quinta-feira, 31 de julho de 2008 | | 0 comentários

Aviso aos navegantes...

Parem o mundo que eu quero descer!!!

terça-feira, 29 de julho de 2008 | | 1 comentários

Tempo, tempo, tempo, tempo

Quando ser jornalista ainda era apenas um sonho, participei de um curso sobre jornalismo na Acil. Uma das palestrantes era a jornalista limeirense Márcia Guerreiro, então editorialista do Estadão. Na ocasião, ela disse algo sobre jornalistas não terem tempo para si. Mencionou que numa redação grande parte das pessoas - talvez a maioria - não consegue manter relacionamentos, criar filhos...

Pouco tempo na profissão foi suficiente para entender o que ela dizia. Comecei a atuar profissionalmente em agosto de 1998. Em dezembro daquele ano, já tinha dificuldade em cumprir compromissos, como sair com amigos para comemorar o meu aniversário. Sim, meu aniversário.

Das 20h para as 22h, das 22h para a meia-noite... Cada vez meus horários se estendiam mais - e eu pensava: "como era feliz quando saía às 20h", "como era feliz quando saía às 22h...". Quando participava de reuniões com outros jornalistas, sempre ouvia relatos semelhantes - o que, de certa forma, confortava-me um pouco.

Até hoje é assim. Sempre que leio algo ou escuto alguém falar sobre a profissão, a falta de tempo é um dos destaques. É inerente ao jornalismo. Recentemente, lendo uma reportagem sobre um grande repórter, deparei-me novamente com estas manifestações. "Adivinha o que sobra, neste momento, para este seu amigo... Aquilo que falta na sua vida... TEMPO! Ele mesmo!", escreveu o jornalista Marco Uchôa para a colega Márcia Dal Prete, conforme reportagem da revista "Fantástico" (nº 4).

Pois é, tempo, tempo, tempo, tempo. Hoje, cada vez mais ocupo meu tempo de modo que não me sobra tempo. "Me sobra" é isto mesmo: tempo para mim, para minhas coisas. É um vício - e como tal custa a ser superado. Eu ainda não consegui, por mais que venha tentando. Alguns amigos dizem: "ele (eu) gosta do que faz". Gosto mesmo, nunca escondi. Ainda assim, falta tempo.

És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho
Tempo Tempo Tempo Tempo,
vou te fazer um pedido
Tempo Tempo Tempo Tempo
Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos
Tempo Tempo Tempo Tempo
entro num acordo contigo
Tempo Tempo Tempo Tempo
Por seres tão inventivo e pareceres contínuo
Tempo Tempo Tempo Tempo
és um dos deuses mais lindos
Tempo Tempo Tempo Tempo
Que sejas ainda mais vivo no som do meu estribilho
Tempo Tempo Tempo Tempo
ouve bem o que te digo
Tempo Tempo Tempo Tempo
Peço-te o prazer legítimo e o movimento preciso
Tempo Tempo Tempo Tempo
quando o tempo for propício
Tempo Tempo Tempo Tempo
De modo que o meu espírito ganhe um brilho definido
Tempo Tempo Tempo Tempo
e eu espalhe benefícios
Tempo Tempo Tempo Tempo
O que usaremos pra isso fica guardado em sigilo
Tempo Tempo Tempo Tempo
apenas contigo e migo
Tempo Tempo Tempo Tempo
E quando eu tiver saído para fora do círculo
Tempo Tempo Tempo Tempo
não serei nem terás sido
Tempo Tempo Tempo Tempo
Ainda assim acredito ser possível reunirmo-nos
Tempo Tempo Tempo Tempo
num outro nível de vínculo
Tempo Tempo Tempo Tempo
Portanto peço-te aquilo e te ofereço elogios
Tempo Tempo Tempo Tempo
nas rimas do meu estilo
Tempo Tempo Tempo Tempo
(Oração ao Tempo, de Caetano Veloso)

segunda-feira, 28 de julho de 2008 | | 1 comentários

Alguma coisa acontece no meu coração...

Sempre tive pavor de dirigir em São Paulo. Achava tudo aquilo muito caótico para mim. De uns anos para cá, mudei de idéia. Decidi encarar esse desafio. Ora, se milhões de pessoas fazem isso, por que eu não faria? Obviamente que não saio me aventurando ao deus dará naquela metrópole. Todas as vezes em que lá dirigi, sempre usei um GPS ("gente para salvar-me"). Isto mesmo, sempre estive acompanhado. Nem todas as vezes, as companhias sabiam os caminhos. Ao menos duas vezes coube a mim achar a rota - e fiz isso com perfeição.

Recentemente, voltei a dirigir em São Paulo, desta vez com freqüência. Foram seis viagens em três semanas, das quais em três a direção esteve sob meu comando. Senti-me seguro na medida do possível (é péssimo dirigir quando não se sabe a distância ou onde você terá que virar...). Ainda assim, acho que desempenhei um bom papel. No último dia, até cheguei praticamente sozinho ao destino (pudera, depois de cinco vezes...) e fui elogiado por isso. Elogiado pelo GPS!

Claro, devo isto aos GPSs que sempre me acompanharam (não estar só no que para mim era e ainda é um desafio ajuda muito) - desta última vez especialmente ao GPS Cristiano, que teve paciência e ensinou o caminho as várias vezes em que foi preciso. Tudo bem que ele só explicava para onde eu estava indo quando eu perguntava, mas ainda assim foi um bom GPS.

Mais do que dirigir em São Paulo, é importante entender a cidade, suas rotas, suas zonas, seus atalhos. Isto ainda estou longe de fazer, mas tenho convicção de uma coisa: só aprenderei fazendo, ou melhor, dirigindo. Agora, sempre que alguém quiser ir para São Paulo, quero ir dirigindo. Claro, se tiver GPS...

PS: sempre tive uma relação de amor e ódio com São Paulo, atração e repulsa... No ano passado, fui com uma amiga, a repórter Nani Camargo, fazer um curso de dois dias na Capital. Andamos muito pela Avenida Paulista e, como dois interioranos, num dos intervalos do curso, ficamos filmando a via símbolo da cidade lá do alto do prédio da Cásper Líbero. Foi engraçado. O resultado está no vídeo que se vê aqui.

video

domingo, 27 de julho de 2008 | | 1 comentários

"Rouba, mas faz". Faz o quê?

