverá - acredito - nenhum comentário dele). Não importa. O que importa é o sentido deste blog para mim. Ele chegou a comentar que considera uma perda de tempo - minha - por determinados motivos. Se soubesse o bem que me faz escrever e o prazer que me dá, talvez revisse os comentários.

A verdade é que uma das coisas que me atraem nos últimos tempos é escrever este e meu outro blog, o "Piscitas - Travel & Fun" (www.rodrigopiscitelli.blogspot.com). É naquele espaço que uno duas paixões (a escrita e as viagens) e é neste que coloco meus pensamentos e descarrego minhas tensões e alegrias. Escrever para mim é um prazer quase orgástico (basta ver minha ansiedade durante alguns períodos de abstenção, como nas férias).

Só lamento o fato de ainda não conseguir aliar o prazer de escrever estes blogs ao necessário capitalismo selvagem (que garante o sagrado sustento). Quando este dia chegar (se chegar), sentirei-me realizado. Ao menos momentaneamente...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008 | | 0 comentários

"Keep on..."

"Is it my calling to keep on when I'm unable
and is it my job to be selfless extraordinaire
and my generosity has me disabled
by this my sense of duty to offer"

("Offer", de Alanis Morissette)

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Ah, uma piscina

Sábado eu decidi fazer algo que há muito tempo não fazia - e vinha dizendo que faria. Peguei meu óculos, iPod, um livro, toalha e fui para a piscina. O dia não estava assim tão ensolarado (na verdade, de vez em quando até batia um ventinho), a água estava um tanto gelada, mas não tive dúvida: mergulhei!

A água é realmente revigorante. Sempre que estou um tanto cansado ou estressado, vou tomar banho. Fico durante muitos minutos sentindo apenas a água cair sobre meus ombros (uma atitude até politicamente incorreta em época de falta de água no planeta...). Na piscina, essa sensação é elevada à máxima potência. Parece que lava a alma.

A isso, soma-se todo o clima do lugar - uma cerveja, amigos, um papo descontraído, uma musiquinha...

Só lamento não ter a piscina só para mim, mas cada vez mais tenho certeza de uma coisa: meu primeiro empreendimento imobiliário será uma piscina. Isto faz bem para a mente e para o corpo. Ah, um dia - quem sabe brevemente? - vou ter minha piscina (de volta, porque já tive uma vez e ela virou um... rancho).

domingo, 7 de setembro de 2008 | | 2 comentários

Um banquinho, um violão

Já escrevi aqui que a bossa nova imortalizou a moda do "banquinho e um violão". Se tem algo que aprecio é um bom papo com os amigos (de preferência com poucos amigos, não gosto muito de muvuca). Recentemente, durante uma curta fase da minha vida, dividi várias madrugadas regadas a cerveja, música e um bom papo com alguém que considerava um irmão.

Apesar de todos os problemas que vieram depois, não nego que aqueles papos nas madrugadas de quinta/sexta-feira (sim, começavam lá pela 1h e terminavam já com o sol raiando), no aconchego de um lar (sim, sempre mais interessante que um bar, mais próprio para diversão), eram reconfortantes (pela distração da mente), fortalecedores (por ampliar os laços), enfim...

Com um amigo de fé, foram também muitas madrugadas divididas à base de cerveja e um papo que rotineiramente terminava em discussões (e discussões de bêbados são sempre exaltadas). Eram momentos fantásticos, em que discutíamos o trabalho e a vida, falávamos de futebol e cinema, enfim... Esses papos ocorriam também sempre no aconchego de um lar e com freqüência se estendiam até o raiar do sol (aliás, estenderam-se até além das fronteiras do Brasil).

Com os amigos da rua (como os defino), os papos costumam ser mais leves, despreocupados, energizantes (há, não tenho dúvida, uma energia positiva naquele lugar e entre aquelas pessoas que sempre permite que eu me torne uma pessoa melhor). Falamos de amenidades, contamos histórias (muitas), tiramos sarro um do outro, contamos piada... Não foram raras as vezes em que os papos entraram madrugada adentro até que alguém decidia esperar o sol nascer (algumas vezes conseguimos). Com estes, as cervejas são menos freqüentes (elas existem sempre, mas como ninguém acompanha meu ritmo, fico um tanto sem graça de ser o único bêbado do lugar).