De vez em quando, acontecem umas situações curiosas. Ontem, estava trabalhando no fechamento do jornal quando pedi a um repórter que editasse a entrevista de um representante da CNBB. O foco da entrevista era o temor da conferência que reúne os bispos brasileiros em relação à volta do "rouba, mas faz" nas eleições deste ano.

À noite, na festa de aniversário de um colega, quando a política virou assunto da roda, uma colega logo lascou: "pois é, este rouba, mas faz. Pior é quem rouba e não faz nada". Não quis fazer comentário porque o assunto seguia mais pelo campo do humor do que para o da discussão séria. O fato, porém, chamou-me a atenção.

É incrível como os brasileiros ainda toleram certos desvios. É curioso como muitos brasileiros balizam seus conceitos com base naquilo que é pior e não no que é melhor, desejável. Ora, basta a existência de políticos corruptos e péssimos administradores para que aquele que "rouba, mas faz" passe a ser tolerado.

Não, não deve ser tolerado! Ninguém que rouba merece crédito - seja bom ou mau administrador. A corrupção é a origem da péssima educação, das filas nos postos de saúde, da falta de atração de investidores, do transporte público deteriorado, da falência das instituições e da criminalidade.

E aí, ainda acha válido quem "rouba, mas faz"?

sexta-feira, 25 de julho de 2008 | | 2 comentários

Sorrisos marotos...

Alguns sorrisos me causam asco. Eta tolerância franciscana - de parte a parte. Eta falsidade rolando solta - de parte a parte.

Em tempo: para quem não sabe, asco significa "enjôo, fastio, náusea, nojo, repugnância; aversão, desprezo".

quinta-feira, 24 de julho de 2008 | | 0 comentários

1, 2, 3

>>> Já escrevi aqui que não acredito em amizade pela metade. Quero ser e ter amigos para todas as horas, TODAS - não só para as boas, não só para as ruins. Se for apenas para uma ou outra será uma deturpação, nunca uma amizade.

>>> Até eu me surpreendi com a facilidade com que me adaptei aos modos alheios. A ponto de desistir de falar - acho que não vale a pena, seria perda de tempo. Quando se acha que está tudo bem, que seja: está tudo bem...

>>> Mi, o que quero falar com você e para você não é preciso estar neste blog. Falo diretamente com você e para você - e você sabe disso.

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Uma dívida

Estou em dívida com uma pessoa. Fui convidado duas vezes para uma atividade e recusei. Acredito que nas duas vezes a pessoa tenha entendido - espero. Como eu costumo dizer, o mundo não vai acabar. Sei que não faltarão oportunidades para eu pagar esta dívida. Cacá, nós iremos ver o Verdão logo, logo!!

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Eu por eu mesmo

>>> Estou numa fase silenciosa. Tenho falado pouco e com poucos. Muitos que se acostumaram a me ouvir devem estranhar esta nova fase. Ela é, antes de tudo, proposital. A fase do “dar um tempo”, rever valores. Na verdade, estou um tanto de saco cheio de uma série de coisas.

>>> Às vezes até eu me estranho. Sei que não sou mais exatamente o Rodrigo que muitos conheceram, uma pessoa com quem me acostumei. Algumas dessas mudanças sei que são definitivas. Por exemplo? Chega de hipocrisia, é hora de mandar tomar no cu quem merece tomar no cu (na minha concepção, claro). Chega de ouvir desaforos e vivenciar picuinhas e fazer de conta que tudo está bem.

>>> Algumas mudanças, porém, sei que são momentâneas. Por exemplo? Tornei-me uma pessoa superficial. Continuo acreditando em valores como amor e amizade. No entanto, estou neste momento usando a tática da retribuição. À falsidade, dá-se a indiferença. À superficialidade, dá-se superficialidade. Sou com os outros como são comigo. Dão sorriso, terão sorriso. Oferecem-se para ouvir, terão ouvidos para que sejam ouvidos. Recusam-se a falar, também me recuso. Não, definitivamente não sou assim, mas fiquei assim neste momento porque cansei. Cansei de pensar nos outros quando poucos – raros, escassos – lembram-se de mim.

>>> Sempre me achei tonto por confiar demais nas pessoas. Uma vez, uma colega de trabalho me disse: “você lida com as pessoas com a alma muito aberta”. Pois é, lidava. Hoje visto uma armadura. Com algumas poucas pessoas, porém, ainda sou o velho Rodrigo. Elas têm de mim o melhor que posso oferecer.

>>> Apesar dessa mudança momentânea, ainda me deparo com situações em que me vejo como um tonto. Penso nos outros e me preocupo com eles quando em geral as pessoas só pensam em si, só vêem os seus interesses. Sou um tonto.

>>> Sei que tudo isso pode dar a entender que ajo esperando retribuição. Não, definitivamente. Se esperasse, não teria feito uma série de coisas que fiz. Sou apenas um ser humano, que se cansou de uma série de coisas.

>>> É nos detalhes, nas pequenas atitudes, que se conhece uma pessoa.

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A maior conquista de todos os tempos

Infelizmente, eu não pude participar da hora "H", aquele momento mágico. No entanto, participei dos acessórios: da festa do título, das comemorações pela cidade, do desfile no Centro... Portanto, poderei contar aos meus netos sobre o dia em que o primeiro time do Interior sagrou-se campeão paulista. Tudo bem que foi contra o meu Palmeiras, mas naquela hora o coração leonino falou mais alto.

Para quem viveu aquele momento, vale sempre a pena recordar. Para quem não viveu (principalmente as novas gerações, que talvez não tenham a real dimensão daquele feito), eis os gols do título. Em tempo: em outra ocasião escreverei sobre a dimensão daquele feito, a maior conquista de todos os tempos (ao menos para mim)!

quarta-feira, 23 de julho de 2008 | | 2 comentários

Questões mal resolvidas

>>> Reforcei nesta manhã uma sensação: questões não resolvidas ou mal resolvidas serão sempre um problema. Elas vêm e vão, como as estações do ano, mas nunca nos deixam. São como fantasmas a nos assombrar. Você pode pensar: ora, resolva! Nem sempre isto é possível - ao menos não na hora e na forma que nós queremos. Nestes casos, o jeito é aprender a viver com a pendência, evitando tornar-se refém dela, mas estando ciente de que ela existe e uma hora ou outra precisará ser enfrentada.