Hoje, ao olhar para trás, acho que estamos todos ficando um tanto velhos. Temos feito com menor freqüência estes encontros que tanto fazem bem para a alma. Por quê? Por que abrimos mão de momentos que temos certeza que serão felizes? Pô, nenhum amigo mais se habilita a beber até o sol nascer?

Como eu moro com meus pais, é raro fazer noitadas regadas a cerveja em casa. É uma pena. Quando tiver meu canto, quero que ele seja como um lar para os amigos. Espero que ao menos algum deles se disponha a passar a madrugada se embebedando e tendo conversas de amigo (uma coisa cada vez mais rara entre as pessoas).

PS: dia desses, juntamos alguns amigos e, após um jantar preparado pelas mãos habilidosas do anfitrião Rogério, decidimos partir para o "banquinho e um violão". Depois para um bom papo que se estendeu até quase 3h! Nestes momentos, só posso agradecer a Deus por simplesmente vivê-los. Um trechinho (mal gravado, diga-se de passagem!) deste encontro vai a seguir - muito mais como homenagem a todos os participantes do que propriamente como um registro.


video

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Um mago

Acabei de ler "O Mago", a biografia de Paulo Coelho escrita por Fernando Morais. Um belo livro. Para quem gosta de biografias, como eu, esta é um prato cheio: bem escrita (como de praxe nos trabalhos de Morais), uma pesquisa profunda e um personagem singularíssimo. Confesso que o único livro que li de Paulo Coelho foi "Diário de um Mago", ainda assim com certo desleixo que não me permite ter recordações a respeito da obra.

A leitura de "O Mago" não me fez passar a gostar de Paulo Coelho (não que o deteste, apenas seus livros nunca estiveram no topo da minha lista de leituras), mas me despertou curiosidade para saber mais sobre o trabalho deste ser humano criticado como poucos e, paradoxalmente, um sucesso mundial capaz de despertar mais interesses do que o presidente da República.

Pode-se dizer qualquer coisa sobre Paulo Coelho, só não é possível ficar indiferente à sua biografia. Eu não fiquei. E quero, para dividir com os (escassos) leitores deste blog, tomar emprestados dois trechos (e se os tomei é porque acredito neles):

"Há coisas que são colocadas em nossa vida para nos reconduzir ao verdadeiro caminho de nossa Lenda Pessoal. Outras surgem para que possamos aplicar tudo aquilo que aprendemos. E, finalmente, algumas chegam para nos ensinar."

"Existo porque tenho amigos. Sobrevivi porque eles estavam no meu caminho. Eles me ensinaram a dar o que eu tinha de melhor, mesmo que em alguns momentos de minha vida eu não tenha sido um bom aluno. Mas acho que terminei aprendendo alguma coisa a respeito da generosidade."

sexta-feira, 5 de setembro de 2008 | | 0 comentários

"Vamu q vamu!"

Outro dia reencontrei uma pessoa que considerei um irmão. Porra, um irmão! Fazia oito meses que não o via após uma briga galáctica (nossa, de onde tirei isso???). Ele me falou uma série de coisas. Estava bêbado, eu sei, mas jurou que era de verdade. Ouvi e parou ali, como imaginava. Fiquei pensando, porém, numa questão: é curioso como os atos muitas vezes não "batem" com os discursos. Talvez porque seja mais fácil falar do que agir...

Neste caso específico, o fato reforçou-me a sensação que vinha nutrindo: o belo discurso não se confirma com as atitudes do cotidiano. Logo, não passa de um... discurso. Que morre de modo tão efêmero como nasce.

Uns dois ou três poderão me perguntar (um já me perguntou): por que estou escrevendo isso? Remoendo isso? Não se trata de nada mais do que a reflexão sobre o comportamento humano, algo que aprecio fazer.

E olha que o autor do belo discurso disse, entre uma e outra frase, que lê meu blog. E "vamu q vamu"!

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Fim de sexta-feira...

"Out of...". Esta expressão tem guiado meus pensamentos. Poucos a compreenderão - aliás, acho que ninguém. A questão é que já estou "out of...". O resto é corpo presente.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008 | | 1 comentários

O Rio de Janeiro continua lindo (?)