>>> Algumas dessas questões mal resolvidas são simples; outras são complexas. Ambas pesam.

>>> Ontem estava conversando com uma pessoa e tocamos em dois pontos interessantes. Reforcei o pensameto de que não é possível estar bem com todo mundo todo o tempo. Quem assim age está em algum momento fingindo - para si e para os demais. Estar bem com todos sempre é resultado de tontice ou fraqueza de caráter (típicas de pessoas que não assumem posições). Isto não significa, porém, que devemos sair destratando qualquer um nem que nos tornamos ruins ao admitir que algumas pessoas e situações nos incomodam. Ao contrário: admitir isso significa que somos honestos conosco e com os demais. Cada vez mais acho que devemos deixar claro o que nos agrada e o que nos desagrada.

>>> Ainda como fruto desta conversa, surgiu um "conselho": devemos defender quem achamos que deve e merece ser defendido. Não devemos jamais ser indiferentes achando que, assim, os outros vão gostar mais da gente. Errado. Uma pessoa íntegra deve marcar claramente sua posição. E se para isso for preciso defender alguém que julgamos ter sido injustiçado, ainda que isto vá contra a maré, é preciso fazer.

>>> Eu já desejei muito que alguém me defendesse em determinados momentos porque me faltava força para agir sozinho. Não tive respaldo. De certo modo, isto com o tempo me fortaleceu - embora naquele momento tenha sido difícil. Pior do que não ter quem nos defenda (aliás, como é difícil para os outros perceber quando precisamos de apoio?) é constatar que as pessoas que imaginávamos que poderiam nos defender na verdade ajudaram a colocar lenha na fogueira.

>>> Isto tudo porque não somos sempre uma fortaleza. Somos humanos, temos momentos de fraqueza, em que precisamos de ombros amigos. Nem sempre encontramos e aí temos que nos virar. Portanto, feliz de quem tem uma mão amiga - ainda que seja uma - para lhe puxar da areia movediça. Eu, em vários momentos e por uma série de circunstâncias, tive que me virar sozinho para sair. Consegui. Podia não ter conseguido...

>>> Para finalizar, quando falo em "sozinho" refiro-me ao plano terreno. A mão divina nunca me faltou.

terça-feira, 22 de julho de 2008 | | 1 comentários

Risos e masturbações

Ontem tive mais uma de minhas aulas de roteiro. Quinta-feira próxima será a derradeira - já estou sentindo falta. A aula de ontem foi a leitura de alguns textos. Foi risada do começo ao fim. Cada figura, cada história... É verdade que metade das histórias estava deveras pornográfica, com masturbações para todo lado. C'est la vie!

Para quem está num mundo muitas vezes irreal como o do jornalismo, em que você vive em função da notícia, correndo, sob pressão, matando um leão a cada dia, fazendo o melhor e ainad assim não sendo suficiente, mudar de sintonia (sem que para isso sejam necessárias drogas de qualquer espécie) é fenomenal.

Pena que isso tudo termina na quinta-feira. Ou não?

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"Brigas merecem ser brigadas"

>>> Domingo li uma frase que me chamou a atenção. Foi no "Jornal de Domingo", caderno semanal do Jornal de Limeira. Dizia: " brigas merecem ser brigadas". Entusiasmei-me. Vivo uma fase na qual esta frase se encaixa perfeitamente. Atenção: não são todas as brigas que merecem ser brigadas; só as que valem a pena. "Saber quando agir é uma arte de paciência e autocontrole", disse o autor da frase sobre as brigas, o pediatra e homeopata Moisés Chenchinski.

>>> Algumas pessoas suportam desafios, outras não. É natural. É a seleção natural das espécies - os fortes resistem, os fracos sucumbem. Num episódio recente (de alguns meses), achei que um desafio seria suportado (não era um desafio meu, registre-se). Até com maestria. Errei. E errei porque algumas pessoas suportam desafios, outras não. Preferem ficar em sua posição de conforto. A psicologia explica.

>>> Hoje, quando acordei, um trecho de uma música me veio à mente. Veio sem que antes eu sequer desse bom dia ao mundo - uma loucura que costumo fazer. O trecho dizia: "alguma coisa está fora da ordem...". Sei a razão disso. Realmente, alguma coisa está fora da ordem. Pelo jeito, assim seguirá.

sexta-feira, 18 de julho de 2008 | | 1 comentários

A droga é real

Há alguns dias queria escrever sobre uma série que o "Fantástico", da TV Globo, apresentou. Trata-se de um material de um jovem inglês viciado em maconha. Era a vida real.

Sou quadrado - e não tenho vergonha de dizer - quando o assunto envolve drogas. Não condeno ninguém, mas não vejo vantagem alguma nelas. Conheço pessoas que experimentaram pela subversão da juventude; outras que experimentaram por charme, por ser "da moda" (isto, para mim, revela fraqueza); outras nem bem sabem o motivo...

O fato é que droga faz mal. À pessoa que usa e aos demais. Quem acha que não, saiba que a história retratada no "Fantástico" é a mais pura verdade. Falo com conhecimento de causa porque tive problemas do gênero na família.

Certa vez, tomando cerveja no bar com uns amigos, um deles brincou: "vamos fumar uma maconha?". De imediato, eu disse: "faça você e longe de mim". Ele olhou de modo estranho, como se quisesse dizer: "nossa, que caretice". Como captei o pensamento dele, fiz uma pergunta: "você gostaria que seu filho fumasse (ele tinha dois filhos)?". A resposta dele foi certeira: "Não". "Ora, se não é bom para seu filho, não é bom para você", emendei.

Mais recentemente, fiquei orgulhoso de ouvir do meu sobrinho, um adolescente de 16 anos, que não admite ficar com colegas na escola que fumam - cigarro e até maconha. Ele chegou a dizer que se oferecessem algo para ele haveria briga. Exagero. Não é preciso ser radical a este ponto, a agressão não surtirá efeito algum. Basta recusar. E saber que estes "amigos" talvez não sejam tão amigos assim.