Hoje, assim que cheguei no trabalho, deparei-me com uma notícia curiosa: a polícia apreendeu dois jacarés numa favela do Rio. Contrabando de animais? Será que o tráfico está apostando numa nova modalidade criminosa? Não. A suspeita é que os jacarés estavam sendo criados para devorar traficantes inimigos.

Dois mil anos depois dos cristão serem jogados aos leões, eis que o mundo moderno dá sinais de antigüidade. A que ponto chegou esta disputa insana?

Infelizmente, a Cidade Maravilhosa - que continua maravilhosa - atingiu um nível de desmando tal que se pode comparar a um cenário de guerra civil. Afinal, não é em todo lugar que jornalistas são recebidos a tiros e obrigados a entregar seus equipamentos de trabalho ao cobrir a campanha de um candidato à prefeitura num morro; não é em todo lugar que cidadãos são vitimados por balas perdidas; não é em todo lugar que um candidato precisa pedir autorização ao tráfico para subir no morro (e só receberá permissão se o seu discurso interessar aos traficantes); não é em todo lugar que o Exército precisa ser chamado para garantir a segurança de uma eleição.

Não, estas coisas só acontecem em cidades sitiadas, sob domínio do medo. Acontecem no Rio de Janeiro, a terra do Carnaval, das praias, das mulheres, do Cristo Redentor, do Fla-Flu com o Maracanã lotado, da bossa-nova, de Copacabana, de Nelson Rodrigues, da Lagoa...

Ah, Rio de Janeiro, pobre Rio, o que estão fazendo com você?

Esta situação só vai começar a mudar quando os fluminenses passarem a ter governantes honestos e eficientes. Porque com os Garotinhos, Césares e Cabrais, sobram corrupção e demagogia barata.

terça-feira, 2 de setembro de 2008 | | 0 comentários

Reflexão sobre uma aula

Estou achando o máximo dar aula. Embora cansativa, a atividade permite que a gente se renove. Na última segunda-feira, confesso que me surpreendi com o interesse dos alunos nas discussões sobre o futuro dos jornais. Foi a segunda aula em que abordei o assunto. Pode parecer tolice, mas esta discussão está presente no dia-a-dia dos jornais - portanto, no dia-a-dia da profissão.

Confesso também que abusei da boa vontade dos alunos. Pedi que fizessem um texto quando já eram 22h10. A atividade anterior, para a qual programei 15 minutos, atrasou. E atrapalhou a atividade posterior. Os alunos reclamaram, mas se concentraram como poucas vezes. Foi interessante.

Quando a gente está na universidade, quer estudar e curtir. É justo. É importante, porém, saber que aquelas poucas horas em que passamos nos bancos escolares serão determinantes para o nosso futuro.

De minha parte, estarei plenamente satisfeito se conseguir fazer com que os alunos compreendam a importância da leitura, da pesquisa e da entrevista para uma boa reportagem.

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Paciência

"Vá gritar com seus amigos!" Foi assim que minha mãe e eu nos despedimos hoje antes da minha ida ao trabalho. Eu não estava necessariamente gritando, estava apenas de saco cheio de tanta impaciência alheia. Mandei instalar um novo sistema de TV a cabo em casa e ele apresentou falhas no primeiro dia. Ora, o caminho para resolver um problema desse tipo é telefonar para a prestadora de serviços e seguir os procedimentos indicados. Assim fiz. Acontece que só pude fazer isso hoje à tarde.

Foi o suficiente para que meus pais não tivessem paciência.

O episódio me fez pensar em algo que um amigo me disse recentemente. Ora, os pais em geral são os seres mais especiais na vida dos filhos. Quem disse, porém, que isso dá a eles o direito de estarem sempre certos? Não estão. Cometem erros, como qualquer ser humano. E eu, como filho e indivíduo, afirmo sem medo: eles estavam errados!

Basta ter um pouco de paciência...

PS: discussão à parte, estou adorando o novo sistema de TV. E também o acesso rápido à Internet, que me permite escrever neste blog aqui, na minha cama. Viva a tecnologia!!!