Repito: não se trata de preconceito. Tenho amigos que já experimentaram maconha, alguns até com certa regularidade (o que pode lhes conferir o título de usuários), e nem por isso deixaram de ser excelentes pessoas. Aliás, alguns são fenomenais! Ainda assim, não consigo enxergar nada, absolutamente nada de positivo nas experiências que eles relatam.

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Uma aula surreal

Ontem tive mais uma aula do curso de roteiro. Foi um tanto surreal. Uma aula num bar, regada a chope. Foi uma situação nova para mim. E interessante. Incrível como todos conseguiram prestar atenção. Houve boas discussões. A parte mais chata foi motivada pela lei seca, que me fez tomar água enquanto outros tomavam um chope gelado... É que a aula no bar foi justamente na quinta-feira, o meu dia de dirigir até São Paulo.

Chopes à parte, conclui meu roteiro. Meu primeiro roteiro. Gostei muito da história - apesar de ter recorrido a uma solução fácil, como disse o professor. Eu me diverti, pois para mim a tal solução fácil foi uma "eureka". Bom, eu achava que era...

Um curso serve para aprendermos mesmo. Errar faz parte. Aliás, não existem propriamente erros e acertos. E se trata apenas do meu primeiro roteiro. O primeiro de, quem sabe, muitos outros.

quinta-feira, 17 de julho de 2008 | | 1 comentários

Planejamentos

Uma vez me disseram que o grande temor das pessoas é tomarem consciência de que é a vida que nos leva - não nós que a levamos. Faz sentido. Ontem estava conversando com um amigo sobre planejamentos. Ele se queixava de ser rigoroso com planos e depois se frustrar - ou até ficar meio sem rumo - quando algo foge do planejado.

Disse para ele que planejar é essencial, mas não podemos nos tornar reféns do planejamento. Ele deve servir justamenta para que, quando surjam percalços, saibamos reagir com mais facilidade, rapidez e segurança. Quando viajo, procuro fazer isso. Numa recente viagem, um amigo e eu fizemos um roteiro extremamente detalhado. Para se ter uma idéia, ele previa todas as estações de metrô que utilizaríamos a cada momento. O roteiro foi alterado? Muito. O fato dele existir, porém, facilitou a tomada de decisões.

É assim. E ainda que as decisões não sejam tomadas com tanta facilidade, não devemos nos martirizar devido a um planejamento que falhou. Ontem, por exemplo, eu me programei para ir a um evento à noite com um amigo e depois acabar um roteiro que estou fazendo. Não fiz uma coisa nem outra - por questões alheias à minha vontade. Ainda assim, fiz outras coisas e ponto. Bola para frente!

Afinal, não somos nós que levamos a vida. É ela que nos leva...

quarta-feira, 16 de julho de 2008 | | 2 comentários

Erradíssimo!

Outro dia, numa confraternização de trabalho, um colega - já um tanto alegre - começou a falar aos demais: "fulano, você está erradíssimo!"; "fulana, você está erradíssima!". Na mesa, sobraram risadas - principalmente porque ninguém entendia os motivos dos "erros".

Pois bem, lembrei disso agora porque de repente me deu vontade de falar: "você está erradíssimo!". Hahaha (putz, havia prometido para mim mesmo que não usaria este recurso da "nova linguagem virtual"...).

Por que é tão difícil entenderem o que eu digo?

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Irmãos camaradas

Em geral, prefiro usar minhas próprias palavras para expressar minhas idéias. Algumas vezes, porém, elas me faltam. E tomar emprestado algo pode ajudar - às vezes é até mais conveniente. Acho curioso como em meio a tantas manifestações mais elaboradas, rebuscadas, muitas vezes é a simplicidade que melhor traduz uma idéia. Alguém já inventou algo mais apropriado e eficaz para agradecer do que um simples "obrigado" dito de coração?

Pois bem, como ando um tanto silencioso (eta cansaço...), vou tomar emprestada uma música que se encaixa bem no que escrevi anteriormente (em tempo: a letra é de Roberto Carlos).

Você meu amigo de fé, meu irmão camarada
Amigo de tantos caminhos e tantas jornadas
Cabeça de homem, mas o coração de menino
Aquele que está do meu lado em qualquer caminhada


Me lembro de todas as lutas, meu bom companheiro
Você tantas vezes provou que é um grande guerreiro
O seu coração é uma casa de portas abertas
Amigo você é o mais certo das horas incertas


Às vezes em certos momentos difíceis da vida
Em que precisamos de alguém pra ajudar na saída
A sua palavra de força, de fé e de carinho
Me dá a certeza de que eu nunca estive sozinho


Você meu amigo de fé, meu irmão camarada
Sorriso e abraço festivo da minha chegada
Você que me diz as verdades com frases abertas
Amigo você é o mais certo das horas incertas


Não preciso nem dizer
Tudo isso que eu lhe digo
Mas é muito bom saber
Que você é meu amigo


Não preciso nem dizer
Tudo isso que eu lhe digo
Mas é muito bom saber
Que eu tenho um grande amigo

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"A vida passou a ser banal"

Peço licença para reproduzir manifestação da designer Daniela Duque, mãe de Daniel, jovem morto por um pm no Rio de Janeiro recentemente. A manifestação foi publicada hoje no jornal "O Estado de S. Paulo".

"Eu já não estou acreditando mais em despreparo. Que tanto despreparo é esse? Porque há casos isolados. Mas que tanto despreparo é esse? É uma seqüência. Foram mais de cinco em um mês, todos envolvendo policiais militares. E é impressionante que eles não se dêem conta do negócio. Aconteceu um, aconteceu dois, aconteceu...
Não sou nenhuma especialista em Segurança Pública. Fui jogada nesse meio por uma infelicidade, mas, na minha opinião, enquanto houver brechas na lei, essa que favoreceu o assassino confesso do meu filho, a impunidade vai reinar. Eles se garantem muito nessa impunidade. A mudança tem que começar com a revisão das leis. V
ida passou a ser uma coisa banal. Você tira a vida de pessoas inocentes e vira número. Virou estatística no Rio. Então, tem realmente que rever. Só vai haver mudança no comportamento da Polícia Militar quando houver mudança das leis. A partir do momento em que eles não tiverem o apoio na lei, que não tiverem brechas, vão pensar duas vezes. Se percebe claramente que eles não estão nem aí, não param para pensar antes de atirar, eles não querem saber. Estão garantidos nessa impunidade, nessas brechas que as nossas leis, infelizmente, garantem a eles.

Agora você não acha brecha para defender a vítima. Eu estou numa luta, desde que eu enterrei o Daniel, correndo para que a lei seja cumprida, estou ralando e muito. Foi toda mal conduzida a nossa investigação. Agora vem essa liberdade desse PM, e tem uma promotora envolvida. Gente, onde é que vai parar isso? Quando é que vai aparecer alguém para botar a cara e falar ?não, vamos mudar a lei, vamos fazer, vamos acontecer?? Porque chega. Você não vê um pronunciamento de um comandante da PM para dizer: ?nós erramos. Foi erro. Nós vamos rever, nós vamos fazer e acontecer.? Não. É como se estivessem apoiando. Eu agora soube que o assassino do Daniel está fazendo serviços administrativos. Espera aí, no mínimo era para estar afastado da função.


Há milhões de falhas. Existe corporativismo, sim. As autoridades subestimam a gente. Estou sofrendo na pele, estou passando por isso agora. E tem que começar pela mudança das leis. Existe a parte boa da polícia, gente. Há a parte boa. Eu mesma recebi depoimentos e e-mails de policiais me dando força, de como eles sofrem com isso. Está acontecendo uma desmoralização da polícia. E eles não podem deixar isso acontecer. Qual é o crédito que essa polícia tem hoje perante a sociedade? Nenhum.


Agora, não sei se eles vão esperar acontecer mais alguma coisa para começarem a rever os critérios de aprovação, o treinamento dessas pessoas, o preparo que eles dão. Será que oito meses são suficientes para colocar arma na mão de uma pessoa que está mais do que provado que é incapaz de ter essa autoridade toda?


Eles vivem sob pressão. O Rio de Janeiro é um lugar violento. Eles temem um milhão de coisas. Mas a população de inocentes não tem absolutamente nada com isso. É uma instituição criada exclusivamente para defender, para colocar ordem, e não é isso que está acontecendo. Os papéis se inverteram. Nós estamos sendo mortos, assassinados por PMs. Eles têm que parar e mostrar serviço. Senão, não sei aonde a gente vai. Está tão assustador, e agora o caso desse rapaz...


Essa é minha luta. Quando fiquei sabendo que (o PM que atirou em seu filho) foi solto, desesperei, todo mundo ligando, ?como é que pode?. Foi, como eles dizem, ?uma falha técnica na lei?. Mas essa falha poderia ser tanto a favor como contra a liberdade. Agora, e a falha técnica de ter matado meu filho? É isso que a gente fica tão revoltada. A lei é tão rigorosamente cumprida a favor de criminoso, e precisa ser implorada, suplicada e assistida de muito perto para ser cumprida para a vítima.


Mas vou ser sincera: não tem como desistir. Se a gente não tiver esperança, vai fazer o quê? As pessoas não podem perder a esperança, porque quando perde a esperança se acomoda de uma tal maneira... Não são só as autoridades que são culpadas. A sociedade tem parcela de culpa. Quando você corrompe um policial, quando você dá dinheiro, você está fazendo parte disso. Esse jeitinho brasileiro tem que mudar. O comportamento da sociedade tem que mudar. E, se realmente você perder a esperança e sentar para ver acontecer, vai virar um caos total. Não perco a esperança não, e vou ser sincera: a liberdade desse policial, você não sabe o gás que me deu, como me impulsionou. Reascendeu dentro de mim uma coisa por Justiça, por correr atrás mais ainda. E acho que as pessoas têm que ter esse fôlego, pegar e dizer ?não, vamos mudar, vamos fazer, pelo bem de todos.? Não sou só eu, pode ser qualquer um."

segunda-feira, 14 de julho de 2008 | | 1 comentários

Devaneios

>>> A vida tem algumas regras importantes. Uma delas - que costumo dizer às pessoas - é: “não espere dos outros mais do que eles podem dar”. Se ignorar esta regra, corre-se grande risco de se decepcionar.

>>> Cada um é do tamanho de seu sonho. Às vezes brinco com as pessoas e elas riem. Não sabem que estou brincando da boca para fora, mas dentro de mim estou falando sério. E hei de lembrar destes momentos.

>>> Ouvi uma frase durante a aula de roteiro que me fez lembrar de um amigo. Quero dedicá-la a ele. É tola, mas para mim faz muito sentido. É mais ou menos assim: “se alguém tiver que ganhar sozinho o maior prêmio da loteria, que seja tal pessoa. Ela merece!” Sim, Henry Villela, você merece, cara!!!

>>> Por fim, algumas palavras que hoje fazem muito sentido.

Moucos, poucos
ouvidos
Superficiais, jamais
seres
Jamais permitas

Tristes, assim
tristes
Ante poucos
e moucos
ouvidos

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Oportunidades

Ontem fui assistir à Orquestra de Coro, um braço da Orquestra Sinfônica de São Paulo (Osesp), que se apresentou na Catedral Nossa Senhora das Dores, em Limeira. Belo cenário, bela música. Foi um momento encantador - esta é a melhor palavra para definir a apresentação. Lamento não poder assistir às outras três participações da Osesp na cidade... Ficará para outra oportunidade.

É justamente sobre oportunidade que a presença da Osesp em Limeira me fez refletir. Outro dia, ao voltar de um curso em São Paulo, comentávamos - um amigo e eu - sobre as diferenças de quem nasce/vive na Capital e no Interior. Ainda que Limeira seja uma cidade de médio porte, as oportunidades em São Paulo são incomparáveis. Obviamente, a concorrência é também muito maior.

Para quem gosta de aprender sempre, porém, este último detalhe pouco importa. O que é relevante é o primeiro aspecto. Nesse sentido, para quem gosta de aprender sempre, estar fora "do eixo" dos acontecimentos é angustiante. Quase que diariamente vejo uma série de atividades que gostaria de ver. Uma nova exposição, uma peça de teatro, a Osesp...

No fundo, se a vida nos dá condições de ser algo mais, não devemos nos acomodar. Eu estive acomodado, admito. Estou buscando mudar. Viva São Paulo! Viva o mundo!

domingo, 13 de julho de 2008 | | 0 comentários

Verdão, que verdão?

>>> O Palmeiras esteve ridículo contra o São Paulo. Dispensa coméntários tamanha a facilidade com que foi envolvido pelo adversário. Essa nova zaga palmeirense, uhmmmm... Aliás, tirando o jogo contra o Cruzeiro, o time tem deixado a desejar. Muito a desejar.

>>> Estava lendo agora o blog de um amigo. Ele escreveu sobre a Bossa Nova, fez uma bela e válida homenagem. Fez referências aos anos 50. Isso me colocou a pensar. Pois bem, ele admira os anos 50. Eu sou mais anos 60. Acho que foram mais nervosos e, sendo assim, permitiram maiores reflexões e mudanças de paradigmas. Curioso, essa diferença de gosto em relação à década explica as diferenças de personalidade.

>>> Quando iniciei este blog, fiquei pensando: "por que interessa aos outros saber o que eu penso?". Na hora, eu mesmo respondi: "não estou preocupado com isso". Quero apenas externar meus pensamentos, sejam quais forem, em quais áreas forem. Pode ser que eu escreva aqui uma postagem e, cinco minutos depois, já tenha mudado de opinião. Pode ser. E daí?

>>> O fato é que algo tem me interessado neste blog: meus pensamentos estão aí, para quem quiser lê-los. É uma nova fase, em que agradar a todos deixou de ser o referencial. Quero agradar aos que merecem, aos que me interessam e aos que me agradam, ainda que não mereçam nem me interessem. É isso.

>>> Quando escolhi o nome deste blog, "Bate-bola", quis fazer uma referência ao futebol, uma de minhas paixões. Cheguei a iniciar um blog sobre esportes, mas a falta de tempo para atualizá-lo no ritmo dos jogos fez-me desistir da idéia. Um amigo disse que este blog deveria se chamar "Tiro ao alvo". Não, meu objetivo não é este - embora tenha entendido a brincadeira dele, que faz certo sentido. Afinal, as primeiras postagem foram um tanto raivosas. Havia motivos.

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Sonhos...

Estava assistindo a um programa na TV e ouvi uma frase que me chamou a atenção. Decidi reproduzi-la aqui: “UM SONHO PELO QUAL NÃO LUTE PODE ASSOMBRÁ-LO PELO RESTO DE SUA VIDA”. É isso!

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Curso online 3

O meu mais recente exercício no curso de roteiro foi a elaboração da escaleta, que vem a ser a previsão das cenas de uma obra. Por ser um pouco extensa, decidi coloca-la como comentário a esta postagem. Portanto, quem desejar lê-la, é fácil. A seguir vai o comentário do professor.

“Rodrigo, sua história está bem estruturada, amarrada e a escaleta está ok e num tamanho adequado para um roteiro de 15 minutos. Agora é seguir em frente e partir para os diálogos.”

sexta-feira, 11 de julho de 2008 | | 0 comentários

Ode à felicidade

Ontem um colega de trabalho me ouviu cantando no corredor e perguntou: "está feliz hoje?". De imediato, respondi: "sou sempre feliz!". E é verdade. Claro que, como todo ser humano normal, tenho vários - vários mesmo - momentos de angústias, raivas, etc. Estes sentimentos, porém, vêm e vão. Estão em mim ocasionalmente; a felicidade não, está na essência. É algo difícil de explicar, só é possível sentir. É o que se costuma chamar de estado de espírito.

Quem me conhece, costumeiramente me acha bravo, de face fechada, arredio e, nos últimos tempos, irritado e impaciente. Tudo isso é verdade. Ainda assim, nada disso muda o tal estado de espírito. Talvez para desespero de alguns...

Muitas pessoas confundem felicidade com posses. Outras costumam projetar sua felicidade nos outros. Eu não faço uma coisa nem outra. Essa tal felicidade a que me refiro existe AINDA QUE tenhamos percalços na vida e APESAR deles. Algumas pessoas acreditam que o fato de estarmos eventualmente irritados pode significar que não estamos bem com algo. No meu caso, não há nenhuma relação.

Então, sintam-se convidados para compartilhar um brinde à felicidade!

quarta-feira, 9 de julho de 2008 | | 5 comentários

Curso online 2

Como estou tornando público meu curso de roteiro, fiz hoje mais um exercício. Tive que apresentar a sinopse da minha história. Ei-la:

“A história se passa numa cidade do interior de Minas Gerais. Um homem de meia idade, com algumas posses, acredita que Deus ordenou-lhe que construa uma vila onde morarão os ‘eleitos’ até o dia do Juízo Final. O homem ocupa ilegalmente uma área de proteção ambiental e dá início à vila ao mesmo tempo em que suas pregações vão angariando fiéis. Preocupado com a ocupação irregular e a aglomeração de pessoas sob as ordens do novo ‘pastor’, o prefeito da cidade - tipo coronel – ordena a remoção da vila. Inicia-se um atrito que parte do campo das palavras para um possível confronto. O clima esquenta e o ‘pastor’ identifica no prefeito a figura do demônio – a quem joga pragas. No auge da disputa e sem chance de trégua, o prefeito decide destruir a vila. Fiéis fogem, o ‘enviado’ de Deus tenta resistir e morre. O prefeito comemora até que, dias depois, morre de um mal súbito.”

O parecer do professor vai a seguir:

"Rodrigo, sua sinopse está ok, com começo, meio e fim, sem entrar em detalhes de como tudo acontece e, sim, mostrando apenas O QUE acontece. Volto a repetir sobre o tamanho do seu enredo, como já havia dito no primeiro parecer. Temos apenas 15 minutos para contar uma história. É muito pouco tempo. É imprescindível fazer um recorte do que foi apresentado, contar apenas uma parte dessa história, pois não há tempo hábil para contar sem acabar sendo superficial. Qual o ponto de partida? A vila já existe e é o embate entre o pastor e o prefeito?"

Em tempo: estou gostando muito disso!

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Relações perigosas

Definitivamente, tem gente que nasceu para ser infeliz. Ou melhor, todos nascemos para sermos felizes, mas algumas pessoas fazem um imenso esforço para alcançar a infelicidade. Não é à toa que vivem sozinhas, afinal não têm postura suficiente para alimentar uma amizade. Como não conseguem alimentar uma amizade, ficam perambulando de um a outro, pegando carona na bondade alheia, até que são desmascaradas. De vez em quando ainda encontram alguma alma boa que lhes concede uma valsa. E só.

Essas pessoas não percebem que o que falam hoje não se sustenta amanhã. Afinal, como justificar que hoje você ataca e amanhã está ao lado do seu alvo, como se amigos fossem? Algo está errado. E o que é mais curioso: a vida se encarrega de revelar estas relações perigosas, promíscuas, superficiais. A vida se encarrega de desmascarar a falsidade. Estas pessoas são de dar dó. Estão fadadas à infelicidade. Um brinde a elas!

terça-feira, 8 de julho de 2008 | | 2 comentários

Sobre amigos

>>> Acabei de escrever uma série de coisas. Perdi tudo. Vou agora apenas resumir. Cansei por hoje.

>>> Não sei se repararam, mas fiz questão de não citar o nome de ninguém até agora. Achei que não tinha esse direito. No entanto, ao escrever um blog, a gente assume nossos pensamentos e impressões. E são apenas isso: nossos pensamentos e impressões. Portanto, já não vejo mal algum em citar nomes.

>>> É curioso, mas normalmente faço amizade com pessoas muito diferentes de mim. Isto é um enorme desafio (sim, é mais fácil lidar com o semelhante); ao mesmo tempo, tem sido uma enorme oportunidade de aprendizado e crescimento. Basta estar de coração aberto. Disse certa vez a um amigo que ele acostumou-se a ter amigos que pensavam como ele. É cômodo - e meritório até! Eu era a exceção. Não me sinto melhor nem pior por isso (embora, disse isso a ele, sentia-me incomodado com comparações).

>>> É óbvio que meus amigos me conhecem mais do que meus colegas. É óbvio que estes me conhecem mais do que as pessoas que cruzam comigo em alguma oportunidade. Há, porém, uma pessoa que convive com minhas angústias, tristezas e alegrias. Que sabe quando - e quanto - choro, o que muitos amigos não vêem; que sabe quanto e como me preocupo com as pessoas e quero ajudá-las, o que muitos amigos não vêem; que sabe quanto amo as pessoas que me querem bem, o que muitos não vêem. Seu nome é Mirele.

>>> Um amigo disse recentemente que eu sou uma nova versão do Rodrigo, o Ronilo. E que ele é a nova versão de si, o Dadrigo. Perfeito. Captou a essência do negócio. Felizmente - ou infelizmente - só nós compreendemos o que isso significa.

>>> Este mesmo amigo me disse que eu estou foda (em virtude deste blog). Não quero fazer tipo. Não estou fazendo tipo. Estou sendo sincero.

>>> Acho que um amigo - o mesmo citado acima - não tem noção de quanto aprendi e tenho aprendido com ele. Acho que ele pensa que, neste momento, eu tenho ensinado mais. Besteira. Talvez ele não saiba - ou até sabe, só não tem plena consciência disso - que o "novo Rodrigo" é muito fruto de seus pensamentos. Sou muito grato por isso e por encontrar pessoas assim na minha vida. Um dia serei grato a ele.

>>> É curioso como a amizade se fortalece ao considerar quanto o outro pode nos ensinar. Por isso estranho algumas pessoas mais fechadas - o diálogo aberto é uma fonte de aprendizado.

>>> Já escrevi demais e perdi o texto duas vezes. Por isso, vou encerrar escrevendo sobre um outro amigo. Discordo de algumas coisas que ele pensa (é normal). Discordo de alguns de seus atos (é natural). Acho que ele aposta sempre na negociação quando, às vezes, é preciso optar pelo confronto. Um dia, quem sabe, vou lhe dizer isto mais claramente - quando ele tiver paciência para ouvir, o que acho que hoje não tem. Este amigo, porém, tem algo essencial: caráter.

>>> Aliás, se há algo em comum entre estes e outros amigos, é o fato de serem pessoas fenomenais!!! E não é preciso nominá-los.

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Curso online

Como já citei, estou fazendo um curso de roteiro. É algo completamente novo para mim. Tenho muitas idéias na cabeça e nenhuma noção de como concretizá-las. Busco sempre a perfeição, mas não tenho o menor receio de errar. O erro nos dá a oportunidade de aprender.

Pensando em tudo isso, decidi tornar pública a minha participação nesse curso. Não sei se interessa a alguém, mas tomei esta decisão e ponto. Quanto a gente escolhe fazer um blog é porque quer compartilhar idéias e pensamentos com outras pessoas. Tudo se torna um livro aberto.

Fiz apenas uma aula. Minha primeira tarefa foi fazer uma story-line, que vem a ser um resumo (bem resumido) da minha história - que, por sorteio, deve conter os conceitos de "criação", "casa" e "Deus". Ei-la, pois: "Homem cria uma vila em área ilegal para acolher os eleitos por Deus e se dá mal".

A seguir está o comentário de meu professor. Como não falei com ele sobre este blog, não citarei seu nome - embora não veja nenhum problema; trata-se apenas de uma questão de respeito.

"Rodrigo, você parece ter captado o conceito de story-line, que é a definição de sua história em uma única linha. Porém eu ainda tentaria ser um pouco mais sucinto, pode tirar o 'e se dá mal'. Gosto da sua definição e a idéia parece ser boa. Não sei como você está pensando em desenvolver o roteiro, pois está faltando a sinopse. E de antemão, fique atento ao tamanho da mesma, pois temos apenas 15 minutos para contar uma boa e concentrada história."

É isso. Quinta-feira tem mais aula. Desta vez é meu dever chegar no destino (e espero sinceramente contar com a paciência e a compreensão do passageiro; dirigir em São Paulo ainda é um desafio para mim).

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Um ato

Cometi hoje uma pequena maldade - em nome do que considero ser justo. Na verdade, as pessoas precisam saber que não somos idiotas. Idiota é quem precisa de expedientes baixos, escusos, para se manter. Idiota é quem precisa puxar saco para conseguir algo. Idiotas...

segunda-feira, 7 de julho de 2008 | | 0 comentários

Só uma reflexão

É engraçado como alguns sentimentos crescem dentro da gente. Sempre fico muito feliz quando posso ser útil a um amigo. Isso reforça a confiança e os laços de amizade. Além disso, fico imaginando que se fosse comigo, queria ter alguém com quem contar.

Há também momentos em que não me sinto como amigo. Não me sinto útil. Não que seja legal os outros terem problemas para que possamos ajudar. Não se trata disso. É que como todo ser humano tem seus momentos de angústia, tristeza, incerteza, não poder participar disso como amigo soa-me estranho. Como se não houvesse confiança.

Sei lá. Ninguém é igual a ninguém. Procuro respeitar as pessoas. E amigos são amigos - com suas e nossas diferenças. Ponto. Esta postagem é apenas uma reflexão.

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Troca de passes

>>> Comecei a fazer um curso de roteiro. Sempre tive atração por televisão, sempre gostei de novelas - a primeira a que assisti foi "Selva de Pedra" - e ultimamente tenho ficado com vontade de escrevê-las. Tenho muitas histórias na cabeça. Confesso que me atrai a possibilidade de brincar com personagens, com histórias, etc.
Em tempo: dei-me conta somente agora que, ao me apresentar no curso, falei que gostava dessa possibilidade de "brincar de Deus" ao escrever novelas; ao sortear as palavras que devem estar no meu roteiro, eis que surgiu "Deus". Coincidência?

>>> Tenho estado impaciente - principalmente com a soberba e a falsidade alheias. Repito: quem me ouve me acha intolerante. Que achem, não estou preocupado. Quero que se fodam. Tenho mentalmente mandado muitas pessoas tomarem no c. Por enquanto apenas mentalmente.

>>> A inveja e a fofoca conseguem destruir. Definitivamente.

>>> A historinha da maçã podre num cesto é real. Principalmente se o dono do cesto aprecia esta maçã.

>>> E eu ainda é que sou o intolerante por não ter paciência para suportar maçãs podres. Lamento que outros tolerem...

>>> Não existe ninguém 100% bom. Querer parecer isso me soa como frouxidão de caráter ou idiotice. Na vida, é preciso assumir posições. Não é possível estar bem com todo mundo.

>>> Pensando em tudo isso, queria falar uma coisa a uma pessoa. Acho que ela ainda não se deu conta da realidade - ou é deveras maleável. Ainda não consegui.

sexta-feira, 4 de julho de 2008 | | 2 comentários

Confiança e amizade

Todo mundo já deve ter ouvido aquele ditado segundo o qual não existe mulher meio grávida; ou está, ou não está. Pois isso vale também para a confiança. Não existe "confiar mais ou menos". Ou confia, ou não confia. Confiança não se compra, conquista-se. Não se mede com palavras e sim com atos.

Quando alguém "confia mais ou menos", é melhor desconfiar. Se você confia "mais ou menos em alguém", verá que a desconfiança prevalece. E se você sente que alguém "confia mais ou menos" em você, saiba que o mesmo princípio é aplicado. E se alguém "confia mais ou menos" em você não merece a sua confiança.

É difícil saber o grau de confiança de uma pessoa. Não existe, porém, confiança que exclua confidências. São intrínsecas. Da mesma forma que são intrínsecas a confiança e a amizade. Esta não existe sem aquela. Logo, como não existe "mulher meio grávida" e "confiar mais ou menos", também não existe ser "mais ou menos amigo".

Em tempo: como a maioria das pessoas usa a palavra amigo como toma refrigerante, quero deixar um recado a todos: "amigos" para os momentos felizes existem aos montes. Não precisa sequer chamá-los, eles aparecem. Experimente, porém, precisar de alguém num momento difícil - mas bem difícil, daqueles que exigem que o outro abra mão de si mesmo. Faça a recontagem das suas "amizades" e fique feliz se o saldo for positivo, ainda que baixo.

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Tolerância e perdão

Algumas vezes me acham intolerante. Sou maleável. Quem pensa que sou intolerante não me conhece verdadeiramente. Saberia enumerar um a um os fatos que me levaram a desistir de algumas pessoas - poucas, é verdade. Quem ouvir, concluirá: "sim, Rodrigo, você teve muita paciência e ofereceu muitas chances".

Contudo, quando chego neste ponto de desistir, já era! Não haverá argumento que me convencerá que vale a pena. Algumas pessoas me conhecem apenas nesta fase - e tiram conclusões precipitadas. Porque nesta fase torno-me (e não sou) intolerante. Admito: não suporto choramingos falsos, sorrisos falsos... Prefiro a frieza sincera. E, convenhamos, paciência tem limite.

Conheço gente que tolera algumas situações assim. Eu não. Respeito a opinião alheia, mas fico realmente irritado quando percebo que não respeitam a minha. O que para alguns pode parecer intolerância, para mim é convicção. Talvez por isso ache estranho pessoas que levam "porrada" e momentos depois estão trocando confidências com quem bateu.

Perdoar é algo nobre - e bem diferente de insistir em situações em que impera a falsidade. Por algumas pessoas, insisto em lutar. Por outras, com todo o respeito, FODA-SE!

quinta-feira, 3 de julho de 2008 | | 3 comentários

Um ideal

Há tempos pensava em fazer um outro blog (tenho um sobre viagens) para tornar públicas minhas idéias. Como tenho me sentido provocado ultimamente ante tantas manifestações de incompreensão sobre meus pensamentos, apressei este projeto. Quero deixar claro desde já que neste espaço pretendo falar de tudo. Não quero restringir temas - ao contrário do meu blog de estréia, o "Piscitas", no qual falo apenas sobre viagens e afins.

Para abrir este novo blog, pensei muito no que escrever. E cheguei à conclusão que a oração de São Francisco de Assis, minha favorita depois do Pai Nosso, resume bem o que penso - e quem me conhece de fato há de entender (ah, este espírito sagitariano...). Faço questão de frisar que, ao eleger a oração de São Francisco como apresentação, não pretendo insinuar qualquer tipo de comparação. Seria leviano. Quero apenas que sirva de reflexão para todos como serve para mim.

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais

consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...